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Europeu sub-21 – 1/2 Finais – Portugal – Alemanha – 5-0

Portugal tira a Alemanha do Euro. E o árbitro era grego…
Portugal humiliate Germany to reach European Under-21 Championship final
Portugal reached their first European Under-21 Championship final for 21 years with a victory in Olomouc that was as thrilling as it was emphatic, in doing so inflicting the mannschaft’s worst ever competitive defeat at this level.
Arménia – Portugal (Europeu 2016 – Qualif.)
Arménia – Roman Berezovski, Hrayr Mkoyan, Robert Arzumanyan, Gael Andonyan, Levon Hayrapetyan, Karlen Mkrtchyan (29m – Rumyan Hovsepyan), Kamo Hovhannisyan (61m – Aras Ozbiliz), Henrikh Mkhitaryan, Marcos Pizzelli, Gevorg Ghazaryan e Artur Sarkisov (72m – Ruslan Korian)
Portugal – Rui Patrício, Vieirinha, Ricardo Carvalho (78m – José Fonte), Bruno Alves, Eliseu, Tiago, João Moutinho, Fábio Coentrão (72m – Adrien Silva), Danny (63m – William Carvalho), Nani e Ronaldo
1-0 – Marcos Pizzelli – 14m
1-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 29m
1-2 – Cristiano Ronaldo – 55m
1-3 – Cristiano Ronaldo – 58m
2-3 – Hrayr Mkoyan – 72m
Cartões amarelos – Rumyan Hovsepyan (85m); Tiago (33m) e Rui Patrício (90m)
Cartão vermelho – Tiago (62m)
Árbitro – Serge Gumienny (Bélgica)
Num desafio que se antevia difícil – até em função do histórico, não tendo Portugal conseguido vencer nos dois encontros disputados na Arménia – e de possível cariz determinante para a qualificação, a selecção portuguesa estava bem consciente da importância da vitória.
Porém, entrando em campo com um esquema táctico que visava libertar Cristiano Ronaldo para um papel de “ponta-de-lança”, a equipa nacional não conseguiu, logo desde nos minutos iniciais, encontrar o antídoto para obstar à superioridade revelada pela formação da casa na área nevrálgica do terreno, de tal maneira que, quando o primeiro golo chegou, aos 14 minutos, já a defesa portuguesa tinha passado por alguns calafrios.
E, no imediato, os portugueses não conseguiram inverter o cariz do jogo, acabando por beneficiar de um lance esporádico, do qual resultaria uma grande penalidade, para restabelecer a igualdade, o que possibilitaria o readquirir da confiança. Até final do primeiro tempo, não haveria grandes ocasiões de golo.
A selecção de Portugal teria então, no primeiro quarto de hora do segundo tempo, um inspirado, concentrado e determinado Cristiano Ronaldo, acreditando e porfiando sempre, o que lhe valeria a obtenção de mais dois golos, repetindo assim o “hat-trick” do jogo na Suécia, de apuramento para o Mundial 2014, oferecendo à equipa portuguesa uma confortável vantagem de 3-1.
Todavia, pouco depois, Tiago veria o segundo cartão amarelo, ficando a equipa lusa reduzida a dez elementos, o que permitiria à Arménia voltar a acreditar, ainda mais quando recolocou o marcador num tangencial 2-3.
Até final, a equipa portuguesa, mais uma vez bastante pragmática, privilegiando o resultado em detrimento da exibição, conseguiria suster as investidas adversárias, também em função das adaptações tácticas que tinha entretanto operado.
Com uma campanha nada exuberante, longe de deslumbrar, Portugal, somando o quarto triunfo consecutivo, é – caso se confirme a sanção à Sérvia – a primeira selecção a garantir, no mínimo, a presença no “play-off” (no que foi entretanto já também acompanhado pela Eslováquia), tendo o apuramento bastante bem encaminhado.
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Portugal 5 4 - 1 7 - 4 12 2º Dinamarca 5 3 1 1 8 - 4 10 3º Albânia 4 2 1 1 4 - 5 7 4º Sérvia 5 1 1 3 6 - 8 1* 5º Arménia 5 - 1 4 5 - 9 1
* Sérvia penalizada em 3 pontos pela UEFA, devido aos acontecimentos do jogo com a Albânia
6ª jornada
13.06.15 – Arménia – Portugal – 2-3
13.06.15 – Dinamarca – Sérvia – 2-0
«UEFA shows this FIFA the red card»
The UEFA Executive Committee met today in Warsaw and issued the following statement:
Today’s events are a disaster for FIFA and tarnish the image of football as a whole.
UEFA is deeply shocked and saddened by them.
These events show, once again, that corruption is deeply rooted in FIFA’s culture.
There is a need for the whole of FIFA to be “rebooted” and for a real reform to be carried out.
The upcoming FIFA Congress risks to turn into a farce and therefore the European associations will have to consider carefully if they should even attend this Congress and caution a system, which, if it is not stopped, will ultimately kill football.
