Posts tagged ‘Liga Campeões’
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Olympiakos – Malmö – 4-2
Juventus – At. Madrid – 0-0
1º At. Madrid, 13; 2º Juventus, 10; 3º Olympiakos, 9; 4º Malmö, 3
Grupo B
Liverpool – Basel – 1-1
Real Madrid – Ludogorets – 4-0
1º Real Madrid, 18; 2º Basel, 7; 3º Liverpool, 5; 4º Ludogorets, 4
Grupo C
Monaco – Zenit – 2-0
Benfica – Bayer Leverkusen – 0-0
1º Monaco, 11; 2º Bayer Leverkusen, 10; 3º Zenit, 7; 4º Benfica, 5
Grupo D
Galatasaray – Arsenal – 1-4
B. Dortmund – Anderlecht – 1-1
1º B. Dortmund, 13; 2º Arsenal, 13; 3º Anderlecht, 6; 4º Galatasaray, 1
Grupo E
Roma – Manchester City – 0-2
Bayern – CSKA Moskva – 3-0
1º Bayern, 15; 2º Manchester City, 8; 3º Roma, 5; 4º CSKA Moskva 5
Grupo F
Barcelona – Paris St.-Germain – 3-1
Ajax – APOEL – 4-0
1º Barcelona, 15; 2º Paris St.-Germain, 13; 3º Ajax, 5; 4º APOEL, 1
Grupo G
Chelsea – Sporting – 3-1
Maribor – Schalke 04 – 0-1
1º Chelsea, 14; 2º Schalke 04, 8; 3º Sporting, 7; 4º Maribor, 3
Grupo H
FC Porto – Shakhtar Donetsk – 1-1
At. Bilbao – BATE Borisov – 2-0
1º FC Porto, 14; 2º Shakhtar Donetsk, 9; 3º At. Bilbao, 7; 4º BATE Borisov, 3
Garantiram o apuramento para os 1/8 final todas as quatro equipas alemãs (Bayer Leverkusen, B. Dortmund, Bayern e Schalke 04), três clubes de Espanha (At. Madrid, Real Madrid e Barcelona) – tendo perdido o At. Bilbao – e de Inglaterra (Arsenal, Manchester City e Arsenal) – que perdeu o Liverpool -, duas de França (Monaco e Paris St.-Germain), e uma de Itália (Juventus), Suíça (Basel), Portugal (FC Porto) e Ucrânia (Shakhtar Donetsk).
Entre os apurados, menção a três treinadores portugueses: José Mourinho, no Chelsea, Leonardo Jardim, no Monaco, e Paulo Sousa, no Basel. André Villas-Boas (Zenit), Marco Silva (Sporting) e Jorge Jesus (Benfica), não conseguiram ter sucesso nesta fase da prova, tendo pelo menos os dois primeiros conseguido a passagem para a Liga Europa.
Transitam para a Liga Europa as seguintes equipas: Olympiakos, Liverpool, Zenit, Anderlecht, Roma, Ajax, At. Bilbao e Sporting, vítima de um grosseiro erro de arbitragem em Gelsenkirchen, nos derradeiros instantes da partida, que viria a ter influência directa no apuramento final do Schalke 04, em detrimento da equipa portuguesa.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Bayer Leverkusen
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Lisandro López, César, Loris Benito, Bryan Cristante, Tiago “Bebé” (87m – João Teixeira), Pizzi, Ola John, Lima (62m – Anderson Talisca) e Derley (76m – Nélson Oliveira)
Bayer Leverkusen – Bernd Leno, Roberto Hilbert, Ömer Toprak, Emir Spahic, Sebastian Boenisch, Gonzalo Castro, Simon Rolfes (83m – Stefan Kiessling), Karim Bellarabi, Hakan Çalhanoglu, Robbie Kruse (45m – Julian Brandt) e Josip Drmić (71m – Son Heung-Min)
Cartões amarelos – Bryan Cristante (36m); Sebastian Boenisch (26m) e Ömer Toprak (32m)
Cartão vermelho – Ömer Toprak (90m)
Árbitro – Aleksei Kulbakov (Bielorrússia)
Já sem objectivos nas competições europeias desta temporada, o Benfica fez alinhar nesta sua despedida uma equipa de “reserva”, que, não obstante, evidenciou nesta partida a atitude que faltou noutros jogos, podendo inclusivamente ter sido mais feliz, se tivesse tido maior discernimento e tranquilidade no momento de concretizar alguns lances de perigo que conseguiu criar.
