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Liga dos Campeões – 1/4 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Juventus - Ajax 1-2 1-1 2-3 FC Porto - Liverpool 1-4 0-2 1-6 Manchester City - Tottenham 4-3 0-1 4-4 Barcelona - Manchester United 3-0 1-0 4-0
O alinhamento dos jogos das meias-finais, agendados para 30 de Abril e 1 de Maio (1.ª mão) e 7 e 8 de Maio (2.ª mão), é o seguinte:
Tottenham – Ajax
Barcelona – Liverpool
Liga Europa – 1/4 de Final
Arsenal – Napoli – 2-0
Villarreal – Valencia – 1-3
Benfica – Eintracht Frankfurt – 4-2
Slavia Praha – Chelsea – 0-1
Liga Europa – 1/4 de final – Benfica – E. Frankfurt
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Sébastien Corchia (66m – Luís Fernandes “Pizzi”), Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes, Andreas Samaris (85m – Andrija Živković), Ljubomir Fejsa, Franco Cervi, Rafael “Rafa” Silva (60m – Haris Seferović) e João Félix
Eintracht Frankfurt – Kevin Trapp, Makoto Hasebe, David Ángel Abraham, Martin Hinteregger, Obite Evan N’Dicka, Danny Vieira da Costa, Sebastian Rode (85m – Mijat Gaćinović), Gelson Fernandes, Filip Kostić, Ante Rebić (68m – Gonçalo Paciência) e Luka Jović (60m – Jonathan Alexander de Guzmán)
1-0 – João Félix (pen.) – 21m
1-1 – Luka Jović – 40m
2-1 – João Félix – 43m
3-1 – Rúben Dias – 50m
4-1 – João Félix – 54m
4-2 – Gonçalo Paciência – 72m
Cartões amarelos – Andreas Samaris (82m); Luka Jović (4m), Ante Rebić (26m) e Makoto Hasebe (82m)
Cartão vermelho – Obite Evan N’Dicka (20m)
Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)
Dois aspectos inegáveis deste jogo da 1.ª mão dos 1/4 de final da Liga Europa: a forma como a expulsão de N’Dicka, logo aos 20 minutos (tendo o Eintracht sido, paralelamente, sancionado com grande penalidade, de que resultou o tento inaugural do Benfica), condicionou o desenrolar do jogo, no tempo restante; o excelente resultado averbado pela equipa benfiquista, derrotando um adversário que seguia com uma magnífica série de 15 jogos consecutivos de invencibilidade (desde o final de 2018), tendo, aliás, triunfado nas últimas seis jornadas do campeonato alemão!
Em mais uma grande noite europeia do Benfica, frente a um adversário de grande poderio, actual 4.º classificado na “Bundesliga” e detentor do troféu da Taça da Alemanha (tendo derrotado na Final, o Bayern, por 3-1), destacou-se a magnífica exibição de um jovem de 19 anos, João Félix, a marcar um “hat-trick”, tendo ainda contribuído com a assistência para o outro golo da formação portuguesa.
Bruno Lage prosseguiu a sua política de rotação, fazendo descansar André Almeida, Ferro, Pizzi, Seferović e Jonas, e surpreendendo com a forma como dispôs o seu onze em campo, incluindo Gedson Fernandes, sem uma referência óbvia no ataque.
Com rápidas movimentações, o Benfica assumiu, desde início, a iniciativa do jogo, mas a turma alemã mantinha “em sentido” a defesa contrária, com perigosos lances de contra-ataque, num início a “100 à hora”, sempre com os olhos na baliza contrária, de parte a parte.
Ainda numa fase relativamente prematura do desafio, aos 20 minutos, surgiu o momento capital da partida, precisamente devido à acção de Gedson Fernandes (depois de uma boa combinação de Samaris com João Félix, com este a lançar Gedson), a surgir isolado na grande área, cara a cara com o guarda-redes, sendo derrubado pelo defesa, do que resultaria a expulsão de N’Dicka e a grande penalidade que proporcionou o primeiro golo.
