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LEIXÕES E GUIMARÃES NA I LIGA
18 anos depois, o Leixões conseguiu hoje garantir a promoção à I Liga de Futebol, ao vencer o O. Moscavide por 2-1, na penúltima jornada da Liga de Honra (com o seu treinador, Vítor Oliveira, a conseguir o feito pela 5ª vez!), uma “prenda” ideal para um clube a festejar o seu centenário.
Também o Guimarães – vencendo hoje em Gondomar por 2-0 – alcançou o ambicionado regresso ao principal campeonato de futebol, um ano depois de ter interrompido um ciclo de 48 anos consecutivos de presenças na I Divisão.
Depois de liderar durante muito tempo o campeonato da Liga de Honra – conseguindo uma excelente série de 17 jogos sem perder -, o Rio Ave acabaria por soçobrar, acumulando 4 derrotas consecutivas (hoje, por 0-2, com o Olhanense), vendo-se afastado da disputa da subida de divisão.
Os Parabéns ao Leixões e Guimarães (os dois clubes com maior capacidade de mobilização de adeptos na Liga de Honra); uma palavra de alento para os vila-condenses.
CAMPEÕES
O Manchester United, em que milita o português Cristiano Ronaldo, tendo como treinador-adjunto Carlos Queirós, sagrou-se hoje campeão de Inglaterra, beneficiando do empate do Chelsea no terreno do Arsenal. Ao fim de 4 épocas repletas de sucesso (2 títulos de Campeão Nacional pelo FC Porto e outros tantos pelo Chelsea), José Mourinho não consegue, na presente temporada, melhor que o vice-campeonato – restando ainda por disputar a Final da Taça de Inglaterra, também a decidir entre os dois primeiros do campeonato.
TAÇA UEFA – 1/2 FINAIS
Werder Bremen – Espanyol – 1-2 / 0-3 (1-5)
Sevilla – Osasuna – 2-0 / 0-1 (2-1)
A cidade de Glasgow acolherá, no próximo dia 16, uma final espanhola, entre o detentor do troféu, Sevilla, e a grande surpresa da competição, o Espanyol de Barcelona, que, depois de deixar para trás o Ajax e o Benfica, eliminou sensacionalmente o Werder Bremen.
Para tal, beneficiou hoje de uma conjuntura particular, associada à ampla vantagem que adquirira na primeira mão: não obstante ter sofrido um golo logo aos 4 minutos, pelo português Hugo Almeida, veria o adversário reduzido a 10 elementos à passagem dos 20 minutos, por expulsão de Klose, na sequência de segundo cartão amarelo, por simulação de falta.
Apesar de submetido a intenso domínio até ao intervalo, na primeira descida à área contrária, num rápido contra-ataque, empatava o jogo e sentenciava o desfecho da eliminatória; viria ainda, pouco depois, a alcançar mesmo a vitória, completando uma brilhante série de 12 partidas consecutivas sem derrota na presente edição da prova!
Em Sevilla, a diferença de classe entre os dois oponentes ficou bem patente, num jogo de “sentido único”; o Osasuna não teve argumentos para contrariar a superioridade da equipa que procura revalidar o título da Taça UEFA, adicionando-o à Supertaça europeia que conquistou já esta época.
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/2 FINAIS (ACT.)
Depois da eliminação do Chelsea ontem, foi hoje a vez de o Manchester United fracassar rotundamente perante a evidente superioridade manifestada por um imperial AC Milan.
Um resultado pesado, com uma vitória da equipa italiana por 3-0, mas que poderia ter registado números ainda bem mais elevados.
Entrando na partida a um ritmo e pressão intensíssimos, empurrando o Manchester United para a sua área defensiva, logo aos 10 minutos o Milan “dava a volta” à tendência da eliminatória, colocando-se em vantagem, por intermédio de um imparável Kaká.
Quando, à meia hora de jogo, um possante Seedorf marcou o segundo golo, a eliminatória ficou sentenciada. Nunca o Manchester revelou dispor de capacidade para inverter o rumo dos acontecimentos; necessitando de marcar dois golos, a equipa inglesa cedo se “entregou”. O terceiro golo, por Gilardino, a cerca de 10 minutos do final da partida apenas veio dar uma expressão mais ajustada ao intenso predomínio do MIlan.
