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Mundial de Râguebi – Final – N. Zelândia – França

Numa Final que se podia antever desequilibrada e com um vencedor anunciado, a Nova Zelândia, a jogar em casa, parecendo sofrer de uma qualquer espécie de bloqueio psicológico relativamente a jogos “a eliminar” contra a França (depois da vitória neo-zelandesa na Final da 1ª edição do Mundial, em 1987, a França afastara os “all blacks” nas 1/2 Finais do Mundial de 1999, e, novamente, nos 1/4 Final, em 2007), sentiu enormes dificuldades para explanar em campo o seu jogo.

As coisas até começaram bem, com um ensaio logo aos 15 minutos, por Tony Woodcock, colocando-se em vantagem por 5-0, o que poderia reforçar os níveis de confiança dos neo-zelandeses. Contudo, à medida que o tempo ia decorrendo, sem que o marcador se alterasse, os “all blacks” começaram a ficar desconfiados. E assim se chegaria ao termo do primeiro tempo, sem que nenhuma das equipas pontuasse de novo.

No recomeço, logo aos 6 minutos, a Nova Zelândia, com um bom pontapé aos postes, por Stephen Donald, ampliava o resultado para 8-0. Só que a selecção da França praticamente não deixaria os neo-zelandeses respirar esse brisa de tranquilidade que se parecia começar a anunciar. De imediato, no minuto seguinte, os franceses conseguiam alcançar um ensaio, por Thierry Dusautoir, transformado por François Trinh-Duc, reduzindo para a diferença mínima de 7-8.

Colocando uma fortíssima pressão, sem margem para erro, sobre os “all blacks”, o jogo estava completamente em aberto. E assim, nesta absoluta incerteza sobre o desfecho desta Final, se passariam mais 33 longos minutos, sem que qualquer das equipas conseguisse voltar a pontuar, até que os neo-zelandeses, culminando um jogo de intenso sofrimento – e de superação francesa, sempre mantendo “em sentido” a equipa da casa, tendo mesmo mantido maior tempo de domínio de posse de bola, e com Thierry Dusautoir a ser eleito “Man of the match” -, finalmente pudessem soltar um enorme suspiro de alívio, e fazer a grande festa, conquistando a ambicionada Taça William Webb Ellis.

Concluída a 7ª edição do Mundial de Râguebi, a Nova Zelândia sagra-se pela segunda vez Campeã do Mundo (1987 e 2011), assim igualando as proezas da Austrália (1991 e 1999) e África do Sul (1995 e 2007), num quase absoluto predomínio das selecções do hemisfério Sul, apenas uma vez contrariado pela Inglaterra, em 2003.

23 Outubro, 2011 at 10:46 am Deixe um comentário

Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

No termo da primeira volta desta Fase de Grupos da Liga Europa, três equipas se destacam, contando por vitórias os jogos disputados: Sporting, PSV Eindhoven e Anderlecht, com a formação portuguesa a ser, de momento, a única já com o apuramento garantido para os 1/16 Final da prova.

Grupo D
Sporting – Vaslui – 2-0
Zurich – Lazio – 1-1

1º Sporting, 9; 2º Vaslui, Lazio e Zurich, 2

Grupo H
Maribor – Braga – 1-1
Brugge – Birmingham – 1-2

1º Brugge e Birmingham, 6; 3º Braga, 4; 4º Maribor, 1

(mais…)

20 Outubro, 2011 at 7:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Napoli – Bayern – 1-1
Manchester City – Villarreal – 2-1

