Liga Europa – 1/16 de final – Benfica – Arsenal
Estádio Olímpico de Roma
Benfica – Helton Leite, Lucas Veríssimo (85m – Francisco “Chiquinho” Machado), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves, Adel Taarabt (77m – Gabriel Pires), Julian Weigl, Luís Fernandes “Pizzi” (63m – Everton Soares), Alejandro “Álex” Grimaldo, Gian-Luca Waldschmidt (45m – Rafael “Rafa” Silva) e Darwin Nuñez (63m – Haris Seferović)
Arsenal – Bernd Leno, Héctor Bellerín, David Luiz, Gabriel Magalhães, Cédric Soares (63m – Kieran Tierney), Martin Ødegaard (90m – Willian Silva), Daniel “Dani” Ceballos (90m – Mohamed Elneny), Granit Xhaka, Bukayo Saka, Pierre-Emerick Aubameyang (77m – Nicolas Pépé) e Emile Smith Rowe (77m – Gabriel Martinelli)
1-0 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 55m
1-1 – Bukayo Saka – 57m
Cartão amarelo – Emile Smith Rowe (54m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Num muito particular contexto pandémico, que originou o agendamento dos jogos envolvendo clubes ingleses para terreno neutro, o Benfica teve de disputar em Roma o encontro que lhe cabia jogar em casa – sendo que a 2.ª mão será jogada em Atenas -, com o ajustamento mental que tal implicará, numa eliminatória em que, ainda assim, subsiste em aplicação a regra geral do desempate com base nos golos marcados “fora de casa”.
Neste âmbito, as duas equipas procuraram adaptar-se, ficando bem patente, desde o começo, que a principal preocupação da equipa portuguesa seria a de procurar manter inviolada a sua baliza, assinalando-se a aposta de Jesus num trio de centrais, coincidindo com a estreia absoluta do reforço de Inverno, Lucas Veríssimo. Mas, efectivamente, nenhuma das equipas se mostrou disposta a arriscar, adoptando atitude conservadora, pese embora o Arsenal tivesse assumido o controlo do jogo, bem expresso pelas estatísticas de “posse de bola” (mais de 70% nessa fase inicial).
Ao longo de toda a primeira parte, em que o Benfica praticamente se limitou a ficar na expectativa, muito recuado, meramente reactivo face à iniciativa contrária, houve apenas uma soberana ocasião de golo a assinalar, logo aos 18 minutos, incrivelmente desperdiçada por Aubameyang – isto já depois de, no minuto precedente, Helton Leite ter saído da sua área para interceptar de cabeça um outro lance ofensivo.
Sem realmente ter feito muito por isso, a turma benfiquista colocar-se-ia em vantagem, aproveitando uma grande penalidade, a sancionar um corte com o braço (na sequência de um “canto curto”), que proporcionou a Pizzi chegar aos sete golos, em outros tantos desafios da Liga Europa na presente temporada. Porém, tal situação não duraria mais de dois minutos, com o Arsenal prontamente a restabelecer a igualdade, beneficiando de um ressalto de bola em Otamendi, com Bukayo Saka a conseguir escapar à marcação dos centrais.
Na última meia hora de jogo o Benfica, porventura a acreditar que poderia discutir o resultado, mostrou-se mais “solto”, conseguindo enfim repartir a posse de bola, pese embora sem criar flagrantes oportunidades, com o momento de maior “frisson” a resultar de um remate de Everton, aos 73 minutos. Ao contrário, seria Aubameyang a falhar novamente, por duas vezes (aos 63 e aos 75 minutos, neste último com oportuna acção de Lucas Veríssimo).
O desfecho desta partida acabaria por revelar-se lisonjeiro para o Benfica, bem melhor que a exibição da equipa, sem “chama”, longe de qualquer rasgo – em paralelo a penalizar a ineficácia inglesa, com o Arsenal, a dada altura, também a parecer satisfeito com o resultado (o qual lhe confere vantagem no tal critério de desempate), mas que adia a decisão da eliminatória para… Atenas.
Palmeiras Campeão da “Copa Libertadores”



Pela segunda temporada consecutiva um treinador português sagra-se Campeão da “Copa Libertadores” (edição de 2020), desta vez Abel Ferreira, ao serviço do Palmeiras, que triunfou por 1-0, na final disputada no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, frente ao Santos, com um golo apontado por Breno Lopes ao nono minuto do período de compensação.