Envolvidos numa luta titânica pelo título inglês, Chelsea e Manchester United chegam a esta fase da época acusando notório desgaste físico e psicológico, não dispondo já de reservas para reagir à adversidade dos jogos desta eliminatória.
O AC Milan – que chegou a “estar fora” da prova, na sequência do escândalo que se abateu sobre o futebol italiano no início da época, vindo a ser reintegrado, também por via das pressões de Silvio Berlusconi para que o clube não fosse despromovido, penalização sofrida pela Juventus – e o Liverpool repetem, dia 23, em Atenas, a “louca” final de 2005, então concluída com a vitória da equipa inglesa no desempate de um “alucinante” 3-3 no final do tempo regulamentar e do prolongamento.
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/2 FINAIS
Numa ultra-competitiva eliminatória, com o Liverpool exercendo uma (muito) intensa pressão, o melhor para que o Chelsea teve capacidade foi prolongar a decisão até aos pontapés da marca de grande penalidade.
Efectivamente, sujeito a um autêntico “rolo-compressor”, o Chelsea apenas conseguiu controlar o jogo no primeiro quarto de hora de cada uma das partes, para logo de seguida o Liverpool impor o seu domínio… expresso em golo logo aos 22 minutos, por Agger, igualando a eliminatória.
Sem grandes oportunidades para decidir a seu favor a eliminatória, o Chelsea foi adiando o segundo golo do Liverpool, que se ia adivinhando… acabaria por surgir aos 100 minutos (já no prolongamento), por Kuyt, com o árbitro a anular, por pretenso fora-de-jogo.
Seria aliás no prolongamento que o jogo se mostraria mais repartido, com o Chelsea – depois de, a cerca de 10 minutos do seu termo, parecer apostar nas “grandes penalidades” – a conseguir mesmo superiorizar-se em alguns momentos… não obstante a mais soberana oportunidade de golo ter sido negada por Cech a dois minutos do final.
Mourinho – estranhamente passivo, aguardando pelos acontecimentos, sem grande possibilidade de reacção, face ao patente desgaste físico dos seus jogadores, bastante “espremidos” nesta longa e competitiva época (ele que, normalmente, prefere “provocar” os acontecimentos…) – ainda apelou ao sentido de união e de espírito de grupo nos momentos prévios ao desempate…
…Porém, seria Reina a assumir então o papel de herói (para as suas cores; de “vilão” relativamente ao Chelsea), defendendo dois pontapés, de Robben e Geremi, colocando mais uma vez um poderoso Liverpool na Final da Liga dos Campeões, a disputar em Atenas, onde encontrará o Manchester United ou (no que seria uma reedição da Final de há dois anos) o AC Milan.
Ninguém pode ganhar sempre… chega agora a hora de Mourinho se confrontar face a esta realidade…
Desempate por pontapés da marca de grande penalidade
1-0 – Zenden
Robben permitiu a defesa a Reina
2-0 – Xabi Alonso
2-1 – Lampard
3-1 – Gerrard
Geremi permitiu a defesa a Reina
4-1 – Kuyt
BENFICA, 1 – SPORTING, 1
Num jogo paupérrimo – há muito tempo que não recordo um derby tão mal jogado de parte a parte – perante um Benfica numa fase em que “quer pouco”… e “pode” ainda menos, incompreensível a falta de ambição do Sporting, assim colocando à mercê de um FC Porto (também de “fim de estação”) a conquista de mais um título.
Quais as explicações possíveis para que FC Porto, Sporting e Benfica cheguem a esta fase (crucial) da época em tão “má forma”?
Na partida de hoje, o Benfica – “oferecendo um golo de avanço”, praticamente no primeiro minuto, por Liedson (que não cheguei a ver, ainda ocupado a ajeitar o telemóvel…) – denotou durante toda a primeira metade do encontro uma enorme intranquilidade, falta de confiança, sem conseguir “ligar dois passes”; o golo do empate foi obtido mais numa reacção de “raiva” de Miccoli que na sequência de uma fase de futebol articulado e coerente.