The UEFA member associations are meeting tomorrow ahead of the FIFA Congress. At that point, the European associations will decide on what further steps need to be taken to protect the game of football.
In the meantime, the members of the UEFA Executive Committee are convinced that there is a strong need for a change to the leadership of this FIFA and strongly believe that the FIFA Congress should be postponed, with new FIFA presidential elections to be organised within the next six months.
Portugal – Sérvia (Europeu 2016 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, Bosingwa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho (17m – José Fonte), Eliseu, Tiago, João Moutinho, Fábio Coentrão (78m – Ricardo Quaresma), Nani, Cristiano Ronaldo e Danny (86m – William Carvalho)
Sérvia – Vladimir Stojković, Dušan Basta, Branislav Ivanović, Matija Nastasić, Aleksandar Kolarov, Radosav Petrović, Nemanja Matić, Lazar Marković (65m – Filip Djuričić), Adem Ljajić (85m – Petar Škuletić), Dušan Tadić (78m – Zoran Tošić) e Aleksandar Mitrović
1-0 – Ricardo Carvalho – 10m
1-1 – Nemanja Matić – 61m
2-1 – Fábio Coentrão – 63m
Cartões amarelos – Fábio Coentrão (41m) e João Moutinho (90m); Nemanja Matić (25m), Adem Ljajić (41m), Aleksandar Kolarov (47m), Zoran Tošić (82m) e Filip Djuričić (90m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
Num jogo que se afigurava poder ser de importância fulcral, no sentido de, não apenas assumir a liderança do grupo, no termo da primeira metade desta fase de qualificação, mas, sobretudo, de praticamente garantir desde já um lugar entre os três primeiros, perante um potencial adversário directo na disputa do apuramento, a selecção de Portugal assumiu, uma vez mais, uma clara aposta no resultado, em detrimento da exibição.
O seu responsável, Fernando Santos, mantendo a linha de rumo que definiu desde início, fez alinhar uma equipa muito experiente, com uma média de idades na ordem dos 30 anos, com Fábio Coentrão, de 27 anos, a ser o mais jovem dos onze portugueses que iniciaram a partida.
Curiosamente, seria mesmo o mais veterano do “onze”, Ricardo Carvalho (36 anos), a dar vantagem à equipa portuguesa, logo aos dez minutos de jogo; após se ter lesionado, acabaria por ter se ser substituído pouco depois.
Num desafio em que Cristiano Ronaldo não deu tanto nas vistas como é habitual, os principais destaques vão mesmo para as actuações de João Moutinho e, principalmente, Fábio Coentrão, esta coroada com o golo da vitória, que acabaria por surgir na melhor altura, logo após o tento da formação da Sérvia, por Matić, assim evitando que o grupo português tivesse passado por uma fase de “dúvida” sobre as suas capacidades.
No final, o resultado tangencial ajusta-se ao decorrer do jogo, com a selecção nacional a cumprir plenamente os seus objectivos pontuais, com grande eficácia, após o passo em falso da ronda inaugural, pelo que a tão propalada (e imperiosa) renovação “pode esperar” (?)…
Agora já com a tranquilidade de oito pontos de vantagem face ao 4.º classificado, no pior dos cenários, o “play-off” estará quase garantido. É importante, porém, manter os “pés assentes no chão”, sabendo que, na “segunda volta”, Portugal apenas recebe a Dinamarca, tendo de enfrentar três saídas, com grau de dificuldade distinto, mas nenhuma delas em que se possam antever facilidades, começando pela Arménia, passando pela Albânia, e culminando na Sérvia. Será ainda necessário trabalhar bastante para garantir o apuramento para a fase final do Europeu.
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Portugal 4 3 - 1 4 - 2 9 2º Dinamarca 4 2 1 1 6 - 4 7 3º Albânia 4 2 1 1 4 - 5 7 4º Sérvia 4 1 1 2 6 - 6 1* 5º Arménia 4 - 1 3 3 - 6 1
* Sérvia penalizada em 3 pontos pela UEFA, devido aos acontecimentos do jogo com a Albânia
5ª jornada
29.03.15 – Albânia – Arménia – 2-1
29.03.15 – Portugal – Sérvia – 2-1
Portugal – Arménia (Europeu 2016 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Raphaël Guerreiro, Tiago, João Moutinho, Danny (70m – Quaresma), Nani (88m – William Carvalho), Ronaldo e Hélder Postiga (56m – Éder)
Arménia – Roman Berezovski, Kamo Hovhannisyan, Varazdat Haroyan, Robert Arzumanyan, Taron Voskanyan, Levon Hayrapetyan, Karlen Mkrtchyan (84m – Marcos Pizzelli), Artur Edigaryan (77m – Artur Sarkisov), Henrikh Mkhitaryan, Gevorg Ghazaryan (62m – Edgar Manucharyan) e Yura Movsisyan
1-0 – Cristiano Ronaldo – 72m
Cartões amarelos – Ricardo Carvalho (14m), Tiago (36m), Pepe (42m), Danny (69m) e William Carvalho (90m); Artur Edigaryan (34m) e Robert Arzumanyan (90m)
Árbitro – Tasos Sidiropoulos (Grécia)
Em mais uma exibição sombria, valeu a conquista dos três pontos, sem grandes primores exibicionais, numa vitória não obstante perfeitamente justa e justificada, dada a notória e natural superioridade da selecção portuguesa.
