Posts tagged ‘Selecção’

Suécia – Portugal (Mundial 2010 – Qualif.)

A equipa portuguesa salvaguardou hoje a sua posição na disputa do acesso à Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol de 2010, empatando a zero na Suécia.

No regresso de Cristiano Ronaldo à selecção, depois da lesão que o afastou dos relvados desde o Europeu, mas privada de Deco, Maniche e Ricardo Carvalho, o conjunto português adoptou uma atitude paciente, evitando correr demasiados riscos, o que não obstou à criação de algumas oportunidades de golo, assim como a um par de situações em que foram reclamadas grandes penalidades na área da Suécia, que o árbitro não sancionou.

Numa partida em que as equipas – duas das principais candidatas ao apuramento, rivalizando com a Dinamarca – denotaram algum respeito mútuo, o empate pareceu ser, desde cedo, o resultado inevitável.

Suécia – Andreas Isaksson, Mikael Nilsson, Daniel Majstorovic, Petter Hansson, Behrang Safari, Daniel Andersson, Sebastan Larsson, Samuel Holmen, Kim Kallstrom, Zlatan Ibrahimovic e Johan Elmander

Portugal – Quim, Bosingwa, Bruno Alves, Pepe, Fernando Meira, Paulo Ferreira, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Nani (86m – Danny) e Hugo Almeida (64m – Quaresma)

Cartões amarelos – Zlatan Ibrahimovic (34m); Quaresma (80m)

Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)


GRUPO 1             Jg   V   E   D     G    Pt
1º Dinamarca         3   2   1   -   6 - 2   7
2º Suécia            3   1   2   -   2 - 1   5
3º Portugal          3   1   1   1   6 - 3   4
4º Hungria           3   1   1   1   3 - 2   4
5º Albânia           3   1   1   1   3 - 2   4
6º Malta             3   -   -   3   0 -10   -

3ª jornada

 

11.10.08 – Hungria – Albânia – 2-0
11.10.08 – Dinamarca – Malta – 3-0
11.10.08 – Suécia – Portugal – 0-0

(mais…)

11 Outubro, 2008 at 8:52 pm Deixe um comentário

Portugal – Dinamarca (Mundial 2010 – Qualif.)

Inexplicável e incompreensível!

Ou como “deitar 3 pontos pela janela”, com a agravante de reverterem em favor de um adversário directo na luta pelo apuramento para o Mundial.

Com uma boa exibição, particularmente numa primeira parte disputada a ritmo intenso (depois das ameaças da Dinamarca logo nos minutos iniciais), a equipa portuguesa desperdiçaria, ao longo de todo o encontro, diversas oportunidades “escandalosas” de golo (pelo menos 3 ou 4, por Simão, Nani, Danny e Nuno Gomes!).

Pior ainda quando, à desinspiração dos avançados portugueses, se somou a desconcentração defensiva… e a eficácia dinamarquesa, em flagrante contraponto com a produtividade portuguesa.

Quando – depois de não ter aproveitado as referidas soberanas ocasiões para sentenciar o desfecho do encontro -, e a apenas 6 minutos do fim, a Dinamarca empatou a partida, a sensação foi de um “déjà-vu” (tal como acontecera nos jogos em casa com a Polónia e a Sérvia no apuramento para o EURO).

Contudo, e não obstante ter ainda beneficiado de uma grande penalidade praticamente no lance imediato, repondo a vantagem, essa sensação seria largamente superada: a vencer aos 90 minutos, Portugal conseguiria perder o jogo! Deco, pelo que jogou e pelo que fez jogar, não merecia esta traição.

Um encontro com muitos ensinamentos a retirar; em alta competição não é aceitável ser tão pouco eficaz na concretização… tal como não se podem facultar espaços na zona defensiva.

Para além da derrota da equipa portuguesa, nos outros jogos do Grupo, a Albânia venceu Malta por esclarecedores 3-0, tendo a Suécia vencido a Hungria por 2-1. Albânia, Dinamarca e Suécia somam agora 4 pontos, face a 3 de Portugal, 1 da Hungria, com Malta ainda a zero.

