Posts tagged ‘Futebol’
Liga Europa – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Sporting – LASK Linz – 2-1
Rosenborg – PSV Eindhoven – 1-4
1º PSV Eindhoven, 6; 2º Sporting e LASK Linz, 3; 4º Rosenborg, 0
Grupo F
Arsenal – Standard Liège – 4-0
V. Guimarães – E. Frankfurt – 0-1
1º Arsenal, 6; 2º Standard Liège e E. Frankfurt, 3; 4º V. Guimarães, 0
Grupo G
Young Boys – Rangers – 2-1
Feyenoord – FC Porto – 2-0
1º Feyenoord, Young Boys, Rangers e FC Porto, 3
Grupo K
Beşiktaş – Wolverhampton – 0-1
Sp. Braga – Slovan Bratislava – 2-2
1º Slovan Bratislava e Sp. Braga, 4; 3º Wolverhampton, 3; 4º Beşiktaş, 0
(mais…)
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Galatasaray – Paris St.-Germain – 0-1
Real Madrid – Brugge – 2-2
1º Paris St.-Germain, 6; 2º Brugge, 2; 3º Galatasaray e Real Madrid, 1
Grupo B
Tottenham – Bayern – 2-7
Crvena Zvezda – Olympiakos – 3-1
1º Bayern, 6; 2º Crvena Zvezda, 3; 3º Olympiakos e Tottenham, 1
Grupo C
Manchester City – D. Zagreb – 2-0
Atalanta – Shakhtar Donetsk – 1-2
1º Manchester City, 6; 2º D. Zagreb e Shakhtar Donetsk, 3; 4º Atalanta, 0
Grupo D
Juventus – Bayer Leverkusen – 3-0
Lokomotiv Moskva – At. Madrid – 0-2
1º Juventus e At. Madrid, 4; 3º Lokomotiv Moskva, 3; 4º Bayer Leverkusen, 0
Grupo E
Genk – Napoli – 0-0
Liverpool – RB Salzburg – 4-3
1º Napoli, 4; 2º RB Salzburg e Liverpool, 3; 4º Genk, 1
Grupo F
Slavia Praha – B. Dortmund – 0-2
Barcelona – Inter – 2-1
1º B. Dortmund e Barcelona, 4; 3º Inter e Slavia Praha, 1
Grupo G
RB Leipzig – Lyon – 0-2
Zenit – Benfica – 3-1
1º Zenit e Lyon, 4; 3º RB Leipzig, 3; 4º Benfica, 0
Grupo H
Lille – Chelsea – 1-2
Valencia – Ajax – 0-3
1º Ajax, 6; 2º Chelsea e Valencia, 3; 4º Lille, 0
Liga dos Campeões – 2ª jornada – Zenit – Benfica
Zenit S. Petersburgo – Andrei Lunev, Igor Smolnikov (63m – Yordan Osorio), Branislav Ivanović, Yaroslav Rakitskiy, Douglas Santos, Sebastián Driussi, Wílmar Barrios, Magomed Ozdoev, Oleg Shatov (68m – Vyacheslav Karavaev), Sardar Azmoun (81m – Aleksandr Erokhin) e Artem Dzyuba
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Ljubomir Fejsa (60m – Carlos Vinícius), Luís Fernandes “Pizzi” (60m – Caio Lucas), Gabriel Pires, Adel Taarabt, Rafael “Rafa” Silva e Haris Seferović (81m – Raúl de Tomás)
1-0 – Artem Dzyuba – 22m
2-0 – Rúben Dias (p.b.) – 70m
3-0 – Sardar Azmoun – 78m
3-1 – Raúl de Tomás – 85m
Cartão amarelo – Yaroslav Rakitskiy (44m)
Árbitro – Carlos del Cerro Grande (Espanha)
Os resultados e as exibições do Benfica em desafios da Liga dos Campeões têm vindo a assumir um padrão, nas últimas épocas, que afastam já a causalidade ou qualquer outro aspecto relacionado com a aleatoriedade do jogo.
É evidente a falta de competitividade que, de forma consistente, tem vindo a ser patenteada, a este nível, de exigência máxima em termos europeus: 11 derrotas sofridas nos últimos 14 jogos disputados na fase de grupos da competição são números demasiado eloquentes.