Depois do croata Mirko Jozić (em 1991, pelo Colo-Colo) e de Jorge Jesus (no final de 2019, pelo Flamengo), Abel Ferreira é apenas o terceiro treinador europeu a conquistar o título de Campeão sul-americano.
É o seguinte o palmarés da principal competição de clubes da América do Sul, no decurso das 61 edições já disputadas:
- 7 títulos – Independiente – Argentina (1964, 1965, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984)
- 6 títulos – Boca Juniors – Argentina (1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007)
- 5 títulos – Peñarol – Uruguai (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987)
- 4 títulos – Estudiantes de La Plata – Argentina (1968, 1969, 1970 e 2009); e River Plate – Argentina (1986, 1996, 2015 e 2018)
- 3 títulos – Nacional – Uruguai (1971, 1980 e 1988); Olimpia – Paraguai (1979, 1990 e 2002); São Paulo – Brasil (1992, 1993 e 2005); Santos – Brasil (1962, 1963 e 2011); e Grémio – Brasil (1983, 1995 e 2017)
- 2 títulos – Cruzeiro – Brasil (1976 e 1997); Internacional – Brasil (2006 e 2010); Atlético Nacional – Colômbia (1989 e 2016); Flamengo – Brasil (1981 e 2019); e Palmeiras – Brasil (1999 e edição de 2020);
- 1 título – Racing Avellaneda – Argentina (1967); Argentinos Juniors – Argentina (1985); Colo-Colo – Chile (1991); Vélez Sarsfield – Argentina (1994); Vasco da Gama – Brasil (1998); Once Caldas – Colômbia (2004); Liga de Quito – Equador (2008); Corinthians – Brasil (2012); Atlético Mineiro – Brasil (2013); e San Lorenzo de Almagro – Argentina (2014)
O Pulsar do Campeonato – 11ª Jornada

(“O Templário”, 14.01.2021)
Pela quarta vez (em cinco vitórias até à data averbadas no presente campeonato) o União obteve uma goleada, numa ronda que, à partida, se previa já fosse apenas “meia jornada”… mas que acabaria por se ficar por “um quarto”, dado apenas terem sido disputados dois dos oito desafios inicialmente agendados. O que, em paralelo, começa a suscitar fortes dúvidas, não só sobre a possibilidade de levar a “bom porto” esta prova, até à sua conclusão, como, inclusivamente, sobre a pertinência e oportunidade de se continuar a jogar, nas actuais circunstâncias e condicionantes.
Destaque – Somente com dois jogos em análise, os respectivos desfechos proporcionam o cabal enquadramento de cada um deles nas secções de “Destaques” e “Surpresas”.
No primeiro caso, tivemos um afirmativo U. Tomar a golear por categóricos 5-0 a “equipa sensação”, Alcanenense, que, antes desta ronda, ocupava um notável 4.º posto na tabela (baixou, em função deste desaire, ao 5.º lugar, ultrapassado, precisamente, pelo emblema nabantino).
Por curiosidade, a eficácia, que tanta falta tem feito em vários dos encontros anteriores dos unionistas – o que lhes custou muito comprometedoras perdas de pontos, já com quatro empates cedidos, para além de duas derrotas –, foi atingida quase em pleno nesta partida.
Ao invés do que vem sendo habitual, as primeiras ocasiões soberanas de golo (duas, ainda nos dez minutos iniciais) surgiram a favor do grupo de Alcanena, em perigosos contra-ataques. Mas, como tantas vezes se repete: “quem não marca, sofre”. E foi o que sucedeu: de imediato, em dois lances sucessivos, num intervalo de pouco mais de um minuto, o União marcou dois golos, que muito desequilibraram a contenda a seu favor, tudo isto ainda no primeiro quarto de hora de jogo!
O terceiro tento, obtido ao cair do pano da primeira parte, praticamente selou o desfecho do desafio, acabando por não surpreender – atendendo também à juventude da equipa adversária – que o resultado continuasse a ser ampliado, fechando-se a contagem nos 5-0, com destaque especial para o “hat-trick” de Siaka Bamba… um médio defensivo. E, isto, porque, num dia em que “tudo saiu bem”, o guardião Nuno Ribeiro defenderia inclusivamente uma grande penalidade. Um resultado que poderá constituir um incentivo para o futuro…
Surpresa – Após uma sucessão de nove derrotas consecutivas, o Moçarriense tinha, no passado fim-de-semana, pontuado pela primeira vez (empate nos Riachos). Não obstante, poucos seriam os que arriscariam na possibilidade de uma vitória da turma da Moçarria – ainda “lanterna vermelha”, mas agora bem mais próxima dos seus mais directos concorrentes – em Rio Maior.
