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Liga Europa – 1/16 de final (1.ª mão)
Wolfsberger – Tottenham – 1-4 (1.ª mão em Budapeste)
D. Kyiv – Brugge – 1-1
Real Sociedad – Manchester United – 0-4 (1.ª mão em Turim)
Benfica – Arsenal – 1-1 (1.ª mão em Roma)
Crvena Zvezda – AC Milan – 2-2
Antwerp – Rangers – 3-4
Slavia Praha – Leicester – 0-0
Salzburg – Villarreal – 0-2
Sp. Braga – Roma – 0-2
Krasnodar – D. Zagreb – 2-3
Young Boys – Bayer Leverkusen – 4-3
Molde – Hoffenheim – 3-3 (1.ª mão em Villarreal)
Granada – Napoli – 2-0
Maccabi Tel-Aviv – Shakhtar Donetsk – 0-2
Lille – Ajax – 1-2
Olympiakos – PSV Eindhoven – 4-2
Liga Europa – 1/16 de final – Benfica – Arsenal
Estádio Olímpico de Roma
Benfica – Helton Leite, Lucas Veríssimo (85m – Francisco “Chiquinho” Machado), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves, Adel Taarabt (77m – Gabriel Pires), Julian Weigl, Luís Fernandes “Pizzi” (63m – Everton Soares), Alejandro “Álex” Grimaldo, Gian-Luca Waldschmidt (45m – Rafael “Rafa” Silva) e Darwin Nuñez (63m – Haris Seferović)
Arsenal – Bernd Leno, Héctor Bellerín, David Luiz, Gabriel Magalhães, Cédric Soares (63m – Kieran Tierney), Martin Ødegaard (90m – Willian Silva), Daniel “Dani” Ceballos (90m – Mohamed Elneny), Granit Xhaka, Bukayo Saka, Pierre-Emerick Aubameyang (77m – Nicolas Pépé) e Emile Smith Rowe (77m – Gabriel Martinelli)
1-0 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 55m
1-1 – Bukayo Saka – 57m
Cartão amarelo – Emile Smith Rowe (54m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Num muito particular contexto pandémico, que originou o agendamento dos jogos envolvendo clubes ingleses para terreno neutro, o Benfica teve de disputar em Roma o encontro que lhe cabia jogar em casa – sendo que a 2.ª mão será jogada em Atenas -, com o ajustamento mental que tal implicará, numa eliminatória em que, ainda assim, subsiste em aplicação a regra geral do desempate com base nos golos marcados “fora de casa”.
Neste âmbito, as duas equipas procuraram adaptar-se, ficando bem patente, desde o começo, que a principal preocupação da equipa portuguesa seria a de procurar manter inviolada a sua baliza, assinalando-se a aposta de Jesus num trio de centrais, coincidindo com a estreia absoluta do reforço de Inverno, Lucas Veríssimo. Mas, efectivamente, nenhuma das equipas se mostrou disposta a arriscar, adoptando atitude conservadora, pese embora o Arsenal tivesse assumido o controlo do jogo, bem expresso pelas estatísticas de “posse de bola” (mais de 70% nessa fase inicial).
Ao longo de toda a primeira parte, em que o Benfica praticamente se limitou a ficar na expectativa, muito recuado, meramente reactivo face à iniciativa contrária, houve apenas uma soberana ocasião de golo a assinalar, logo aos 18 minutos, incrivelmente desperdiçada por Aubameyang – isto já depois de, no minuto precedente, Helton Leite ter saído da sua área para interceptar de cabeça um outro lance ofensivo.
Sem realmente ter feito muito por isso, a turma benfiquista colocar-se-ia em vantagem, aproveitando uma grande penalidade, a sancionar um corte com o braço (na sequência de um “canto curto”), que proporcionou a Pizzi chegar aos sete golos, em outros tantos desafios da Liga Europa na presente temporada. Porém, tal situação não duraria mais de dois minutos, com o Arsenal prontamente a restabelecer a igualdade, beneficiando de um ressalto de bola em Otamendi, com Bukayo Saka a conseguir escapar à marcação dos centrais.
