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Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão) – Stuttgart – Benfica
Stuttgart – Marc Ziegler (52m – Sven Ulreich), Khalid Boulahrouz (61m – Timo Gebhart), Georg Niedermeier, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic, Martin Harnik, Tamás Hajnal (78m – Élson), Shinji Okazaki e Sven Schipplock
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Airton, Eduardo Salvio, Nico Gaitán, Pablo Aimar (73m – Carlos Martins), Franco Jara (90m – Alan Kardec) e Óscar Cardozo (88m – Felipe Menezes)
0-1 – Eduardo Salvio – 31m
0-2 – Óscar Cardozo – 78m
Cartões amarelos – Matthieu Delpierre (46m), Shinji Okazaki (77m), Timo Gebhart (81m) e Cristian Molinaro (90m); Sidnei (44m) e Carlos Martins (81m)
Cartão vermelho – Zdravko Kuzmanovic (90m)
Árbitro – Mike Dean (Inglaterra)
Com uma vantagem mínima arrancada na primeira mão, o Benfica assumiu – tal como prometera Jorge Jesus – que necessitava de marcar na Alemanha para alcançar o apuramento. E entrou com boa disposição neste jogo, com Gaitán a ameaçar, logo aos 6 minutos, com um remate em jeito de “folha seca”, pleno de intencionalidade, a obrigar o guardião contrário a uma estirada para afastar a bola por sobre a barra.
E, novamente aos 18 minutos, com uma desmarcação na cara do guarda-redes, a fazer a mancha e a levar a melhor sobre Fábio Coentrão, que se conseguira isolar, não tendo contudo conseguido evitar o último obstáculo para o golo.
Golo que acabaria por surgir aos 31 minutos, culminando da melhor forma um pontapé de canto, com Salvio, a “encher o pé”, à entrada da área, a rematar forte e colocado, sem hipótese de defesa.
O Stuttgart obrigara também Roberto a intervir em dois ou três lances ofensivos, mas a nota dominante do primeiro tempo fora do Benfica.
No reinício, logo aos 2 minutos e, de imediato, no minuto seguinte, o guarda-redes alemão, com duas intervenções arrojadas, negaria novo golo ao Benfica, na segunda delas, sendo atingido de forma arrepiante, de forma involuntária, fruto da dinâmica do movimento corporal, primeiro por Gaitán (uma joelhada na cabeça) e, de imediato, por Delpierre, que caiu também sobre a cabeça do desamparado colega, que acabaria por ter de sair do estádio, para receber assistência hospitalar.
Aos 60 minutos, Luisão, na cara do guarda-redes, na zona da pequena área, desperdiçaria inacreditavelmente o golo, não obstante ter recebido a bola um pouco alta, rematando bastante por cima da baliza.
Cardozo replicaria o falhanço, aos 71 minutos, antes de Okazaki, por duas vezes, ter ameaçado seriamente a baliza benfiquista, primeiro com um remate a rasar a trave e, logo de seguida, obrigando Roberto a uma magnífica intervenção para conseguir defender a bola.
A eliminatória ficaria definitivamente sentenciada quando Cardozo, aos 78 minutos, na sequência de mais uma boa iniciativa de Franco Jara, rematou forte, com a bola ainda a embater no poste antes de se anichar no fundo das redes, sem hipóteses para o guarda-redes adversário.
Até final – jogar-se-ia até ao minuto 97 – não haveria muito mais a ser digno de nota especial, com o Benfica a gerir a vantagem no jogo e na eliminatória.
Alcançando, pela primeira vez no seu longo historial europeu, a vitória na Alemanha, o que conseguiu de forma muito segura – ampliando para 16 a sua fantástica série de vitórias consecutivas -, o Benfica avança na Liga Europa, prosseguindo para os 1/8 Final, em que reencontrará (depois de se terem defrontado já na época 2006-07) a equipa francesa do Paris Saint-Germain.
