O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 de final

(“O Templário”, 10.02.2022)
Em dia agendado para nova ronda da Taça do Ribatejo, o passado Domingo acabou por ser algo híbrido, uma vez que o desafio de maior cartaz (entre Rio Maior e Mação) foi adiado, sendo que, em alternativa, os mesmos dois clubes aproveitaram para acerto de calendário do campeonato, defrontando-se, em Mação, em jogo em atraso da 16.ª jornada, o qual, saldando-se por um empate (1-1), se traduz no termo de uma excelente série de nove triunfos consecutivos dos riomaiorenses.
Um “deslize” justificável pelo poderio dos maçaenses (que partilham o 3.º posto com o Fazendense) – e que, aliás, tinham já imposto também uma igualdade, no arranque da I Divisão Distrital, em Rio Maior, tendo mesmo, desta feita, estado em vantagem até à entrada do quarto de hora final –, mas que, em paralelo, possibilitou à turma visitante igualar o U. Tomar na 1.ª posição (mesmo que à condição, uma vez que são, agora, os unionistas a ter um jogo a menos).
E isto porque, nas últimas sete semanas, os tomarenses disputaram um único encontro (!) para o campeonato, enquanto o Rio Maior realizou quatro, diferencial que lhe permitiu recuperar os sete pontos que, a dada altura, chegou a ter de desvantagem (quando tinha dois jogos em atraso).
Quanto à Taça, propriamente dita, não houve grandes surpresas, com as formações de maiores argumentos a superiorizarem-se, destacando-se a robusta goleada aplicada pelo U. Tomar ao Entroncamento AC, enquanto Amiense e Salvaterrense foram mais eficazes no desempate da marca de grande penalidade, frente a Alcanenense e Torres Novas, respectivamente.
Destaques – O maior realce da eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça do Ribatejo (tendo sido disputadas, conforme referido, sete das oito partidas previstas) vai precisamente para a goleada (7-2) imposta pelo U. Tomar na recepção ao vizinho Entroncamento AC, um resultado tão invulgar, que nunca antes se tinha registado, em quase 2.300 jogos disputados pelo União!
A turma da cidade ferroviária tinha sido já derrotada em Tomar, três semanas antes, pela equipa “B” dos unionistas, não tendo também revelado, agora face à formação principal, capacidade para resistir à superioridade adversária, num encontro entre comandantes da I e da II Divisão.
Depois de, bastante cedo, os nabantinos inaugurarem o marcador, o Entroncamento ainda empatou, à passagem dos vinte minutos, mas o U. Tomar teria uma “cavalgada” irresistível, marcando aos 27, 33, 36, 37 e 42 minutos, passando – num quarto de hora – o “placard” de 1-1 para 6-1, mais que sentenciando o desfecho da eliminatória. Na segunda parte, dando oportunidade a jogadores menos utilizados, registou-se somente mais um tento para cada lado.
Por seu lado, o Fazendense – a par do U. Tomar os dois únicos clubes que, nos últimos 14 anos, sempre marcaram presença nos 1/8 de final da Taça do Ribatejo – foi vencer a Benavente, por tangencial 2-1, o suficiente para avançar para os quartos-de-final pela 7.ª vez nesse mesmo período (registo apenas superado pelos nove apuramentos dos tomarenses e do Amiense).
Precisamente, o grupo de Amiais de Baixo, com uma tão curta quão difícil deslocação a Alcanena, num “quase derby”, averbou um empate a uma bola no final dos 90 minutos, para, no desempate da marca de grande penalidade, ser mais assertivo, triunfando por 4-1.
Num confronto empolgante, em Salvaterra de Magos, por três vezes o Torres Novas se colocou em vantagem (com mais um “hat-trick” de Miguel Miguel, a realizar uma época fantástica, a melhor da sua carreira), para o Salvaterrense, por outras tantas vezes, vir a restabelecer a igualdade. Após o 3-3 no termo do tempo regulamentar, os locais converteram todas as suas cinco tentativas da marca de grande penalidade, tendo os torrejanos falhado uma delas.
