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5 golos em 25 minutos
Chalana disse há minutos não se lembrar de um jogo com 5 golos em 25 minutos. Eu recordo-me: foi em 19 de Novembro de 1978, para o Campeonato Nacional, no Estádio da Luz, e o Benfica ganhou então ao Sporting por 5-0… e Chalana até jogou nessa partida!
O Benfica, treinado por John Mortimore, jogou com: Bento (José Henrique, 82m); Pietra, Humberto Coelho, Alhinho e Alberto, Toni, Alves e Shéu; Nené, Reinaldo e Chalana (Eurico, 63m).
A marcha do marcador foi a seguinte: 1-0 – Reinaldo (15m); 2-0 – Nené (18m); 3-0 – Reinaldo (28m); 4-0 Alves (30m); 5-0 – Alves (40m).
FC Porto Tri-Campeão
Ao vencer o E. Amadora por expressivos 6-0 (maior goleada do campeonato na presente temporada), o FC Porto sagrou-se hoje Campeão Nacional pela 23ª vez (1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08) – em 74 edições da prova –, alcançando, pela segunda vez na sua história, o tri-campeonato.
Desde a época de 1972-73 – quando o Benfica garantiu o título a 7 jornadas do termo da prova – que o Campeão não era definido tão cedo como este ano: a 5 jornadas do final do Campeonato, o FC Porto dispõe de 18 pontos de vantagem sobre o segundo classificado.
Demissão de Camacho
O treinador do Benfica, José Antonio Camacho acaba de pedir a demissão; no termo de um jogo em que empatou no seu Estádio, frente ao U. Leiria (último classificado da I Liga), terá solicitado a rescisão do vínculo laboral que o ligava ao clube ainda por mais uma época, sem exigência de qualquer compensação contratual.
Não tendo nunca – em cerca de seis meses! – conseguido que o Benfica jogasse como equipa (no que constitui o lema da modalidade, football association), sem um modelo de futebol organizado, sem um fio condutor (com a equipa a viver de iniciativas individuais), há muitos jogos atrás que Camacho parecia ter baixado os braços.
Não confiando nos seus jogadores (não acreditando no seu potencial), sentia-se, desde há várias semanas, o seu conformismo e impotência para injectar o sopro de moral e motivação de que a equipa carece, na aparente impossibilidade que denota de se auto-motivar na disputa dos objectivos que lhe restam ainda: garantir o 2º lugar no Campeonato (e consequente qualificação automática para a Liga dos Campeões); conquistar a Taça de Portugal; por que não vencer em Getafe, para prosseguir na Taça UEFA.
Sentia-se que o Benfica necessitava de se libertar de Camacho; que necessitava urgentemente de “sangue novo”, de um responsável (com um perfil de treinador jovem, ambicioso, numa fase de lançamento de carreira) que – no quadro das condicionantes orçamentais do clube – pudesse preparar, planear, programar tempestivamente a próxima época.
Hoje, consumada que está a saída de Camacho – num gesto de grande dignidade profissional -, é fundamental que a Direcção do Benfica não se precipite e que, sem pressas, faça a opção mais adequada para o futuro. No imediato, necessariamente, a equipa não deixará de dar uma resposta positiva a esta situação; mais importante que este final de época (o fundamental será mesmo conservar o 2º lugar…) será a próxima. O seu desfecho começará a desenhar-se agora, em função da decisão que for tomada.
