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LIGA DOS CAMPEÕES – 1/4 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Barcelona 0-0 0-2 0-2 Arsenal - Juventus 2-0 0-0 0-0 Inter - Villarreal 2-1 0-1 2-2 Lyon - AC Milan 0-0 1-3 1-3
Frente à força e poderio do Barcelona – porventura a melhor equipa mundial na actualidade, fazendo recordar, a espaços, a “laranja mecânica” holandesa da década de 70 – o Benfica não teve a capacidade de superação que era requerida para vencer a eliminatória.
No conjunto dos dois jogos, o Barcelona foi claramente superior, teve mais de uma dezena de oportunidades de golo, contra 3 ou 4 do Benfica.
O que não invalida que se diga que o Benfica prestigiou o futebol português, dignificando o seu nome, neste regresso “em grande” à Liga dos Campeões, com uma excelente campanha, em que deixou pelo caminho o Manchester United e o campeão europeu em título, Liverpool… tendo feito sofrer o Barcelona até ao minuto 178 da eliminatória.
Na partida de hoje, a equipa portuguesa parecia revelar uma entrada em jogo de forma concentrada, com o Barcelona procurando pausadamente o ataque, a ter de recuar para organizar o seu jogo ofensivo, perante a pressão do Benfica.
Porém, logo aos 3 minutos, Petit, tocando a bola com a mão, numa falta escusada, concedia uma grande penalidade, que Moretto, superiormente, sem recear Ronaldinho, defendeu.
Não obstante, apesar da fortuna, esse lance intranquilizaria o Benfica, particularmente Petit, bastante faltoso na fase inicial da partida.
Até à meia hora, o Benfica não conseguiria libertar-se, continuando, durante todo esse período, a sofrer intensa pressão, com Ronaldinho a “abrir o livro”, chegando ao golo logo aos 19 minutos (a “encostar” a bola para a baliza, na sequência de cruzamento de Eto’o, após uma perda de bola de Beto na zona intermediária), para, apenas 3 minutos depois, numa arrancada em velocidade, dar um “nó” em Ricardo Rocha, apenas sendo travado com Luisão a colocar a mão à bola, em cima da linha de grande área.
O árbitro mostrava-se algo permissivo perante o jogo faltoso do Barcelona, quando o Benfica procurava organizar o seu jogo, sacudindo a pressão, entre os 30 e 40 minutos.
Os últimos 5 minutos da primeira parte terminariam novamente em sufoco para o Benfica, com o Barcelona a jogar em grande velocidade, terminando o período inicial do jogo com 4 a 5 oportunidades de golo desperdiçadas.
A equipa portuguesa entrou bem melhor e mais determinada na segunda parte, com Simão a assumir a condução do jogo, ao mesmo tempo que o Barcelona parecia denotar menor disponibilidade física, à medida que o relógio avançava.
Até que, aos 61 minutos, se dá o momento do jogo, pela negativa para o Benfica, quando Simão, isolado por Miccoli, frente a Valdés, tem uma perdida “escandalosa”, rematando ao lado da baliza.
Apesar disso, por volta dos 65 minutos, o Barcelona sentia maiores dificuldades na progressão, com o jogo muito mais repartido, com Miccoli a começar a ameaçar com as suas rápidas “escapadas”; por fim, o Benfica surgia mais desinibido, apostado em chegar ao golo que lhe poderia dar o apuramento, enquanto que os espanhóis ameaçavam abrir brechas na defesa.
O Barcelona, respeitando o Benfica, algo “angustiado” perante a perspectiva de um eventual golo do adversário, acabava o jogo “queimando tempo”, com duas substituições em sequência, aos 84 e 85 minutos, imediatamente antes da segunda grande oportunidade do Benfica, com Karagounis a rematar de meia distância, Valdés a largar para a frente e a bola a ressaltar em Luisão, que não conseguiu dominar para a introduzir na baliza… até que, aos 88 minutos, numa falha de Petit, Eto’o, não perdoando, “fuzilava” a baliza do Benfica e sentenciava a eliminatória.
Numa segunda mão menos desequilibrada que o jogo da Luz, o Benfica caía de pé, tentando ainda o ataque por mais duas vezes já no período de descontos; o Barcelona segue em frente, em busca de um troféu que lhe parece prometido, não obstante a “final antecipada” que terá nas ½ finais, ante o AC Milan.
