EURO 2020 – 1/8 de final – Croácia – Espanha

CroáciaEspanha3-3 (3-5 a.p.)

Croácia Dominik Livaković, Josip Juranović (73m – Josip Brekalo), Domagoj Vida, Duje Ćaleta-Car, Joško Gvardiol, Luka Modrić (114m – Luka Ivanušec), Marcelo Brozović, Mateo Kovačić (79m – Ante Budimir), Nikola Vlašić (79m – Mario Pašalić), Ante Rebić (67m – Mislav Oršić) e Bruno Petković (45m – Andrej Kramarić)

Espanha Unai Simón, César Azpilicueta, Eric García (71m – Pau Torres), Aymeric Laporte, José Gayà (77m – Jordi Alba), Jorge Merodio “Koke” (77m – Fabián Ruiz), Sergio Busquets (101m – Rodrigo “Rodri” Hernández), Pedro “Pedri” González, Ferran Torres (88m – Mikel Oyarzabal), Pablo Sarabia (71m – Dani Olmo) e Álvaro Morata

1-0 – Pedro “Pedri” González (p.b.) – 20m
1-1 – Pablo Sarabia – 38m
1-2 – César Azpilicueta – 57m
1-3 – Ferran Torres – 77m
2-3 – Mislav Oršić – 85m
3-3 – Mario Pašalić – 90m
3-4 – Álvaro Morata – 100m
3-5 – Mikel Oyarzabal – 103m

“Melhor em campo” – Sergio Busquets

Amarelos – Marcelo Brozović (73m) e Duje Ćaleta-Car (84m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Telia Parken – Copenhaga (17h00)

Um jogo fantástico, que teve “de tudo”: para começar um atraso disparatado do entusiasmante Pedri (próximo da linha de meio-campo, mas de costas para o meio-campo croata, a cerca de 40 metros da sua baliza, com a bola algo saltitante, tendo Unai Simón tentado uma intercepção desastrada, mais não fazendo que confirmar o caminho da bola para a linha fatal); depois, uma excelente reacção da Espanha, a chegar ao 3-1, a menos de um quarto de hora final, o que terá levado “toda a gente” a pensar que a questão estava arrumada; mas, nos cinco derradeiros minutos, aproveitando alguma desestruturação provocada pelas alterações efectuadas por Luis Enrique, a Croácia a conseguir sensacional recuperação. Por fim, no prolongamento – e após o guardião espanhol se ter redimido da sua falha, com uma notável intervenção, a impedir o 4-3 a favor da formação croata -, a Espanha a sentenciar, agora sim, o desfecho da eliminatória, com dois golos em apenas três minutos!

De “cortar a respiração”… Os espanhóis apanharam um susto, mas, marcando cinco golos pela segunda vez consecutiva – uma estreia em fases finais dos “Europeus” – dão sinal de estar preparados para os próximos grandes desafios que se antevêem.

28 Junho, 2021 at 7:33 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – 1/8 de final – Bélgica – Portugal

BélgicaPortugal1-0

Bélgica Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Jan Vertonghen, Thomas Vermaelen, Thomas Meunier, Youri Tielemans, Axel Witsel, Thorgan Hazard (90m – Leander Dendoncker), Kevin De Bruyne (48m – Dries Mertens), Eden Hazard (87m – Yannick Ferreira-Carrasco) e Romelu Lukaku

Portugal Rui Patrício, Diogo Dalot, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro, João Moutinho (55m – João Félix), João Palhinha (78m – Danilo Pereira), Renato Sanches (78m – Sérgio Oliveira), Bernardo Silva (55m – Bruno Fernandes), Diogo Jota (70m – André Silva) e Cristiano Ronaldo

1-0 – Thorgan Hazard – 42m

“Melhor em campo” – Thorgan Hazard

Amarelos – Thomas Vermaelen (72m) e Toby Alderweireld (81m); João Palhinha (45m), Diogo Dalot (51m) e Pepe (77m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Estadio de La Cartuja – Sevilha (20h00)

Os Campeões da Europa em título defrontavam o líder do ranking mundial da FIFA. Portugal, que superara a fase de grupos com uma vitória, um empate e uma derrota, encontrava uma selecção que seguia, neste Campeonato da Europa, com uma série de 13 vitórias consecutivas (tendo feito o pleno de dez triunfos na fase de qualificação, assim como venceu todos os três jogos do seu grupo nesta fase final).

Fernando Santos optou por confiar a lateral direita a Diogo Dalot, fazendo alinhar no meio-campo, João Moutinho, Palhinha e Renato Sanches, alterando por completo a estrutura com que abordara este torneio.

