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Cadel Evans vence “Tour de France”
Aos 34 anos, depois de ter sido já por duas vezes segundo classificado (em 2007 e 2008) e após participações menos bem sucedidas nos dois últimos anos (respectivamente 30º e 26º), Cadel Evans tornou-se no primeiro ciclista australiano a triunfar na mais importante prova velocipédica por etapas a nível mundial, o “Tour de France”.
Defendendo-se com grande bravura nas etapas de montanha, em particular a que terminou com a vitória isolada de Andy Schleck – em que se viu obrigado a assumir, praticamente em exclusivo, a responsabilidade pela tentativa de perseguição, conseguindo reduzir a significativa vantagem de que o luxemburguês chegou a dispor -, beneficiou das suas qualidades de grande contra-relogista para, não só anular os 57 segundos de atraso com que partia para a última etapa antes do dia de consagração, como ainda inverter a situação a seu favor, com uma esclarecedora diferença de 1′ 34″ na classificação geral.
Uma curiosidade inédita na tabela final foi a presença de dois irmãos no pódio, com Andy Schleck a repetir, pelo terceiro ano consecutivo, o 2º lugar, depois de uma excelente prova em que, contudo, baqueou no contra-relógio final.
Surpreendente foi também a excelente prova de Thomas Voeckler, que, dia após dia, foi mantendo a camisola amarela, praticamente até ao final da prova, apenas a cedendo na última etapa de montanha.
Como grande derrotado desta edição terá de indicar-se o nome de Alberto Contador, vencedor da prova nas suas últimas três participações, quedando-se desta feita apenas pela 5ª posição, depois de um dia mau numa etapa de montanha, não tendo conseguido impor-se de forma a recuperar tempo noutras etapas.
Por fim, em relação aos portugueses, embora com classificações modestas na geral, destaque para a prova realizada por Rui Costa, vencendo uma etapa (repetindo a proeza de Sérgio Paulinho no ano anterior), e integrando uma outra fuga de grande sensação, acompanhando Andy Schleck e Alberto Contador.
1. Cadel Evans (Austrália) – BMC Racing Team – 86h 12′ 22″
2. Andy Schleck (Luxemburgo) – Team Leopard-Trek – a 01′ 34″
3. Frank Schleck (Luxemburgo) – Team Leopard-Trek – a 02′ 30″
4. Thomas Voeckler (França) – Team Europcar – a 03′ 20″
5. Alberto Contador (Espanha) – Astana – a 03′ 57″
6. Samuel Sanchez (Espanha) – Euskaltel – Euskadi – a 04′ 55″
7. Damiano Cunego (Itália) – Lampre – a 06′ 05″
8. Ivan Basso (Itália) – Liquigas-Cannondale – a 07′ 23″
9. Tom Danielson (EUA) – Team Garmin – Cervelo – a 08′ 15″
10. Jean-Christophe Peraud (França) – AG2R La Mondiale – a 10′ 11″
…
81. Sérgio Paulinho (Portugal) – Team Radioshack – a 2h 24′ 29″
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90. Rui Costa (Portugal) – Movistar Team – a 2h 31′ 34″
Rui Costa vence etapa no “Tour de France”
O ciclista Rui Costa, de 24 anos, ao serviço da equipa Movistar, na sua terceira participação na prova, obteve hoje a 10ª vitória individual de ciclistas portugueses em etapas da Volta a França em bicicleta – competição velocipédica por etapas mais importante a nível mundial -, depois dos triunfos de Joaquim Agostinho (4, duas das quais em 1969, e uma nas edições de 1973 e 1979, esta no mítico Alpe d’Huez – no ano de 1977 venceu também uma outra etapa, mas seria posteriormente desclassificado), Acácio da Silva (3, em 1987, 1988 e 1989 – ano em que envergou a camisola amarela da prova), Paulo Ferreira (1, em 1984) e Sérgio Paulinho (1, na prova do ano passado) – tendo também José Azevedo participado em 2 vitórias em contra-relógios por equipas (em 2004, pela US Postal, e em 2005, pela Discovery Channel).