Barcelona – Valdés; Belletti, Puyol, Oleguer, Van Bronckhorst; Larsson (85’ – Giuly), Van Bommel (84’ – Edmilson), Deco, Iniesta; Ronaldinho e Eto’o
Benfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Giovanni (54’ – Karagounis), Beto (72’ – Robert), Petit, M. Fernandes (82’ – Marcel), Simão; Miccoli
1-0 – Ronaldinho – 19 min.
2-0 – Eto’o – 88 min.
BENFICA, 0 – BARCELONA, 0

Ponto prévio: o Barcelona podia ter saído hoje do Estádio da Luz com um resultado histórico: beneficiou de 1, 2, 3, 4, 5 flagrantes oportunidades de golo (três delas proporcionadas pela intranquilidade / inexperiência de Moretto; outras três negadas por Moretto… e pelos postes).
Dito isto, o Benfica conseguiu o seu objectivo prioritário: levar a discussão da eliminatória para a 2ª mão, em Barcelona, para onde parte sem ter nada a perder, antes pelo contrário…
Mais, o Benfica poderia ter acabado por vencer o jogo, para tal tendo disposto também de 2 ou 3 oportunidades.
A equipa portuguesa entrou no jogo de forma muito intranquila, nervosa, temerosa, entregando ao adversário, logo no primeiro quarto de hora da partida, o controlo do jogo.
Essa intranquilidade foi bem patente no guarda-redes, mas também em Anderson e Luisão (sem a confiança que habitualmente denota); ao mesmo tempo que Laurent Robert, pela sua falta de dinâmica ou mesmo lentidão, dificultava a tarefa de controlo a meio-campo.
Mas, passado o período inicial de adaptação ao adversário – em que, depois de “oferecer” 3 oportunidades de golo, acabou por beneficiar da protecção da fortuna, que lhe permitiu manter inviolada a sua baliza – começaram a evidenciar-se três excelentes exibições: primeiro, a de Ricardo Rocha, impecável na marcação ao melhor jogador do mundo, Ronaldinho (durante 60 minutos, em que o brasileiro esteve encostado à linha lateral esquerda, foi praticamente eclipsado por Ricardo Rocha); depois, Léo, pleno de confiança, “secando” Larsson e libertando a equipa para acções mais ofensivas, permitindo aos seus colegas da defesa “respirar” um pouco; por fim, Beto (a fazer porventura uma das suas melhores exibições ao serviço do Benfica), com um muito bom controlo do “mágico” criativo do Barcelona, Deco – e, de forma talvez surpreendente, sem que os jogadores benfiquistas tivessem de recorrer a jogo faltoso.
Se, ao intervalo, o empate era claramente lisonjeiro para o Benfica, as coisas complicaram-se bastante entre os 60 e os 70 minutos, quando Ronaldinho começou, primeiro, por mudar de flanco, e, de seguida, passando a “vagabundear” no ataque do Barcelona; o Benfica sentiu-se então perdido e algo “desnorteado”, não acertando as marcações, também com Deco, Eto’o e Iniesta a girarem num estonteante “carrossel” que, só por sorte (e pela intervenção de Moretto), não se traduziu em golo(s).
Conseguindo readaptar-se novamente ao esquema do Barcelona, o Benfica pareceu, nos derradeiros 20 minutos, superiorizar-se fisicamente, começou a soltar-se (beneficiando do papel de distribuidor de jogo de Karagounis e da velocidade de Miccoli, em rápidos contra-ataques, também com o apoio de Simão)… e, com o jogo a assumir uma toada de “parada e resposta”, finalizaria a partida levando o perigo junto da baliza catalã, podendo ter chegado por 2 ou 3 vezes ao golo, nomeadamente com uma (dupla) perdida difícil de explicar e, com uma grande penalidade que ficou por assinalar.
Em resumo, acabou por ser um excitante espectáculo de futebol, em que os adeptos do Benfica sofreram bastante; em que, tendo a consciência do grau de favoritismo do Barcelona, subsiste a esperança de um bom comportamento da equipa no jogo da 2ª mão.
Na outra partida dos 1/4 final hoje disputada, o Arsenal, vencendo a Juventus por 2-0, adquiriu uma importante vantagem na disputa do acesso às 1/2 finais.
Benfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Laurent Robert (46′ – Miccoli), Petit, Manuel Fernandes, Beto, Simão; Geovanni (68′ – Karagounis)
Barcelona – Víctor Valdés; Juliano Belletti, Thiago Motta, Oleguer Presas, Giovanni van Bronckhorst; Henrik Larsson (76′ – Ludovic Giuly), Deco (76′ – Gabri García), Mark van Bommel, Ronaldinho; Andrés Iniesta, Samuel Eto’o
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Liverpool 1-0 2-0 3-0 Real Madrid - Arsenal 0-1 0-0 0-1 Bayern - AC Milan 1-1 1-4 2-5 PSV Eindhoven - Lyon 0-1 0-4 0-5 Chelsea - Barcelona 1-2 1-1 2-3 Glasgow Rangers - Villarreal 2-2 1-1 3-3 Werder Bremen - Juventus 3-2 1-2 4-4 Ajax - Inter Milan 2-2 0-1 2-3

Em mais uma gloriosa noite europeia, o Benfica fez história, garantindo o apuramento para os 1/4 Final da Liga dos Campeões, derrotando em Liverpool o Campeão Europeu em título por 2-0, com golos de Simão Sabrosa (35 minutos) e Fabrizio Miccoli (88 minutos).
Numa partida em que começou por ser sujeita a intensa pressão do adversário, a equipa do Benfica soube ser solidária e, passados os primeiros 20 a 25 minutos, começar a “respirar”, subindo no terreno, até chegar ao golo, numa soberba execução de Simão Sabrosa, deambulando em “slalom” frente à defesa inglesa, para desferir um potente e imparável remate, em arco, colocado ao canto superior direito da baliza.
Logo aí, o Benfica praticamente resolvia a eliminatória, perdendo o Liverpool o discernimento na procura do golo, repetindo as jogadas estereotipadas, bombeando a bola para a área, para a cabeça do “gigante” Peter Crouch, que nunca revelou capacidade para chegar ao golo (impedido também por uma extraordinária defesa de Moretto, não obstante o guarda-redes benfiquista ter revelado, a espaços, alguma intranquilidade).
O segundo golo, também num brilhante “pontapé de moínho” de Miccoli – já no final da partida – foi o corolário natural dos espaços proporcionados pela equipa inglesa nos últimos 20 minutos de jogo (com Karagounis mais uma vez a pautar a condução do jogo benfiquista), numa fase em que o Liverpool começava a descrer da possibilidade de inverter o rumo da eliminatória e em que, de forma desgarrada, cada um por si (com destaque para a boa exibição de Steven Gerrard) procurava, em vão, visar a baliza do Benfica.
Com a “estrelinha” da sorte em dois momentos em que a bola embateu nos ferros da baliza (o Benfica também teve uma dessas ocasiões), mas beneficiando também da excelente atitude da equipa e da solidez da defesa (com Léo mais uma vez em grande plano) e um meio-campo aguerrido, a equipa portuguesa justifica, no conjunto das duas partidas da eliminatória, a passagem à fase seguinte, impondo-se pela primeira vez a uma das equipas com maior palmarés mundial, e logo com duas vitórias e um categórico resultado agregado de 3-0!
Nos 1/4 Final, o Benfica é acompanhado por AC Milan, Arsenal, Barcelona, Juventus, Lyon (com Tiago a destacar-se no jogo de hoje, com 2 golos) e Villarreal. Pelo caminho ficaram alguns dos grandes “colossos” do futebol europeu, como (para além do Liverpool) o Real Madrid, Bayern e PSV Eindhoven (todos antigos Campeões Europeus), assim como o Chelsea de José Mourinho.
Benfica – Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo; Geovanni (60′ – Karagounis), Robert (70′ – Ricardo Rocha), Beto, Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes (77′ – Miccoli)
Liverpool – Reina; Finnan, Carragher, Traoré, Warnock (70′ – Hamann); Luis Garcia, Gerrard, Xabi Alonso, Kewell (63′ – Djibril Cissé); Morientes (70′ – Fowler), Crouch
0-1 – Simão – 36 minutos
0-2 – Miccoli – 89 minutos
BENFICA – LIVERPOOL

Em mais uma prova de personalidade, o Benfica alcançou uma justíssima vitória perante o Campeão Europeu em título, o histórico Liverpool, por 1-0, com um golo de Luisão, já depois dos 80 minutos.