Habitualmente pouco utilizados na generalidade, os jogadores a que Jesus hoje recorreu – em “poupança” para o FC Porto-Benfica de Domingo, para o campeonato – não comprometeram, denotando motivação e concentração, e até, estarem mais “rotinados” do que o que se poderia supor-se, acabando mesmo por retirar o 1.º lugar ao Bayer Leverkusen, posição conquistada pelo Monaco, de Leonardo Jardim (de forma sensacional, a defesa menos batida, com apenas um golo sofrido, curiosamente marcado pelo Benfica!).
Infelizmente, o balanço desta participação do Benfica na Liga dos Campeões, quedando-se pelo último lugar do seu Grupo, com apenas cinco pontos (uma vitória – frente ao vencedor do grupo – e dois empates), e somente dois golos marcados (só o APOEL, com um único golo, fez pior…) tem de qualificar-se como medíocre, nem sequer tendo conseguido alcançar a “consolação” da passagem para a Liga Europa, de que foi finalista nas duas épocas anteriores.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Malmö – Juventus – 0-2
At. Madrid – Olympiakos – 4-0
1º At. Madrid, 12; 2º Juventus, 9; 3º Olympiakos, 6; 4º Malmö, 3
Grupo B
Basel – Real Madrid – 0-1
Ludogorets – Liverpool – 2-2
1º Real Madrid, 15; 2º Basel, 6; 3º Liverpool e Ludogorets, 4
Grupo C
Zenit – Benfica – 1-0
Bayer Leverkusen – Monaco – 0-1
1º Bayer Leverkusen, 9; 2º Monaco, 8; 3º Zenit, 7; 4º Benfica, 4
Grupo D
Arsenal – B. Dortmund – 2-0
Anderlecht – Galatasaray – 2-0
1º B. Dortmund, 12; 2º Arsenal, 10; 3º Anderlecht, 5; 4º Galatasaray, 1
Grupo E
Manchester City – Bayern – 3-2
CSKA Moskva – Roma – 1-1
1º Bayern, 12; 2º Roma, CSKA Moskva e Manchester City, 5
Grupo F
Paris St.-Germain – Ajax – 3-1
APOEL – Barcelona – 0-4
1º Paris St.-Germain, 13; 2º Barcelona, 12; 3º Ajax, 2; 4º APOEL, 1
Grupo G
Sporting – Maribor – 3-1
Schalke 04 – Chelsea – 0-5
1º Chelsea, 11; 2º Sporting, 7; 3º Schalke 04, 5; 4º Maribor, 3
Grupo H
Shakhtar Donetsk – At. Bilbao – 0-1
BATE Borisov – FC Porto – 0-3
1º FC Porto, 13; 2º Shakhtar Donetsk, 8; 3º At. Bilbao, 4; 4º BATE Borisov, 3
A uma ronda do final desta fase de grupos, garantiram já o apuramento para os 1/8 final as seguintes onze equipas: Bayer Leverkusen, Chelsea, Shakhtar Donetsk, Arsenal e At. Madrid (nesta jornada), Real Madrid, B. Dortmund, Bayern, Paris St.-Germain, Barcelona e FC Porto (que haviam já atingido tal objectivo na jornada anterior).
As restantes cinco vagas em aberto serão disputadas entre: Juventus ou Olympiakos; Basel, Liverpool ou Ludogorets; Monaco ou Zenit; Roma, CSKA ou Manchester City; e Sporting ou Schalke 04.