Pois, foi precisamente o que sucedeu, tendo bastado para tal um único golo. Três preciosos pontos conquistados pelo Moçarriense, que muito poderão moralizar igualmente a equipa.
II Divisão Distrital – Também a jornada (10.ª, primeira da segunda volta) do segundo escalão foi afectada pelo adiamento de vários jogos (neste caso, metade dos desafios), destacando-se a vitória do At. Ouriense frente ao Abrantes e Benfica “B”, por 3-1, que proporcionou aos oureenses ascender à liderança, assim como, por outro lado, o triunfo (4-1) do Caxarias sobre o Tramagal.
A Sul, tendo os dois primeiros (Benavente e Salvaterrense) “folgado”, o realce vai para a vitória (2-1) da equipa do Benfica do Ribatejo ante o Porto Alto, entrando assim também na disputa pelos três lugares cimeiros, que, normalmente, darão acesso à fase final, de apuramento de Campeão.
Campeonato de Portugal – Passo a passo, o U. Santarém vai fazendo o seu caminho, tendo, desta feita, obtido importante triunfo (2-0) em Sacavém, face ao Sacavenense, o que permite aos escalabitanos trepar até a uma muito boa 3.ª posição (partilhada com o Caldas, este com um jogo a menos), e, mais importante, dilatar para nove pontos a sua margem de segurança em relação à “linha de água”, mesmo que o U. Almeirim (9.º classificado), primeiro clube abaixo de tal divisória, tenha dois jogos a menos – tendo o seu desafio frente ao Lourinhanense sido adiado.
Antevisão – Subsiste, nesta altura, a incógnita sobre se poderá haver jogos no(s) próximo(s) fim(ns)-de-semana, em função das previstas medidas reforçadas para procurar minorar o impacto da pandemia, que deverão passar por novo confinamento geral, de duração ainda indeterminada.
O cenário que se afigura de maior probabilidade, para já, será o de nova suspensão das competições, eventualmente a retomar mais adiante, quando (e se) vier a haver condições mais propícias para tal, e em tempo oportuno para finalização da temporada.
Mas vai-se, aliás, intensificando o clamor – pelo menos por parte de responsáveis de alguns dos clubes – advogando o cancelamento dos campeonatos, atendendo às dificuldades em prolongar este contexto de “pára e arranca” e às implicações associadas à prossecução da disputa das provas, quer em termos sanitários, como dos próprios reflexos que daí poderão decorrer a nível da actividade profissional dos envolvidos (tratando-se, na essência, de jogadores amadores); isto para além, claro, das muito precárias condições de sustentabilidade de agremiações privadas de praticamente todas as suas fontes de receita há cerca de dez meses.
Num contexto de grande imprevisibilidade – e tendo necessariamente de ser privilegiado o factor saúde de todos os agentes e, em geral, as condições de saúde pública –, parece, pois, adivinhar-se a inevitabilidade de novo interlúdio (mais ou menos prolongado, temporário ou definitivo, será o que ficará para aquilatar mais tarde).
Em qualquer caso, e no que respeita à I Divisão Distrital, de entre os embates previstos para a 12.ª jornada, destacam-se o Alcanenense-Coruchense, Abrantes e Benfica-U. Tomar e Amiense-Fazendense, partidas que, a realizarem-se, poderão ajudar a clarificar posições.
A nível do escalão secundário, o realce vai para os jogos At.Ouriense-Caxarias, Tramagal-Fátima, Marinhais-Benavente e Porto Alto-Salvaterrense.
No Campeonato de Portugal, a ronda 12 prevê o confronto entre os dois clubes do Distrito, cabendo ao U. Almeirim receber o U. Santarém, portanto, um prélio de redobrado interesse.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Janeiro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 31.12.2020)
Afinal disputada de novo em horário matinal (o qual prosseguirá, pelo menos, no próximo fim-de-semana), a 5.ª jornada do Distrital da I Divisão – com o consequente acerto de calendário, recuperando os jogos que se encontravam em atraso desde 1 de Novembro – terá clarificado posições, pese embora estar completado apenas o terço inicial do campeonato. O Coruchense parece lançado para a conquista do título, após ter imposto pesadas goleadas aos seus mais directos rivais, Cartaxo e Abrantes e Benfica, que partilham a vice-liderança, mas já a sete pontos.
