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EURO-2008 (QUALIF.) – PORTUGAL – CAZAQUISTÃO

3-0
Fazendo o “mais difícil” (inaugurar o marcador) cedo na partida, Portugal começou desde logo a tornar fácil este compromisso, perante um opositor condicionado pela sua reduzida expressão competitiva a nível europeu.
O que seria confirmado à passagem da meia-hora de jogo, com o segundo golo, numa excelente execução de Cristiano Ronaldo, a marcar já pela 15ª vez pela principal selecção de Portugal.
Podia esperar-se que, a partir daí – com naturalidade -, o resultado se fosse avolumando, mas, à semelhança do que tem acontecido, até ao momento, em toda a fase de apuramento, a selecção portuguesa parece não querer ir além dos “serviços mínimos”, não obstante algumas oportunidades desperdiçadas, tendo proporcionado até o ensejo para duas ou três investidas do Cazaquistão no meio-campo da equipa nacional.
Já nos últimos cinco minutos, haveria ainda tempo para o “arredondar” do marcador, com Simão Sabrosa a “bisar”, alcançando assim o seu 12º golo pela selecção de Portugal.
– Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Tonel (77m – Jorge Andrade) e Paulo Ferreira; Raul Meireles, Tiago, Deco (63m – Carlos Martins), Cristiano Ronaldo (58m – Quaresma) e Simão Sabrosa; Nuno Gomes
– Loria, Kuchma, Zhalmagambetov, Smakov, Azovskiy, Travin, Sergienko (74m – Larin), Khokhlov, Byakov, Baltiev e Zhumaskaliyev
1-0 – Simão Sabrosa – 8m
2-0 – Cristiano Ronaldo – 30m
3-0 – Simão Sabrosa – 85m
Cartões amarelos – Simão Sabrosa (51m); Travin (65m)
Árbitro – René Rogalla (Suíça)
Na jornada de hoje da Fase de Qualificação para o “EURO 2008″, destaque para o empate que o Chipre impôs à Alemanha, e para as vitórias da Polónia (na Bélgica) – que vem “complicar” as nossas contas – e da Croácia (em Israel, por 4-3).
GRUPO A Jg V E D G Pt 1º Finlândia5 3 2 - 7-2 11 2º Sérvia
4 3 1 - 6-1 10 3º Polónia
5 3 1 1 6-5 10 4º Portugal
4 2 1 1 8-3 7 5º Bélgica
5 2 1 2 4-2 7 6º Cazaquistão
5 - 2 3 1-7 2 7º Arménia
4 - 1 3 0-5 1 8º Azerbaijão
4 - 1 3 1-8 1
5ª jornada
15.11.06 – Finlândia – Arménia – 1-0
15.11.06 – Bélgica – Polónia – 0-1
15.11.06 – Portugal – Cazaquistão – 3-0
4ª jornada
11.10.06 – Sérvia – Arménia – 3-0
11.10.06 – Polónia – Portugal – 2-1
11.10.06 – Bélgica – Azerbaijão – 3-0
11.10.06 – Cazaquistão – Finlândia – 0-2
3ª jornada
07.10.06 – Sérvia – Bélgica – 1-0
07.10.06 – Arménia – Finlândia – 0-0
07.10.06 – Cazaquistão – Polónia – 0-1
07.10.06 – Portugal – Azerbaijão – 3-0
2ª jornada
06.09.06 – Azerbaijão – Cazaquistão – 1-1
06.09.06 – Finlândia – Portugal – 1-1
06.09.06 – Polónia – Sérvia – 1-1
06.09.06 – Arménia – Bélgica – 0-1
1ª jornada
16.08.06 – Bélgica – Cazaquistão – 0-0
02.09.06 – Sérvia – Azerbaijão – 1-0
02.09.06 – Polónia – Finlândia – 1-3
"EURO 2008" (QUALIF.) – POLÓNIA – PORTUGAL – 2-1

2-1
“Oferecendo” dois golos pouco passava do primeiro quarto de hora, a equipa portuguesa nunca denotou ter capacidade para, de forma serena e tranquila, continuar a jogar “o jogo pelo jogo”, em busca de um resultado positivo.
Jogando sem discernimento, por algumas vezes correu o risco de, com a Polónia a jogar em contra-ataque, ver a desvantagem agravada ao ponto de uma virtual goleada.
O golo de Nuno Gomes, já “fora de horas” serviu apenas para minorar a decepção por (mais) uma pobre exibição da nossa selecção; poderá eventualmente vir a ser importante nas contas finais, em caso de empate.
Ao fim de 8 anos (e 1 dia…) sem derrotas em jogos a contar para as fases de qualificação de Campeonatos do Mundo e da Europa (a última ocorrera em 1998, frente à Roménia, no início da fase de apuramento para o “EURO 2000”), num total de 32 jogos sem perder, a equipa nacional vê quebrada esta “invencibilidade”.
Como dizia Scolari antes da partida, não se conseguindo alcançar o objectivo (mínimo) de 4 pontos nas duas partidas desta semana, Portugal fica agora em défice; terá de ir recuperar (fora de casa) os pontos hoje perdidos.
Para já, a selecção portuguesa “afunda-se” na classificação, ocupando uma modestíssima 5ª posição no Grupo, não obstante ter um jogo disputado a menos que as selecções que a precedem na classificação. Começamos já – pese embora a fase ainda relativamente preliminar da competição (com apenas 3 dos 14 jogos já disputados) – a fazer contas…
– Kowalewski; Bronowicki, Golanski, Bak, Lewandowski, Blaszczykowski (65m – Krzynówec), Smolarek, Sobolewski, Radomski, Zurawski e Rasiak (873m – Matusiak)
– Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Ricardo Rocha e Nuno Valente; Petit (68m – Nani) e Costinha (46m – Tiago); Deco (83m – Maniche), Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa e Nuno Gomes
Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)
1-0 – Smolarek – 9m
2-0 – Smolarek – 18m
2-1 – Nuno Gomes – 90m
Na jornada de hoje da Fase de Qualificação para o “EURO 2008″, destaque para a vitória de Malta sobre a Hungria (mais um pequeno “escândalo”), as “goleadas” da Grécia na Bósnia (4-0) e da Alemanha na Eslováquia (4-1), a vitória da Croácia sobre a Inglaterra (2-0), as dificuldades “caseiras” da Holanda ante a Albânia (2-1) e para o animado encontro entre a Bielorrussia e a Eslovénia (5-3).