Na jornada de hoje, destaque maior para a surpreendente vitória do Luxemburgo na Suíça (2-1), para a robusta vitória da Inglaterra na Croácia (4-1 – desforrando-se da derrota que ditara o seu afastamento da Fase Final do EURO 2008), para o empate imposto pela Finlândia à Alemanha (3-3, com os três golos da Alemanha, marcados por Miroslav Klose), nova vitória da Lituânia (frente à Áustria, por 2-0), a vitória da Grécia na Letónia (2-0), a França com uma vitória sofrida perante a Sérvia (2-1), para além da goleada da Bósnia-Herzegovina à Estónia (7-0).

Grécia, Espanha, Inglaterra, Itália… e Lituânia são as únicas selecções a somar duas vitórias nesta dupla jornada inaugural.

Portugal – Quim, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Raul Meireles, Maniche, Deco, Nani (88m – João Moutinho), Simão Sabrosa (72m – Danny) e Hugo Almeida (72m – Nuno Gomes)

Dinamarca – Stephan Andersen, Christian Poulsen, Martin Laursen, Daniel Agger, Leon Andreasen (88m – Martin Bernburg), Lars Jacobsen (45m – Michael Silberbauer), Daniel Jensen, Peter Lovenkrands (71m – Jomas Borring), Jon Dahl Tomasson, Dennis Rommedahl e Nicklas Bendtner

1-0 – Nani – 42m
1-1 – Nicklas Bendtner – 84m
2-1 – Deco – 86m (g.p.)
2-2 – Christian Poulsen – 90m
2-3 – Daniel Jensen – 92m

Cartões amarelos – Nani (56m) e Danny (79m); Jon Dahl Tomasson (77m)

Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)

10 Setembro, 2008 at 11:15 pm 1 comentário

Malta – Portugal (Mundial 2010 – Qualif.)

Teve hoje início a Fase de Qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2010, cuja Fase Final será disputada na África do Sul.

No Grupo A da Zona Europeia, Portugal venceu em Malta por 4-0, com as restantes equipas do Grupo a empatarem a zero: a Suécia na Albânia, e a Dinamarca na Hungria.

Numa boa estreia, com uma exibição segura, a equipa portuguesa beneficiou de um auto-golo para se colocar em vantagem, a meio da primeira parte. No segundo tempo, o marcador seria progressiva e naturalmente ampliado, até atingir a goleada.

Nesta jornada inaugural, destaque maior para a surpreendente vitória da Lituânia (selecção treinada pelo português José Couceiro) na Roménia, por 3-0; a Alemanha obteve o triunfo mais concludente, com 6-0 no Liechtenstein; a Áustria derrotou a França por 3-1; a Itália teve bastantes dificuldades para ganhar em Chipre por 2-1; a Escócia perdeu na Macedónia por 1-0; a Bulgária empatou 2-2 no Montenegro; por fim, no regresso à competição, a recente Campeã da Europa, Espanha, venceu tangencialmente (1-0) a selecção da Bósnia-Herzegovina.

Malta – Justin Haber, Roderick Briffa, Brian Said, Luke Dimech, Shaun Bajada, Kevin Sammut, Jamie Pace, Gilbert Agius (80m – Ryan Fenech), Ivan Woods (59m – George Mallia), Michael Mifsud e Terrence Scerri (70m – Etienne Barbara)

Portugal – Quim, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho, Antunes, Raul Meireles, Carlos Martins (63m – Maniche), Deco, Nani, Simão Sabrosa (75m – João Moutinho) e Hugo Almeida (67m – Nuno Gomes)

0-1 – Said (p.b.) – 25m
0-2 – Hugo Almeida – 61m
0-3 – Simão Sabrosa – 71m
0-4 – Nani – 79m

Cartões amarelos – Nada a assinalar

Árbitro – Bernie Raymond Blom (Holanda)

6 Setembro, 2008 at 11:04 pm Deixe um comentário

EURO 2008 – 1/4 Final – Portugal-Alemanha

PortugalAlemanha2-3

Depois de uma fase inicial de maior ascendente da Alemanha, Portugal – que tivera uma entrada algo intranquilo – começava, a partir dos 15 minutos, a equilibrar o jogo… quando, numa rápida de descida de Lukas Podolski pelo flanco, que Bosingwa não conseguiu acompanhar, conseguiu cruzar para o coração da pequena área, onde Bastian Schweinsteiger surgiu de rompante, antecipando-se a Paulo Ferreira, a desviar para o golo, sem hipóteses para Ricardo.