Destaques – Depois de há cerca de mês e meio ter “atropelado” o Cartaxo por 7-1, uma indomável equipa do Coruchense voltou agora a golear, de forma categórica (5-1), na recepção ao Abrantes e Benfica, formação em notória quebra de rendimento, a qual acumulou o quarto encontro seguido sem ganhar – após ter triunfado em todas as seis partidas precedentes –, tendo perdido nada menos de dez pontos nesses quatro jogos mais recentes.
Uma impressiva afirmação de poderio por parte do grupo do Sorraia, que, nesta altura – mesmo faltando ainda percorrer um assaz longo trajecto até final –, se afigura como o mais provável próximo Campeão, porventura apenas podendo vir ainda a ser eventualmente apoquentado, na disputa pelo 1.º lugar, precisamente pela turma cartaxeira.
O emblema de Coruche beneficiou aliás, em paralelo, do facto de outros dois candidatos aos lugares cimeiros se terem “anulado”, com o Mação-Cartaxo a saldar-se por uma igualdade (1-1), resultado mais penalizador para os maçaenses, agora a dez pontos do guia.
Assim como, adicionalmente, do triunfo (2-0) do Torres Novas na recepção ao Fazendense, com os torrejanos, depois de sete jornadas sem conhecer o sabor da vitória, a ganhar pela terceira vez consecutiva, afastando-se da zona perigosa da tabela, subindo mesmo ao 9.º lugar (apenas a três pontos do U. Tomar)! Ao invés, em função deste resultado adverso, o conjunto das Fazendas de Almeirim partilha agora o 5.º lugar com o Mação, portanto ainda mais afastado da frente.
Surpresa – Apesar de vir atravessando fase pouco profícua, não se esperaria que o U. Tomar cedesse pontos ante o Ferreira do Zêzere, que tinha perdido três dos quatro desafios anteriores. Porém, com uma exibição pouco conseguida, os unionistas não evitariam o empate, a dois golos.
Começaram, aliás, por ser surpreendidos logo aos 9 minutos, altura em que se viram em desvantagem; reagindo prontamente, os tomarenses igualariam no minuto imediato, operando a reviravolta no marcador à beira do intervalo. No segundo tempo, os visitados procuraram ampliar a vantagem, mas geralmente com pouco discernimento, num jogo muito aos repelões, com a bola a esbarrar quase sempre numa floresta de adversários, que, por seu lado, nunca deixaram de espreitar a possibilidade de rápidas transições, mantendo em sentido a defesa contrária.
Num embate, entre vizinhos, de cariz especialmente motivacional para os ferreirenses, à medida que o tempo decorria e o resultado tangencial ia subsistindo, foram acreditando que seria possível alcançar resultado positivo, para o que contribuiu também o bom desempenho do seu guardião, a negar um par de ocasiões de perigo. A cerca de dez minutos do termo do encontro, os visitantes conseguiriam mesmo restabelecer a igualdade, sem que os nabantinos tivessem, no tempo de que dispunham ainda, a serenidade necessária para reverter o rumo dos acontecimentos.
O desfecho deste desafio afasta praticamente em definitivo as ilusões dos tomarenses, agora a muito distantes onze pontos do objectivo, conferindo um travo agridoce num dia em que o capitão Nuno Rodrigues – titular absoluto, com o pleno nos 900 minutos já disputados no actual campeonato – comemorava a notável marca de 200 jogos envergando a camisola do União, apenas no presente ciclo, que vai já na oitava temporada consecutiva, desde a época de 2013-14.
Confirmações – Nos outros confrontos da jornada, que tinha diversificados motivos de interesse, assinalam-se ainda os importantes triunfos averbados por Rio Maior (por convincente 3-0, frente à Glória do Ribatejo) e Alcanenense (3-1, na recepção ao Amiense), o que proporcionou à formação de Alcanena, recém-promovida, recorde-se, pular até ao 4.º lugar, de forma sensacional somente a dois pontos do duo que reparte a 2.ª posição.