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Villarreal - Napoli 2-1 0-0 2-1 Sporting - Glasgow Rangers 2-2 1-1 3-3 Liverpool - Sparta Praha 1-0 0-0 1-0 Ajax - Anderlecht 2-0 3-0 5-0 Braga - Lech Poznań 2-0 0-1 2-1 Dynamo Kyiv - Beşiktaş 4-0 4-1 8-1 Spartak Moskva - Basel 1-1 3-2 4-3 Zenit - Young Boys 3-1 1-2 4-3 Manchester City - Aris Thessaloniki 3-0 0-0 3-0 CSKA Moskva - PAOK 1-1 1-0 2-1 FC Porto - Sevilla 0-1 2-1 2-2 Twente - Rubin Kazan 2-2 2-0 4-2 PSV Eindhoven - Lille 3-1 2-2 5-3 Stuttgart - Benfica 0-2 1-2 1-4 Paris Saint-Germain - BATE Borisov 0-0 2-2 2-2 Bayer Leverkusen - Metalist Kharkiv 2-0 4-0 6-0
Os 1/8 Final, a disputar já nos próximos dias 10 e 17 de Março, têm o seguinte alinhamento:
Benfica – Paris Saint-Germain
Dynamo Kyiv – Manchester City
Twente – Zenit
CSKA Moskva – FC Porto
PSV Eindhoven – Glasgow Rangers
Bayer Leverkusen – Villarreal
Ajax – Spartak Moskva
Liverpool – Braga
O Sporting perdeu – ao sofrer o golo do empate já no 2º minuto do período de compensação – a possibilidade de, qualificando-se, garantir o pleno para as equipas portuguesas; com o FC Porto a passar com mais dificuldades que esperado (devido ao facto de ter sido demasiado perdulário no jogo de ontem, não conseguindo concretizar nenhuma das várias ocasiões de golo de que dispôs), o Benfica a ter uma vitória autoritária na Alemanha, e o Braga a acabar por ser feliz, conseguindo resistir à desesperada ofensiva dos polacos nos últimos minutos, que desperdiçaram igualmente duas soberanas oportunidades para marcar, a última delas com um estrondoso remate à trave, também já em tempo de descontos.
Portugal prossegue na prova com um contingente de 3 representantes, no que é igualado apenas pela Rússia e Holanda, com a Inglaterra a manter duas equipas na competição, enquanto Espanha, Alemanha, França, Ucrânia e Escócia resistem apenas com um clube.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão)
16.02.2011 - Roma – Shakhtar Donetsk 2-3 15.02.2011 - AC Milan – Tottenham 0-1 15.02.2011 - Valencia – Schalke 04 1-1 23.02.2011 - Inter – Bayern München 0-1 22.02.2011 - Olympique Lyonnais – Real Madrid 1-1 16.02.2011 - Arsenal – Barcelona 2-1 23.02.2011 - Olympique Marseille – Manchester United 0-0 22.02.2011 - København – Chelsea 0-2
Uma tripla derrota caseira das equipas italianas, a par da tripla vitória de clubes ingleses (apenas o Manchester não conseguiu vencer), com as três equipas espanholas também sem qualquer triunfo, e ambos os conjuntos franceses a empatar em casa, são aspectos a merecer menção de destaque nesta 1ª mão dos 1/8 Final da Liga dos Campeões.
Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão) – Benfica – Stuttgart
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (75m – Alan Kardec), Nico Gaitán, Pablo Aimar (75m – Carlos Martins), Franco Jara (87m – Felipe Menezes) e Óscar Cardozo
Stuttgart – Sven Ulreich, Khalid Boulahrouz, Serdar Tasci, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic (76m – Georg Niedermeier), Martin Harnik, Tamás Hajnal (63m – Élson),Shinji Okazaki e Cacau
0-1 – Martin Harnik – 21m
1-1 – Óscar Cardozo – 70m
2-1 – Franco Jara – 81m
Cartões amarelos – Fábio Coentrão (42m), Javi García (88m) e Maxi Pereira (90m); Tasci (14m), Harnik (26m) e Delpierre (59m)
Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)
Com a confiança proporcionada por 13 vitórias consecutivas (desde a partida com o Schalke, a 7 de Dezembro) – 16 triunfos, se considerarmos apenas os jogos a nível interno (desde a derrota com o FC Porto, a 7 de Novembro) -, reforçada pela magnífica exibição do último jogo, frente ao Guimarães, o Benfica ver-se-ia de alguma forma surpreendido pelo atrevimento do Stuttgart (que, ao invés, luta desesperadamente por sair dos lugares de despromoção da bundesliga), que não mostrou temor, procurando jogar de igual para igual.
