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Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Lyon – Benfica
Lyon – Hugo Lloris, Anthony Réveillère, Cris, Pape Malickou Diakhaté, Aly Cissokho, Maxime Gonalons, Yoann Gourcuff (71m – Kim Källström), Miralem Pjanic, Jimmy Briand, Michel Bastos (64m – Jeremy Pied) e Lisandro Lopez (82m – Bafétimbi Gomis)
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Nico Gaitán, Carlos Martins (77m – Eduardo Salvio), Pablo Aimar (71m – Franco Jara), Javier Saviola (57m – César Peixoto) e Alan Kardec
1-0 – Jimmy Briand – 21m
2-0 – Lisandro Lopez – 51m
Cartões amarelos – Anthony Réveillère (41m); Nico Gaitán (34m), Carlos Martins (37m) e Javi García (67m)
Cartão vermelho – Nico Gaitán (43m)
Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)
Frente a uma equipa do Lyon que contava duas vitórias nos dois jogos já disputados na presente edição da Liga dos Campeões, o Benfica começou por adoptar uma postura de contenção, de controlo do jogo, caracterizado de início por uma toada de “jogo morno”, sem que houvesse ocasiões de perigo, nem qualquer momento de frisson… até que, na mesma jogada, os visitados começaram por rematar ao poste, e, na sequência, Carlos Martins, deambulando sem rumo na zona intermediária, teria uma comprometedora perda de bola, aproveitada da melhor forma pela equipa francesa para inaugurar o marcador.
Com a equipa portuguesa já em desvantagem, perdendo alguma tranquilidade e ligação no seu futebol, a segunda metade do primeiro tempo acabaria por ficar marcada pela amostragem, pelo árbitro – por três vezes, no espaço de apenas 9 minutos -, do cartão amarelo, a última delas culminando na expulsão de Nico Gaitán, saindo assim o Benfica para o intervalo também em inferioridade numérica, podendo então antecipar-se uma difícil tarefa para a etapa complementar do jogo.
E, logo no reinício, perante um posicionamento corajoso do Benfica, procurando jogar o jogo pelo jogo, as coisas animariam bastante: em apenas cerca de 5 minutos, Lisandro Lopez desperdiçaria de forma inacreditável uma soberana ocasião de golo, “à boca da baliza”, lance seguido de novo remate ao poste, e, na sequência, uma defesa em último recurso de Roberto, permitindo contudo a recarga vitoriosa do mesmo Lisandro…
Apenas mais um quarto de hora decorrido, Roberto voltaria a estar em plano de grande evidência, com mais duas defesas impossíveis, em remates “à queima-roupa”, embora tivesse sido sancionada a jogada com fora-de-jogo.
Paradoxalmente, seria então, na fase derradeira da partida, já com o jogo perdido, que o Benfica subiria de rendimento, chegando a ameaçar a baliza adversária, com uma sequência de cantos (quatro, entre os 77 e 82 minutos), embora sem a correspondente e indispensável finalização… com alguma naturalidade, o marcador acabaria por não sofrer alteração.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Inter – Tottenham – 4-3
Twente – Werder Bremen – 1-1
1º Inter, 7; 2º Tottenham, 4; 3º Twente e Werder Bremen, 2
Grupo B
Schalke – Hapoel Tel-Aviv – 3-1
Lyon – Benfica – 2-0
1º Lyon, 9; 2º Schalke, 6; 3º Benfica, 3; 4º Hapoel Tel-Aviv, 0
Grupo C
Glasgow Rangers – Valencia – 1-1
Manchester United – Bursaspor – 1-0
1º Manchester United, 7; 2º Glasgow Rangers, 5; 3º Valencia, 4; 4º Bursaspor, 0