1º Bayern, 7; 2º Napoli, 5; 3º Manchester City, 4; 4º Villarreal, 0

Grupo B
CSKA Moscovo – Trabzonspor – 3-0
Lille – Inter – 0-1

1º Inter, 6; 2º CSKA Moscovo e Trabzonspor, 4; 4º Lille, 2

Grupo C
Otelul Galati – Manchester United – 0-2
Basel – Benfica – 0-2

1º Benfica, 7; 2º Manchester United, 5; 3º Basel, 4; 4º Otelul Galati, 0

Grupo D
Real Madrid – Lyon – 4-0
D. Zagreb – Ajax – 0-2

1º Real Madrid, 9; 2º Ajax e Lyon, 4; 4º D. Zagreb, 0

Grupo E
Bayer Leverkusen – Valencia – 2-1
Chelsea – Genk – 5-0

1º Chelsea, 7; 2º Bayer Leverkusen, 6; 3º Valencia, 2; 4º Genk, 1

Grupo F
Marseille – Arsenal – 0-1
Olympiakos – B. Dortmund – 3-1

1º Arsenal, 7; 2º Marseille, 6; 3º Olympiakos, 3; 4º B. Dortmund, 1

Grupo G
Shakhtar Donetsk – Zenit – 2-2
FC Porto – APOEL – 1-1

1º APOEL, 5; 2º Zenit e FC Porto, 4; 4º Shakhtar Donetsk, 2

Grupo H
AC Milan – BATE Borisov – 2-0
Barcelona – Viktoria Plzen – 2-0

1º Barcelona e AC Milan, 7; 3º Viktoria Plzen e BATE Borisov, 1

No final da primeira volta deste(s) mini-campeonato(s), o Real Madrid é a única das 32 equipas 100 % vitoriosa, com destaque também para os bons desempenhos de Bayern, Benfica (com duas vitórias consecutivas em terreno alheio), Chelsea, Arsenal, AC Milan e Barcelona.

Pela negativa, realce para as pobres campanhas de Villarreal, Valencia e dos campeões da Alemanha, Borussia Dortmund, assim como – nesta ronda em particular – para a tripla derrota das equipas francesas.

Num Grupo muito cerrado, o FC Porto parece esta época algo distante do que nos vinha habituando, com uma equipa sem rasgo, falha de confiança na Europa.

19 Outubro, 2011 at 9:38 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Basel – Benfica

BaselBasel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel (85m – Scott Chipperfield), Granit Xhaka (80m – Adilson Cabral), Fabian Frei (66m – Jacques Zoua), Alexander Frei e Marco Streller

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (78m – Miguel Vítor), Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán, Pablo Aimar (67m – Nolito) e Rodrigo (71m – Óscar Cardozo)

0-1 – Bruno César – 20m
0-2 – Óscar Cardozo – 75m

Cartões amarelos – Marco Streller (35m), Benjamin Huggel (74m), Xherdan Shaquiri (90m) e Alexander Frei (90m); Emerson (41m) e Artur Moraes (90m)

Cartão vermelho – Emerson (86m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Com uma entrada muito forte em campo, a equipa do Basileia começou por empurrar o Benfica para a sua zona defensiva, exercendo, durante os 10 minutos iniciais, intensa pressão.

À medida que o tempo decorria, o Benfica ia procurando equilibrar o jogo, o que conseguiu por volta do quarto de hora. Esta melhoria do Benfica seria coroada da melhor forma, logo aos 20 minutos, com o golo de Bruno César, a surgir desmarcado do lado esquerdo, beneficiando de uma excelente simulação de Rodrigo, a ludibriar a defesa contrária, e o brasileiro a não desperdiçar a ocasião.

No imediato, a equipa suíça acusou o toque, denotando alguma desconcentração, que o Benfica ia aproveitando. Porém, nos minutos finais do primeiro tempo, o Basileia voltou a adquirir alguma preponderância, com jogadas de perigo, a obrigar Artur Moraes a mostrar a sua atenção, pelo menos por duas ocasiões. Já mesmo a findar a metade inicial, o Benfica disporia de excelente oportunidade, não concretizada por Gaitán.

No reinício, o Benfica retomaria uma toada mais segura, sem descurar o ataque, com Emerson a não conseguir finalizar da melhor forma uma soberana ocasião de golo, em que, embora um pouco descaído sobre a esquerda, surgiu isolado face ao guardião adversário.

Com o jogo repartido, o Basileia procurava insistir na busca do ataque, mas o Benfica não desarmava no contra-ataque. Até que, aos 75 minutos, Óscar Cardozo, acabado de entrar em campo, converteu de forma exímia um livre directo, com a bola rasteira, colocando o Benfica a vencer por 2-0, o que lhe conferia uma margem confortável para gerir no derradeiro quarto de hora.

E, a cada nova iniciativa suíça capaz de levar o perigo até à área benfiquista, lá estava, ou uma defesa bastante unida, ou, em última instância, Artur Moraes, sempre bastante concentrado, somando uma mão cheia de boas defesas na partida, mantendo a sua baliza inviolável.

