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Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)
Benfica – Braga – 2-1
FC Porto – Villarreal – 5-1
Com uma excepcional avalancha de golos (5 em apenas 45 minutos), numa categórica exibição, o FC Porto, repetindo o resultado que alcançara já nos 1/4 Final, no Estádio do Dragão, frente ao Spartak de Moscovo, goleando o Villarreal por 5-1, parece praticamente consumada a final lusa em Dublin, no próximo dia 18 de Maio.
Na outra eliminatória, num inédito confronto luso ao fim de 55 anos de provas europeias, o Benfica parte para a 2ª mão com a vantagem mínima, face ao Braga (com um potencialmente comprometedor golo sofrido em casa), num jogo em que, depois de um frenético início de segunda parte, com três golos em menos de 10 minutos, o calculismo imperou, com ambas as equipas mais preocupadas em não sofrer do que marcar mais golos.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)
26.04.2011 – Schalke 04 – Manchester United – 0-2
27.04.2011 – Real Madrid – Barcelona – 0-2
Com preciosas vantagens de 2 golos, alcançadas nos terrenos dos adversários, Manchester United e Barcelona partem para a 2ª mão numa posição privilegiada para garantir a presença na Final da Liga dos Campeões, a disputar no Estádio de Wembley.
Duas partidas com algumas similitudes, sem golos durante mais de 60 minutos, e, depois, com 2 golos a sucederem-se em curto espaço de tempo.
Na Alemanha, o herói foi Manuel Neuer, o guarda-redes do Schalke 04, que, com um punhado de excelentes intervenções, foi adiando o inevitável: o(s) golo(s) do Manchester United, com Ryan Giggs a tornar-se, aos 38 anos, o marcador com mais idade na Liga dos Campeões; o outro golo seria para o inevitável Wayne Rooney.
Em Madrid, falou-se sobretudo de José Mourinho e na sua táctica de procurar anular o jogo, com a equipa num posicionamento muito recuado, com Cristiano Ronaldo isolado lá na frente, parecendo visar o 0-0 como resultado final; e, outro tanto, do árbitro, o alemão Wolfgang Stark, que, num lance muito polémico, expulsou Pepe, de alguma forma desmontando o sistema adoptado por Mourinho, e facilitando o avanço do Barcelona até à baliza de Casillas.
Mas de quem se deverá falar, com toda a propriedade, é do grande artista que é Leonel Messi: dois golos, o primeiro pleno de sentido de oportunidade, antecipando-se a Sergio Ramos, desviando para o fundo da baliza; o segundo, numa soberba execução, digna do génio que é Messi, com a bola colada ao pé, qual magneto, tirando do caminho Marcelo e Sergio Ramos, antes de rematar cruzado para o poste mais distante, sem hipóteses para o guarda-redes do Real Madrid.

Real Madrid-Barcelona, numa peña de aficionados do Real, em Madrid…

Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão) – PSV – Benfica
PSV Eindhoven – Andreas Isaksson, Stanislav Manolev (85m – Stefan Nijland), Marcelo (72m – Marcus Berg), Francisco Rodríguez, Abel Tamata (73m – Jagos Vukovic), Otman Bakkal, Atiba Hutchinson, Stijn Wuytens, Zakaria Labyad, Balázs Dzsudzsák e Jeremain Lens
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, César Peixoto, Eduardo Salvio (19m – Carlos Martins), Nico Gaitán (79m – Airton), Javier Saviola (67m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo
1-0 – Balázs Dzsudzsák – 17m
2-0 – Jeremain Lens – 25m
2-1 – Luisão – 45m
2-2 – Óscar Cardozo (pen.) – 63m
Cartões amarelos – Abel Tamata (8m), Balázs Dzsudzsák (27m) e Marcelo (35m)
Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)
Duas oportunas defesas de Isaksson, a remates de Gaitán (5 minutos) e Saviola (10 minutos), impossibilitando que o Benfica desde logo inaugurasse o marcador, denotavam não obstante ilusórias facilidades para este jogo, e, sobretudo, para a eliminatória, que ia ganha de Lisboa.
Porém, passado o primeiro quarto de hora em que a defesa do PSV se mostrou muito oscilante, o golo surgiria… mas para os holandeses. A lesão de Salvio, ainda nesta fase inicial do jogo, terá feito a equipa desconcentrar-se. E, poucos minutos depois, uma boa intervenção de Roberto não seria suficiente para evitar, na recarga, o segundo golo da equipa de Eindhoven.
