Posts filed under ‘Desporto’
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Manchester City – Napoli – 1-1
Villarreal – Bayern – 0-2
1º Bayern, 3; 2º Manchester City e Napoli, 1; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Lille – CSKA Moscovo – 2-2
Inter – Trabzonspor – 0-1
1º Trabzonspor, 3; 2º Lille e CSKA Moscovo, 1; 4º Inter, 0
Grupo C
Basel – Otelul Galati – 2-1
Benfica – Manchester United – 1-1
1º Basel, 3; 2º Benfica e Manchester United, 1; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
D. Zagreb – Real Madrid – 0-1
Ajax – Lyon – 0-0
1º Real Madrid, 3; 2º Ajax e Lyon, 1; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Chelsea – Bayer Leverkusen – 2-0
Genk – Valencia – 0-0
1º Chelsea, 3; 2º Genk e Valencia, 1; 4º Bayer Leverkusen, 0
Grupo F
Olympiakos – Marseille – 0-1
B. Dortmund – Arsenal – 1-1
1º Marseille, 3; 2º Arsenal e B. Dortmund, 1; 4º Olympiakos, 0
Grupo G
FC Porto – Shakhtar Donetsk – 2-1
APOEL – Zenit – 2-1
1º APOEL e FC Porto, 3; 3º Shakhtar Donetsk e Zenit, 0
Grupo H
Barcelona – AC Milan – 2-2
Viktoria Plzen – BATE Borisov – 1-1
1º Barcelona, AC Milan, BATE Borisov e Viktoria Plzen, 1
Os destaques desta ronda inaugural vão para os empates concedidos pelos finalistas da época passada, Barcelona, frente ao poderoso AC Milan (que marcou no primeiro e no último minuto!), e pelo Manchester United, que não conseguiu melhor que a divisão de pontos no Estádio da Luz, face ao Benfica; e, principalmente, para a surpreendente derrota caseira do Inter, contra o repescado Trabzonspor (que, depois de ter sido eliminado pelo Benfica na 3ª pré-eliminatória – ainda antes do play-off final -, acabaria por substituir o campeão da Turquia na fase de Grupos, devido a sanção do Fenerbahce, por corrupção).
No Porto, num jogo muito complicado, algumas incidências particulares a registar: uma grande penalidade desperdiçada pelo FC Porto (Hulk rematou ao poste); uma falha comprometedora do guarda-redes Helton, a conceder o primeiro golo à equipa ucraniana; conseguindo a equipa portuguesa dar a volta ao jogo e ao marcador, com um potente remate de Hulk (a redimir-se da falha anterior), e o golo da vitória por intermédio de James Rodriguez, acabando o Shakhtar a jogar apenas com 9 elementos, depois de duas expulsões.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Manchester United
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Ruben Amorim (56m – Nolito), Pablo Aimar (75m – Nemanja Matic), Witsel, Nico Gaitán (90m – Bruno César) e Óscar Cardozo
Manchester United – Anders Lindegaard, Patrice Evra, Jonny Evans, Chris Smalling, Fábio (78m – Phil Jones), Ryan Giggs, Park Ji-Sung, Michael Carrick, Darren Fletcher (69m – Javier Hernández), Antonio Valencia (69m – Nani) e Wayne Rooney
1-0 – Óscar Cardoso – 24m
1-1 – Ryan Giggs – 42m
Cartões amarelos – Pablo Aimar (39m), Maxi Pereira (61m) e Nico Gaitán (69m); Wayne Rooney (27m) e Michael Carrick (65m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
No regresso à fase de Grupos da Liga dos Campeões, o Benfica enfrentava uma tarefa hercúlea, a de defrontar uma das mais poderosas equipas do mundo, vice-campeã europeia, com um início de época avassalador.
Não surpreendeu portanto que começasse por conceder o controlo do jogo, proporcionando superioridade em termos de posse de bola ao adversário. Mas, com uma boa atitude, naturalmente não abdicou de procurar construir lances ofensivos, dispondo de uma ocasião de perigo, aos 21 minutos.
Como que um aviso ou um ensaio para uma excelente combinação, com Nico Gaitán a lançar Cardozo, que, dominando a bola, teria uma magnífica finalização, inaugurando o marcador, colocando a equipa portuguesa em vantagem.
