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Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)
AZ - Benfica 0-1 Lyon - Juventus 0-1 Basel - Valencia 3-0 FC Porto - Sevilla 1-0
Ambas as equipas portuguesas obtiveram resultados positivos, duas vitórias que as colocam em posição de vantagem e de favoritas para o apuramento para as 1/2 Finais da Liga Europa, favoritismo que necessitarão confirmar na segunda mão desta eliminatória. Tal como nos 1/8 Final o Benfica começa a vencer fora, enquanto o FC Porto, repetindo o resultado obtido frente ao Napoli, espera que o desfecho seja idêntico.
Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão)
01.04.2014 - Barcelona - At. Madrid 1-1 02.04.2014 - Real Madrid - Borussia Dortmund 3-0 02.04.2014 - Paris St.-Germain - Chelsea 3-1 01.04.2014 - Manchester United - Bayern 1-1
As equipas do Real Madrid e do Paris St.-Germain parecem ter dado um passo determinado em direcção às 1/2 Finais da Liga dos Campeões, tendo por outro lado At. Madrid e Bayern obtido resultados “favoráveis” no terreno dos respectivos adversários.
Liga Europa – Sorteio dos 1/4 Final
AZ – Benfica
Lyon – Juventus
Basel – Valencia
FC Porto – Sevilla
Os jogos da primeira mão dos 1/4 Final serão disputados a 3 de Abril de 2014, estando a segunda mão agendada para 10 de Abril.
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 Final
Barcelona – At. Madrid
Real Madrid – Borussa Dortmund
Paris St.-Germain – Chelsea
Manchester United – Bayern
Os jogos da primeira mão dos 1/4 Final serão disputados a 1 e 2 de Abril de 2014, estando a segunda mão agendada para dias 8 e 9 de Abril.
Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Anzhi - AZ 0-0 0-1 0-1 Valencia - Ludogorets 1-0 3-0 4-0 Napoli - FC Porto 2-2 0-1 3-2 Viktoria Plzen - Lyon 2-1 1-4 3-5 Betis - Sevilla (3-4 g.p.) 0-2 2-0 2-2 Benfica - Tottenham 2-2 3-1 5-3 Salzburg - Basel 1-2 0-0 1-2 Fiorentina - Juventus 0-1 1-1 1-2
Os clubes ibéricos continuam a “dar cartas” na Liga Europa, com um total de quatro das oito equipas apuradas para os 1/4 Final, equitativamente repartidas entre Portugal (Benfica e FC Porto – que, depois dos triunfos averbados na 1.ª mão, confirmaram o apuramento, curiosamente com duas igualdades pela mesma marca, a dois golos – num excelente resultado de conjunto para as equipas lusas) e Espanha (Valencia e Sevilla).
Itália (Juventus), França (Lyon), Holanda (AZ) e Suíça (Basel) são os outros países ainda com representação na prova, após uma eliminatória em que se destacam as perdas sofridas pela Itália (Napoli e Fiorentina), sendo também de notar que, nem Inglaterra, nem Alemanha, registam já qualquer representante na competição.
Para além do duelo fratricida entre Juventus e Fiorentina, destaque particular ainda para a acesa disputa entre os dois eternos rivais sevilhanos, com o Sevilla a responder na mesma moeda (vitória por 2-0 em terreno alheio, no Benito Villamarín, sob a arbitragem de Pedro Proença) à desfeita que sofrera no seu reduto, no Ramon Sanchez-Pizjuan, o que obrigou a um desempate da marca de grande penalidade, num particular duelo entre os guardiões Antonio Adán e o português Beto, em que o clube vermelho-e-branco acabaria por ser mais feliz, assim afastando da prova o destacado “lanterna vermelha” do campeonato espanhol.
Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão) – Benfica – Tottenham
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Rúben Amorim, Filip Djuričić (71m – Enzo Pérez), Eduardo Salvio, André Gomes, Miralem Sulejmani (90m – Lazar Marković) e Óscar Cardozo (76m – Lima)
Tottenham – Brad Friedel, Kyle Naughton, Sandro, Zeki Fryers, Danny Rose, Aaron Lennon, Gylfi Sigurdsson, Nabil Bentaleb, Andros Townsend (76m – Christian Eriksen), Nacer Chadli e Roberto Soldado (71m – Harry Kane)
1-0 – Ezequiel Garay – 34m
1-1 – Chadli – 78m
1-2 – Chadli – 79m
2-2 – Lima (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Luisão (10m) e Enzo Pérez (90m); Kyle Naughton (90m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Excessivamente confiante na sequência do categórico triunfo alcançado na semana passada em Londres, em pleno White Hart Lane, a que se somou o golo obtido por Garay, culminando uma primeira meia-hora de superioridade benfiquista, frente a um Tottenham algo desfalcado, nomeadamente por lesões, a equipa do Benfica (também a prosseguir a política de rotação de jogadores, continuando a dar prioridade ao campeonato nacional), limitando-se, no segundo tempo, a deixar correr o tempo, segura de que a eliminatória estava absolutamente garantida, acabaria por sofrer um grande susto no derradeiro quarto de hora.
De facto, ao tento do empate da formação inglesa, seguiu-se, no minuto imediato, segundo golo, que deixava o Tottenham a apenas um golo de, sensacionalmente, poder igualar a eliminatória. E, aí, com cerca de dez minutos para jogar, o Benfica tremeu, com os londrinos a reclamar ainda um lance de grande penalidade, praticamente a findar o tempo regulamentar, e com o guardião Oblak, com uma defesa de belo efeito, a preservar a preciosa vantagem no conjunto das duas mãos, assim evitando um imprevisível prolongamento.
Já em período de descontos, o penalty surgiria, sim, mas a favor da turma portuguesa, num lance indiscutível, em que Lima foi grosseiramente derrubado na grande área; o mesmo Lima, com uma serena conversão, possibilitaria, finalmente, o “respirar de alívio” de todos os benfiquistas.
Mais uma lição que deverá ser retida, a de que os jogos duram até aos 90 minutos (na realidade, para lá deles, mesmo), e que, em alta competição, não há lugar a poupanças excessivas, e, muito menos, ao “desligar dos motores”; é que, depois de as coisas se complicarem, é, geralmente, muito mais difícil, retomar o ritmo perdido.
No conjunto das duas mãos o Benfica foi claramente superior, merecendo, com toda a justiça, o apuramento para os 1/4 Final da Liga Europa, fase que atinge, a nível das provas europeias, pela quinta vez consecutiva, portanto em todos os anos do consulado do técnico Jorge Jesus. Apenas por distracção, se viu hoje obrigado a sofrer, durante cerca de um quarto de hora, sem qualquer necessidade de ter passado por tal. Um importante aviso para este final de época, de modo a não repetir erros de um passado recente.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Barcelona - Manchester City 2-1 2-0 4-1 Manchester United - Olympiakos 3-0 0-2 3-2 At. Madrid - AC Milan 4-1 1-0 5-1 Paris St.-Germain - B. Leverkusen 2-1 4-0 6-1 Chelsea - Galatasaray 2-0 1-1 3-1 Real Madrid - Schalke 04 3-1 6-1 9-2 Borussia Dortmund - Zenit 1-2 4-2 5-4 Bayern München - Arsenal 1-1 2-0 3-1
Os oito vencedores da fase de grupos acabaram por garantir o apuramento para os 1/4 Final, depois da boa reviravolta operada pelo Manchester United ao resultado negativo que averbara em Atenas, graças a um hat-trick de van Persie.
Teremos portanto os seguintes contingentes: Espanha (3) – Barcelona, At. Madrid e Real Madrid; Alemanha (2) – Borussia Dortmund e Bayern; Inglaterra (2) – Manchester United e Chelsea; França (1) – Paris St.-Germain. Quer a Alemanha, quer a Inglaterra perderam duas equipas nos 1/8 Final; sendo ainda de notar que a Itália ficou também sem representação na prova.
Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão) – Tottenham – Benfica
Tottenham – Hugo Lloris, Kyle Walker (76m – Danny Rose), Younès Kaboul, Jan Vertonghen, Kyle Naughton, Aaron Lennon, Paulinho, Sandro (82m – Nabil Bentaleb), Christian Eriksen, Harry Kane (75m – Roberto Soldado) e Emmanuel Adebayor
Benfica – Jan Oblak, Sílvio, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ljubomir Fejsa, Lazar Marković, Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (65m – Enzo Pérez), Rodrigo (87m – Lima) e Óscar Cardozo (66m – Nico Gaitán)
0-1 – Rodrigo – 30m
0-2 – Luisão – 58m
1-2 – Eriksen – 64m
1-3 – Luisão – 84m
Cartões amarelos – Sandro (9m) e Jan Vertonghen (81m); Sílvio (63m) e Rúben Amorim (81m)
Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)
Cerca de 52 anos depois da vitória nas 1/2 Finais da Taça dos Campeões Europeus, que proporcionou ao clube português o acesso à sua primeira Final nessa competição (que viria a vencer, frente ao Real Madrid, sagrando-se assim Campeão Europeu), o Benfica voltou hoje a defrontar a equipa do Tottenham, num regresso às grandes “noites europeias”, em que construiu e cimentou a sua glória, impondo-se, em pleno White Hart Lane, por categórica margem de 3-1 (que, inclusivamente, podia ter ainda ampliado, precisamente no derradeiro lance do desafio).
Uma equipa personalizada, com um grupo formando um verdadeiro colectivo, em que praticamente não se faz sentir a rotação de jogadores que o técnico Jorge Jesus vem colocando em prática (alinhando, de início, por exemplo, com Sílvio, na lateral direita, Rúben Amorim – que se viria a cotar com uma das principais figuras, com duas assistências para golo -, Sulejmani, ou o regressado Óscar Cardozo; e, desta forma, “poupando” Maxi Pereira, Enzo Pérez, Nico Gaitán ou Lima), o grande destaque vai para a solidariedade entre todos os jogadores, a par da invulgar proeza de Luisão, um defesa central a bisar, com dois golos de belo efeito.
Um magnífico resultado, que faz recordar um outro, precisamente pela mesma marca, obtido na época de 1991-92, igualmente em Londres, no terreno do Arsenal, e que, salvo um “cataclismo”, coloca o Benfica com “pé e meio” na eliminatória seguinte. Em Lisboa, bastará gerir a preciosa vantagem adquirida esta noite.
Denotando boa atitude desde início, num jogo bastante movimentado, em toada de parada e resposta, com o Tottenham a procurar a iniciativa do jogo, mas o Benfica a corresponder, acabaria por não surpreender o primeiro golo, à passagem da meia hora, numa excelente execução técnica de Rodrigo, a desmarcar-se em corrida, a partir da linha de meio-campo, e, ao aproximar-se da zona de acção do guarda-redes, a fazer a bola desferir uma trajectória, como que contornando o guardião adversário, para o poste mais distante, sem hipóteses.
No segundo tempo, o cariz do jogo não se alteraria significativamente, com a equipa portuguesa confiante, e a chegar mesmo ao 2-0, na sequência de um canto – após magnífica defesa de Lloris, a evitar o golo de Rúben Amorim -, em que Luisão, oportuno, surgiu a desviar de cabeça, inapelavelmente, para o fundo das redes.
O Tottenham procuraria reagir e, pouco depois, na sequência de um livre directo, próximo da grande área, o dinamarquês Eriksen, com uma execução perfeita, reduziu a desvantagem, dando ânimo à sua equipa, que, nos minutos imediatos, procurou carregar mais, em busca do tento da igualdade.
Mas a formação portuguesa rapidamente se recomporia, e, já depois de um primeiro remate, que o guardião francês, susteve com dificuldade, Luisão “encheu o pé” e disparou um remate fulminante, também sem hipótese de defesa, fixando o 3-1 final (que, conforme referido, poderia ter sido ainda dilatado no último lance do desafio).
Uma excelente exibição, de uma equipa confiante em si própria, a juntar mais uma noite de glória ao seu palmarés.
Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)
AZ – Anzhi – 1-0
Ludogorets – Valencia – 0-3
FC Porto – Napoli – 1-0
Lyon – Viktoria Plzen – 4-1
Sevilla – Betis – 0-2
Tottenham – Benfica – 1-3
Basel – Salzburg – 0-0
Juventus – Fiorentina – 1-1