No Grupo de Portugal, os resultados das partidas já disputadas são os seguintes:
1ª jornada
16.08.06 – Bélgica – Cazaquistão – 0-0
02.09.06 – Sérvia – Azerbaijão – 1-0
02.09.06 – Polónia – Finlândia – 1-3
2ª jornada
06.09.06 – Azerbaijão – Cazaquistão – 1-1
06.09.06 – Finlândia – Portugal – 1-1
06.09.06 – Polónia – Sérvia – 1-1
06.09.06 – Arménia – Bélgica – 0-1
3ª jornada
07.10.06 – Sérvia – Bélgica – 1-0
07.10.06 – Arménia – Finlândia – 0-0
07.10.06 – Cazaquistão – Polónia – 0-1
07.10.06 – Portugal – Azerbaijão – 3-0
4ª jornada
11.10.06 – Sérvia – Arménia – 3-0
11.10.06 – Polónia – Portugal – 2-1
11.10.06 – Bélgica – Azerbaijão – 3-0
11.10.06 – Cazaquistão – Finlândia – 0-2
GRUPO A Jg V E D G Pt 1º Sérvia4 3 1 - 6-1 10 2º Finlândia
4 2 2 - 6-2 8 3º Bélgica
4 2 1 1 4-1 7 4º Polónia
4 2 1 1 5-5 7 5º Portugal
3 1 1 1 5-3 4 6º Cazaquistão
4 - 2 2 1-4 2 7º Arménia
3 - 1 2 0-4 1 8º Azerbaijão
4 - 1 3 1-8 1
P. S. Em actualização à “entrada” de ontem sobre os jogos de apuramento para a fase final do “EURO 2007” de Esperanças, com as vitórias alcançadas hoje, a Bélgica e Israel (eliminando, de forma surpreendente, a França) juntam-se à Holanda, Portugal, Inglaterra, Itália, R. Checa e Sérvia como os 8 países finalistas da prova.
PORTUGAL NA FASE FINAL DO "EURO 2007" DE ESPERANÇAS
Pequenos “milagres” como o de hoje acontecem raramente: depois do “descalabro” do jogo da 1ª mão, na semana passada, na Rússia (derrota por 1-4), a selecção nacional de esperanças necessitava hoje de vencer por 3-0.
E, passo a passo, exercendo desde início da partida uma pressão intensa – beneficiando de uma (clara) grande penalidade para inaugurar o marcador (por João Moutinho, ia decorrida a primeira meia-hora de jogo) e, a findar a primeira parte, da expulsão de um jogador russo -, a equipa portuguesa, denotando grande maturidade, faria o 2-0 por volta da hora de jogo (Djaló), para poucos minutos depois, chegar ao ambicionado 3-0 (auto-golo de Taranov).
O nome dos “heróis”: o treinador José Couceiro, e os jogadores, Paulo Ribeiro, Filipe Oliveira, Manuel da Costa, Amoreirinha, Miguel Veloso, Organista, João Moutinho, Diogo Valente, Varela, Yannick Djaló, Vaz Tê, Hélder Barbosa, João Moreira, Ruben Amorim e os suplentes, Ricardo Batista, Antunes, Julien e Ivanildo.
Para além de Portugal, e do país organizador (Holanda), garantiram ontem a qualificação para esta prova (na qual será disputado o apuramento para os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008): Inglaterra (eliminando a Alemanha), Itália (derrotando a Espanha), República Checa (eliminando a Bósnia) e Sérvia (invertendo a derrota caseira por 0-3, com uma sensacional vitória na Suécia por 5-0!). Hoje, a Bélgica recebe a Bulgária, enquanto a França defronta Israel, procurando desempatar dos resultados de 1-1 da 1ª mão.
"EURO 2008" (QUALIF.) – PORTUGAL – AZERBAIJÃO – 3-0

3-0
Depois de uma “cinzenta” estreia na fase de apuramento do EURO 2008, com um empate na Finlândia, Portugal voltou a assumir uma atitude de “serviços mínimos”, limitando-se a garantir os 3 pontos, alcançando, não obstante, uma vitória confortável, e desperdiçando ainda algumas oportunidades de ampliar o marcador (para além de um golo não validado pelo árbitro).
Porém, perante a que será uma das selecções mais fracas desta fase de qualificação, uma equipa de escassos argumentos futebolísticos – apesar de contar nas suas fileiras com três brasileiros (!) -, que nem sequer se veio remeter a uma toada extremamente defensiva, dando espaços e deixando jogar, a exibição (e o consequente resultado) da selecção nacional ficou aquém do que seria expectável, começando desde logo pelas dificuldades em inaugurar o marcador, para, após a vitória “consumada”, por volta da meia-hora de jogo, “desacelerar” nitidamente.
Continua a prevalecer a lógica que Scolari parece pretender impor de “jogar para o resultado”, obedecendo a um plano antecipadamente traçado, o de vencer os jogos em casa (mesmo que pela margem mínima) e de empatar os encontros fora de casa… e, assim sendo, tal como amplamente anunciado, Portugal deverá entrar na partida da próxima Quarta-feira na Polónia unicamente com o pensamento no empate.
Para além dos indispensáveis 3 pontos, realce para mais 2 golos de Cristiano Ronaldo, que mantém uma excelente média por jogo, que poderá vir a fazer dele um dos maiores goleadores de sempre da selecção nacional: já com 14 golos (em 41 jogos), igualou José Torres, apenas sendo suplantado por Pauleta (47 golos), Eusébio (41), Luís Figo (32), Rui Costa (26), Nuno Gomes (25), João Vieira Pinto (23), Nené (22) e Rui Jordão (15).
– Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Ricardo Rocha e Nuno Valente (46m – Marco Caneira); Maniche (64m – Tiago) e Costinha; Deco; Cristiano Ronaldo (73m – Nani), Simão Sabrosa e Nuno Gomes
– Farhad Veliyev; Aslan Karimov, Sergey Sokolov e Ernâni Pereira; Jeyhun Sultanov (64m – Farrukh Ismayilov), Emin Imammaliev, Zaur Hashimov e Aleksandr Chertoganov; André Lagada; Yuriy Muzika (66m – Ilgar Gurbanov) e Leandro Gomes (76m – Vagif Javadov)
Árbitro – Mark Halsey (Inglaterra)
1-0 – Cristiano Ronaldo – 25m
2-0 – Ricardo Carvalho – 32m
3-0 – Cristiano Ronaldo – 63m
Na jornada de ontem da Fase de Qualificação para o “EURO 2008″, destaque para a derrota da França na Escócia (1-0), para o nulo caseiro da Inglaterra frente à Macedónia e para a vitória da Suécia sobre a Espanha, por 2-0; grandes surpresas ocorreram no País de Gales, batido pela Eslováquia por concludente 1-5 e, o grande “escândalo” do dia, a pesada derrota da Irlanda no Chipre, por 2-5.