E, apenas mais 4 minutos volvidos, outra vez Schweinsteiger, a cobrar um livre, com um lançamento para a área, surgindo desta feita Miroslav Klose, fulgurante, a antecipar-se a toda a defesa, marcando de cabeça.

Numa fase em que tudo parecia correr mal, a equipa portuguesa ver-se-ia ainda obrigada a uma substituição forçada, por inferioridade física de João Moutinho, substituído por Raul Meireles.

Com uma alteração táctica, fazendo Ronaldo aproximar-se de Nuno Gomes, e, sobretudo, com Deco a “arrumar a casa”, organizando o jogo, Portugal conseguiria reequilibrar novamente a tendência da partida.

E seria precisamente numa superlativa jogada de Deco, pleno de esforço, arrancando do meio-campo português, tirando os adversários do caminho, com a bola a chegar a Ronaldo, surgindo isolado no flanco esquerdo, tentando bater Lehmann, mas este faria bem a mancha, provocando um ressalto de bola para Nuno Gomes, que, numa boa rotação, conseguiria impulsioná-la para a baliza desguarnecida da Alemanha, não obstante o esforço desesperado de um defesa alemão para tentar evitar… o inevitável. Portugal reentrava no jogo, faltavam poucos minutos para o intervalo.

Já mesmo em cima dos 45 minutos, uma magnífica iniciativa de Ronaldo, rematando colocado, com a bola, em diagonal, a cruzar toda a área de baliza, saindo ligeiramente ao lado. Perdia-se uma ocasião soberana para empatar o jogo!

O balanço da primeira parte denotava equilíbrio entre as duas equipas, com as seguintes estatísticas: 7-6 em remates para Portugal; 3-3 em remates à baliza; 8-3 em faltas cometidas para a Alemanha; 4-1 em cantos para Portugal; 52% / 48% em termos de posse de bola, também com vantagem para Portugal. Em síntese, uma grande exibição de Deco, traída pela falta de concentração e de atenção aos detalhes, tal como prevenira Scolari.

A selecção portuguesa teria uma boa reentrada no encontro, arrancando dois cartões amarelos para os defesas laterais da Alemanha logo nos momentos iniciais. Para, nos minutos imediatos, Bosingwa conseguir ganhar dois pontapés de canto para Portugal, num deles a criar perigo, com Pepe a não conseguir dar a direcção certa à bola.

Até que, em jogada a “papel químico” do segundo golo, novo livre, com um lançamento longo para a área portuguesa, com a defesa portuguesa apática, surgindo Ballack a antecipar-se – empurrando, de forma subtil, Paulo Ferreira, afastando-o do lance -, cabeceando para o terceiro golo da Alemanha, repondo a diferença no marcador.

Portugal, vítima dos diversos erros defensivos cometidos, oferecia a vitória à Alemanha.

Daí até final, o desespero começou a apoderar-se da equipa portuguesa, jogando mais “com o coração do que com a cabeça”. Entretanto, a Alemanha recolhera ao seu meio-campo, concedendo a iniciativa a Portugal, que se defrontava com uma muralha intransponível, tendo muitas dificuldades em chegar à área alemã.

Uma das últimas imagens que fica na retina é o lance em que Deco tenta “inventar” uma jogada de perigo, picando a bola sobre a defesa… pouco antes do “canto do cisne”, com Hélder Postiga a conseguir ganhar entre os centrais alemães, aproveitando um bom cruzamento de Nani, no flanco esquerdo, reduzindo para a desvantagem mínima.

Nos 4 minutos de tempo de compensação, o sofrimento foi grande em ambas as partes… mas, não obstante a atitude esforçada dos portugueses, o resultado estava feito.

As estatísticas finais – 22-11 em remates para Portugal; 6-5 em remates à baliza; 8-3 em cantos; 57% – 43 % de tempo de posse de bola – não traduzem que a Alemanha formou um bloco mais consistente, face a uma equipa portuguesa em que prevaleceram sempre as iniciativas individuais (com destaque para o excelente trabalho de Deco), e em que as falhas cometidas se revelariam irreparáveis.

