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JOSÉ AZEVEDO
Estamos hoje no segundo e último dia de descanso do “Tour de France”, quando estão já decorridos 2/3 da prova.
Na véspera da chegada aos Alpes, aqui deixo uma breve nota sobre a forma como esta competição tem decorrido, com destaque para o papel assumido pelo português José Azevedo.
Porque, se Lance Armstrong – obviamente com grande mérito – se prepara para definitivamente entrar na “lenda do TOUR”, aproximando-se, dia a dia, de uma inédita 6ª vitória consecutiva, há que atribuir uma parcela dessa vitória à brilhante prestação do português.
Quem teve a oportunidade de acompanhar a “épica” etapa de Sábado, com a chegada ao Plateau de Beille, não pode ter deixado de se entusiasmar com o trabalho de José Azevedo, abrindo caminho ao seu “chefe-de-fila” para uma extraordinária vitória, “destroçando” toda a concorrência (resta o italiano Ivan Basso como último obstáculo para Armstrong).
…Como não pode ter deixado de se emocionar com o “drama” de Iban Mayo (à partida, um dos principais candidatos), a correr entre o “seu povo”, basco, a querer desistir e os companheiros “a obrigá-lo a continuar”, para chegar ao fim com mais de 37 minutos de atraso… ou com a tremenda “máscara de esforço” desse enorme lutador de “antes quebrar que torcer”, que é o grande campeão Jan Ullrich, dando “tudo o que tinha”, mas perdendo precioso tempo que o coloca já a 7 minutos de Armstrong; Ullrich era o perfeito rosto dos “forçados da estrada”, num misto de raiva, frustração, impotência, mas, ao mesmo tempo, querer e força de vontade.
Voltando a José Azevedo: poderia ter ido ainda mais longe, não fossem as “ordens” da equipa? É possível… contudo, dificilmente Azevedo poderia lutar por uma vitória final no “Tour”; seria porventura possível chegar ao pódio, mas o seu actual 7º lugar é já uma demonstração de grande classe, de nível mundial. Esperemos que consiga manter o mesmo nível até final da semana, na consagração em Paris… e, já agora, que – por via de Armstrong – experimente também o “doce sabor” da vitória, que será também um pouco sua.
P. S. Uma palavra de apreço e estímulo para o jovem nadador Tiago Venâncio, medalha de bronze no Campeonato da Europa de Juniores em Natação.
[1574]
“COPA AMÉRICA” – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL
1/4 FINAL 1/2 FINAIS FINAL
0-1
---
2-0
-
1-3
-
---
0-4
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"COPA AMÉRICA"
GRUPO A Jg V E D G Pt Colômbia-Venezuela.1-0 1 Colômbia3 2 1 - 4-2 7 Peru-Bolívia.......2-2 2 Peru
3 1 2 - 7-5 5 Colômbia-Bolívia...1-0 3 Bolívia
3 - 2 1 3-4 2 Peru-Venezuela.....3-1 4 Venezuela
3 - 1 2 2-5 1 Venezuela-Bolívia..1-1 Peru-Colômbia......2-2
GRUPO B Jg V E D G Pt Uruguai-México.....2-2 1 México3 2 1 - 5-3 7 Argentina-Equador..6-1 2 Argentina
3 2 - 1 10-4 6 Uruguai-Equador....2-1 3 Uruguai
3 1 1 1 6-7 4 Argentina-México...0-1 4 Equador
3 - - 3 3-10 1 México-Equador.....2-1 Argentina-Uruguai..4-2
GRUPO C Jg V E D G Pt Paraguai-C. Rica...1-0 1 Paraguai3 2 1 - 4-2 7 Brasil-Chile.......1-0 2 Brasil
3 2 - 1 6-3 6 C. Rica-Brasil.....1-4 3 C. Rica
3 1 - 2 3-6 3 Paraguai-Chile.....1-1 4 Chile
3 - 1 2 2-4 1 Chile-C. Rica......1-2 Brasil-Paraguai....1-2
Nos 1/4 Final, serão disputadas as seguintes partidas:
Peru – Argentina
Colômbia – Costa Rica
Paraguai – Uruguai
México – Brasil
P. S. O Ma-Schamba conclui (prematuramente, digo eu, que gostava de o ler!) a sua passagem pela blogosfera, com uma excelente reflexão:
“Um blog é uma ilusão. A ilusão de ser lido. E de isso ter alguma importância. É uma bela ilusão.”