Confirmações – Nos restantes jogos os favoritos confirmaram o seu maior poderio, tendo o Abrantes e Benfica ido vencer em terreno alheio, ante o Vasco da Gama, por 4-1; enquanto o Cartaxo bateu o Moçarriense por 2-0, no que se constitui no primeiro desaire da turma da Moçarria na presente temporada, após uma magnífica sucessão de dez triunfos em outros tantos jogos até agora disputados no campeonato da divisão secundária.
O Forense (também líder de série) é, agora, o único representante de tal escalão ainda em prova na Taça do Ribatejo, após ter eliminado o Paço dos Negros (penúltimo dessa mesma série), repetindo, agora fora de casa, o triunfo por tangencial 1-0 que, há três semanas, registara perante o mesmo oponente – isto depois de, na estreia no campeonato, ter goleado tal adversário por 9-0!
Liga 3 – Na 18.ª ronda (de 22) da primeira fase desta competição o U. Santarém foi derrotado de forma categórica, no seu próprio reduto, por 0-3, pelo Alverca (actualmente na 3.ª posição). Os escalabitanos mantêm o 10.º (antepenúltimo) lugar, somente um ponto à frente do Oliveira do Hospital e com dois pontos a mais que o Oriental Dragon (este com três jogos em atraso); mas, também, apenas a um ponto do 9.º (Cova da Piedade) e a três do Sporting “B” (8.º classificado).
Campeonato de Portugal – Já o Coruchense averbou surpreendente triunfo (e por números convincentes: 3-0) no terreno do Pêro Pinheiro – que liderara durante praticamente toda a prova –, em partida da 15.ª jornada (de um total de 18 de que se compõe esta fase inicial da competição).
De forma sensacional a turma do Sorraia igualou este adversário na pauta classificativa, com o qual partilha agora o 4.º lugar, afinal apenas seis pontos abaixo do líder, Belenenses… e a três do Sintrense, que ocupa o 2.º posto de acesso à fase final, de disputa da promoção à Liga 3!
Numa série que continua a caracterizar-se por grande equilíbrio, o Coruchense dispõe, todavia, somente de um ponto de vantagem sobre o 6.º classificado, e dois em relação ao 7.º da tabela.
Antevisão – Neste fim-de-semana estarão de regresso os campeonatos distritais. Na divisão principal (18.ª ronda) teremos, muito em especial, dois aliciantes “pratos fortes”, em que se poderá começar a jogar muito do futuro da prova, com os agora dois guias a deslocarem-se aos terrenos dos… dois 3.º classificados (dois pares separados entre si na classificação por doze pontos)!
De facto, o U. Tomar visita Mação, onde terá um muito exigente desafio, no qual visará melhorar o registo (empate) averbado pelo Rio Maior no passado Domingo. Em paralelo, o Fazendense (que, nas últimas seis jornadas, somou cinco triunfos e um empate, este em Samora Correia) recebe os riomaiorenses, num confronto, também, de grau de dificuldade “máximo”.
No escalão secundário o realce vai para a partida entre Fátima e U. Atalaiense (2.º e 3º classificados da série) – sendo que uma eventual vitória dos fatimenses praticamente deverá deixar, desde já, definidos os dois clubes que virão a ser apurados para a fase final (Entroncamento AC e Fátima). Nota ainda para o Águias de Alpiarça-U. Santarém “B” e para o Tramagal-Pego.
Na Liga 3 o U. Santarém desloca-se à Amora; sendo que, no Campeonato de Portugal, o Coruchense visita Sacavém – com a particularidade de defrontarem, ambos, os 7.º classificados.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Fevereiro de 2022)
Eleições Legislativas 2022 – Resultados finais


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Portugal Bi-Campeão da Europa de Futsal

Quatro anos depois de ter conquistado o Campeonato da Europa e quatro meses após se ter sagrado Campeã Mundial, a selecção portuguesa revalidou o título de Campeã Europeia, ao vencer, na final, por 4-2, frente à Rússia.
