Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Arsenal – Bodø/Glimt – 3-0
Zürich – PSV Eindhoven – 1-5
1º Arsenal, 9; 2º PSV Eindhoven e Bodø/Glimt, 4; 4º Zürich, 0
Grupo B
Rennes – Dynamo Kyiv – 2-1
Fenerbahçe – AEK Larnaca – 2-0
1º Fenerbahçe e Rennes, 7; 3º AEK Larnaca, 3; 4º Dynamo Kyiv, 0
Grupo C
Roma – Betis – 1-2
HJK Helsinki – Ludogorets – 1-1
1º Betis, 9; 2º Ludogorets, 4; 3º Roma, 3; 4º HJK Helsinki, 1
Grupo D
Sp. Braga – Union Saint-Gilloise – 1-2
Malmö – Union Berlin – 0-1
1º Union St.-Gilloise, 9; 2º Sp. Braga, 6; 3º Union Berlin, 3; 4º Malmö, 0
Grupo E
Sheriff Tiraspol – Real Sociedad – 0-2
Omonia – Manchester United – 2-3
1º Real Sociedad, 9; 2º Manchester United, 6; 3º Sheriff Tiraspol, 3; 4º Omonia, 0
Grupo F
Midtjylland – Feyenoord – 2-2
Sturm Graz – Lazio – 0-0
1º Feyenoord, Midtjylland, Lazio e Sturm Graz, 4
Grupo G
Olympiakos – Qarabağ – 0-3
Freiburg – Nantes – 2-0
1º Freiburg, 9; 2º Qarabağ, 6; 3º Nantes, 3; 4º Olympiakos, 0
Grupo H
Monaco – Trabzonspor – 3-1
Crvena zvezda – Ferencváros – 4-1
1º Monaco e Ferencváros, 6; 2º Crvena zvezda e Trabzonspor, 3
Prémio Nobel da Literatura – 2022
O prémio Nobel da Literatura 2022 foi hoje atribuído a Annie Ernaux (França), de 82 anos, “pela coragem e acuidade clínica com que desvenda as raízes, restrições e constrangimentos colectivos da memória pessoal”.
Encontram-se publicadas em Portugal, pela “Livros do Brasil”, as obras: “Os Anos” (2008), “O Acontecimento” (2000), “Uma Paixão Simples” (1991) e “Um Lugar ao Sol” (1984).
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Liverpool – Rangers – 2-0
Ajax – Napoli – 1-6
1º Napoli, 9; 2º Liverpool, 6; 3º Ajax, 3; 4º Rangers, 0
Grupo B
FC Porto – Bayer Leverkusen – 2-0
Brugge – Atlético Madrid – 2-0
1º Brugge, 9; 2º Bayer Leverkusen, FC Porto e At. Madrid, 3
Grupo C
Bayern München – Viktoria Plzeň – 5-0
Inter – Barcelona – 1-0
1º Bayern München, 9; 2º Inter, 6; 3º Barcelona, 3; 4º Viktoria Plzeň, 0
Grupo D
Marseille – Sporting – 4-1
E. Frankfurt – Tottenham – 0-0
1º Sporting, 6; 2º Tottenham e E. Frankfurt, 4; 4º Marseille, 3
Grupo E
Chelsea – AC Milan – 3-0
Salzburg – D. Zagreb – 1-0
1º Salzburg, 5; 2º Chelsea e AC Milan, 4; 4º D. Zagreb, 3
Grupo F
Real Madrid – Shakhtar Donetsk – 2-1
RB Leipzig – Celtic – 3-1
1º Real Madrid, 9; 2º Shakhtar Donetsk, 4; 3º RB Leipzig, 3; 4º Celtic, 1
Grupo G
Manchester City – København – 5-0
Sevilla – B. Dortmund – 1-4
1º Manchester City, 9; 2º B. Dortmund, 6; 3º Sevilla e København, 1
Grupo H
Juventus – Maccabi Haifa – 3-1
Benfica – Paris Saint-Germain – 1-1
1º Paris St.-Germain e Benfica, 7; 3º Juventus, 3; 4º Maccabi Haifa, 0
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Paris Saint-Germain
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández (78m – Fredrik Aursnes), David Neres (90m – Rodrigo Pinho), João Mário, Rafael “Rafa” Silva e Gonçalo Ramos (78m – Julian Draxler)