Ao invés, o Benfica fica desde já, prematuramente, afastado das competições europeias, o que sucede também com o Galatasaray. O Anderlecht é a única equipa que tem já definida a sua passagem para a Liga Europa.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Zenit – Benfica
Zenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Aleksandr Anyukov, Ezequiel Garay, Nicolas Lombaerts (23m – Luís Neto), Domenico Criscito, Javi García (58m – Viktor Fayzulin), Axel Witsel, Hulk, Aleksandr Ryazantsev (65m – Oleg Shatov), Danny e José Rondón
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Andreas Samaris (82m – Ola John), Enzo Pérez, Eduardo Salvio, Anderson Talisca (70m – Derley), Nico Gaitán e Lima
1-0 – Danny – 79m
Cartões amarelos – Luís Neto (30m), Hulk (36m) e Domenico Criscito (44m); Jardel (11m), Andreas Samaris (21m) e Luisão (36m)
Cartão vermelho – Luisão (90m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
O Benfica enfrentava esta partida com o condicionamento – que poderia ter efeito positivo, de alguma forma “espicaçando” a equipa – de saber que não poderia perder, sob pena de, não apenas ser eliminado da Liga dos Campeões, como inclusivamente, correndo o risco de se ver prematuramente afastado das competições europeias, o que sucederia caso a equipa do Monaco derrotasse o Bayer Leverkusen.
Porém, como foi regra em praticamente todas as partidas desta fase de grupos da presente edição da Liga dos Campeões, a equipa portuguesa entrou em campo algo desligada, não conseguindo pegar no jogo, consentindo a iniciativa ao adversário.
Sem que houvessem significativas ocasiões de perigo junto de qualquer das balizas, o empate ia perdurando. Tal como se pode caracterizar esta participação benfiquista na prova, também neste jogo a equipa foi de menos a “mais”, atravessando o seu melhor (curto) período já no segundo tempo, sensivelmente entre os 55 e os 70 minutos.
Por coincidência ou não, a opção táctica, de substituir Talisca por Derley não frutificaria; antes pelo contrário, corresponderia a um período em que o Zenit voltou a assumir maior predomínio, acabando por justificar o golo obtido.
Faltavam então pouco mais de dez minutos para o termo do encontro, e o Benfica não mais daria a sensação de poder reagir de forma afirmativa, como que conformado com a derrota.
Ficava então em suspenso do resultado do jogo entre Bayer Leverkusen e Monaco, no qual, contrariamente ao que seriam as expectativas generalizadas, a equipa monegasca acabaria mesmo por, mercê de um solitário golo, triunfar, liquidando qualquer esperança que o Benfica pudesse ainda acalentar de transitar para a Liga Europa.
Para o Benfica, esta melancólica época europeia – em que nunca evidenciou uma atitude competitiva compatível com as exigências de uma prova a este nível – terminará, já, no próximo dia 9 de Dezembro, num jogo apenas para “cumprir calendário”, recebendo o Bayer Leverkusen.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Malmö – At. Madrid – 0-2
Juventus – Olympiakos – 3-2
1º At. Madrid, 9; 2º Olympiakos e Juventus, 6; 4º Malmö, 3
Grupo B
Basel – Ludogorets – 4-0
Real Madrid – Liverpool – 1-0
1º Real Madrid, 12; 2º Basel, 6; 3º Liverpool e Ludogorets, 3
Grupo C
Zenit – Bayer Leverkusen – 1-2
Benfica – Monaco – 1-0
1º Bayer Leverkusen, 9; 2º Monaco, 5; 3º Zenit e Benfica, 4
Grupo D
Arsenal – Anderlecht – 3-3
B. Dortmund – Galatasaray – 4-1
1º B. Dortmund, 12; 2º Arsenal, 7; 3º Anderlecht, 2; 4º Galatasaray, 1
Grupo E
Manchester City – CSKA Moskva – 1-2
Bayern – Roma – 2-0
1º Bayern, 12; 2º Roma e CSKA Moskva, 4; 4º Manchester City, 2
Grupo F
Paris St.-Germain – APOEL – 1-0
Ajax – Barcelona – 0-2
1º Paris St.-Germain, 10; 2º Barcelona, 9; 3º Ajax, 2; 4º APOEL, 1
Grupo G
Sporting – Schalke 04 – 4-2
Maribor – Chelsea – 1-1
1º Chelsea, 8; 2º Schalke 04, 5; 3º Sporting, 4; 4º Maribor, 3
Grupo H
Shakhtar Donetsk – BATE Borisov – 5-0
At. Bilbao – FC Porto – 0-2
1º FC Porto, 10; 2º Shakhtar Donetsk, 8; 3º BATE Borisov, 3; 4º At. Bilbao, 1
Ainda com duas jornadas por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/8 final as seguintes seis equipas: Real Madrid, B. Dortmund, Bayern, Paris St.-Germain, Barcelona e FC Porto.