Que, porém, não deslumbrou, denotando ainda necessidade de entrosamento, com Fernando Santos a parecer estar ainda em fase de experiências no sistema táctico e modelo de jogo da equipa, sem conseguir ainda assentar numa estrutura base, com um “plantel” envelhecido, em que a única nota relevante de renovação foi dada pelo estreante Raphaël Guerreiro – um titular de “recurso”, dadas diversas lesões de outros candidatos ao lugar de defesa esquerdo -, com uma exibição segura, sem comprometer.
De resto a equipa teve o mérito de não desistir nunca, de não se entregar, de continuar a acreditar que poderia chegar ao triunfo, o que é uma atitude sadia, e que, até agora, tem dado bons frutos, já por duas vezes, nestes jogos de qualificação para o Europeu 2016.
O mais importante: depois de uma “entrada em falso”, a equipa de Portugal continua a depender de si própria, bastando-lhe possivelmente continuar a ganhar em casa, e somar mais alguns pontos nos jogos no estrangeiro, para garantir o desejado apuramento, se possível, desta vez, evitando a necessidade de recurso ao “play-off”…
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 4 2 1 1 6 - 4 7 2º Portugal 3 2 - 1 2 - 1 6 3º Albânia 3 1 1 1 2 - 4 4 4º Sérvia 3 1 1 1 5 - 4 1* 5º Arménia 3 - 1 2 2 - 4 1
* Sérvia penalizada em 3 pontos pela UEFA, devido aos acontecimentos do jogo com a Albânia
4ª jornada
14.11.14 – Portugal – Arménia – 1-0
14.11.14 – Sérvia – Dinamarca – 1-3
Dinamarca – Portugal (Europeu 2016 – Qualif.)
Dinamarca – Kasper Schmeichel, Lars Jacobsen, Simon Kjær, Daniel Agger, Nicolai Boilesen (58m – Simon Poulsen), Pierre Højbjerg, William Kvist, Christian Eriksen (84m – Thomas Kahlenberg), Michael Krohn-Dehli, Lasse Vibe (45m – Uffe Bech) e Nicklas Bendtner
Portugal – Rui Patrício, Cédric, Pepe, Ricardo Carvalho, Eliseu, William Carvalho, Tiago (84m – Quaresma), Moutinho, Danny (77m – Éder), Ronaldo e Nani (68m – João Mário)
0-1 – Cristiano Ronaldo – 90m
Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Qualquer análise e percepção que se possa associar a um jogo de futebol é sempre, inevitavelmente, condicionada pelo seu resultado final.
Tal ficou bem patente neste desafio, repleto de particularidades de interesse, desde logo com a estreia, a nível oficial, de um novo seleccionador nacional, Fernando Santos, em substituição de Paulo Bento, traduzindo-se paralelamente na abertura de um novo ciclo, com o regresso à selecção de um conjunto de jogadores que há vários anos andavam dela afastados, casos de Tiago ou Ricardo Carvalho (e, há menos tempo, Danny), mas também, com a novidade do debute ao mais alto nível de Cédric ou João Mário, dando corpo à tão falada renovação da selecção.
Ou, por outra, mais que uma renovação, teremos tido uma golfada de “ar fresco”, bem a propósito para o recomeço que se revelava necessário, depois da “falsa partida” do jogo inaugural nesta fase de qualificação, com a fracassada recepção à Albânia.
Perante este enquadramento, ainda que a “margem de erro” estivesse longe de se esgotar – até em função do novo sistema de apuramento, e do número de países a qualificar para a fase final (23), abrindo a porta a cinco dos 3.º classificados -, era naturalmente de toda a conveniência sair da Dinamarca com um resultado positivo.
E, a verdade é que não seria necessário um grande decurso de tempo, para se aceitar que o empate poderia – no mínimo, claro está… – ser uma forma de resultado positivo. Desde logo porque a equipa portuguesa – receosa, algo desconfiada ainda de si própria, em particular a nível defensivo (depois das falhas evidenciadas no particular com a França de apenas três dias antes – demorou algum tempo a encaixar-se no sistema dinamarquês, que começou por assumir o controlo do jogo e algumas iniciativas de maior pendor ofensivo.