A caminhada vitoriosa de Portugal nesta fase final do torneio, disputada nos Países Baixos, teve início na fase de grupos, com três triunfos, sobre a Sérvia (4-2), Países Baixos (4-1) e a Ucrânia (1-0), tendo prosseguido nos 1/4 de final (3-2 frente à Finlândia) e nas 1/2 finais (3-2 à Espanha) – sendo de notar, que, quer nas meias-finais, quer na final, Portugal teve de operar reviravolta no marcador, depois de começar por estar em desvantagem por 0-2.
Sob a orientação técnica de Jorge Braz, sagraram-se Campeões da Europa os jogadores: André Sousa, Eduardo “Edu” Sousa, André Coelho, Tomás Paçó, Afonso Jesus, Fábio Cecílio, Erick Mendonça, João Matos, Bruno Coelho, Izaquel “Zicky” Té, Miguel Ângelo, Anilton “Pany” Varela, Tiago Brito e Paulo Mendes “Pauleta”. Foi também eleito como melhor jogador do torneio o português Zicky.
Palmarés da competição (vencedores):
- Espanha – 6 (2001, 2005, 2007, 2010, 2012 e 2016)
- Itália – 2 (2003 e 2014); e Portugal – 2 (2018 e 2022)
- Rússia – 1 (1999)
Eleições Legislativas 2022 – Resultados

(via MAI – clicar na imagem para ampliar)
Rafael Nadal – 21.º Grand Slam
Ao fim de uma épica batalha de 5h24m, frente ao russo Daniil Medvedev, Rafael Nadal sagrou-se vencedor de um Torneio do Grand Slam, pela 21.ª vez, suplantando assim o record que, até hoje, partilhava com Roger Federer e Novak Djokovic.
Na sua 6.ª final no “Open da Austrália”, Nadal, apelando a toda a sua garra e energia, conseguiu uma sensacional reviravolta, depois de ter perdido os dois primeiros sets, para acabar por vencer, por 3-2, com os parciais de 2-6, 6-7, 6-4, 6-4 e 7-5.
É a seguinte a lista de resultados das 21 Finais de Torneios do Grand Slam ganhas por Nadal:
Esta foi também a 90.ª vitória de Rafael Nadal em Torneios “ATP”: aos 21 troféus do Grand Slam, o espanhol soma 36 títulos “ATP 1000”, 22 “ATP 500”, 10 “ATP 250”, para além de se ter sagrando igualmente Campeão Olímpico, em Pequim, em 2008:
O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

(“O Templário”, 27.01.2022)
Os quatro primeiros da pauta classificativa voltaram a ganhar – contrariamente ao quarteto de perseguidores mais directos, todos eles derrotados nesta 17.ª ronda – consolidando posições, mostrando firmeza, antes de uma “cimeira” ao mais alto nível, agendada para a próxima jornada, em que se defrontarão entre si… mas apenas após três semanas.
O líder, U. Tomar, somou a nona vitória consecutiva no campeonato, desde o início de Novembro de 2021 (totalizando dez, contando com o jogo da Taça do Ribatejo), já a terceira melhor sequência da centenária história do clube: o “record é de 14 triunfos sucessivos, entre Março a Outubro de 1988; seguindo-se uma série de 11 vitórias, de Novembro de 1997 a Janeiro de 1998.
Por seu lado, o Rio Maior ganhou também os seus últimos oito jogos, tendo o Fazendense somado o quinto triunfo nas últimas seis jornadas; quanto ao Mação, aplicou também “chapa 4” em Ourém. Por curiosidade, quatro dos cinco clubes anteriormente classificados entre o 11.º e o 15.º lugar foram os outros vencedores do passado fim-de-semana, numa ronda sem qualquer empate.
Destaques – Começando pelo encontro de maior cartaz (5.º contra o 3.º classificado), o Fazendense impôs-se por 2-0 em Alcanena, frente ao Alcanenense – que tinha vencido cinco dos seus últimos sete jogos para o campeonato –, tendo, pois, o grupo das Fazendas confirmado atravessar fase muito positiva, pese embora a distância para os dois primeiros seja significativa.