Nesta ronda, destaque para o triplo triunfo das equipas portuguesas, sucesso que se regista pela segunda vez na história da Liga dos Campeões, depois da última jornada da temporada de 2007-08 (então com o Benfica a ganhar em Donestsk, o FC Porto face ao Besiktas, e o Sporting frente ao D. Kiev).
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Monaco
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Andreas Samaris (62m – Lima), Eduardo Salvio, Enzo Pérez, Anderson Talisca, Nico Gaitán (90m – Tiago “Bebé”) e Derley (86m – Bryan Cristante)
Monaco – Danijel Subašić, Fabinho, Andrea Raggi, Ricardo Carvalho, Layvin Kurzawa, Jérémy Toulalan, João Moutinho, Geoffrey Kondogbia (86m – Valère Germain), Lucas Ocampos (63m – Nabil Dirar), Yannick Ferreira-Carrasco e Lacina Traoré (72m – Anthony Martial)
1-0 – Talisca – 82m
Cartões amarelos – Andreas Samaris (29m) e Enzo Pérez (38m); Lacina Traoré (26m), Ricardo Carvalho (39m), Jérémy Toulalan (56m), João Moutinho (74m) e Layvin Kurzawa (86m)
Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)
A principal diferença neste desafio, face aos anteriores do Benfica na presente edição da Liga dos Campeões, esteve na atitude com que os jogadores abordaram o jogo. Sabendo da sua importância praticamente decisiva para continuar a alimentar eventuais aspirações, a equipa portuguesa estava “proibida” de perder pontos, e, mesmo o empate, seria um mau resultado…
De resto, as habituais falhas de concentração defensiva, uma entrada difícil em acção, concedendo muitos espaços, permitindo à formação monegasca, por algumas vezes, acercar-se da baliza benfiquista com bastante perigo, com Júlio César a revelar estar atento.
Só que, paralelamente, o Benfica não desistiu nunca – isso, de certo modo, já tinha sucedido também na ronda inaugural, com o Zenit, embora então, a equipa revelasse notória impotência para inverter o rumo dos acontecimentos – de procurar a sorte que tão arredada tem andado da equipa nesta competição, porfiando sempre, acabando por ser feliz, mas, também, ao mesmo tempo, ter o merecido prémio, com o golo obtido por Talisca já na fase derradeira da partida.
Uma vitória que poderá ser crucial, no pior dos cenários, para evitar uma eliminação prematura das provas europeias desta temporada. A qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões continua a ser, de alguma forma, uma quimera, mas há que continuar a acreditar, elevar os níveis de confiança e concentração… e jogar melhor.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
At. Madrid – Malmö – 5-0
Olympiakos – Juventus – 1-0
1º At. Madrid e Olympiakos, 6; 3º Juventus e Malmö, 3
Grupo B
Ludogorets – Basel – 1-0
Liverpool – Real Madrid – 0-3
1º Real Madrid, 9; 2º Ludogorets, Liverpool e Basel, 3
Grupo C
Bayer Leverkusen – Zenit – 2-0
Monaco – Benfica – 0-0
1º Bayer Leverkusen, 6; 2º Monaco, 5; 3º Zenit, 4; 4º Benfica, 1
Grupo D
Anderlecht – Arsenal – 1-2
Galatasaray – B. Dortmund – 0-4
1º B. Dortmund, 9; 2º Arsenal, 6; 3º Anderlecht e Galatasaray, 1
Grupo E
CSKA Moskva – Manchester City – 2-2
Roma – Bayern – 1-7
1º Bayern, 9; 2º Roma, 4; 3º Manchester City, 2; 4º CSKA Moskva, 1
Grupo F
APOEL – Paris St.-Germain – 0-1
Barcelona – Ajax – 3-1
1º Paris St.-Germain, 7; 2º Barcelona, 6; 3º Ajax, 2; 4º APOEL, 1
Grupo G
Schalke 04 – Sporting – 4-3
Chelsea – Maribor – 6-0