Depois, à medida que o grupo foi conseguindo estabilizar psicologicamente e os índices de confiança começaram a melhorar – uma palavra para a excelente exibição de Ricardo Carvalho, o veterano desta selecção, já com os seus 36 anos, mas com uma actuação praticamente sem falhas, a par da cobertura que William Carvalho e Tiago possibilitaram, no sentido de resguardar de situações de maior risco, a defesa, em particular o flanco esquerdo, a cargo de Eliseu, que com tantas dificuldades se debatera em Paris – Portugal como que “tomou conta” do jogo, passando a assumir a iniciativa, controlando e dominando, e podendo ter chegado, numa ou noutra oportunidade, ao golo.
Que, não surgindo, vinha avolumando – à medida que o desafio se aproximava do seu termo -, a tal percepção de que o empate poderia ser um resultado positivo.
E isto leva-nos de volta ao início… Quando já se pensaria talvez que a prioridade seria a de salvaguardar o nulo, Fernando Santos acabaria por ser feliz nas substituições por que optou – as quais transmitiram sinais para dentro do campo, de que, até ao último segundo, se poderia acreditar ainda em algo de mais positivo: primeiro, a entrada de um avançado, Éder, para o lugar de um Danny ainda em sub-rendimento, à procura de se reencontrar com a selecção; e, já na fase final, Quaresma a render Tiago.
Sobre o resto da história, foi o perfeito “happy ending”: virtualmente no derradeiro momento do encontro – já com 4 minutos e 50 segundos decorridos dos cinco minutos de tempo de compensação determinado pelo árbitro -, Quaresma a fazer um excelente cruzamento, Éder a atrair os defesas contrários, abrindo espaço para a entrada fulgurante de Cristiano Ronaldo, de cabeça, ainda num lance dividido com um outro defesa, a introduzir a bola na baliza da Dinamarca, garantindo a vitória e três importantíssimos pontos, que, praticamente, permitem desde já anular o efeito do malfadado jogo com a Albânia.
Um bom recomeço…
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Albânia 2 1 1 - 2 - 1 4 2º Dinamarca 3 1 1 1 3 - 3 4 3º Portugal 2 1 - 1 1 - 1 3 4º Sérvia 1 - 1 - 1 - 1 1 5º Arménia 2 - 1 1 2 - 3 1
3ª jornada
14.10.14 – Dinamarca – Portugal – 0-1
14.10.14 – Sérvia – Albânia – Jogo interrompido aos 41m (0-0)
Portugal – Albânia (Europeu 2016 – Qualif.)
Duas palavras: mau demais.
11 jogadores sem norte, sem rumo, à deriva, tão longe de formar uma equipa, mais parecia um grupo de perfeitos desconhecidos. A responsabilidade, obviamente, para o responsável técnico, Paulo Bento.
A selecção portuguesa ainda procurou começar por assumir a iniciativa do jogo, na fase inicial do encontro, mas sempre sem denotar ideias sobre a forma de construir lances que lhe pudessem proporcionar desequilíbrios e oportunidades de golo. Depois, ainda bem cedo, sem que o golo aparecesse, rapidamente foi começando a revelar-se desconexa, sem “fio de jogo”.
Com o golo albanês, logo nos minutos iniciais do segundo tempo, não houve sequer a “chama” que devia ter surgido desse espicaçar do orgulho próprio de alguns jogadores com um nome a defender no futebol.
Vai ser necessário melhorar muito se Portugal quiser ter aspirações nesta fase de qualificação.
Portugal – Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Ricardo Costa (73m – Miguel Veloso), Fábio Coentrão, William Carvalho (56m – Ricardo Horta), João Moutinho, André Gomes, Vieirinha (45m – Ivan Cavaleiro), Nani e Éder
Albânia – Etrit Berisha, Elseid Hysaj, Lorik Cana, Mërgim Mavraj, Ansi Agolli, Odise Roshi, Taulant Xhaka, Burim Kukeli (66m – Ergys Kaçe), Amir Abrashi, Ermir Lenjani (75m – Andi Lila) e Bekim Balaj (82m – Sokol Cikalleshi)
0-1 – Bekim Balaj – 52m
Cartões amarelos – Nani (69m); Roshi (4m), Amir Abrashi (21m), Taulant Xhaka (34m), Mërgim Mavraj (67m), Ergys Kaçe (69m) e Etrit Berisha (70m)
Árbitro – Ruddy Buquet (França)
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 1 1 - - 2 - 1 3 2º Albânia 1 1 - - 1 - 0 3 3º Sérvia - - - - - - - - 4º Arménia 1 - - 1 1 - 2 - 5º Portugal 1 - - 1 0 - 1 -
1ª jornada
07.09.14 – Dinamarca – Arménia – 2-1
07.09.14 – Portugal – Albânia – 0-1
Mundial 2014 – Portugal – Gana
2-1
Beto (89m – Eduardo); João Pereira (61m – Silvestre Varela), Pepe, Bruno Alves e Miguel Veloso; Nani, João Moutinho, William Carvalho e Rúben Amorim; Cristiano Ronaldo e Éder (69m – Vieirinha)
Abdul Fatawu Dauda; Harrison Afull, John Boye, Jonathan Mensah e Kwadwo Asamoah; Christian Atsu, Mohammed Rabiu (76m – Afriyie Acquah), Emmanuel Agyemang-Badu e André Ayew (81m – Wakaso Mubarak); Abdul Majeed Waris (71m – Jordan Ayew) e Asamoah Gyan
1-0 – John Boye (p.b.) – 31m
1-1 – Asamoah Gyan – 57m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 80m
Perante o conformismo que parecia ter-se instalado na selecção portuguesa, já (bastante) descrente na (remota) possibilidade de apuramento, pedia-se, em primeiro lugar, dignidade, e, preferencialmente, a vitória neste último jogo, frente ao Gana.