À partida esperava-se já que fosse a Bélgica a assumir predomínio a nível da posse de bola. Contudo, de forma algo inesperada, tal sucedeu apenas nos minutos iniciais, com Portugal, bastante personalizado, a conseguir contrariar a organização contrária, e a instalar-se progressivamente no meio-campo adversário, procurando imprimir maior velocidade.

Com o jogo a decorrer, não obstante, em toada relativamente morna, com as duas equipas bastante encaixadas – e, na verdade, algo afastadas das zonas de perigo -, a Bélgica conseguiria, já prestes a findar a primeira parte, tirar um “coelho da cartola”, com um potente remate de Thorgan Hazard, à entrada da área, a surpreender Rui Patrício, que ficou a centímetros de chegar à bola, a entrar na zona central da sua baliza.

No recomeço, a formação belga pareceu sentir em demasia a saída do seu “patrão”, De Bryune, lesionado. No que se antecipava já vir a ser uma corrida contra o tempo, Fernando Santos arriscava então – já sem pensar em grandes tácticas -, fazendo entrar, enfim, João Félix, assim como Bruno Fernandes e, um pouco mais tarde, apostando também em André Silva.

Nessa fase, Portugal poderia ter marcado, por volta da hora de jogo, porém Diogo Jota rematou por alto. Já a menos de dez minutos do final seria Rúben Dias a cabecear, com muito perigo, mas à figura de Courtois; para, logo de seguida, Raphaël Guerreiro fazer a bola esbarrar no poste. Antes do final André Silva embrulhar-se-ia com a bola e com o guardião contrário.

A equipa portuguesa tentava, por todas as formas, mesmo que anarquicamente – Pepe chegou a posicionar-se na frente de ataque -, ameaçar a baliza contrária, mas não conseguiria chegar ao golo. Do outro lado, remetida à sua zona defensiva, a Bélgica procurava bombear bolas para a frente, onde Lukaku fora deixado sozinho, mas seria a inépcia de Yannick Ferreira-Carrasco, entrado a três minutos do termo do desafio, a impedir que, por duas vezes, o marcador pudesse ser ampliado.

No final, fica, claro, um forte amargo de boca pela eliminação, perante estatísticas contundentes: 56/44% em termos de posse de bola, 24-6 em remates, 5 remates à baliza contra um único (o que resultou no golo) dos belgas!

Faltou alguma dose de sorte, de que beneficiámos noutras ocasiões. De alguma forma contrariando o que poderiam ser as expectativas Portugal não foi inferior à poderosa selecção da Bélgica, neste encontro aquém do seu esplendor.

Mas, em paralelo, e num balanço global a esta participação no “EURO 2020”, será necessário assumir também as falhas próprias, com a notória dificuldade de encaixar os vários talentos, alguma falta de coerência estratégica, acabando nos improvisos, numa equipa que poderia ter sido mais trabalhada.

O “sistema” de jogo que nos proporcionou o triunfo há cinco anos revela-se ultrapassado, e importa não teimar nessa insistência, quando as características dos jogadores são distintas, assim como as exigências de competitividade impostas pelos adversários, também pela própria evolução do futebol “moderno”. Pouco adiantará “antever” a possibilidade de aspirar à conquista de títulos mundiais (!) sem um pensamento estratégico coerente.

27 Junho, 2021 at 9:55 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – 1/8 de final – Países Baixos – R. Checa

Países BaixosR. Checa0-2

Países Baixos Maarten Stekelenburg, Denzel Dumfries, Stefan de Vrij, Matthijs de Ligt, Daley Blind (81m – Jurriën Timber), Patrick van Aanholt (81m – Steven Berghuis), Marten de Roon (73m – Wout Weghorst), Georginio Wijnaldum, Frenkie de Jong, Memphis Depay e Donyell Malen (57m – Quincy Promes)

R. Checa Tomáš Vaclík, Vladimír Coufal, Ondřej Čelůstka, Tomáš Kalas, Pavel Kadeřábek, Tomáš Holeš (85m – Alex Král), Tomáš Souček, Lukáš Masopust (79m – Jakub Jankto), Antonín Barák (90m – Michal Sadílek), Petr Ševčík (85m – Adam Hložek) e Patrik Schick (90m – Michael Krmenčík)

0-1 – Tomáš Holeš – 68m
0-2 – Patrik Schick – 80m

“Melhor em campo” – Tomáš Holeš

Amarelos – Denzel Dumfries (46m) e Frenkie de Jong (84m); Vladimír Coufal (56m)

Vermelho – Matthijs de Ligt (52m)

Árbitro – Sergei Karasev (Rússia)

Puskás Aréna – Budapeste (17h00)

27 Junho, 2021 at 6:55 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais

(“O Templário”, 24.06.2021)

Rio Maior SC e Glória do Ribatejo garantiram – ambos no desempate da marca de grande penalidade, após as igualdades verificadas no termo dos noventa minutos – a presença numa inédita Final da Taça do Ribatejo, a disputar no Cartaxo, no próximo Domingo, pelas onze horas da manhã, com transmissão televisiva em directo no “Canal 11”.

