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N. Zelândia – Portugal (Taça Confederações – 3ª Jor)
N. Zelândia – Stefan Marinovic, Dane Ingham, Michael Boxall, Andrew Durante (74m – Shane Smeltz), Tommy Smith, Thomas Doyle, Clayton Lewis (65m – Kosta Barbarouses), Michael McGlinchey (37m – Bill Tuiloma), Ryan Thomas, Marco Rojas e Chris Wood
Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Bruno Alves, Eliseu, Danilo Pereira, Ricardo Quaresma (83m – Gelson Martins), João Moutinho, Bernardo Silva (45m – Pizzi), Cristiano Ronaldo (67m – Nani) e André Silva
0-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 33m
0-2 – Bernardo Silva – 37m
0-3 – André Silva – 80m
0-4 – Nani – 90m
Cartões amarelos – Clayton Lewis (19m) e Dane Ingham (82m); Nélson Semedo (21) e Pepe (56m)
Árbitro – Mark Geiger (EUA)
Sabendo que o empate lhe bastaria para garantir a qualificação para as meias-finais nesta sua estreia na Taça das Confederações, a selecção portuguesa encarou de forma séria este desafio, que se antevia pudesse ser fácil, respeitando o adversário, jogando de forma determinada, não apenas para procurar vencer, mas, inclusivamente, não descansando depois de, ainda relativamente cedo – e num lapso de menos de cinco minutos – ter alcançado uma vantagem de dois golos.
Não foi, evidentemente – nem tal seria expectável – uma exibição ao nível da realizada frente à Rússia, com Fernando Santos a prosseguir a sua estratégia de rotação da equipa, introduzindo cinco alterações no “onze” inicial (entradas de Nélson Semedo, Eliseu, Danilo Pereira, João Moutinho e Ricardo Quaresma).
Mas, defrontando o mais frágil adversário do grupo – e, certamente, do torneio -, a turma lusa fez o seu trabalho, não desistindo nunca de porfiar, até ao derradeiro minuto, garantindo, não apenas o apuramento (finalmente, nem precisaria do empate, dado o triunfo do México sobre a Rússia), como, inclusivamente, o 1.º lugar do Grupo, o que lhe confere a vantagem, pelo menos teórica, de ter mais um dia de descanso, face ao seu opositor das meias-finais (provavelmente, Alemanha, ou Chile).
Para tal encontro decisivo, que lhe poderá proporcionar o acesso à final da competição, volta – tal como sucedeu no Europeu – a não poder contar com Pepe, que cumprirá suspensão, devido ao facto de ter sido sancionado com segundo cartão amarelo, subsistindo, por outro lado, a incógnita sobre a possibilidade de recuperação, por parte de Raphaël Guerreiro e de Bernardo Silva, das lesões que os apoquentam.
Amanhã saberemos se iremos defrontar o Campeão do Mundo em título, ou o Campeão Sul-Americano…
Taça das Confederações – 2ª Jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt Rússia - N. Zelândia...2-0 1º México2 1 1 - 4-3 4 Portugal - México......2-2 2º Portugal
2 1 1 - 3-2 4 Rússia - Portugal......0-1 3º Rússia
2 1 - 1 2-1 3 México - N. Zelândia...2-1 4º N.Zelândia
2 - - 2 1-4 - México - Rússia........--- N. Zelândia - Portugal.---
GRUPO B Jg V E D G Pt Camarões - Chile.......0-2 1º Chile2 1 1 - 3-1 4 Austrália - Alemanha...2-3 2º Alemanha
2 1 1 - 4-3 4 Camarões - Austrália...1-1 3º Austrália
2 - 1 1 3-4 1 Alemanha - Chile.......1-1 4º Camarões
2 - 1 1 1-3 1 Alemanha - Camarões....--- Chile - Austrália......---
Rússia – Portugal (Taça das Confederações – 2ª Jor.)
