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Portugal – Chipre (Euro-2012 – Qualif.)
Portugal – Eduardo, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Manuel Fernandes (78m – João Moutinho), Raul Meireles, Danny (61m – Liedson), Nani, Quaresma e Hugo Almeida (84m – Yannick Djaló)
Chipre – Antonis Georgallides, Elias Charalambous, George Merkis, Marios Elia (66m – Savvas Poursaitides), Constantinos Charalambides (76m – Marios Nikolaou), Constantinos Makridis, Marinos Satsias, Siniša Dobrašinović, Andreas Avraam, Efstathios Aloneftis (56m – Yiannis Okkas) e Michalis Konstantinou
0-1 – Aloneftis – 3m
1-1 – Hugo Almeida – 8m
1-2 – Konstantinou – 11m
2-2 – Raul Meireles – 29m
3-2 – Danny – 50m
3-3 – Yiannis Okkas – 57m
4-3 – Manuel Fernandes – 60m
4-4 – Andreas Avraam – 89m
Cartão amarelo – Elias Charalambous (67m)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
No dia em que partiu José Torres, numa triste ironia, a selecção de Portugal relembra nesta altura o pós-Saltillo: uma equipa completamente à deriva, sem rumo, absolutamente desconcentrada, sem qualquer ligação entre os sectores, averbando um resultado absolutamente inacreditável e inaceitável.
Com o seleccionador suspenso (por 1 mês, pela Federação Portuguesa de Futebol; por 6 meses, pela Autoridade Anti-Dopagem de Portugal), na bancada, a selecção entrou em campo a perder, concedendo um golo ao adversário logo aos 3 minutos.
Mesmo conseguindo empatar apenas cinco minutos volvidos, continuariam ao longo de todo o tempo de jogo as comprometedoras falhas defensivas, traduzindo uma confrangedora intranquilidade, proporcionando a uma débil selecção cipriota atingir a inimaginável marca de 4 golos!
Mal orientada, com opções discutíveis – jogando com dois médios defensivos e apenas um ponta-de-lança -, sem comando dentro e fora de campo, mesmo alegando em sua defesa um remate à trave e outro ao poste, a equipa portuguesa apenas pode queixar-se de si própria.
Na abertura da fase de qualificação para o EURO 2012, Portugal começa já a “fazer contas de cabeça”…
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Noruega 1 1 - - 2- 1 3 2º Chipre 1 - 1 - 4- 4 1 3º Portugal 1 - 1 - 4- 4 1 4º Dinamarca - - - - -- - - 5º Islândia 1 - - 1 1- 2 -
1ª jornada
03.09.10 – Islândia – Noruega – 1-2
03.09.10 – Portugal – Chipre – 4-4
José Torres (1938-2010)