E, quando à passagem dos 20 minutos, a equipa alemã, com um chapéu de belo efeito sobre Roberto, se colocou em vantagem, a dúvida instalou-se na equipa benfiquista; até final da primeira parte, faltaria a tranquilidade necessária para uma reacção apropriada à tendência do jogo e do marcador.
No segundo tempo o Benfica surgiria transfigurado, para muito melhor. Talvez pela mentalização recebida ao intervalo, a equipa readquiriu a confiança, partindo deliberadamente para o ataque, em busca do golo.
Seria porém necessário porfiar bastante, até, por fim, conseguir, primeiro o empate – num excelente remate de meia-distância de Cardozo -, pouco depois a reviravolta no marcador, num magnífico balão de Franco Jara, de longa distância, a embater ainda na barra antes de cair sobre (para além d)a linha de golo, onde Cardozo surgiu a confirmar o golo.
Não faltava já muito tempo para o final do encontro, mas o Benfica criaria ainda diversas ocasiões de perigo, em particular nos minutos derradeiros, inclusivamente já em período de compensação, culminando mais uma boa exibição, e aumentando para 14 o número desta sua extraordinária série de triunfos (com um score global de 40 golos marcados e 7 sofridos).
Do “mal o menos”, a equipa portuguesa parte em vantagem para a segunda mão, onde a chave da eliminatória poderá estar numa atitude que não seja centrada na mera defesa da escassa margem hoje alcançada.
Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)
Napoli - Villarreal 0-0 Glasgow Rangers – Sporting 1-1 Sparta Praha – Liverpool 0-0 Anderlecht – Ajax 0-3 Lech Poznań – Braga 1-0 Beşiktaş – Dynamo Kyiv 1-4 Basel – Spartak Moskva 2-3 Young Boys – Zenit 2-1 Aris Thessaloniki – Manchester City 0-0 PAOK – CSKA Moskva 0-1 Sevilla – FC Porto 1-2 Rubin Kazan – Twente 0-2 Lille – PSV Eindhoven 2-2 Benfica – Stuttgart 2-1 BATE Borisov – Paris Saint-Germain 2-2 Metalist Kharkiv – Bayer Leverkusen 0-4
Beco sem saída?
O luxemburguês Andy Schleck – 2º classificado nas duas últimas edições do “Tour de France”, imediatamente após o espanhol Alberto Contador, e, consequentemente, o mais imediato beneficiário da eventual penalização do vencedor da prova de 2010 – declarou ontem esperar que Contador possa confirmar a sua alegada inocência no caso de doping, referindo ainda que não teria grande prazer em ser proclamado vencedor da maior competição velocipédica mundial, em caso da desclassificação do rival, uma vez que entende que é «na estrada que se ganham as corridas».
Repetindo-me, já há três anos e meio, aqui havia escrito que a questão do doping no ciclismo é profunda e transversal; não se limita apenas a alguns casos pontuais de “grandes figuras”.
Numa modalidade que tem a particularidade de requerer rápidas recuperações de esforço (os ciclistas deparam-se, dia após dia, ao longo de 3 semanas, com longas e exigentes etapas), todo o pelotão recorre – hoje, como ao longo dos tempos – a suplementos vitamínicos, que foram sendo alvo de gradual processo de sofisticação, visando escapar ao controlo, num contexto em que o ténue limiar entre a legalidade e a ilegalidade é constantemente testado.
As principais agremiações/marcas rodearam-se de experimentadas equipas médicas, investigando e desenvolvendo substâncias sintéticas, doseadamente administradas, procurando a maximização do rendimento competitivo dos seus atletas, a par de uma complexa gestão dos limites: em geral, as substâncias proibidas tornam-se efectivamente ilícitas em termos das regras desportivas quando excedem determinados níveis fixados em regulamento.
Assiste-se portanto a uma competição paralela – extra-estrada ou extra-pista – entre a investigação desenvolvida pelas equipas médicas e as técnicas, cada vez mais sofisticadas, de controlo anti-doping.
As sucessivas derrotas das equipas médicas, com o avolumar de controlos positivos de grande mediatismo, atingindo as principais figuras do pelotão mundial, têm conduzido o ciclismo para o que se perfila ser cada vez mais um beco sem saída.