Rússia – Igor Akinfeev, Roman Shishkin (45m – Aleksandr Erokhin), Georgy Dzhikya, Viktor Vasin, Fedor Kudriashov (83m – Aleksandr Bukharov), Dmitry Kombarov (68m – Dmitry Poloz), Alexander Samedov, Denis Glushakov, Aleksandr Golovin, Yury Zhirkov e Fedor Smolov
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, Bruno Alves, Raphaël Guerreiro (65m – Eliseu), Bernardo Silva, William Carvalho, Adrien Silva (83m – Danilo Pereira), André Gomes, Cristiano Ronaldo e André Silva (78m – Gelson Martins)
0-1 – Cristiano Ronaldo – 8m
Cartões amarelos – Denis Glushakov (26m), Georgy Dzhikya (72m) e Alexander Samedov (76m); Pepe (57m) e Bernardo Silva (71m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
Como “da noite para o dia”, tal foi a transformação da selecção portuguesa, entre o jogo com o México e o desta tarde – decorridos apenas três dias -, com as alterações tácticas determinadas por Fernando Santos – com a entrada, como titulares, para além de Bruno Alves, de três “Silvas”: Bernardo Silva, Adrien Silva e André Silva – a resultarem “em cheio”, nas várias vertentes de jogo, quer a atacar, quer a defender.
De facto, se, nas iniciativas de ataque, a equipa se mostrou muito mais solta, com Bernardo Silva, beneficiando da solidez de Adrien Silva, a pautar o jogo a meio-campo, gerando diversos jogadas de desequilíbrio da equipa adversário, e André Silva, assumindo uma posição de referência no ataque, a proporcionar espaços para que Cristiano Ronaldo pudesse surgir, liberto de oposição, como no lance que resultaria no único tento da partida, logo aos 8 minutos, já no sector defensivo, a dupla Pepe – Bruno Alves evidenciaria a consistência que falhara na partida anterior (em parte pela substancial melhoria exibicional de Pepe.
No final, Portugal até ficou aquém do primeiro jogo em número de golos, o que só foi possível pela superior intervenção de Akinfeev, a negar soberanas oportunidades a Cristiano Ronaldo e a André Silva, respectivamente, aos 32 minutos, com uma defesa com os pés, e aos 50 minutos. Acresce ainda o cabeceamento perdulário de Cristiano Ronaldo, aos 63 minutos, numa jogada de golo “fácil”. Não obstante, a dinâmica e controlo do jogo dos portugueses não permitiram que a equipa russa conseguisse esboçar a mínima ocasião de perigo, num primeiro tempo categoricamente dominado pela turma lusa.
Só na fase final da partida, com o meio-campo português a denotar algumas dificuldades a nível físico (em especial o esforçado Adrien Silva), o conjunto da casa conseguiria algumas investidas sobre a zona defensiva contrária, procurando apostar nas bolas bombeadas pelo ar, segmento de jogo em que os centrais portugueses não deram hipótese, curiosamente com a Rússia a criar os maiores momentos de perigo já em tempo de compensação.
Defrontando a equipa anfitriã do torneio – e do Mundial do próximo ano -, a formação nacional atingiu uma exibição categórica, de que resultou um justíssimo, pese embora tangencial, triunfo, o que lhe “entreabre” as portas das meias-finais: bastará empatar com a Nova Zelândia, na derradeira ronda, podendo mesmo vir a garantir o apuramento, em caso de derrota, por exemplo se o México vencer também os russos, ou, alternativamente, se a Rússia bater os mexicanos por maior diferença de golos.
Taça das Confederações – 1ª Jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt Rússia - N. Zelândia...2-0 1º Rússia1 1 - - 2-0 3 Portugal - México......2-2 2º México
1 - 1 - 2-2 1 Rússia - Portugal......--- 2º Portugal
1 - 1 - 2-2 1 México - N. Zelândia...--- 4º N.Zelândia
1 - - 1 0-2 - México - Rússia........--- N. Zelândia - Portugal.---
GRUPO B Jg V E D G Pt Camarões - Chile.......0-2 1º Chile1 1 - - 2-0 3 Austrália - Alemanha...2-3 2º Alemanha
1 1 - - 3-2 3 Camarões - Austrália...--- 3º Austrália
1 - - 1 2-3 - Alemanha - Chile.......--- 4º Camarões
1 - - 1 0-2 - Alemanha - Camarões....--- Chile - Austrália......---
Portugal – México (Taça das Confederações – 1ª Jor.)