Ao mesmo tempo que o PSV adquiria confiança, acreditando que, afinal, “era possível”, o Benfica passaria então por um período de cerca de um quarto de hora, de grande desnorte, não acertando com as marcações, não conseguindo “pegar no jogo”. A equipa só conseguiria, de alguma forma, acalmar, já próximo do final do primeiro tempo.
E, quando tudo parecia indicar que sairia para o intervalo no “fio da navalha”, surpreendente e inesperadamente com a eliminatória suspensa por um fio… no último lance da primeira parte, um excelente trabalho de Carlos Martins, superiormente finalizada por Luisão, a conseguir um golo de belo efeito, que se revelaria absolutamente determinante, conferindo ao Benfica o imenso estímulo da necessária tranquilidade para encarar, sem maiores sobressaltos, a etapa complementar.
No recomeço, logo de início, seria novamente o Benfica a criar mais perigo junto da baliza do PSV, por duas ocasiões, mas inconsequentes. A partida entraria então numa toada que era a que mais convinha à equipa portuguesa: jogo algo mastigado, na zona do meio-campo, com o tempo a começar a correr a favor dos benfiquistas.
E Luisão teria mesmo, à passagem da hora de jogo, oportunidade para bisar, na sequência de um pontapé de canto, mas a cabeçada não saiu com a melhor direcção. Praticamente na jogada seguinte, numa excelente arrancada de César Peixoto, pela esquerda, foi ceifado dentro da área, já quase na linha de fundo.
Na conversão da grande penalidade, Cardozo empatava o jogo e confirmava a vitória na eliminatória e consequente apuramento do Benfica para as 1/2 Finais, 17 anos depois da última presença nessa fase de uma competição europeia (então na Taça dos Vencedores de Taças).
Pela primeira vez na história das provas europeias – ao fim de 55 anos – um inédito triplo apuramento de clubes lusos para as 1/2 Finais, também com uma estreia absoluta de confronto entre duas equipas nacionais: Benfica e Braga disputarão entre si a presença na Final de Dublin. FC Porto, frente ao Villarreal, poderá proporcionar um epílogo extraordinário, o de uma Final portuguesa!
Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Spartak Moskva - FC Porto 2-5 1-5 3-10 PSV Eindhoven - Benfica 2-2 1-4 3-6 Twente - Villarreal 1-3 1-5 2-8 Braga - D. Kyiv 0-0 1-1 1-1
As equipas portuguesas conseguiram o pleno: um fantástico e inédito apuramento de três clubes para as 1/2 Finais de uma prova europeia, com destaque para a forma como o FC Porto esmagou o Spartak de Moscovo, mas sem esquecer a fantástica proeza do Braga (jogando hoje, desde os 30 minutos, apenas com 10), nem a desforra conseguida pelo Benfica face ao PSV.
As 1/2 Finais, a disputar a 28 de Abril e a 5 de Maio – com a garantia, desde já, de, pelo menos, um finalista português, dada também a estreia absoluta de um confronto entre clubes lusos nas competições europeias (ao fim de 55 anos) – têm o seguinte alinhamento:
Benfica – Braga
FC Porto – Villarreal
Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total 13.04.2011 - Tottenham – Real Madrid 0-1 0-4 0-5 12.04.2011 - Manchester United – Chelsea 2-1 1-0 3-1 12.04.2011 - Shakhtar Donestsk – Barcelona 0-1 1-5 1-6 13.04.2011 - Schalke 04 – Inter 2-1 5-2 7-3
Depois dos 18 golos da 1ª mão, mais 8 tentos nesta ronda proporcionaram uma inédita conjugação de 8 vitórias (100 %), com um score global de 21-5 (!), das quatro equipas apuradas para as 1/2 Finais, eliminatória derradeira que – confirmando a previsão decorrente dos jogos da pretérita semana -, terá o seguinte alinhamento:
Schalke 04 – Manchester United
Real Madrid – Barcelona
Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão) – Benfica – PSV
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio, Pablo Aimar (78m – César Peixoto), Nico Gaitán (78m – Franco Jara), Javier Saviola e Óscar Cardozo (90m – Felipe Menezes)
PSV Eindhoven – Andreas Isaksson, Stanislav Manolev, Marcelo, Wilfred Bouma, Erik Pieters (72m – Stijn Wuytens), Atiba Hutchinson, Otman Bakkal, Orlando Engelaar, Jeremain Lens, Balázs Dzsudzsák e Marcus Berg (78m – Zakaria Labyad)
1-0 – Pablo Aimar – 37m
2-0 – Eduardo Salvio – 45m
3-0 – Eduardo Salvio – 52m
3-1 – Zakaria Labyad – 80m
4-1 – Javier Saviola – 90m
Cartões amarelos – Orlando Engelaar (54m) e Erik Pieters (68m); Javi García (86m)
Árbitro – Paolo Tagliavento (Itália)
Um remate de belo efeito, de Saviola, ao poste, dava o mote, logo aos 7 minutos, evidenciando uma atitude de conquista por parte do Benfica. Que manteria o controlo do jogo pelo tempo fora, com o PSV a dar o primeiro sério aviso, apenas já com 20 minutos decorridos, numa desconcentração da defesa benfiquista, com Berg a falhar o alvo.