Esta noite, ciente da necessidade de pontuar, atendendo ao mau arranque nesta edição, com o desaire caseiro sofrido ante o RB Leipzig, o Benfica – depois de um primeiro susto, logo ao segundo minuto – até pareceu entrar com disposição positiva, procurando jogar de igual para igual (Seferović cabecearia, com perigo, aos cinco minutos).
Porém, a partir do primeiro tento sofrido, aos 22 minutos – com Vlachodimos, apertado, a passar a bola a Fejsa, que não conseguiu dominar, perdendo a bola para Ozdoev, deixando espaço à rápida incursão de Dzyuba, que não perdoou -, a equipa logo se descompôs, revelando, durante cerca de uma hora de jogo, inexplicáveis fragilidades, e, pior, mostrando-se desconcentrada, abúlica, e com erros gritantes, inaceitáveis em alta competição, que o Zenit aproveitou para, sem dificuldade, elevar a contagem até 3-0, podendo, inclusivamente, o marcador ter atingido expressão mais violenta (o resultado tangencial ao intervalo era, aliás, lisonjeiro para o Benfica).
Nessa fase, após Bruno Lage ter arriscado, fazendo sair Fejsa para a entrada de Carlos Vinícius, a equipa benfiquista estava já claramente descompensada, esquecida das imprescindíveis marcações, deixando enormes clareiras livres ao seu adversário.
Assim chegaria o segundo golo do Zenit, numa transição rápida, com Rúben Dias – ao tentar interceptar a bola, que, cruzada por Karavaev, rumava para a fácil finalização de um contrário, nas suas costas -, infeliz, a introduzir a bola na sua própria baliza.
E, poucos minutos depois, o terceiro tento, outra vez com o meio campo e defensiva encarnadas, completamente distraídos, na sequência de um livre, a conceder completa liberdade de movimentos ao ataque russo.
Ao longo de todo esse período, o grupo português apresentava-se desligado, sem agressividade, permitindo ao Zenit superiorizar-se em praticamente todos os duelos individuais e bolas divididas.
De positivo ficou unicamente, já na parte final do encontro, o grito de inconformismo de Raúl de Tomás – cuja entrada em campo, a nove minutos do fim, até chegou a dar a sensação de, de alguma forma, poder ser um “presente envenenado”, considerando a forma destrambelhada como a equipa se posicionava – com um potente remate, de fora da área, ao ângulo da baliza, a quebrar o seu jejum pessoal de golos ao serviço do Benfica, estreando-se enfim a marcar.
Nos derradeiros minutos, Raúl de Tomás, Gabriel e Carlos Vinicius estariam ainda perto de poder voltar a chegar ao golo, mas o resultado não se alteraria.
Urge “arrepiar caminho”: a salvação da participação europeia do Benfica nesta época passa, necessariamente, por uma vitória no próximo jogo frente ao Lyon.
Grandes clássicos das competições europeias – (21) Real Madrid – Manchester United

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1956-57 TCE 1/2 R.Madrid-M.Utd. 3-1 M.Utd.-R.Madrid 2-2 1967-68 TCE 1/2 M.Utd.-R.Madrid 1-0 R.Madrid-M.Utd. 3-3 1999-00 LCE 1/4 R.Madrid-M.Utd. 0-0 M.Utd.-R.Madrid 2-3 2002-03 LCE 1/4 R.Madrid-M.Utd. 3-1 M.Utd.-R.Madrid 4-3 2012-13 LCE 1/8 R.Madrid-M.Utd. 1-1 M.Utd.-R.Madrid 1-2 2016-17 STE Final R.Madrid-M.Utd. 2-1 (Philip II Ar.,Skopje) Balanço global J V E D GM GS Real Madrid - Manchester United 11 5 4 2 22 – 17
Vem de longe a rivalidade entre estes dois históricos do futebol europeu, que se defrontaram pela primeira vez, na temporada de 1956-57, nas meias-finais, logo na segunda edição da Taça dos Campeões Europeus, de que o Real Madrid começara, desde início, a ser o “crónico” vencedor, tendo triunfado em todas as cinco primeiras finais da prova.