FC PORTO BI-CAMPEÃO NACIONAL – 2006-07
Total Casa Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 FC Porto 30 22 3 5 65-20 69 13 - 2 38- 9 9 3 3 27-11
2 Sporting CP 30 20 8 2 54-15 68 11 2 2 35- 9 9 6 - 19- 6
3 SL Benfica 30 20 7 3 55-20 67 11 4 - 31- 7 9 3 3 24-13
4 SC Braga 30 14 8 8 35-30 50 8 4 3 22-17 6 4 5 13-13
5 CF Os Belenenses 30 15 4 11 36-29 49 8 2 5 18- 8 7 2 6 18-21
6 FC P. Ferreira 30 10 12 8 31-36 42 7 7 1 19-12 3 5 7 12-24
7 U. D. Leiria 30 10 11 9 25-27 41 6 7 2 14-11 4 4 7 11-16
8 CD Nacional 30 11 6 13 41-38 39 9 2 4 28-15 2 4 9 13-23
9 CF E. Amadora 30 9 8 13 23-36 35 7 5 3 15-12 2 3 10 8-24
10 Boavista FC 30 8 11 11 32-34 35 5 7 3 20-16 3 4 8 12-18
11 CS Marítimo 30 8 8 14 30-44 32 5 4 6 14-19 3 4 8 16-25
12 A. Naval 1º Maio 30 7 11 12 28-37 32 3 5 7 12-16 4 6 5 16-21
13 A. Académica C. 30 6 8 16 28-46 26 3 2 10 12-21 3 6 6 16-25
14 VFC Setúbal 30 5 9 16 21-45 24 2 5 8 11-23 3 4 8 10-22
15 SC Beira-Mar 30 4 11 15 28-55 23 3 7 5 18-26 1 4 10 10-29
16 CD Aves 30 5 7 18 22-42 22 3 3 9 10-16 2 4 9 12-26
Liga dos Campeões – FC Porto e Sporting CP
Liga dos Campeões (3ª Pré-Eliminatória) – SL Benfica
Taça UEFA – SC Braga, CF Belenenses e FC P. Ferreira
Despromovidos à II Liga – SC Beira-Mar e CD Aves
Promovidos à I Liga – Leixões SC e VSC Guimarães
– O FC Porto somou hoje o seu 22º título de Campeão Nacional em 73 edições da prova (1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07); foi vice-campeão por 24 vezes; 10 3º lugares; 11 4ª lugares; 3 5º lugares; 1 6º; 1 7º; e 1 9º lugar
– O Sporting conquistou já 18 títulos de Campeão (1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02); sendo vice-campeão pela 17ª vez; 24 vezes 3º; 10 4º lugares; e 4 5º lugares.
– O Benfica, já Campeão por 31 vezes (1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05); conta ainda 24 vice-campeonatos; tendo obtido pela 14ª vez o 3º lugar; 3 4º lugares; e 1 6º lugar.
– Os restantes Campeonatos foram conquistados por: Belenenses (em 1945-46); e Boavista (em 2000-01).
A “normalidade” acabou por imperar, com os três candidatos a vencer na última jornada, mantendo assim a posição na tabela classificativa (e repetindo a classificação geral final da época passada).
O FC Porto, líder durante toda a prova, revalida o título – um dos mais difíceis da sua história. O Sporting, com uma equipa jovem, tendo porventura – pelo menos em algumas fases do campeonato – praticado o melhor futebol, conclui a prova novamente na posição de vice-campeão. O Benfica, com um arranque de época difícil e um “penoso” final de temporada não conseguiu mais do que minimizar as distâncias para os 2 primeiros, acabando o campeonato com uma série de 20 jogos consecutivos sem derrota, tendo sido também a única equipa invicta em casa.
Na jornada de hoje, o Sporting voltou a entrar forte, “resolvendo o assunto” logo na primeira meia hora. Chegou contudo a estar em 3º lugar (dado que o Benfica marcara primeiro à Académica)… durante um minuto, “saltando” (com o seu golo, logo aos 10 minutos) para o 1º lugar… até que o FC Porto conseguisse inaugurar o marcador. Na sequência do golo do empate do D. Aves, o Sporting passaria novamente para “a frente”, até ao 2º golo do FC Porto, já na segunda parte, iam decorridos 52 minutos. Os portistas apenas “respirariam fundo” cerca da hora de jogo, com o auto-golo de Jorge Ribeiro, fazendo o 3-1.
PROBABILIDADES
Em 27 combinações possíveis de resultados nos 3 jogos em que participam os “pretendentes” ao título (amanhã, a partir das 19h15), o FC Porto seria Campeão em 17 dos casos (63 %): desde que vença o Aves (9 combinações); em caso de empate, desde que o Sporting não vença o Belenenses (6 combinações); mesmo perdendo, desde que o Sporting também seja derrotado e que o Benfica não vença a Académica (2 combinações).
O Sporting dispõe de 8 “cenários” favoráveis (30 %) à conquista do título de Campeão: vencendo o Belenenses, desde que o FC Porto não vença o Aves (6 combinações); empatando, desde que o FC Porto seja derrotado e que o Benfica não vença (2 combinações).
No caso do Benfica, “against (almost) all ods”, só 2 combinações (7 %) lhe permitiriam realizar a quimera do título: vencendo a Académica, desde que o FC Porto seja derrotado e que o Sporting não vença.
ENTRETANTO, NA I LIGA…
As vitórias do Sporting e Benfica e o empate do FC Porto em Paços de Ferreira mantêm os Campeões em título e líderes da prova sob pressão.