Com duas vitórias consecutivas em outros tantos jogos fora de casa, o Benfica culmina da melhor forma uma difícil primeira volta na liderança do Grupo, com vantagem directa sobre o que se antevê possa ser o principal rival na disputa do apuramento, precisamente o adversário desta noite (que receberá na próxima jornada, no Estádio da Luz), posicionando-se numa situação privilegiada para atingir esse objectivo.

18 Outubro, 2011 at 9:38 pm Deixe um comentário

Mundial de Râguebi – 1/2 Finais

15.10.11 – País Gales – França – 8-9
16.10.11 – Austrália – N. Zelândia – 6-20

Num jogo sem vencedor antecipado, em que a incerteza sobre o seu desfecho se manteve até ao último segundo, a França – que sofrera já, neste Mundial, a histórica humilhação de ser derrotada frente a Tonga -, reagindo da melhor forma, beneficiando de três pontapés bem direccionados do luso descendente Morgan Parra, garante a presença na Final do Mundial (proeza que alcança pela terceira vez no seu historial, depois das finais perdidas de 1987 e 1999), na qual representará o hemisfério Norte.

O País de Gales entrou melhor no jogo, conseguindo, logo aos 8 minutos, beneficiando de uma penalidade, colocar-se em vantagem, por 3-0. Com o jogo muito disputado, até final da primeira parte – e não obstante um cartão vermelho para o galês Sam Warburton, logo aos 19 minutos, reduzindo a sua equipa a 14 elementos para todo o tempo remanescente da partida -, a contagem apenas se alteraria na sequência de duas outras penalidades, aos 22 e 35 minutos, ambas a favorecer a França, colocando os gauleses em vantagem por 6-3.

Diferença que seria ampliada, aos 51 minutos, para 9-3. O jogo ficaria “ao rubro” aos 59 minutos, quando o País de Gales, alcançando finalmente o primeiro (e que viria a ser o único) ensaio desta partida, por intermédio de Mike Phillips, reduziu para a margem mínima de 8-9 (não tendo contudo conseguido converter o respectivo pontapé aos postes, o que poderia ter sido decisivo).

Nos derradeiros 20 minutos, os galeses colocaram forte pressão, em busca da inversão do resultado, assumindo o domínio do jogo, mas não tiveram a felicidade pelo seu lado, tendo falhado, no total, três penalidades, uma delas, com a bola a passar ligeiramente por baixo do poste, a escassos três minutos do final.

—–

No outro encontro das 1/2 Finais, a Nova Zelândia terá tido porventura a sua grande “prova de fogo” – que viria a superar com grande naturalidade e surpreendente facilidade – a caminho da conquista do anunciado título de Campeã Mundial.

E, entrando de rompante, de imediato tratou de obter uma vantagem que a pusesse a coberto de qualquer eventual sobressalto: um ensaio logo aos 6 minutos, e uma penalidade aos 13 minutos, colocaram o marcador nuns confortáveis 8-0.

A Austrália ainda reagiria, reduzindo, aos 16 minutos, para 3-8. Porém, um pontapé de ressalto, bem direccionado aos postes, reporia a diferença, passando a contagem para 11-3, com apenas 22 minutos decorridos. Até final do primeiro tempo, a dinâmica de jogo não se alteraria, com os australianos a conseguirem também pontuar por via de um pontapé de ressalto (32 minutos), mas os neo-zelandeses a fixarem o resultado em 14-6, com nova penalidade.

Com uma segunda parte mais calma, a Nova Zelândia dilataria ainda a vantagem, para 17-6, na conversão de mais uma penalidade, logo a abrir, aos 43 minutos. Até final, aos “all blacks” bastar-lhes-ia gerir, de forma tranquila, o resultado, que acabariam por fixar, a oito minutos do fim, num tão severo como justo 20-6, confirmando a notória superioridade neo-zelandesa.

O destaque da partida vai, para além do único ensaio, concretizado por Ma’a Nonu, para Piri Weepu, com 4 pontapés transformados, proporcionando 12 decisivos pontos à sua equipa, sem esquecer Cory Jane, eleito o melhor jogador do encontro, graças à forma como soube controlar as tentativas de reacção da equipa australiana.

