Archive for 27 Maio, 2013

Prémio Camões atribuído a Mia Couto

O escritor moçambicano Mia Couto, nascido em 1955, foi hoje distinguido com o “Prémio Camões”, principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa – atribuído anualmente a autor que, «pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum» -, no valor de 100 mil euros, pela sua “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”.

O júri, formado pelo José Carlos Vasconcelos, a catedrática Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro escritor a quem foi atribuída a primeira edição deste prémio, em 1989), pelos brasileiros Alcir Pécora (crítico) e Alberto da Costa e Silva (membro da Academia Brasileira de Letras), pelo escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho e pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa, hoje reunido no Rio de Janeiro, deliberou assim premiar pela segunda vez um escritor de Moçambique (depois de José Craveirinha, em 1991).

Mia Couto é autor de cerca de trinta livros, de que se destacam títulos como:  Raiz de Orvalho,Terra Sonâmbula, A Confissão da Leoa, Vozes Anoitecidas, A Varanda do FrangipaniUm Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada TerraO Outro Pé da Sereia ou Jesusalém. 

27 Maio, 2013 at 10:51 pm Deixe um comentário

«O que torto nasce nunca se endireita»

Numa semana de Outubro de 1990, dúzia e meia de sábios iluminados reuniram-se no velho edifício da Academia das Ciências de Lisboa para mudarem a ortografia de uma língua falada por mais de 200 milhões de pessoas. Foi assim, neste ambiente de secretismo, quando não havia nenhuma demanda social para esse efeito, que nasceu o acordo ortográfico.

Nasceu torto. E, como diz o povo, o que torto nasce tarde ou nunca se endireita. O acordo nasceu torto desde logo por ignorar a esmagadora maioria dos pareceres técnico-científicos sobre a matéria. Foram produzidas notáveis peças de análise crítica por parte de escritores, professores, linguistas – e todas acabaram no fundo de uma gaveta, olimpicamente ignoradas. O poder político fez tábua rasa dos alertas da comunidade científica – não só portuguesa mas também brasileira – que advertiam para as suas inúmeras deficiências técnicas, para as suas incongruências conceptuais, para os seus clamorosos erros.

Temos, portanto, um acordo que quase ninguém defende, que quase ninguém respeita, que quase ninguém aplica na íntegra.

(Pedro Correia – ler artigo completo no Delito de Opinião)

27 Maio, 2013 at 9:17 pm Deixe um comentário


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