Noutras duas partidas (Samora Correia-Entroncamento e Riachense-Moçarriense), envolvendo equipas que procuram fugir à parte baixa da classificação, registaram-se empates, em ambos os casos a uma bola, os quais não terão deixado plenamente satisfeitos nenhum dos contendores, não obstante o grupo da Moçarria ter pontuado pela primeira vez nesta temporada, ao décimo jogo!
De facto, Entroncamento (7 pontos), Riachense (5) e Moçarriense (1) continuam a ocupar os três últimos lugares (nesta altura, em zona de despromoção), enquanto o Samora Correia (11 pontos) se posiciona imediatamente acima desse trio, integrando outro terceto, com Rio Maior e Ferreira do Zêzere, portanto, todos em situação pouco tranquila.
II Divisão Distrital – O Espinheirense foi surpreendido no seu próprio reduto, perdendo (1-3) ante o Tramagal, vendo aproximar-se o At. Ouriense (tinha ganho, já no início do mês, ao Vasco da Gama, por 4-1, mantendo dois jogos em atraso) e o Fátima (vencedor por 1-0 na Ortiga), ambos a dois pontos. O Caxarias (no 4.º lugar, dois pontos mais abaixo) goleou a U. Atalaiense por 4-0.
Depois de duas rondas a marcar sete golos em cada jogo, o Benavente reforçou a dose, goleando por 8-0 o Rebocho, afirmando a sua condição de comandante, apesar de dispor de um único ponto de vantagem face ao Salvaterrense (que venceu, por tangencial 2-1, o Samora Correia B).
Campeonato de Portugal – O U. Almeirim teve uma semana mista, perdendo em Torres Vedras, por 1-2, com o líder, mas ganhando (2-1) ao Sintrense, em casa, em encontros de acerto de calendário, subindo ao 9.º posto, imediatamente abaixo da “linha de água” (agora a dois pontos).
Antevisão – A próxima jornada (11.ª) do principal escalão, a abrir o novo ano de 2021, terá como “pratos fortes” o Coruchense-Mação e o Fazendense-Abrantes e Benfica, jogos em que, quer os maçaenses, quer o grupo das Fazendas de Almeirim jogarão as respectivas “derradeiras cartadas”.
Por seu lado, o Cartaxo terá difícil saída à Glória do Ribatejo (única equipa a conseguir travar o líder, tendo vencido também o Abrantes e Benfica). Nota ainda para o “derby” Torres Novas-Riachense, com favoritismo dos torrejanos. O U. Tomar recebe adversário valoroso, Alcanenense.
Na II Divisão Distrital, já a abrir a segunda volta, destacam-se os encontros Caxarias-Tramagal, Benfica do Ribatejo-Porto Alto e o “derby” Samora Correia B-Benavente.
Na retoma do calendário regular (10.ª jornada) do Campeonato de Portugal, cabe também ao U. Santarém receber o Sintrense, deslocando-se o U. Almeirim ao terreno do vice-líder, Alverca.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Dezembro de 2020)
O Pulsar do Campeonato – 10ª Jornada

(“O Templário”, 24.12.2020)
Numa altura em que não se atingiu ainda o primeiro terço da prova (jogou-se a 10.ª jornada, mas subsiste em atraso a 5.ª ronda, entretanto (re)agendada para o próximo fim-de-semana), há ainda muito campeonato pela frente, mas, de entre os principais candidatos ao título, o U. Tomar (tendo baixado ao 6.º posto) começa a registar já comprometedor atraso – agora a nove pontos do líder Coruchense, o qual beneficiou também do inesperado deslize do Abrantes e Benfica para se distanciar na frente da tabela classificativa.
Destaques – Os factos mais salientes do passado Domingo registaram-se, precisamente, nas Fazendas de Almeirim e em Abrantes.
No primeiro caso, numa partida que colocava frente-a-frente o 2.º e 5.º classificados no campeonato passado, à data da sua suspensão, o Fazendense bateu o U. Tomar mercê de um solitário golo, o suficiente para impor aos unionistas a segunda derrota na competição, desta feita incapazes de reagir à desvantagem, tendo ficado em branco pela segunda vez nesta temporada (precisamente os dois desafios que se saldaram por desaires).