Fica assim agendada para o próximo domingo, dia 23, a grande Final, entre Nova Zelândia e a França, uma reedição do encontro decisivo do primeiro Mundial, disputado em 1987, num reencontro entre as duas selecções, depois da clara vitória dos neo-zelandeses (37-17) na fase de grupos da presente competição.

16 Outubro, 2011 at 10:48 am Deixe um comentário

Euro-2012 – Sorteio do “Play-off”

Realizou-se hoje em Cracóvia, Polónia, o sorteio dos jogos do play-off de apuramento para o Campeonato da Europa de Futebol de 2012, com o seguinte alinhamento (1ª mão a 11 e 12 de Novembro; 2ª mão a 15 de Novembro):

Turquia – Croácia
Estónia – Irlanda
R. Checa – Montenegro
Bósnia-Herzegovina – Portugal

Portugal necessitará apenas de confirmar em campo o favoritismo que lhe é atribuído, novamente frente à Bósnia-Herzegovina (que quase afastou a França do apuramento directo, terminando a fase de grupos apenas com 1 ponto a menos que os gauleses), tal como ocorreu há dois anos, no apuramento para o Mundial 2010 (então com duas vitórias da selecção portuguesa, ambas por 1-0).

13 Outubro, 2011 at 12:15 pm Deixe um comentário

Fase de Qualificação para o Euro-2012 – Classificações finais

GRUPO A                Jg     V     E     D        G        Pt
1º Alemanha            10    10     -     -     34 -  7     30
2º Turquia             10     5     2     3     13 - 11     17
3º Bélgica             10     4     3     3     21 - 15     15
4º Áustria             10     3     3     4     16 - 17     12
5º Azerbaijão          10     2     1     7     10 - 26      7
6º Cazaquistão         10     1     1     8      6 - 24      4
GRUPO B                Jg     V     E     D        G        Pt
1º Rússia              10     7     2     1     17 -  4     23
2º Irlanda             10     6     3     1     15 -  7     21
3º Arménia             10     5     2     3     22 - 10     17
4º Eslováquia          10     4     3     3      7 - 10     15
5º Macedónia           10     2     2     6      8 - 14      8
6º Andorra             10     -     -    10      1 - 25      -
GRUPO C                Jg     V     E     D        G        Pt
1º Itália              10     8     2     -     20 -  2     26
2º Estónia             10     5     1     4     15 - 14     16
3º Sérvia              10     4     3     3     13 - 12     15
4º Eslovénia           10     4     2     4     11 -  7     14
5º I. Norte            10     2     3     5      9 - 13      9
6º I. Faroé            10     1     1     8      6 - 26      4
GRUPO D                Jg     V     E     D        G        Pt
1º França              10     6     3     1     15 -  4     21
2º Bósnia-Herzegovina  10     6     2     2     17 -  8     20
3º Roménia             10     3     5     2     13 -  9     14
4º Bielorrússia        10     3     4     3      8 -  7     13
5º Albânia             10     2     3     5      7 - 14      9
6º Luxemburgo          10     1     1     8      3 - 21      4
GRUPO E                Jg     V     E     D        G        Pt
1º Holanda             10     9     -     1     37 -  8     27
2º Suécia              10     8     -     2     31 - 11     24
3º Hungria             10     6     1     3     22 - 14     19
4º Finlândia           10     3     1     6     16 - 16     10
5º Moldávia            10     3     -     7     12 - 16      9
6º S. Marino           10     -     -    10      0 - 53      -
GRUPO F                Jg     V     E     D        G        Pt
1º Grécia              10     7     3     -     14 -  5     24
2º Croácia             10     7     1     2     18 -  7     22
3º Israel              10     5     1     4     13 - 11     16
4º Letónia             10     3     2     5      9 - 12     11
5º Geórgia             10     2     4     4      7 -  9     10
6º Malta               10     -     1     9      4 - 21      1
GRUPO G                Jg     V     E     D        G        Pt
1º Inglaterra           8     5     3     -     17 -  5     18
2º Montenegro           8     3     3     2      7 -  7     12
3º Suíça                8     3     2     3     12 - 10     11
4º País Gales           8     3     -     5      6 - 10      9
5º Bulgária             8     1     2     5      3 - 13      5
GRUPO H                Jg     V     E     D        G        Pt
1º Dinamarca            8     6     1     1     15 -  6     19
2º Portugal             8     5     1     2     21 - 12     16
3º Noruega              8     5     1     2     10 -  7     16
4º Islândia             8     1     1     6      6 - 14      4
5º Chipre               8     -     2     6      7 - 20      2
GRUPO I                Jg     V     E     D        G        Pt
1º Espanha              8     8     -     -     26 -  6     24
2º R. Checa             8     4     1     3     12 -  8     13
3º Escócia              8     3     2     3      9 - 10     11
4º Lituânia             8     1     2     5      4 - 13      5
5º Liechtenstein        8     1     1     6      3 - 17      4