Portugal Ricardo, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Petit (73m – Hélder Postiga), João Moutinho (31m – Raul Meireles), Deco, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes (67m – Nani)

Alemanha Jens Lehmann, Arne Friedrich, Per Mertesacker, Christoph Metzelder, Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger (83m – Clemens Fritz), Simon Rolfes, Michael Ballack, Thomas Hitzlsperger (73m – Tim Borowski), Miroslav Klose (89m – Marcell Jansen) e Lukas Podolski

0-1 – Bastian Schweinsteiger – 22m
0-2 – Miroslav Klose – 26m
1-2 – Nuno Gomes – 40m
1-3 – Michael Ballack – 61m
2-3 – Hélder Postiga – 87m

“Melhor em campo” – Bastian Schweinsteiger

Amarelos – Petit (26m), Pepe (60m) e Hélder Postiga (90m); Arne Friedrich (47m) e Philipp Lahm (49m)

Árbitro – Peter Frojdfeldt (Suécia)

Estádio St. Jakob-Park – Basileia (19h45)

19 Junho, 2008 at 9:36 pm 2 comentários

EURO 2008 – Grupo A – 3ª jornada

SuiçaPortugal2-0

Num jogo em que, do habitual “onze titular”, apenas Ricardo, Pepe e Paulo Ferreira se mantiveram na equipa portuguesa – com Scolari a dar descanso a Bosingwa (único português advertido com um cartão amarelo nos dois primeiros jogos), Ricardo Carvalho, Petit, João Moutinho, Simão, Ronaldo, Deco e Nuno Gomes – a Suíça alcançou uma justa vitória sobre Portugal.

As estreias de Miguel, Bruno Alves, Miguel Veloso, Hélder Postiga, e, mais tarde, de Jorge Ribeiro (entrando a substituir Paulo Ferreira, devido ao cartão amarelo com que este fora admoestado) não foram muito bem sucedidas – também com Nani e Quaresma desinspirados -, pese embora algumas ocasiões de perigo de que a equipa portuguesa dispôs, nomeadamente com duas bolas a embater nos ferros da baliza suíça.

O primeiro golo da Suíça viria dar expressão a um período de maior domínio da equipa helvética, que levara Scolari a fazer entrar em campo – no minuto precedente – João Moutinho.

Após o golo, Portugal, de forma mais ou menos desgarrada, procuraria ainda, por uma ou duas vezes, criar jogadas ofensivas, mas seria a Suíça a resolver o jogo, na sequência de uma grande penalidade, a sancionar falta de Fernando Meira, numa fase em que os jogadores de Portugal de deixavam enredar em situações confusas que originariam diversos cartões amarelos.

A Suíça, penalizada por lesões de jogadores influentes, e infeliz em algumas outras situações de jogo, nas partidas com a R. Checa e a Turquia, despede-se desta competição com dignidade, alcançando a sua primeira vitória em 9 jogos disputados em 3 Fases Finais da prova, com Hakan Yakin a deixar a sua marca na presente edição, atingindo um registo de 3 golos marcados.

Portugal, já com a vitória no grupo garantida, perdulário na primeira hora de jogo, não revelaria a motivação necessária para encerrar esta fase sem derrotas, acabando por, na parte final do encontro, perder o controlo da partida e, um pouco, o auto-controlo. O EURO 2008 começa agora…

Suiça Pascal Züberbühler, Stephan Lichtsteiner (83m – Stéphane Grichting), Patrick Müller, Philippe Senderos, Ludovic Magnin, Valon Behrami, Gelson Fernandes, Gökhan Inler, Johan Vonlanthen (61m – Tranquillo Barnetta), Hakan Yakin (86m – Ricardo Cabanas) e Eren Derdiyok

Portugal Ricardo, Miguel, Pepe, Bruno Alves, Paulo Ferreira (41m – Jorge Ribeiro), Fernando Meira, Miguel Veloso (71m – João Moutinho), Raul Meireles, Quaresma, Nani e Hélder Postiga (73m – Hugo Almeida)

1-0 – Hakan Yakin – 71m
2-0 – Hakan Yakin – 83m (grande penalidade)

“Melhor em campo” – Hakan Yakin

Amarelos – Hakan Yakin (27m), Johan Vonlanthen (37m), Tranquillo Barnetta (81m) e Gelson Fernandes (92m); Paulo Ferreira (30m), Jorge Ribeiro (64m), Fernando Meira (78m) e Miguel (81m)

Árbitro – Konrad Plautz (Áustria)

Estádio St. Jakob-Park – Basileia (19h45)

15 Junho, 2008 at 9:46 pm Deixe um comentário

EURO 2008 – Grupo A – 2ª jornada

PortugalR. Checa3-1

Temos equipa!