[1561]
"LE TOUR"
Ainda não terminou a grande competição que está a ser o EURO 2004, e inicia-se já hoje (em Liège, na Bélgica) a edição do 101º ano do “Tour de France“, a maior prova velocipédica do mundo.
Ao longo de 100 anos, o “Tour” construiu alguns dos grandes ícones da história do desporto: Fausto Coppi, Jacques Anquetil, Eddie Merckx (o campioníssimo …), Bernard Hinault, Greg Lemond, Miguel Indurain e Lance Armstrong (recordistas com 5 vitórias consecutivas, respectivamente entre 1991 e 1995 e de 1999 a 2003).
O “Tour” deste ano conta, como habitualmente, com 5 épicas etapas de montanha, concentradas na última semana, e apenas 3 contra-relógios (um deles, de montanha, na subida ao mítico Alpe d’Huez); deverá portanto decidir-se nas etapas de dia 16 (La Mongie) e 17 (Plateau de Beille) – nos Pirinéus -, 20 (Villard-de-Lans) e 21 (Alpe d’Huez) – nos Alpes – e 24 (Besançon – contra-relógio individual com 60 km). A consagração ocorrerá no dia 25, em Paris, nos Champs Elysées.
Lance Armstrong tem perante si um (último?) grande desafio: o de, vencendo pela sexta vez consecutiva, se tornar no maior campeão de sempre.
Como habitualmente, contará com a oposição do “resto do pelotão”, em particular desse outro grande campeão, chamado Jan Ullrich (vencedor em 1997 e já por 5 vezes 2º classificado!); uma eventual surpresa poderá vir de Iban Mayo, Ivan Basso, Tyler Hamilton ou Roberto Heras.
Poderá contar apenas com o apoio da sua equipa, a US Postal, em que milita esta época o português José Azevedo, que terá provavelmente a seu cargo uma missão de grande sacrifício, que será a de apoiar o seu “chefe-de-fila” nos momentos mais difíceis.
[1506]
JOGOS OLÍMPICOS – SORTEIO
Realizou-se hoje o sorteio do torneio olímpico de Futebol, para o qual Portugal alcançara ontem o apuramento (pela 3ª vez na sua história, depois de “Amesterdão-1928” e “Atlanta-1996” – em que terminaria a prova em 4º lugar – sendo também a única modalidade colectiva em que este apuramento foi obtido).
Os 4 grupos terão a seguinte constituição:
Grupo A – Grécia, Coreia do Sul, Mali e México
Grupo B – Paraguai, Japão, Ghana e Itália
Grupo C – Argentina, Sérvia e Montenegro, Tunísia e Austrália
Grupo D – Costa Rica, Marrocos, Iraque e Portugal
[1397]
PORTUGAL 3º NO EUROPEU SUB-21 (“ESPERANÇAS”)
A selecção portuguesa conquistou o 3º lugar no Campeonato da Europa de Sub-21 em Futebol, ao vencer hoje a Suécia por 3-2 (após prolongamento), numa prova em que a Itália acaba de sagrar-se Campeã da Europa (pela 5ª vez nas últimas 7 edições!), relegando a Sérvia e Montenegro para a 2ª posição final.
Estas 3 selecções garantiram também o apuramento para os Jogos Olímpicos, onde, com o país organizador (Grécia) constituirão o “contingente” europeu.
Foi uma prova “estranha” e muito “complexa” a da equipa portuguesa; logo na qualificação, apurando-se os dois primeiros do grupo, Portugal foi “complicando” o que parecia fácil, perdendo o 1º lugar para a Turquia. Conseguiria apurar-se “in extremis” ao vencer a selecção inglesa em Inglaterra (no último minuto, com um golo de Hélder Postiga… com o braço).
Depois, na eliminatória seguinte, começando por perder com a França em Guimarães, viu-se obrigado a nova vitória “arrancada a ferros” em França (beneficiando da expulsão do francês Cissé) – no tal jogo, em que houve “exageros” nas comemorações no balneário.
Já na Fase Final, disputada na Alemanha, começámos mal, perdendo com a Suécia por 1-3; seguiu-se um empate a 2-2 com a Suíça e, mais uma vez, na última oportunidade de apuramento, tivemos de vencer (no seu próprio terreno) a Alemanha, por 2-1.