Garantiram já o apuramento para a Fase Final do Euro-2012, a disputar no próximo ano, na Polónia e na Ucrânia – para além dos países organizadores –, as seguintes 10 selecções: Alemanha, Rússia, Itália, França, Holanda, Grécia (dirigida por Fernando Santos), Inglaterra, Dinamarca e Espanha (vencedores dos respectivos Grupos) e a Suécia (melhor dos 2º classificados).

As selecções da Turquia, Irlanda, Estónia, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Montenegro, Portugal e R. Checa disputarão, em sistema de play-off, as restantes 4 vagas.

Culminando uma campanha irregular, com um péssimo começo, seguido por 5 vitórias consecutivas, mas falhando notoriamente no jogo decisivo, Portugal é remetido para a disputa do apuramento por via de eliminação directa, em que, beneficiando do estatuto de “cabeça de série”, deverá ter como adversário uma destas quatro selecções: Turquia, Estónia, Bósnia-Herzegovina ou Montenegro.

Destaque para as carreiras 100 % vitoriosas da Alemanha e Espanha (coincidentemente os finalistas do Euro-2008), assim como para os surpreendentes apuramentos para o play-off, de Estónia e Montenegro. Pela inversa, as grandes decepções, já eliminadas, foram as selecções da Sérvia, Roménia, Suíça e Bulgária. Andorra e S. Marino contaram por derrotas os 10 jogos disputados…

11 Outubro, 2011 at 9:50 pm Deixe um comentário

Dinamarca – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)

Dinamarca Dinamarca – Thomas Sørensen, Lars Jacobsen, Simon Kjaer, Niki Zimling (70m – Christian Poulsen ), Andreas Bjelland, Michael Silberbauer (76m – Simon Poulsen), Christian Eriksen, William Kvist, Michael Krohn-Dehli, Nicklas Bendtner e Dennis Rommedahl (87m – Jakob Poulsen)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Rolando, Eliseu (65m – Miguel Veloso), Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (65m – Ricardo Quaresma), João Moutinho, Nani e Hélder Postiga (78m – Nuno Gomes)

1-0 – Michael Krohn-Dehli – 13m
2-0 – Nicklas Bendtner – 63m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 90m

Cartões amarelos – Dennis Rommedahl (45m) e Michael Silberbauer (75m)

Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)

Eventualmente anestesiada pelo facto de partir para este jogo decisivo em posição favorável, com diversas combinações de resultados a poder proporcionar-lhe o apuramento directo, a selecção de Portugal entrou na partida de forma algo apática, tendo logo um primeiro grande susto aos 4 minutos, quando a Dinamarca conseguiu fazer a bola entrar na baliza portuguesa, mas com o lance a não ser validado pelo árbitro.

Porém, o aviso pareceu não surtir efeito, e, pouco depois, menos de 10 minutos decorridos, a Dinamarca chegava ao golo, agora mesmo “a valer”.

E, repentinamente, as coisas complicavam-se; “ali ao lado”, na Suécia, os suecos marcavam também, colocavam-se em vantagem face à Holanda… e Portugal via-se num cenário não muito desejável: o do ter de disputar o play-off.

As coisas compor-se-iam com o golo da Holanda, empatando na Suécia, mas nem isso animou a equipa portuguesa. Com o tempo a decorrer placidamente, até final do primeiro tempo, só a cinco minutos do descanso Portugal daria “sinal de vida”, chegando, pela primeira vez com algum perigo, à área dinamarquesa. Ao intervalo, o nosso apuramento estava em suspenso… “nas mãos” da Holanda.