No Grupo de Portugal, os resultados das partidas já disputadas são os seguintes:
1ª jornada
16.08.06 – Bélgica – Cazaquistão – 0-0
02.09.06 – Sérvia – Azerbaijão – 1-0
02.09.06 – Polónia – Finlândia – 1-3
2ª jornada
06.09.06 – Azerbaijão – Cazaquistão – 1-1
06.09.06 – Finlândia – Portugal – 1-1
06.09.06 – Polónia – Sérvia – 1-1
06.09.06 – Arménia – Bélgica – 0-1
3ª jornada
07.10.06 – Sérvia – Bélgica – 1-0
07.10.06 – Arménia – Finlândia – 0-0
07.10.06 – Cazaquistão – Polónia – 0-1
07.10.06 – Portugal – Azerbaijão – 3-0
GRUPO A
GRUPO A Jg V E D G Pt 1º Sérvia3 2 1 - 3-1 7 2º Finlândia
3 1 2 - 4-2 5 3º Portugal
2 1 1 - 4-1 4 4º Bélgica
3 1 1 1 1-1 4 5º Polónia
3 1 1 1 3-4 4 6º Cazaquistão
3 - 2 1 1-2 2 7º Arménia
2 - 1 1 0-1 1 8º Azerbaijão
3 - 1 2 1-5 1
"EURO 2008" (QUALIF.) – FINLÂNDIA – PORTUGAL – 1-1

1-1
No regresso à competição, após o Mundial, numa partida pobre, sem ambição, Portugal – com uma equipa em deficiente condição física e em inferioridade numérica durante quase toda a segunda parte (expulsão de Ricardo Costa aos 8 minutos) – conseguiu assegurar os “serviços mínimos”, por via do golo de Nuno Gomes que permitiu alcançar o empate.
– Jääskeläinen, Kallio, Hyypiä, Tihinen, Pasanen, Kolkka (81m – Eremenko), Tainio, Väyrynen, Litmanen, Heikkinen e Johansson (63m – Kuqi)
– Ricardo, Marco Caneira, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Petit, Deco (85m – Tiago), Nani (56m – Ricardo Rocha), Cristiano Ronaldo e Nuno Gomes (75m – João Moutinho)
Árbitro – Konrad Plautz (Áustria)
1-0 – Johansson – 22m
1-1 – Nuno Gomes – 42m
Na jornada de hoje da Fase de Qualificação para o “EURO 2008″, destaque para a estrondosa goleada que a Alemanha inflingiu em S. Marino (13-0 – a maior goleada de sempre em encontros oficiais entre selecções europeias), com Podolsky a igualar o record de Marco Van Basten, com 5 golos; no jogo mais atractivo da noite, a França “desforrou-se” da Final do Mundial, vencendo a Itália, selecção Campeã do Mundo, por 3-1.
No Grupo de Portugal, os resultados das partidas já disputadas são os seguintes:
1ª jornada
16.08.06 – Bélgica – Cazaquistão – 0-0
02.09.06 – Sérvia – Azerbaijão – 1-0
02.09.06 – Polónia – Finlândia – 1-3
2ª jornada
06.09.06 – Azerbaijão – Cazaquistão – 1-1
06.09.06 – Finlândia – Portugal – 1-1
06.09.06 – Polónia – Sérvia – 1-1
06.09.06 – Arménia – Bélgica – 0-1
GRUPO A Jg V E D G Pt
1º Finlândia2 1 1 - 4-2 4
2º Sérvia2 1 1 - 2-1 4
3º Bélgica2 1 1 - 1-0 4
4º Cazaquistão2 - 2 - 1-1 2
5º Portugal1 - 1 - 1-1 1
6º Azerbaijão2 - 1 1 1-2 1
7º Polónia2 - 1 1 2-4 1
8º Arménia1 - - 1 0-1 -
MUNDIAL 2006 – 3º/4º LUGAR – ALEMANHA – PORTUGAL

3-1
Oliver Kahn, Marcell Jansen, Christoph Metzelder, Jens Nowotny, Philipp Lahm, Sebastien Kehl, Bastian Schweinsteiger (79m – Thomas Hitzlsperger), Bernd Schneider, Torsten Frings, Lukas Podolski (71m – Mike Hanke) e Miroslav Klose (65m – Oliver Neuville)
Ricardo, Paulo Ferreira, Fernando Meira, Ricardo Costa, Nuno Valente (69m – Nuno Gomes), Costinha (46m – Petit), Maniche, Cristiano Ronaldo, Deco, Simão Sabrosa e Pauleta (77m – Figo)
1-0 – Bastian Schweinsteiger – 56m
2-0 – Petit (p.b.) – 60m
3-0 – Bastian Schweinsteiger – 78m
3-1 – Nuno Gomes – 88m
No jogo de “(des)consolação”, em que ficou privado de Ricardo Carvalho (devido ao cartão amarelo que lhe foi exibido na partida das 1/2 Finais) e de Miguel (lesionado no mesmo jogo), e também, por opção, sem Figo de início, Portugal entrou no jogo com uma boa disposição, assegurando o domínio da posse de bola nos primeiros minutos.
Até que, aos 4 minutos, a Alemanha, na primeira jogada de ataque, rematou com perigo à baliza portuguesa, com a bola possivelmente a ser desviada da sua trajectória pelo braço de Nuno Valente; as três repetições televisivas não foram inequívocas sobre a existência de falta para grande penalidade, que os alemães reclamaram.
Aos 8 minutos, Nuno Valente a deixar-se ultrapassar mais uma vez, e nova jogada de perigo para a baliza portuguesa.
Aos 14 minutos, Pauleta conseguiu desmarcar-se e surgir na “cara” de Kahn, que evitaria o golo português.
Aos 20 minutos, a Alemanha chegava novamente com perigo à baliza portuguesa, com Ricardo a ter uma bela intervenção, desviando para canto, com a ponta dos dedos. E, apenas 4 minutos depois, na resposta a um livre convertido por Podolski com um remate potente, Ricardo faria mais uma excelente defesa.
Aos 29 minutos – numa fase em que a equipa portuguesa, com dificuldade para suster o ataque alemão, se revelava muito faltosa –, novo livre perigoso para a Alemanha, com o remate a sair bastante por cima da trave.
Três minutos volvidos, nova falta em zona perigosa, praticamente em cima da linha de grande área, por Costinha, que viu também o cartão amarelo. O livre foi marcado de forma similar ao anterior.
