Archive for Setembro, 2011
Does the Euro Have a Future?
There is some similarity between the euro crisis and the subprime crisis that caused the crash of 2008. In each case a supposedly riskless asset—collateralized debt obligations (CDOs), based largely on mortgages, in 2008, and European government bonds now—lost some or all of their value.
Unfortunately the euro crisis is more intractable. In 2008 the US financial authorities that were needed to respond to the crisis were in place; at present in the eurozone one of these authorities, the common treasury, has yet to be brought into existence. This requires a political process involving a number of sovereign states. That is what has made the problem so severe. The political will to create a common European treasury was absent in the first place; and since the time when the euro was created the political cohesion of the European Union has greatly deteriorated. As a result there is no clearly visible solution to the euro crisis. In its absence the authorities have been trying to buy time.
In an ordinary financial crisis this tactic works: with the passage of time the panic subsides and confidence returns. But in this case time has been working against the authorities. Since the political will is missing, the problems continue to grow larger while the politics are also becoming more poisonous.
[…]
To resolve a crisis in which the impossible becomes possible it is necessary to think about the unthinkable. To start with, it is imperative to prepare for the possibility of default and defection from the eurozone in the case of Greece, Portugal, and perhaps Ireland. […]
Contas da Administração Regional da Madeira
1. O Tribunal de Contas publicou em Abril passado um relatório sobre a “Auditoria orientada para os encargos assumidos e não pagos da Administração Regional Directa da Madeira – 2009”. Este relatório identifica Acordos de Regularização de Dívidas (ARD) celebrados entre o Governo Regional da Madeira e empresas de construção, num montante global de cerca de 184,5 milhões de euros (dos quais 141,3 milhões de euros referentes aos acordos de 2008 e o remanescente aos acordos de 2009). Também de acordo com o relatório, estas dívidas não foram inscritas na lista de encargos assumidos e não pagos. Esta lista, de preenchimento obrigatório pelos organismos das Administrações Públicas, é uma importante fonte de informação estatística para apurar a despesa e a dívida dessas entidades na óptica das Contas Nacionais.
2. As diligências que as autoridades estatísticas desencadearam, ao tomarem conhecimento do relatório do Tribunal de Contas confirmaram que as dívidas contraídas desde 2004 e objecto de ARD em 2008 e em 2009 não foram registadas como encargos assumidos e não pagos, não tendo igualmente sido comunicadas às autoridades estatísticas.
3. Na sequência daquelas diligências, entre o final de Agosto e o início da presente semana, chegou às autoridades estatísticas um conjunto de informações que permitem concluir o seguinte:
a. Em 2010, foram celebrados novos ARD no valor de aproximadamente 571 milhões de euros, respeitantes a dívidas contraídas desde 2003, a que acrescem, até ao final de 2010, juros de mora no montante de 290 milhões (que também não tinham sido comunicados às autoridades estatísticas);
b. Em 2011, foram celebrados ARD no valor de 11 milhões de euros, respeitantes a dívidas contraídas desde 2005, e identificados juros de mora, até ao final do primeiro semestre, no montante de 32 milhões de euros;
c. Identificaram-se ainda encargos por registar, não objecto de ARD, relativos a serviços de saúde respeitantes a 2008, 2009 e 2010, nos montantes respectivamente de 20, 25 e 54 milhões de euros.
[…]
O INE e o Banco de Portugal, enquanto autoridades estatísticas nacionais responsáveis pelo apuramento das estatísticas das Administrações Públicas, consideram grave a omissão de informação e não têm conhecimento de casos similares.
(Nota de imprensa do INE – Instituto Nacional de Estatística e do Banco de Portugal – sublinhados meus)
Riscos catastróficos
El secretario del Tesoro de Estados Unidos, Timothy Geithner, ha afirmado hoy que está preocupado por las divisiones que existen entre los países e instituciones europeas acerca de cómo afrontar la crisis de deuda y, en especial, por las diferencias que ha encontrado entre los gobiernos y el Banco Central Europeo. Precisamente, el presidente de este organismo, Jean-Claude Trichet, ha defendido hoy que es preciso pasar de las palabras a los hechos para frenar las turbulencias y evitar “los riesgos catastróficos”.