Destaques – O Rio Maior SC, clube de formação ainda recente (completará cinco anos da sua fundação no início do próximo mês de Julho), 10.º classificado no campeonato, estreia-se na Final da “prova rainha” – sendo que, até agora, não conseguira ainda chegar além dos 1/8 de final, fase em que se quedara nos anos de 2019 e 2020.

Esta época – depois de ter começado por afastar o Amiense (4.º classificado do campeonato), ganhando em casa por 2-1, para, de seguida, golear o Alcanenense por 5-0, antes de, nos 1/4 de final, ir ganhar a Salvaterra de Magos, por 3-2, frente ao “tomba-gigantes” Salvaterrense (o qual eliminara o Cartaxo) – os riomaiorenses acabariam por ser mais eficazes no desempate, nas meias-finais, ante o U. Tomar, vencendo por 4-2, após o nulo registado no tempo regulamentar.

Tendo noção da valia do adversário, que surgiu reforçado no recomeço das competições, e mesmo actuando em terreno alheio, a formação tomarense assumiu, logo de início – como costuma fazer regra geral –, a iniciativa do jogo, instalando-se no meio campo contrário, registando predomínio em termos de posse de bola e lances de ataque, contudo, sem conseguir criar efectivas situações de perigo. A maior oportunidade de golo decorreria, aliás, de um alívio defeituoso de um defesa da casa, com a bola a embater no poste da baliza do Rio Maior.

Na segunda metade, os nabantinos apenas teriam outra ocasião para criar perigo, num contra-ataque, após Hélio Ocante ter recuperado a bola, mas a defensiva contrária conseguiria anular o lance. Já numa fase de menor controlo, com o jogo mais “partido”, a turma da casa teve também uma oportunidade soberana para marcar, porém o avançado local remataria ao lado.

A quinze minutos do final do desafio, os visitados ficaram reduzidos a dez unidades, mas os unionistas não conseguiriam tirar partido de tal superioridade, dadas as sucessivas interrupções de jogo e quebra de ritmo. O União não foi capaz de evitar a “armadilha dos penalties”, para a qual estaria já de sobreaviso, no que pareceu ser, quase sempre, o objectivo do Rio Maior.

Com duas defesas do guarda-redes da casa, nas duas primeiras tentativas, e pese embora Nuno Ribeiro ter também defendido um dos remates, a formação riomaiorense alcançava o “passaporte” para a ansiada Final, no que constitui uma grande desilusão para os tomarenses – eliminados sem ter perdido qualquer jogo, não tendo conseguido marcar na fase decisiva, após um “score” global de 15-1 –, no dia das anunciadas despedidas, precisamente do guardião Nuno Ribeiro e do capitão Nuno Rodrigues, após terem envergado a camisola rubro-negra durante várias temporadas, e que bem justificavam ter concluído a carreira em cenário mais festivo.

Na Glória do Ribatejo, o grupo local continua a fazer história: depois do 7.º lugar no campeonato, atinge agora uma formidável presença na Final da Taça, prova em que tem já tradição, com cinco presenças nos 1/4 de final e três nas meias-finais, nos últimos oito anos.

Esta temporada, depois de terem deixado pelo caminho o Benfica do Ribatejo (4-1), o Entroncamento AC (2-1) e, de forma sensacional, o Abrantes e Benfica (3-2), jogando sempre em terreno adverso, os homens da Glória registaram, em casa, uma igualdade a dois golos ante o Samora Correia, numa partida repleta de cambiantes no marcador, acabando por superiorizar-se no desempate da marca de grande penalidade, também por 4-2, como na outra meia-final.

II Divisão Distrital – Na série Norte o Espinheirense foi apenas a segunda equipa (após o Caxarias) a conseguir travar a marcha triunfal do vencedor da série, At. Ouriense – posição que garantira já, a meio da semana, em jogo de acerto de calendário, ao ganhar ao Fátima por 1-0, assegurando, pois, a consequente promoção à I Divisão Distrital –, empatando 3-3.

A Sul os dois primeiros golearam: o Benavente, em Alpiarça, ante o Águias, por 4-1, enquanto o Salvaterrense bateu o Marinhais, no “derby” do município, por categórico 4-0. O Forense, actual 3.º classificado, impôs-se no terreno do Benfica do Ribatejo, ganhando por 3-1.