Grupo D
Panathinaikos – Rubin Kazan – 0-0
Barcelona – Kobenhavn – 2-0
1º Barcelona, 7; 2º Kobenhavn, 6; 3º Rubin Kazan, 2; 4º Panathinaikos, 1
Grupo E
Roma – Basel – 1-3
Bayern – CFR Cluj – 3-2
1º Bayern, 9; 2º Basel, CFR Cluj e Roma, 3
Grupo F
Spartak Moskva – Chelsea – 0-2
Marseille – Zilina – 1-0
1º Chelsea, 9; 2º Spartak Moskva, 6; 3º Marseille, 3; 4º Zilina, 0
Grupo G
Ajax – Auxerre – 2-1
Real Madrid – AC Milan – 2-0
1º Real Madrid, 9; 2º AC Milan e Ajax, 4; 4º Auxerre, 0
Grupo H
Braga – Partizan – 2-0
Arsenal – Shakhtar Donetsk – 5-1
1º Arsenal, 9; 2º Shakhtar Donetsk, 6; 3º Braga, 3; 4º Partizan, 0
Islândia – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)
Islândia – Gunnleifur Gunnleifsson, Ragnar Sigurdsson, Birkir Saevarsson (85m – Veigar Páll Gunnarsson), Kristján Sigurdsson, Indridi Sigurdsson (85m – Arnor Sveinn Adalsteinsson), Grétar Steinsson, Ólafur Skúlason, Eidur Gudjohnsen, Heidar Helguson, Helgi Daníelsson e Theodor Bjarnason (68m – Gunnar Heidar Thorvaldsson)
Portugal – Eduardo, João Pereira, Pepe, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (77m – Tiago), João Moutinho, Nani (87m – Danny) e Hugo Almeida (65m – Hélder Postiga)
0-1 – Cristiano Ronaldo – 3m
1-1 – Heidar Helguson – 17m
1-2 – Raul Meireles – 27m
1-3 – Hélder Postiga – 72m
Cartão amarelo – Ólafur Skúlason (36m) e Eidur Gudjohnsen (79m); Tiago (79m)
Árbitro – Thomas Einwaller (Áustria)
Depois da tranquilizadora vitória frente à Dinamarca, possibilitando à selecção portuguesa como que um recomeço nesta fase de apuramento, melhor não se podia pedir que um golo logo aos 3 minutos, num encontro fora, perante um adversário que se antevia ir adoptar uma postura defensiva, que podia complicar-nos o jogo…
Como complicou, passado cerca de um quarto de hora, ao conseguir – num lance em que a defesa, a denotar dificuldades de concentração e de acertar com as marcações, e, em particular, o guarda-redes português, não ficam isentos de responsabilidades – empatar a partida.
E, não obstante a selecção nacional ter sido feliz, com Raul Meireles, numa excelente execução, a repor a vantagem, apenas mais dez minutos decorridos, a imagem que perdurou ao longo de largas fases deste jogo foi sobretudo a de uma equipa algo trapalhona e com dificuldades a nível da sua organização.
À entrada da meia hora final, subsistindo uma algo perigosa vantagem mínima, Portugal teria então o mérito de não abdicar de procurar um melhor resultado, mais tranquilo, o que, justamente, viria a conseguir, por Hélder Postiga, aproveitando da melhor forma uma deficiente intervenção do guarda-redes adversário, apenas dois minutos decorridos sobre um dos melhores lances da partida, em que a finalização não tivera a melhor sequência.
Nos últimos vinte minutos, a equipa portuguesa, já liberta de preocupações – e com a Islândia a cair de rendimento, oferecendo cada vez menos resistência -, teria ainda alguns ensejos de dilatar o marcador, o que acabaria por não se concretizar, assim se repetindo os números da vitória da pretérita sexta-feira, frente à Dinamarca.
Com o pleno de 6 pontos nesta dupla jornada, Portugal relança-se na disputa desta fase de qualificação para o EURO 2012… que apenas retomará em Junho de 2011 (altura em que receberá a Noruega).