Por uma ou outra razão, a verdade é que os resultados não estão a corresponder às expectativas, e muito menos às aspirações do clube, com o União a ver-se, ainda numa fase bastante prematura, já remetido para uma condição em que não valerá a pena estar a fazer grandes contas ao futuro, devendo focar-se, em exclusivo, e “apenas”, em procurar ganhar o próximo jogo…
Já em Abrantes, a formação local, aparentemente “a perder gás”, não foi além de um empate a duas bolas na recepção a um dos últimos classificados, o Entroncamento AC, tendo “desaproveitado” duas situações de vantagem no marcador. Após um excelente ciclo de seis triunfos consecutivos, a abrir a sua participação na prova, o Abantes e Benfica perdeu, de forma imprevista, nada menos de cinco pontos, em apenas dois encontros.
Destaca-se ainda, noutro plano, a vitória do Torres Novas em Ferreira do Zêzere, por tangencial 3-2 – com a particularidade de os dois tentos dos visitados terem decorrido de auto-golos –, o segundo triunfo sucessivo dos torrejanos, após sete desafios sem ganhar – traduzindo-se, em paralelo, no terceiro desaire dos ferreirenses nas últimas quatro rondas, nas quais não conseguiram vencer, o que os fez dar um tombo até ao 12.º posto.
Surpresa – Tal como na semana anterior, tendo o desfecho mais imprevisto ocorrido no já referido jogo em que foi interveniente o anterior líder, Abrantes e Benfica, também a equipa da Glória do Ribatejo voltou a surpreender pela positiva, indo impor um empate (2-2) ao Amiense, em Amiais de Baixo, firmando a sua posição a meio da pauta classificativa.
Confirmações – Nos outros quatro encontros da jornada os resultados confirmaram a expectativa, com os favoritos a somar os três pontos.
Assinala-se, ainda assim, a resistência oferecida pelo Riachense, no seu reduto, na recepção ao comandante, Coruchense, prolongando o nulo, acabando porém por vir a ser desfeiteado por 0-2.
O Cartaxo, ganhando pela mesma marca (2-0), frente ao Rio Maior, cedo resolveu a contenda a seu favor, tendo uma manhã relativamente tranquila.
Em Mação, a equipa local praticamente entrou a ganhar, mas só com o tempo já bastante avançado validaria o triunfo, por categórico 3-0, ante uma formação que vem dando muito boa conta de si, o Alcanenense, a qual partilha agora o 7.º lugar com o Amiense, mantendo um jogo em atraso (em Abrantes), agendado para ontem.
O Moçarriense agravou ainda mais a sua incómoda posição, tendo acumulado a nona derrota em outros tantos jogos disputados, perdendo (1-2), em casa, com o Samora Correia, grupo que, por seu lado, conseguiu enfim colocar termo a um muito negativo ciclo de cinco desaires sucessivos.
II Divisão Distrital – O Espinheirense “soma e segue”, com um percurso 100% vitorioso, nos sete jogos já disputados (tendo batido o Vasco da Gama por 3-1), já com vantagem de sete pontos sobre o 4.º classificado, Caxarias (que obteve bom triunfo, por 4-2, em Abrantes, face à equipa “B” dos locais). Tendo o At. Ouriense adiado novamente o seu jogo, o Fátima, vencedor da U. Atalaiense, por 3-1, aproximou-se da turma de Ourém, mantendo o 3.º posto.
A Sul registaram-se duas grandes surpresas: as derrotas caseiras de Porto Alto (0-1) e Benfica do Ribatejo (1-2), respectivamente perante o Samora Correia “B” e o “lanterna vermelha” Rebocho, o qual pontuou pela primeira vez… na última ronda da primeira volta (mesmo que subsista por completar a 4.ª jornada). Realce ainda para nova goleada do guia, Benavente (pela segunda semana sucessiva a aplicar “chapa 7”, goleando o Fazendense “B” por 7-1). No “derby”, o Salvaterrense bateu o Forense por renhido 3-2.
Campeonato de Portugal – Apenas o U. Almeirim esteve em acção, tendo averbado um positivo empate (0-0) em Sacavém, face ao 5.º classificado, Sacavenense. Na tabela, o U. Santarém (com dez pontos) conserva a 6.ª posição, mantendo os almeirinenses (quatro pontos) um indesejado 11.º (último) posto, a cinco pontos da “linha de água”, mas com dois jogos a menos.