Até final do primeiro tempo, não obstante o domínio consentido pelo Benfica, a equipa do Manchester não teria grandes oportunidades de golo… até que, num lance de distracção da zona defensiva da turma da casa, concedendo espaço a Ryan Giggs, este, ainda de fora da área, com um remate forte e colocado, empatava a partida.
No recomeço, a equipa inglesa teria então uma soberana ocasião de golo, em que, não acreditando nas facilidades concedidas pela defesa benfiquista, os dianteiros se deslumbraram, ninguém conseguindo culminar o desvio fatal.
Com o jogo a decorrer em toada relativamente morna, apenas aos 63 minutos, o Manchester daria novamente sinal de si, com mais um lance perigoso de Giggs, também não concretizado.
Quase na resposta, num lance de contra-ataque rápido, Nolito surgiu isolado sobre a esquerda, rematou bem, mas Lindegaard, denotando concentração, conseguiu impedir que a bola transpusesse a linha de golo.
E, pouco depois, Nolito, também em velocidade, a desmarcar Emerson na extrema esquerda, que, de ângulo reduzido, fez um remate demasiado cruzado, a sair ao lado da baliza, em mais uma jogada de perigo protagonizada pelo Benfica.
A equipa portuguesa obrigaria ainda o jovem guarda-redes dinamarquês do Manchester United a mais uma atenta intervenção, com uma excelente estirada, estavam decorridos 77 minutos de jogo.
Já com 85 minutos, o Manchester criaria mais uma jogada de perigo, a dois tempos, primeiro, na sequência de um livre, conseguindo ganhar um canto, com a jogada a findar subsequentemente devido a posição de fora-de-jogo.
No minuto seguinte, Nolito teve ainda mais uma boa iniciativa de ataque, mas não conseguiria solucionar uma situação de difícil controlo de bola.
Com uma boa exibição, o Benfica acabaria por equilibrar a partida, justificando plenamente a igualdade final, perante um adversário de grande nível.
Mundial de Râguebi – 1ª jornada
Grupo A
N. Zelândia – Tonga – 41-10
França – Japão – 47-21
1º N. Zelândia e França, 5; 3º Canadá, 0; 4º Japão e Tonga, 0
Grupo B
Escócia – Roménia – 34-24
Inglaterra – Argentina – 13-9
1º Escócia, 5; 2º Inglaterra, 4; 3º Argentina, 1; 4º Geórgia, 0; 5º Roménia, 0
Grupo C
Austrália – Itália – 32-6
Irlanda – EUA – 22-10
1º Austrália, 5; 2º Irlanda, 4; 3º Rússia, 0; 4º EUA e Itália, 0
Grupo D
I. Fiji – Namíbia – 49-25
África Sul – País Gales – 17-16
1º I. Fiji, 5; 2º África Sul, 4; 3º País Gales, 1; 4º Samoa, 0; 5º Namíbia, 0
Euro-2012 – Qualificação
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Portugal 6 4 1 1 15- 7 13 2º Dinamarca 6 4 1 1 9- 4 13 3º Noruega 7 4 1 2 7- 6 13 4º Islândia 7 1 1 5 3- 9 4 5º Chipre 6 - 2 4 5-13 2
8ª jornada
06.09.11 – Dinamarca – Noruega – 2-0
06.09.11 – Islândia – Chipre – 1-0
Chipre – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)
Chipre – Antonis Georgallides, Paraskevas Christou, George Merkis, Yiannis Okkas, Constantinos Charalambides (63m – Nektarios Alexandrou), Constantinos Makridis (38m – Marios Nikolaou), Dimitris Christofi (80m – George Efrem), Sinisa Dobrasinovic, Andreas Avraam, Savvas Poursaitides e Jason Demetriou
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, Raul Meireles, João Moutinho, Rúben Micael (63m – Miguel Veloso), Nani (86m – Danny), Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (76m – Hugo Almeida)
0-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 35m
0-2 – Cristiano Ronaldo – 82m
0-3 – Hugo Almeida – 84m
0-4 – Danny – 90m
Cartões amarelos – Sinisa Dobrasinovic (17m) e Constantinos Makridis (35m); Rúben Micael (37m) e Cristiano Ronaldo (83m)
Cartão vermelho – Sinisa Dobrasinovic (34m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
Num jogo em que o resultado superou amplamente a exibição, a selecção portuguesa começou por beneficiar de uma grande penalidade para inaugurar o marcador – a que acresceu a expulsão do jogador cipriota que cometeu a infracção.