Na última meia hora de jogo o Benfica, porventura a acreditar que poderia discutir o resultado, mostrou-se mais “solto”, conseguindo enfim repartir a posse de bola, pese embora sem criar flagrantes oportunidades, com o momento de maior “frisson” a resultar de um remate de Everton, aos 73 minutos. Ao contrário, seria Aubameyang a falhar novamente, por duas vezes (aos 63 e aos 75 minutos, neste último com oportuna acção de Lucas Veríssimo).
O desfecho desta partida acabaria por revelar-se lisonjeiro para o Benfica, bem melhor que a exibição da equipa, sem “chama”, longe de qualquer rasgo – em paralelo a penalizar a ineficácia inglesa, com o Arsenal, a dada altura, também a parecer satisfeito com o resultado (o qual lhe confere vantagem no tal critério de desempate), mas que adia a decisão da eliminatória para… Atenas.
Liga Europa – Sorteio dos 1/16 de Final
Wolfsberger – Tottenham
D. Kyiv – Brugge
Real Sociedad – Manchester United
Benfica – Arsenal
Crvena Zvezda – AC Milan
Antwerp – Rangers
Slavia Praha – Leicester
RB Salzburg – Villarreal
Sp. Braga – Roma
Krasnodar – D. Zagreb
Young Boys – Bayer Leverkusen
Molde – Hoffenheim
Granada – Napoli
Maccabi Tel-Aviv – Shakhtar Donetsk
Lille – Ajax
Olympiakos – PSV Eindhoven
Os jogos da primeira mão serão disputados a 18 de Fevereiro de 2021, estando a segunda mão agendada para 25 de Fevereiro.
Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Lech Poznań – Rangers – 0-2
Standard Liège – Benfica – 2-2
1º Rangers, 14; 2º Benfica, 12; 3º Standard Liège, 4; 4º Lech Poznań, 3
Grupo G
Leicester – AEK – 2-0
Sp. Braga – Zorya Luhansk – 2-0
1º Leicester, 13; 2º Sp. Braga, 13; 3º Zorya Luhansk, 6; 4º AEK, 3
As equipas da Roma, Young Boys, Arsenal, Molde, Bayer Leverkusen, Slavia Praha, Rangers, Benfica, PSV Eindhoven, Granada, Napoli, Real Sociedad, Leicester, Sp. Braga, AC Milan, Lille, Villarreal, Maccabi Tel-Aviv, Tottenham, Antwerp, D. Zagreb, Wolfsberger, Hoffenheim e Crvena Zvezda apuraram-se para os 1/16 de final.
A estes juntam-se os oito clubes que transitam da Liga dos Campeões: RB Salzburg, Shakhtar Donetsk, Olympiakos, Ajax, Krasnodar, Brugge, D. Kyiv e Manchester United.
Assim, serão os seguintes os contingentes principais, por país: 4 de Inglaterra (Arsenal, Leicester, Tottenham e Manchester United); 3 de Espanha (Granada, Real Sociedad e Villarreal) e Itália (Roma, Napoli e AC Milan); 2 da Alemanha (Bayer Leverkusen e Hoffenheim), Áustria (RB Salzburg e Wolfsberger), Bélgica (Antwerp e Brugge), Países Baixos (PSV Eindhoven e Ajax), Portugal (Benfica e Sp. Braga) e Ucrânia (Shakhtar Donetsk e D. Kyiv).