(fotos – via Record, Web Ciclismo e The New York Times)
Na etapa de hoje (ver resumo em vídeo), disputada entre Aigurande e Super-Besse Sancy, no maciço central francês, a primeira de (média) montanha da edição deste ano, o ciclista português culminou da melhor forma uma longa fuga, de cerca de 180 km, protagonizada por um grupo composto inicialmente por 9 ciclistas, que se foi progressivamente reduzindo, conseguindo, já na parte final (a cerca de 5 km do termo), destacar-se, resistindo ainda à forte perseguição protagonizada pelo cazaque Alexander Vinokourov, acabando por vencer isolado, com 12 segundos de vantagem sobre o 2º classificado, que seria, ao sprint, Philippe Gilbert, impondo-se ao pelotão, liderado por Cadel Evans, a 15 segundos.

Novak Djokovic novo líder do ranking ATP
Ao atingir a presença na Final do Torneio de Wimbledon, o sérvio Novak Djokovic garantiu, pela primeira vez, a subida ao 1º lugar do ranking ATP, culminando um extraordinário ano em que obteve uma fantástica série de 41 vitórias consecutivas (apenas tendo sido derrotado, nas 1/2 Finais em Roland Garros, por Roger Federer) – não obstante contar, antes da Final de amanhã, apenas 2 triunfos em torneios do Grand Slam, ambos na Austrália (em 2008 e 2011), soma já 7 vitórias em torneios em 2011.
É a seguinte a lista completa de todos os (até agora 25) líderes do ranking ATP, desde a sua criação, pela Associação de Tenistas Profissionais, em 1973 (há 38 anos):
Portugal – Noruega (Euro-2012 – Qualif.)
Portugal – Eduardo, João Pereira (73m – Sílvio), Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (69m – Ruben Micael), João Moutinho, Nani (86m – Silvestre Varela) e Hélder Postiga
Noruega – Rune Jarstein, Tom Hogli, Brede Hangeland, Vadim Devidov, John Arne Riise, Bjorn Helge Riise, Henning Hauger, Christian Grindheim (83m – Markus Henriksen), Erik Huseklepp (75m – Daniel Braaten), Morten Gamst Pedersen e John Carew (60m – Mohammed Abdellaoue)
1-0 – Hélder Postiga – 53m
Cartão amarelo – Não houve
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Ainda em processo de recuperação do péssimo arranque nesta campanha de qualificação para o EURO 2012, Portugal enfrentava o líder do grupo, com a responsabilidade de triunfar, para se reposicionar na disputa do primeiro lugar.
Assim, desde início, a equipa portuguesa assumiu as “despesas do jogo”, procurando a iniciativa atacante; contudo, cedo perceberia que a equipa norueguesa, povoando muito o seu meio-campo e zona defensiva, iria constituir um duro obstáculo.
Paralelamente, ensaiando rápidos contra-ataques, a Noruega procurava enervar a equipa portuguesa, cujos níveis de ansiedade iam aumentando gradualmente, à medida que o relógio avançava, sem que o golo surgisse.
E, com 23 minutos decorridos, seria mesmo a Noruega a ameaçar a baliza portuguesa, com Morten Gamst Pedersen a desperdiçar uma excelente oportunidade de golo.
Não conseguindo colocar velocidade no seu jogo, para além de um livre – convertido por Cristiano Ronaldo com um remate potente, obrigando a intervenção apertada do guardião norueguês –, apenas aos 40 minutos, também por Ronaldo, de cabeça, a equipa portuguesa colocou a defesa norueguesa em apuros.
No reinício, depois do intervalo, a equipa portuguesa surgiu mais determinada, desde logo com um bom remate de Hélder Postiga, a obrigar o guarda-redes da Noruega a mostrar-se atento. E, quase de imediato, Nani, com um forte pontapé, de fora da área, a sair ligeiramente por cima da baliza.
Com uma vantagem de 9 cantos a 0, começava a adivinhar-se o golo… que surgiria mesmo, culminando uma excelente jogada, por intermédio de Hélder Postiga, bem assistido por Nani.
Não “tirando o pé do acelerador”, 5 minutos mais tarde, mais um bom remate, de Carlos Martins, obrigaria à correspondente estirada do guarda-redes da Noruega, a evitar novo golo. O mesmo Carlos Martins reincidiria pouco depois, embora a maior distância, sem a força necessária.
Na fase complementar, o jogo diminuiria de intensidade, com a Noruega a não abdicar do seu sistema táctico, limitando-se a procurar lances propícios ao contra-ataque e com a equipa portuguesa a arriscar menos.