Com toda a propriedade, o bom gigante, que, um dia, pediu: «deixem-me sonhar», proporcionando imensas alegrias a tantos portugueses…
Laurent Fignon (1960-2010)
Há uma idade – da inocência – em que, quantas vezes sem sabermos explicar porquê, adoptamos como ídolos personalidades que se destacam em determinada área, com frequência particular no caso de desportistas.
Com os meus 16 anos, acompanhava com fervor a carreira de Joaquim Agostinho, em especial as suas proezas no “Tour de France”, que correria pela última vez nesse ano de 1983, terminando num muito honroso 11º lugar – para o veterano do pelotão, então já com 40 anos -, a escassos segundos da posição que lhe daria direito à tradicional “volta de honra” nos Champs Elysées.
Enquanto os franceses suspiravam pelo sucessor de Bernard Hinault, ausente por lesão, que pensavam ter encontrado em Pascal Simon – que lideraria a prova durante vários dias, inclusivamente mesmo depois de, na sequência de uma queda, ter fracturado um braço, o que inevitavelmente o viria a obrigar a desistir – um herói improvável surgiria.
Estreante na maior competição velocipédica do mundo, Laurent Fignon era um jovem parisiense de apenas 22 anos, que “chegou, viu e venceu”. E assim, do nada, nascia o meu novo ídolo!
Com o seu sucesso me entusiasmei na fase decisiva da prova de 1983, e, ainda mais vibraria, no ano seguinte, com a forma categórica como se impôs ao regressado “todo-poderoso” Hinault, com triunfos em 5 etapas!
Porventura não tanto quanto sofri com a decepção de 1989, perdendo ingloriamente a competição para o estado-unidense Greg LeMond por escassos 8 segundos, após mais de 3 000 km percorridos, e quase 100 horas a pedalar.
Retirado da competição, mas acompanhando o ciclismo até ao fim – agora como comentador televisivo -, ao mesmo tempo que lutava contra um implacável adversário, o meu ídolo teve hoje a última derrota da sua vida. Tinha apenas 50 anos…
Sara Moreira medalha de bronze no Campeonato da Europa de Atletismo
A jovem atleta portuguesa Sara Moreira, já campeã do mundo universitária, conquistou hoje a medalha de bronze na prova dos 5 000 metros do Campeonato da Europa de Atletismo, a decorrer em Barcelona, ampliando para 4 o número total de medalhas obtidas por atletas portugueses nesta competição (1 medalha de prata e 3 de bronze).
Na prova desta tarde, apenas foi batida por duas atletas de origem etíope, em representação da Turquia, sendo imediatamente seguida por Jessica Augusto (medalhada nos 10 000 metros), hoje a terminar num bom 4º lugar.
Portugal – 3 medalhas no Campeonato da Europa de Atletismo
Nos Campeonatos da Europa de Atletismo, disputados em Barcelona, os atletas da selecção portuguesa acabam de conquistar mais duas medalhas, ampliando para três o pecúlio já alcançado.
Depois de, ontem, João Vieira ter repetido o 3º lugar que havia obtido já na anterior edição, em 2006, nos 20 km Marcha, Naide Gomes repetiria também a 2ª posição na prova do Salto em Comprimento, com 6,92 metros – empatando com a vencedora, a letã Ineta Radevica (atleta que representou o F. C. Porto), com o desempate a ser efectuado, nos termos regulamentares, pela segunda melhor marca alcançada por cada uma das atletas (respectivamente 6,68 e 6,87 metros); logo de seguida, seria Jessica Augusto a conquistar também a medalha de bronze nos 10 000 metros (atrás de Elvan Abeylegesse, da Turquia, e de Inga Abitova, da Rússia).
A encerrar o segundo dia de competição, uma empolgante final dos 100 metros, com o bi-Campeão Europeu (100 e 200 metros) de 2006, Francis Obikwelu, regressado após a interrupção da carreira, a ser creditado com o 4º lugar – numa prova vencida pelo francês Christophe Lemaitre, com a marca de 10.11s -, tendo os atletas classificados do 2º ao 5º lugar sido cronometrados com o mesmo tempo (10.18s)!
Alberto Contador x 3
Depois dos triunfos de 2007 e 2009 – e de se ter visto impedido de correr a prova em 2008, dada a não admissão da sua equipa -, o ciclista espanhol Alberto Contador (de 27 anos) somou hoje a sua terceira vitória no “Tour de France” (em quatro presenças na competição), em que – porventura não de forma tão categórica como se poderia antecipar, por condicionantes físicas – acabaria não obstante por confirmar o seu favoritismo, vencendo o luxemburguês Andy Schleck (que repete a posição de vice-líder do ano passado), pela escassa margem de 39 segundos, ao fim de mais de 3 600 km de prova.
Após o sucesso que constituíra o seu regresso na edição precedente da Volta a França (depois de 3 anos de “sabática” e, então, já praticamente com 38 anos), com um excelente 3º lugar, o estado-unidense Lance Armstrong – hepta-vencedor da competição, de 1999 a 2005 – quedou-se este ano, no que terá sido o seu derradeiro “Tour”, pela 23ª posição na classificação geral, limitando-se a subir ao pódio final como vencedor por equipas, a Radioshack (conjunto que integra também o português Sérgio Paulinho, com um bom desempenho, vencedor de uma etapa – o que daria importante contributo para a vitória colectiva – e 46º na geral final).
O também português Rui Costa, na sua estreia na maior competição velocipédica mundial, conclui a prova no 73º lugar (entre 170 ciclistas que conseguiram chegar aos Champs Élysées, a Paris), sendo o 12º na tabela classificativa específica aos “jovens” (menos de 25 anos).
1. Alberto Contador (Espanha) – Astana – 91h 58′ 48″
2. Andy Schleck (Luxemburgo) – Saxo Bank – a 00′ 39″
3. Denis Menchov (Rússia) – Rabobank – a 02′ 01″
4. Samuel Sanchez (Espanha) – Euskaltel – Euskadi – a 03′ 40″
5. Jurgen van den Broeck (Bélgica) – Omega Pharma – Lotto – a 06′ 54″
6. Robert Gesink (Holanda) – Rabobank – a 09′ 31″
7. Ryder Hesjedal (Canadá) – Garmin – a 10′ 15″
8. Joaquin Rodriguez Oliver (Espanha) – Katusha Team – a 11′ 37″
9. Roman Kreuziger (R. Checa) – Liquigas-Doimo – a 11′ 54″
10. Christopher Horner (França) – Radioshack – a 12′ 02″
…
46. Sérgio Paulinho (Portugal) – Radioshack – a 1h 25′ 43″
…
73. Rui Costa (Portugal) – Caisse d’Epargne – a 2h 12′ 28″
Sérgio Paulinho vence etapa no “Tour de France”
Sérgio Paulinho, ao serviço da equipa Radioshack, obteve hoje a 9ª vitória individual de ciclistas portugueses em etapas da Volta a França em bicicleta – competição velocipédica por etapas mais importante a nível mundial -, depois dos triunfos de Joaquim Agostinho (4, duas das quais em 1969, e uma nas edições de 1973 e 1979, esta no mítico Alpe d’Huez – no ano de 1977 venceu também uma outra etapa, mas seria posteriormente desclassificado), Acácio da Silva (3, em 1987, 1988 e 1989 – ano em que envergou a camisola amarela da prova) e Paulo Ferreira (1, em 1984).