Até final do primeiro tempo, a equipa da casa poderia ter ampliado a marca, mas, ao invés, seria o conjunto de Frankfurt, que conseguia manter a sua pressão alta, a igualar a contenda, por Luka Jović (curiosamente, um avançado emprestado pelo Benfica ao clube germânico, mas que não retornará à Luz…), na sequência de uma comprometedora falha de Fejsa.
A reacção benfiquista não podia ser melhor, com João Félix, apenas três minutos volvidos, com um remate de excelente execução, de fora da área, a recolocar a sua equipa em vantagem.
O jogo estava bom, muito aberto, e, ainda antes do intervalo, haveria inclusivamente tempo para uma notável defesa do guardião Kevin Trapp, a impedir Franco Cervi de chegar ao golo, tendo, por outro lado, os portugueses passado por um pequeno susto, ao ver a bola anichar-se nas suas redes, num lance que, todavia, o árbitro invalidaria, por posição irregular, a interferir com a zona de acção de Vlachodimos.
E, se a primeira metade terminara em ebulição, o arranque da segunda metade não faria por menos, com o Benfica, sem baixar o ritmo, a ampliar para 3-1 logo aos cinco minutos, com Rúben Dias a dar a melhor sequência a um lance de pontapé de canto, após um primeiro desvio de cabeça de João Félix.
O conjunto teutónico vacilava, agora perdido nas marcações – tendo, por momentos, dado a sensação de estar “à deriva” – sem saber já muito bem se deveria privilegiar as acções defensivas ou continuar em busca de lances de contra-ataque.
Não surpreendeu, assim, que a turma benfiquista, chegasse, quase de imediato, ao quarto golo – terceiro da grande promessa do futebol português, que, na emoção do momento, não susteve as lágrimas, outra vez aproveitando o bom cruzamento de Grimaldo (que apontara o canto que estivera na origem do golo precedente) -, podendo mesmo antever-se que o marcador poderia não ficar por aí.
Visando aproveitar a alta rotação a que o jogo vinha sendo disputado, Bruno Lage apostaria então em Seferović, o qual, escassos minutos depois de entrar em campo, desperdiçou soberana ocasião para fazer o 5-1, tendo, a passe de João Félix, rematado forte, com Trapp a salvar a bola, com defesa de recurso, com a bota!
Porém, a lesão do lateral direito, Corchia, forçaria a “improvisar”, com o recuo de Gedson Fernandes para a defesa, tendo entrado Pizzi. A equipa portuguesa começava então a denotar alguma fadiga e dificuldade em controlar o jogo a meio campo.
Numa falha de marcação, Gonçalo Paciência, também recém-entrado na formação alemã, de cabeça, igualmente após um canto, antecipando-se entre Grimaldo e Jardel, bateria Vlachodimos, que talvez pudesse ter tentado mais alguma coisa…
O Benfica acabaria o jogo a gerir o resultado, optando por mão dar continuidade à estratégia de maior risco, que seguira nos primeiros 75 minutos.
Num balanço final, o que se pode dizer deste resultado? Que é bem positivo para o Benfica, muito melhor do que, porventura, seria expectável. Que, só por si, nada decide, implicando, muito possivelmente, a necessidade de a equipa portuguesa marcar em Frankfurt (recorde-se que o Eintracht ganhou já, na presente edição da prova, por 4-0 ao Olympique de Marseille e por 4-1 à Lazio e ao Shakhtar Donetsk, tendo empatado a zero com o Inter – mas também não deixa de ser verdade que nenhum destes opositores tinha conseguido derrotar os alemães, muito menos marcar-lhes quatro golos…).