Liga Europa – 6ª jornada – Standard Liège – Benfica
Standard de Liège – Arnaud Bodart, Laurent Jans, Merveille Bokadi, Konstantinos “Kostas” Laifis, Nicolas Gavory, Gojko Cimirot, Samuel Bastien, Nicolas Raskin (80m – Joachim Carcela-Gonzalez), Eden Shamir (59m – Collins Fai), Michel-Ange Balikwisha (59m – Jackson Muleka) e Abdoul-Fessal Tapsoba (72m – Obbi Oularé)
Benfica – Helton Leite, João Ferreira, Jan Vertonghen, Jardel Vieira, Nuno Tavares (80m – Franco Cervi), Julian Weigl (80m – Gabriel Pires), Pedro “Pedrinho” da Silva (64m – Rafael “Rafa” Silva), Adel Taarabt (83m – Haris Seferović), Everton Soares, Gian-Luca Waldschmidt (64m – Luís Fernandes “Pizzi”) e Darwin Núñez
1-0 – Nicolas Raskin – 12m
1-1 – Everton Soares – 16m
2-1 – Abdoul Tapsoba – 60m
2-2 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 67m
Cartões amarelos – Gojko Cimirot (65m); João Ferreira (53m) e Franco Cervi (90m)
Árbitro – Aleksei Kulbakov (Bielorrússia)
Seria pouco crível que o Rangers não ganhasse na Polónia e pudesse deixar escapar a liderança do grupo. Tal não invalida a sensação de alguma frustração decorrente do facto de o Benfica nem a sua parte ter cumprido, não conseguindo vencer em Liège, no termo de uma sofrível campanha, em que é magra a consolação de – perante opositores de fraco nível – ter mantido a invencibilidade nesta fase (num grupo em que seria talvez exigível obter, pelo menos, cinco vitórias e um empate – em Glasgow).
Evidenciando de forma declarada que este jogo não constituía uma prioridade, Jesus fez alinhar um “onze” inicial em que mais de metade dos habituais titulares ficou “em repouso” – o que é tão mais difícil de compreender quando, perante as fragilidades defensivas que têm sido constantes, improvisou uma defesa com quatro “reservistas” (incluindo o guardião). Os sinais transmitidos pela “liderança” acabam, inevitavelmente, por se fazer sentir dentro de campo…
E, contudo, há que sublinhar que a equipa benfiquista até entrou em jogo com uma atitude muito positiva, assumindo a iniciativa, aparentemente apostada em resolver rapidamente a contenda a seu favor, só que, esta noite, os avançados estiveram tão desinspirados quanto costumam estar os defesas, e foram desperdiçando sucessivas oportunidades de golo. Apenas no primeiro quarto de hora foram, pelo menos, três. Ao contrário, o Standard, na primeira investida à zona defensiva contrária marcou, aproveitando as tais facilidades…
O Benfica não se descompôs e Darwin rematou, de ângulo muito apertado, ao poste, no minuto imediato; bastariam mais três minutos para chegar ao golo, restabelecendo a igualdade, curiosamente numa cabeçada pouco ortodoxa de Everton, com a bola a ser impelida para o relvado, ressaltando para o fundo das redes, sem hipótese de defesa para Bodart.
A equipa portuguesa prosseguiu o controlo do jogo até próximo da meia hora, fase a partir da qual a turma belga começou a libertar-se mais, pese embora actuasse de forma bastante “caótica” nas saídas para o meio-campo adversário, permitindo diversas situações de “contra-golpe”, nunca aproveitadas.
No início da segunda parte, o Benfica perdera já o domínio, pelo que acabaria por não surpreender novo tento do Standard, após uma perda de bola de Taarabt, com Tapsosa, muito expedito, a rematar de longe, tendo a felicidade de a bola embater ainda em Vertonghen, traindo Helton Leite.
Só então surgiu a ordem do banco para entrarem em campo reforços (Rafa e Pizzi), que prontamente imprimiram maior ritmo ao jogo, forçando o erro do adversário, beneficiando ainda da “colaboração” do árbitro, a assinalar grande penalidade, num lance em que o defesa da formação belga pouco mais fez do que colocar os braços em torno do adversário, praticamente sem contacto, para repor o empate. Foi o sexto golo de Pizzi nestes seis jogos da fase de grupos da Liga Europa (apenas não marcou na Luz, ante o Rangers – jogo em que fora substituído logo aos 21 minutos, devido à expulsão de Otamendi – tendo bisado no jogo em casa ante este mesmo Standard de Liège).
O Benfica voltou a forçar no quarto de hora final, não conseguindo, porém, finalizar nenhuma de várias ocasiões de perigo criadas, em especial já nos derradeiros minutos, pelo que o resultado não se alteraria.