(El País)
Liga Europa – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Zurich – Sporting – 0-2
Lazio – Vaslui – 2-2
1º Sporting, 3; 2º Lazio e Vaslui, 1; 4º Zurich, 0
Grupo H
Brugge – Maribor – 2-0
Birmingham – Braga – 1-3
1º Braga e Brugge, 3; 3º Birmingham e Maribor, 0
Investigador português premiado com bolsa de 1 milhão de euros
André Arroja Neves, investigador na área da matemática foi premiado com a atribuição de uma bolsa no valor global de cerca de um milhão de euros – repartida ao longo de um período de 5 anos -, pelo Conselho Europeu de Investigação, através da iniciativa “ERC Starting Grant”, programa de financiamento para jovens investigadores de diversas áreas científicas, que tem por objectivo “fixar investigadores de excelência na Europa”.
O jovem investigador português (nascido em 1975), que desenvolve a sua actividade no Departamento de Matemática Pura do Imperial College de Londres – com investigação na área da geometria diferencial e análise de equações com derivadas parciais -, foi já distinguido com diversos outros prémios e bolsas, nomeadamente da National Science Foundation, da Clay Mathematics Institution, da Fundação Calouste Gulbenkian e do European Research Council.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Manchester City – Napoli – 1-1
Villarreal – Bayern – 0-2
1º Bayern, 3; 2º Manchester City e Napoli, 1; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Lille – CSKA Moscovo – 2-2
Inter – Trabzonspor – 0-1
1º Trabzonspor, 3; 2º Lille e CSKA Moscovo, 1; 4º Inter, 0
Grupo C
Basel – Otelul Galati – 2-1
Benfica – Manchester United – 1-1
1º Basel, 3; 2º Benfica e Manchester United, 1; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
D. Zagreb – Real Madrid – 0-1
Ajax – Lyon – 0-0
1º Real Madrid, 3; 2º Ajax e Lyon, 1; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Chelsea – Bayer Leverkusen – 2-0
Genk – Valencia – 0-0
1º Chelsea, 3; 2º Genk e Valencia, 1; 4º Bayer Leverkusen, 0
Grupo F
Olympiakos – Marseille – 0-1
B. Dortmund – Arsenal – 1-1
1º Marseille, 3; 2º Arsenal e B. Dortmund, 1; 4º Olympiakos, 0
Grupo G
FC Porto – Shakhtar Donetsk – 2-1
APOEL – Zenit – 2-1
1º APOEL e FC Porto, 3; 3º Shakhtar Donetsk e Zenit, 0
Grupo H
Barcelona – AC Milan – 2-2
Viktoria Plzen – BATE Borisov – 1-1
1º Barcelona, AC Milan, BATE Borisov e Viktoria Plzen, 1
Os destaques desta ronda inaugural vão para os empates concedidos pelos finalistas da época passada, Barcelona, frente ao poderoso AC Milan (que marcou no primeiro e no último minuto!), e pelo Manchester United, que não conseguiu melhor que a divisão de pontos no Estádio da Luz, face ao Benfica; e, principalmente, para a surpreendente derrota caseira do Inter, contra o repescado Trabzonspor (que, depois de ter sido eliminado pelo Benfica na 3ª pré-eliminatória – ainda antes do play-off final -, acabaria por substituir o campeão da Turquia na fase de Grupos, devido a sanção do Fenerbahce, por corrupção).
No Porto, num jogo muito complicado, algumas incidências particulares a registar: uma grande penalidade desperdiçada pelo FC Porto (Hulk rematou ao poste); uma falha comprometedora do guarda-redes Helton, a conceder o primeiro golo à equipa ucraniana; conseguindo a equipa portuguesa dar a volta ao jogo e ao marcador, com um potente remate de Hulk (a redimir-se da falha anterior), e o golo da vitória por intermédio de James Rodriguez, acabando o Shakhtar a jogar apenas com 9 elementos, depois de duas expulsões.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Manchester United
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Ruben Amorim (56m – Nolito), Pablo Aimar (75m – Nemanja Matic), Witsel, Nico Gaitán (90m – Bruno César) e Óscar Cardozo
Manchester United – Anders Lindegaard, Patrice Evra, Jonny Evans, Chris Smalling, Fábio (78m – Phil Jones), Ryan Giggs, Park Ji-Sung, Michael Carrick, Darren Fletcher (69m – Javier Hernández), Antonio Valencia (69m – Nani) e Wayne Rooney
1-0 – Óscar Cardoso – 24m
1-1 – Ryan Giggs – 42m
Cartões amarelos – Pablo Aimar (39m), Maxi Pereira (61m) e Nico Gaitán (69m); Wayne Rooney (27m) e Michael Carrick (65m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
No regresso à fase de Grupos da Liga dos Campeões, o Benfica enfrentava uma tarefa hercúlea, a de defrontar uma das mais poderosas equipas do mundo, vice-campeã europeia, com um início de época avassalador.
