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Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Hapoel Tel-Aviv
Benfica – Roberto, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Carlos Martins, Pablo Aimar (71m – Airton), Nico Gaitán (57m – Maxi Pereira), Javier Saviola (87m – César Peixoto) e Óscar Cardozo
Hapoel Tel-Aviv – Vincent Enyeama, Dani Bondarv, Douglas da Silva, Bevan Fransman (74m – Valeed Badier), Dedi Ben-Dayan, Romain Rocchi (61m – Yossi Schivhon), Avihai Yadin, Gil Vermouth, Eran Zahavi, Ben Sahar (58m – Toto Tamuz) e Itay Shechter
1-0 – Luisão – 21m
2-0 – Óscar Cardozo – 68m
Cartões amarelos – Shechter (22m) e Dedi Ben-Dayan (60m)
Árbitro – Aleksei Nikolaev (Rússia)
No regresso à Liga dos Campeões, três anos após a sua última participação, recebendo a equipa com menos credenciais do Grupo – não obstante o bom desempenho realizado pelos israelitas na época passada na Liga Europa -, o Benfica entrou em campo com a disposição de assumir a iniciativa de jogo, em busca da vitória.
Contudo, após uma primeira fase de jogo algo morno, o Benfica tinha já passado por alguns sustos, inclusivamente com um jogador da equipa de Israel a ser tocado em plena grande área por Luisão, quando, estavam decorridos 21 minutos, o defesa central, instalado na área adversária, deu a melhor sequência a um cruzamento de Carlos Martins, com um bom pontapé.
A vencer, o Benfica continuaria a ser, ao longo do tempo de jogo, a equipa com maior propensão ofensiva, embora sempre numa toada algo prudente, com o Hapoel a jogar também numa estratégia de risco mínimo.
Na sequência de um falhanço de Óscar Cardozo, o avançado benfiquista começaria a ouvir alguns apupos, o que o levaria – poucos minutos depois, ao conseguir, com facilidade, empurrar a bola para a baliza, consumando o segundo golo da equipa portuguesa – a fazer um gesto com o indicador sobre a boca, mandando calar os adeptos… o que acabaria por gerar uma ampla vaga de assobios.
A partir do segundo golo, o Benfica soltou-se, o jogo abriu e houve mais algumas ocasiões de perigo, principalmente na área da equipa de Israel, mas, também, numa ou noutra ocasião, próximo da baliza de Roberto. Não obstante, com o ritmo de jogo intervalado pelas substituições, o resultado acabaria por não sofrer alteração.
Sem deslumbrar, uma entrada segura, com o “pé direito”, do Benfica, nesta fase de Grupos da Liga dos Campeões.
Campeonato da Europa Hóquei em Patins – Final
Final – Espanha – Portugal – 8-2
3º / 4º lugar – França – Alemanha – 1-1 (2-1 g.p.)
5º / 6º lugar – Itália – Suíça – 4-2
7º / 8º lugar – Inglaterra – Áustria – 8-3
A Espanha sagrou-se hoje hexa-campeã da Europa, infligindo uma pesada derrota à selecção de Portugal, a qual não revelou argumentos para contrariar a superioridade espanhola, que rapidamente chegou a 3-0, conseguindo ainda a equipa portuguesa, dirigida por Rui Neto, reduzir para 2-3; contudo, um quarto tento a fechar a primeira parte praticamente decidiu a contenda. No segundo tempo, arriscando em busca do golo, Portugal veria a marca ser sucessivamente ampliada, atingindo uma expressão categórica.
Pedro Gil, Josep Ordeig e Jordi Bargalló, com dois golos cada, Marc Torra e Jordi Adroher foram os marcadores pela Espanha, tendo Ricardo Barreiros e André Azevedo marcado por Portugal. O português Ricardo Oliveira (“Caio”) sagrou-se melhor marcador da prova, com 14 golos, seguido de Luís Viana com 11 e de Reinaldo Ventura e Pedro Gil (Espanha), ambos com 9 tentos.