Paris Saint-Germain – Gianluigi Donnarumma, Danilo Pereira, Marcos Corrêa “Marquinhos”, Sergio Ramos, Achraf Hakimi, Vítor Ferreira “Vitinha” (87m – Fabián Ruiz), Marco Verratti, Nuno Mendes (66m – Juan Bernat), Lionel Messi (81m – Pablo Sarabia), Kylian Mbappé e Neymar Júnior
0-1 – Lionel Messi – 22m
1-1 – Danilo Pereira (p.b.) – 41m
Cartões amarelos – Enzo Fernández (45m) e Gonçalo Ramos (70m); Fabián Ruiz (90m), Neymar Júnior (90m) e Marco Verratti (90m)
Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)
Não se poderá dizer, com plena propriedade, que o Paris Saint-Germain seja um clube “histórico” do futebol europeu; fundado há 52 anos, é apenas o 32.º do ranking global histórico das competições europeias, 20.º do ranking agregado da Liga dos Campeões e Taça dos Campeões Europeus, mas já o 11.º no ranking da Liga dos Campeões (desde a época de 1992-93).
Mas o Paris Saint-Germain está, hoje por hoje, entre os clubes mais “ricos” do Mundo, ombreando a par e par com os maiores colossos, como Real Madrid, Barcelona, Bayern, Liverpool, Chelsea, Manchester United… ou Manchester City.
Dispõe, muito especialmente, de um tridente ofensivo, que reúne três dos melhores jogadores mundiais: Messi, Mbappé e Neymar. Tendo, em paralelo, a curiosidade, de alinhar, no seu “onze” habitual, com três jogadores portugueses, entre eles os jovens Nuno Mendes e Vitinha!
Isto dito, não terá deixado de surpreender a forma personalizada como o Benfica encarou este jogo, mais do que “olhos nos olhos”, com uma intensíssima pressão em zona bastante avançada do terreno – João Mário, Neres, Rafa e Gonçalo Ramos eram os “primeiros defesas”, logo à saída da área contrária –, colocando, desde início, sérios problemas ao adversário.
Ao longo de vinte minutos, o Benfica assumiu a iniciativa do jogo e podia ter marcado, logo aos 8 minutos, por Gonçalo Ramos, a conseguir isolar-se, não fosse Donnarumma ter dado início a uma noite a grande altura, a estirar-se e a defender com o pé esquerdo. A situação como que se repetiria à passagem do quarto de hora, desta feita com maior facilidade para o guardião.
E, de imediato, com Neres, também a surgir frente-a-frente com o italiano, a tentar “picar a bola” (num remate potente, ainda assim), a que o guarda-redes se opôs com soberba intervenção, desviando a bola com uma palmada, com a “ponta dos dedos”.
Até que surgiu o génio de Messi: do “nada” – mas, lá está, depois de uma combinação (de uma fracção de segundo!), que envolveu também Mbappé e Neymar –, tira um “coelho da cartola”, com um remate, em arco, tão subtil quão letal, com a bola muito colocada, sem hipóteses para Vlachodimos.
O Benfica “acusou” o golo e retraiu-se. Sob a batuta de Verrati e Vitinha, a equipa francesa tomou o controlo da bola, instalando-se no meio campo contrário. A oposição era conduzida por um João Mário ao seu melhor nível.
Procurando, sobretudo, jogar nas costas da defesa parisiense, aproveitando um bom nível de recuperação de bolas, num lançamento em profundidade, seria António Silva, no “coração da área”, a poder ter marcado, não fosse a concentração do guardião italiano.