Com significativos interesses económicos envolvidos, dados os fortes investimentos realizados pelos patrocinadores, a modalidade não parece ter “dois caminhos”; caso não seja invertido o rumo (da competitividade baseada em sofisticadas equipas médicas e práticas ilícitas de dopagem), acabará por – consequência da ruína da credibilidade desportiva – sofrer o afastamento desses mesmos financiadores, com reflexos calamitosos a todos os níveis, num verdadeiro “efeito-dominó”, qual ciclo vicioso de que dificilmente se poderá sair: desinvestimento publicitário / redução drástica nas remunerações dos ciclistas / quebra de nível competitivo / afastamento do público / alheamento das televisões e dos media em geral.
José Mourinho eleito melhor treinador do mundo em 2010
Face a uma concorrência de peso – Vicente del Bosque (Campeão do Mundo pela selecção espanhola) e Pep Guardiola (treinador do Barcelona) -, José Mourinho foi hoje eleito, por seleccionadores, jogadores e jornalistas de todo o planeta, como o melhor treinador mundial do ano de 2010, assim vendo reconhecido pela FIFA (no primeiro ano em que é também distinguido um treinador, para além da tradicional eleição do melhor jogador – neste caso, com Lionel Messi a bisar o título já conquistado no ano anterior) o seu papel determinante nos êxitos alcançados pelo Inter de Milão: Campeão de Itália, vencedor da respectiva Taça, e Campeão Europeu.
Liga Europa – Sorteio dos 1/16 Final e 1/8 Final
1/16 Final (17 e 24.02.2011)
Napoli – Villarreal
Glasgow Rangers – Sporting
Sparta Praha – Liverpool
Anderlecht – Ajax
Lech Poznań – Braga
Beşiktaş – Dynamo Kyiv
Basel – Spartak Moskva
Young Boys – Zenit
Aris Thessaloniki – Manchester City
PAOK – CSKA Moskva
Sevilla – FC Porto
Rubin Kazan – Twente
Lille – PSV Eindhoven
Benfica – Stuttgart
BATE Borisov – Paris Saint-Germain
Metalist Kharkiv – Bayer Leverkusen
1/8 Final (10 e 17.03.2011)
Benfica/Stuttgart – BATE/PSG
Beşiktaş/Dynamo Kyiv – Aris/Manchester City
Rubin/Twente – Young Boys/Zenit
PAOK/CSKA Moskva – Sevilla/Porto
Lille/PSV – Glasgow Rangers/Sporting
Metalist/Bayer Leverkusen – Napoli/Villarreal
Anderlecht/Ajax – Basel/Spartak Moskva
Sparta Praha/Liverpool – Lech Poznań/Braga
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 Final
1/8 Final (15/16 e 22/23.02.2011 e 8/9 e 15/16.03.2011)
Roma – Shakhtar Donetsk
AC Milan – Tottenham
Valencia – Schalke 04
Inter – Bayern München
Olympique Lyonnais – Real Madrid
Arsenal – Barcelona
Olympique de Marseille – Manchester United
København – Chelsea
Liga Europa (6ª Jornada)
Os dois primeiros classificados de cada Grupo – Manchester City, Lech Poznan, Bayer Leverkusen, Aris, Sporting, Lille, Villarreal, PAOK, Dynamo Kyiv, BATE Borisov, CSKA Moskva, Sparta Praha, Zenit, Anderlecht, Stuttgart, Young Boys, PSV, Metalist, Paris St.-Germain, Sevilla, Liverpool, Napoli, FC Porto e Beşiktaş – garantiram o apuramento para os 1/16 Final da prova. Por seu lado, as equipas do Twente, Benfica, Glasgow Rangers, Rubin Kazan, Basel, Spartak Moskva, Ajax e Braga transitaram da Liga dos Campeões.
Grupo C
Lille – Gent – 3-0
Levski – Sporting – 1-0
1º Sporting, 12; 2º Lille, 8; 3º Gent, 7; 4º Levski, 7
Grupo L
Beşiktaş – Rapid Wien – 2-0
FC Porto – CSKA Sofia – 3-1
1º FC Porto, 16; 2º Beşiktaş, 13; 3º Rapid Wien, 3; 4º CSKA Sofia, 3