Só aos 82 minutos, num lance em que Nani pareceu ser ceifado em falta em plena grande área, a bola ressaltou para Ronaldo, que, contudo, falho de inspiração, se embrulhou, não rematando de primeira como se impunha na ocasião, perdendo a oportunidade mais soberana para ampliar a vantagem.
Já mesmo em cima da hora para terminar, a Noruega beneficiaria do seu primeiro canto (contra 13 de Portugal…), e, logo depois, de um livre, em que procurou o lançamento em profundidade para a área… antes de Cristiano Ronaldo, com um remate cruzado, criar perigo pela última vez.
Num jogo de “fim de estação”, sem grandes primores exibicionais, com alguma dificuldade, mas também, em paralelo, alguma tranquilidade, Portugal garantia uma importante vitória, relançando-se nesta fase de apuramento, assumindo, em igualdade pontual com a Dinamarca e Noruega, a liderança do Grupo – quando faltam disputar apenas 3 jogos a cada uma destas selecções.
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Portugal 5 3 1 1 11- 7 10 2º Dinamarca 5 3 1 1 7- 4 10 3º Noruega 5 3 1 1 6- 4 10 4º Chipre 4 - 2 2 5- 8 2 5º Islândia 5 - 1 4 2- 8 1
6ª jornada
04.06.11 – Islândia – Dinamarca – 0-2
04.06.11 – Portugal – Noruega – 1-0
Liga dos Campeões – Final – Barcelona – Manchester United
Barcelona – Victor Valdés, Daniel Alves (88m – Carles Puyol), Javier Mascherano, Gerard Piqué, Éric Abidal, Sergio Busquets, Xavi Hernández, Andrés Iniesta, David Villa (86m – Seydou Keita), Lionel Messi e Pedro Rodríguez (90m – Ibrahim Affelay)
Manchester United – Edwin van der Sar, Fábio (69m – Nani), Rio Ferdinand, Nemanja Vidic, Patrice Evra, Antonio Valencia, Michael Carrick (77m – Paul Scholes), Ryan Giggs, Park Ji-Sung, Wayne Rooney e Javier Hernández Chicharito
1-0 – Pedro Rodríguez – 27m
1-1 – Wayne Rooney – 34m
2-1 – Lionel Messi – 54m
3-1 – David Villa – 69m
Cartões amarelos – Daniel Alves (60m) e Victor Valdés (85m); Michael Carrick (61m) e Antonio Valencia (79m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Numa inequívoca afirmação do seu poderio enquanto colectivo, a equipa do Barcelona sagrou-se hoje Campeã da Europa, na Final disputada em Londres, no Estádio de Wembley, troféu que conquista pela quarta vez no seu historial (depois dos triunfos obtidos em 1991-92, 2005-06 e 2008-09), em 7 Finais disputadas, assim igualando Bayern e Ajax no número de títulos.
Depois de uma fase inicial, no primeiro quarto de hora, em que o Manchester United pareceu querer impedir o domínio do Barcelona, a partir daí a equipa da Catalunha assegurou o controlo do jogo, empurrando os ingleses para as imediações da sua área, no seu característico futebol enleante, quase asfixiando os adversários, não surpreendendo o golo inaugural, obtido por Pedro Rodríguez.
Porém, poucos minutos decorridos, na sequência de excelente jogada de combinação, Wayne Rooney empatou a partida, dando novas esperanças à equipa inglesa.
Na segunda parte, gradualmente, o Barcelona voltaria a tomar conta do jogo, acabando por surgir com alguma naturalidade os golos de Messi e David Villa, conferindo-lhe uma justa vitória nesta Final.
A lista de vencedores passou a ser assim ordenada: Real Madrid (9); AC Milan (7); Liverpool (5); Bayern Munique, Ajax e Barcelona (4); Inter e Manchester United (3); Juventus, Benfica, FC Porto e Nottingham Forest (2); Celtic, Hamburgo, Marseille, Steaua Bucareste, Crvena Zvezda, Borussia Dortmund, PSV Eindhoven, Feyeenoord e Aston Villa (1).