Aos 35 minutos, aliviando a pressão alemã, Portugal conseguia alguns pontapés de canto; num deles, criaria perigo, com a bola a cruzar toda a área alemã, mas sem que nenhum português conseguisse fazer o desvio para a baliza.
No final do primeiro tempo, um pouco contra o pendor do jogo, Portugal dominava em termos de tempo de posse de bola.
No início da segunda parte, Portugal pareceu entrar mais tranquilo, criando duas oportunidades: primeiro, aos 50 minutos, num livre em que Simão Sabrosa fez a bola sobrevoar a barreira, para descer depois, não o suficiente para se enquadrar com a baliza; dois minutos depois, Pauleta a surgir isolado no corredor direito, a rematar para a defesa de Kahn.
Só que, aos 56 minutos, numa jogada de inspiração de Schweinsteiger, inflectindo da esquerda para o centro, rematou forte e colocado, com efeito, com a bola a fugir de Ricardo; estava feito o primeiro golo da partida.
Quatro minutos depois, nova oportunidade para a Alemanha, com Lahm a rematar cruzado, em arco, do lado esquerdo, saindo a bola por alto.
E, ainda aos 60 minutos, num livre, novamente por Schweinsteiger, de novo no flanco esquerdo, o remate saiu forte, com Petit, na área portuguesa a desviar a trajectória da bola para a nossa baliza; era o segundo golo da Alemanha. No espaço de menos de 5 minutos, Portugal entregava o jogo…
Não obstante, no minuto imediato, Portugal podia ter reduzido a desvantagem: Deco surgia a rematar com muito perigo, com uma excelente estirada de Kahn, a desviar para canto.
A equipa portuguesa arriscaria com a entrada de Nuno Gomes para o lugar de Nuno Valente e, já na fase final do jogo, Figo, provavelmente a fazer a sua despedida da selecção, substituía Pauleta.
Na primeira jogada após ter entrado em campo, Figo servia um avançado português, que não conseguiria concretizar o golo, que poderia dar alguma esperança a Portugal.
Para, no lance imediato, aos 78 minutos, a “papel químico” do primeiro golo, mais uma vez por Schweinsteiger, desta vez com a bola colocada ao poste mais longe, fazia o 3-0.
Aos 82 minutos, Metzelder, pressionado por Nuno Gomes, cabeceava para a sua própria baliza; a bola parecia ir entrar… quando tabelou em Kahn.
No minuto seguinte, Ronaldo podia mais uma vez ter chegado ao golo… Kahn negou-o novamente, não obstante a trajectória “esquisita” da bola.
Portugal conseguiria chegar ao “golo de honra” apenas a dois minutos de fim, com Nuno Gomes a corresponder da melhor forma a uma jogada ofensiva de Portugal, cabeceando em “voo”, sem hipóteses para Khan.
Ainda assim, um resultado pesado face ao que se passou em campo, não obstante a superioridade alemã, justificando a vitória.
A Alemanha conquista o 3º lugar final; Portugal vê-se relegado para a 4ª posição.
Melhor jogador – Bastian Schweinsteiger
Amarelos – Torsten Frings (7m) e Bastian Schweinsteiger (78m); Ricardo Costa (24m), Costinha (33m) e Paulo Ferreira (60m)
Árbitro – Toru Kamikawa (Japão)
Stuttgart (20h00)
MUNDIAL 2006 – 1/2 FINAIS – PORTUGAL – FRANÇA

0-1
Ricardo, Miguel (62m – Paulo Ferreira), Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, Costinha (74m – Hélder Postiga), Maniche, Luís Figo, Deco, Cristiano Ronaldo e Pauleta (68m – Simão Sabrosa)
Fabien Barthez, Willy Sagnol, William Gallas, Lilian Thuram, Eric Abidal, Patrick Vieira, Claude Makelelé, Frank Ribéry (72m – Sidney Govou), Florent Malouda (69m – Sylvain Wiltord), Zinedine Zidane e Thierry Henry (85m – Louis Saha)
0-1 – Zinedine Zidane – 33m
Um jogo animado, “entretido”, com as equipas a encaixarem bem uma na outra, ambas procurando a iniciativa atacante, mas jogando pelo “seguro”, com Portugal a dar a sensação de, quando imprimia velocidade ao seu jogo, poder provocar problemas à equipa francesa.
Numa jogada sem perigo eminente imediato, a França beneficiaria de uma grande penalidade, que aproveitou para se colocar em vantagem no marcador – tal como em 2000, Zidane não perdoaria.
A equipa portuguesa reagiu bem, criando quase de seguida uma jogada de perigo na área francesa, que poderia ter resultado em grande penalidade, caso o árbitro tivesse mantido o critério adoptado no lance anterior.
No recomeço da partida, a França parecia surgir mais ameaçadora, aproveitando alguma desconcentração da selecção portuguesa, que, nos primeiros 5 minutos, sentia dificuldades em conseguir acertar com as marcações.
A partir dos 50 minutos, Portugal voltava a procurar “pegar” no jogo, nomeadamente com algumas iniciativas de Cristiano Ronaldo, mas fazia-o de forma algo denunciada e não suficientemente rápida.
A França passava a aproveitar as ocasiões de que dispunha para quebrar o ritmo da partida e ir perdendo alguns “preciosos” segundos.
Por volta dos 65 minutos, Portugal aparentava ser uma equipa que começava a descrer, sem discernimento para construir jogadas ofensivas.
A substituição operada por Scolari, com Simão Sabrosa a entrar por troca com Pauleta (que, praticamente, “passou ao lado do jogo”) não parecia ser a opção mais acertada… Era Cristiano Ronaldo que avançava no terreno.
A muralha defensiva francesa parecia então intransponível.
“Remodelando” a estratégia, aos 74 minutos, entrava Hélder Postiga (bastante inoperante na partida anterior), substituindo Costinha.
Quase de imediato, Portugal cria uma jogada de perigo na área francesa; ao cruzamento de Nuno Valente, Hélder Postiga responderia lançando-se… para o chão.
E, logo de seguida, na conversão de um livre directo, Cristiano Ronaldo remata fortíssimo, obrigando Barthez a uma defesa de recurso, aliviando a bola para a frente, surgindo Figo a cabecear… por cima. Portugal perdia a sua maior oportunidade de golo na partida.
Frente a uma equipa tão sólida e consistente como a da França, a equipa nacional – acusando grande desgaste físico e mesmo, em alguns casos, dando sinais de esgotamento – não poderia ter desperdiçado as escassas oportunidades de que usufruiu.