Em superioridade numérica e com uma vantagem tangencial, a equipa nacional foi deixando correr o tempo, acabando por materializar a sua superioridade, apenas na fase derradeira do encontro, com mais 3 golos, assim “rectificando” o resultado do jogo realizado em Portugal, com esta mesma selecção do Chipre, um estranho empate a 4.
Desta forma, e pese embora a vitória da Noruega (também com base numa grande penalidade, quase a findar a partida) frente à Islândia, Portugal continua a depender de si próprio para garantir o apuramento, quando restam por disputar dois jogos: recepção à Islândia e deslocação à Dinamarca, respectivamente a 7 e 11 de Outubro. Antes, já no próximo dia 6, ficará a aguardar o desfecho do Dinamarca-Noruega…
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Portugal 6 4 1 1 15- 7 13 2º Noruega 6 4 1 1 7- 4 13 3º Dinamarca 5 3 1 1 7- 4 10 4º Chipre 5 - 2 3 5-12 2 5º Islândia 6 - 1 5 2- 9 1
7ª jornada
02.09.11 – Noruega – Islândia – 1-0
02.09.11 – Chipre – Portugal – 0-4
Liga dos Campeões – Play-off (2ª mão) – Benfica – Twente
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Nico Gaitán (74m – Bruno César), Axel Witsel, Pablo Aimar, Nolito (74m – Nemanja Matic) e Óscar Cardozo (84m – Javier Saviola)
Twente – Nikolay Mihaylov, Tim Cornelisse, Douglas, Peter Wisgerhof, Dwight Tiendalli, Luuk De Jong, Wout Brama (76m – Denny Landzaat), Willem Janssen (60m – Ola John), Bryan Ruiz, Marc Janko e Steven Berghuis (60m – Emir Bajrami)
1-0 – Axel Witsel – 46m
2-0 – Luisão – 59m
3-0 – Axel Witsel – 66m
3-1 – Bryan Ruiz – 85m
Cartões amarelos – Maxi Pereira (76m); Douglas (15m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Realizando a melhor exibição deste início de época, o Benfica garantiu o apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, superiorizando-se claramente ao vice-campeão da Holanda.
Desde cedo, o Benfica revelou a sua tónica atacante, sob a batuta do maestro Pablo Aimar, bem apoiado por Axel Witsel, com um domínio esmagador no primeiro tempo, com 15 remates, com várias ocasiões desperdiçadas, a par de excelentes intervenções do guarda-redes do Twente, adiando o golo.
Que, depois da frustração da primeira metade, surgiria logo no minuto inicial do segundo tempo, como que quebrando o feitiço holandês.
O Twente, que fora um espectador passivo do jogo de ataque do Benfica, ver-se-ia então obrigado a assumir maior risco, o que proporcionaria espaços adicionais para a manobra benfiquista, que, no espaço de 7 minutos, ampliaria a marca para um confortável 3-0!
Já na fase derradeira do encontro, Artur Moraes teria então oportunidade, por duas vezes, de mostrar a sua concentração, numa delas com espectacular defesa. Porém, o jogo não terminaria sem que o Benfica concedesse um golo, como que uma mancha na excelente exibição, sem contudo ofuscar o brilho com que garantiu a qualificação.
Liga dos Campeões – Play-off (1ª mão) – Twente – Benfica
Twente – Nikolay Mihaylov, Tim Cornelisse, Douglas, Peter Wisgerhof, Dwight Tiendalli (75m – Bart Buysse), Denny Landzaat (45m – Marc Janko), Wout Brama, Willem Janssen, Bryan Ruiz, Luuk De Jong e Emir Bajrami (58m – Ola John)
Benfica –Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Axel Witsel, Pablo Aimar (64m – Javier Saviola), Nico Gaitán (56m – Rúben Amorim), Nolito e Óscar Cardozo (87m – Nemanja Matic)
1-0 – Luuk De Jong – 6m
1-1 – Óscar Cardozo – 21m
1-2 – Nolito – 35m
2-2 – Bryan Ruiz – 80m
Cartão amarelo – Artur Moraes (80m)
Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)
O Benfica surgiu em Enschede, no primeiro jogo da eliminatória decisiva para apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, com boa atitude, parecendo querer assumir a iniciativa, surpreendendo o adversário; e, logo aos 5 minutos, Gaitán beneficiou de um ressalto de bola para se isolar frente ao guarda-redes Mihaylov, que, contudo, não conseguiria ultrapassar, rematando de forma a permitir a defesa.