Que, logo no reinício, se colocou em vantagem em Estocolmo… mas seria “sol de pouca dura”: de imediato, no espaço de dois minutos, os suecos, com 2 golos, dariam novamente a volta ao marcador, passando a dispor de vantagem, assim empurrando novamente Portugal para o play-off.

Por seu lado, em Copenhaga, Portugal continuava a passar completamente “ao lado do jogo”. E, com naturalidade, num lance de grande simplicidade, mas de igual eficácia, marcava o segundo golo, ampliando a vantagem, e praticamente sentenciando o destino próximo de Portugal.

Já próximo do final, seria mesmo Rui Patrício a evitar o terceiro golo da Dinamarca, com a recarga a sair por cima. E, já em período de compensação, Cristiano Ronaldo, com um excelente golo, na transformação de um livre, ainda a grande distância da baliza, reduziria para 1-2. Era o “canto do cisne”… Portugal está no play-off.

GRUPO H                Jg   V   E   D     G     Pt
1º Dinamarca            8   6   1   1   15- 6   19
2º Portugal             8   5   1   2   21-12   16
3º Noruega              8   5   1   2   10- 7   16
4º Islândia             8   1   1   6    6-14    4
5º Chipre               8   -   2   6    7-20    2

10ª jornada
11.10.11 – Dinamarca – Portugal – 2-1
11.10.11 – Noruega – Chipre – 3-1

(mais…)

11 Outubro, 2011 at 9:08 pm Deixe um comentário

Mundial de Râguebi – 1/4 Final

08.10.11 – Irlanda – País Gales – 10-22
08.10.11 – Inglaterra – França – 12-19
09.10.11 – África Sul – Austrália – 9-11
09.10.11 – N. Zelândia – Argentina – 33-10

E, nos dois primeiros jogos dos 1/4 Final, aí estão duas grandes surpresas, com as vitórias do País de Gales (que, não obstante, já tivera um bastante bom desempenho na fase de grupos, apenas tendo cedido pela margem mínima de 1 ponto face à África do Sul), derrotando a Irlanda (sensacional vencedora da Austrália); e, principalmente, da França sobre a Inglaterra, assim limpando a péssima imagem do jogo frente a Tonga, ao mesmo tempo que tem a sua doce desforra das eliminações infligidas pelos ingleses, nas 1/2 Finais da competição, nas duas anteriores edições do Mundial.

Galeses ou gauleses? Quem disputará a Final com o representante do hemisfério Sul?

Na primeira partida, o País de Gales começou muito bem, conseguindo um ensaio logo ao terceiro minuto, colocando-se em vantagem por 7-0. Até final do primeiro tempo, apenas dois pontapés de penalidade convertidos, um para cada equipa, colocaram o marcador em 10-3. No segundo tempo, seriam os irlandeses a entrar melhor, ripostando com um ensaio logo aos 4 minutos, empatando o jogo a 10-10. Contudo, afirmando-se na fase decisiva do encontro, com mais dois ensaios, aos 51 e 64 minutos (não tendo o primeiro deles sido convertido) – e tendo ainda cometido a proeza de acertar ora num, ora noutro poste, noutros dois pontapés de penalidade -, os galeses colocavam o marcador final numa expressão impressiva, de 22-10, sem que os irlandeses revelassem então já capacidade de reacção.

No encontro entre França e Inglaterra, os franceses começariam por ganhar confiança, com duas penalidades convertidas no primeiro quarto de hora, colocando o marcador em 6-0 (tendo ainda, entretanto, já ameaçado o ensaio), o que os impulsionaria então para dois ensaios que acabariam por se revelar decisivos, aos 22 minutos, e à passagem da meia hora de jogo, ampliando a marca para uns esmagadores 16-0 ao intervalo (sem que nenhum dos ensaios tivesse sido convertido). A reacção inglesa seria tardia e insuficiente: conseguiriam ainda, também, dois ensaios, aos 54 e aos 77 minutos (num lance controverso, decidido pela arbitragem após consulta das imagens), alcançando um total de 12 pontos (não convertendo o segundo dos ensaios); contudo, os franceses, já aos 72 minutos, noutra penalidade, haviam novamente dilatado a sua vantagem, para uma diferença que lhes garantia tranquilidade quanto à vitória final (tendo ainda, já na fase derradeira do jogo, acertado no poste, em mais uma penalidade), fixando-se a contagem final em 19-12.