1º Chelsea, 7; 2º Schalke 04, 5; 3º Maribor, 2; 4º Sporting, 1
Grupo H
BATE Borisov – Shakhtar Donetsk – 0-7
FC Porto – At. Bilbao – 2-1
1º FC Porto, 7; 2º Shakhtar Donetsk, 5; 3º BATE Borisov, 3; 4º At. Bilbao, 1
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Monaco – Benfica
Monaco – Danijel Subašić, Fabinho, Andrea Raggi, Ricardo Carvalho, Layvin Kurzawa, Jérémy Toulalan, Nabil Dirar, João Moutinho (82m – Bernardo Silva), Geoffrey Kondogbia, Lucas Ocampos (62m – Yannick Ferreira-Carrasco) e Dimitar Berbatov (34m – Anthony Martial)
Benfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Lisandro López, Eliseu, André Almeida, Eduardo Salvio, Enzo Pérez (88m – Andreas Samaris), Anderson Talisca (68m – Tiago “Bebé”), Nico Gaitán (79m – César) e Lima
Cartões amarelos – Ricardo Carvalho (71m), Layvin Kurzawa (78m) e Yannick Ferreira-Carrasco (90m); Eliseu (8m), Lisandro López (26m) e Eduardo Salvio (36m)
Cartão vermelho – Lisandro López (76m)
Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)
Depois de alguma infelicidade no primeiro jogo – pagando caro as falhas de desconcentração cometidas – e da péssima apresentação em Leverkusen, o Benfica abordava este terceiro desafio da Liga dos Campeões já em posição delicada, condicionado pela necessidade imperiosa de não poder perder a partida.
Mas, uma vez mais, começaria mal, demorando a “entrar no jogo”, concedendo espaços e a iniciativa ao adversário – o que só não resultou em golo logo nos minutos iniciais devido a uma inacreditável deficiente execução de Ocampos, com a baliza escancarada à sua mercê -, denotando um complexo dificilmente compreensível (e aceitável) face à que é, indubitavelmente, a equipa menos forte do grupo, e, uma vez mais, uma indisfarçável falta de ambição.
Tal foi ainda mais flagrante quando, no segundo tempo, depois de a equipa ter conseguido enfim serenar, ter “pegado no jogo”, e levar o perigo até próximo da área monegasca, nunca se resolvendo contudo a correr maiores riscos, retardando as substituições – e, mesmo, independentemente disso -, a fazer alterações no sistema de jogo, que pudessem conferir maior dinâmica e provocar desequilíbrios na estrutura defensiva do adversário.
É verdade que, nessa fase do jogo, o Benfica dispôs também de ocasiões de perigo e, pelo menos, de uma soberana oportunidade de golo. Mas, uma vez mais, a imagem que transpareceu foi a de que o Benfica se contentaria com o empate.
Tal percepção reforçar-se-ia, inevitavelmente, a partir do minuto 76, com a equipa em inferioridade numérica, acabando os últimos vinte minutos (incluindo tempo de compensação) por ter de sofrer, recuar as linhas, em busca de preservar o pontinho, que, veremos mais adiante, se poderá ter servido de algo.
Para já, com a configuração que o grupo apresenta, a continuidade na Liga dos Campeões, para a fase de eliminatórias, parece à distância de um milagre, que corresponderia a uma segunda volta quase perfeita (no mínimo, 7 pontos, de duas vitórias e um empate, esperando uma conjugação favorável de resultados nos jogos entre os outros três concorrentes); mas, mais preocupante, a própria continuidade nas provas europeias (por via da transição para a Liga Europa) encontra-se seriamente ameaçada, e, previsivelmente, dependente de um indispensável triunfo, já no próximo jogo, perante este mesmo opositor.
