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Convento de Cristo – Petição
Rui Ferreira é o primeiro subscritor de uma petição online, a dirigir aos Ministérios das Finanças e da Administração Pública e da Cultura:
“A Portaria nº1130/2007, de 20 de Dezembro, impõe a afectação de um castelo, o de Tomar, e da Ermida de N. Srª da Conceição, integrando o Conjunto Monumental Património Mundial,(Convento de Cristo) afecto ao IGESPAR, a uma nova tutela, que a concretizar-se, resultará num objectivo desmembramento daquele conjunto.
Importa saber que é, exactamente, a diversidade arquitectónica e histórica na sua íntegra continuidade que sustenta o reconhecimento do Conjunto como Património da Humanidade:(Castelo, Convento, Cerca, Ermida e Aqueduto).
Este desmembramento representa um retrocesso, cultural e da política de gestão deste património, até à situação anterior a 1875.
Lutemos pela unidade da memória da Ordem do Templo e da Ordem de Cristo em Tomar!!!”
Esta petição pode ser subscrita aqui.
O que está em causa é, basicamente, a quebra da unidade formada pelo conjunto monumental formado pelo Castelo templário de Tomar (que passa a estar subordinado à Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo) e pelo Convento de Cristo (até agora afectos, em ambos os casos, ao ex-IPPAR).
Fotos das eleições presidenciais nos EUA
Num projecto conjunto do The New York Times e da Aiga (associação profissional de design), encontra-se já disponível uma compilação de fotografias das eleições presidenciais nos EUA, da autoria de cidadãos “anónimos”.
(via Jornalismo & Internet)
Escrever direito por linhas tortas
Em três dias consecutivos, três decisões governamentais vieram encarreirar o que parecia destinado a descarrilar.
Quando, na passada Terça-feira, ouvi um Secretário de Estado defender (tão) convictamente (apontando vantagens para os beneficiários…) a mais abstrusa das medidas que porventura algum Governo democraticamente eleito já adoptara em Portugal – a de pagar retroactivos de reformas (nalguns casos de valor inferior a 10 euros por pensionista) repartidos em 14 mensalidades (que podiam atingir a módica quantia de 60 cêntimos!) -, receei pela minha sanidade mental; confesso que pensei que, das duas uma: ou o referido responsável não alcançava as implicações do que anunciava ou nos tomava a todos por “parvos”. Felizmente, o bom senso acabou por imperar, com o Ministro a vir, no dia seguinte (na sequência da vaga de contestação que imediatamente se gerou), desdizer o seu Secretário de Estado.
No dia seguinte José Sócrates quebraria finalmente o “tabu” sobre a ratificação do Tratado de Lisboa. Inevitavelmente, sem poder ignorar as pressões de diversos líderes europeus, assim como a “recomendação” do Presidente da República, não teve pejo em deixar cair uma promessa eleitoral – a da realização de um referendo ao Tratado Constitucional Europeu – decidindo-se pela via parlamentar. Claro que era dispensável a alegação de que o Tratado de Lisboa é “uma coisa diferente”… mas esta é, não obstante – e a meu ver – a melhor opção. Honestamente, alguém pensaria que um eventual referendo desta natureza (geralmente objecto de instrumentalização para discussão de política interna) teria uma participação que se aproximasse sequer dos 50 %? Em consciência, terá o cidadão comum a capacidade – ou, sequer, interesse – em ler, descodificar e interpretar este Tratado? Seria uma oportunidade para debater a Europa, para informar os portugueses? Para além do meu cepticismo sobre a sua eficácia (in)formativa, com que custos se faria esse debate?
Hoje, contrariando o “jamais” do Ministro da tutela, em mais um recuo motivado por pressões externas, o Governo abandona o projecto do novo Aeroporto na Ota, subordinando-se – nesta “decisão prévia e preliminar” – às conclusões de estudo do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que, numa análise comparativa, apontou como localização preferencial Alcochete. Também aqui, esta inflexão de estratégia parece vir a conduzir à opção mais correcta.
Sob uma forte onda de contestação ao seu estilo de governação (o qual não advogo), por alguns considerado “autoritário”, “arrogante”, “faltando à sua própria palavra”… chegando até ao extremo de ser apelidado como “censório” e “ditatorial”, o facto objectivo é de que – vendo-se compelido a adoptar uma postura não autista, acabando por ter de dar ouvidos à envolvente externa – Sócrates toma decisões, escrevendo direito (mesmo que por linhas tortas), em flagrante contraponto ao contexto hoje vigente a nível das principais forças de oposição parlamentar, aparentemente falhas de ideias, sem efectivas medidas alternativas a propor.
Lisboa – Dakar cancelado por motivos de segurança
“Tendo em conta as actuais situações de tensão politica, a nível internacional, o assassinato de quatro turistas franceses, no passado dia 24 de Dezembro, atribuído a um ramo do Al-Qaeda, no Magreb islâmico, e acima de tudo as ameaças, directas, lançadas contra a prova, por movimentos terroristas, a ASO não pode tomar outra decisão que não seja a anulação da prova”.
[…]
“A primeira responsabilidade da ASO é a de garantir a segurança de todos: populações dos países atravessados, concorrentes amadores e profissionais, sejam eles franceses ou estrangeiros, elementos da assistência técnica, jornalistas, patrocinadores e colaboradores do rali. A ASO reafirma que as questões de segurança não estão, não estiveram, nem nunca estarão em causa no rali Dakar”.
(comunicado da Amaury Sport Organisation)
Com a retirada de apoio das companhias seguradoras francesas, percebe-se que não haveria condições para a realização da prova, que, desta forma, é – pela primeira vez em 30 anos, e na véspera da sua partida de Lisboa – anulada. Subsiste a interrogação sobre se voltará a ser possível reunir as condições necessárias para a sua retoma, pelo menos a curto/médio prazo.
2007. Um ano como os outros
O ano de 2007, na perspectiva de Francisco José Viegas: Parte I, Parte II e Parte III.
Tratado descodificado
Uma análise ao Tratado de Lisboa, em vários capítulos, por Miguel Portas (Deputado no Parlamento Europeu, eleito pelo Bloco de Esquerda).
100 anos de Oscar Niemeyer


A propósito do centenário de Oscar Niemeyer, que hoje se celebra, vale a pena passar pelo f-world, um dos melhores blogues portugueses.
Irene Pimentel – “Prémio Pessoa” – 2007
A historiadora Irene Pimentel foi hoje distinguida com o Prémio Pessoa, concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período – e na sequência de uma actividade anterior – tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.
Irene Pimentel, investigadora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem-se dedicado ao estudo da História Contemporânea, consistindo a sua Tese de Mestrado em “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo. As organizações femininas do Estado Novo (Obra das Mães pela Educação Nacional e Mocidade Portuguesa Feminina), 1936-1966”, tendo adoptado como tema para a sua tese de Doutoramento (defendida em Janeiro de 2007) o estudo “A Polícia Internacional de Defesa do Estado – Direcção-Geral-de-Segurança (PIDE/DGS). História da Polícia Política do estado Novo, 1945-1974”.
Nas edições anteriores, foram premiados:
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)
Presidenciais EUA 2008 – Matriz MSNBC
Excelente esta matriz apresentada pela MSNBC, com as principais posições de cada um dos 16 candidatos anunciados às eleições presidenciais estado-unidenses do próximo ano, relativamente aos temas considerados mais relevantes, nas seguintes áreas: Economia, Energia, Saúde, Imigração e Guerra do Iraque.