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, José Fonte, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, João Moutinho (58m – Adrien Silva), Ricardo Quaresma (82m – André Silva), André Gomes, Nani (58m – Gelson Martins) e Cristiano Ronaldo
México – Guillermo Ochoa, Carlos Salcedo (67m – Néstor Araujo), Diego Reyes, Hector Moreno, Miguel Layun, Jonathan dos Santos, Hector Herrera, Andres Guardado, Carlos Vela (57m – Giovani dos Santos), Javier Hernández “Chicharito” e Raúl Jiménez (79m – Oribe Peralta)
1-0 – Ricardo Quaresma – 34m
1-1 – Javier Hernández “Chicharito” – 42m
2-1 – Cédric Soares – 86m
2-2 – Hector Moreno – 90m
Cartões amarelos – Adrien Silva (68m) e André Gomes (90m); Andres Guardado (73m)
Árbitro – Néstor Pitana (Argentina)
Não foi uma boa exibição da selecção nacional, no seu jogo de estreia na participação inaugural na Taça das Confederações, prova que reúne os actuais campeões continentais ao Campeão do Mundo em título (Alemanha), para além do país organizador do próximo Mundial (Rússia).
Falhou, sobretudo, o colectivo, denotando falta de coesão do “onze”, numa partida em que as individualidades estiveram acima do conjunto, em que foram patentes – para além de algum desacerto nos lances de finalização -, especialmente, os lapsos e a pouca concentração defensiva, num tão flagrante quão imprevisto contraste face ao encontro de há apenas nove dias, na Letónia.
E, não obstante, Portugal até poderia ter ganho: por duas vezes esteve em vantagem; por outras tantas vezes a podia ter inclusivamente ampliado; por duas vezes consentiu a igualdade, em ambos os casos já na parte final do tempo de jogo (em cada uma das partes), com o derradeiro tento da equipa mexicana a surgir já em tempo de compensação…
Mas, como reconheceu o próprio Fernando Santos, foi a selecção do México a que melhor entrou no jogo, de forma mais incisiva, disputando com garra a generalidade dos lances, e levando a melhor na maior parte deles, pese embora, depois, acabasse também por ser algo inconsequente na sua conversão em jogadas de ataque.
Apenas recorrendo às suas individualidades, Portugal se começaria a impor no jogo, chegando ao golo na sequência de uma excelente abertura de Cristiano Ronaldo, a desmarcar por completo Ricardo Quaresma, a surgir isolado em plena área, com grande frieza, com uma finta de corpo, a tirar do lance o guardião contrário, para, de imediato, praticamente entrar pela baliza dentro.
Uma posição de liderança no marcador que, contudo, apenas perduraria por oito minutos, com a formação lusa a ser penalizada por desatenções defensivas.
Na segunda metade, com os mexicanos, à medida que o tempo ia avançando e o jogo se ia aproximando do seu termo, a mostrarem satisfação com o empate, seria então a equipa portuguesa a arriscar, em busca da vitória, com a opção pela entrada de André Silva – somente a oito minutos do final -, a proporcionar a Cristiano Ronaldo soltar-se mais, configuração táctica que, quase de imediato, apenas quatro minutos volvidos, resultaria no segundo golo da turma lusa.
Quando se pensava que o triunfo estava garantido, acabaria por ser de alguma forma inesperado o restabelecimento da igualdade por parte do campeão da zona da América do Norte, na sequência de um pontapé de canto, uma vez mais com a defensiva portuguesa a conceder demasiadas facilidades, numa altura em que se aguardava já o apito derradeiro do árbitro.