Na disputa pelo 3.º lugar está também o Mação, somente um ponto abaixo do Fazendense, mas com um jogo a menos, que venceu inequivocamente, em terreno alheio, o At. Ouriense, por 4-2 – com o grupo de Ourém a somar quarto desaire nos últimos cinco jogos (incluindo derrotas ante os dois últimos classificados, Ferreira do Zêzere e Glória do Ribatejo, sendo que o melhor que conseguiu, nesse período, foi uma “épica” recuperação, de 0-4 para 4-4, nos derradeiros dez minutos da partida frente ao Cartaxo), tendo caído entretanto para arriscado 13.º lugar.
Precisamente, o último destes realces vai para a categórica vitória do Ferreira do Zêzere na recepção ao Cartaxo, goleando por 4-1, ampliando assim para dez os pontos conquistados nos seus últimos cinco jogos (três vitórias e um empate, apenas tendo sofrido derrota tangencial nas Fazendas de Almeirim), face a um único ponto obtido nos primeiros doze encontros!
Surpresas – A jornada só não foi completamente positiva para os ferreirenses devido a algumas surpresas verificadas, a maior de todas elas o inesperado triunfo do U. Almeirim ante o Abrantes e Benfica, que, depois de se ver em desvantagem por 0-2 logo aos seis minutos de jogo, consumaria, de forma sensacional, a reviravolta no marcador, com dois golos em período de compensação, acabando por ganhar por 3-2 – dando sequência muito positiva à surpresa que protagonizara já na jornada anterior, tendo ido vencer no Cartaxo.
Os almeirinenses somam agora 15 pontos, reduzindo para três o atraso face ao At. Ouriense, mantendo quatro pontos de avanço para o Ferreira do Zêzere. Por seu lado, os abrantinos somaram a quinta derrota nos sete últimos jogos, tendo baixado ao 6º posto.
Também o Benavente – que, tal como o U. Tomar, não jogava desde 19 de Dezembro – surpreendeu em Torres Novas, ganhando por 2-1 (depois de, nesse último desafio, ter vencido também, frente ao At. Ouriense), integrando agora um quarteto, que partilha a 7.ª à 10.ª posição, justamente com o Torres Novas, Amiense e Cartaxo, seis pontos acima do U. Almeirim (13.º).
Menos surpreendente terá sido a vitória (3-1) do Amiense em Salvaterra de Magos, no que se constitui no terceiro desaire sucessivo do Salvaterrense, o que se reflecte na queda até ao 12.º lugar, a par do Samora Correia, ambos a um ponto do “mini-pelotão” anteriormente referido.
Confirmações – Para o fim ficam, desta feita, os primeiros, os quais, com a naturalidade expectável, confirmaram sobejamente o favoritismo que lhes era conferido.
O Rio Maior recebeu e bateu o Samora Correia por 3-1, mantendo assim a distância de quatro pontos face ao comandante, sendo que tem agora um jogo a menos que os nabantinos – preservando fantástico registo defensivo, de apenas sete golos sofridos nos 15 jogos que disputou.
Quanto ao U. Tomar, após um interregno de cinco semanas desde o último desafio que realizara (vitória em Amiais de Baixo, a fechar a primeira volta), goleou o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, por esclarecedores 4-0, dilatando para 44 a marca de golos apontados (em 16 partidas – à excelente média de 2,75 golos/jogo, tendo marcado em todos os encontros).
Os unionistas tiveram uma entrada em jogo a ritmo “moderado”, o que possibilitou ao adversário a manutenção do nulo até ao intervalo. Mas, no recomeço, dois golos de rajada, em cerca de dois minutos, ditaram o desfecho, que se confirmaria com outros dois tentos no quarto de hora final.
II Divisão Distrital – Foi uma jornada a “meio gás” a do passado Domingo, apenas tendo sido realizados sete dos doze confrontos agendados.
Os principais candidatos ao apuramento para a fase final – actuais dois primeiros classificados de cada uma das séries – estiveram de pontaria afinada, tendo, todos esses seis clubes, averbado goleadas: Forense (3-0 frente ao U. Santarém “B”), Águias de Alpiarça (4-1 ao Paço dos Negros), Fátima (3-0 ao Caxarias) e Moçarriense (3-0 com o At. Pernes), todas em terreno alheio; e Espinheirense (3-0 perante o Abrantes e Benfica “B”), com o Entroncamento a obter o resultado mais volumoso (6-0, na recepção ao Goleganense).