Liga dos Campeões – 1/4 de Final
Ajax – Juventus – 1-1
Liverpool – FC Porto – 2-0
Tottenham – Manchester City – 1-0
Manchester United – Barcelona – 0-1
Portugal – Sérvia (Europeu 2020 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Danilo Pereira, Rafa Silva (84m – Gonçalo Guedes), Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo (31m – Pizzi) e Dyego Sousa (57m – André Silva)
Sérvia – Marko Dmitrović, Antonio Rukavina, Nikola Milenković, Uroš Spajić, Filip Mladenović, Darko Lazović (69m – Andrija Živković), Mijat Gaćinović (21m – Nemanja Radonjić), Dušan Tadić, Nemanja Maksimović, Adem Ljajić (87m – Sergej Milinković-Savić) e Aleksandar Mitrović
0-1 – Dušan Tadić (pen.) – 7m
1-1 – Danilo Pereira – 42m
Cartões amarelos – Pepe (45m); Filip Mladenović (77m), Uroš Spajić (79m) e Dušan Tadić (87m)
Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)
O nulo registado ante a Ucrânia ficara já longe de poder considerar-se um resultado positivo, mas a selecção nacional parece não ter extraído grandes ensinamentos desse encontro inaugural desta fase de qualificação, persistindo em muitas das carências apresentadas frente à Sérvia.
Com a agravante de, desta feita, ter começado por se ver em desvantagem logo ao sétimo minuto, por via da conversão de uma grande penalidade, a sancionar uma saída extemporânea de Rui Patrício, a “chocar” com um atacante contrário em plena área.
Com três alterações no “onze” inicial (entradas de Danilo Pereira, Rafa Silva e Dyego Sousa), Portugal até podia ter inaugurado o marcador, logo a abrir, por William Carvalho.
A equipa portuguesa até reagiu bem ao golo sofrido, procurando manter a lucidez, construindo jogo, o que resultaria em alguns bons lances, com Cristiano Ronaldo e Rafa Silva a colocarem à prova Dmitrović.
À meia hora de jogo, outra contrariedade, com Cristiano Ronaldo a lesionar-se, tendo sido substituído por Pizzi. A insistência portuguesa acabaria por resultar, de forma algo inesperada, num fantástico remate de Danilo Pereira, a culminar uma arrancada desde a zona intermediária, com o médio, sem oposição, a avançar até às imediações da grande área, e a colocar a bola no fundo da baliza, sem hipótese para o guarda-redes sérvio.
Pensou-se que o mais difícil tinha sido alcançado e que, no segundo tempo, Portugal poderia consumar a reviravolta no marcador, em mais um desafio em que esteve “sempre por cima”, instalado no meio-campo contrário, o que, paralelamente, dava espaço a rápidos e perigosos contra-ataques da Sérvia, num jogo mais aberto do que o anterior, com a Ucrânia.
Na frente de ataque, Fernando Santos faria a opção inversa, fazendo sair Dyego Sousa, para a entrada de André Silva, que teve o que seria uma boa oportunidade para marcar, contudo tendo chegado algo atrasado a um centro de Rafa Silva. A equipa portuguesa poderia ter também marcado por volta do minuto 70, mas a bola, cortada praticamente em cima da linha, não entraria na baliza, numa jogada em que faltou a William conseguir dar o toque final para o golo.
André Silva, de novo, estaria noutro lance que poderia ter sido crucial, ao cabecear uma bola que embateu no braço de Rukavina, tendo o árbitro, em primeira instância, apontado para a marca de grande penalidade, acabando por vir a desdizer-se, após ter consultado o árbitro assistente, no que constituiu um erro grave, assumido pelo próprio no final do jogo.
Já algo em desespero de causa, Portugal intensificou a pressão, mas não conseguiria ter a serenidade necessária para transpor a bem organizada barreira defensiva sérvia.