Frente a uma das melhores selecções europeias, Portugal assumiu as despesas da partida, procurando sempre construir jogo, sendo premiado, logo aos 7 minutos, com o primeiro golo: uma iniciativa de Ronaldo, entrando na área, com o esférico a sobrar para Deco, numa jogada confusa, obrigando Čech a arrojar-se aos pés do médio português, que conseguiria afastar a bola do guarda-redes… assim como, com um remate enrolado, desviá-la do defesa checo que fazia a cobertura em cima da linha de baliza.

Os checos não se desconcentraram, continuando a jogar o seu futebol bem organizado, criando perigo aos 9, 15 e 16 minutos, acabando por chegar ao empate estavam decorridos apenas 17 minutos, precisamente na sequência de uma bola parada: um canto, em que Sionko, o jogador mais atrasado na linha ofensiva checa, foi o primeiro a chegar à bola, cabeceando para o fundo da baliza portuguesa.

Até final da primeira parte, o jogo foi repartido entre os dois meios-campos, eventualmente com a equipa checa a denotar, nesta fase, uma maior consistência. Portugal construiu algumas boas jogadas de ataque: aos 23 minutos, um excelente remate cruzado de Deco, de meia distância, a sair ligeiramente acima da trave; no minuto seguinte, novo remate de Ronaldo, de fora da área, com defesa segura de Čech; com a cena a repetir-se ao minuto 42, desta feita da zona central, com o guarda-redes checo a corresponder de forma soberana.

Por seu lado, a R. Checa criou dificuldades à equipa nacional, aos 29 e 36 minutos, respectivamente por intermédio de Plasil e Baros. No reinício, logo aos 48 minutos, Sionko centrou, com a bola a cruzar toda a zona da pequena área, sem que ninguém aparecesse a desviar. E, a “papel químico”, aos 63 minutos, com Plasil a surgir novamente a cruzar, com a bola a percorrer toda a zona de pequena área portuguesa.

Entretanto, talvez na melhor fase da equipa checa, aos 63 minutos Portugal colocava-se na “mó de cima”, com um golaço: o trabalho foi de João Moutinho, no lado direito, a assistir Ronaldo, que, vindo de trás, de primeira, rematou cruzado para o poste mais distante; Čech bem se esticou, procurando aproveitar o seu 1,97m de altura… mas não conseguiria chegar à bola.

Aos 66 e 70 minutos, aproveitando alguma insegurança denotada por Ricardo, a R. Checa ainda criaria novas situações de perigo. A partir daí, a equipa portuguesa, de forma inteligente, procurou garantir o controlo da partida, fazendo acalmar a intensa pressão da equipa checa, aproveitando também as paragens decorrentes das 6 substituições efectuadas entre os 68 e os 85 minutos para quebrar o ritmo de jogo. A última oportunidade dos checos surgira entretanto aos 83 minutos, com Ricardo a redimir-se, com uma excelente estirada, salvando a cabeçada para golo de Sionko.

Até que, tal como acontecera no primeiro jogo, frente à Turquia, já com 91 minutos, aproveitando o balanceamento ofensivo do adversário, num rapidíssimo contra-ataque, Ronaldo isolou-se… podia ter marcado, mas preferiu assistir “de bandeja” para Quaresma, que só teve de empurrar para o golo.

Em síntese, mais uma muito boa exibição de Portugal, com algumas excelentes iniciativas individuais, marcando nos momentos certos, não obstante ter passado por alguns momentos de apuro, dada a categoria do adversário.

Para já, a equipa portuguesa está praticamente apurada para os 1/4 Final; só um cataclismo afastaria a selecção nacional, com 2 vitórias em 2 jogos e 4 golos de vantagem em termos de diferença de golos. Se conseguir prosseguir numa evolução em crescendo, afinando rotinas e reforçando o jogo colectivo em detrimento do individual, Portugal poderá atingir um excelente desempenho neste Europeu…

A classificação actualizada, aqui.