Com a vitória no “derby” municipal, em Pernes, a turma da Moçarria atingiu, agora sim, as dez vitórias no campeonato, com um registo perfeito de 30 pontos em dez jogos disputados!
Liga 3 – No duplo embate ante o histórico V. Setúbal, o U. Santarém começou por perder (1-3), no reduto dos sadinos, no dia 20, em jogo em atraso, tendo-se desforrado, na segunda-feira, 24, com concludente 4-1. Em função deste triunfo os escalabitanos (agora com 16 pontos em 16 jogos) subiram ao 9.º posto, relegando Cova da Piedade, Oriental Dragon e Oliveira do Hospital.
Campeonato de Portugal – O Coruchense obteve também resultado positivo, empatando a uma bola em Sintra, ante o 3.º classificado, Sintrense. A turma do Sorraia reparte o 6.º lugar com o Sacavenense, mas só com três pontos de vantagem face ao último classificado, agora O Elvas.
Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a parar duas semanas, apenas sendo retomados a 13 de Fevereiro: o próximo fim-de-semana é reservado a torneio de selecções distritais, estando agendados para dia 6 os jogos dos 1/8 final da Taça do Ribatejo, com destaque para os confrontos: Rio Maior-Mação e Benavente-Fazendense, cabendo ao U. Tomar receber o Entroncamento, líder de série da II Divisão, que perdeu… com a equipa “B” do União há menos de quinze dias.
Na Liga 3, o U. Santarém desloca-se, este Sábado, à Cova da Piedade (10.º), recebendo, na semana seguinte, o Alverca (4.º). No Campeonato de Portugal, o Coruchense recebe o Rabo de Peixe (8.º) – que surpreendeu, batendo o líder, em Pêro Pinheiro, adversário seguinte do grupo de Coruche.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Janeiro de 2022)
O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

(“O Templário”, 20.01.2022)
O normal andamento das competições continua a ser perturbado, pelo terceiro ano sucessivo, pela pandemia: em 2019-20, o campeonato da I Divisão Distrital teve de ser suspenso, no início de Março de 2020, após a disputa de 21 jornadas, não tendo sido então possível concluí-lo; na época passada – com os estádios privados de público durante a maior parte do tempo –, depois de uma interrupção de quatro meses (de Janeiro a Maio de 2021), apenas houve possibilidade de completar a primeira metade da prova (dando-se a mesma por concluída somente com 15 rondas disputadas); esta temporada são já vários os casos de adiamentos de desafios.
A Associação de Futebol de Santarém ainda procurou – por via da recalendarização da 16.ª jornada – que, antes do início da segunda volta, se recuperassem todos os encontros em atraso, mas tal não se revelou viável, subsistindo por realizar (previsto para esta quarta-feira) o Rio Maior-Benavente. Logo na retoma da competição – praticamente um mês decorrido após a disputa da última ronda da metade inicial do campeonato –, tiveram de ser adiados os “pratos-fortes”: Benavente-U. Tomar e Mação-Rio Maior, envolvendo os três primeiros classificados.
Estas longas paragens – no caso do União, em especial, serão já, pelo menos, cinco semanas de intervalo desde a última partida – e consequente necessidade de novo “arranque” não deixam de condicionar a forma das equipas, dadas as inevitáveis quebras de ritmo competitivo, em muito dificultando as tarefas de planeamento dos “ciclos” da temporada, a que se associa a necessidade de recuperar os atrasos através de partidas disputadas a meio da semana, em horário nocturno.
Destaques – Privada dos dois embates de maior aliciante, a 16.ª ronda teve como destaque principal a assertiva vitória do Alcanenense em Samora Correia, por 4-2. A jovem formação de Alcanena teve uma fase inicial difícil (um único triunfo entre a 2.ª e a 9.ª jornada), mas, daí para cá, segue com cinco vitórias em sete jogos, tendo-se firmado num notável 5.º posto na tabela. Ao invés, os samorenses – únicos a conseguir bater o líder – vão com quatro jogos sem ganhar.