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Noruega 3 3 - - 5- 2 9 2º Portugal 4 2 1 1 10- 7 7 3º Dinamarca 3 2 - 1 4- 3 6 4º Chipre 3 - 1 2 5- 8 1 5º Islândia 3 - - 3 2- 6 -
4ª jornada
12.10.10 – Dinamarca – Chipre – 2-0
12.10.10 – Islândia – Portugal – 1-3
Portugal – Dinamarca (Euro-2012 – Qualif.)
Portugal – Eduardo, João Pereira, Pepe, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (75m – Tiago), João Moutinho, Nani (88m – Varela) e Hugo Almeida (69m – Hélder Postiga)
Dinamarca – Thomas Sørensen (32m – Anders Lindegaard), Lars Jacobsen, Simon Kjaer, Per Krøldrup, Christian Poulsen, Michael Silberbauer, Daniel Jensen (58m – Christian Eriksen), William Kvist (72m – Peter Løvenkrands), Martin Vingaard, Nicklas Pedersen e Dennis Rommedahl
1-0 – Nani – 29m
2-0 – Nani – 31m
2-1 – Ricardo Carvalho (p.b.) – 79m
3-1 – Cristiano Ronaldo – 85m
Cartão amarelo – Michael Silberbauer (3m)
Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)
Sem margem para errar, obrigado a vencer, Portugal tinha hoje a possibilidade de um recomeço, nesta fase de qualificação para o EURO 2012, coincidindo com a estreia de Paulo Bento como seleccionador nacional, depois de a equipa ter estado como que órfã nos dois jogos iniciais.
Perante uma equipa da Dinamarca que adoptou, desde início, uma toada de expectativa, a selecção portuguesa começaria por denotar algumas dificuldades em transpor a organização defensiva contrária, destacando-se as iniciativas que originaram dois cantos consecutivos, aos 6 e 7 minutos. E, à medida que os minutos iam decorrendo, parecia complicar-se o caminho para a baliza dinamarquesa.
Até que, em dois minutos – com uma rara eficácia, aproveitando na perfeição falhas do meio-campo dinamarquês, com duas comprometedoras perdas de bola -, Nani conseguiria encontrar a chave, marcando dois golos que tornaram simples o que se antevia complexo, proporcionando a tão necessária tranquilidade à equipa de Portugal.
Ainda antes do intervalo, Cristiano Ronaldo teria um belo remate, com o guarda-redes Lindegaard (que havia substituído o lesionado Sørensen) a corresponder da melhor forma, com uma excelente defesa.
O mesmo Ronaldo estaria novamente perto do golo, ao rematar com estrondo à trave, na sequência de uma excelente jogada de Fábio Coentrão, estavam decorridos 54 minutos. E seria ainda Ronaldo, aos 70 minutos, com mais um forte tiro – obrigando novamente o guardião dinamarquês a aplicar-se a fundo, embora não segurando a bola -, a proporcionar uma perigosíssima recarga de Carlos Martins, à “boca da baliza”, contra o corpo de Lindegaard, muito bem a fechar o ângulo, quando se antecipava já o terceiro golo de Portugal.
A Dinamarca apenas a espaços, bastante pontualmente, parecia querer reagir, procurando criar algum perigo, embora sem dispor de oportunidades flagrantes de golo… até ao minuto 79, em que, na sequência de um canto – quando Portugal jogava com menos um, pelo facto de Fábio Coentrão estar a receber assistência fora do campo -, Ricardo Carvalho, com infelicidade, tocaria a bola com o braço na direcção da baliza, marcando um auto-golo.
Dois minutos volvidos, Hélder Postiga, surgindo isolado, em boa posição – dispondo ainda da opção de Ronaldo, que o acompanhara na desmarcação -, rematou mal enquadrado, por cima da baliza.