Em função dos resultados desta penúltima ronda – assim como do registado na quarta-feira anterior, com a equipa benaventense a vencer a de Salvaterra de Magos por tangencial 3-2 –, o Benavente garantiu também já (seja como 1.º ou 2.º classificado) a subida ao escalão principal.

Por seu lado, o Salvaterrense necessitará ainda um ponto, nos dois jogos que tem a disputar, nos campos do Águias de Alpiarça (em atraso da 14.ª jornada) e do Forense (sendo que este clube terá ainda hipóteses matemáticas de poder eventualmente chegar ao 2.º lugar), para confirmar também a promoção – dado registarem ambos (Benavente e Salvaterrense) melhor média pontual que o Fátima, 2.º classificado da série Norte.

Antevisão – Na festa do futebol distrital, este ano a realizar no Cartaxo, com a Final da Taça do Ribatejo, a disputar entre Rio Maior SC e Glória do Ribatejo, parece difícil apontar um favorito, perspectivando-se um jogo bastante repartido, possivelmente a decidir nos pormenores.

O Rio Maior poderá eventualmente dispor, nesta fase, de superiores argumentos individuais, mas a turma da Glória já demonstrou, ao longo desta temporada, e por mais de uma ocasião, formar uma verdadeira equipa, capaz de surpreender até os mais poderosos – recorde-se que foi o único clube a derrotar o vencedor do campeonato, Coruchense, tendo, adicionalmente, eliminado o 2.º classificado, Abrantes e Benfica, nos 1/4 de final da Taça, em Abrantes!

Entretanto, não tendo a equipa de seniores do U. Tomar conseguido o apuramento para aquela final, fica a nota de realce para a equipa de “sub-21” do União, que, tendo vencido os seus grupos de qualificação nas duas fases deste Torneio distrital, se apurou para a respectiva Final, a disputar em Tomar, no Sábado, frente ao Salvaterrense ou à Ac. Santarém.

Na II Divisão Distrital, disputa-se (no Sábado) a 18.ª e derradeira jornada da prova: a Norte, apenas com um jogo agendado, já sem consequências de relevo a nível da pauta classificativa, caberá ao Vasco da Gama receber o Espinheirense.

A Sul (quase) tudo poderá ter ficado já decidido, na quarta-feira, caso o Salvaterrense tenha pontuado em Alpiarça; caso contrário, teríamos um aliciante embate Forense-Salvaterrense, que, nessa hipótese, seria decisivo para a definição do clube a promover. Por seu lado, o Benavente, que se desloca às Fazendas de Almeirim, terá em mira a possibilidade de confirmação do 1.º lugar final (dependente de o conjunto de Salvaterra não vencer os seus dois encontros).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Junho de 2021)

27 Junho, 2021 at 11:00 am Deixe um comentário

EURO 2020 – 1/8 de final – Itália – Áustria

ItáliaÁustria0-0 (2-1 a.p.)

Itália Gianluigi Donnarumma, Giovanni Di Lorenzo, Leonardo Bonucci, Francesco Acerbi, Leonardo Spinazzola, Nicolò Barella (67m – Matteo Pessina), Jorge Frello Filho “Jorginho”, Marco Verratti (67m – Manuel Locatelli), Domenico Berardi (84m – Federico Chiesa), Lorenzo Insigne (108m – Bryan Cristante) e Ciro Immobile (84m – Andrea Belotti)

Áustria Daniel Bachmann, Stefan Lainer (114m – Christopher Trimmel), Aleksandar Dragović, Martin Hinteregger, David Alaba, Xaver Schlager (105m – Michael Gregoritsch), Florian Grillitsch (105m – Louis Schaub), Konrad Laimer (114m – Stefan Ilsanker), Marcel Sabitzer, Christoph Baumgartner (90m – Alessandro Schöpf) e Marko Arnautović (97m – Saša Kalajdžić)

1-0 – Federico Chiesa – 95m
2-0 – Matteo Pessina – 105m
2-1 – Saša Kalajdžić – 114m

“Melhor em campo” – Leonardo Spinazzola

Amarelos – Giovanni Di Lorenzo (50m) e Nicolò Barella (51m); Marko Arnautović (2m), Martin Hinteregger (103m) e Aleksandar Dragović (120m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

Wembley Stadium – Londres (20h00)

A 12.ª vitória consecutiva da selecção italiana apenas surgiu no prolongamento, no qual, por outro lado, foi também enfim quebrada a inviolabilidade da baliza da “Squadra Azzurra”.