Também a merecer realce aquele que foi, apenas, o segundo triunfo da turma da Glória do Ribatejo, superiorizando-se por tangencial 2-1, na recepção ao At. Ouriense. O grupo da Glória ganha novo fôlego, igualando o Ferreira do Zêzere, com oito pontos, enquanto a equipa de Ourém reparte com o Benavente e Amiense posição igualmente na parte baixa, entre o 11.º e 13.º lugar.
Surpresa – O desfecho mais inesperado foi a derrota caseira do Cartaxo (0-2) ante um também aflito U. Almeirim, que se mantém como antepenúltimo classificado – posição de charneira da designada “linha de água”, que tanto poderá conferir a manutenção, como ditar a despromoção (dependendo do desempenho final do Coruchense no Campeonato de Portugal) –, agora quatro pontos acima dos dois últimos, mas ainda a seis pontos do trio antes referido.
Confirmações – Em relação às outras três partidas da jornada, o Abrantes e Benfica (ganhando por 2-0) e o Fazendense (vitória por 2-1), jogando em casa, confirmaram o natural favoritismo, ao receber, respectivamente, o Salvaterrense e o Ferreira do Zêzere; ainda assim, os ferreirenses (que, na primeira volta, na ronda inaugural, tinham sido goleados, no seu reduto, pelo conjunto das Fazendas, por 7-1) quase conseguiam uma sensacional desforra, apenas nos derradeiros minutos tendo permitido a reviravolta no marcador.
Por fim, o encontro entre Amiense e Torres Novas saldou-se por uma igualdade a um golo, um desfecho “raro”, num embate no qual, por curiosidade, depois de sete triunfos consecutivos da turma de Amiais de Baixo (de 2012 a 2019), os torrejanos tinham saído vitoriosos em 2019-20.
II Divisão Distrital – Também no arranque da segunda volta da prova o primeiro destaque vai para o empate (1-1) no Águias de Alpiarça-Marinhais (dois dos principais candidatos ao apuramento para a fase final, em disputa pelo 2.º lugar da série A).
A grande surpresa da jornada foi a vitória (1-0) da equipa “B” do U. Tomar frente ao líder da série B, Entroncamento AC, fazendo perigar a posição da equipa da cidade ferroviária, com o Fátima agora somente a um ponto, mas com um jogo a menos.
Na série C o Moçarriense prossegue a sua caminhada triunfal: dez jogos, dez vitórias, e consequente pleno de 30 pontos – tendo goleado o Alferrarede por 5-0.
Depois de retumbantes goleadas logo a abrir a temporada (12-1 no U. Santarém “B” – Benfica do Ribatejo; e 9-0 do Forense no terreno do Paço dos Negros), as partidas da segunda volta revelaram-se muito mais equilibradas, com os escalabitanos a repetir a vitória, mas apenas por 2-1, enquanto o líder Forense experimentou imprevistas dificuldades para ganhar, em casa, por escasso 1-0.
Liga 3 – O U. Santarém, que vinha de bons resultados em jogos recentes (em especial os triunfos nos terrenos do Real e do Sporting “B”, no final do ano de 2021), não conseguiu, porém, evitar a derrota por tangencial 0-1 em Torres Vedras, ante o vice-líder, Torreense. Os escalabitanos partilham agora o 10.º lugar com o Oriental Dragon, apenas com dois pontos a mais que o “lanterna vermelha”, Oliveira do Hospital.
Campeonato de Portugal – O Coruchense, depois de ter ido ganhar a Elvas, perdeu em casa já pela terceira vez consecutiva – após as derrotas ante o Belenenses e o Loures, foi agora batido pelo Operário de Lagoa, por 1-3. O grupo do Sorraia reparte a 6.ª posição com o Sacavenense, dois pontos acima de O Elvas, e com quatro pontos de vantagem em relação aos últimos classificados, os emblemas açorianos de Rabo de Peixe e do Sp. Ideal.
Antevisão – Na I Divisão Distrital o encontro de maior cartel da 17.ª jornada será o Alcanenense-Fazendense (actuais 5.º e 3.º classificados). Por seu lado, U. Tomar e Rio Maior perfilam-se como favoritos, na recepção, respectivamente, às equipas da Glória do Ribatejo e do Samora Correia.