Com uma exibição globalmente mais positiva que a do encontro anterior, tendo criado ocasiões mais do que suficientes para justificar a vitória, a verdade é que, em dois jogos, em casa, ante os principais adversários na disputa pelo apuramento para a fase final do Europeu, a selecção de Portugal cedeu dois comprometedores empates, o que implica, desde já, a habitual necessidade de começar a “fazer contas”, passando, no caso, por ter de, pelo menos, fazer replicar aos seus adversários estas perdas de pontos, nos respectivos redutos, quando se voltarem a cruzar…
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Ucrânia 2 1 1 - 2 - 1 4 2º Luxemburgo 2 1 - 1 3 - 3 3 3º Portugal 2 - 2 - 1 - 1 2 4º Sérvia 1 - 1 - 1 - 1 1 5º Lituânia 1 - - 1 1 - 2 -
2ª jornada
25.03.2019 – Luxemburgo – Ucrânia – 1-2
25.03.2019 – Portugal – Sérvia – 1-1
(mais…)
Portugal – Ucrânia (Europeu 2020 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Rúben Neves (62m – Rafa Silva), João Moutinho (87m – João Mário), Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e André Silva (73m – Dyego Sousa)
Ucrânia – Andriy Pyatov, Oleksandr Karavaev, Sergii Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Vitaliy Mykolenko, Taras Stepanenko, Marlos (66m – Viktor Tsygankov), Ruslan Malinovskyi, Oleksandr Zinchenko, Yehven Konoplyanka (87m – Vitaliy Buyalskiy) e Roman Yaremchuk (76m – Júnior Moraes)
Cartão amarelo – Taras Stepanenko (86m)
Árbitro – Clément Turpin (França)
Não se trata propriamente de uma novidade esta aparente incapacidade da selecção portuguesa de, em jogos em casa, assumir o favoritismo, dominar e vencer com clareza, nomeadamente no arranque destas fases de apuramento para grandes competições internacionais.
Na abertura da campanha de qualificação para o Campeonato da Europa – de que é o presente Campeão título -, assinalando-se o regresso de Cristiano Ronaldo ao “onze”, depois da ausência na fase de grupos da “Liga das Nações”, Portugal denotou muitas dificuldades para superar a organização defensiva contrária, surgindo notoriamente desinspirado.
Desde cedo, perante a falta de ritmo e velocidade na circulação de bola, numa equipa porventura excessivamente conservadora, com três médios de características mais defensivas (casos de William Carvalho, Rúben Neves e João Moutinho), a alternativa encontrada para procurar chegar ao golo foi uma incessante sequência de lançamentos em profundidade e de cruzamentos, contudo sem a devida finalização, com André Silva, única referência de ataque, impotente para superar a poderosa defesa adversária, aliás organizada em duas linhas muito próximas, na qual se aglomeravam nove jogadores (para além do guarda-redes).
A Ucrânia não teve, pois, qualquer problema em “oferecer” a iniciativa de jogo à equipa portuguesa, privilegiando a inviolabilidade da sua baliza, na expectativa de algum lance de contra-ataque que lhe pudesse possibilitar chegar ao golo. Perante este sistema, Portugal insistiu muito no ataque, mas quase sempre de forma ineficaz, com muitos remates para a estatística, mas sem constituir efectivo perigo, à excepção de duas tentativas de Cristiano Ronaldo, já no final do primeiro tempo, negadas pelo guardião ucraniano.
Na segunda metade, Fernando Santos ainda tentou abrir o jogo, com a entrada de Rafa Silva e estreando o recém-naturalizado português Dyego Sousa, em substituição de André Silva, o qual tivera uma única ocasião de perigo, a que Pyatov, uma vez mais, respondeu com espectacular intervenção.
O domínio português tornara-se ainda mais notório – chegando a “alugar-se” meio-campo, no qual sobrava quase como “espectador” Rui Patrício -, mas manteve-se inconsequente.