Depois de uma primeira parte de futebol bastante pobre de ambas as equipas, não tanto receando-se mutuamente, mas antes denotando pouca ambição, o cariz da partida mudaria na meia hora final, em particular a partir do momento em que Karagounis começou a espalhar uma amostra do “perfume” do seu futebol, com destaque também para o desempenho de Petit, dando solidez ao meio-campo, numa altura em que o Benfica parecia ficar mais vulnerável face aos contra-ataques do Liverpool. Uma palavra de justiça também para a bela exibição de Léo!
Nesse período final, o Benfica assumiu a iniciativa do jogo, procurando a vitória; não tendo disposto de muitas oportunidades, acabou por ser feliz, ao conseguir chegar ao golo na sequência de um livre apontado por Petit, “picando” a bola sobre a barreira, para a entrada triunfal, de cabeça, de Luisão, mais uma vez a assumir-se como figura decisiva, corporizando o espírito e alma benfiquista.
O Benfica volta a ser um “grande” na Europa, tendo sido a única equipa a vencer em casa neste primeiro dia de 1ª eliminatória dos 1/8 Final da Liga dos Campeões, em que equipas como o R. Madrid, Bayern e PSV Eindhoven parecem ter comprometido a sua continuidade na prova, em detrimento de Arsenal, AC Milan e Lyon, que, tal como os portugueses, partem com vantagem para a 2ª mão da eliminatória.
Benfica – Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo (87′ – Ricardo Rocha); Robert (77′ – Nélson), Petit, Beto (58′ – Karagounis), Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes
Liverpool – Reina; Finnan, Hyypia, Carragher, Riise; Luis Garcia, Sissoko (35′ – Hamman), Xabi Alonso, Kewell; Morientes (78′ – Gerrard), Fowler (66′ – Djibril Cissé)
1-0 – Luisão – 84 minutos
LIGA DOS CAMPEÕES – 6ª JORNADA
GRUPO D Jg V E D G Pt Villarreal-M. United....0-0 / 0-0 1 Villarreal6 2 4 - 3-1 10 Benfica-Lille...........1-0 / 0-0 2 Benfica
6 2 2 2 5-5 8 Lille-Villarreal........0-0 / 0-1 3 Lille
6 1 3 2 1-2 6 M. United-Benfica.......2-1 / 1-2 4 M. United
6 1 3 2 3-4 6 M. United-Lille.........0-0 / 0-1 Villarreal-Benfica......1-1 / 1-0
No regresso do Benfica às gloriosas noites mágicas europeias, um feliz reencontro com a história. Perante uma das melhores equipas do mundo, uma exibição personalizada, surpreendentemente confiante – após a “oferta” de um golo de avanço ao adversário, logo aos 6 minutos – com uma entrega generosa dos jogadores; uma vitória justíssima.
Estruturado numa sólida defesa (um quarteto brasileiro, com Alcides, Luisão, Anderson e Léo), seriam os outros 2 brasileiros a dar a vitória à equipa, com os golos de Geovanni (com uma das melhores exibições ao serviço do Benfica) e Beto. Mas também Nuno Gomes, Petit e um “surpreendente” Nuno Assis tiveram uma excelente prestação, com Nélson mais uma vez a contribuir decisivamente para desestabilizar a defesa contrária. A fechar o lote, também Quim respondeu presente, na única vez em que efectivamente foi colocado à prova.
Mesmo se, depois de uma primeira parte de muito bom nível, a equipa recuou no campo no segundo tempo, dando espaço ao Manchester United, que, não obstante, nunca se mostrou realmente ameaçador.
Com esta histórica vitória por 2-1, o Benfica segue em frente na Liga dos Campeões, integrando o grupo das melhores 16 equipas da Europa, afastando o Manchester United das competições europeias.