Numa partida dominada pelo equilíbrio, não tendo também beneficiado de muitas ocasiões, denotando no campo um respeito pela equipa portuguesa – que não revelara nas declarações de alguns jogadores na véspera da partida –, a França foi efectiva, marcando o golo que lhe deu acesso à Final.
Procurando, em desespero de causa, chegar, pelo menos, ao empate, Portugal – com um remate “desastrado” de Fernando Meira, muito por alto e, até com Ricardo na área, tentando aproveitar os últimos pontapés de canto – despedia-se do sonho…

Foto – Associated Press
Parabéns a Portugal pela condigna presença neste Campeonato do Mundo, onde repete a melhor prestação da história, atingindo as 1/2 Finais!
Melhor jogador – Lilian Thuram (França)
Amarelos – Ricardo Carvalho (82m); Louis Saha (87m)
Árbitro – Jorge Larrionda (Uruguai)
Munich (20h00)
1m – Malouda a isolar-se perigosamente, a rematar ao lado
4m – Deco, num remate cruzado, de longe, a obrigar Barthez a uma defesa “apertada”, com Pauleta a chegar atrasado para a recarga
8m – Cristiano Ronaldo a combinar com Maniche que, num forte remate de meia-distância, ameaçou a baliza francesa, com a bola a subir ligeiramente
14m – Num centro de Ribéry, a bola a cruzar toda a área portuguesa, com Henry a não chegar a tempo para o desvio… por pouco
16m – Luís Figo testa Barthez, mas o remate saiu com pouca força…
21m – Thierry Henry tenta o remate, à entrada da área, mas a bola embate em Nuno Valente
28m – Ribéry procura fazer o centro, mas a bola vai directamente para as mãos de Ricardo, sem dificuldade
31m – Ricardo Carvalho, em queda, a deixar o pé tocar em Henry, que aproveitou a ocasião: grande penalidade
33m – Zidane bateu colocado, junto ao poste direito da baliza de Ricardo, que, adivinhando o lado, não conseguiria deter a bola
36m – Miguel a rematar de bastante longe, forte, com Barthez a blocar com segurança. Na sequência, Figo centra para a área, Cristiano Ronaldo sente o contacto de Sagnol (apoio das mãos nas suas costas) e cai na área (tal como fizera Henry); desta vez, o árbitro – não mantendo o critério – nada assinala…
39m – Cristiano Ronaldo, numa boa arrancada pelo lado esquerdo, remata à baliza, mas a bola é desviada para canto
44m – Ribéry não consegue “furar” o bloco defensivo português
45m – Figo remata contra a mão de um jogador francês, dentro da área
47m – Henry desmarca-se perigosamente pelo lado esquerdo, escapando a Fernando Meira em velocidade, remata cruzado, à entrada da pequena área, com Ricardo a defender com sorte, deixando a bola escapar por baixo do braço, acabando por sair pela linha de fundo, ligeiramente ao lado do poste da baliza
48m – Mais um remate perigoso, traiçoeiro, de Ribéry, a obrigar Ricardo a uma difícil intervenção
53m – Figo a desmarcar Paleta, conseguindo pela primeira vez ganhar algum espaço na área, rodou e rematou… à malha lateral
58m – Miguel tem uma arrancada pela direita, combina com Pauleta, que lhe devolve a bola, quando o lateral, exausto, já se encontrava caído no terreno. Ver-se-ia obrigado a solicitar a substituição no minuto seguinte
64m – Cristiano Ronaldo, na sequência de uma jogada de envolvência, remata, mas a bola embate na defesa francesa
77m – Na conversão de um livre directo, Cristiano Ronaldo remata fortíssimo, obrigando Barthez a uma defesa de recurso, aliviando a bola para a frente, surgindo Figo a cabecear… por cima
80m – Novo livre directo, com Figo a cruzar tenso para a “molhada” na área francesa; Vieira, o mais alto, a aliviar
82m – Contra-ataque rápido de Wiltord, com Ricardo Carvalho a desarmar com classe, mas, depois, a não conseguir desembaraçar-se da bola, e a ser obrigado a recorrer à falta, vendo o cartão amarelo… que o afasta do último jogo
92m – Fernando Meira tenta explorar o adiantamento de Barthez, mas a bola sai demasiado por alto
94m – Portugal pressiona, remetendo a França para a sua zona defensiva, beneficiando de dois pontapés de canto sucessivos; Ricardo, que saira da baliza, não consegue corresponder aos cruzamentos.
MUNDIAL 2006 – 1/4 FINAL – INGLATERRA – PORTUGAL

0-0 (1-3 g.p.)
Paul Robinson, Gary Neville, Ashley Cole, Steven Gerrard, Rio Ferdinand, John Terry, David Beckham (52m – Aaron Lennon; 119m – Jamie Carragher), Frank Lampard, Wayne Rooney, Joe Cole (65m – Peter Crouch) e Owen Hargreaves
Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, Petit, Maniche, Luís Figo (86m – Hélder Postiga), Tiago (74m – Hugo Viana), Cristiano Ronaldo e Pauleta (63m – Simão Sabrosa)
Uma primeira parte sofrida da equipa de Portugal, com muita dificuldade em encontrar o antídoto para o futebol directo, em profundidade, da selecção inglesa, que passou bastante tempo nas imediações da área portuguesa.
Com uma entrada forte, pressionando a todo o campo, a Inglaterra praticamente não deu espaços à selecção nacional, com o meio-campo português a não conseguir “pegar no jogo”, notando-se bastante a falta de Deco.
O primeiro aviso seria dado pelos ingleses aos 6 minutos, com a bola a sobrevoar a área portuguesa num centro de Gerrard, após livre de Beckham. Aos 9 minutos, Wayne Rooney primeiro, e Cristiano Ronaldo de imediato, testaram os guarda-redes adversários, com remates de longe.
Aos 13 minutos, Tiago não consegue dar o melhor seguimento a um livre apontado por Figo, deixando escapar a bola… e, dois minutos depois era Maniche a rematar forte, apanhando um jogador inglês no trajecto da bola.
Depois de um primeiro quarto de hora de grande pressão, o jogo pareceu acalmar, mas, nos últimos minutos da primeira parte voltaram a surgir algumas das jogadas mais perigosas, com Portugal a dispor da única oportunidade da partida iam decorridos 41 minutos, num cabeceamento de Tiago, e com Paul Robinson a largar a bola para a sua frente, não aparecendo ninguém para o desvio final.