E foi o que sucederia, com uma exibição algo desequilibrada, com falta de consistência ao longo dos 90 minutos, mas com algumas fases positivas, principalmente na meia hora inicial… e no quarto de hora final, quando, inclusivamente, teve oportunidades que demonstraram que, afinal, teria sido possível…
Tal como acontecera na partida frente aos EUA, a equipa portuguesa podia ter inaugurado o marcador logo aos cinco minutos, quando, num cruzamento/remate de Cristiano Ronaldo – um pouco à semelhança do cruzamento para o golo de Varela -, também descaído no flanco direito, junto à linha lateral, procurando explorar o adiantamento do guardião contrário, a bola embateu perigosamente na trave, ficando a centímetros do êxito.
E, ainda mais flagrante, seria a ocasião de perito criada aos 18 minutos, num bom centro de João Pereira, com Cristiano Ronaldo a surgir completamente desmarcado, isolado na pequena área, cara-a-cara com o guardião contrário, mas a cabecear à figura.
Só que, no minuto imediato, o Gana ameaçaria também o golo, com Gyan a fugir a Pepe, a rematar com muito perigo, a obrigar Beto a uma defesa de recurso, com os pés.
Mas o golo surgiria mesmo, e para Portugal: num cruzamento de Miguel Veloso, da esquerda, o defesa contrário Boye, ao tentar interceptar a bola, tocou-a de forma defeituosa, com o joelho, impelindo-a involuntariamente para a sua própria baliza. O mesmo Boye reincidiria, a findar a primeira parte, com mais um corte imperfeito, com a bola a sair perto da baliza, com o guarda-redes fora do lance.
Ao intervalo, a ganhar por um golo, a margem era ainda demasiado curta face ao que a equipa portuguesa necessitaria, enquanto, no outro jogo, entre Alemanha e EUA, o nulo se mantinha teimosamente.
Curiosamente, no minuto seguinte ao golo da Alemanha, que colocava Portugal a três golos do objectivo, seria o Gana a marcar, restabelecendo a igualdade, a confirmar um período de abaixamento da intensidade do jogo português. Num ápice, eram os ganeses que passavam a estar em situação mais favorável, uma vez que necessitavam apenas de mais um golo para se colocarem em posição de apuramento.
E, apenas cinco minutos volvidos, aos 61, o Gana voltaria a assustar, criando muito perigo para a baliza portuguesa. Aos 72 minutos, um lance que suscitou alguma dúvida, na área ganesa, com uma carga (de ombro?) a derrubar Cristiano Ronaldo. E se fica o benefício da dúvida para o árbitro neste lance, não há dúvida que esteve mal ao não expulsar Jordan Ayew, que agrediu com uma cotovelada William Carvalho.
Paulo Bento arriscava então, enfim, tudo, colocando Varela e Vieirinha em campo, e tiraria frutos disso aos 80 minutos: na sequência de um cruzamento de Nani, da esquerda, pressionado pela proximidade de Varela, o guardião Daula, afastaria a bola com uma palmada para a frente, para o centro da área, onde Cristiano Ronaldo, sem dificuldade, empurrou para o segundo golo de Portugal, que, pelo menos, lhe proporcionava o triunfo, permitindo paralelamente ao jogador português marcar em seis fases finais consecutivas de grandes provas internacionais de selecções (Europeus de 2004, 2008 e 2012, Mundiais de 2006, 2010 e 2014), igualando o registo do seleccionador dos EUA, o alemão Klinsmann.
Faltavam dez minutos para o final… e três golos para a qualificação. Na melhor fase do jogo, em termos de intensidade e de ocasiões de perigo – não obstante se jogasse já mais com o coração do que com a cabeça – Portugal teria ainda… três oportunidades para marcar: primeiro, de novo por Cristiano Ronaldo, com uma flagrante possibilidade, na zona central, a rematar à figura de Dauda; e, já em período de compensação, ainda Cristiano Ronaldo, por mais duas vezes, a não conseguir concretizar, com um remate por cima da baliza, e, uma vez mais, com outra bola a ir à figura do guarda-redes ganês.