Porém, no minuto imediato, no primeiro remate do Twente à baliza, Luuk De Jong, aproveitando as liberdades concedidas pela defesa benfiquista, rematou sem hipóteses para Artur Moraes, assim inaugurando o marcador.
O Benfica sentiu o golo, perdendo a confiança com que abordara a partida, com o ritmo de jogo a cair bastante, sem que o Twente aproveitasse para impor uma situação de domínio. Até que, aos 21 minutos, na sequência de uma boa iniciativa de ataque, depois de um roubo de bola de Aimar na zona intermediária do campo, Óscar Cardozo, após progredir alguns metros, com um bom remate, ainda bem de fora da área, com a bola em arco, a fugir ao guarda-redes, empatava o encontro.
Novamente numa posição mais favorável, o Benfica readquiriu alguma da tranquilidade, não obstante o jogo continuasse bastante repartido. Até aos 35 minutos, em que, culminando uma excelente jogada – em que ninguém parecia querer marcar, a bola passou sucessivamente por Cardozo e Witsel, antes de chegar aos pés de Nolito, que, com a baliza à sua mercê, não teve dificuldade em empurrar a bola para o golo.
E, só já em tempo de compensação, o Twente voltaria a estar próximo do golo, por via de um remate colocado de Landzaat, desviado para canto com uma soberba estirada de Artur Moraes.
No regresso, após o intervalo, o Twente surgiu então mais determinado a procurar o ataque. E, aos 52 minutos, uma atrapalhação de Artur Moraes provocaria uma situação de grande perigo, com a bola à mercê do desvio fatal… que acabou por não acontecer.
Aos 59 minutos, o guarda-redes benfiquista redimir-se-ia do falhanço anterior, com uma intervenção apertada, a evitar que a bola, que pingava sobre a linha de baliza, ultrapassasse o risco, sacudindo-a por cima da trave.
E, novamente, aos 67 minutos, Artur, saindo da baliza para fazer a cobertura do adversário, que se isolava, pelo lado esquerdo, junto à linha de fundo, mas próximo da baliza, acabou por ficar desposicionado, conseguindo não obstante uma excelente recuperação, recolocando-se a tempo de deter o remate, após o cruzamento para trás, a solicitar a entrada do atacante do Twente.
No lance imediato, Saviola rematou com muito perigo, com a bola praticamente a rasar o poste. Escassos minutos decorridos, Cardozo, numa boa desmarcação, surgiu isolado, algo descaído sobre a esquerda, mas faltou-lhe a velocidade para progredir para a baliza em condições óptimas de remate; acabaria por desferir um pontapé fraco, sem dificuldades de defesa.
O guardião benfiquista seria novamente chamado a intervir aos 73 minutos, atestando a sua concentração. Para, dois minutos volvidos, Nolito se revelar muito cerimonioso, não rematando de primeira, acabando por perder um bom ensejo para ampliar a vantagem do Benfica para uma marca que praticamente lhe garantiria o apuramento…
Porém, tantas ameaças de golo acabariam mesmo por resultar no segundo tento para o Twente, empatando a partida, com um golpe de cabeça, a desviar a bola do alcance de Artur Moraes, num lance contestado pela defesa benfiquista – reclamando um empurrão do autor do golo nas costas de Emerson -, que originaria também um cartão amarelo para o guarda-redes. A eliminatória voltava a ficar em aberto.
Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão) – Trabzonspor – Benfica
Trabzonspor – Tolga Zengin, Serkan Balcı (79m – Halil Altintop), Giray Kaçar, Arkadiusz Głowacki, Ondřej Čelůstka, Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Adrian Mierzejewski, Paulo Henrique (45m – Alanzinho) e Paweł Brożek (63m – Yumlu)
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Axel Witsel, Pablo Aimar (64m – Nemanja Matic), Nico Gaitán (87m – Bruno César), Javier Saviola (75m – Franco Jara) e Nolito
0-1 – Nolito – 19m
1-1 – Paulo Henrique – 31m
Cartões amarelos – Gustavo Colman (57m) e Didier Zokora (67m); Ezequiel Garay (29m), Maxi Pereira (52m), Pablo Aimar (55m) e Nico Gaitán (69m)
Cartão vermelho – Adrian Mierzejewski (58m)
Árbitro – Aleksandar Stavrev (Macedónia)
Numa partida disputada em Istambul, no Estádio Olímpico Ataturk, a equipa turca, procurando anular a desvantagem com que saíra do Estádio da Luz, entrou a pressionar, com uma insistência junto da área do Benfica, bem anulada por Garay. Porém, a primeira grande oportunidade de golo surgiria aos 6 minutos, para o Benfica, na sequência de uma boa combinação de Nolito com Saviola, a rematar ligeiramente por alto.