Mas, para tal, o Benfica vai ter de jogar muito mais…
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Bayer Leverkusen – Benfica
Bayer Leverkusen – Bernd Leno, Roberto Hilbert, Ömer Toprak, Emir Spahić, Wendell, Karim Bellarabi (70m – Levin Öztunalı), Stefan Reinartz, Lars Bender (82m – Giulio Donati), Son Heung-Min, Hakan Çalhanoğlu e Stefan Kiessling (76m – Josip Drmić)
Benfica – Júlio César, André Almeida, Luisão, Jardel, Eliseu, Enzo Pérez (77m – Andreas Samaris), Bryan Cristante (45m – Maxi Pereira), Eduardo Salvio, Anderson Talisca (45m – Lima), Nico Gaitán e Derley
1-0 – Kiessling – 25m
2-0 – Son Heung-Min – 34m
2-1 – Eduardo Salvio – 62m
3-1 – Hakan Çalhanoğlu (pen.) – 63m
Cartões amarelos – Roberto Hilbert (60m) e Levin Öztunalı (90m); Nico Gaitán (22m), Enzo Pérez (54m), Luisão (58m), Eduardo Salvio (70m) e Andreas Samaris (88m)
Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)
Uma coisa é um desafio em que uma equipa, entrando mal no encontro, sofrendo um golo de início, e, por vicissitudes do próprio jogo, se vê numa posição de tal forma adversa que, por mais que lute, até ao final, dificilmente conseguirá reverter a tendência. Foi, de forma muito resumida, o que se passou na partida com o Zenit.
Outra coisa, bem diversa, é uma equipa entrar em campo, mas, de facto, “não estar”presente, manter-se alheada, completamente à deriva e à mercê do seu adversário, que, só por falta de eficácia, não ampliou o marcador a um nível que seria escandaloso. Foi o que aconteceu em Leverkusen.
Uma péssima exibição (?) do Benfica, que nunca demonstrou – nem quando Salvio reduziu a desvantagem para a diferença mínima, aliás logo reposta no minuto imediato… – capacidade para competir com o Bayer Leverkusen. E tal não será certamente justificável por um poderio “extraordinário” da equipa alemã, que não o tem na realidade – pese embora o valor que necessariamente se reconhece ao 4.º classificado do campeonato da Alemanha da época transacta -, mas sim por uma paupérrima actuação dos jogadores do Benfica, numa estrutura desconexa, que não funcionou minimamente bem em qualquer dos sectores, seja na defesa, seja no meio-campo, e, ainda menos, no ataque.
Dois jogos distintos na Liga dos Campeões, mas uma imagem comum transmitida, quer na vertente da falta de ambição, em primeira análise, quer, depois, no concreto, na falta de organização, coordenação, “fio de jogo”, que permitissem disputar, de “igual para igual” com os adversários, o resultado.
Uma tendência que urge inverter.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Malmö – Olympiakos – 2-0
At. Madrid – Juventus – 1-0
1º Juventus, At. Madrid, Malmö e Olympiakos, 3
Grupo B
Basel – Liverpool – 1-0
Ludogorets – Real Madrid – 1-2
1º Real Madrid, 6; 2º e Liverpool e Basel, 3; 4º Ludogorets, 0
Grupo C
Zenit – Monaco – 0-0
Bayer Leverkusen – Benfica – 3-1
1º Zenit e Monaco, 4; 3º Bayer Leverkusen, 3; 4º Benfica, 0
Grupo D
Arsenal – Galatasaray – 4-1
Anderlecht – B. Dortmund – 0-3
1º B. Dortmund, 6; 2º Arsenal, 3; 3º Galatasaray e Anderlecht, 1
Grupo E
Manchester City – Roma – 1-1
CSKA Moskva – Bayern – 0-1
1º Bayern, 6; 2º Roma, 4; 3º Manchester City, 1; 4º CSKA Moskva, 0
Grupo F
Paris St.-Germain – Barcelona – 3-2
APOEL – Ajax – 1-1
1º Paris St.-Germain, 4; 2º Barcelona, 3; 3º Ajax, 2; 4º APOEL, 1
Grupo G
Sporting – Chelsea – 0-1
Schalke 04 – Maribor – 1-1
1º Chelsea, 4; 2º Maribor e Schalke 04, 2; 4º Sporting, 1
Grupo H
Shakhtar Donetsk – FC Porto – 2-2
BATE Borisov – At. Bilbao – 2-1
1º FC Porto, 4; 2º BATE Borisov, 3; 3º Shakhtar Donetsk, 2; 4º At. Bilbao, 1