Portugal despedia-se do Mundial, numa campanha de menos a mais – beneficiando também de alguma subida de rendimento de Cristiano Ronaldo, a par de mais apropriadas opções tácticas, por via do refrescar da equipa, nomeadamente com a entrada de William Carvalho e Rúben Amorim para a zona nevrálgica do meio-campo -, conseguindo sair da prova com dignidade, ganhando esta última partida, acabando por igualar em pontos os EUA, sendo penalizado pelo desastre do jogo inicial.
Cartões amarelos – João Moutinho (90m); Harrison Afull (39m), Abdul Majeed Waris (55m) e Jordan Ayew (79m)
Árbitro – Nawaf Shukralla (Bahrein)
Estádio Nacional de Brasília – Brasília (17h00)
Mundial 2014 – EUA – Portugal
2-2
Tim Howard; Fabian Johnson, Geoff Cameron, Matt Besler, DaMarcus Beasley, Alejandro Bedoya (72m – DeAndre Yedlin), Kyle Beckerman, Michael Bradley, Jermaine Jones, Graham Zusi (90m – Omar Gonzalez) e Clint Dempsey (87m – Chris Wondolowski)
Beto; João Pereira, Bruno Alves, Ricardo Costa e André Almeida (45m – William Carvalho); Miguel Veloso, João Moutinho e Raul Meireles (69m – Silvestre Varela); Nani, Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (16m – Éder)
0-1 – Nani – 5m
1-1 – Jermaine Jones – 64m
2-1 – Clint Dempsey – 81m
2-2 – Silvestre Varela – 90m
Se o jogo inaugural da selecção portuguesa neste Mundial dera já claros indícios – mesmo mitigados ou, noutra perspectiva, porventura mascarados, pelas características especiais dessa partida, e a forma como a mesma se desenrolou, com diversas incidências desfavoráveis, desde o penalty muito cedo, a expulsão e as lesões, logo de seguida – de que algo não estava bem, este segundo desafio veio efectivamente confirmar, agora já sem margem para o “benefício da dúvida”, que há, aliás, muitas coisas que não estão bem.
Começando por beneficiar, logo nos minutos iniciais, de um golo feliz, fruto de uma deficiente intervenção do defesa-central estado-unidense, que, ao procurar afastar a bola, a colocou de “bandeja” nos pés de Nani, que não se fez rogado, com frieza e eficácia, dando a melhor sequência ao lance, marcando o primeiro golo português – Portugal praticamente entrou em campo a ganhar.
O “mais difícil” parecia estar feito: um golo que pudesse dar confiança e serenidade ao grupo, e que o motivasse para a necessária vitória. Eis senão quando, de forma surpreendente, a equipa nacional rapidamente perdeu o controlo do jogo, não só cedendo a iniciativa ao adversário, como, mais, vendo-se mesmo empurrada para a sua zona defensiva, perante as sucessivas investidas americanas.
Durante meia hora, não conseguindo nunca acertar as marcações, dando sempre a sensação de estar em inferioridade na zona nevrálgica do meio-campo, a selecção portuguesa esteve à mercê do adversário, que, muito rematador, ameaçava o tento do empate, que Beto, atento e concentrado, por algumas vezes teve de negar.
Curiosamente, seria depois de uma inédita paragem do jogo, determinada pelo árbitro, cerca dos 37 minutos – para que os jogadores se pudessem refrescar e recuperar do ambiente sufocante de Manaus, em plena floresta da Amazónia, hidratando-se -, que os portugueses se conseguiriam libertar também da pressão contrária, criando duas flagrantes ocasiões de golo, desperdiçando o que seria o 2-0, praticamente a findar a primeira parte, primeiro com o guardião Howard a defender um bom remate de Nani, e, de seguida, depois de um remate, também de Nani, ao poste, na recarga, de Éder (que substituíra mais um jogador lesionado, Hélder Postiga), novamente o guarda-redes contrário, com uma soberba intervenção, a desviar miraculosamente para canto – dois lances que poderiam ter ditado uma história completamente diferente para este encontro.
Ao intervalo, André Almeida, que denotara já, ao longo da primeira parte, grandes dificuldades físicas, seria também substituído. E, no segundo tempo, a toada do jogo não teria grandes alterações, sempre com os EUA em superioridade, a ameaçar o golo, que Ricardo Costa, providencialmente, em cima da linha de baliza, ainda conseguiria salvar, a remate de Bradley. Mas o tento do empate acabaria mesmo por surgir, com um potente e colocado remate de fora da área de Jermaine Jones, a desviar a bola do alcance de Beto.
Consciente de que a igualdade era um resultado comprometedor, Portugal tentaria ainda reagir, com Raul Meireles a ver um remate perigoso travado por Howard. Até que, já nos derradeiros dez minutos, os estado-unidenses chegariam à posição de vantagem, com Dempsey a aproveitar da melhor forma a lentidão de Bruno Alves, que, depois de uma tentativa de corte, caindo no terreno, demoraria a erguer-se, possibilitando assim que o marcador do golo (obtido com um encostar da barriga à bola, completamente desmarcado, à boca da baliza) estivesse em posição regular.