Mais um minuto, e um grande susto – a fazer recordar o jogo de há dois anos, no Estádio de Alvalade, quando, nos minutos finais, os dinamarqueses inverteram uma desvantagem de 1-2 para um triunfo por 3-2 -, com a bola a ser novamente introduzida na baliza portuguesa, felizmente, na sequência de um lance sancionado com “fora de jogo” pelo árbitro.
A tranquilidade definitiva surgiria – precisamente na fase mais difícil que a selecção portuguesa atravessara em todo o jogo – a cinco minutos do fim, com Ronaldo, que, porfiando, tendo ameaçado por mais de uma vez, a conseguir finalmente ter êxito. E o quarto golo de Portugal só não surgiria por acaso, numa cavalgada com vários elementos a descer sobre a área dinamarquesa e a bola a sair (ser desviada pelo guarda-redes?) miraculosamente.
Com uma boa exibição colectiva, e excelentes actuações de Nani e, na segunda metade, de Cristiano Ronaldo, Portugal alcança com toda a justiça a primeira (e muito importante) vitória nesta fase de apuramento. Precisam-se mais…
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Noruega 3 3 - - 5- 2 9 2º Portugal 3 1 1 1 7- 6 4 3º Dinamarca 2 1 - 1 2- 3 3 4º Chipre 2 - 1 1 5- 6 1 5º Islândia 2 - - 2 1- 3 -
3ª jornada
08.10.10 – Chipre – Noruega – 1-2
08.10.10 – Portugal – Dinamarca – 3-1
Liga Europa (2ª Jornada)
Grupo C
Gent – Lille – 1-1
Sporting – Levski – 5-0
1º Sporting, 6; 2º Levski, 3; 3º Gent e Lille, 1
Grupo L
Rapid Wien – Beşiktaş – 1-2
CSKA Sofia – FC Porto – 0-1
1º FC Porto e Beşiktaş, 6; 3º CSKA Sofia e Rapid Wien, 0
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Tottenham – Twente – 4-1
Inter – Werder Bremen – 4-0
1º Inter e Tottenham, 4; 3º Twente e Werder Bremen, 1
Grupo B
Hapoel Tel-Aviv – Lyon – 1-3
Schalke – Benfica – 2-0
1º Lyon, 6; 2º Schalke e Benfica, 3; 4º Hapoel Tel-Aviv, 0
Grupo C
Valencia – Manchester United – 0-1
Glasgow Rangers – Bursaspor – 1-0
1º Manchester United e Glasgow Rangers, 4; 3º Valencia, 3; 4º Bursaspor, 0
Grupo D
Rubin Kazan – Barcelona – 1-1
Panathinaikos – Kobenhavn – 0-2
1º Kobenhavn, 6; 2º Barcelona, 4; 3º Rubin Kazan, 1; 4º Panathinaikos, 0
Grupo E
Basel – Bayern – 1-2
Roma – CFR Cluj – 2-1
1º Bayern, 6; 2º Roma e CFR Cluj, 3; 4º Basel, 0
Grupo F
Chelsea – Marseille – 2-0
Spartak Moskva – Zilina – 3-0
1º Chelsea e Spartak Moskva, 6; 3º Marseille e Zilina, 0
Grupo G
Auxerre – Real Madrid – 0-1
Ajax – AC Milan – 1-1
1º Real Madrid, 6; 2º AC Milan, 4; 3º Ajax, 1; 4º Auxerre, 0
Grupo H
Partizan – Arsenal – 1-3
Braga – Shakhtar Donetsk – 0-3
1º Arsenal e Shakhtar Donetsk, 6; 3º Partizan e Braga, 0
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Schalke 04 – Benfica
Schalke 04 – Manuel Neuer, Atsuto Uchida (58m – Hans Sarpei), Kyriakos Papadopoulos, Christoph Metzelder, Lukas Schmitz, Jefferson Farfán, Joel Matip, Ivan Rakitic (66m – Jermaine Jones), José Manuel Jurado (78m – Peer Kluge), Klaas-Jan Huntelaar e Raúl González
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Nico Gaitán (46m – Eduardo Salvio), Carlos Martins, Fábio Coentrão, Javier Saviola (63m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo (71m – Alan Kardec)
1-0 – Jefferson Farfán – 73m
2-0 – Klaas-Jan Huntelaar – 85m
Cartões amarelos – Atsuto Uchida (57m) e Jefferson Farfán (62m); Nico Gaitán (45m), Salvio (49m) e Javi García (56m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
Escudado na vitória alcançada na ronda inaugural da prova, e perante um adversário intranquilo face ao péssimo arranque de campeonato na Alemanha, o Benfica iniciou o jogo com determinação, em busca do golo, que não conseguiria concretizar, não obstante algumas oportunidades criadas, logo aos 2 minutos (Cardozo), e, novamente, aos 13 minutos (Saviola), para além de ter beneficiado de dois pontapés de canto consecutivos (7 minutos).