Um encontro que, apesar de tudo, poderá revelar-se útil na construção da caminhada que se pretende nesta competição, pelos ensinamentos que do mesmo poderão ser extraídos. Mas, para que a mesma possa ser bem sucedida, é preciso que a equipa seja muito mais equipa, já no próximo desafio, frente aos anfitriões.
Letónia – Portugal (Mundial 2018 – Qualif.)
Letónia – Andris Vaņins, Vitālijs Maksimenko, Kaspars Gorkšs, Nikita Kolesovs, Vitālijs Jagodinskis, Aleksandrs Solovjovs, Oļegs Laizāns, Jevgenijs Kazacoks (72m – Edgars Vardanjans), Glebs Kļuškins (62m – Davis Indrans), Valērijs Šabala e Dāvis Ikaunieks (68m – Deniss Rakels)
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares (71m – Nélson Semedo), José Fonte, Bruno Alves, Raphaël Guerreiro, Gelson Martins (58m – Ricardo Quaresma), William Carvalho, João Moutinho, André Gomes, Cristiano Ronaldo e André Silva (79m – Nani)
0-1 – Cristiano Ronaldo – 41m
0-2 – Cristiano Ronaldo – 63m
0-3 – André Silva – 67m
Cartões amarelos – Glebs Kluskins (39m) e Oļegs Laizāns (76m); Gelson Martins (55m) e Ricardo Quaresma (90m)
Árbitro – István Kovács (Roménia)
A equipa portuguesa estava, à entrada para este jogo, perfeitamente consciente do que necessitava fazer – ganhar, imperiosamente -, assim como das dificuldades que poderia enfrentar.
A mentalidade ganhadora e a concentração defensiva terão sido factores-chave para que o conjunto luso tivesse superado uma fase inicial menos afirmativa do que se poderia esperar, com vários jogadores aparentemente alheados do jogo, sem conseguir construir jogadas de ataque consequentes.
Mas o grupo nunca de desuniu, nem denotou qualquer sinal de desconfiança, antes sabendo que, com o decorrer do tempo, o seu rendimento tenderia a subir.
Acabou por de alguma forma um lance fortuito a proporcionar a inauguração do marcador, já à beira do termo do primeiro tempo, momento que seria decisivo, uma vez que colocava em causa a estratégia da turma letã, apostada em manter o nulo na sua baliza, na expectativa que pudesse surgir um lance de contra-ataque a seu favor.
O central José Fonte, muito bem colocado, já em plena área contrária, conseguiu desferir um forte cabeceamento, obrigando o guardião da Letónia a defesa de recurso, surgindo, muito oportuno, Cristiano Ronaldo, na recarga, a não perdoar, no que, não obstante, era já a sua terceira tentativa de remate à baliza. O mais difícil estava alcançado.
Curiosamente, a Letónia até começaria por, de alguma forma, surpreender, na fase inicial da segunda metade, aparecendo mais espevitada em campo, a procurar o ensejo de alguma desatenção da defesa lusa, chegando mesmo a colocar à prova Rui Patrício, com intervenção notável, a defender um perigoso remate, na sequência de um livre.
Mas seria “sol de pouca dura” para a selecção da casa; já após uma boa entrada em jogo de Ricardo Quaresma, bastariam cerca de cinco minutos, para, apontando mais dois tentos, o desfecho do encontro ficar sentenciado, com destaque para o 12.º tento de Cristiano Ronaldo (outra de vez de cabeça, praticamente em cima da linha de baliza) – e quinto de André Silva – nos últimos cinco jogos de Portugal nesta fase de qualificação, em que somou outros tantos triunfos.
Até final, o ritmo e intensidade de jogo decairiam naturalmente, não obstante Cristiano Ronaldo ter ainda, por duas ou três ocasiões, procurado chegar ao “hat-trick”.
Sem ter feito uma exibição deslumbrante, a equipa de Portugal mostrou a sua coesão e forte competitividade, ganhando com inteira justiça, de forma categórica, mantendo a sua caminhada rumo à fase final, que, todavia, continua a pressupor vitórias nos quatro desafios que restam, que incluem, em particular, a deslocação à Hungria, e a recepção à Suíça.