Portugal Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Paulo Ferreira, Petit, João Moutinho (74m – Fernando Meira), Deco, Cristiano Ronaldo, Simão (80m – Quaresma) e Nuno Gomes (79m – Hugo Almeida)

R. Checa Petr Čech, Zdeněk Grygera, Tomáš Ujfaluši, David Rozehnal, Marek Jankulovski, Tomáš Galásek (73m – Jan Koller), Marek Matějovský (68m – Stanislav Vlček), Libor Sionko, Jan Polák, Jaroslav Plašil (85m – David Jarolím) e Milan Baroš

1-0 – Deco – 8m
1-1 – Sionko – 17m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 63m
3-1 – Quaresma – 91m

“Melhor em campo” – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Bosingwa (31m); Polák (22m)

Árbitro – Kyros Vassaras (Grécia)

Stade de Genève – Genève (17h00)

11 Junho, 2008 at 6:51 pm Deixe um comentário

EURO 2008 – Grupo A – 1ª jornada

PortugalTurquia2-0

E, tenho já de começar a retractar-me, e ainda bem! A abrir, uma excelente vitória de Portugal!

Numa partida jogada a ritmo intenso, sempre a alta velocidade, Portugal assumiu desde início a condição de favorito, procurando de forma constante o golo, quase sufocando a equipa turca, de que é melhor exemplo a sucessão de quatro cantos consecutivos, por volta dos 40 minutos.

Algo ansiosa, por vezes precipitada, sem conseguir manter a calma necessária para construir jogadas estruturadas, a equipa portuguesa conseguiria, não obstante, criar várias situações de perigo, com a bola a embater por três vezes nos ferros da baliza do guarda-redes turco: primeiro, aos 37 minutos, com um fantástico remate cruzado de Cristiano Ronaldo, com Demirel a tocar ainda na bola, desviando-a para o poste esquerdo da baliza; de seguida, aos 50 minutos, já depois de Simão ter sido carregado em falta à entrada da área – com o árbitro a dar a lei da vantagem -, a bola sobrou para Nuno Gomes, que rematou ao poste; e, finalmente, o mesmo Nuno Gomes a cabecear à barra, iam decorridos 65 minutos.

Já depois de ter visto uma jogada de golo não validada pelo árbitro (aos 17 minutos), Pepe conseguiria mesmo marcar, a cerca de meia-hora do fim do encontro. Uma excelente combinação, tabelando com Nuno Gomes, isolando-se na área turca e, frente a Demirel, não obstante ser ainda “abalroado” por um defesa turco, com muita calma, a conseguir desviar a bola do alcance do guarda-redes.

Mesmo a perder, a Turquia – sempre muito passiva, como que incapaz de reagir ao turbilhão em que a equipa portuguesa a envolvera – manteve a toada de expectativa e de risco mínimo, apenas lançando esporádicos contra-ataques. Apenas aos 73 minutos, Ricardo, sempre bastante seguro, teria uma intervenção mais apertada, para, aos 81 minutos, num outro ataque perigoso, a bola sair ligeiramente ao lado da baliza portuguesa.

A finalizar o jogo – e já depois de Scolari ter dado, por via das 3 substituições efectuadas, claros sinais de que o fundamental era preservar a vitória – Portugal, na sequência de uma excelente iniciativa de Cristiano Ronaldo (um contra-ataque rapidíssimo, abrindo para João Moutinho, desmarcado no centro da área, o qual, não conseguindo visar a baliza, teria ainda tempo de assistir Raul Meireles, que, liberto à direita, empurrou para o fundo da baliza), conseguiria assim alcançar finalmente o golo da tranquilidade… que lhe conferiu uma vitória plenamente justa, a par da liderança do Grupo. Pode consultar a classificação aqui.

Portugal Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Paulo Ferreira, Petit, João Moutinho, Deco (92m – Fernando Meira), Cristiano Ronaldo, Simão (82m – Raul Meireles) e Nuno Gomes (68m – Nani)

Turquia Volkan Demirel, Hamit Altıntop (75m – Semih Şentürk), Servet Çetin, Hakan Balta, Gökhan Zan (55m – Emre Aşık), Kazım Kazım, Emre Belözoglu, Mehmet Aurélio, Mevlüt Erdinç (45m – Sabri Sarıoğlu), Tuncay Sanlı e Nihat Kahveci

1-0 – Pepe – 61m
2-0 – Raul Meireles – 93m

“Melhor em campo” – Pepe

Amarelos – Kazım Kazım (4m), Gökhan Zan (51m), Sabri Sarıoğlu (72m)