Contudo, depois de uma fase inicial de domínio benfiquista, pressionando o adversário e não concedendo espaços, por volta dos 20 minutos o Schalke começou a equilibrar o jogo. Até final da primeira metade não haveria grandes ocasiões a assinalar, à excepção de um remate de Raúl ao poste, com Roberto a defender superiormente a recarga de Rakitic.
No recomeço, nova boa entrada da equipa portuguesa, com duas jogadas de ataque nos minutos iniciais, com Salvio a dinamizar o sector ofensivo… seria, porém, “sol de pouca dura”.
Aproveitando uma falha de César Peixoto, não conseguindo o corte de cabeça, a equipa alemã colocar-se-ia em vantagem, com um remate cruzado, sem hipóteses para o guarda-redes benfiquista. Logo aí se percebeu que dificilmente o Benfica teria a capacidade de reacção necessária.
Já na fase derradeira do encontro, e depois de Cardozo ter saído lesionado, o Schalke dilataria mesmo a vantagem, com um segundo golo, por intermédio de Huntelaar, que, para já, veio desequilibrar as contas da classificação do Grupo a favor dos alemães.
Megalomania
Presidente da Federação Portuguesa de Futebol desde 1996, Gilberto Madaíl teve a felicidade de contar com uma geração de talentosos jogadores para – potenciando os seus sucessos desportivos, consubstanciados nas qualificações para a Fase Final dos Europeus de 2000 e 2008 e dos Mundiais de 2002, 2006 e 2010 – se afirmar no dirigismo desportivo.
Determinado e ambicioso, teve um papel importante no impulsionar das candidaturas à organização do Europeu 2004 e, de forma mais surpreendente, ao Mundial de 2018.
As suas tendências megalómanas começaram por ser vincadas com a contratação de Luiz Felipe Scolari – que acabara de se sagrar Campeão Mundial – para seleccionador nacional, entre 2003 e 2008, o qual, sendo um técnico sofrível, teve o mérito de aproveitar o trabalho que anteriormente havia sido desenvolvido (por Carlos Queiroz e sua equipa, nas camadas jovens, e por José Mourinho, no FC Porto, consecutivamente vencedor da Taça UEFA e da Liga dos Campeões, nos anos de 2003 e 2004), incentivando um forte espírito de grupo, culminado com o atingir da Final do Euro 2004 e das 1/2 Finais do Mundial 2006.
Terminada a era Scolari, Madaíl “não se ficou por menos”: não se poupou a esforços para contratar Carlos Queiroz, então conceituado pela posição ocupada no Manchester United – visto como sucessor de Sir Alex Ferguson -, cometendo porém um erro que lhe viria a ser fatal, a excessiva extensão do contrato celebrado (4 anos), que conduziu às peripécias conhecidas, que culminaram na sua demissão por alegada justa causa (decorrida apenas metade do período contratual), que bem cara poderá vir a sair aos cofres da Federação.