Por volta da meia-hora, o Benfica intensificaria a pressão, e, de forma quase consecutiva, fez perigar por várias vezes o último reduto da equipa holandesa.
Aos 29 minutos, Cardozo, “enchendo o pé”, rematou do “meio da rua”, obrigando Isaksson a mostrar toda a sua atenção, com uma bela estirada. E, no minuto seguinte, um remate de Saviola, a cruzar a pequena área a meia altura, com Gaitán, de cabeça, a não conseguir desviar da melhor forma, numa jogada de grande perigo. E, mais 3 minutos decorridos, Cardozo a introduzir mesmo a bola na baliza, mas em clara posição de “fora-de-jogo”, já na pequena área.
Tanto ameaçou a equipa benfiquista, que o golo acabaria mesmo por chegar, estavam decorridos 37 minutos, com Aimar, muito oportuno, a aproveitar uma bola que Cardozo, em queda, não conseguira dominar.
Culminando um quarto de hora de bom nível, já mesmo a fechar o primeiro tempo, e após mais um lance sem a melhor finalização, por parte de Salvio, seria o próprio a conseguir finalizar uma boa jogada colectiva, ampliando a vantagem para 2-0, estabelecendo uma margem bastante apetecível na eliminatória.
Na abertura da etapa complementar, o Benfica continuaria a mostrar uma boa disposição; aos 6 minutos, criou mais uma boa oportunidade, a que faltou apenas a finalização, para, no minuto imediato, surgir novamente Salvio, com uma excelente execução, tirando dois adversários do caminho, e rematando cruzado, sem hipóteses de defesa para Isaksson, elevando a marca para 3-0.
Ao longo de todo o período até então decorrido, a equipa do PSV parecia ausente do jogo, sem evidenciar capacidade para criar qualquer lance ofensivo; apenas já próximo da hora de jogo voltaria a criar perigo, com Luisão a evitar que Berg pudesse marcar.
Aos 63 minutos, mais uma bela iniciativa de Salvio, com Saviola, do lado esquerdo, a não conseguir cabecear da melhor forma. O jogo animava, e o PSV criaria então, no minuto seguinte, de forma consecutiva, dois lances de muito perigo para a baliza benfiquista.
Para aos 66 minutos, mais um excelente pontapé de Cardozo, e Isaksson, de novo, a corresponder com uma magnífica intervenção. Pouco depois, aos 69, um livre, rematado em força por Cardozo, cruzou toda a área do PSV, entre uma “floresta de pernas”, sem tabelar em ninguém… que a fizesse anichar nas redes.
Aos 73 minutos, ocorreria um lance com alguma similitude, mas agora na defesa benfiquista, com a bola a percorrer de forma transversal, toda a área, sem que ninguém aparecesse a desviar.
O Benfica não teria então a capacidade para acalmar o ritmo de jogo, refreando o impulso de atacar, que, em contraponto, começava a proporcionar a PSV a possibilidade de rápidos contra-ataques… que acabariam por frutificar, aos 80 minutos, com mais uma intervenção deficiente de Roberto, a não segurar uma bola centrada do lado esquerdo, deixando-a à mercê do desvio fatal de Labyad, já na zona da pequena área.