Mas, neste grupo, nesta ronda, o grande acontecimento foi mesmo a fantástica vitória de Andorra na recepção à Hungria, com a selecção do principado pirenaico a conseguir alcançar tal proeza, em jogos de cariz oficial, pela primeira vez nos últimos 13 anos (o último triunfo anterior datava de 2004, frente à Macedónia, na fase de qualificação para o Mundial de 2006)!
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Suíça 6 6 - - 12 - 3 18 2º Portugal 6 5 - 1 22 - 3 15 3º Hungria 6 2 1 3 8 - 7 7 4º I. Faroé 6 1 2 3 2 -10 5 5º Andorra 6 1 1 4 2 -13 4 6º Letónia 6 1 - 5 2 -12 3
6ª jornada
09.06.2017 – Andorra – Hungria – 1-0
09.06.2017 – I. Faroé – Suíça – 0-2
09.06.2017 – Letónia – Portugal – 0-3
Portugal – Hungria (Mundial 2018 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, José Fonte, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Ricardo Quaresma, João Mário (83m – João Moutinho), André Gomes (86m – Pizzi), Cristiano Ronaldo e André Silva (67m – Bernardo Silva)
Hungria – Péter Gulácsi, Ádám Lang (45m – Gergő Lovrencsics), Paulo Vinícius, Tamás Kádár, Mihály Korhut, Ádám Nagy, Barnabás Bese, Ádám Gyurcsó (69m – Zsolt Kalmár), Zoltán Gera (85m – Ádám Pintér), Balázs Dzsudzsák e Ádám Szalai
1-0 – André Silva – 32m
2-0 – Cristiano Ronaldo – 36m
3-0 – Cristiano Ronaldo – 65m
Cartões amarelos – Balázs Dzsudzsák (61m), Zoltán Gera (76m) e Tamás Kádár (83m)
Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)
Confirmando a máxima de que “não há dois jogos iguais”, este Portugal-Hungria foi totalmente distinto do electrizante jogo disputado entre as mesmas selecções no EURO-2016, em Lyon, no passado mês de Junho, em que, por três vezes, Portugal esteve praticamente fora da competição em que acabaria por vir a sagrar-se Campeão Europeu.
Os únicos pontos em comum entre ambas as partidas foram os factos de, por um lado, a selecção nacional ter, de novo, marcado três golos, e, por outro, de Cristiano Ronaldo ter apontado igualmente dois tentos, ampliando a sua contagem na selecção para uma bela marca de 70 golos!
Mas, esta noite, a encerrar a primeira metade da fase de qualificação para o “Mundial 2018”, desde cedo Portugal assumiu a iniciativa e o controlo do jogo, podendo inclusivamente ter chegado mais cedo ao tento inaugural.
Depois de aberto o marcador, e com a obtenção do segundo golo, apenas quatro minutos volvidos, o desfecho do encontro ficou sentenciado, não tendo permitido qualquer veleidade aos húngaros de voltar a provocar calafrios, como tinha sucedido há nove meses.
Com a melhor exibição desde que ostenta a condição de Campeão da Europa, a equipa portuguesa, reforçada com o jovem talento André Silva – e dando-se ao “luxo” de deixar no banco nomes como os de Renato Sanches, Nélson Semedo, Danilo e Gelson Martins, tendo Bernardo Silva e Pizzi entrado em campo numa fase em que o desafio estava já decidido – justificou plenamente a tranquila vitória obtida, como ficou a dever a si própria mais um ou outro golo.
Tendo a Suíça vencido, não sem dificuldade, a Letónia, garantindo o pleno de triunfos até ao momento, a Portugal mais não resta do que ir procurando vencer também os seus compromissos, continuando a ampliar a vantagem na diferença de golos em relação aos suíços, que será determinante em caso de empate pontual, ao mesmo tempo que se distanciou da Hungria, dispondo agora já de importante avanço de cinco pontos.