Na segunda parte, o Benfica pareceu querer “assentar” o jogo, mas, a partir dos 60 minutos, começaram a “faltar as pernas” aos elementos-chave da equipa; as entradas de Manu (aos 65 minutos) e de Mantorras (a cerca de 10 minutos do fim) praticamente nada trouxeram de novo.
Nesse período, já o Sporting parecia satisfeito com o empate – preferindo apostar na conservação do 2º lugar do que em ir à procura do 1º… – sendo o futebol jogado “aos repelões”, muito pelo ar e com pouco nexo.
A três jornadas do fim, com as três equipas a “léguas” do seu potencial (a do Sporting será, nesta altura, a “menos má”), haverá ainda bastantes pontos para perder… mas só um FC Porto (que beneficia nesta altura de 3 pontos de avanço sobre o Sporting e 4 em relação ao Benfica) tão desastrado como o da primeira parte de ontem no Bessa poderia deixar fugir o título…
P. S. Entretanto, na Holanda, o PSV Eindhoven (de Ronald Koeman…) sagrou-se tri-campeão… por um golo de vantagem sobre o Ajax. Num fim-de-semana em que o também (precedente) treinador do Benfica, Giovanni Trapatonni, se sagrou igualmente campeão… na Áustria, com o FC Salzburg. Na Croácia, também já há campeão: o D. Zagreb.
TAÇA UEFA – 1/2 FINAIS
Espanyol – Werder Bremen – 3-0
Osasuna – Sevilla – 1-0
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/2 FINAIS
Depois da excitante partida de ontem, em que o Manchester United venceu o AC Milan por 3-2, no que terá sido um dos melhores jogos de futebol da corrente época, o encontro de hoje – apresentando um cariz diferente, bastante mais táctico – não deixou de ser disputado com grande intensidade.
José Mourinho denotou, uma vez mais – tal como demonstrara na época em que conduziu o FC Porto ao título de Campeão Europeu -, grande pragmatismo; beneficiando do “regresso” de um endiabrado Joe Cole e da enorme disponibilidade e entrega de Didier Drogba para vencer o jogo, colocando-se em vantagem na eliminatória, o técnico português preferiu “um pássaro na mão, a dois a voar”…
Logo após a meia-hora de jogo, quando alcançou o golo – num lançamento em profundidade de Ricardo Carvalho (dando imediato seguimento a uma acção defensiva), solicitando a corrida de Drogba, no flanco direito, cruzando para a zona intermediária, onde surgiu desmarcado Joe Cole, que não desperdiçou a oportunidade – o Chelsea concedeu uma aparente iniciativa ao Liverpoool, sem descurar nunca a procura de rápidos e perigosos contra-ataques.
Sem grandes soluções ofensivas por parte do Liverpool, o jogo terminaria mesmo com a vantagem mínima do Chelsea… que deixou Mourinho satisfeito, uma vez que – não sofrendo qualquer golo em casa – terá conseguido cumprir à risca a estratégia que havia delineado para este encontro.
Tal como há dois anos, Mourinho confia na sua defesa para a 2ª mão da eliminatória, em Liverpool. Veremos se o golo de hoje será o bastante para garantir a presença em mais uma ambicionada Final da Liga dos Campeões…
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/2 FINAIS
Numa partida disputada com alta intensidade, ao mais elevado nível de competitividade, o Manchester United venceu hoje, na 1ª mão das 1/2 Finais da Liga dos Campeões, o AC Milan, por 3-2, depois de – ao intervalo – registar uma desvantagem de 1-2 (com Ronaldo a perder o despique particular com Kaká, marcando o golo inaugural da partida, a que o brasileiro responderia com dois tentos).
Na segunda parte, a equipa italiana ainda assustou o Manchester, dispondo de oportunidades para “encerrar” a eliminatória… mas, como quem não marca, sofre, seria Rooney a bisar também, com o golo da vitória a ser alcançado já no período de compensação.
CAMPEÕES
Lyon (França) – onde milita o português Tiago -, Inter Milan (Itália), onde joga Luís Figo, e Celtic Glasgow (Escócia) são os primeiros campeões nacionais de futebol da corrente época, tendo garantido os respectivos títulos neste fim-de-semana, ainda a algumas jornadas do termo dos respectivos campeonatos.