Taça Latina
A propósito da Taça Latina e da celeuma recentemente suscitada, no que respeita ao número de títulos conquistados por Benfica e FC Porto, alguns excertos (com sublinhados meus) da obra «História do Futebol Português» , da autoria de Ricardo Serrado, com Pedro Serra:
«O crescimento das colectividades e a busca de novas fontes de rendimentos, juntamente com o desenvolvimento dos transportes, abrem caminho à criação de competições internacionais para lá dos tradicionais jogos amigáveis. Além da Taça Mitropa (que regressará em 1955), existe no continente europeu a Taça Latina (1949-1957), uma prova disputada pelos vencedores dos campeonatos de França, Itália, Espanha e Portugal. Em cada ano (excepto em 1954, quando a competição não se realiza), um destes países acolhe os jogos de um torneio quadrangular (os vencedores da primeira ronda encontram-se na final, disputando os vencidos o terceiro lugar). AC Milan, Barcelona e Real Madrid conquistaram o troféu duas vezes cada, com Benfica e Stade de Reims a triunfarem respectivamente em 1950 e 1953.
Em Junho de 1954, é fundada em Basileia a União Europeia de Football Association (UEFA), uma confederação semelhante às existentes noutros continentes […]»
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«O Sporting vence o Lille e o Atlético de Madrid, além de estar presente na primeira final da Taça Latina, perdida para o Barcelona em 1949. No ano seguinte, os jogos da competição são disputados em Lisboa, com o Benfica como representante português. Após a primeira ronda, as “águias” disputam o troféu com os Girondinos de Bordéus, mas o resultado no final do prolongamento assinala um empate (3-3), obrigando a uma finalíssima na qual Arsénio consegue evitar em cima do último minuto o triunfo francês, ao marcar o golo que leva a um novo empate. A expectativa dos adeptos continuaria durante um prolongamento de meia hora e depois, devido à permanência da igualdade, por novos períodos suplementares de dez minutos. É só no minuto 143 da partida que, na sequência de um pontapé de canto, Julinho estabelece o resultado final de 2-1, tornando o Benfica o primeiro clube português a ganhar uma prova oficial internacional.»
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«Uma prova que colocasse frente a frente alguns dos melhores clubes da Europa era um velho sonho de alguns países desde o final dos anos 20. Para o efeito criou-se em 1927 a Taça da Europa Central, que consistia numa prova que colocava em disputa entre si os campeões de algumas nações da Europa Central e de Leste.
Nos países mais ocidentais existia, também, um sonho antigo de colocar frente a frente os campeões dos países dessa zona da Europa. Idealizada, entre outros, por Ribeiro dos Reis e pelo espanhol Armando Calero (mas também por Alberto Fernandez desde 1925) e pensada ainda antes da II Guerra Mundial, a Taça Latina conhece a sua primeira edição em 1949, colocando em competição os campeões de Portugal, Espanha, Itália e França.»
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«O triunfo do Benfica constituiu a primeira vitória de um grupo português numa competição internacional, demonstrando que, tal como dera a entender o Sporting no ano transacto, o futebol português estava, na viragem dos anos 40 parra os anos 50,a conhecer um certo desenvolvimento que há muito tempo não vivia, após duas décadas de maus resultados e de muito pouco progresso.»
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«A Taça Latina disputar-se-á até 1957, quando a Taça dos Campeões Europeus estava na segunda edição e se tornava a mais importante competição da Europa de clubes.»
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«Na época de 1955/56, ainda com a Taça Latina a decorrer durante mais dois anos para se fechar o segundo ciclo, inicia-se aquela que será a mais importante prova de clubes da Europa, a Taça dos Clubes Campeões Europeus, hoje Liga dos Campeões. O sucesso desta fará com que a Taça Latina acabe pouco depois, em 1957.»
Serrado, Ricardo, com Pedro Serra. História do Futebol Português – Das origens ao 25 de Abril (volume I). Lisboa, Maio de 2010 – pp. 312, 322, 357, 361, 362, 364
Benfica / FC Porto / Sporting – Títulos conquistados
Com a vitória por 6-2 na Final da Taça de Portugal, hoje disputada frente ao V. Guimarães, o FC Porto conquistou o seu 4º título da época, assim vencendo a sua 16ª Taça de Portugal, passando a somar um total de 69 títulos, igualando o número de troféus conquistados pelo Benfica, registando o Sporting 45 provas conquistadas.