(foto – via TSF)
Na etapa de hoje, entre Chambery e Gap, o ciclista português – vice-campeão olímpico em 2004, em Atenas, e também já vencedor de uma etapa na “Vuelta”, em Espanha, em 2006 – culminou da melhor forma uma longa fuga, de quase 150 km, protagonizada por um grupo de 6 ciclistas, conseguindo, já na parte final da etapa, destacar-se do grupo, a par do bielorrusso Vasil Kiryienka, vencendo ao sprint sobre a linha de meta, ambos com cerca de 14 minutos de vantagem sobre o pelotão.

(foto – via El País)
A primeira vitória da equipa no “Tour” foi também notícia no The New York Times.
John Isner – Nicolas Mahut – 59-59 no 5º set em Wimbledon!
Após 10 horas de disputa sem tréguas, o estado-unidense John Isner e o francês Nicolas Mahut viram o jogo de ténis que disputam no Torneio de Wimbledon interrompido pelo 2º dia consecutivo, quando o marcador assinala 59-59 (!) no 5º e decisivo set.
O encontro entre ambos os tenistas (a contar para a 1ª ronda do Torneio) começou ontem, prosseguiu hoje, e prolonga-se para amanhã!
John Isner (23ª “cabeça-de-série”) venceu a primeira partida por 6-4, perdendo de seguida por 3-6 e 6-7, voltando a triunfar no 4º set, por 7-6. Após 2 tie-breaks, e não estando prevista esta fórmula de desempate no set decisivo no Torneio de Wimbledon, os tenistas têm enfrentado uma aparentemente interminável 5ª partida, já com mais de 7 horas, superando os records de set e encontro mais longos de toda a história do ténis.
Absolutamente fantástico!

(foto Oli Scarff / Getty Images – via NBC Sports)
O tenista dos EUA dispôs de um primeiro match point a 10-9, e dois pontos de encontro adicionais a 33-32, mas não conseguiu encerrar o encontro; por fim, no serviço do francês (provindo das qualificações), teve novo ponto decisivo a 59-58, que desperdiçaria uma vez mais, inclinando-se e deixando-se cair de joelhos…
Isner: «Nothing like this will ever happen again. Ever. I don’t know what to say. He’s serving fantastic, I’m serving fantastic. I’d like to see the stats.»
Mahut: «He’s (Isner) just a champ. We’re fighting like we never did before. Someone has to win so we’ll have to come back tomorrow to find out who wins the match.»