Nas outras três eliminatórias em que os espanhóis levaram a melhor sobre o clube inglês, o Real Madrid revalidaria o título de Campeão Europeu em 1999-00 (8.º dos seus treze títulos), quedando-se pelas meias-finais em 2002-03 (eliminado pela Juventus) e em 2012-13 (suplantado pelo Borussia Dortmund).
Por seu lado, o Manchester United, na única ocasião em que conseguiu superar o Real Madrid no confronto directo (defendendo o tangencial triunfo averbado em casa, impondo um empate a três golos no “Santiago Bernabéu”), também na já distante época de 1967-68, conquistaria a Taça dos Campeões, ganhando ao Benfica na Final, em Wembley, após prolongamento.
A última vez que os dois clubes se cruzaram foi na Supertaça Europeia de 2016-17, em Sjopke, na Macedónia, com José Mourinho (depois de três épocas em que orientou o Real Madrid, entre 2010 e 2013, tendo marcado presença nas meias-finais da Liga dos Campeões nesses três anos) então no comando técnico do Manchester United (vencedor da Liga Europa da referida temporada), tendo a equipa espanhola conquistado também o troféu em disputa.
Grandes clássicos das competições europeias – (22) Barcelona – Paris Saint-Germain

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1994-95 LCE 1/4 Barcelona-PSG 1-1 PSG-Barcelona 2-1 1996-97 TVT Final Barcelona-PSG 1-0 (De Kuip, Roterdão) 2012-13 LCE 1/4 PSG-Barcelona 2-2 Barcelona-PSG 1-1 2014-15 LCE Grupo PSG-Barcelona 3-2 Barcelona-PSG 3-1 2014-15 LCE 1/4 PSG-Barcelona 1-3 Barcelona-PSG 2-0 2016-17 LCE 1/8 PSG-Barcelona 4-0 Barcelona-PSG 6-1 Balanço global J V E D GM GS Barcelona - Paris Saint-Germain 11 5 3 3 22 – 16
O jogo mais importante entre estes dois clubes, que se têm cruzado com assiduidade nos últimos anos terá sido o da Final da Taça dos Vencedores de Taças, da época de 1996-97, no qual o Barcelona conquistou pela quarta vez o troféu, o que lhe confere destacada posição de liderança nessa competição, entretanto já extinta.
Não obstante, o que, por agora, mais perdura na memória, é a recente eliminatória da Liga dos Campeões da temporada 2016-17, na qual, depois de um categórico triunfo (4-0) dos parisienses, o Paris Saint-Germain sofreu uma inexplicável débâcle na cidade condal, saindo vergado ao peso de uma retumbante goleada por 6-1, sendo eliminado em função dos três golos sofridos após o minuto 87 (dois deles já em período de compensação)!
Não obstante o balanço global não seja fortemente desequilibrado, tal traduz-se, contudo, numa vantagem catalã em todas as eliminatórias em que os dois clubes se defrontaram, à excepção da primeira, já em 1995 (com os parisienses a ser, de seguida, afastados, nas meias-finais, pelo AC Milan), sendo que, na edição de 2014-15, o Barcelona viria a conquistar a Liga dos Campeões, sagrando-se Campeão Europeu pela 5.ª vez no seu historial.
Na época de 2012-13, teria sido certamente preferível aos catalães não ter superado – em função de dois empates – os franceses nos 1/4 de final, o que os teria poupado à humilhação de duas goleadas sofridas ante o Bayern nas meias-finais da Liga dos Campeões (4-0 em Munique e 3-0 em Camp Nou, com um aterrador agregado de 7-0!).
Dois anos volvidos, depois de se terem cruzado no mesmo grupo de apuramento, com um triunfo caseiro para cada lado, o Barcelona venceria os jogos das duas mãos, tendo tido oportunidade – na sua caminhada triunfal – de se desforrar do Bayern, igualmente nas meias-finais, “devolvendo” o 3-0 sofrido em casa.
Na recente temporada de 2016-17, a tal da épica “remontada”, o Barcelona quedar-se-ia logo na eliminatória seguinte (1/4 de final), perdendo ante a Juventus (3-0 em Turim, a que se seguiu um nulo na Catalunha).