Ao domínio benfiquista nas décadas de 60 e 70, o FC Porto impõe o seu domínio nas duas décadas mais recentes; se o Benfica continua a dispor de vantagem a nível das principais provas nacionais (32-25 no Campeonato e 24-16 na Taça), o FC Porto contrapõe as suas conquistas internacionais (7 a 3, considerando Taça/Liga dos Campeões, Taça UEFA/Liga Europa, Supertaça Europeia, Taça Intercontinental e Taça Latina).
Liga Taça Supertaça T.Liga Camp.Port. TCE TVT UEFA S.Eur. Interc. T.Lat. 1922 FCP 1923 SCP 1924 1925 FCP 1926 1927 1928 1929 1930 SLB 1931 SLB 1932 FCP 1933 1934 SCP 1935 FCP SLB 1936 SLB SCP 1937 SLB FCP 1938 SLB SCP 1939 FCP 1940 FCP SLB 1941 SCP SCP 1942 SLB 1943 SLB SLB 1944 SCP SLB 1945 SLB SCP 1946 SCP 1947 SCP 1948 SCP SCP 1949 SCP SLB 1950 SLB SLB 1951 SCP SLB 1952 SCP SLB 1953 SCP SLB 1954 SCP SCP 1955 SLB SLB 1956 FCP FCP 1957 SLB SLB 1958 SCP FCP 1959 FCP SLB 1960 SLB 1961 SLB SLB 1962 SCP SLB SLB 1963 SLB SCP 1964 SLB SLB SCP 1965 SLB 1966 SCP 1967 SLB 1968 SLB FCP 1969 SLB SLB 1970 SCP SLB 1971 SLB SCP 1972 SLB SLB 1973 SLB SCP 1974 SCP SCP 1975 SLB 1976 SLB 1977 SLB FCP 1978 FCP SCP 1979 FCP 1980 SCP SLB SLB 1981 SLB SLB FCP 1982 SCP SCP SCP 1983 SLB SLB FCP 1984 SLB FCP FCP 1985 FCP SLB SLB 1986 FCP SLB FCP 1987 SLB SLB SCP FCP FCP FCP 1988 FCP FCP 1989 SLB SLB 1990 FCP FCP 1991 SLB FCP FCP 1992 FCP 1993 FCP SLB FCP 1994 SLB FCP FCP 1995 FCP SCP SCP 1996 FCP SLB FCP 1997 FCP 1998 FCP FCP FCP 1999 FCP FCP 2000 SCP FCP SCP 2001 FCP FCP 2002 SCP SCP SCP 2003 FCP FCP FCP FCP 2004 FCP SLB FCP FCP FCP 2005 SLB SLB 2006 FCP FCP FCP 2007 FCP SCP SCP 2008 FCP SCP SCP 2009 FCP FCP FCP SLB 2010 SLB FCP FCP SLB 2011 FCP FCP SLB FCP SLB 32 24 4 3 3 2 0 0 0 0 1 FCP 25 16 17 0 4 2 0 2 1 2 0 SCP 18 15 7 0 4 0 1 0 0 0 0
Liga Europa – Final – FC Porto – Braga
FC Porto – Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Alvaro Pereira, Fernando, Guarín (73m – Belluschi), João Moutinho, Hulk, Varela (79m – James Rodríguez) e Falcão
Braga – Artur Moraes, Miguel Garcia, Paulão, Alberto Rodríguez (45m – Kaká), Sílvio, Custódio, Vandinho, Hugo Viana (45m – Mossoró), Alan, Lima (66m – Meyong) e Paulo César
1-0 – Falcão – 44m
Cartões amarelos – Sapunaru (49m), Helton (90m) e Rolando (90m); Hugo Viana (24m), Sílvio (30m), Miguel Garcia (55m), Mossoró (59m) e Kaká (80m)
Árbitro – Carlos Velasco Carballo (Espanha)
Num dia histórico para o futebol português, com a primeira Final de competições europeias disputada exclusivamente por equipas nacionais, Custódio – autor do golo que proporcionou ao Braga a presença neste jogo decisivo, eliminando o Benfica – começou por dar, logo aos 4 minutos, o primeiro sinal de perigo por parte da equipa bracarense, surgindo a desmarcar-se, em movimento contrário ao da defesa portista, isolando-se frente a Helton, mas a rematar ao lado.
Porém, numa primeira metade que se revelaria morna – com o Braga, sem correr grandes riscos, a conseguir adormecer o jogo –, apenas Varela, aos 14 minutos, e Lima, aos 20, teriam oportunidade de ensaiar o remate à baliza, mas sem consequências.