Culminando uma péssima actuação, denotando grandes carências, Portugal estava virtualmente eliminado. Teria ainda um lance bem ilustrativo do estado de descrença e de desnorte, com cinco (!) jogadores portugueses a serem apanhados em situação de fora de jogo, num único lance.
O segundo golo português, obtido ao minuto 95, cairia literalmente “do céu”, com Silvestre Varela a finalizar na perfeição a melhor jogada de Cristiano Ronaldo em todo o desafio, com um cruzamento longo, pelo ar, da extrema direita, para o lado contrário da área americana. Um golo que – não obstante poder vir eventualmente a comprometer o apuramento dos EUA – mais não será que um paliativo para Portugal…
No final deste jogo, impunha-se como inevitável a sensação de amadorismo que toda a presença de Portugal neste Mundial denota, a nível de organização, planeamento e preparação, desde a escolha do local de estágio (Campinas), ao timing de chegada ao Brasil (praticamente em cima do arranque da prova) e de deslocação para os locais de jogo, passando pelas sucessivas lesões (Hugo Almeida, Fábio Coentrão, Rui Patrício, Hélder Postiga, André Almeida).
Uma selecção excessivamente dependente de Cristiano Ronaldo, que, pese embora o espírito de sacrifício que revela, não estando obviamente em condições, acaba por, mesmo que involuntariamente, ser mais prejudicial que benéfico ao grupo, que – envelhecido, em fim de ciclo, com notória falta de ritmo – não consegue suprir o sub-rendimento do seu capitão, o qual, inevitavelmente, acaba por provocar desequilíbrios na ocupação do espaço, em particular no controlo da zona intermediária, e nas tarefas defensivas, tornando a equipa vulnerável às investidas adversárias.
No imediato pós-jogo, o discurso derrotista do responsável técnico pela selecção (Paulo Bento), assim, como, antes, de Nani, é claro sintoma de que (já) ninguém acredita na selecção, nem os próprios…
As hipóteses matemáticas de apuramento – necessidade de reverter uma desvantagem de cinco golos, e no pressuposto, indispensável, que não haja empate no Alemanha-EUA – mais não passam do que de uma miragem; objectivamente, não seria impossível Portugal ganhar por três ao Gana, e que a Alemanha ganhasse aos EUA por dois golos de diferença, o que bastaria para concretizar tal qualificação – sendo que, por outro lado, subsiste inclusivamente o cenário de eventual necessidade de recurso a sorteio para desempatar as equipas, por exemplo, caso Portugal vencesse por 2-0 e os EUA perdessem por 0-3! Mas, no contexto presente, tal não deixaria de ser como que um milagre…
Cartão amarelo – Jermaine Jones (75m)
Árbitro – Nestor Pitana (Argentina)
Arena Amazónia – Manaus (23h00)
Mundial 2014 – Alemanha – Portugal
4-0
Manuel Neuer; Jérôme Boateng, Benedikt Höwedes, Mats Hummels (73m – Shkodran Mustafi) e Per Mertesacker; Philipp Lahm, Sami Khedira e Toni Kroos; Thomas Müller (82m – Lukas Podolski), Mario Götze e Mesut Özil (62m – Andre Schürrle)
Rui Patrício; João Pereira, Fábio Coentrão (65m – André Almeida), Pepe e Bruno Alves; Miguel Veloso (45m – Ricardo Costa), João Moutinho e Raul Meireles; Nani, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (28m – Éder)
1-0 – Thomas Müller (pen.) – 12m
2-0 – Mats Hummels – 32m
3-0 – Thomas Müller – 45m
4-0 – Thomas Müller – 78m
Num jogo – de abertura da fase final de uma competição como o Campeonato do Mundo – em que se sofre uma tão pesada derrota, e em que a equipa se vê privada de quatro dos seus elementos para a partida seguinte (Pepe, por expulsão; Rui Patrício, Fábio Coentrão e Hugo Almeida, por lesão), é tarefa muito difícil encontrar algo de positivo, sendo a natural tendência a de colocar o enfoque nos aspectos negativos.
A verdade é que este foi um jogo atípico, em que, não obstante, como tantas vezes sucede, o marcador se começa a avolumar, atingindo foros de goleada, que poderia – caso a Alemanha não tivesse notoriamente desacelerado no segundo tempo – ter atingido números ainda mais desastrosos.
A selecção portuguesa não entrou bem no encontro, deixando que a equipa alemã assumisse, logo desde os primeiros minutos, a iniciativa do jogo; nessa fase, uma primeira investida da equipa de Portugal, aos cinco minutos, teria como desfecho um tímido remate de Hugo Almeida, à figura de Manuel Neuer, um autêntico passe ao guarda-redes.