Já na parte derradeira da partida, os ucranianos ameaçariam mesmo poder chegar ao golo, na melhor ocasião de todo o jogo, por Júnior Moraes, com Rúben Dias a antecipar-se no momento preciso. Do mal, o menos…
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Luxemburgo 1 1 - - 2 - 1 3 2º Portugal 1 - 1 - 0 - 0 1 2º Ucrânia 1 - 1 - 0 - 0 1 4º Sérvia - - - - - - - - 5º Lituânia 1 - - 1 1 - 2 -
1ª jornada
22.03.2019 – Luxemburgo – Lituânia – 2-1
22.03.2019 – Portugal – Ucrânia – 0-0
Liga Europa – Sorteio dos 1/4 de Final e das 1/2 Finais
Napoli – Arsenal
Villarreal – Valencia
Benfica – E. Frankfurt
Slavia Praha – Chelsea
Os jogos desta eliminatória serão disputados a 11 e a 18 de Abril de 2018.
O alinhamento dos jogos das 1/2 finais encontra-se também já pré-definido, da seguinte forma:
Napoli/Arsenal – Villarreal/Valencia
Benfica/E. Frankfurt – Slavia Praha/Chelsea
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 de Final e das 1/2 Finais
Ajax – Juventus
Liverpool – FC Porto
Tottenham – Manchester City
Manchester United – Barcelona
Os jogos da primeira mão serão disputados a 9 e 10 de Abril de 2019. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 16 e 17 de Abril.
O alinhamento dos jogos das 1/2 finais encontra-se também já pré-definido, da seguinte forma:
Tottenham/Manchester City – Ajax/Juventus
Barcelona/Manchester United – Liverpool/FC Porto
Liga Europa – 1/8 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total D. Kyiv - Chelsea 0-5 0-3 0-8 Inter - E. Frankfurt 0-1 0-0 0-1 Benfica - D. Zagreb 3-0 (a.p.) 0-1 3-1 RB Salzburg - Napoli 3-1 0-3 3-4 Krasnodar - Valencia 1-1 1-2 2-3 Slavia Praha - Sevilla 4-3 (a.p.) 2-2 6-5 Arsenal - Rennes 3-0 1-3 4-3 Villarreal - Zenit 2-1 3-1 5-2
Duas equipas inglesas, outras duas espanholas (com a surpresa da eliminação do Sevilla), uma da Alemanha, Itália e R. Checa acompanham o Benfica nos 1/4 de final da Liga Europa.
Espanha, Inglaterra, Itália e Portugal são os únicos países com representação nas duas competições da UEFA.
Liga Europa – 1/8 de final – Benfica – D. Zagreb
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Yuri Ribeiro (45m – Alejandro “Álex” Grimaldo), Luís Fernandes “Pizzi” (119m – Gedson Fernandes), Ljubomir Fejsa, Gabriel Pires, Andrija Živković (45m – Jonas Gonçalves), Rafael “Rafa” Silva e João Filipe “Jota” (62m – João Félix)
Dinamo Zagreb – Dominik Livaković, Petar Stojanović, Kévin Théophile-Catherine, Emir Dilaver, Amir Rrahmani, Damian Kądzior (75m – Mario Šitum), Amer Gojak (97m – Iyayi Atiemwen), Nikola Moro, Dani Olmo, Mislav Oršić (109m – Dino Perić) e Bruno Petković (86m – Mario Gavranović)
1-0 – Jonas Gonçalves – 71m
2-0 – Francisco Ferreira “Ferro” – 94m
3-0 – Alejandro “Álex” Grimaldo – 105m
Cartões amarelos – Jonas Gonçalves (67m), João Félix (74m), Alejandro “Álex” Grimaldo (90m) e Gabriel Pires (114m); Nikola Moro (14m), Bruno Petković (45m), Petar Stojanović (104m) e Kévin Théophile-Catherine (110m)
Cartão vermelho – Petar Stojanović (104m)
Árbitro – Deniz Aytekin (Alemanha)
O resultado da 1.ª mão (derrota por 0-1) era muito perigoso para o Benfica, que estava “proibido” de sofrer golos em casa, numa fase em que o acumular de jogos (praticamente de três em três dias, há mais de dois meses) implica a necessidade contínua de uma cuidada gestão do plantel. Assim, Bruno Lage procurou “poupar” Grimaldo, João Félix e Jonas (que iniciaram a partida no banco), voltando a ir a jogo Yuri Ribeiro e Andrija Živković, para além do regressado Fejsa, dando-se a estreia absoluta de Jota, elemento mais avançado, a par de Rafa, visando potenciar a rapidez desta dupla.