E, como se diz que “a sorte protege os audazes”, o Benfica chegaria mesmo ao empate, num cruzamento de Enzo do lado esquerdo, com a bola a sobrevoar a pequena área, à qual Gonçalo Ramos não conseguiu chegar, mas com Danilo a fazer um desvio infeliz, para as suas próprias redes.
É verdade que, no segundo tempo, houve muito mais PSG, com uma entrada forte desde o recomeço. Neymar remataria aos ferros da baliza, depois de Vlachodimos se opor bem a remate de Hakimi. O mesmo marroquino teria nova tentativa à passagem da hora de jogo, com um forte remate, com boa oposição do “keeper”. O grego teria, já aos 68 minutos, ainda mais uma fantástica defesa face a Mbappé, também num remate em arco, mais em jeito que em força, com o guarda-redes a emular a intervenção de Donnarumma face a Neres.
O meio-campo benfiquista, extenuado à medida que o relógio avançava, vinha denotando grandes dificuldades em suster o “carrocel mágico” e os avançados surgiam muitas vezes em superioridade junto da algo desamparada defesa benfiquista.
A formação francesa acabaria por pagar por alguma sobranceria que demonstrara na primeira metade – confiante de que o golo acabaria por chegar, mais cedo ou mais tarde – e até poderia ter tido maior castigo, se Rafa (beneficiando de esforçada recuperação de bola de João Mário a meio-campo), depois de, em corrida, com bola, se ter desembaraçado de Sergio Ramos e Marquinhos, tivesse conseguido desfeitear Donnarumma, já nos últimos dez minutos do desafio; o guarda-redes defendeu com o peito, Rafa ainda ensaiou a recarga, mas a bola sairia ligeiramente por cima.
Num balanço global, mesmo tendo em consideração o maior domínio adversário, o empate acaba por se justificar – como, aliás, o reconheceram ambos os treinadores –, numa muito boa exibição do Benfica, em mais uma grande noite europeia, frente a um dos mais poderosos conjuntos da Europa. O desfecho podia ter sido idêntico, mas com bastantes mais golos, de parte a parte (um 3-3 não “escandalizaria”), não tivessem os guarda-redes das duas equipas estado em grande evidência.
Prémio Nobel da Química – 2022
O prémio Nobel da Química 2022 foi hoje atribuído aos investigadores Carolyn R. Bertozzi (EUA), Morten Meldal (Dinamarca) e K. Barry Sharpless (EUA), “pelo desenvolvimento da química do clique e da química bio-ortogonal”.
Assinala-se a particularidade de K. Barry Sharpless ter sido distinguido com este prémio pela segunda vez, depois de ter sido já galardoado em 2001, pela sua investigação relativa a oxidação de catalisadores.
Prémio Nobel da Física – 2022
O prémio Nobel da Física 2022 foi hoje atribuído aos investigadores Alain Aspect (França), John F. Clauser (EUA) e Anton Zeilinger (Áustria) “pelo seu trabalho pioneiro sobre o “emaranhado quântico”, um estado da matéria em que duas partículas estão perfeitamente correlacionadas, independentemente da distância entre elas” (descobertas sobre o “poder da mecânica quântica”).
Prémio Nobel da Medicina – 2022
O prémio Nobel da Medicina 2022 foi hoje atribuído a Svante Pääbo (Suécia) “pelas suas descobertas sobre os genomas de hominídeos extintos e a evolução humana”: “Ao revelar as diferenças genéticas que distinguem todos os seres humanos vivos de hominídeos extintos, as suas descobertas lançaram as bases para explorar o que torna os humanos tão únicos”.
Svante Pääbo, de 67 anos, que sequenciou o genoma do homem de Neandertal e tinha sido também responsável pela descoberta do hominídeo de Denisov, é filho do bioquímico Sune Karl Bergström, também ele distinguido com o prémio Nobel da Medicina, no ano de 1982.