Frente a uma equipa austríaca muito bem organizada, a Itália demonstrou inesperadas dificuldades, não tendo conseguido marcar no tempo regulamentar, passando, aliás, por um grande susto, quando, a cerca de vinte minutos do final, Arnautović introduziu a bola na baliza, vindo a lance a ser invalidado pelo “VAR”.

Tendo protelado até ao limite as substituições, a selecção da Áustria pareceu denotar desgaste no prolongamento – porventura, até mais a nível mental – sofrendo, na primeira metade desse tempo extra, dois golos, que viriam a sentenciar o desfecho da eliminatória. Mas, não se rendendo, os austríacos mantiveram em sentido o adversário até final, tendo reduzido para um marcador tangencial a seis minutos do final.

Perante o imprevisto grau de dificuldade que tiveram de superar, foram bem compreensíveis os exuberantes festejos italianos quando soou o apito final. A Itália espera por Portugal…

26 Junho, 2021 at 10:34 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – 1/8 de final – País de Gales – Dinamarca

P. GalesDinamarca0-4

P. Gales Danny Ward, Connor Roberts (40m – Neco Williams), Joe Rodon, Chris Mepham, Ben Davies, Joe Morrell (59m – Harry Wilson), Joe Allen, Daniel James (78m – David Brooks), Aaron Ramsey, Gareth Bale e Kieffer Moore (78m – Tyler Roberts)

Dinamarca Kasper Schmeichel, Andreas Christensen, Simon Kjær (77m – Joachim Andersen), Jannik Vestergaard, Jens Stryger (77m – Nicolai Boilesen), Pierre-Emile Højbjerg, Thomas Delaney (60m – Mathias Jensen), Joakim Mæhle, Mikkel Damsgaard (60m – Christian Nørgaard), Martin Braithwaite e Kasper Dolberg (69m – Andreas Cornelius)

0-1 – Kasper Dolberg – 27m
0-2 – Kasper Dolberg – 48m
0-3 – Joakim Mæhle – 88m
0-4 – Martin Braithwaite – 90m

“Melhor em campo” – Kasper Dolberg

Amarelos – Joe Rodon (26m), Kieffer Moore (40m), David Brooks (80m) e Gareth Bale (90m)

Vermelho – Harry Wilson (90m)

Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)

Johan Cruijff ArenA – Amesterdão (17h00)

Os números “falam por si” quanto à superioridade dinamarquesa, face a uma equipa galesa que, depois do 2-0 – severo revés, logo a abrir a segunda parte -, desapareceu do jogo.

26 Junho, 2021 at 6:54 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – 1/8 de Final

   1/8 FINAL          1/4 FINAL        1/2 FINAIS       FINAL

BélgicaPortugal--- Vencedor do Bélgica-PortugalVencedor do Itália-Áustria--- ItáliaÁustria--- ......--- FrançaSuíça--- Vencedor do França-SuíçaVencedor do Croácia-Espanha--- ...- CroáciaEspanha---


SuéciaUcrânia--- Vencedor do Suécia-UcrâniaVencedor do Inglaterra-Alemanha--- ...- InglaterraAlemanha--- ......--- Países BaixosR. Checa--- Vencedor do Países Baixos-R. ChecaVencedor do País de Gales-Dinamarca--- País de GalesDinamarca---

23 Junho, 2021 at 10:01 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – Classificações – 3.ª jornada

Grupo A                  J     V     E     D    GM  GS     P
1º Itália         Itália    3     3     -     -     7 - 0     9
2º País Gales     P. Gales    3     1     1     1     3 - 2     4
3º Suíça          Suíça    3     1     1     1     4 - 5     4
4º Turquia        Turquia    3     -     -     3     1 - 8     -
Grupo B                  J     V     E     D    GM  GS     P
1º Bélgica        Bélgica    3     3     -     -     7 - 1     9
2º Dinamarca      Dinamarca    3     1     -     2     5 - 4     3
3º Finlândia      Finlândia    3     1     -     2     1 - 3     3
4º Rússia         Rússia    3     1     -     2     2 - 7     3
Grupo C                  J     V     E     D    GM  GS     P
1º Países Baixos  Países Baixos    3     3     -     -     8 - 2     9
2º Áustria        Áustria    3     2     -     1     4 - 3     6
3º Ucrânia        Ucrânia    3     1     -     2     4 - 5     3
4º Macedónia N.   Macedónia do Norte    3     -     -     3     2 - 8     -
Grupo D                  J     V     E     D    GM  GS     P
1º Inglaterra     Inglaterra    3     2     1     -     2 - 0     7
2º Croácia        Croácia    3     1     1     1     4 - 3     4
3º R. Checa       R. Checa    3     1     1     1     3 - 2     4
4º Escócia        Escócia    3     -     1     2     1 - 5     1
Grupo E                  J     V     E     D    GM  GS     P
1º Suécia         Suécia    3     2     1     -     4 - 2     7
2º Espanha        Espanha    3     1     2     -     6 - 1     5
3º Eslováquia     Eslováquia    3     1     -     2     2 - 7     3
4º Polónia        Polónia    3     -     1     2     4 - 6     1
Grupo F                  J     V     E     D    GM  GS     P
1º França         França    3     1     2     -     4 - 3     5
2º Alemanha       Alemanha    3     1     1     1     6 - 5     4
3º Portugal       Portugal    3     1     1     1     7 - 6     4
4º Hungria        Hungria    3     -     2     1     3 - 6     2