Nas 1/2 finais, nova derrota, com a Itália (1-3), equipa que se sagraria campeã, mostrando ser de facto a mais forte da Europa.
Hoje, a culminar toda esta campanha de muito “sofrimento”, começámos a perder, demos a “volta ao marcador”, para sofrer o 2-2 no último minuto, que nos obrigaria ao prolongamento, até atingirmos finalmente o “grande objectivo”: o 3º lugar e consequente qualificação para os Jogos Olímpicos.
A “saga” continuará em Agosto… esperemos que menos atribulada e, pelo menos, com igual êxito.
Porque, independentemente dos “solavancos” por que passou, esta é uma equipa de grande potencial (que pode ainda “ganhar” 3 reforços com idade superior), o que acaba por ficar demonstrado com a eliminação sucessiva de 3 grandes potências do futebol europeu e mundial: Inglaterra, França e Alemanha.
[1393]
PORTUGAL CAMPEÃO DO MUNDO DE “FOSSO UNIVERSAL”
Numa envolvente em que o futebol domina as atenções desportivas, pouco espaço resta em geral para as restantes modalidades.
Saúdo portanto a conquista (inédita na modalidade) do título de Campeão do Mundo pela equipa portuguesa junior de Tiro – “Fosso Universal” (Tiro aos pratos) – modalidade em que Portugal conquistou já uma medalha olímpica, por Armando Marques, em Montreal, 1976 – assim como João Azevedo (Clube de Tiro de São Pedro de Rates), que se sagrou duplo Campeão do Mundo, nas categorias de Juniores e Absoluta (com uma marca de 198 / 200 pratos – um desempenho excelente que constitui record mundial de juniores!).
P. S. Uma palavra também para esse grande campeão que é (e será por muitos anos…) o etíope Kenenisa Bekele, que junta ao seu palmarés o record mundial dos 5 000 metros. Bekele – já duplamente tri-campeão mundial de cross (provas curta e longa) – vai construindo o caminho para se tornar um dos maiores atletas mundiais de sempre.
[1371]
QUEIRÓS E MOURINHO
Há pouco menos de um ano (no primeiro dia deste “blogue”!) aqui dei conta do meu regozijo pela contratação de Carlos Queirós como responsável pelo “melhor clube do mundo”, o “todo-poderoso” Real Madrid, com a sua “constelação de estrelas”.
Como sabemos agora, as coisas correram muito mal; a passagem de Queirós pelo Real Madrid saldou-se pela conquista da Supertaça de Espanha; muito pouco para as ambições do clube. O treinador português fica também associado a uma prestação muito negativa da equipa no final da época, com uma (incrível) sucessão de 5 derrotas consecutivas.
Até que ponto a má época do Real Madrid pode ser imputada ao treinador português é algo de difícil mensuração. Haverá concerteza diversos outros factores que contribuiram para o insucesso, desde logo o desequilíbrio da equipa, a excessivamente fatigante digressão de início de época, as muitas solicitações dos jogadores (que não foram capazes de ter o brio necessário para evitar aquele final de época absolutamente desolador).
A verdade “nua e crua” é que Carlos Queirós falhou; não esteve à altura das expectativas.
Agora, é José Mourinho que é (justamente) elevado aos “píncaros” da Europa do futebol, continuando a transportar o nome de Portugal. Ao ser apresentado hoje como treinador responsável por mais uma “equipa milionária”, o Chelsea, de Inglaterra, Mourinho tem em mãos um novo grande desafio.
O Campeão Europeu sabe que é um desafio de risco, mas a que não podia “virar a cara”. Se conseguir ter sucesso, será aclamado como o melhor treinador da Europa (do Mundo!?).
“Malgré tout” (o “feitio difícil” de Mourinho…), tal como há cerca de um ano, desejo sinceramente que Mourinho tenha grande êxito em Inglaterra (excepto se, por um acaso do destino, tiver de defrontar na final da Liga dos Campeões o Benfica…) e que possa confirmar a sua inegável competência.
[1365]
FC PORTO BI-CAMPEÃO EUROPEU
Uma final é sempre um jogo .muito especial.; as equipas transfiguram-se e dificilmente conseguem explanar o seu jogo habitual. Inevitavelmente, a tensão sobrepõe-se. O FC Porto não conseguiu .jogar o seu jogo., mas controlou, dominou e venceu.
