O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

4 Março, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

Pulsar-18

(“O Templário”, 01.03.2018)

Continuando a reagir de forma muito assertiva às derrotas caseiras sofridas – vencendo no reduto de um (ex-)candidato – e beneficiando dos deslizes dos rivais, o Mação parece ter o título de Campeão “nas mãos”, tendo voltado a ampliar a sua vantagem na liderança, agora de sete e nove pontos face aos mais próximos perseguidores, quando faltam disputar oito rondas.

Destaques – O principal destaque da jornada vai para a partida entre U. Almeirim e Mação, em que se defrontavam dois dos principais candidatos ao título. Não vacilando após segundo desaire sucessivo no seu terreno, os maçaenses – continuando a fazer dos jogos em campo alheio o seu decisivo ponto forte, grande factor diferenciador em relação à concorrência (em dez jogos, somaram oitava vitória, apenas tendo perdido nas Fazendas de Almeirim e empatado na Ribeira de Santarém) – obtiveram um excelente triunfo, por 2-0, afastando definitivamente da disputa pelo título os almeirinenses, confirmando, paralelamente, a sua posição privilegiada, superando com distinção uma etapa que se afigurava como uma das mais ameaçadoras.

No Cartaxo, o U. Tomar enfrentava um desafio de elevado grau de dificuldade, perante um adversário que, não só tinha vencido em Tomar, como, precisamente, vinha também de uma vitória por goleada no terreno do líder! Existia portanto a expectativa de que este fosse um jogo aberto, com duas equipas a brigar pelos três pontos, único resultado que interessava aos tomarenses, enquanto, para os cartaxeiros, sem nada a perder, tal seria importante para poder continuar a subir mais alguns lugares na tabela, aproximando-se das suas aspirações iniciais.

Porém, tal expectativa sairia completamente gorada, uma vez que os donos da casa nada demonstraram em campo que fosse compatível com quaisquer créditos que lhes pudessem ser atribuídos – desde logo, pela forma, como, no início da época, se auto-proclamaram candidatos ao título… Nos noventa minutos de jogo, o Cartaxo não criou uma única ocasião de perigo, acabando por ser contemplado com a “taluda”, na sequência de um canto.

De facto, desde os primeiros minutos, seriam os unionistas a assumir a iniciativa do jogo, empurrando os cartaxeiros para o seu meio-campo, rapidamente chegando ao golo – ainda antes do quarto de hora –, na sequência de uma grande penalidade, a sancionar derrube a Wemerson, que, nas suas deambulações na área, apenas em falta pôde ser travado, que o próprio converteu. Para se ter uma ideia da forma inofensiva como os visitados se apresentaram, só aos vinte minutos, o estreante guardião nabantino seria chamado a ter uma primeira (fácil) intervenção…

Depois do golo, a intensidade do jogo reduziu-se ligeiramente, tendo, não obstante, o U. Tomar disposto de mais duas oportunidades de golo, que, contudo, não conseguiu materializar. Mas, a ocasião mais flagrante estava reservada já para a etapa complementar, quando Wemerson, acercando-se da pequena área, deu sequência a um cruzamento, tendo tido tempo para dominar primeiro com o pé, preparando um forte remate à baliza, quase à “queima-roupa”, mas a permitir ao guarda-redes cartaxeiro uma soberba defesa, por instinto.

Pouco depois, confirmar-se-ia a “máxima”: quem não marca, sofre… Até final, com as habituais paragens de jogo, a quebrar o ritmo, seria já difícil retomar, de forma concentrada, a toada ofensiva. O União acabaria por ser excessivamente penalizado pela falta de eficácia revelada, num jogo em que, uma vez mais, faltou também uma “pontinha de sorte”, tendo sido muito mal perdidos estes dois pontos, que o voltam a atrasar, porventura de forma comprometedora.

A salientar ainda, nesta ronda, a vitória (2-1) do At. Ouriense na recepção ao Fazendense – apenas o segundo desaire da turma das Fazendas em toda a prova –, colocando termo a um ciclo de quatro derrotas consecutivas dos oureenses, que, assim, podem voltar a “respirar” melhor.

Surpresas – A grande surpresa da jornada foi, sem dúvida, a vitória (4-2) averbada pelos Empregados do Comércio em Amiais de Baixo, a agudizar a crise do Amiense, já em posição delicada na tabela, sem que os Caixeiros consigam, para já, ver melhoradas as suas perspectivas. Por seu lado, e atendendo ao desempenho que a U. Abrantina vinha revelando, foi também algo surpreendente o desaire caseiro sofrido (0-1) ante o “revigorado” Samora Correia.

Confirmações – O Ferreira do Zêzere confirmou o favoritismo, batendo o Riachense (4-2), igualando, sensacionalmente, o U. Almeirim no 4.º lugar, a quatro pontos do vice-líder, U. Tomar. Na Moçarria, os visitados não conseguiram melhor que a igualdade (1-1) frente ao Torres Novas, numa bem aziaga ronda para os anseios de vários clubes, nas distintas “batalhas” que vêm travando: U. Tomar, Fazendense e U. Almeirim, em relação à luta pelo lugar cimeiro; Amiense, U. Abrantina, Riachense e Moçarriense, procurando escapar à zona perigosa.

II Divisão Distrital – A Norte, o Tramagal empatou na Atalaia (0-0), mantendo a sua invencibilidade (soma nove vitórias e cinco empates), mas tendo sido alcançado na liderança pelo Rio Maior, vencedor no Pego (3-2). Menção ainda ao triunfo do Caxarias (2-1) no reduto do Aldeiense, equipa que reparte o 3.º lugar com a U. Atalaiense, a seis pontos dos primeiros.

A Sul, o Marinhais ganhou 2-1 ao Barrosense, aproveitando a folga do Glória do Ribatejo para ascender à liderança, destacando-se ainda o triunfo do U. Santarém sobre o Benavente, por categórico 3-0, igualando a formação a Glória no 2.º posto, ambos a dois pontos do novo guia.

Campeonato de Portugal – Fátima (1-5 em casa, ante o Praiense) e Alcanenense (1-4 em Sacavém) foram goleados, enquanto o Coruchense denotou inesperadas dificuldades para derrotar o “lanterna vermelha”, Guadalupe, por tangencial 2-1. Os fatimenses ocupam o último lugar (10.º) acima da “linha de água”, igualados em pontos com o Pêro Pinheiro e Coruchense (12.º); por seu lado, a formação de Alcanena (13.º) mantém uma desvantagem de cinco pontos.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, o Mação é amplamente favorito na recepção ao Amiense, recebendo o U. Tomar o U. Almeirim, num confronto entre duas das melhores equipas da prova.

No segundo escalão, a Norte, os jogos Tramagal-Aldeiense e o Espinheirense-U. Atalaiense poderão ser determinantes na definição dos apurados para a segunda fase. A Sul, destacam-se os encontros Barrosense-U. Santarém e Benfica do Ribatejo-Glória do Ribatejo.

No Nacional, apenas a vitória interessará aos visitados no confronto Alcanenense-Fátima, com o Coruchense a ter mais uma difícil deslocação, ao terreno do Loures (actual 6.º classificado).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Março de 2018)

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