Para o segundo dia dos 1/4 Final, em função dos alinhamentos decorrentes das classificações da fase de grupos – em particular na sequência da derrota dos australianos frente a irlandeses -, ficou desde logo agendado um encontro de titãs, com uma das equipas candidatas ao título (África do Sul ou Austrália) a ter de quedar-se por esta fase, ainda algo prematura, da competição… Do último jogo, e pese embora a Argentina ter afastado a Escócia, ninguém esperaria que a Nova Zelândia enfrentasse, nesta eliminatória, uma efectiva oposição na sua caminhada que visa a conquista do título.

E, numa partida muito disputada, um único ensaio, logo aos 11 minutos, algo “contra a corrente do jogo” desses minutos iniciais, acabaria por proporcionar à equipa australiana uma vantagem (5-0) que, no final do encontro, se viria a revelar determinante, ainda para mais, quando, pouco depois do quarto de hora, na conversão de uma penalidade, a contagem aumentou para 8-0. Porém, o jogo não estava ainda decidido: encetando uma boa reacção, os sul-africanos começariam por reduzir para 3-8, em cima do intervalo, para – depois de, logo no recomeço, terem visto um ensaio não validado, devido a um passe para a frente, por uma  “unha negra” -, no espaço de 5 minutos, entre os 55 e os 60 minutos, com mais dois pontapés bem direccionados, passarem mesmo para a frente do marcador, com 9-8! A apenas 8 minutos do fim, e apesar da superioridade territorial da África do Sul ao longo do tempo, o “golpe de teatro” definitivo, com uma nova penalidade, a permitir à Austrália fixar o resultado em 11-9, assim eliminando os Campeões do Mundo em título.

No derradeiro encontro, a equipa da casa confirmaria amplamente o seu favoritismo, vencendo por margem dilatada, de 33-10. Mas o desenrolar do jogo não seria tão fácil quanto o resultado final parece indicar. Apesar de a Nova Zelândia ter começado por pontuar, com duas penalidades, aos 13 e 26 minutos, colocando o marcador em 6-0, seriam mesmo os argentinos a conseguir o primeiro ensaio, à passagem da meia hora, passando então a liderar por 7-6… Até final do primeiro tempo, os neo-zelandeses mais não conseguiriam que outros dois pontapés convertidos, chegando assim ao intervalo em vantagem, por 12-7. O jogo voltaria a animar, aos 6 minutos da segunda parte, com a Argentina a reduzir para 10-12. Duas novas penalidades, aos 50 e 59 minutos, permitiriam à Nova Zelândia dilatar a vantagem para 18-10; mas só próximo do termo do encontro o marcador se desnivelaria de forma decisiva, com o primeiro ensaio da selecção da casa a surgir apenas aos 67 minutos, dando então (23-10), finalmente, a certeza da vitória, que seria confirmada ainda com mais um pontapé certeiro aos 73 minutos, e, por fim, um segundo e derradeiro ensaio, a 3 minutos do final.

Depois destes 4 emocionantes jogos, a competição avança, no próximo fim-se-semana, agora para as 1/2 Finais (já sem o Campeão do Mundo em título, África do Sul), com o seguinte alinhamento:

15.10.2011 – País Gales – França
16.10.2011 – Austrália – Nova Zelândia

9 Outubro, 2011 at 10:23 am Deixe um comentário

Hélder Rodrigues campeão do mundo de todo-o-terreno

O motociclista português Hélder Rodrigues, de 32 anos, integrando a equipa “Red Bull Yamaha TMN Team”, sagrou-se hoje Campeão do Mundo de “todo-o-terreno” (Cross Country Rallies World Championship), na categoria de 450 cc, classificando-se em 2º lugar da classificação geral do “Rali dos Faraós”, no Egipto (após o espanhol Marc Coma), prova em que venceu a última etapa.

Na classificação final do Mundial, Hélder Rodrigues somou 91 pontos, à frente de Jakub Przygonski (78 pontos) e Marc Coma (75 pontos).

8 Outubro, 2011 at 7:24 pm Deixe um comentário

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