Em função do 2.º lugar averbado, o Benfica irá a sorteio com a condicionante de não ser “cabeça-de-série”, à mercê da possibilidade de se lhe poder deparar no caminho, logo nos 1/16 de final, um opositor do calibre de Manchester United, Arsenal, Tottenham, Leicester, AC Milan, Napoli, Roma, Bayer Leverkusen, Villarreal, Shakhtar Donetsk ou Ajax. Restando, pois, poucas alternativas “mais acessíveis”, talvez restringidas a Hoffenheim, Brugge, D. Zagreb e PSV Eindhoven.
Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Benfica – Lech Poznań – 4-0
Rangers – Standard Liège – 3-2
1º Rangers e Benfica, 11; 3º Lech Poznań e Standard Liège, 3
Grupo G
Zorya Luhansk – Leicester – 1-0
AEK – Sp. Braga – 2-4
1º Leicester e Sp. Braga, 10; 3º Zorya Luhansk, 6; 4º AEK, 3
As equipas da Roma, Arsenal, Bayer Leverkusen, Slavia Praha, Rangers, Benfica, Granada, PSV Eindhoven, Leicester, Sp. Braga, Lille, AC Milan, Villarreal, Antwerp, Tottenham, D. Zagreb, Hoffenheim e Crvena Zvezda garantiram já – ainda com uma ronda por disputar – o apuramento para os 1/16 de final.
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Liga Europa – 5ª jornada – Benfica – Lech Poznań
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Jan Vertonghen, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (59m – Gian-Luca Waldschmidt), Gabriel Pires, Rafael “Rafa” Silva (77m – Franco Cervi), Francisco “Chiquinho” Machado (60m – Julian Weigl), Everton Soares (70m – Pedro “Pedrinho” da Silva) e Darwin Núñez (60m – Haris Seferović)
Lech Poznań – Filip Bednarek, Bogdan Butko, Ľubomír Šatka, Tomasz Dejewski, Tymoteusz Puchacz, Michał Skóraś (63m – Alan Czerwiński), Karlo Muhar, Filip Marchwiński (82m – Jakub Moder), Jan Sýkora (63m – Vasyl Kravets), Mohammad Awaed (63m – Daniel Ramirez) e Nikoloz “Nika” Kacharava (42m – Mikael Ishak)
1-0 – Jan Vertonghen – 36m
2-0 – Darwin Núñez – 57m
3-0 – Luís Fernandes “Pizzi” – 58m
4-0 – Julian Weigl – 89m
Cartões amarelos – Nikoloz “Nika” Kacharava (2m) e Filip Marchwiński (72m)
Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)
Certamente ninguém se iludirá com o resultado “gordo” esta noite alcançado, uma goleada com uma amplitude que não se registava nas provas europeias, a favor do Benfica, já há mais de dez anos (desde idêntico resultado, ante o Hertha Berlin, averbado em Fevereiro de 2010).
De facto, as debilidades competitivas desta equipa do Lech Poznań haviam ficado já bem patentes no jogo da primeira volta, na Polónia, sendo que as únicas dúvidas que poderiam subsistir quanto ao resultado seriam sobre a expressão da vitória benfiquista e se conseguiria manter a sua baliza a zeros.
Frente a um opositor que – dada a sua posição no grupo – optou também por fazer algumas “poupanças” (mudando nada menos de sete dos dez jogadores de campo que tinham iniciado a partida em casa), o Benfica beneficiaria ainda de mais “facilidades”, instalando-se, a maior parte do tempo, no meio-campo contrário, mas, durante largos períodos, falho de objectividade e intensidade, jogando a ritmo lento, facilitando a tarefa defensiva dos polacos.
A primeira ocasião de perigo surgiria apenas já a meio da metade inicial do encontro, com Bednarek a suster o remate de Pizzi, mas a bola a sobrar para Darwin, o qual, porém, remataria muito por alto. Pelo que só já numa fase relativamente tardia o Benfica conseguiria inaugurar o marcador, na sequência de um canto apontado por Pizzi, com o central Vertonghen, de cabeça, a antecipar-se à defensiva contrária.