Mas o melhor estava guardado para o fim: uma fantástica execução de Javier Saviola, dando a melhor sequência a mais uma assistência de Fábio Coentrão (que também oferecera já um golo a Salvio) a fixar o resultado final em 4-1, assim conferindo ao marcador uma expressão mais ajustada ao efectivo desenrolar desta partida.
Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)
FC Porto – Spartak Moskva – 5-1
Benfica – PSV Eindhoven – 4-1
Villarreal – Twente – 5-1
D. Kyiv – Braga – 1-1
Numa jornada extraordinariamente produtiva em termos de golos (19 hoje, a somar aos 18 da Liga dos Campeões, com uma média global de 4,63 golos por jogo!), mais um excelente desempenho das equipas portuguesas, numa eloquente prova de afirmação na Europa – ocupando o 3º lugar no ranking da presente época, a seguir à Inglaterra e próximo da Espanha -, com goleadas do FC Porto e Benfica e um bom resultado do Braga em Kiev, a caminho das 1/2 Finais, sendo que uma delas se encontra já praticamente definida: a que oporá FC Porto e Villarreal. Na outra, está mais próxima a possibilidade de um inédito confronto entre duas equipas portuguesas – Benfica-Braga -, que aspiramos seja confirmada nos jogos da 2ª mão.
Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão)
05.04.2011 – Real Madrid – Tottenham – 4-0
06.04.2011 – Chelsea – Manchester United – 0-1
06.04.2011 – Barcelona – Shakhtar Donestsk – 5-1
05.04.2011 – Inter – Schalke 04 – 2-5
Numa ronda em que predominaram as goleadas, Real Madrid e Barcelona têm encontro “pré-agendado” para as 1/2 Finais, enquanto o surpreendente Schalke 04, depois de infligir uma categórica derrota aos Campeões Europeus em título, em pleno Estádio Giuseppe Meazza, aguarda pelo próximo adversário, com o Manchester United a adquirir importante (mas ainda não definitiva…) vantagem.
FC Porto Campeão Nacional Futebol 2010-11
23 vitórias e 2 empates à 25ª jornada são números suficientemente elucidativos – de tal forma “falam por si” – sobre o merecimento da conquista do 25º título de Campeão Nacional pelo FC Porto, vencendo hoje o Benfica, no Estádio da Luz, por 2-1.
Como benfiquista, não só não me posso reconhecer, como, acima de tudo, tenho vergonha da atitude absolutamente indigna e deplorável da Direcção do Benfica, de desligar as luzes do Estádio no momento em que se iniciaram as comemorações portistas. O meu lamento.
Rali de Portugal 2011 – Classificação Final
1º Sébastien Ogier - Julien Ingrassia - Citroen DS 3 _____ 4:10:53 2º Sébastien Loeb - Daniel Elena - Citroen DS 3 __________ 4:11:25 3º Jari-Matti Latvala - Mikka Anttila - Ford Fiesta RS ___ 4:14:16 4º Mikko Hirvonen - Jarmo Lehtinen - Ford Fiesta RS ______ 4:17:10 5º Matthew Wilson - Scott Martin - Ford Fiesta RS ________ 4:18:42 6º Petter Solberg - Chris Patterson - Citroen DS 3 _______ 4:21:11 7º Kimi Raikonen - Kaj Lindstrom - Citroen DS 3 __________ 4:21:48 8º Federico Villagra - Jose Diaz - Ford Fiesta RS ________ 4:22:32 9º Henning Solberg - Ilka Minor - Ford Fiesta RS _________ 4:25:10 10º Dennis Kuipers - Frederic Miclotte - Ford Fiesta RS __ 4:28:48 11º Haysen Paddon - John Kennard - Subaru ________________ 4:33.33 12º Bruno Magalhães - Paulo Grave - Peugeot 207 __________ 4:34:55
A Citroen continua o seu domínio no Rali de Portugal, com o francês Sébastien a Ogier a bisar o triunfo, repetindo o feito do ano passado. Depois de uma excelente 1ª etapa de Armindo Araújo, na estreia com o Mini, em que se posicionou no 7º lugar da classificação geral, o carro acabou por não resistir à dureza da prova, permitindo a Bruno Magalhães a desejada posição de melhor português, que repete também.