Nas 49 edições da prova, Portugal sagrou-se Campeão da Europa por 20 vezes (1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1956, 1959, 1961, 1963, 1965, 1967, 1971, 1973, 1975, 1977, 1987, 1992, 1994, 1996 e 1998); a Espanha conta agora com 15 títulos (1951, 1954, 1955, 1957, 1969, 1979, 1981, 1983, 1985, 2000, 2002, 2004, 2006, 2008 e 2010); a Inglaterra foi Campeã por 12 vezes, nas 12 edições iniciais da competição (1926, 1927, 1928, 1929, 1930, 1931, 1932, 1934, 1936, 1937, 1938 e 1939); e, por fim, a Itália foi 2 vezes Campeã Europeia (1953 e 1990).
A selecção de Portugal – marcando presença ininterrupta no pódio há mais de 70 anos, proeza porventura única a nível de qualquer modalidade desportiva – conseguiu alcançar já 42 lugares de honra: para além dos 20 títulos de Campeão da Europa, foi vice-campeã europeia por 12 vezes (1951, 1953, 1954, 1957, 1969, 1979, 1981, 1983, 2000, 2002, 2008 e 2010); classificou-se em 3º lugar em 8 ocasiões (1936, 1937, 1939, 1955, 1985, 1990, 2004 e 2006); quedando-se na 4ª posição apenas por 2 vezes (1932 e 1938).
Somente nas duas participações iniciais (1930 e 1931) a selecção nacional não obteve um dos lugares de honra, tendo concluído essas provas, respectivamente, em 5º e 6º lugar. Portugal apenas falhou a presença em 5 edições do campeonato europeu (1926, 1927, 1928, 1929 e 1934).
Campeonato Europa Hóquei Patins – 1/2 Finais
1/2 Finais
10.09.2010 – Espanha – França – 4-0
10.09.2010 – Alemanha – Portugal – 1-6
Apuramento do 5º ao 8º lugar
10.09.2010 – Inglaterra – Itália – 3-5
10.09.2010 – Suíça – Áustria – 4-1
Portugal e Espanha voltam a encontrar-se em mais uma Final de um Campeonato da Europa de Hóquei em Patins, depois de terem amplamente dominado e vencido com goleadas todos os jogos disputados.
Na partida de hoje, Portugal repetiu – ampliando mesmo a margem – a vitória de anteontem frente à equipa da casa, num jogo que fica marcado pela 100ª internacionalização e pelo 100º golo de Reinaldo Ventura ao serviço da selecção principal.
A equipa portuguesa, derrotada pela margem mínima no Mundial de 2009 (1-2, nas 1/2 Finais) e no Europeu de 2008 (0-1, na Final), tentará amanhã interromper a série de 5 títulos consecutivos da selecção espanhola.
Campeonato Europa Hóquei Patins – 1/4 Final
09.09.2010 – Suíça – Alemanha – 0-2
09.09.2010 – Espanha – Inglaterra – 11-1
09.09.2010 – França – Itália – 3-2 (a.p. – 2-2 no final do tempo regulamentar)
09.09.2010 – Áustria – Portugal – 0-23
Depois de duas surpresas nestes jogos dos 1/4 Final – com as vitórias da Alemanha (beneficiando também do facto de jogar em «casa») e da França -, e da estrondosa goleada infligida pela selecção portuguesa à equipa austríaca, nas 1/2 Finais, a disputar amanhã, defrontam-se: Espanha-França e Alemanha-Portugal.
Campeonato da Europa de Hóquei em Patins
Grupo A
06.09.2010 – França – Suíça – 0-8
06.09.2010 – Espanha – Áustria – 14-0
07.09.2010 – Suíça – Áustria – 5-1
07.09.2010 – Espanha – França – 5-0
08.09.2010 – França – Áustria – 9-0
08.09.2010 – Espanha – Suíça – 8-0
1º Espanha, 9; 2º Suíça, 6; 3º França, 3; 4º Áustria, 0
Grupo B
05.09.2010 – Alemanha – Inglaterra – 6-3
06.09.2010 – Portugal – Itália – 4-1
07.09.2010 – Alemanha – Itália – 3-3
07.09.2010 – Inglaterra – Portugal – 1-14
08.09.2010 – Itália – Inglaterra – 5-2
08.09.2010 – Alemanha – Portugal – 1-5
1º Portugal, 9; 2º Itália, 4; 3º Alemanha, 4; 4º Inglaterra, 0
É o seguinte o alinhamento das partidas dos 1/4 Final, a disputar amanhã, em Wuppertal, na Alemanha: Espanha-Inglaterra, Suíça-Alemanha, França-Itália e Áustria-Portugal.