Liga Europa – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
LASK Linz – Rosenborg – 1-0
PSV Eindhoven – Sporting – 3-2
1º PSV Eindhoven e LASK Linz, 3; 3º Sporting e Rosenborg, 0
Grupo F
Standard Liège – V. Guimarães – 2-0
E. Frankfurt – Arsenal – 0-3
1º Arsenal e Standard Liège, 3; 3º V. Guimarães e E. Frankfurt, 0
Grupo G
Rangers – Feyenoord – 1-0
FC Porto – Young Boys – 2-1
1º FC Porto e Rangers, 3; 3º Young Boys e Feyenoord, 0
Grupo K
Wolverhampton – Sp. Braga – 0-1
Slovan Bratislava – Beşiktaş – 4-2
1º Slovan Bratislava e Sp. Braga, 3; 3º Wolverhampton e Beşiktaş, 0
(mais…)
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – Real Madrid – 3-0
Brugge – Galatasaray – 0-0
1º Paris St.-Germain, 3; 2º Brugge e Galatasaray, 1; 4º Real Madrid, 0
Grupo B
Bayern – Crvena Zvezda – 3-0
Olympiakos – Tottenham – 2-2
1º Bayern, 3; 2º Tottenham e Olympiakos, 1; 4º Crvena Zvezda, 0
Grupo C
D. Zagreb – Atalanta – 4-0
Shakhtar Donetsk – Manchester City – 0-3
1º D. Zagreb e Manchester City, 3; 3º Shakhtar Donetsk e Atalanta, 0
Grupo D
Bayer Leverkusen – Lokomotiv Moskva – 1-2
At. Madrid – Juventus – 2-2
1º Lokomotiv Moskva, 3; 2º Juventus e At. Madrid, 1; 4º Bayer Leverkusen, 0
Grupo E
Napoli – Liverpool – 2-0
RB Salzburg – Genk – 6-2
1º RB Salzburg e Napoli, 3; Liverpool e Genk, 0
Grupo F
B. Dortmund – Barcelona – 0-0
Inter – Slavia Praha – 1-1
1º Inter, Slavia Praha, Barcelona e B. Dortmund, 1
Grupo G
Lyon – Zenit – 1-1
Benfica – RB Leipzig – 1-2
1º RB Leipzig, 3; 2º Lyon e Zenit, 1; 4º Benfica, 0
Grupo H
Chelsea – Valencia – 0-1
Ajax – Lille – 3-0
1º Ajax e Valencia, 3; 3º Chelsea e Lille, 0
Grandes clássicos das competições europeias – (23) Manchester United – Bayern München

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1998-99 LCE Grupo Bayern-M.United 2-2 M.United-Bayern 1-1 1998-99 LCE Final M.United-Bayern 2-1 (Camp Nou, Barcelona) 2000-01 LCE 1/4 M.United-Bayern 0-1 Bayern-M.United 2-1 2001-02 LCE Grupo Bayern-M.United 1-1 M.United-Bayern 0-0 2009-10 LCE 1/4 Bayern-M.United 2-1 M.United-Bayern 3-2 2013-14 LCE 1/4 M.United-Bayern 1-1 Bayern-M.United 3-1 Balanço global J V E D GM GS Manchester United - Bayern München 11 2 5 4 13 - 16
Num embate com vantagem alemã, o desafio mais célebre entre Manchester United e Bayern foi o disputado em Camp Nou, em Barcelona, na época de 1998-99, na Final da Liga dos Campeões, com o clube inglês a operar uma épica reviravolta no marcador, com os dois golos apontados (pelos suplentes Sheringham e Solskjaer) já em período de compensação, que lhe proporcionaram a conquista do segundo troféu (de um total de três que ostenta) de Campeão Europeu (depois da estreia, ante o Benfica, em 1967-68), na terceira de cinco finais perdidas pela formação germânica.
Os bávaros obteriam alguma consolação, com as desforras averbadas nos três confrontos posteriores a eliminar (em 2001, 2010 e 2014), afastando a turma de Manchester nos 1/4 de final da Liga dos Campeões em todas essas três eliminatórias – sendo que, na primeira das ocasiões, logo dois anos após a “hecatombe” de Barcelona, depois de ganhar ambas as partidas, em Manchester e em Munique, o Bayern viria a sagrar-se Campeão Europeu pela quarta vez (de um total de cinco títulos que alcançou) no seu historial.