No penúltimo minuto do primeiro tempo, Petit cometeria uma falta grosseira sobre Joe Cole, vendo o cartão amarelo, que não só o afasta das 1/2 Finais, como poderia ser um risco acrescido para a segunda parte. Na transformação do livre, Beckham remataria contra a barreira.
Não obstante as oportunidades escassas, foi uma primeira parte interessante, numa partida “intensa”, esperando-se, ainda assim, que Portugal pudesse subir de rendimento na segunda metade do encontro e explanar o seu futebol.
Beneficiando também da expulsão de Wayne Rooney, Portugal melhoraria o seu desempenho, assumindo o controlo do jogo (53 % / 47 % em termos de posse de bola no termo dos 90 minutos), embora sempre sem correr grandes riscos.
Ainda assim, a Inglaterra ameaçaria a baliza portuguesa, por intermédio de Lampard, na sequência de um canto, cerca dos 53 minutos (remate bastante por cima)… e, seis minutos depois, por Joe Cole, a rematar novamente por alto, numa oportunidade soberana para marcar (jogada de maior perigo de todo o jogo, até ao momento, na sequência de uma iniciativa de Lennon).
Não obstante, as oportunidades continuaram a ser poucas (no caso de Portugal, essencialmente em remates de meia distância, por Maniche (nomeadamente aos 68 e 78 minutos, com Robinson a defender para o lado), e, na jogada de maior perigo, por Hugo Viana, aos 81 minutos), num jogo de grande equilíbrio, em que se destacam as subidas de Miguel no terreno e as dificuldades provocadas por Aaron Lennon à defesa portuguesa, bem mais efectivo que Beckham.
Aos 82 minutos, Ricardo defende com dificuldade um potente remate de Lampard (na marcação de um livre directo); na recarga, Lennon fazia um “passe” ao guarda-redes português, em mais um momento de grande perigo para a nossa baliza.
Praticamente no último minuto, e após 15 minutos de maior pressão portuguesa, eram os ingleses a ameaçar com as jogadas mais perigosas, desperdiçando uma clara oportunidade de golo por John Terry.
Seguiu-se mais um prolongamento…
Com Portugal a registar uma atitude positiva, muito esforçada, com os jogadores a lutar até à exaustão na busca do golo (tentativas de Simão Sabrosa, aos 102 minutos; de Cristiano Ronaldo, aos 112 minutos; e de Petit, aos 114 minutos)… que Maniche teve nos pés no último remate da partida, por cima da baliza…
Pelo lado da Inglaterra, destaque para a “falta de habilidade” de Peter Crouch, nomeadamente aos 99 minutos, não conseguindo cabecear de forma apropriada (deixando-se mesmo antecipar pela defesa portuguesa).
Repetia-se o desempate por via de pontapés da marca de grande penalidade, tal como no EURO 2004…

Foto – Associated Press
Com o “HERÓI” Ricardo (ainda a tocar na bola, no remate de Hargreaves), a defender 3!!!
40 anos depois, PORTUGAL está de novo nas 1/2 Finais do Campeonato do Mundo!
Grandes penalidades
0-1 – Simão Sabrosa
Frank Lampard permite a defesa a Ricardo
Hugo Viana remata ao poste
1-1 – Owen Hargreaves
Petit remata ao lado
Steven Gerrard permite a defesa a Ricardo
1-2 – Hélder Postiga
Jamie Carragher permite a defesa de Ricardo
1-3 – Cristiano Ronaldo beija a bola e coloca Portugal nas 1/2 Finais!!!
Melhor jogador – Owen Hargreaves (Inglaterra)
Amarelos – John Terry (30m) e Owen Hargreaves (107m); Petit (44m) e Ricardo Carvalho (111m)
Vermelho – Wayne Rooney (62m)
Árbitro – Horacio Elizondo (Argentina)
Gelsenkirchen (16h00)
MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – PORTUGAL – HOLANDA

1-0
Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, Costinha, Maniche, Luís Figo (82m – Tiago), Deco, Cristiano Ronaldo (33m – Simão Sabrosa) e Pauleta (46m – Petit)
Edwin van der Sar, Khalid Boulahrouz, Joris Mathijsen (56m – Rafael van der Vaart), Giovanni van Bronckhorst, Dirk Kuyt, Phillip Cocu (85m – Jan Hesselink) , Arjen Robben, Andre Ooijer, Robin van Persie, Mark van Bommel (67m – John Heitinga) e Wesley Sneijder
Logo desde o primeiro minuto, a Holanda a trocar a bola no seu meio campo defensivo, parecendo querer adormecer a equipa portuguesa… mas, quando subiu no terreno, a jogada foi finalizada com um perigoso remate de Van Bommel, ligeiramente ao lado da baliza de Ricardo.
Aos 3 minutos, a Holanda chegava novamente ao meio-campo português, com Arjen Robben a rematar bastante ao lado.
Ao quinto minuto, van Bronckhorst marcou um livre, rasteiro, com a bola a ir “à figura” de Ricardo, sem dificuldade para deter a bola.
Nos minutos seguintes, Portugal procurou “pegar no jogo”, mas sem conseguir suplantar a barreira defensiva holandesa, e, nas jogadas em profundidade, com Pauleta a ser apanhado em posição irregular por duas vezes (aos 8 e 12 minutos) – situação que repetiria aos 40 minutos.
Aos 14 minutos, a Holanda voltou a chegar à zona defensiva portuguesa, com Van Persie a rematar novamente ao lado.
Aos 16 minutos, Robben, escapando-se pelo lado esquerdo, leva uma vez mais o perigo à área portuguesa, conseguindo mesmo fazer dois ou três dribles, até perder a bola.
O primeiro canto da partida, a favor de Portugal, surgiu aos 18 minutos. Marcou Deco, com cabeceamento defeituoso de Fernando Meira, a sair paralelo à baliza.
O jogo assumia contornos muito tácticos, com a Holanda “à espera” de Portugal, até que, aos 23 minutos, numa bela jogada de envolvência, iniciada em Cristiano Ronaldo, solicitando a corrida de Deco pelo flanco direito, que cruzou para Pauleta, com um ligeiro toque, surgindo Maniche, entrando de trás, e depois de, com muita classe, desviar um adversário do caminho, a disparar para um excelente golo, dando vantagem a Portugal, repetindo o feito do EURO 2004.

Foto – Associated Press
No minuto seguinte, um canto a favor da Holanda, acabou… com um “balão” para o ar, sem nexo.
Para, logo de seguida, aos 26 minutos, Maniche tentar reeditar o melhor golo do EURO 2004… desta vez, com a bola a sair ligeiramente por cima da baliza.