Árbitro – Herbert Fandel (Alemanha)

Stade de Genève – Genève (19h45)

7 Junho, 2008 at 9:38 pm 1 comentário

EURO 2008 – Listas de convocados

Expirado o prazo determinado pela UEFA, são já conhecidas as listas de convocados de cada selecção participante no Campeonato da Europa de Futebol, que pode consultar aqui:

Grupo A
Grupo B
Grupo C
Grupo D

Entretanto, a selecção nacional dispõe também de um blogue: “Tudo por todos“… tendo também associada uma conta de twitter.

P. S. Vale também a pena acompanhar o dia a dia da comitiva portuguesa no EURO, em versão fotográfica, por Luís Vieira, jornalista do Record.

29 Maio, 2008 at 8:09 am Deixe um comentário

Convocados para o EURO 2008

Guarda-redes – Quim (Benfica), Ricardo (Betis) e Rui Patrício (Sporting)

Defesas – Bosingwa (FC Porto), Miguel (Valencia), Ricardo Carvalho (Chelsea), Bruno Alves (FC Porto), Pepe (Real Madrid), Fernando Meira (Estugarda), Jorge Ribeiro (Boavista) e Paulo Ferreira (Chelsea)

Médios – Petit (Benfica), Raúl Meireles (FC Porto), Miguel Veloso (Sporting), João Moutinho (Sporting), Deco (Barcelona), Nani (Manchester United), Quaresma (FC Porto), Simão Sabrosa (Atlético Madrid) e Cristiano Ronaldo (Manchester United)

Avançados – Nuno Gomes (Benfica), Hélder Postiga (Panathinaikos) e Hugo Almeida (Werder Bremen)

Numa substancial renovação em relação ao Mundial 2006, entram na convocatória 11 jogadores: Rui Patrício, Bosingwa, Bruno Alves, Pepe, Jorge Ribeiro, Raúl Meireles, Miguel Veloso, João Moutinho, Nani, Quaresma e Hugo Almeida. Ao invés, deixam de integrar o grupo de seleccionados, Bruno Vale (que seria entretanto substituído, devido a lesão, por Paulo Santos), Ricardo Costa, Nuno Valente, Marco Caneira, Costinha, Tiago, Maniche, Hugo Viana, Figo, Luís Boa Morte e Pauleta.

Na convocatória hoje anunciada, o FC Porto conta com 4 jogadores (incluindo Bosingwa, cuja transferência para o Chelsea foi entretanto já divulgada), seguindo-se o Benfica e Sporting com 3; e Chelsea e Manchester United com 2 cada.

12 Maio, 2008 at 8:05 pm 1 comentário

Portugal – Grécia

Portugal Grécia

Depois de uma derrota num jogo sem brilho perante a selecção Campeã do Mundo (Itália), a equipa portuguesa defrontou hoje, em Dusseldorf, na Alemanha, a Grécia, Campeã da Europa em título, repetindo a partida da Final do EURO 2004.

Um golo do antigo jogador do Benfica, Karagounis, na conversão de um livre directo, deu vantagem à selecção grega, ainda na primeira parte, por volta da meia-hora.

E, uma vez mais, a equipa de Portugal mostrou-se impotente para inverter o rumo do encontro, permitindo mesmo – novamente a Karagounis, e também de livre – o dilatar do marcador, cerca da hora de jogo.

Parecendo nada aprender, a cada jogo com a Grécia – não obstante perfilar-se sempre como favorito -, Portugal repete os mesmos erros, denotando paralelamente uma incapacidade para se impor, ou sequer, para criar (e ainda menos concretizar) claras oportunidades de golo em quantidade satisfatória. O golo de Nuno Gomes, aos 75 minutos, numa (rara) boa combinação, mais não representa que o ponto de honra de uma equipa vencida… e convencida.

Derrotados consecutivamente por três vezes (na abertura e na Final do Euro, tal como na fracassada desforra de hoje), pouca moral terão os portugueses para continuar a reivindicar uma putativa superioridade face aos gregos… e nem sequer as ausências de Cristiano Ronaldo, Deco e Nani poderão servir como atenuante para mais uma pobre exibição.

26 Março, 2008 at 9:21 pm Deixe um comentário

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