O clube de Munique chegaria também à Final da prova em 2009-10 (depois de ter afastado o Lyon), vindo, contudo, a ser desfeiteado, em partida disputada no “Santiago Bernabéu”, ante o Inter… de José Mourinho.
Já em 2013-14, o Bayern seria eliminado nas meias-finais, perdendo os dois jogos, sendo mesmo goleado em Madrid, pelo Real, por 4-0…
Na outra ocasião – para além de 1998-99 – em que integraram o mesmo grupo da Liga dos Campeões (na segunda fase de grupos), na temporada de 2001-02, tendo empatado os dois encontros entre si disputados, ambos os emblemas avançariam para a fase eliminar, tendo deixado para trás o Boavista (3.º do grupo – que, na primeira fase de grupos, a par do Liverpool, superara o Borussia Dortmund e o D. Kiev) e o Nantes.
O Bayern quedar-se-ia então, logo nos 1/4 de final, tendo sido igualmente batido pelo Real Madrid; quando ao Manchester United, depois de se superiorizar ao Deportivo da Coruña, veria o seu percurso terminado nas meias-finais, em função de dois empates ante o Bayer Leverkusen, com os alemães a ter vantagem no critério de desempate dos golos marcados fora.
Liga dos Campeões – 1ª jornada – Benfica – RB Leipzig
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (76m – Rafael “Rafa” Silva), Ljubomir Fejsa, Adel Taarabt, Franco Cervi (76m – Haris Seferović), João Filipe “Jota” (67m – David Tavares) e Raúl de Tomás
RB Leipzig – Péter Gulácsi, Willi Orban, Ibrahima Konaté, Nordi Mukiele, Diego Demme, Marcel Sabitzer, Konrad Laimer (39m – Amadou Haidara), Emil Forsberg (88m – Christopher Nkunku), Marcel Halstenberg (83m – Lukas Klostermann), Yussuf Poulsen e Timo Werner
0-1 – Timo Werner – 69m
0-2 – Timo Werner – 78m
1-2 – Haris Seferović – 84m
Cartões amarelos – João Filipe “Jota” (62m); Yussuf Poulsen (57m) e Amadou Haidara (70m)
Árbitro – Anastasios ”Tasos” Sidiropoulos (Grécia)
Na estreia de Bruno Lage na Liga dos Campeões (por coincidência, suspenso, devido ao cartão vermelho que lhe foi exibido no último jogo da Liga Europa da temporada passada), o treinador do Benfica voltou a procurar surpreender, optando por uma “mini-revolução” no onze, dando também oportunidade ao “baptismo europeu” de Tomás Tavares (e, depois, igualmente de David Tavares), estreando-se também Taarabt e Raúl de Tomás em desafios das competições europeias, ao serviço do Benfica, a que acrescem ainda as entradas de Franco Cervi (primeiro jogo oficial na presente época) e Jota, para os lugares habitualmente desempenhados por Rafa Silva e Seferović.
A primeira parte caracterizou-se por quase absoluto equilíbrio (repartição paritária do tempo de posse de bola, 50/50, dois cantos para cada lado, número muito aproximado de remates), com as duas equipas perfeitamente “encaixadas”, destacando-se, neste período, dois lances, um para cada lado: primeiro, aos 26 minutos, Timo Werner a testar a concentração de Vlachodimos; quase a chegar ao intervalo, seria a vez de Gulácsi defender um remate de cabeça de Raúl de Tomás.
Porém, à medida que o relógio ia avançando, o ritmo competitivo mais intenso da formação germânica começava a fazer-se sentir, com Vlachodimos a ser chamado a várias intervenções de bom nível, procurando manter a sua baliza inviolada.
O primeiro lance de algum perigo a favor do Benfica surgiria apenas à passagem da hora de jogo, com Pizzi a conseguir fugir à marcação directa, mas, sem deixar de se sentir pressionado, algo precipitadamente, a rematar fraco e à figura do guardião contrário.
Com as equipas a arriscar mais – pese embora a turma portuguesa apostasse mais em transições rápidas -, o jogo começaria a ficar “partido”, abrindo-se espaços, e acabaria mesmo por ser o RB Leipzig a inaugurar o marcador, próximo dos 70 minutos.