Numa incrível e desesperada “fuga para a frente”, Gilberto Madaíl coloca agora José Mourinho – e, ao mesmo tempo, e, a par com o técnico português, ambos colocam também Florentino Pérez -, numa posição muito desconfortável, que não deveria nunca ter sucedido: Madaíl foi a Madrid aliciar um profissional com contrato (obviamente de exclusividade!) com o Real Madrid, para – qual homem providencial ou “salvador da pátria” – se ausentar durante cerca de 10 dias, de forma a poder orientar a selecção nacional em dois jogos de apuramento para o Europeu de 2012, a disputar nos próximos dias 8 e 12 de Outubro.
Inacreditável!
Em meu entendimento, Mourinho não deveria sequer ter permitido esperanças a Madaíl. Diplomaticamente, deveria ter deixado claro de forma definitiva que o seu projecto profissional actual não é compatível com aventuras desta índole. Ao deixar a porta “entreaberta” – justificando-se com o seu patriotismo, disponibilizando-se a “custo zero” -, empurrando a decisão para o Presidente do clube que representa, coloca sobre ele uma pressão injustificável, ao mesmo tempo que, inevitavelmente, não deixa de se fragilizar como profissional perante a sua actual entidade patronal (o que, mais tarde, não deixará de lhe ser cobrado, caso as coisas não lhe corram bem no clube).
Mesmo se admitíssemos que, hipoteticamente, a ideia de Madaíl tivesse alguma base lógica ou racional (ele próprio a apresentou como uma iniciativa “emocional”!…) – o que, como afirmo, não me parece ser, de todo, o caso – surge óbvio que, uma vez mais, o presidente da Federação tem um erro crasso: antes de chegar à fala com Mourinho, impunha-se o entendimento prévio com o Real Madrid (a autorização do clube para que se abordasse o técnico).
A seguir o desenvolvimento desta verdadeira epopeia…
Liga Europa (1ª Jornada)
Grupo C
Lille – Sporting – 1-2
Levski – Gent – 3-2
1º Levski e Sporting, 3; 3º Gent e Lille, 0
Grupo L
Beşiktaş – CSKA Sofia – 1-0
FC Porto – Rapid Wien – 3-0
1º FC Porto e Beşiktaş, 3; 3º CSKA Sofia e Rapid Wien, 0
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Twente – Inter – 2-2
Werder Bremen – Tottenham – 2-2
1º Inter, Tottenham, Twente e Werder Bremen, 1
Grupo B
Lyon – Schalke – 1-0
Benfica – Hapoel Tel-Aviv – 2-0
1º Benfica e Lyon, 3; 3º Schalke e Hapoel Tel-Aviv, 0
Grupo C
Manchester United – Glasgow Rangers – 0-0
Bursaspor – Valencia – 0-4
1º Valencia, 3; 2º Glasgow Rangers e Manchester United, 1; 4º Bursaspor, 0
Grupo D
Barcelona – Panathinaikos – 5-1
Kobenhavn – Rubin Kazan – 1-0
1º Barcelona e Kobenhavn, 3; 3º Rubin Kazan e Panathinaikos, 0
Grupo E
Bayern – Roma – 2-0
CFR Cluj – Basel – 2-1
1º Bayern e CFR Cluj, 3; 3º Basel e Roma, 0
Grupo F
Marseille – Spartak Moskva – 0-1
Zilina – Chelsea – 1-4
1º Chelsea e Spartak Moskva, 3; 3º Marseille e Zilina, 0
Grupo G
Real Madrid – Ajax – 2-0
AC Milan – Auxerre – 2-0
1º AC Milan e Real Madrid, 3; 3º Ajax e Auxerre, 0
Grupo H
Arsenal – Braga – 6-0
Shakhtar Donetsk – Partizan – 1-0
1º Arsenal e Shakhtar Donetsk, 3; 3º Partizan e Braga, 0