Aos 12 minutos, após falta de Maxi Pereira sobre Paulo Henrique, o Trabzonspor beneficiaria de um livre perigoso, convertido por Colman, com Artur Moraes a mostrar-se atento e seguro.
Cinco minutos depois, mais uma excelente oportunidade para o Benfica, na sequência de um cruzamento de Maxi Pereira, surgindo Witsel a cabecear com intencionalidade, para a defesa em voo de Tolga.
Apenas mais dois minutos volvidos, o Benfica alcançaria o golo que lhe conferia praticamente absoluta tranquilidade quanto ao desfecho da eliminatória. A jogada teve início num lançamento lateral de Emerson, na esquerda, com Saviola a tocar de primeira para Nolito, que, depois de evitar um adversário, surgiu isolado frente ao guarda-redes Tolga, não desperdiçando a soberana oportunidade, concretizando o golo com um remate rasteiro.
Nos minutos seguintes, o Trabzonspor procuraria reagir, primeiro com um cruzamento rasteiro de Paulo Henrique, na esquerda, bem solucionado por Artur Moraes; e, logo de seguida, com Emerson, já no interior da área, a cortar a bola, após um livre marcado por Mierzejewski.
E, pouco depois de um remate de Nolito, de fora da área, com Tolga sem dificuldades em defender, a equipa turca conseguiria mesmo chegar ao golo do empate: após um cruzamento na esquerda, que, quer Luisão, quer Emerson, não conseguiram interceptar, Paulo Henrique apareceu ao segundo poste, sem dificuldade para bater para a baliza.
Até final do primeiro tempo, o Benfica realizaria ainda uma boa jogada de envolvimento, com o guardião turco a antecipar-se a Maxi Pereira, já em plena área. E, mesmo antes do descanso, Aimar, após receber a bola de Saviola, rematou cruzado, ainda de fora da área, mas a bola sairia ao lado.
A segunda metade iniciar-se-ia com nova grande ocasião para o Benfica, após cruzamento de Aimar, surgindo Saviola adiantado, com a bola a sobrar para Nolito, a rematar, mas a permitir a Tolga a defesa com os pés…
Aos 51 minutos seria a vez de os turcos provocarem grande perigo, por via de um remate cruzado de Mierzejewski, a embater no poste da baliza de Artur Moraes.
Com a eliminatória praticamente decidida, à medida que o tempo de jogo avançava, com o empate a manter-se, o seu desfecho acabaria por ficar definitivamente sentenciado aos 58 minutos, com a expulsão de Mierzejewski, por agressão (cotovelada) a Maxi Pereira.
Na fase derradeira do encontro, o Benfica criaria ainda perigo, à passagem dos 70 minutos, com Gaitán, isolado, depois de boa desmarcação proporcionada por Nolito, a rematar à figura de Tolga. E, novamente, aos 79 minutos, com Witsel a rematar à trave, na sequência de uma boa combinação entre Franco Jara e Matic. E, ainda, aos 81 minutos, também Nico Gaitán, com um forte remate de fora da área, a obrigar o guarda-redes turco a boa intervenção.
Escudado na boa vantagem alcançada em Lisboa, com a confiança reforçada pela tranquilidade proporcionada pelo golo obtido em Istambul, o Benfica realizou uma exibição segura, em que deixou transparecer que a vitória nesta 2ª mão estava também ao seu alcance; o objectivo prioritário estava, porém, já há muito garantido: a qualificação para o play-off final de acesso à Liga dos Campeões.