Com uma boa reacção ao tento sofrido, o Benfica teria, quase de imediato, as suas melhores oportunidades de golo, primeiro com o guarda-redes húngaro a dar boa resposta a um livre directo apontado por Grimaldo, e poucos minutos volvidos, com Taarabt a lançar Cervi, que, isolado frente a Gulácsi, não teve, porém, o discernimento necessário para marcar.
Menos de dez minutos após o tento inaugural, a equipa alemã ampliaria a vantagem, outra vez pelo letal Timo Werner, dando prova de grande eficácia.
Já próximo do final da partida, o Benfica conseguiria ainda reduzir para uma diferença tangencial no marcador, com Seferović, de primeira, a dar boa sequência à assistência de Rafa.
Curiosamente, o conjunto português teria ainda nova ocasião para voltar a marcar, invertendo-se os papéis, desta vez com Rafa, a passe de Seferović, a rematar ao lado.
Frente a um adversário que se revelou mais forte – o RB Leipzig (actual líder da Bundesliga), vindo do “pote 4”, será talvez a mais poderosa equipa do grupo –, o Benfica acabou, não obstante, por ser penalizado pela sua ineficácia, não tendo conseguido materializar em golo um par de ocasiões flagrantes de que dispôs, voltando a ter uma comprometedora “entrada em falso” na Liga dos Campeões, que faz realçar, desde já, a crucial importância do jogo a disputar em São Petersburgo.
Grandes clássicos das competições europeias – (24) Manchester United – Benfica

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1965-66 TCE 1/4 M.United-Benfica 3-2 Benfica-M.United 1-5 1967-68 TCE Final M.United-Benfica 4-1 (Estádio de Wembley) 2005-06 LCE Grupo M.United-Benfica 2-1 Benfica-M.United 2-1 2006-07 LCE Grupo Benfica-M.United 0-1 M.United-Benfica 3-1 2011-12 LCE Grupo Benfica-M.United 1-1 M.United-Benfica 2-2 2017-18 LCE Grupo Benfica-M.United 0-1 M.United-Benfica 2-0 Balanço global J V E D GM GS Manchester United - Benfica 11 8 2 1 25 - 11
Num dos dois “Grandes clássicos das competições europeias” em que é interveniente um clube português, o balanço do confronto directo entre Manchester United e Benfica é claramente desequilibrado a favor do emblema inglês, registando o Benfica uma única vitória, em 11 jogos disputados.
Nestes encontros, destaca-se, em especial, o da Final da Taça dos Campeões Europeus da época de 1967-68, disputado em Londres, no Estádio de Wembley, com uma igualdade a um golo no final do tempo regulamentar, tendo a formação inglesa marcado três tentos no prolongamento, num período de apenas três minutos.
Assim como, por outro lado, o triunfo alcançado pelo Benfica na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões de 2005-06, que lhe proporcionou o apuramento para os 1/8 de final (fase em que a equipa portuguesa superaria o então Campeão Europeu em título, Liverpool, vindo depois a ser afastada pelo futuro Campeão, Barcelona), tendo, em paralelo, eliminado o Manchester United.
A estreia dos confrontos entre os dois clubes remonta a 1965-66, época em que o Manchester United, depois de eliminar o Benfica (com uma sensacional goleada de 5-1 no Estádio da Luz), viria a ser surpreendido, nas meias-finais, pelo Partizan de Belgrado.
Também já na era da “Liga dos Campeões”, em 2006-07, a turma inglesa, vencedora do seu grupo de apuramento, afastaria ainda o Lille e a Roma (com uma goleada por 7-1), tendo sido desfeiteada nas meias-finais, pelo AC Milan.
Adicionalmente, os dois empates averbados na temporada de 2011-12 (1-1 na Luz e 2-2 em Old Trafford) contribuíram para que o Benfica vencesse o grupo (à frente do Basileia), tendo resultado, de novo, no afastamento da prova do então vice-campeão europeu, Manchester United (que, aliás, marcara presença na Final da competição em três das quatro épocas precedentes).
Nessa época o Benfica ultrapassaria ainda o Zenit (nos 1/8 de final), vindo a cair perante o Chelsea, clube que acabaria igualmente por conquistar o título.
Por fim, em 2017-18, o Manchester United, depois de ter sido igualmente 1.º classificado do grupo, seria eliminado logo nos 1/8 de final, pelo Sevilla.