O Pulsar do Campeonato – 2ª Jornada

(“O Templário”, 29.09.2022)
Respectivamente 2.º e 3.º classificados na época transacta, União de Tomar e Fazendense são já, logo à 2.ª jornada – e exactamente tal como, por curiosidade, sucedera há um ano, na mesma ocasião – líderes do Distrital da I Divisão, esta temporada acompanhados pelo surpreendente Águias de Alpiarça, únicas equipas a conseguir bisar o triunfo nas duas rondas iniciais. Mas a verdade é que está ainda por disputar “todo o campeonato”.
Destaques – O principal realce vai para a vitória alcançada pelo Fazendense em Abrantes, por 2-0. Depois de ter começado por bater o Mação em casa, a turma das Fazendas de Almeirim, derrotando o Abrantes e Benfica, impõe-se, sucessivamente, a dois dos mais fortes concorrentes da prova. Os visitantes entraram praticamente a ganhar, tendo inaugurado o marcador logo aos cinco minutos, vindo a confirmar o resultado com o segundo tento, obtido já a findar a partida.
Vale o que vale numa fase ainda tão prematura da competição, mas o Fazendense é já a única equipa que subsiste com a sua baliza inviolada, ao fim das duas primeiras jornadas. Por curiosidade anota-se que todos os (16) concorrentes se estrearam já a marcar.
No grande clássico do futebol distrital, com Torres Novas e U. Tomar a defrontar-se pela 97.ª vez (agora com 41-37 em vitórias, a favor dos unionistas, para além de 19 empates), os tomarenses repetiram o triunfo da época passada, mas, desta feita, com bastante maiores dificuldades, por tangencial 3-2, com o golo decisivo a chegar apenas a seis minutos do termo.
Os nabantinos foram surpreendidos ainda antes dos dez minutos, tendo os torrejanos aberto o activo, o que implicou que tivessem de andar, toda a primeira parte, atrás do “prejuízo”. Pese embora o caudal ofensivo, o U. Tomar apenas conseguiria restabelecer a igualdade já no segundo tempo, operando a reviravolta no marcador em menos de dez minutos (entre os 52 e os 61).
Porém, nunca virando a cara à luta, e com um fantástico Miguel Miguel (destacado melhor marcador no campeonato passado, com 32 golos!) a bisar, o Torres Novas ameaçava mesmo vir a causar surpresa. Reagindo bem, aproveitando serenamente os dez minutos finais de que dispunha ainda, o União viria a chegar à vitória, confirmando o seu superior potencial.
Em destaque continua também o recém-promovido Águias de Alpiarça: depois de ter entrado no campeonato a ganhar, em Benavente, somou nova vitória, por 3-2, na recepção ao Campeão da II Divisão Distrital, Fátima, numa espécie de desforra relativamente à derrota que, no derradeiro jogo da época passada, ditara a conquista do título por parte dos fatimenses – num encontro que colocou frente-a-frente dois dos mais renomados técnicos do Distrito.
Surpresas – A segunda ronda fica marcada por duas mais relevantes surpresas, com as derrotas de dois dos candidatos aos lugares de topo neste campeonato, Ferreira do Zêzere e Mação.
No que respeita aos ferreirenses, deslocaram-se ao Sul do Distrito, até Salvaterra de Magos, tendo sido desfeiteados pelo Salvaterrense, por 2-0, com ambos os tentos apontados na conversão de grandes penalidades, a primeira, aos 35 minutos e, a segunda, mesmo a findar o jogo. A equipa de Ferreira porfiou, mas não conseguiu superar o jovem guardião contrário, em tarde inspirada.
Quanto ao Mação, e já depois do desaire (por tangencial 0-1) sofrido nas Fazendas de Almeirim, somou segunda derrota em outros tantos desafios – tal como sucedeu com outro emblema que visa os primeiros lugares, Abrantes e Benfica –, perdendo (5-3) em Ourém, ante o Atlético local.
Numa partida repleta de cambiantes, os visitados marcaram o primeiro golo, tendo os maçaenses operado a reviravolta. O At. Ouriense empatou a duas bolas ao minuto 44, mas o Mação iria ainda para o intervalo em posição de vantagem por 3-2. No período complementar “só deu” Ouriense: começando por beneficiar de um auto-golo, os donos da casa viriam a inverter o resultado, novamente a seu favor, fixando o “placard” com o 5.º tento, obtido ao minuto 80.