Apenas com dez minutos de jogo, num lance na área portuguesa, João Pereira, com uma abordagem algo ingénua, tocando em Mario Götze, o qual aproveitaria para forçar a grande penalidade, que o árbitro, com um critério apertado, concedeu. Estava feito o primeiro golo, a proporcionar o reforço da confiança alemã, na mesma proporção em que aumentava a “dúvida” e intranquilidade dos portugueses.
As coisas tinham já começado a correr mal, quando, apenas com 27 minutos de jogo, Hugo Almeida se lesionou, tendo de abandonar o desafio. E, somente cinco minutos volvidos – e na sequência de um pontapé de canto, após uma providencial intercepção de João Pereira, desviando pela linha de fundo a bola rematada por Mario Götze, que levava “selo de golo” -, Mats Hummels surgiria desmarcado na área, a cabecear sem apelo para o segundo golo germânico.
O minuto 36 registaria uma das poucas oportunidades da selecção nacional, todavia desaproveitada por Éder. Para, no minuto imediato, depois de um contacto entre Pepe e Thomas Müller, o jogador alemão – ignorando o conceito de “fair-play” – fazer uma simulação de agressão, contorcendo-se no chão (atitude que lhe poderia ter valido um cartão amarelo), de que o português iria “tirar satisfações”, encostando a cabeça ao adversário, o que levou o árbitro, uma vez mais rigoroso, a exibir-lhe o cartão vermelho. Foi o momento crucial do encontro.
Se já era muito complexa a tarefa da equipa portuguesa, a partir desse momento, tornou-se absolutamente irrealista qualquer expectativa de recuperação, sendo, ao invés, de surpreender que o resultado não tivesse continuado a dilatar-se. Sem que Paulo Bento tivesse feito qualquer substituição – Raul Meireles recuaria para a posição de defesa central -, no imediato, a equipa portuguesa até conseguiu aparentar alguma serenidade (a possível nas circunstâncias), sem que os alemães a tivessem asfixiado. O terceiro golo, sofrido ao cair do pano do primeiro tempo, surgiu de mais uma desconcentração, não tendo Rui Patrício, que ainda tocou na bola, tido a felicidade de a conseguir desviar da baliza.
Saindo para o intervalo já com uma pesada desvantagem, de 0-3, poderia recear-se que a derrota viesse a assumir ainda contornos mais esmagadores. Não obstante, na segunda metade do jogo – e depois de a defesa ter sido de alguma forma reconstituída, com a entrada de Ricardo Costa para a zona central, ocupando o lugar de Pepe – a selecção portuguesa, mesmo em inferioridade numérica, beneficiando do abaixamento da intensidade do jogo alemão, resistiria mais de meia hora sem sofrer golos.
E o resultado só se tornaria efectivamente severo, com o “hat-trick” de Thomas Müller, num lance incrível, com três falhas sucessivas na zona defensiva portuguesa – as duas primeiras, de forma inacreditável, sem que ninguém tivesse a frieza de despachar a bola da zona de perigo – sendo a terceira, menos censurável, a de Rui Patrício, que, numa defesa apertada, largou a bola para a sua frente, facilitando a acção do ponta-de-lança germânico, com a baliza à sua mercê.
Antes disso já Fábio Coentrão tinha saído também lesionado, e os portugueses tinham reclamado uma grande penalidade por nítido derrube a Nani, que o árbitro, agora, com um critério “mais largo”, não assinalou.
E, para ser verdadeiro – e embora tal nem se pudesse porventura legitimamente “exigir” – Portugal não teria grandes oportunidades de golo, com a principal ocasião a surgir já em tempo de compensação, com um potente e colocado remate de Cristiano Ronaldo, a que o concentrado Manuel Neuer respondeu da melhor forma, com uma tão atenta como eficaz defesa.
Voltando ao início: pouco há a dizer de bom sobre a exibição da equipa nacional; o resultado foi muito mau – o pior de sempre em fases finais de grandes competições -, mas terá de ser mitigado pelas condicionantes que estiveram na sua origem, principalmente por quase uma hora de inferioridade numérica.
Procurando fugir ao tradicional “8 e 80”, a selecção de Portugal é capaz de muito melhor, e deverá reagir à adversidade, em ordem a poder reverter esta “primeira má impressão”. Para já, as contas são relativamente fáceis de fazer: uma nova derrota, frente aos EUA, significaria automaticamente a eliminação; um empate reduziria drasticamente as possibilidades de apuramento, dado o saldo muito negativo de golos; duas vitórias, contra os estado-unidenses e o Gana, deverão proporcionar o seguir em frente, para os 1/8 Final.
Cartão amarelo – João Pereira (11m)
Cartão vermelho – Pepe (37m)
Árbitro – Milorad Mazic (Sérvia)
Arena Fonte Nova – Salvador (17h00)