LIGA DOS CAMPEÕES – 5ª JORNADA
GRUPO D Jg V E D G Pt Villarreal-M. United….0-0 / 0-0
1 Villarreal5 1 4 – 2-1 7 Benfica-Lille………..1-0 / 0-0
2 Lille5 1 3 1 1-1 6 Lille-Villarreal……..0-0
3 M. United5 1 3 1 2-2 6 M. United-Benfica…….2-1
4 Benfica5 1 2 2 3-4 5 M. United-Lille………0-0 / 0-1
Villarreal-Benfica……1-1 / 1-0
LIGA DOS CAMPEÕES – 4ª JORNADA
GRUPO D Jg V E D G Pt Villarreal-M. United….0-0
1 Villarreal4 1 3 – 2-1 6 Benfica-Lille………..1-0
2 Lille4 1 2 1 1-1 5 Lille-Villarreal……..0-0
3 M. United4 1 2 1 2-2 5 M. United-Benfica…….2-1
4 Benfica4 1 1 2 3-4 4 M. United-Lille………0-0 / 0-1
Villarreal-Benfica……1-1 / 1-0
LIGA DOS CAMPEÕES
GRUPO D Jg V E D G Pt Villarreal-M. United....0-0 1 M. United3 1 2 - 2-1 5 Benfica-Lille...........1-0 2 Benfica
3 1 1 1 3-3 4 Lille-Villarreal........0-0 3 Villarreal
3 - 3 - 1-1 3 M. United-Benfica.......2-1 4 Lille
3 - 2 1 0-1 2 M. United-Lille.........0-0 Villarreal-Benfica......1-1
O Benfica realizou hoje mais uma boa exibição, à semelhança do jogo de Manchester e, tal como com os ingleses, pareceu satisfazer-se com o empate, num misto de falta de ambição / falta de confiança de Koeman na equipa, pelo menos ao mais alto nível europeu.
Dominando claramente o Villarreal em largos períodos da primeira parte, nunca arriscou na procura da vitória; na segunda parte, os espanhóis surgiram mais agressivos e, aproveitando a retracção do Benfica, empurraram a equipa portuguesa para a sua defesa.
Até que, numa grande penalidade, o Villarreal marcaria o primeiro golo, iam decorridos 72 minutos. Foi quanto bastou para o Benfica de imediato reassumir a condução do jogo, rapidamente coroada com um magnífico golo de Manuel Fernandes, empatando a 1-1, apenas 5 minutos depois (aos 77). Até final do jogo, o Benfica sempre pareceu mais interessado em salvaguardar o ponto, do que partir à conquista dos 3 pontos. Estará Koeman a seguir a estratégia de Trapattoni, “jogando pelo seguro”?
Uma palavra final para a estreia do terceiro guarda-redes, o jovem Rui Nereu, que entrando a substituir o lesionado Quim (que rendera Moreira na semana passada, também lesionado), não se intimidou, mostrando grande personalidade, com uma extraordinária defesa e mais duas intervenções de bom nível.
MANCHESTER UNITED – BENFICA
Foi uma personalizada equipa a do Benfica que hoje se apresentou em Old Trafford frente ao Manchester United, porém ainda em construção e em busca de maior confiança, a que se associou alguma falta de ambição do seu treinador que, satisfeito com o empate (que se registou até 4 minutos do termo da partida), acabou por sofrer a punição da derrota.
Uma equipa que patenteou as suas fragilidades, mas que chegou, a espaços, a silenciar o Old Trafford, podendo inclusivamente ter, já depois do 1-2, ter empatado o jogo, por intermédio de Mantorras.
Naturalmente, o Manchester teve mais oportunidades e van Nistelrooy não desperdiçou o momento de chegar à vitória.
Depois de um primeiro golo sofrido algo infeliz, já próximo do termo da 1ª parte – na sequência de um livre, com a bola a tabelar na barreira do Benfica, e a ter o seu caminho desviado de Moreira -, Simão Sabrosa, também na transformação de um livre, numa excelente conversão, igualaria no início da 2ª parte. O holandês van Nistelrooy fixaria o resultado final em 2-1 a 4 minutos do final.
Na sequência do empate a zero entre o Lille o o Villarreal, no termo da 2ª jornada, o Manchester United lidera agora o grupo, com 4 pontos, seguido do Benfica, com 3; o Villarreal é 3º, com 2 pontos; o Lille fecha a classificação, com 1 ponto.
VITÓRIA DO BENFICA

Sete anos depois, no seu regresso à “Champions League”, o Benfica, “100 % vitorioso” (vitória sobre o Lille, vice-campeão de França) – e beneficiando do empate a zero entre o Villareal e o Manchester United – lidera destacado o seu Grupo da Liga dos Campeões!…