Antevisão – Este fim-de-semana foi calendarizada a recuperação da ronda que se encontrava em atraso, nos dois escalões (5.ª da I Divisão; e 4.ª do escalão secundário), sendo retomado o horário vespertino (início das partidas previsto para as 15 horas).
No campeonato principal, teremos uma tarde com desafios de grande sensação, colocando frente-a-frente as duas equipas do topo da tabela (Coruchense-Abrantes e Benfica) e, por outro lado, o 5.º e 3.º classificados, no Mação-Cartaxo. Acresce o “quase derby” U. Tomar-Ferreira do Zêzere.
Mas todos os restantes jogos serão de interesse, por exemplo com o Riachense-Moçarriense, entre “aflitos”, ou o Torres Novas-Fazendense. Uma jornada que promete muito.
Na II Divisão, realce para o Espinheirense-Tramagal, Ortiga-Fátima e Caxarias-U. Atalaiense.
O calendário do Campeonato de Portugal volta a estar em pausa, aproveitando igualmente para recuperar alguns dos varios jogos em atraso, nomeadamente o U. Almeirim-Sintrense (depois de, já ontem, os almeirinenses terem também partida agendada com o Torreense, em Torres Vedras).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Dezembro de 2020)
O Pulsar do Campeonato – 9ª Jornada

(“O Templário”, 17.12.2020)
Numa época em que o esforço de planificação dificilmente poderá ir além de um exercício teórico, com as equipas sem certezas sobre se jogarão ou não no Domingo seguinte, foi entretanto retomado o Distrital da I Divisão, com a disputa da 9.ª jornada (três semanas após a disputa da ronda precedente), assinalada pela interrupção da senda triunfal do Abrantes e Benfica, derrotado na Glória do Ribatejo – do que beneficiou o Coruchense para, à condição, se isolar na liderança.
Destaques – O aguerrido grupo da Glória do Ribatejo prossegue a sua campanha de “tomba-gigantes”, tendo vencido os actuais dois primeiros classificados (para além de ter imposto ainda um empate ao agora 4.º classificado, U. Tomar). De facto, após ter surpreendido já o Coruchense, a Glória bateu, desta feita, o Abrantes e Benfica – clube que seguia, até à data, com um percurso 100% vitorioso –, isto não obstante os abrantinos terem chegado a estar em vantagem no marcador, não evitando contudo a reviravolta, acabando por perder por 2-1.
Em Tomar, no “jogo grande” da jornada, os candidatos União e Mação neutralizaram-se, empatando a duas bolas, repetindo o desfecho do último encontro disputado na edição anterior do campeonato, em Março deste ano, após o qual a prova seria interrompida e suspensa.
Outra vez penalizados pela falta de eficácia e concentração defensiva, os unionistas começaram por ter a infelicidade de não converter uma grande penalidade a seu favor, para, no lance seguinte, se verem em desvantagem… também em função de uma grande penalidade sofrida. Na segunda metade, dando muito boa resposta à adversidade, os tomarenses inverteram a tendência do “placard”, com dois tentos num espaço de cinco minutos (o segundo deles, igualmente, apontado da marca dos onze metros), mas não impediriam nova igualdade, poucos minutos volvidos.
Numa partida em que exerceu notório domínio, um perdulário U. Tomar viu escaparem-se mais dois pontos, o que, no imediato, resultou na perda do 3.º lugar, e no afastamento do líder, agora a seis pontos. Para os maçaenses, que baixaram também uma posição, para o 6.º posto, não terá sido igualmente o resultado ideal, distando já oito pontos do topo da tabela.
O grande beneficiado foi o Cartaxo, que, pese embora alguma irregularidade, vem paulatinamente subido na tabela, tendo ascendido à 3.ª posição, após o bom triunfo (3-1) averbado em Samora Correia, frente a um opositor em notória perda, o qual acumulou quinto desaire sucessivo, caindo na zona perigosa da classificação.
A assinalar, ainda, a vitória obtida em terreno alheio, em Rio Maior, pelo Amiense, ainda que por marca tangencial (1-0), o que possibilitou à formação de Amiais de Baixo igualar o Mação.
Confirmações – À excepção da derrota do conjunto de Abrantes, não houve grandes surpresas, confirmando-se, nos restantes desafios, as expectativas.