Aos 29 minutos, mais um canto para a Holanda, igualmente sem consequências.
Entre os 7 e os 15 minutos, Portugal jogara com Cristiano Ronaldo a “meio-gás” (sendo assistido por duas vezes, com o jogo a decorrer), na sequência de uma entrada faltosa do lateral direito holandês, Boulahrouz, que lhe valeu ser admoestado com o cartão amarelo. O português foi procurando resistir, mas, aos 33 minutos, viu-se forçado a solicitar a substituição, por Simão Sabrosa.
Aos 36 minutos, um corte que saiu mal a Ricardo Carvalho, originou novo canto para a Holanda. Fernando Meira disse presente, afastando a bola da zona de perigo.
No minuto seguinte, Van Persie, desta vez do lado direito, imitou a jogada de Robben aos 16 minutos, driblando na área portuguesa (à espera da falta…), acabando por rematar, com muito perigo, ligeiramente ao lado.
Aos 39 minutos, Costinha, procurando jogar a bola, atinge o pé do adversário; o árbitro não viu a falta… que poderia ter significado a expulsão do médio português.
Ao minuto 42, o árbitro assinala posição de “fora-de-jogo” a Robben, precisamente antes de ser atingido por um “pé alto” de Nuno Valente (que, caso o jogo não tivesse sido interrompido, originaria uma grande penalidade… e, provavelmente, a expulsão do português).
Aos 44 minutos, a Holanda beneficia de um livre perigoso, mas Sneijder a rematar bastante ao lado.
Na jogada imediata, Pauleta tem o golo nos pés, a centro de Simão, rodou na pequena área, preparava-se para “fuzilar” van der Sar, que desviou.
E, precipitada e desafortunadamente, na continuação do lance, já com o jogo a meio-campo, Costinha interceptou a bola com a mão… e foi expulso.
Tal obrigaria a (mais) uma substituição forçada, com Petit a ocupar o lugar de Costinha, sendo Pauleta o “sacrificado”. Portugal passava a jogar com Simão Sabrosa como elemento mais avançado.
No reinício, logo na primeira jogada, Kuyt ameaçou Ricardo, que pareceu desconcentrado, defendendo com bastante dificuldade.
Aos 49 minutos, numa jogada de muita atrapalhação na defensiva portuguesa, a bola embateu com estrondo na barra da baliza, na mais flagrante oportunidade de golo da Holanda.
No minuto imediato, primeiro foi Miguel a fazer todo o corredor direito, entrando na área e rematando para as mãos de Van der Sar… para, logo de seguida, na resposta, Van Bommel rematar com perigo, com a bola a bater no chão à frente de Ricardo, obrigado a uma difícil defesa.
A Holanda entrava de rompante, assustando bastante a equipa portuguesa. Que, passados os primeiros 5 minutos, conseguiu começar a repelir as investidas holandesas, com Figo a rematar com perigo à baliza holandesa, aos 53 minutos… para, 4 minutos volvidos, ser Maniche a tentar de novo a sua sorte, ameaçando uma vez mais Van der Sar.
Aos 58 minutos, a Holanda voltava a carregar, com uma grande defesa de Ricardo. Dois minutos depois, Simão, na transformação de um livre directo, quase chegava ao 2-0… Na jogada seguinte, Deco procurava isolar-se, mas, muito pressionado, não conseguiu dominar a bola.
Na sequência de um quarto de hora “electrizante” – com a Holanda a atacar em força, e Portugal a conseguir alguns contra-ataques perigosos -, de forma inteligente, Figo conseguia forçar Boulahrouz a fazer falta, vendo o segundo amarelo, sendo portanto expulso, e repondo a igualdade de elementos em campo (10 para cada lado).
O jogo entraria depois numa fase de enorme nervosismo e muitas picardias, com o árbitro a ver-se obrigado a mostrar vários cartões (um total de 9 cartões em pouco mais de um quarto de hora!); as interrupções de jogo, desconcentrando os holandeses e quebrando o ritmo de jogo, convinham a Portugal.
Retomado o jogo, aos 75 minutos, a Holanda voltava a ameaçar, com um desvio de cabeça ao lado.
E, poucos minutos de seguida, Deco (por reter a bola, na sequência de uma falta que cometera) via o segundo amarelo e Portugal ficava reduzido a 9 jogadores, novamente em inferioridade numérica.
Aos 80 minutos, o árbitro não sanciona uma situação de fora-de-jogo de Kuyt, com Ricardo a sair da baliza para evitar o golo e a lesionar-se no choque com o avançado holandês.
A Holanda, embora em vantagem numérica, denotava começar a entrar em “desespero” à medida que os minutos se escoavam.
Aos 88 minutos, uma descida rápida de Miguel, que podia rematar à baliza, acaba num passe para Simão, em posição de fora-de-jogo. E, de imediato, a Holanda a atacar e a obrigar Ricardo a aplicar-se para defender. Para, no minuto seguinte, surgir um cruzamento a percorrer toda a área portuguesa, não aparecendo ninguém a desviar (Kuyt ficou a milímetros!); era a segunda grande oportunidade desperdiçada pelos holandeses.
Aos 92 e 93 minutos, Ricardo com duas intervenções defeituosas, embora na segunda tenha sido sancionada falta do atacante holandês.
Aos 94 minutos, a Holanda via-se também reduzida a nove jogadores, pela expulsão de Van Bronckhorst.
Com 95 minutos, Tiago, com o caminho completamente aberto para a baliza holandesa, desperdiça, de forma absolutamente incrível, a oportunidade de “acabar” o jogo, rematando para fora.
97 minutos – Portugal está nos 1/4 Final!
Depois de uma primeira parte “morna”, com as equipas a respeitarem-se mutuamente e, a Holanda – contrariamente ao que é sua tradição – a jogar na expectativa, viria, na sequência das expulsões, uma segunda parte absolutamente electrizante, de enorme intensidade nervosa e emocional, com Portugal a merecer uma justa vitória, em mais uma memorável exibição, pela solidariedade demonstrada, pela forma inteligente com que soube lidar com as desesperadas tentativas da Holanda de chegar ao golo, para o que, afinal, acabou por não beneficiar de muitas oportunidades.
Portugal poderia aliás ter ampliado a vantagem, por mais duas ou três vezes, evitando o sofrimento até ao minuto 97.
Maniche, o herói da partida, tal como há dois anos, marcando o golo do apuramento, seria eleito o melhor jogador em campo.