Noruega – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)
Noruega – Jon Knudsen, Tom Hogli, Brede Hangeland, Kjetil Waehler (28m – Vadim Devidov), Espen Ruud, Bjorn Helge Riise, Henning Hauger, Christian Grindheim (86m – Ruben Yttergard Jenssen), Erik Huseklepp, Morten Gamst Pedersen e John Carew (38m – Mohammed Abdellaoue)
Portugal – Eduardo, Sílvio, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Miguel Veloso, Manuel Fernandes, Raul Meireles, Tiago (72m – Danny), Quaresma (84m – Liédson), Nani e Hugo Almeida
1-0 – Erik Huseklepp – 21m
Cartões amarelos – Bjorn Helge Riise (75m); Raul Meireles (60m) e Hugo Almeida (90m)
Árbitro – Laurent Duhamel (França)
Parecendo querer entrar em campo com uma disposição que permitisse rectificar a má imagem e o mau resultado da passada sexta-feira, Portugal acabaria por “entregar o ouro ao bandido”, numa infelicidade de Eduardo, a jogar deficientemente com o pé, deixando-se antecipar por um adversário, ressaltando a bola para outro jogador norueguês, com a baliza escancarada, fazer o golo.
Acusando o toque, a equipa portuguesa passaria uma fase de algum desnorte, não conseguindo, em toda a primeira parte, criar qualquer efectiva oportunidade de golo.
A abrir a segunda parte, em apenas cinco minutos a Noruega disporia de duas ocasiões de grande perigo, com a bola a cruzar toda a zona de baliza e a sair junto ao poste. Pareciam mais próximo do golo os noruegueses que os portugueses…
Sem que seja claro de quem é actualmente a responsabilidade da orientação da equipa e das opções tácticas (do suspenso Carlos Queiroz ou do seu adjunto Agostinho Oliveira), é difícil compreender que – frente à Noruega, país cujo campeonato tem um calendário diferente, com os jogadores a chegarem a esta fase da época muito mais rodados – Portugal actue com elementos praticamente sem minutos de jogo nas suas equipas, e, naturalmente, sem ritmo competitivo, casos do trio da zona nevrálgica do meio-campo: Manuel Fernandes, Raul Meireles e Tiago. Assim como não é fácil de entender a demora nas substituições, sem que sequer tenham sido esgotadas as três possibilidades disponíveis…
A equipa portuguesa deu sempre a sensação de estar a jogar em inferioridade numérica, perdendo a maior parte das “segundas bolas”.
Seria já em desespero, com bolas bombeadas para a área, que Portugal tentaria ainda chegar ao empate, que, de facto, não fez por merecer.
Cedendo pontos preciosos nesta jornada dupla inaugural, Portugal começa a não ter “margem de erro”, pelo que o próximo confronto, contra a Dinamarca, se revela decisivo, sendo a vitória obrigatória…
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Noruega 2 2 - - 3- 1 6 2º Dinamarca 1 1 - - 1- 0 3 3º Chipre 1 - 1 - 4- 4 1 4º Portugal 2 - 1 1 4- 5 1 5º Islândia 2 - - 2 1- 3 -
2ª jornada
07.09.10 – Dinamarca – Islândia – 1-0
07.09.10 – Noruega – Portugal – 1-0
Portugal – Chipre (Euro-2012 – Qualif.)
Portugal – Eduardo, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Manuel Fernandes (78m – João Moutinho), Raul Meireles, Danny (61m – Liedson), Nani, Quaresma e Hugo Almeida (84m – Yannick Djaló)
Chipre – Antonis Georgallides, Elias Charalambous, George Merkis, Marios Elia (66m – Savvas Poursaitides), Constantinos Charalambides (76m – Marios Nikolaou), Constantinos Makridis, Marinos Satsias, Siniša Dobrašinović, Andreas Avraam, Efstathios Aloneftis (56m – Yiannis Okkas) e Michalis Konstantinou
0-1 – Aloneftis – 3m
1-1 – Hugo Almeida – 8m
1-2 – Konstantinou – 11m
2-2 – Raul Meireles – 29m
3-2 – Danny – 50m
3-3 – Yiannis Okkas – 57m
4-3 – Manuel Fernandes – 60m
4-4 – Andreas Avraam – 89m
Cartão amarelo – Elias Charalambous (67m)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
No dia em que partiu José Torres, numa triste ironia, a selecção de Portugal relembra nesta altura o pós-Saltillo: uma equipa completamente à deriva, sem rumo, absolutamente desconcentrada, sem qualquer ligação entre os sectores, averbando um resultado absolutamente inacreditável e inaceitável.