À entrada para a última jornada, o FC Porto regista 66 pontos, contra 65 do Sporting e 64 do Benfica! Há quantos anos não chegávamos a esta fase do campeonato com os três primeiros na disputa do título?
Embora, no caso do Benfica, chegar ao 1º lugar mais não pareça ser que uma quimera: necessita (para além da vitória no seu jogo, com a Académica) de uma derrota do FC Porto (frente a um “aflito” Aves) e que o Sporting não vença o Belenenses… Deixem-nos sonhar!
Em aberto permanece portanto – para além da disputa do 4º lugar (entre Belenenses e Braga) – a decisão sobre o 2º classificado e consequente acesso directo à Liga dos Campeões.
Na tenaz luta pela manutenção, subsistem Aves e Beira-Mar (ambos com 22 pontos) e Setúbal (21 pontos); só um deles poderá “salvar-se”. Quem assegurou a manutenção na jornada de hoje (não obstante a derrota frente ao Sporting) foi a Académica, única equipa a conhecer já a sua posição final na tabela classificativa: independentemente dos resultados da última jornada (em que defronta o Benfica, no Estádio da Luz), ocupará o 13º lugar.
Por fim, P. Ferreira (41 pontos), U. Leiria (40 pontos) e Nacional (38 pontos) disputarão a última vaga disponível para acesso à Taça UEFA.
LEIXÕES E GUIMARÃES NA I LIGA
18 anos depois, o Leixões conseguiu hoje garantir a promoção à I Liga de Futebol, ao vencer o O. Moscavide por 2-1, na penúltima jornada da Liga de Honra (com o seu treinador, Vítor Oliveira, a conseguir o feito pela 5ª vez!), uma “prenda” ideal para um clube a festejar o seu centenário.
Também o Guimarães – vencendo hoje em Gondomar por 2-0 – alcançou o ambicionado regresso ao principal campeonato de futebol, um ano depois de ter interrompido um ciclo de 48 anos consecutivos de presenças na I Divisão.
Depois de liderar durante muito tempo o campeonato da Liga de Honra – conseguindo uma excelente série de 17 jogos sem perder -, o Rio Ave acabaria por soçobrar, acumulando 4 derrotas consecutivas (hoje, por 0-2, com o Olhanense), vendo-se afastado da disputa da subida de divisão.
Os Parabéns ao Leixões e Guimarães (os dois clubes com maior capacidade de mobilização de adeptos na Liga de Honra); uma palavra de alento para os vila-condenses.
BENFICA, 1 – SPORTING, 1
Num jogo paupérrimo – há muito tempo que não recordo um derby tão mal jogado de parte a parte – perante um Benfica numa fase em que “quer pouco”… e “pode” ainda menos, incompreensível a falta de ambição do Sporting, assim colocando à mercê de um FC Porto (também de “fim de estação”) a conquista de mais um título.
Quais as explicações possíveis para que FC Porto, Sporting e Benfica cheguem a esta fase (crucial) da época em tão “má forma”?
Na partida de hoje, o Benfica – “oferecendo um golo de avanço”, praticamente no primeiro minuto, por Liedson (que não cheguei a ver, ainda ocupado a ajeitar o telemóvel…) – denotou durante toda a primeira metade do encontro uma enorme intranquilidade, falta de confiança, sem conseguir “ligar dois passes”; o golo do empate foi obtido mais numa reacção de “raiva” de Miccoli que na sequência de uma fase de futebol articulado e coerente.
Na segunda parte, o Benfica pareceu querer “assentar” o jogo, mas, a partir dos 60 minutos, começaram a “faltar as pernas” aos elementos-chave da equipa; as entradas de Manu (aos 65 minutos) e de Mantorras (a cerca de 10 minutos do fim) praticamente nada trouxeram de novo.
Nesse período, já o Sporting parecia satisfeito com o empate – preferindo apostar na conservação do 2º lugar do que em ir à procura do 1º… – sendo o futebol jogado “aos repelões”, muito pelo ar e com pouco nexo.
A três jornadas do fim, com as três equipas a “léguas” do seu potencial (a do Sporting será, nesta altura, a “menos má”), haverá ainda bastantes pontos para perder… mas só um FC Porto (que beneficia nesta altura de 3 pontos de avanço sobre o Sporting e 4 em relação ao Benfica) tão desastrado como o da primeira parte de ontem no Bessa poderia deixar fugir o título…
P. S. Entretanto, na Holanda, o PSV Eindhoven (de Ronald Koeman…) sagrou-se tri-campeão… por um golo de vantagem sobre o Ajax. Num fim-de-semana em que o também (precedente) treinador do Benfica, Giovanni Trapatonni, se sagrou igualmente campeão… na Áustria, com o FC Salzburg. Na Croácia, também já há campeão: o D. Zagreb.