Melhores marcadores

  • 5 golos – Cristiano Ronaldo (Portugal)
  • 3 golos – Romelu Lukaku (Bélgica); Patrik Schick (R. Checa); Georginio Wijnaldum (Países Baixos); Emil Forsberg (Suécia); e Robert Lewandowski (Polónia)
  • 2 golos – Ciro Immobile (Itália); Manuel Locatelli (Itália); Xherdan Shaqiri (Suíça); Yussuf Poulsen (Dinamarca); Denzel Dumfries (Países Baixos); Memphis Depay (Países Baixos); Roman Yaremchuk (Ucrânia); Andriy Yarmolenko (Ucrânia); Raheem Sterling (Inglaterra); Ivan Perišić (Croácia); Karim Benzema (França); e Kai Havertz (Alemanha)

23 Junho, 2021 at 10:00 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – Fase de Grupos – Resultados

GRUPO A
11.06.2021 - Turquia - Itália (Roma - 20h00)               0-3
12.06.2021 - P. Gales - Suíça (Baku - 14h00)               1-1
16.06.2021 - Itália - Suíça (Roma - 20h00)                 3-0
16.06.2021 - Turquia - P. Gales (Baku - 17h00)             0-2
20.06.2021 - Itália - P. Gales (Roma - 17h00)              1-0
20.06.2021 - Suíça - Turquia (Baku - 17h00)                3-1

GRUPO B
12.06.2021 - Dinamarca - Finlândia (Copenhaga - 17h00)     0-1
12.06.2021 - Bélgica - Rússia (S. Petersburgo - 20h00)     3-0
16.06.2021 - Finlândia - Rússia (S. Petersburgo - 14h00)   0-1
17.06.2021 - Dinamarca - Bélgica (Copenhaga - 17h00)       1-2
21.06.2021 - Rússia - Dinamarca (Copenhaga - 20h00)        1-4
21.06.2021 - Finlândia - Bélgica (S. Petersburgo - 20h00)  0-2

GRUPO C
13.06.2021 - P. Baixos - Ucrânia (Amesterdão - 20h00)      3-2
13.06.2021 - Áustria - Macedónia N. (Bucareste - 17h00)    3-1
17.06.2021 - P. Baixos - Áustria (Amesterdão - 20h00)      2-0
17.06.2021 - Ucrânia - Macedónia N. (Bucareste - 14h00)    2-1
21.06.2021 - Macedónia N. - P. Baixos (Amesterdão - 17h00) 0-3
21.06.2021 - Ucrânia - Áustria (Bucareste - 17h00)         0-1

GRUPO D
13.06.2021 - Inglaterra - Croácia (Londres - 14h00)        1-0
14.06.2021 - Escócia - R. Checa (Glasgow - 14h00)          0-2
18.06.2021 - Inglaterra - Escócia (Londres - 20h00)        0-0
18.06.2021 - Croácia - R. Checa (Glasgow - 17h00)          1-1
22.06.2021 - R. Checa - Inglaterra (Londres - 20h00)       0-1
22.06.2021 - Croácia - Escócia (Glasgow - 20h00)           3-1

GRUPO E
14.06.2021 - Espanha - Suécia (Sevilha - 20h00)            0-0
14.06.2021 - Polónia - Eslováquia (S. Petersburgo - 17h00) 1-2
18.06.2021 - Suécia - Eslováquia (S. Petersburgo - 14h00)  1-0
19.06.2021 - Espanha - Polónia (Sevilha - 20h00)           1-1
23.06.2021 - Eslováquia - Espanha (Sevilha - 17h00)        0-5
23.06.2021 - Suécia - Polónia (S. Petersburgo - 17h00)     3-2

GRUPO F
15.06.2021 - Hungria - Portugal (Budapeste - 17h00)        0-3
15.06.2021 - França - Alemanha (Munique - 20h00)           1-0
19.06.2021 - Hungria - França (Budapeste - 14h00)          1-1
19.06.2021 - Portugal - Alemanha (Munique - 17h00)         2-4
23.06.2021 - Portugal - França (Budapeste - 20h00)         2-2
23.06.2021 - Alemanha - Hungria (Munique - 20h00)          2-2