Com o seleccionador suspenso (por 1 mês, pela Federação Portuguesa de Futebol; por 6 meses, pela Autoridade Anti-Dopagem de Portugal), na bancada, a selecção entrou em campo a perder, concedendo um golo ao adversário logo aos 3 minutos.
Mesmo conseguindo empatar apenas cinco minutos volvidos, continuariam ao longo de todo o tempo de jogo as comprometedoras falhas defensivas, traduzindo uma confrangedora intranquilidade, proporcionando a uma débil selecção cipriota atingir a inimaginável marca de 4 golos!
Mal orientada, com opções discutíveis – jogando com dois médios defensivos e apenas um ponta-de-lança -, sem comando dentro e fora de campo, mesmo alegando em sua defesa um remate à trave e outro ao poste, a equipa portuguesa apenas pode queixar-se de si própria.
Na abertura da fase de qualificação para o EURO 2012, Portugal começa já a “fazer contas de cabeça”…
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Noruega 1 1 - - 2- 1 3 2º Chipre 1 - 1 - 4- 4 1 3º Portugal 1 - 1 - 4- 4 1 4º Dinamarca - - - - -- - - 5º Islândia 1 - - 1 1- 2 -
1ª jornada
03.09.10 – Islândia – Noruega – 1-2
03.09.10 – Portugal – Chipre – 4-4
José Torres (1938-2010)

Com toda a propriedade, o bom gigante, que, um dia, pediu: «deixem-me sonhar», proporcionando imensas alegrias a tantos portugueses…
Laurent Fignon (1960-2010)
Há uma idade – da inocência – em que, quantas vezes sem sabermos explicar porquê, adoptamos como ídolos personalidades que se destacam em determinada área, com frequência particular no caso de desportistas.
Com os meus 16 anos, acompanhava com fervor a carreira de Joaquim Agostinho, em especial as suas proezas no “Tour de France”, que correria pela última vez nesse ano de 1983, terminando num muito honroso 11º lugar – para o veterano do pelotão, então já com 40 anos -, a escassos segundos da posição que lhe daria direito à tradicional “volta de honra” nos Champs Elysées.
Enquanto os franceses suspiravam pelo sucessor de Bernard Hinault, ausente por lesão, que pensavam ter encontrado em Pascal Simon – que lideraria a prova durante vários dias, inclusivamente mesmo depois de, na sequência de uma queda, ter fracturado um braço, o que inevitavelmente o viria a obrigar a desistir – um herói improvável surgiria.
Estreante na maior competição velocipédica do mundo, Laurent Fignon era um jovem parisiense de apenas 22 anos, que “chegou, viu e venceu”. E assim, do nada, nascia o meu novo ídolo!
Com o seu sucesso me entusiasmei na fase decisiva da prova de 1983, e, ainda mais vibraria, no ano seguinte, com a forma categórica como se impôs ao regressado “todo-poderoso” Hinault, com triunfos em 5 etapas!
Porventura não tanto quanto sofri com a decepção de 1989, perdendo ingloriamente a competição para o estado-unidense Greg LeMond por escassos 8 segundos, após mais de 3 000 km percorridos, e quase 100 horas a pedalar.
Retirado da competição, mas acompanhando o ciclismo até ao fim – agora como comentador televisivo -, ao mesmo tempo que lutava contra um implacável adversário, o meu ídolo teve hoje a última derrota da sua vida. Tinha apenas 50 anos…
Sara Moreira medalha de bronze no Campeonato da Europa de Atletismo
A jovem atleta portuguesa Sara Moreira, já campeã do mundo universitária, conquistou hoje a medalha de bronze na prova dos 5 000 metros do Campeonato da Europa de Atletismo, a decorrer em Barcelona, ampliando para 4 o número total de medalhas obtidas por atletas portugueses nesta competição (1 medalha de prata e 3 de bronze).
Na prova desta tarde, apenas foi batida por duas atletas de origem etíope, em representação da Turquia, sendo imediatamente seguida por Jessica Augusto (medalhada nos 10 000 metros), hoje a terminar num bom 4º lugar.