Mundial 2014 – Sorteio da Fase de Qualificação
Realizou-se hoje, no Rio de Janeiro, no Brasil, o sorteio da Fase de Qualificação para o Mundial 2014 de Futebol. É a seguinte a constituição dos Grupos da Zona Europeia:
Grupo A Grupo B Grupo C Croácia Itália Alemanha Sérvia Dinamarca Suécia Bélgica R. Checa Irlanda Escócia Bulgária Áustria Macedónia Arménia Ilhas Faroé País Gales Malta Cazaquistão Grupo D Grupo E Grupo F Holanda Noruega Portugal Turquia Eslovénia Rússia Hungria Suíça Israel Roménia Albânia I. Norte Estónia Chipre Azerbaijão Andorra Islândia Luxemburgo Grupo G Grupo H Grupo I Grécia Inglaterra Espanha Eslováquia Montenegro França Bósnia-Herzegovina Ucrânia Bielorússia Lituânia Polónia Geórgia Letónia Moldávia Finlândia Liechtenstein S. Marino
Portugal – beneficiando da sua posição no ranking da FIFA (5º lugar a nível europeu e 7º mundial), o que lhe confere o estatuto de “cabeça-de-série” (juntamente com Espanha, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Itália, Croácia, Noruega e Grécia) – vê-se enquadrado num Grupo em que, pese embora a presença da Rússia e de outras selecções que não deixarão de representar dificuldades, terá de se assumir como claro favorito à vitória e ao apuramento directo.
Tendo a Europa direito a 13 selecções na Fase Final do Mundial, das 53 participantes na qualificação, apenas o vencedor de cada um dos 9 Grupos de Qualificação terá acesso directo à referida Fase Final; os 8 melhores segundos classificados de entre os vários Grupos disputarão entre si (em sistema de “play-off”) mais 4 vagas de apuramento.
Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão) – Benfica – Trabzonspor
Benfica – Artur Moraes, Ruben Amorim (64m – Maxi Pereira), Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Enzo Pérez (54m – Nolito), Pablo Aimar (74m – Axel Witsel), Nico Gaitán, Javier Saviola e Óscar Cardozo
Trabzonspor – Tolga Zengin, Arkadiusz Głowacki, Giray Kaçar, Ondřej Čelůstka, Serkan Balcı, Adrian Mierzejewski (85m – Paweł Brożek), Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Alanzinho (67m – Aykut Akgün) e Paulo Henrique
1-0 – Nolito – 71m
2-0 – Nico Gaitán – 88m
Cartões amarelos – Ruben Amorim (44m), Javi Garcia (56m) e Nolito (73m); Giray Kaçar (22m) e Didier Zokora (41m)
Árbitro – Stephan Studer (Suíça)
Dois golos, uma bola no poste, pelo menos uma grande penalidade a favor não assinalada pelo árbitro, são números que traduzem um ilusório domínio do Benfica, em que o resultado final – com uma tão importante como lisonjeira vitória, no que respeita à margem obtida, exponenciada pelo facto de ter mantido inviolada a sua baliza -, foi bem melhor que a exibição.
Num jogo de início de época, com os jogadores muito distantes da sua melhor forma e ainda numa fase de muito reduzido entrosamento (a dupla de centrais jogou hoje junta pela primeira vez…), a equipa benfiquista entrou em campo com boa atitude, disposta a procurar o golo que lhe proporcionasse maior tranquilidade e o reforço da confiança para abordar esta pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
E, nos primeiros 25 minutos, empurrando gradualmente a equipa turca para a sua zona defensiva, conseguiria mesmo assustar por duas vezes o guardião adversário, tendo, por outro lado, criado também um lance na grande área do Trabzonspor em que subsistem dúvidas sobre a legalidade da forma como Cardozo foi impedido de chegar à bola.
Até final da primeira parte, com a intensidade de jogo e o ritmo – nunca excessivamente elevado – a ir decaindo, não haveria novas ocasiões de perigo.
No segundo tempo, os minutos iam decorrendo placidamente, sem que o nulo parecesse poder alterar-se. Não obstante, antes de um dos novos reforços do Benfica, Nolito, ter tirado um “coelho da cartola”, inaugurando o marcador, já dentro dos derradeiros vinte minutos, o Benfica havia entretanto ameaçado já a baliza adversária com um remate ao poste. E, pouco depois do golo, haveria ainda um claro lance de mão na bola na área turca, não sancionada pelo árbitro.
Sem que o Trabzonspor tivesse criado, em todo o tempo do encontro, efectivas oportunidades de golo – com Artur a corresponder bem às escassas situações de remate à baliza, já na fase derradeira do jogo -, o Benfica viria a ter, já muito perto do final, um momento feliz, ampliando o marcador para 2-0, uma vantagem que lhe pode proporcionar uma “margem de segurança” para a deslocação à Turquia, a caminho do play-off de acesso à Liga dos Campeões.