BENFICA, 1 – FC PORTO, 1
Melhor – O FC Porto na primeira parte, impondo a vantagem em termos de compleição física dos seus jogadores, jogando compacto, de forma agressiva (nos limites da virilidade e da dureza… ou para além deles – nomeadamente com Bruno Alves com uma entrada intimidatória sobre Simão Sabrosa, logo aos 3 minutos, que lhe valeria o primeiro de vários cartões amarelos), com um meio-campo dominante, controlando o jogo, manietando um Benfica “desligado”, que nunca teve a capacidade de jogar como conjunto, com os sectores muito afastados e com o meio-campo a não conseguir “pegar no jogo”.
Indigno – O anti-jogo do FC Porto durante a segunda parte, impróprio de uma equipa que é campeã e que luta por revalidar o título. Depois de um golo feliz – a finalizar a primeira parte – na sequência de um lance de bola parada, com Pepe a surgir sozinho ao segundo poste, para empurrar facilmente, de cabeça, para a baliza, o FC Porto da segunda metade da partida não só abdicou de jogar o jogo pelo jogo, como tudo procurou fazer para evitar que o Benfica pudesse jogar; sucessivas simulações de lesões; múltiplas paragens para quebrar o ritmo da partida; um espectáculo muito pobre.
Magia – A forma como Rui Costa, entrando para a segunda metade do encontro, pautou, como verdadeiro “maestro” o futebol de ataque do Benfica, fazendo sucessivas aberturas, solicitando a desmarcação dos seus colegas, fazendo-os correr, dando dinâmica ao futebol do Benfica. O golo do empate – na sequência de uma jogada algo confusa, com David Luiz a rematar e a bola ainda a embater em Lucho antes de entrar na baliza – acabaria por ser magro pecúlio para a qualidade do futebol enleante do Benfica, com sucessivas subidas pelos flancos, ora por Nélson, ora por Léo, com Simão Sabrosa a chegar claramente tarde ao flanco esquerdo (depois de ter andado perdido no meio do terreno durante toda a primeira parte); no último quarto de hora, o FC Porto passou por sérios apuros, sem conseguir suster a dinâmica benfiquista.
Ausente – Quaresma praticamente não tocou na bola, sempre bem marcado por Nélson, que procurou levar o jogo para áreas mais avançadas, a que Quaresma não recuava (não gosta de defender…), pelo que o criativo do FC Porto acabou por andar quase sempre afastado do “centro das operações”, numa partida em que “passou ao lado” do jogo.
Impossível – A defesa de Helton, já em período de descontos, a evitar o golo da vitória do Benfica, na sequência de um cabeceamento subtil de Mantorras. Teria ainda tempo para nova excelente defesa, a remate forte de Derlei.
Empate – Um resultado que serve melhor as ambições do FC Porto, mantendo um ponto de vantagem na classificação, quando restam agora 7 jogos até final do campeonato… que continua, em aberto, possivelmente numa disputa a três, se o Sporting vencer amanhã. Neste encontro, só uma equipa procurou a vitória: essa, foi o Benfica.
CAMPEONATOS NACIONAIS DE FUTEBOL – 2000 JORNADAS
Concluída a 2 000ª jornada da história dos Campeonatos Nacionais de Futebol (desde a época de 1934-35, a partir de 20 de Janeiro de 1935) – subsistindo por disputar o jogo da 1ª jornada da presente época, entre o Benfica e o Belenenses -, é o seguinte o ranking geral (considerando 3 pontos por vitória):
Pres. J V E D GM GS P 1º Benfica 73 1999 1351 379 269 4911-1826 4432 2º FC Porto 73 2000 1297 370 333 4453-1883 4261 3º Sporting 73 2000 1243 411 346 4549-1949 4140 4º Belenenses 69 1871 800 443 628 3082-2371 2843 5º Guimarães 62 1808 697 431 680 2607-2619 2522 6º Setúbal 59 1640 591 380 669 2383-2468 2153 7º Boavista 50 1486 590 365 531 2032-2073 2135 8º Braga 51 1524 534 369 621 1969-2267 1971 9º Académica 55 1408 451 286 670 2064-2592 1639 10º Marítimo 27 880 298 251 331 973-1078 1145