Após duas rondas, encontramos na cauda da tabela alguns emblemas em que tal não seria de todo expectável: Torres Novas, Mação, Abrantes e Benfica e Benavente continuam sem pontuar.
Confirmações – Os restantes três encontros tiveram desfechos que traduzem alguma lógica: começando pelo categórico triunfo (3-0) do Alcanenense, na recepção ao Benavente, por ora “lanterna vermelha”; enquanto o Cartaxo, potenciando o factor casa, ganhou por 1-0 ao que fora o primeiro “líder” do campeonato, Entroncamento AC; por fim, num embate entre dois conjuntos valorosos, Samora Correia e Amiense neutralizaram-se, empatando a um golo (marcaram, logo a abrir, os samorenses, tendo os visitantes restabelecido o empate a meio do segundo tempo).
Campeonato de Portugal – Também na 2.ª jornada desta prova de âmbito nacional, registaram-se os primeiros triunfos dos clubes representantes do Distrito: o U. Santarém não teve dificuldades em “desembaraçar-se” do Arronches e Benfica, vencendo por clara marca de 3-0; no outro caso, cruzaram-se Coruchense e Rio Maior, com o grupo do Sorraia a ganhar por tangencial 1-0.
Antevisão – A 3.ª ronda do escalão principal a nível do Distrito tem como maiores atractivos os confrontos Salvaterrense-Mação, Amiense-Águias de Alpiarça e At. Ouriense-Abrantes e Benfica, em que os conjuntos teoricamente mais apetrechados (Mação, Amiense e Abrantes e Benfica) enfrentarão opositores que, decerto, lhes irão colocar bastantes dificuldades.
Quanto a Fazendense, U. Tomar e Ferreira do Zêzere, jogando em casa, serão claros favoritos a vencer, respectivamente ante o Torres Novas (assinale-se a particularidade de, nos termos do sorteio, a equipa das Fazendas encontrar, sucessivamente, o adversário que, na jornada precedente, defrontou o emblema tomarense), Cartaxo (o qual procurará rectificar o desfecho registado no campeonato anterior, em que sofreu, em Tomar, extremamente pesada goleada… depois de ali ter vencido, apenas dois meses antes, em partida da Taça do Ribatejo) e Benavente.
O Campeonato de Portugal terá uma pausa, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, apenas com dois clubes do Distrito a subsistir em prova (após o afastamento de Rio Maior, U. Tomar e Fazendense), tendo-lhes calhado em sorte, em ambos os casos, receber adversário da II Liga: o U. Santarém terá a visita do Mafra, enquanto o Coruchense defronta o Trofense.
Pese embora se trate de clubes presentemente posicionados na segunda metade da pauta classificativa – o Mafra é 11.º classificado, ocupando o Trofense o lugar imediato, ambos com sete pontos, após sete jornadas – não deixarão de ser favoritos, podendo a surpresa estar à espreita.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Setembro de 2022)
Liga das Nações da UEFA – 2022/23 – 6.ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – Áustria-Croácia – 1-3 / Dinamarca-França – 2-0
1º Croácia, 13; 2º Dinamarca, 12; 3º França, 5; 4º Áustria, 4
Grupo 2 – Portugal-Espanha – 0-1 / Suíça-R. Checa – 2-1
1º Espanha, 11; 2º Portugal, 10; 3º Suíça, 9; 4º R. Checa, 4
Grupo 3 – Hungria-Itália – 0-2 / Inglaterra-Alemanha – 3-3
1º Itália, 11; 2º Hungria, 10; 3º Alemanha, 7; 4º Inglaterra, 3
Grupo 4 – País Gales-Polónia – 0-1 / Países Baixos-Bélgica – 1-0
1º Países Baixos, 16; 2º Bélgica, 10; 3º Polónia, 7; 4º País Gales, 1
Os vencedores de cada um dos grupos (Croácia, Espanha, Itália e Países Baixos) disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, prevista realizar em Junho de 2023. Os últimos classificados de cada grupo (Áustria, R. Checa, Inglaterra e País de Gales) são despromovidos à Liga B (edição de 2024/25).