23 Junho, 2021 at 9:59 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – Grupo F – 3ª jornada – Portugal – França

PortugalFrança2-2

Portugal Rui Patrício, Nélson Semedo (79m – Diogo Dalot), Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro, João Moutinho (72m – Rúben Neves), Danilo Pereira (45m – João Palhinha), Renato Sanches (88m – Sérgio Oliveira), Bernardo Silva (72m – Bruno Fernandes), Diogo Jota e Cristiano Ronaldo

França Hugo Lloris, Jules Koundé, Raphaël Varane, Presnel Kimpembe, Lucas Hernández (45m – Lucas Digne) (52m – Adrien Rabiot), Paul Pogba, N’Golo Kanté, Corentin Tolisso (66m – Kingsley Coman), Antoine Griezmann (87m – Moussa Sissoko), Kylian Mbappé e Karim Benzema

1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 31m
1-1 – Karim Benzema (pen.) – 45m
1-2 – Karim Benzema – 47m
2-2 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 60m

“Melhor em campo” – Karim Benzema

Amarelos – Hugo Lloris (27m), Lucas Hernández (36m), Antoine Griezmann (40m) e Presnel Kimpembe (83m)

Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)

Puskás Aréna – Budapeste (20h00)

Num jogo que colocava frente-a-frente o Campeão do Mundo e o Campeão da Europa, numa reedição da Final do “EURO 2016” – por coincidência precisamente 37 anos depois do malfadado encontro do Vélodrome -, as circunstâncias eram, agora, distintas, com Portugal a necessitar pontuar para não ficar dependente do resultado do Alemanha-Hungria, enquanto a França entrava em campo já apurada.

Mais, a selecção portuguesa necessitava rectificar, de imediato, a má imagem deixada na partida de Munique. Em qualquer caso – tendo presente o interesse em não perder -, caso a lógica imperasse, Portugal sabia que poderia até perder por três golos de diferença, que, ainda assim, garantiria o apuramento.

Fernando Santos deve ter reflectido muito, ponderado as várias opções, os “prós” e os “contras”, acabando por decidir operar uma pequena remodelação no “onze”, fazendo sair William Carvalho e Bruno Fernandes, substituídos por João Moutinho e Renato Sanches. O seleccionador nacional ganharia a aposta.

Portugal entrou bem no jogo, de forma personalizada, assumindo a posse de bola, avançando, sem temor, para o meio-campo contrário. Eram decorridos apenas os dez minutos iniciais quando chegava a notícia do golo da Hungria em Munique. Era inesperado e o pensamento terá sido: “a Alemanha pode ter sido supreendida, mas, rapidamente, irá rectificar a situação”.

A coragem da equipa nacional seria recompensada, mercê de um lance relativamente acidental: numa investida de Danilo à área – falta sobre Renato Sanches, apontada por Cristiano Ronaldo, para a zona nevrálgica da área -, Lloris saiu a socar a bola, mas, falhando o tempo de intervenção, acertou, com contundência, no médio português, situação sancionada pelo árbitro com uma grande penalidade, que o próprio Cristiano converteu, colocando Portugal em vantagem.

Mas, se Mateu Lahoz ajuizou bem aquele lance, mais duvidosa foi a grande penalidade que, mesmo em cima da hora do termo da primeira metade, proporcionaria à França o empate, com Benzema a voltar aos golos pela selecção gaulesa – de que estivera arredado desde Outubro de 2015. Nélson Semedo terá feito “carga de ombro” sobre Mbappé, o qual, sentindo o contacto, se deixou cair.

Entretanto, em Munique, findo o primeiro tempo, a Alemanha denotava dificuldades para inverter a tendência do jogo… e a Hungria subsistia em vantagem.

Se o tento sofrido a fechar a primeira parte tinha chegado em má hora, pior ainda seria o início da etapa complementar, com Benzema a surgir isolado, e a bisar, dando a melhor sequência a um fenomenal lançamento em profundidade de Pogba, a rasgar todo o meio-campo e defesa contrária. Num ápice, Portugal – que chegara a liderar o grupo, entre os 31 e os 45 minutos, caía – ao 47.º minuto – para o último lugar, ficando numa situação de virtualmente eliminado!

Seria então a altura de a selecção portuguesa mostrar a sua raça e inconformismo. Não se escondendo, Portugal foi à luta, dividindo o jogo com os campeões do Mundo.

Cristiano Ronaldo teria, de imediato, um lance na área contrária, em que, com uma fantástica elevação, como que “planando” no ar – à Michael Jordan -, cabeceou, mas em posição muito difícil, sem a potência e colocação desejadas, tendo a bola saído ligeiramente ao lado.