Ao intervalo, o resultado tangencial era claramente demasiado escasso para o desnível competitivo entre as duas formações, vislumbrando-se que, perante um oponente de topo do futebol europeu, o Lech dificilmente poderia escapar a uma robusta goleada.
Fosse pela maior tranquilidade alcançada em função do golo ou efeito da pausa, o Benfica entraria para a segunda metade bastante mais liberto, impondo uma intensidade de jogo que desmontou por completo a estrutura polaca.
Ainda antes do segundo golo, já Pizzi tivera duas tentativas de longe, assim como Chiquinho levara também perigo ao reduto contrário. A viragem do minuto 57 para o 58 acabaria por ser demolidora para o Lech, com dois golos sofridos “de rajada”, primeiro por Darwin (a passe de Pizzi); logo de seguida, uma recuperação de bola de Chiquinho, permitindo a Rafa uma aceleração, assistindo Pizzi, para o 3-0.
De imediato seria o Benfica a fazer rodar jogadores, com três substituições, fazendo repousar Pizzi, Chiquinho e Darwin (pouco depois sairiam também os restantes elementos da frente, Rafa e Everton).
Numa fase final em que o ritmo de jogo se ressentiu com as várias substituições, de parte a parte, o Benfica continuaria a provocar várias situações de perigo, destacando-se uma perdida de Seferović. O quarto golo acabaria por chegar em cima do derradeiro minuto, pelo substituto Weigl. Seria já em tempo de descontos que o conjunto polaco teria a sua única oportunidade, com uma bola a embater na trave.
No cômputo geral, uma noite descansada para os benfiquistas, que selaram já, matematicamente, o apuramento para a fase seguinte da prova, mas sem deslumbrar, podendo considerar-se mesmo como mais positiva a manutenção da inviolabilidade da sua baliza do que, propriamente, o número de golos alcançados.
Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Rangers – Benfica – 2-2
Standard Liège – Lech Poznań – 2-1
1º Rangers e Benfica, 8; 3º Lech Poznań e Standard Liège, 3
Grupo G
AEK – Zorya Luhansk – 0-3
Sp. Braga – Leicester – 3-3
1º Leicester, 10; 2º Sp. Braga, 7; 3º AEK e Zorya Luhansk, 3
As equipas da Roma, Arsenal, Leicester e Hoffenheim garantiram já – ainda com duas rondas por disputar – o apuramento para os 1/16 de final.
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Liga Europa – 4ª jornada – Rangers – Benfica
Rangers – Allan McGregor, James Tavernier, Connor Goldson, Leon-Aderemi Balogun, Borna Barišić, Glen Kamara, Steven Davis, Scott Arfield, Kemar Roofe, Ryan Kent e Alfredo Morelos
Benfica – Helton Leite, Gilberto Moraes (69m – Gonçalo Ramos), Jardel Vieira, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva, Gabriel Pires, Francisco “Chiquinho” Machado (56m – Luís Fernandes “Pizzi”), Everton Soares, Gian-Luca Waldschmidt (56m – Diogo Gonçalves) e Haris Seferović (90m – Francisco Ferreira “Ferro”)
1-0 – Scott Arfield – 7m
2-0 – Kemar Roofe – 69m
2-1 – James Tavernier (p.b.) – 78m
2-2 – Luís Fernandes “Pizzi” – 81m
Cartões amarelos – Glen Kamara (80m); Gabriel Pires (16m), Francisco “Chiquinho” Machado (42m) e Jan Vertonghen (83m)
Árbitro – Radu Petrescu (Roménia)
Poderá até invocar-se que as ausências forçadas de Otamendi, Weigl, Taarabt e Darwin Nuñez, os últimos três afectados pela COVID-19 (para além da prolongada lesão de André Almeida) forçaram a diversas adaptações no “onze” (complementadas, por vontade própria do treinador, com as entradas de Helton Leite e Chiquinho para os lugares habitualmente ocupados por Vlachodimos – que viu interrompida uma série de 28 jogos consecutivos do Benfica nas competições europeias – e Pizzi).