A formação lusa continua portanto a depender apenas de si própria, mas, num grupo que começa a revelar algum desequilíbrio, provavelmente a necessitar de vencer todos os cinco desafios que restam ainda por disputar, com etapas de maior dificuldade teórica – para além da “final” com a Suíça – nas deslocações à Letónia e à Hungria.
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Suíça 5 5 - - 10 - 3 15 2º Portugal 5 4 - 1 19 - 3 12 3º Hungria 5 2 1 2 8 - 6 7 4º I. Faroé 5 1 2 2 2 - 8 5 5º Letónia 5 1 - 4 2 - 9 3 6º Andorra 5 - 1 4 1 -13 1
5ª jornada
25.03.2017 – Andorra – I. Faroé – 0-0
25.03.2017 – Suíça – Letónia – 1-0
25.03.2017 – Portugal – Hungria – 3-0
Portugal – Letónia (Mundial 2018 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, José Fonte, Bruno Alves, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Nani (65m – Ricardo Quaresma), João Mário (71m – Gelson Martins), André Gomes (87m – Renato Sanches), Cristiano Ronaldo e André Silva
Letónia – Andris Vaņins, Gints Freimanis, Vitālijs Jagodinskis, Kaspars Gorkšs, Vitālijs Maksimenko, Vladislavs Gabovs, Igors Tarasovs, Oļegs Laizāns, Glebs Kļuškins (79m – Aleksejs Višņakovs), Artjoms Rudņevs (87m – Vladislavs Gutkovskis) e Dāvis Ikaunieks (59m – Artūrs Zjuzins)
1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 28m
1-1 – Artūrs Zjuzins – 67m
2-1 – William Carvalho – 70m
3-1 – Cristiano Ronaldo – 85m
4-1 – Bruno Alves – 90m
Cartões amarelos – André Gomes (16m); Glebs Kļuškins (14m), Vitālijs Maksimenko (26m), Kaspars Gorkšs (53m) e Vladislavs Gabovs (76m)
Árbitro – Bobby Madden (Escócia)
Num daqueles casos em que o resultado foi melhor que a exibição, os Campeões Europeus obtiveram mais uma goleada (a terceira sucessiva), mas não evitaram passar por um pequeno susto.
Defrontando uma equipa bastante fechada na sua zona defensiva, a selecção nacional começou por experimentar bastantes dificuldades para conseguir ultrapassar esse bloqueio, apenas tendo chegado ao golo por via de uma grande penalidade.
Apenas muito raramente saindo do seu meio-campo, a Letónia provocaria, não obstante, uma situação de perigo, na sequência de um pontapé de canto, a obrigar o concentrado Rui Patrício a difícil intervenção.
Até final do primeiro tempo, mesmo em vantagem, a equipa portuguesa não encontraria facilidades, com os letões a não desarmarem a sua barreira defensiva.
No início do segundo tempo, Portugal parecia pretender reforçar a sua dinâmica ofensiva,mas sem sucesso. Ao invés, viria mesmo a ser surpreendido, com o tento do empate, que podia ter feito a equipa “tremer”, ao mesmo tempo que tinha o efeito de motivar ainda mais o adversário para procurar conservar tão precioso resultado.
Felizmente, a situação resolver-se-ia praticamente de imediato, com a obtenção do segundo golo, com a selecção nacional então a beneficiar já da acção de Ricardo Quaresma.
Até final, os letões acabariam por baixar a guarda, vindo ainda a sofrer mais dois tentos nos derradeiros cinco minutos da partida, ampliando a marca para um desfecho que apenas ilusoriamente parece espelhar inexistentes facilidades.
Em qualquer caso, Portugal prossegue a sua trajectória vitoriosa, à medida que vai ampliando a vantagem na diferença de golos face ao adversário directo (Suíça), continuando a depender de si próprio, mas numa caminhada que subsiste sem margem para erro.