Aos 30 minutos, a equipa arsenalista beneficiou de alguma condescendência por parte do árbitro, perante uma entrada muito perigosa de Sílvio, por trás, às pernas de Hulk, apenas sancionada com o cartão amarelo.
Pouco depois, Varela surgia a antecipar-se à defesa bracarense, mas rematou, de cabeça, muito defeituosamente, com a bola a sair completamente desenquadrada da baliza.
E, logo de seguida, ao terceiro canto a favorecer o FC Porto, convertido por Hulk, do lado esquerdo do ataque portista, Artur Moraes a revelar-se atento, recolhendo a bola nas alturas. O mesmo Artur Moraes que, à passagem dos 40 minutos, provocaria um momento de frisson, na sequência de um atraso de um defesa para o guarda-redes, pontapeando o esférico contra o corpo de Falcão, com a bola a fazer ricochete e a sair ao lado da baliza, tendo entretanto o árbitro interrompido já o lance.
Praticamente a fechar o primeiro tempo, num lançamento em profundidade de Guarín, para as costas da defesa do Braga, surgiria Falcão na zona da área, a conseguir soltar-se, numa tão rápida como excelente execução, de cabeça, antecipando-se à marcação contrária, e desviando inapelavelmente para o fundo da baliza, assim quebrando o equilíbrio que até então fora tónica dominante em largo período do jogo.
E se houve golo mesmo antes do intervalo, podia ter havido outro logo após o descanso: Mossoró, entrado em campo há 40 segundos, conseguiu ludibriar Fernando, surgindo isolado em corrida frente ao aniversariante Helton (33 anos), rematando na passada, vendo porém essa soberana oportunidade de golo negada pela soberba estirada, com o pé, do guardião portista.
Paradoxalmente, com toda a etapa complementar por jogar, aquele lance representaria como que um “canto do cisne” do Braga, que não mais revelaria, ao longo do tempo restante, capacidade ofensiva para colocar a baliza do Porto em perigo; apenas aos 76 minutos, por intermédio de Meyong, tentaria de novo o remate, sem efeito.
Controlando com naturalidade e tranquilidade o jogo, numa Final sem grandes rasgos, e algo sem brilho, o FC Porto acabaria por não necessitar de procurar dilatar a vantagem, garantindo uma justa vitória nesta edição da Liga Europa, da equipa que se revelou mais afirmativa e poderosa no decurso das várias fases da competição, somando assim às 2 Taças dos Campeões Europeus conquistadas (1987 e 2004), também 2 na segunda principal competição europeia (Taça UEFA em 2003 e, agora, a Liga Europa, na sua segunda edição, sucedendo ao At. Madrid).
Classificação Final – Campeonato Nacional Futebol 2010-11
J V E D GM GS P 1º FC Porto 30 27 3 - 73 - 16 84 2º Benfica 30 20 3 7 61 - 31 63 3º Sporting 30 13 9 8 41 - 31 48 4º Sp. Braga 30 13 7 10 45 - 33 46 5º V. Guimarães 30 12 7 11 36 - 37 43 6º Nacional 30 11 9 10 28 - 31 42 7º Paços Ferreira 30 10 11 9 35 - 42 41 8º Rio Ave 30 10 8 12 35 - 33 38 9º Marítimo 30 9 8 13 33 - 32 35 10º U. Leiria 30 9 8 13 25 - 38 35 11º Olhanense 30 7 13 10 24 - 34 34 12º V. Setúbal 30 8 10 12 29 - 42 34 13º Beira-Mar 30 7 12 11 32 - 36 33 14º Académica 30 7 9 14 32 - 48 30 15º Portimonense 30 6 7 17 29 - 49 25 16º Naval 30 5 8 17 26 - 51 23
Campeão – FC Porto – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – Benfica – Fase “Qualificação Não Campeões” pa/ Liga Campeões
3º classificado – Sporting – “Play-off” final de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
4º classificado – Braga – “Play-off” final de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
5º classificado – Guimarães – 3ª eliminatória acesso Fase Grupos Liga Europa
6º classificado – Nacional – 2ª eliminatória de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
Vencedor Taça – FC Porto
Despromovidos – Portimonense e Naval
Promovidos – Gil Vicente e Feirense
Palmarés – Campeões:
Benfica (32) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10
FC Porto (25) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01