Mas, desde cedo, a formação croata mostrou ao que vinha, privilegiando uma estratégia de risco mínimo, em busca de manter a sua baliza inviolada, preservando assim a preciosa vantagem trazida de Zagreb, concentrando um número significativo de jogadores nas imediações do seu sector defensivo.
Não obstante o flagrante domínio territorial exercido, o Benfica experimentava, assim, grandes dificuldades para conseguir transpor a barreira croata, com a primeira nota de realce apenas aos 38 minutos, num remate de Pizzi, mas sem dificuldade acrescida para o guardião contrário.
Logo no recomeço da partida, Bruno Lage arriscou, fazendo entrar Grimaldo e Jonas, de forma a conseguir desbloquear o nulo. Para, por volta da hora de jogo, ser também chamado João Felix. E – depois de Vlachodimos ter feito já boa intervenção, a remate de Dani Olmo – a aposta seria premiada, aos 71 minutos, num lance em que Pizzi (com um cabeceamento atrasado) assistiu Jonas, o qual, transpondo a linha divisória da grande área, com um remate algo “enrolado”, mas bem colocado, não desperdiçou a oportunidade de voltar aos golos, repondo a igualdade na eliminatória.
Na parte final do tempo regulamentar, seria ainda o Benfica a única equipa a arriscar, em busca do golo que lhe proporcionasse a qualificação, procurando evitar as “horas extra” do prolongamento. Primeiro, por Rafa, a criar uma boa oportunidade, seguindo-se Jonas, com Livaković, outra vez, a negar o golo.
Chegava-se mesmo à meia hora adicional, com Gavranović e Pizzi, logo a abrir, a testarem a concentração dos dois guarda-redes. Jogava-se apenas o quarto minuto, quando Ferro, ainda fora da área, próximo da meia-lua, rematou forte e certeiro, para a baliza, com a bola a desferir um arco, batendo inapelavelmente Livaković,conseguindo um golo de belo efeito, colocando, pela primeira vez, o Benfica em vantagem na eliminatória.
Porém, um golo do D. Zagreb poderia colocar tudo em causa. E tal até poderia ter acontecido, quase de imediato, quando Gojak, de forma incrível, desperdiçou uma flagrante ocasião.
Numa primeira parte de prolongamento jogada a alta intensidade, o Benfica tranquilizaria definitivamente os seus adeptos, alcançando o golo da tranquilidade, ampliando o “placard” para um categórico 3-0, num bom remate de Grimaldo,com uma espécie de “chapéu”, com a bola primeiro a subir muito e, repentinamente, ao aproximar da linha de baliza, a cair bruscamente, sem reacção possível por parte do guarda-redes.
Na etapa final, já disputada a ritmo bastante mais reduzido, o grupo croata teria ainda nova oportunidade para reduzir a desvantagem, mas, desta vez, seria Atiemwen a não conseguir desfeitear Vlachodimos. Situação análoga se registaria ainda com Pizzi, com Livaković a impedir o que teria sido o 4-0.
Em qualquer caso, coroando a boa exibição realizada na segunda parte do tempo regulamentar e, sobretudo, na metade inicial do prolongamento, o marcador final evidencia de forma ajustada a superioridade do Benfica, que não “tinha necessidade” de ter sofrido (e de se desgastar) tanto para confirmar o apuramento, perante um adversário que lhe é notoriamente inferior.