Cerca de dez minutos decorridos, a audácia compensaria uma vez mais, de novo por via de uma grande penalidade (a terceira do desafio, segunda a favorecer Portugal), assinalada pelo árbitro espanhol, a sancionar contacto com a mão de Koundé, a interceptar uma tentativa de cruzamento para o centro da área, quase “à queima roupa”, de Cristiano Ronaldo – o aumento de volumetria decorrente do movimento de braços do defesa francês terá sido determinante na decisão.

Cristiano Ronaldo marcava o seu 5.º golo na presente edição do Campeonato da Europa, o 14.º em fases finais da competição, e o 109.º da sua carreira na selecção, igualando enfim o mítico record do iraniano Ali Daei!

Mas se havia coisa que não se podia, de todo, dizer, é que o resultado estivesse feito, ou, ainda menos, que Portugal tivesse a situação perfeitamente controlada… Chegavam “boas” notícias de Munique, com o golo do empate da Alemanha, mas seria “sol de pouca dura”: apenas dois minutos volvidos, a Hungria colocava-se, de forma sensacional, outra vez em vantagem, e, desta feita – faltando pouco mais de vinte minutos para o final – a possibilidade de uma enorme surpresa tinha de ser tomada como sério aviso.

Portugal – então posicionado no 2.º lugar – estava dependente de um eventual golo sofrido, que, a acontecer, provocaria queda, outra vez, para a 4.ª  posição, e, consequentemente, para zona de eliminação.

E, numa fase algo oscilante da equipa portuguesa, esse golo podia mesmo ter acontecido, logo depois do 1-2 na Alemanha. Estava a terminar o minuto 67 – o jogo de Budapeste tinha, agora, desde o início da segunda parte, um atraso de cerca de dois minutos e meio em relação ao de Munique – Rui Patrício seria chamado a, numa mesma sequência, fazer duas intervenções “milagrosas”: primeiro, a remate colocado de Pogba, com uma palmada, já no ângulo da baliza, a desviar a bola para o poste, praticamente no vértice com a trave; a bola ressaltou para dentro de campo, surgindo, “na passada”, Griezmann a rematar cruzado, com o guardião luso, com excelentes reflexos, a evitar que a bola chegasse a linha fatal, repelindo-a para zona lateral do campo.

Entretanto, a Alemanha conseguia, enfim, fixar o que viria a ser o resultado final, restabelecendo a igualdade. Faltavam seis minutos para acabar o jogo em Munique; pouco menos de nove minutos em Budapeste. Nesse período, as equipas pareciam já pouco dispostas a correr riscos, com Portugal, então, a trocar a bola, procurando preservá-la o máximo tempo possível, enquanto a França, por seu lado, estava também satisfeita com a manutenção do 1.º lugar (com Didier Deschamps a recomendar “calma” aos seus jogadores).

Quando o encontro terminou na Alemanha, jogava-se o segundo de cinco minutos de tempo de compensação; com o apuramento então já garantido, sem nada a perder, Fernando Santos gesticulava junto à linha lateral, quase a entrar dentro de campo, procurando empurrar a equipa para a frente, visando arriscar tudo na procura do golo da vitória, que conferiria o 1.º lugar a Portugal… mas os jogadores portugueses não o ouviram.

Aliás, pouco se jogaria já. Logo depois o árbitro dava a partida por concluída. E toda a gente pareceu sair (bastante) satisfeita, de parte a parte.

O sofrimento tinha sido muito – perante um opositor deste calibre, é difícil que se possa dizer, em qualquer momento, que se esteja tranquilo e seguro – mas Portugal, com uma boa exibição, mostrou estar à altura do grande desafio com que se deparava, repartindo os números-chave, com a posse de bola quase equitativa entre as duas equipas, 11-10 para a França no total de remates, e o mesmo número de remates à baliza (cinco para cada lado).

Não fora a incerteza sobre o desfecho do confronto de Munique, este Portugal-França poderia não ter sido mais que um animado “jogo-treino” (afinal, mesmo que o resultado tivesse sido de 2-5, não originaria qualquer alteração no escalonamento do Grupo, nem a nível das selecções apuradas para os 1/8 de final); efectivamente, da forma como as coisas correram, num e noutro campo, foram exponenciadas as emoções, numa noite de intenso thriller.

Pela oitava vez em outras tantas presenças na Fase Final de Europeus, Portugal garantia o apuramento para a fase a eliminar, um registo absolutamente ímpar. Segue-se a Bélgica, em Sevilha…

23 Junho, 2021 at 9:58 pm Deixe um comentário

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