Portugal – Espanha (Liga das Nações – 6.ª Jornada)
Portugal – Diogo Costa, João Cancelo, Danilo Pereira, Rúben Dias, Nuno Mendes, William Carvalho (78m – Rafael Leão), Rúben Neves (89m – João Félix), Bruno Fernandes, Bernardo Silva (73m – João Mário), Diogo Jota (78m – Vítor Ferreira “Vitinha”) e Cristiano Ronaldo
Espanha – Unai Simón, Dani Carvajal, Hugo Guillamón (45m – Sergio Busquets), Pau Torres, José Gayà, Carlos Soler (60m – Pedri), Rodri, Koke (60m – Gavi), Ferran Torres (73m – Nico Williams), Pablo Sarabia (60m – Yéremy Pino) e Álvaro Morata
0-1 – Álvaro Morata – 88m
Cartões amarelos – Bernardo Silva (46m), Nuno Mendes (83m) e João Félix (90m); Hugo Guillamón (31m) e Dani Carvajal (55m)
Árbitro – Daniele Orsato (Itália)
O que mais surpreendeu nesta partida não foi o seu desfecho, mas, em contraponto, a forma como a Espanha se apresentou em Braga, com uma exibição muito distante dos seus melhores dias, denotando insuspeitas fragilidades, decorrentes de alguma menor qualidade a nível individual, comparativamente a outros conjuntos espanhóis recentes.
De facto, durante toda a primeira parte, a equipa espanhola, com uma posse de bola estereotipada e completamente estéril, não deu, nunca, sinais daquela selecção afirmativa, que se impunha frente a qualquer adversário, tendo, ao invés, sido Portugal a criar os lances de maior perigo, como foi o caso, mais flagrante, do remate de Bruno Fernandes à malha lateral, tendo também Cristiano Ronaldo mostrado desinspiração num par de outros lances.
Este estado de coisas foi-se mantendo durante o quarto de hora inicial do segundo tempo, altura em que Luis Enrique – sem nada a perder – começou a “agitar as águas”, colocando sucessivamente em campo os jovens Pedri (19 anos), Gavi (18 anos), Pino (19 anos) e Nico Williams (20 anos).
A partir daí, se a selecção portuguesa já fora dando indícios de que o resultado a satisfazia – actuando quase sempre na expectativa –, passou, assumidamente, a “especular” com o jogo, procurando fazer a gestão do tempo; não tendo as substituições, tardias (em especial as entradas de Vitinha e Rafael Leão), resultado na alteração desse estado de espírito, não se tendo conseguido, sequer, aproveitar o maior balanceamento ofensivo espanhol.
À medida que o tempo se escoava, a Espanha foi empurrando cada vez mais a equipa portuguesa para o seu reduto defensivo, de onde, praticamente, não conseguiu sair nos derradeiros dez minutos.
O golo – com Morata a surgir completamente solto na zona da pequena área, a empurrar a bola, sem dificuldade, para o fundo da baliza –, que se ia já antecipando, apenas acabou por chegar tarde no jogo, mas, claro, no “timing” perfeito para a formação espanhola.
Depois do que sucedera na fase de qualificação para o Mundial, Portugal – tendo-se “posto a jeito” de novo – voltava a deixar escapar o apuramento (directo), nos últimos instantes do desafio final, quando, em ambos os casos (frente à Sérvia e à Espanha), apenas necessitava de empates caseiros.
Depois do “brilharete” de Praga, este jogo de Braga deixou “más sensações” para o Mundial, com início daqui a menos de dois meses. Têm a palavra os responsáveis, que deverão reflectir, nomeadamente sobre o modelo de jogo e atitude, e agir de forma atempada.