Em relação ao árbitro, desde início que demonstrara que não iria ser condescendente, punindo praticamente todas as jogadas faltosas com cartões amarelos, o que se viria a revelar uma abordagem inapropriada. No período mais complicado do jogo, entre os 60 e os 80 minutos, com os cartões a serem exibidos praticamente de minuto a minuto, perderia o discernimento e, inclusivamente, o controlo do jogo, sem capacidade de reacção às atitudes anti-desportivas dos jogadores holandeses. Com 16 cartões, Valentin Ivanov fica ligado ao encontro com mais cartões de sempre em Fases Finais de Campeonatos do Mundo (e o único da história com 4 cartões vermelhos!), sendo inevitavelmente associado ao facto de ter, de alguma forma, “estragado” a partida.
Apesar de, da “batalha de Nuremberga”, ter acabado por prevalecer uma imagem forte, a de Deco e Van Bronckhorst (colegas no Barcelona), ambos expulsos, conversando amigavelmente, no último minuto da partida.
Repete-se – no próximo Sábado – o ansiado jogo dos 1/4 Final contra a Inglaterra, para o qual a equipa portuguesa terá de delinear a estratégia adequada para superar as ausências de Deco e Costinha.
1-0 – Maniche – 23m
Melhor jogador – Maniche (Portugal)
Amarelos – Maniche (20m), Costinha (31m), Petit (50m), Luís Figo (60m), Deco (73m), Ricardo (76m), Nuno Valente (76m); Mark van Bommel (2m), Khalid Boulahrouz (7m), Giovanni van Bronckhorst (59m), Wesley Sneijder (73m), Rafael van der Vaart (74m)
Vermelhos – Costinha (45m) e Deco (78m); Khalid Boulahrouz (63m) e Giovanni van Bronckhorst (90m)
Árbitro – Valentin Ivanov (Rússia)
Nuremberg (20h00)
MUNDIAL 2006 – GRUPO D – 3ª JORNADA

2-1
Ricardo, Miguel (61m – Paulo Ferreira), Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Marco Caneira, Petit, Maniche, Figo (80m – Luís Boa Morte), Tiago, Simão Sabrosa e Hélder Postiga (69m – Nuno Gomes)
Oswaldo Sanchez, Carlos Salcido, Rafael Marquez, Ricardo Osorio, Pavel Pardo, Gonzalo Piñeda (69m – Jose Antonio Castro), Mario Mendez (80m – Guillermo Franco), Jose Fonseca, Omar Bravo, Francisco Rodriguez (46m – Zinha) e Luis Perez
A selecção de Portugal iniciou a partida apenas com as alterações “ditadas” pelos cartões amarelos, com as “meias-surpresas” de ser Marco Caneira a substituir Nuno Valente, enquanto Hélder Postiga ocupou o lugar habitual de Pauleta. Petit, Tiago e Simão Sabrosa voltaram a jogar, substituindo os “titulares” Costinha, Deco e Cristiano Ronaldo.
O México parecia entrar determinado, “em força”, quando, logo aos 6 minutos, praticamente na primeira jogada de ataque, Portugal chegou ao golo, por intermédio de Maniche, a cruzamento de Simão Sabrosa.

Foto – Associated Press
Os mexicanos continuaram na busca do golo… mas seria a equipa portuguesa a conseguir marcar novamente, por Simão Sabrosa, na conversão de uma grande penalidade.
E, quando a equipa mexicana parecia começar a acusar um certo “desnorte”, marcaria o seu golo.
A partir daí, Portugal perdeu a concentração e o México foi mais perigoso.
Num jogo com duas partes distintas, com Portugal a jogar “q.b.” na segunda metade, o México beneficiaria de uma grande penalidade (que Omar Bravo falhou); o mesmo Bravo desperdiçaria outra oportunidade… e, em paralelo, a equipa mexicana via-se reduzida a 10 unidades, assistindo-se então a uma fase de alguma desconcentração da selecção portuguesa.
Com o empate do Irão frente a Angola, entrou-se numa toada de expectativa, com ambas as equipas à espera do fim do jogo. Portugal garantia a vitória, num jogo em que o México talvez merecesse o empate.
Portugal viu o árbitro perdoar a expulsão a Miguel (no lance que originou a grande penalidade), mas Luís Boa Morte e Nuno Gomes (sem grandes prestações, à semelhança de Hélder Postiga) seriam penalizados com o cartão amarelo (tal como Maniche).
Sem fazer jogos brilhantes, Portugal vence o grupo, fazendo o “pleno”, com 3 vitórias, defrontando nos 1/8 Final o 2º classificado do Grupo C, a apurar hoje à noite. O México terá de defrontar o vencedor desse Grupo.
O Campeonato do Mundo “começa” agora…
1-0 – Maniche – 6m
2-0 – Simão Sabrosa – 24m (g.p.)
2-1 – Jose Fonseca – 29m
Melhor jogador – Jose Fonseca (México)
Amarelos – Miguel (26m), Maniche (69m), Luís Boa Morte (88m) e Nuno Gomes (90m); Francisco Rodriguez (22m), Luis Perez (27m), Rafael Marquez (65m) e Zinha (87m)
Vermelho – Luis Perez (61m)
Árbitro – Lubos Michel (Eslováquia)
Gelsenkirchen (15h00)

1-1
Ebrahim Mirzapour, Mehdi Mahdavikia, Sohrab Bakhtiarizadeh, Rahman Rezaei, Ferydoon Zandi, Vahid Hashemian (39m – Rasoul Khatibi), Ali Daei, Hossein Kaabi (67m – Arash Borhani), Andranik Teymourian, Mohammad Nosrati (13m – Masoud Shojaei) e Mehrzad Madanchi
João Ricardo, Jamba, Kali, Miloy, Figueiredo (73m – Rui Marques), Akwá (51m – Flávio), Mateus (23m – Love), Mendonça, Zé Kalanga, Loco e Delgado
Angola chegou a fazer a festa de marcar e de estar numa posição de vitória na partida, mas a possibilidade do apuramento pareceu sempre uma “miragem” distante, que terminou quando o Irão empatou.
Fica ainda assim um balanço positivo, na estreia, com 2 empates e o 3º lugar no Grupo.
0-1- Flávio – 60m
1-1 – Sohrab Bakhtiarizadeh – 75m
Melhor jogador – Zé Kalanga (Angola)
Amarelos – Mehrzad Madanchi (37m), Andranik Teymourian (55m) e Ferydoon Zandi (90m); Loco (22m), Mendonça (45m) e Zé Kalanga (67m)
Árbitro – Mark Shield (Austrália)
Leipzig (15h00)