Desde logo, com a vitória (2-0) do Fazendense no Entroncamento, com a turma das Fazendas de Almeirim a subir ao 5.º lugar, somente a dois pontos do 3.º classificado.
O agora líder isolado, Coruchense (pese embora o Abrantes tenha um jogo a menos, pelo que poderá ainda igualara a equipa do Sorraia), venceu por 3-2, na recepção ao Ferreira do Zêzere. E se se manteve tranquilo quase até final (depois de ter chegado a vantagem de 3-0), sofreria ainda pequeno susto, quando, no minuto 90, os ferreirenses reduziram para a diferença mínima.
Em Torres Novas, num confronto entre dois dos então últimos classificados, os torrejanos conseguiram, enfim, chegar pela primeira vez à vitória, e de forma categórica, goleando por 4-0 o Moçarriense, emblema que vê agudizar-se a crise de resultados, tendo somado sétima derrota em outros tantos jogos realizados.
O Alcanenense sofreu para levar de vencida a formação do Riachense, por tangencial 2-1, com o golo da vitória a chegar no derradeiro minuto, e isto depois de os homens dos Riachos terem chegado a estar em vantagem. Em função deste resultado, o clube de Alcanena (ainda com dois jogos a menos) subiu ao 9.º posto, enquanto o Riachense subsiste na penúltima posição.
II Divisão Distrital – Tendo sido adiado o embate entre os dois primeiros (Espinheirense e At. Ouriense), o realce vai para a goleada (4-0) imposta pelo Fátima no terreno do Vasco da Gama, mantendo o 3.º lugar, à frente do Caxarias (também vencedor, por 3-2, ante a Liga de Ortiga).
Mais a Sul, o Benavente goleou por 7-0 o Águias de Alpiarça, ascendendo ao topo da classificação da sua série, beneficiando do empate (1-1) no “derby” entre Marinhais e Salvaterrense. Nota ainda para a vitória (2-0), em terreno forasteiro, do Benfica do Ribatejo face ao Forense.
Campeonato de Portugal – Confirmada que foi a já antevista suspensão da actividade desportiva por parte da SAD do Fátima, que, portanto, desistiu do campeonato (desconhecendo-se ainda se poderá voltar a reunir condições para eventualmente vir a retomar tal actividade em época futura), o U. Santarém foi empatar (1-1) à Lourinhã (em jogo em atraso da 2.ª ronda), passando a somar 10 pontos, ascendendo ao 6.º lugar. Por seu lado, o U. Almeirim, com três jogos a menos, e apenas três pontos somados, é agora último (11.º)… a três pontos do grupo dos 7.º classificados.
Antevisão – Na 10.ª jornada do Distrital da I Divisão, as atenções estarão focadas, essencialmente, no Fazendense-U. Tomar, sendo os actuais dois primeiros classificados claramente favoritos nos encontros que têm agendados: o Coruchense, nos Riachos, com o Riachense; o Abrantes e Benfica recebendo o Entroncamento AC. De interesse será também o Mação-Alcanenense, atendendo ao bom desempenho que a equipa de Alcanena vem registando.
No escalão secundário, destacam-se os encontros Ortiga-At. Ouriense e Salvaterrense-Forense.
Após paragem devido à disputa da eliminatória correspondente aos 1/16 de final da Taça de Portugal, no último fim-de-semana, é retomado o Campeonato de Portugal, na sua 9.ª ronda, com o U. Almeirim a viajar até Sacavém, para defrontar o 5.º classificado, Sacavenense. Quanto ao U. Santarém, que deveria jogar com a SAD do Fátima, ficará, pois, de folga.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Dezembro de 2020)
Liga Europa – Sorteio dos 1/16 de Final
Wolfsberger – Tottenham
D. Kyiv – Brugge
Real Sociedad – Manchester United
Benfica – Arsenal
Crvena Zvezda – AC Milan
Antwerp – Rangers
Slavia Praha – Leicester
RB Salzburg – Villarreal
Sp. Braga – Roma
Krasnodar – D. Zagreb
Young Boys – Bayer Leverkusen
Molde – Hoffenheim
Granada – Napoli
Maccabi Tel-Aviv – Shakhtar Donetsk
Lille – Ajax
Olympiakos – PSV Eindhoven
Os jogos da primeira mão serão disputados a 18 de Fevereiro de 2021, estando a segunda mão agendada para 25 de Fevereiro.

