(foto AP / Sang Tan – via)
Pode ver a notícia com o registo das diferentes fases de evolução do jogo no The New York Times e um vídeo aqui.
P. S. Ainda com mais de 1 hora de jogo disputado no terceiro dia (somando um total acumulado de 11 horas e 5 minutos), John Isner acabou por vencer Nicolas Mahut por 70-68 no 5º set! Foram assim quebrados diversos records:
- Encontro mais longo de sempre (11 horas e 5 minutos – anteriormente, 6h33, entre Fabrice Santoro-Arnaud Clement, em Roland Garros, em 2009)
- Encontro com mais jogos (183 – anteriormente, 122, entre Smith/Diller-Cornejo/Fillol, na Taça Davis, em 1973; ou, em singulares, 112 jogos, entre Pancho Gonzalez-Chrlie Pasarell, em Wimbledon, no ano de 1969)
- 5.º set mais longo num torneio do Grand Slam (70-68, num total de 138 jogos – anteriormente, 40 jogos, 21-19, entre Andy Roddick-Younes El Aynaoui, no Open da Austrália, em 2003)
- Total de “ases” num encontro (112, por John Isner, e 103 de Nicola Mahut; e 78, por Ivo Karlovic, em jogo da Taça Davis, em 2009).

(foto Reuters – via Record)
Rali de Portugal 2010 – Classificação Final
1º Sébastien Ogier - Julien Ingrassia - Citroen C4 __ 3:51:16 2º Sébastien Loeb - Daniel Elena - Citroen C4 _______ 3:51:24 3º Daniel Sordo - Marc Marti - Citroen C4 ___________ 3:52:34 4º Mikko Hirvonen - Jarmo Lehtinen - Ford Focus _____ 3:52:48 5º Petter Solberg - Phil Mills - Citroen C4 _________ 3:52:52 6º Matthew Wilson - Scott Martin - Ford Focus _______ 3:58:26 7º Mads Ostberg - Jonas Andersson - Subaru Impreza __ 3:58:44 8º Federico Villagra - Jorge P.Companc - Ford Focus _ 4:01:52 9º Khalid Al Qassimi - Michael Orr - Ford Focus _____ 4:02:12 10º Kimi Raikkonen - Kaj Lindstrom - Citroen C4 _____ 4:02:50 ... 14º Armindo Araújo - Miguel Ramalho - Mitsubishi ____ 4:13:57
Numa prova dominada pelos Citroen, o francês Sébastien Ogier alcançou hoje a sua primeira vitória no Mundial de Ralis, superiorizando-se ao campeão do mundo Sébastien Loeb. Armindo Araújo foi o primeiro entre os portugueses, seguido de Bernardo Sousa.
Final da Liga dos Campeões – Inter – Bayern
Inter – Júlio César, Maicon, Lúcio, Walter Samuel, Cristian Chivu (68m – Dejan Stanković), Javier Zanetti, Wesley Sneijder, Esteban Cambiasso, Samuel Eto’o, Diego Milito (90m – Marco Materazzi) e Goran Pandev (79m – Sulley Muntari)
Bayern – Hans-Jörg Butt, Philipp Lahm, Daniel van Buyten, Martín Demichelis, Holger Badstuber, Arjen Robben, Mark van Bommel, Bastian Schweinsteiger, Hamit Altintop (63m – Miroslav Klose), Thomas Müller e Ivica Olić (74m – Mario Gómez)
1-0 – Diego Milito – 35m
2-0 – Diego Milito – 70m
Quarenta e cinco anos depois da vitória sobre o Benfica, na Final de San Siro, o Inter de Milão, sob o comando de José Mourinho, e com um extraordinariamente eficaz Diego Milito, acaba de conquistar o seu terceiro título de Campeão Europeu.
Hoje em Madrid, no Santiago Bernabeu, com uma exibição seguríssima, como é seu timbre, e depois de ter afastado equipas como o Chelsea ou o anterior titular da prova, Barcelona, o Inter controlou praticamente toda a partida, não obstante ter concedido um maior tempo de posse de bola ao adversário.
Um jogo vivo – especialmente na parte inicial do segundo tempo – em que ambos os guarda-redes foram chamados a intervir amiúde, somando cada um deles pelo menos um par de grandes defesas.
Com este triunfo, José Mourinho garante um lugar na história do futebol: bi-campeão europeu; bi-campeão nacional em Portugal, Inglaterra e Itália!
Cartões amarelos – Martín Demichelis (26m) e Mark van Bommel (78m); Cristian Chivu (30m)
Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)
Palmarés completo da Liga / Taça dos Campeões Europeus

(foto El País)