Mas tal pouco terá a ver com a forma amorfa como a equipa se apresentou em campo em Glasgow, com uma falta de “atitude” competitiva, completamente desadequada da importância deste jogo.
Pelo que não surpreenderia que o Rangers entrasse praticamente a ganhar, perante um opositor “macio”, sem intensidade nem agressividade, muito passivo nas acções defensivas. A forma como o golo inaugural foi apontado é bem sintomática – três remates sucessivos, com a defesa benfiquista a “ver jogar”: primeiro, Roofe a cabecear para defesa apertada de Helton Leite, que mais não conseguiu que sacudir a bola, mas sem a afastar da zona de perigo; de imediato, Tavernier, também de cabeça, a acertar na trave; culminando no remate decisivo de Arfield…
O Benfica procurou reagir, mas se, nas acções defensivas, denotava flagrantes fragilidades, a atacar não se mostrava melhor, nunca criando efectivas dificuldades ao adversário, que, confortavelmente, ia gerindo a vantagem… até a ampliar mesmo, já a meio da segunda parte, num forte remate de meia distância, aproveitando a passividade de Vertonghen.
A equipa portuguesa tinha passado mais de uma hora de jogo praticamente “ausente de campo”, senão em termos físicos, pelo menos a nível de “cabeça”.
Após o segundo tento sofrido, Jesus – certamente pensando nada mais ter a perder, num jogo que estava já “perdido” – arriscou, fazendo sair o lateral direito para a entrada de um avançado, o jovem Gonçalo Ramos (ao mesmo tempo que fazia recuar Diogo Gonçalves).
E acabaria bafejado pela “estrelinha”, perante um opositor que, no último quarto de hora, claudicou de forma drástica – paradoxalmente Steven Gerrard não faria qualquer substituição, o que, neste contexto, parece difícil de compreender -, desde logo com o próprio Gonçalo Ramos, menos de dez minutos depois de ter entrado, a ter intervenção directa no golo: na sequência de remate pouco efectivo de Seferović, o jovem benfiquista insistiria, com Tavernier, pressionado, a desviar inadvertidamente a bola para a sua baliza.
Terá então passado pela mente dos escoceses o “fantasma” da vantagem de dois golos perdida no Estádio da Luz e, a verdade, é que, decorridos somente mais três minutos, o Benfica restabelecia a igualdade, a dois tentos! Na mais bem conseguida acção do jogo, numa combinação entre Rafa e Pizzi, outra vez com Gonçalo Ramos a ter papel determinante, seria o próprio Pizzi, pleno de intencionalidade, a concretizar o golo.
Repetia-se a recuperação de há três semanas, ficando a pairar a sensação de que, com outra atitude e abordagem, teria sido possível ao Benfica chegar à vitória, frente a um adversário que – pese embora tenha derrotado, na época passada, o FC Porto e o Braga (este, por duas vezes) – não será assim tão “forte”, como o indiciam, para além destas duas vantagens de dois golos desperdiçadas, o próprio desempenho recente a nível nacional (ainda a restabelecer-se de uma traumática “viagem de ida e volta” ao 4.º escalão do futebol escocês, desde 2012-13) e, em particular, em termos europeus.
Ou, noutro prisma, pode também questionar-se: se o Benfica experimentou tantas dificuldades frente a um adversário com o gabarito actual do Rangers, como poderá esta equipa desenhada por Jesus ser competitiva ante adversários que se situem em patamares notoriamente superiores?
O apuramento para os 1/16 de final está praticamente definido, mas, para superar essa fase, será necessário “outro” Benfica…
Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Benfica – Rangers – 3-3
Lech Poznań – Standard Liège – 3-1
1º Benfica e Rangers, 7; 3º Lech Poznań, 3; 4º Standard Liège, 0
Grupo G
Zorya Luhansk – AEK – 1-4
Leicester – Sp. Braga – 4-0
1º Leicester, 9; 2º Sp. Braga, 6; 3º AEK, 3; 4º Zorya Luhansk, 0
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