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Suíça 4 4 - - 9 - 3 12 2º Portugal 4 3 - 1 16 - 3 9 3º Hungria 4 2 1 1 8 - 3 7 4º I. Faroé 4 1 1 2 2 - 8 4 5º Letónia 4 1 - 3 2 - 8 3 6º Andorra 4 - - 4 1 -13 -
4ª jornada
13.11.2016 – Hungria – Andorra – 4-0
13.11.2016 – Suíça – I. Faroé – 2-0
13.11.2016 – Portugal – Letónia – 4-1
I. Faroé – Portugal (Mundial 2018 – Qualif.)
I. Faroé – Gunnar Nielsen, Viljormur Davidsen, Atli Gregersen (72m – Johan Davidsen), Sonni Nattestad, Hallur Hansson, Frodi Benjaminsen, Brandur Hendriksson (80m – Kaj Bartalsstovu), Gilli Sorensen (66m – René Joensen), Solvi Vatnhamar, Joan Edmundsson e Bárður Hansen
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, José Fonte, Antunes, William Carvalho, Ricardo Quaresma (68m – Gelson Martins), André Gomes, João Mário (81m – João Moutinho), Cristiano Ronaldo e André Silva (80m – Éder)
0-1 – André Silva – 12m
0-2 – André Silva – 22m
0-3 – André Silva – 37m
0-4 – Cristiano Ronaldo – 65m
0-5 – João Moutinho – 90m
0-6 – João Cancelo – 90m
Cartões amarelos – Atli Gregersen (59m); José Fonte (38m) e Pepe (60m)
Árbitro – Gediminas Mazeika (Lituânia)
Uma vez mais – tal como sucedera há apenas três dias – o adversário não era de “top”.
Não obstante, consciente das dificuldades que lhe poderiam ser colocadas por uma selecção extremamente motivada, por defrontar o Campeão Europeu, por vir de uma extraordinária vitória na Letónia, por jogar no seu ambiente, num piso de relvado sintético, a selecção portuguesa encarou este desafio com todo o profissionalismo e responsabilidade, levando muito a sério, de forma empenhada, a sua actuação.
Que, cedo se começou a materializar em golos, novamente por intermédio da jovem esperança André Silva, que, desta feita, não se ficaria por aqui, alcançando um brihante “hat-trick” em pouco mais de meia hora de jogo.
Com o triunfo assim consolidado, a equipa portuguesa manteve, durante todo o tempo do encontro, um bom nível de intensidade de jogo, a ritmo regular, que lhe permitiram ir somando golos, os dois últimos obtidos já em período de compensação, numa fase em que os jogadores da equipa da casa não dispunham já de reservas físicas (nem psicológicas)…
Acima de tudo, de enaltecer a concentração, o foco neste jogo, a tornar fácil o que, eventualmente, se poderia ter revestido de alguma dificuldade, caso a abordagem adoptada tivesse sido outra, de menor aplicação.
Um balanço excelente desta dupla jornada, com duas vitórias e um “score” global de 12-0. Os golos que terão ficado por marcar frente a Andorra foram de alguma forma compensados por esta excepcional goleada alcançada “fora de portas” (a segunda maior do historial português a nível oficial, apenas superada pelos 7-0 averbados no Liechtenstein em 1995, a par dos 7-1 registados em Andorra em 2001).
Surpreendente foi a margem tangencial com que a Suíça venceu em Andorra, enquanto a selecção da Letónia confirma estar a atravessar uma fase negativa, tendo sofrido novo desaire caseiro, agora ante a Hungria.
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Suíça 3 3 - - 7 - 3 9 2º Portugal 3 2 - 1 12 - 2 6 3º Hungria 3 1 1 1 4 - 3 4 4º I. Faroé 3 1 1 1 2 - 6 4 5º Letónia 3 1 - 2 1 - 4 3 6º Andorra 3 - - 3 1 - 9 -
3ª jornada
10.10.2016 – Andorra – Suíça – 1-2
10.10.2016 – I. Faroé – Portugal – 0-6
10.10.2016 – Letónia – Hungria – 0-2