No escalão secundário, destacam-se as seguintes partidas: Entroncamento AC-Goleganense (1.º e 4.º classificados da série B) e U. Atalaiense-Riachense (3.º e 5.º na mesma série) e Espinheirense-Abrantes e Benfica “B” (2.º e 4.º classificados da série C).
Na Liga 3, o U. Santarém tem agendado duplo confronto com o histórico V. Setúbal, actualmente na 3.ª posição: esta quinta-feira, 20, deslocando-se à cidade do Sado, para acerto de calendário (jogo em atraso da 5.ª jornada); na próxima segunda-feira, recebendo os vitorianos (16.ª ronda).
No Campeonato de Portugal, o Coruchense desloca-se a Sintra, para defrontar o também actual 3.º classificado (um ponto apenas abaixo do Belenenses), Sintrense, a contar para a 13.ª jornada.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Janeiro de 2022)
Nota – Por lapso, inadvertidamente induzido em erro pelo facto de ter sido disputada a 10.ª jornada do Campeonato Distrital da II Divisão, referi que o Moçarriense registava dez vitórias em dez jogos, e o pleno de 30 pontos; efectivamente, o Moçarriense disputou, até à data, nove encontros, tendo vencido todos eles, totalizando, pois, 27 pontos.
O meu cão (2005-2022)
17 anos de lealdade incondicional. Adeus, fiel companheiro.
(Como isto custa, caramba!).
Recupero o texto a que deu mote, publicado em 2011:
Hoje deu-me para aqui.
Para filosofar.
O que pensará o meu cão da vida dos donos, dos humanos em geral?
Porque correm tanto? (Parecem sempre tão apressados… Não deixara de reparar já que, com frequência, carregam num botão de uma engrenagem – da qual saem as pessoas quando vêm visitá-lo, e em que costuma andar, quando vai à rua passear os donos – que, fechando a porta mais depressa, permite ganhar uns preciosos dois segundos nos seus percursos). Para onde? Para quê?
Costumam sair cedo pela manhã (todos os dias ouve a bebé dos vizinhos), só voltam no final da tarde, às vezes já noite. O que andarão a fazer?
Estranha forma de vida a dos humanos. Parece não lhes bastar ter comida e água na gamela, receber festas dos donos, ir passear… de vez em quando receber uns biscoitos.

Para além de ter já escutado por várias vezes – também naquela espécie de caixa fininha que os donos têm na sala, onde por vezes aparecem uns cães, estranhamente sem cheiro –, diversas pessoas falar com bastante entusiasmo do seu trabalho, e da carreira (para dizer a verdade, não percebeu muito bem se, realmente, o que as excitava mais não seria uma coisa a que chamam dinheiro, que os parece fazer salivar como quando recebe um osso novo – para que o quererão tanto? Para fazer uma grande pilha com ele? Aquilo parecia-lhe só papel, sem um interesse por aí além), ultimamente ouvia, cada vez com maior insistência, falar em ser famoso ou em ter poder. O que seria “ter poder”? Para que lhes serviria?
Bastante mais raramente ouvia falar de humanos que, aparentemente, não se preocupando tanto com o tal “dinheiro” ou “poder”, iam atrás dos seus sonhos e deles faziam o seu ideal de vida (vinha-lhe à memória um nome de que tinha ouvido o dono falar, um tal de João Garcia, que parece que andou a subir a todas as grandes montanhas do mundo… oh, como ele gostaria também de subir às montanhas!).
E, ainda menos, de outros humanos que dedicavam uma parte da sua vida a ajudar outros, que precisavam muito. Lembrava-se vagamente de ter ouvido falar de alguns que iam para bastante longe (muito mais do que os passeios a que estava habituado!), para Moçambique, prestar assistência em escolas ou hospitais, ou para o Cambodja, criar uma empresa que dava trabalho e pagava salários justos a mulheres muito pobres.
Provavelmente, tinha andado distraído, ocupado com a sua nova bolinha. Tinha de passar a prestar mais atenção!
(texto escrito para publicação no Delito de Opinião, acedendo ao gentil convite de Pedro Correia, a quem agradeço a oportunidade)


















