Archive for 1 Junho, 2009

Método de d’Hondt

A eleição dos 22 representantes portugueses no Parlamento Europeu é feita por via do sistema de representação proporcional de lista, utilizando o método de d’Hondt (concebido nas últimas décadas do século XIX pelo jurista belga Victor d’Hondt), com base num único círculo eleitoral (de acordo com o artigo n.º 2 da Lei Eleitoral para o Parlamento Europeu – Lei n.º 14/87, de 29 de Abril de 1987).

Nos termos legais em vigor em Portugal, a conversão dos votos em mandatos obedecerá às seguintes regras:

  1. Apura-se em separado o número de votos recebidos por cada lista no círculo eleitoral respectivo;
  2. O número de votos apurados por cada lista é dividido, sucessivamente, por, 1, 2, 3, 4, 5, etc., sendo os quocientes alinhados pela ordem decrescente da sua grandeza numa série de tantos termos quantos os mandatos atribuídos ao círculo eleitoral respectivo;
  3. Os mandatos pertencem às listas a que correspondem os termos da série estabelecida pela regra anterior, recebendo cada uma das listas tantos mandatos quantos os seus termos na série;
  4. No caso de restar um só mandato para distribuir e de os termos seguintes da série serem iguais e de listas diferentes, o mandato cabe à lista que tiver obtido menor número de votos.

Para efeitos ilustrativos, tomemos como exemplo prático a média de 9 sondagens divulgadas desde 19 de Abril:

 

  PS   PSD   BE   CDU   CDS  
1 36,2 32,9 10,3 8,1 10º 5,2 15º
2 18,10 16,45 5,15 17º 4,05 21º 2,60  
3 12,07 10,97 3,43   2,70      
4 9,05 8,23            
5 7,24 11º 6,58 12º            
6 6,03 13º 5,48 14º            
7 5,17 16º 4,70 18º            
8 4,53 19º 4,11 20º            
9 4,02 22º 3,66              
10 3,62                  

 
Neste cenário, o PS elegeria 9 deputados, o PSD 8, o BE e a CDU, 2 cada, e o CDS apenas 1. O último eleito seria o 9º deputado do PS; o primeiro não eleito seria o 9º candidato do PSD.

Com esta repartição percentual de votos, para que o BE conseguisse a eleição do seu 3º representante, necessitaria de cerca de 12 % dos sufrágios; enquanto que o CDS necessitaria, para chegar a 2 deputados, de elevar a sua percentagem de votos até cerca de 8 %.

A título indicativo, e de forma aproximada, depreende-se que a eleição de um deputado ao Parlamento Europeu requerá, nestas eleições, cerca de 4 % dos votos, o que – com uma perspectiva de taxa de abstenção na ordem dos 70 % (talvez mais…) – corresponderá a algo em torno de 100.000 votos (porventura, mesmo um pouco menos que este número).

(publicado originalmente no blogue “Eleições 2009“, do Público)

1 Junho, 2009 at 8:38 pm Deixe um comentário

O livro na era da sua reprodutibilidade digital

“O livro na era da sua reprodutibilidade digital” é a designação de ciclo de conferências promovidas por José Afonso Furtado, a realizar na Culturgest (Sala 2), com entrada gratuita,  às terças-feiras – nos dias 2, 16, 23 e 30 de Junho de 2009 – pelas 18h30:

2 de Junho – A longa História do Livro

16 de Junho – Novos suportes e mediação tecnológica

23 de Junho – Escrever, editar e ler na era digital 1

30 de Junho – Escrever, editar e ler na era digital 2 / A Web social

(via GranoSalis)

1 Junho, 2009 at 8:17 am Deixe um comentário


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