E, mais uma vez, impressiona a naturalidade com que o FC Porto vence os jogos; esta final .não podia. ter outro vencedor!
Parabéns ao FC Porto e a Mourinho, o maior obreiro desta vitória, que concretizou o seu sonho; é dele o trabalho de construir esta equipa, a mais sólida e solidária da Europa.
Vitor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Deco, Pedro Mendes, Maniche, Carlos Alberto, Derlei, Alenitchev, McCarthy e Pedro Emanuel entram na história do futebol português, com o FC Porto a sagrar-se bi-Campeão Europeu.
Sem querer apropriar-me do que pertence aos portistas, saboreemos todos um pouco desta vitória que é igualmente de Portugal, com 9 jogadores portugueses (Deco incluído) no .onze. inicial . no quarto título máximo de clubes da Europa para Portugal.
Aqui fica um breve .filme do jogo.:
(mais…)
“AOS INDIGNADOS COM A EXCLUSÃO DE BAÍA”:
Já por várias vezes aqui teve oportunidade de expressar a minha satisfação com as proezas (europeias) do FC Porto, reconhecendo a inegável capacidade competitiva da equipa.
Já aqui escrevi e reafirmo: desejo sinceramente que o FC Porto seja Campeão Europeu; sem querer “apropriar-me” de algo que pertencerá com mais propriedade aos portistas, acho que todos os portugueses deveriam ficar felizes com essa vitória que ansiamos e esperamos… e em que (todos) acreditamos (desde a vitória frente ao Manchester United, e também perante os restantes resultados dessa eliminatória, escrevi que o FC Porto passava a ser o principal favorito).
Uma das coisas que aprendemos (nós, os benfiquistas) com a ausência de vitórias ao longo destes 8 anos foi a ser “tolerantes”…
É claro que reconheço o direito à indignação de quem, convictamente, acha que estamos perante uma situação injusta.
Sem pretender advogar a causa de Scolari, a minha interpretação dos factos é a seguinte: Scolari ficou impressionado com a exibição que Ricardo fez no Portugal-Brasil (antes do Campeonato do Mundo de 2002) e, logo aí, fixou-o como sendo o melhor guarda-redes português (tinha aliás feito toda a campanha de apuramento para o Mundial e o lugar de titular da selecção não era objecto de grande discussão). Ricardo viria a fazer uma nova boa época (a última no Boavista), que levou a que fosse pretendido pelo Benfica e – gorada a transferência para a Luz – pelo Sporting.
Com alguma naturalidade, Scolari começou a chamá-lo à Selecção e “atribui-lhe o lugar” de guarda-redes. De boa fé, quero crer que Scolari decidiu, na primeira convocatória, não chamar Vitor Baía porque o “seu” guarda-redes titular era Ricardo e não “faria sentido” chamar Baía para o “banco”.
A partir do momento em que começaram “as pressões”, Baía ficou irremediavelmente afastado de qualquer hipótese; Scolari não iria aceitar que a sua “autoridade” fosse questionada; tinha já dado o exemplo no Brasil, com Romário.
O problema foi que Ricardo faria uma época “sofrível” no Sporting, começando também a revelar uma (inesperada?) insegurança nos jogos da Selecção. E aí, acho que Scolari cometeu um erro ao não “rodar” mais outros guarda-redes; a aposta quase exclusiva em Ricardo deixou-o numa posição difícil, embora irreversível no que respeita a Baía; não lhe era possível “voltar atrás” sem “perder a face” (apesar de ter pretendido “defender-se” com a chamada de Maniche).
Em conclusão (que já vai longa esta “carta aberta”): Scolari cometeu um erro de avaliação; apostou tudo em Ricardo, que não tem estado à altura. E ficamos agora na contingência de saber como reagirá o guarda-redes à pressão, numa situação de “alta competição”.
Agora, o que não vamos concerteza é “deixar de ser portugueses” porque Baía não foi convocado! A convocatória está feita, não é alterável. A oportunidade da contestação esgotou-se. São estes os nossos jogadores. Vamos apoiá-los? Claro que sim!
(Depois das “fracas provas no processo de avaliação contínua” – nos jogos de preparação – a avaliação final e definitiva terá de ser feita no termo do Campeonato da Europa).
[1328]



