CONVENTO DE CRISTO (III)
20 Junho, 2007 at 8:37 am Deixe um comentário
“Por tudo isto, o Convento de Cristo não se conhece numa visita a correr. Cada canto deve ser explorado com calma e circunspecção. É necessário “vestir” o hábito e, tal monge ou freira, palmilhar os vários claustros do convento ou deslumbrar-se na magistral igreja manuelina. Mas o espanto assombra-nos antes: no exterior, a entrada é feita com algum cerimonial, tanto pela monumentalidade do espaço como pela admiração com que se observa a inclusão de motivos góticos, renascentistas e manuelinos, sem que nenhum dos estilos choque com o outro.
Finalmente a igreja, onde se pode adquirir o bilhete de entrada para o convento. A obra, que se distingue pela charola românica (actual capela-mor, com uma planta em forma de rotunda, que cita o Santo Sepulcro de Jerusalém), é resultado das vivências dos cavaleiros do Templo em terras árabes e nela se distinguem os revestimentos com talha dourada e as esculturas em madeira, nas quais são representadas cenas da vida de Jesus, misturadas com episódios do reinado manuelino. São de notar, aliás, as fortes afinidades entre o coro da igreja do convento e alguns detalhes do Mosteiro dos Jerónimos, ex-libris do estilo manuelino. A sacristia é mais vulgarmente conhecida por Sala do Capítulo e é aqui que se encontra a deslumbrante Janela do Capítulo, bordada a pedra, da autoria de Diogo de Arruda.”
“Público”, suplemento “Fugas” (série “Lugares Mágicos de Portugal”), 30 de Dezembro de 2006 – texto de Carla B. Ribeiro
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