Não surpreendeu portanto que começasse por conceder o controlo do jogo, proporcionando superioridade em termos de posse de bola ao adversário. Mas, com uma boa atitude, naturalmente não abdicou de procurar construir lances ofensivos, dispondo de uma ocasião de perigo, aos 21 minutos.
Como que um aviso ou um ensaio para uma excelente combinação, com Nico Gaitán a lançar Cardozo, que, dominando a bola, teria uma magnífica finalização, inaugurando o marcador, colocando a equipa portuguesa em vantagem.
Até final do primeiro tempo, não obstante o domínio consentido pelo Benfica, a equipa do Manchester não teria grandes oportunidades de golo… até que, num lance de distracção da zona defensiva da turma da casa, concedendo espaço a Ryan Giggs, este, ainda de fora da área, com um remate forte e colocado, empatava a partida.
No recomeço, a equipa inglesa teria então uma soberana ocasião de golo, em que, não acreditando nas facilidades concedidas pela defesa benfiquista, os dianteiros se deslumbraram, ninguém conseguindo culminar o desvio fatal.
Com o jogo a decorrer em toada relativamente morna, apenas aos 63 minutos, o Manchester daria novamente sinal de si, com mais um lance perigoso de Giggs, também não concretizado.
Quase na resposta, num lance de contra-ataque rápido, Nolito surgiu isolado sobre a esquerda, rematou bem, mas Lindegaard, denotando concentração, conseguiu impedir que a bola transpusesse a linha de golo.
E, pouco depois, Nolito, também em velocidade, a desmarcar Emerson na extrema esquerda, que, de ângulo reduzido, fez um remate demasiado cruzado, a sair ao lado da baliza, em mais uma jogada de perigo protagonizada pelo Benfica.
A equipa portuguesa obrigaria ainda o jovem guarda-redes dinamarquês do Manchester United a mais uma atenta intervenção, com uma excelente estirada, estavam decorridos 77 minutos de jogo.
Já com 85 minutos, o Manchester criaria mais uma jogada de perigo, a dois tempos, primeiro, na sequência de um livre, conseguindo ganhar um canto, com a jogada a findar subsequentemente devido a posição de fora-de-jogo.
No minuto seguinte, Nolito teve ainda mais uma boa iniciativa de ataque, mas não conseguiria solucionar uma situação de difícil controlo de bola.
Com uma boa exibição, o Benfica acabaria por equilibrar a partida, justificando plenamente a igualdade final, perante um adversário de grande nível.
Time is running out
[…] There is a sense in Brussels that the defenders of the euro zone have run out of ammunition and out of ideas.
One reason is that the politicians cannot keep up with the markets. The euro zone has yet to implement the decisions of July’s summit, but the next shock wave has already struck. Another is that the performance of Greece under the EU-IMF programme has been so poor that every quarterly assessment to approve the next tranche of loans becomes a cliff-hanger.
So each episode of market panic is worse than the previous one, the weapons in hand look inadequate, contagion spreads, while governments and institutions lose their nerve.
Liderança
En matière de leadership, nous sommes dans le scénario de l’ouragan Katrina : une déferlante meurtrière, et des discussions sans fin entre le Maire de la Nouvelle Orléans, le Gouverneur de la Louisiane et l’administration fédérale. Ce fut une catastrophe.
(Europe: les gouvernements sont-ils impuissants? – Le Monde – Blogs)
As Europe struggles to reverse a plunge in financial confidence, the world waits for Germany’s chancellor, Angela Merkel, to make a fundamental choice. She, more than any other European politician, will have to either summon the leadership to rescue the euro or concede that the political will is not there.
(German Leader Faces Key Choices on Rescuing Euro – The New York Times)
L’Europe a besoin d’architectes, pas seulement de pompiers ! Personne ne peut se satisfaire du bricolage institutionnel auquel nous avons assisté cet été pour sauver l’Italie et l’Espagne de la crise de leur dette.” La maire de Lille se dit “convaincue que tôt ou tard nous devrons émettre des euros-obligations, pour créer un grand marché financier de la dette européenne”.
(Martine Aubry propose la création d’une banque publique européenne – Le Monde)




