Liga Conferência Europa – 1/4 de Final (1.ª mão)

Lech Poznań – Fiorentina – 1-4
Gent – West Ham – 1-1
Anderlecht – AZ – 2-0
Basel – Nice – 2-2

13 Abril, 2023 at 9:59 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de Final (1.ª mão)

Manchester United – Sevilla – 2-2
Juventus – Sporting – 1-0
Bayer Leverkusen – Union Saint-Gilloise – 1-1
Feyenoord – Roma – 1-0

13 Abril, 2023 at 9:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 de Final (1.ª mão)

Real Madrid – Chelsea – 2-0
Benfica – Inter – 0-2
Manchester City – Bayern München – 3-0
AC Milan – Napoli – 1-0

12 Abril, 2023 at 9:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 final (1.ª mão) – Benfica – Inter

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, António Silva, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís (64m – David Neres), Francisco “Chiquinho” Machado, João Mário, Rafael “Rafa” Silva, Fredrik Aursnes e Gonçalo Ramos

InterInter – André Onana, Matteo Darmian, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni (90m – Stefan de Vrij), Denzel Dumfries (86m – Danilo D’Ambrosio), Nicolò Barella, Marcelo Brozović, Henrikh Mkhitaryan, Federico Dimarco (63m – Robin Gosens), Lautaro Martínez (63m – Joaquín Correa) e Edin Džeko (63m – Romelu Lukaku)

0-1 – Nicolò Barella – 51m
0-2 – Romelu Lukaku (pen.) – 82m

Cartões amarelos – António Silva (22m); Marcelo Brozović (50m) e Edin Džeko (83m)

Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)

Na ressaca da derrota caseira ante o FC Porto, a “adiar” o título, o Benfica voltou a estar longe da sua forma habitual, acabando por sofrer novo e comprometedor desaire.

E, se a primeira parte já não tinha sido “boa” – praticamente estéril, em termos de criação de jogo –, a segunda metade acabaria por ser ainda pior, com um golo sofrido praticamente a abrir… e outro quase a fechar.

Sem poder contar com o lesionado Alexander Bah, nem com o suspenso Otamendi (substituídos, respectivamente, por Gilberto e Morato), e apesar destas mudanças forçadas no sector defensivo, essa não seria a maior pecha dos encarnados. Que pecaram, sobretudo, na zona intermédia do campo, com Rafa abaixo do rendimento normal, tal como João Mário e Aursnes não estiveram ao melhor nível.

O que explica a dificuldade de a equipa “carburar” enquanto colectivo, sem fluidez, traduzindo-se num único remate com algum perigo (de Rafa) no primeiro tempo. Nessa fase, o Inter, ainda como que na expectativa, ia deixando correr o tempo, que jogava a seu favor.

O Benfica até parecia ter reentrado em campo, após o intervalo, com maior determinação, mas o tento sofrido provocaria “mossa”; numa das primeiras oportunidades que se lhe proporcionava, aproveitando algum maior balanceamento ofensivo da turma portuguesa, o Inter não desperdiçava.

A equipa benfiquista teria ainda uma ocasião para restabelecer a igualdade, mas não seria bem sucedida, e, à medida que os minutos avançavam, a “crença” ia decaindo, perante uma formação italiana muito bem organizada, que não dava azo a maiores veleidades por parte do adversário.

Denotando não “confiar” nos elementos que tinha no banco, Roger Schmidt apenas faria uma substituição, com a entrada de Neres, e, mesmo esta, talvez algo tardia.

Na fase final, já depois do segundo golo do Inter (na conversão de uma grande penalidade), o jogo como que se “partiria”, acabando o Benfica por desperdiçar a sua melhor oportunidade para marcar já em período de compensação, por Gonçalo Ramos, na última jogada da partida.

A diferença de dois golos terá sido algo penalizadora para o Benfica – que poderia ter também marcado, tendo, por outro lado, “reclamado” igualmente uma grande penalidade a seu favor, não validada pelo árbitro –, mas, de facto, a impressão que deixou transparecer foi a de uma equipa sem ideias, incapaz de “contornar” um adversário que, julgava-se, seria do seu nível.

A tarefa para a segunda mão apresenta-se praticamente como uma “missão impossível”. Veremos como conseguirá lidar o Benfica com o “desafio” de enorme dificuldade que se lhe coloca – pelo menos de forma a deixar uma imagem mais consentânea com a sua valia, várias vezes demonstrada nesta temporada.

11 Abril, 2023 at 9:51 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

(“O Templário”, 06.04.2023)

Faltando cinco jornadas para finalizar o campeonato, o Amiense dispõe, obviamente, de possibilidades matemáticas de vir a chegar ainda ao 1.º lugar; porém a derrota sofrida nas Fazendas de Almeirim, repondo um atraso de cinco pontos face ao líder (U. Tomar), terá sido o fim do “sonho” do grupo dos Amiais de Baixo, que tão bom desempenho alcançou nesta época.

Pelo que se parece vislumbrar uma espécie de “final”, agendada para dia 22 de Abril, também nas Fazendas, entre Fazendense e U. Tomar: quem vencer esse embate terá fortes probabilidades de vir a sagrar-se Campeão; em caso de empate, antecipa-se acesa disputa até ao último dia.

Destaques – Depois de, na ronda anterior, ter batido o U. Tomar, o Amiense enfrentava nova “prova de fogo”, na deslocação ao reduto do Fazendense, com as duas equipas, respectivamente, 3.ª e 2.ª classificadas, separadas por um único ponto.

A turma dos Amiais de Baixo teve boa entrada em jogo, mas os visitantes viriam a equilibrar a contenda, e, até, ganhar algum ascendente, sem que, contudo, tivesse sido desfeito o nulo. Na segunda parte a toada de jogo repartido não se alterou significativamente, parecendo antever-se que a igualdade subsistiria até final – só que, apenas a quatro minutos dos noventa, o Fazendense, mais eficaz, acabaria por chegar ao (solitário) tento da vitória, virtualmente afastando um candidato ao título, reforçando, em paralelo, as suas aspirações, confiante em tal “final” em casa.

No confronto entre Mação e Alcanenense, ainda com o 4.º lugar em jogo, a formação de Alcanena, ganhando por clara marca de 3-1, terá garantido, pelo menos, essa posição, dado passar a dispor de avanço de sete pontos sobre os maçaenses (para além de vantagem no confronto directo).

Também o Samora Correia esteve em destaque, indo ganhar a Torres Novas por 2-1, aproximando-se, justamente, dos maçaenses, agora apenas dois pontos acima. Os torrejanos, tal como o At. Ouriense, têm o seu campeonato “feito”, pelo que, até final, poderão estar já algo em descompressão, no imediato mais focados na Taça do Ribatejo, em que mantêm esperanças.

A demonstrar que não há dois jogos iguais, no “derby” do município de Ourém, após uma igualdade a um golo há uma semana (em jogo da Taça), o Fátima foi golear, em terreno alheio, o At. Ouriense, por robusto 7-2! Já com vantagem de 3-0 ao intervalo, o melhor que consentiu ao adversário foi reduzir até 2-4, para, no derradeiro quarto de hora, somar ainda mais três golos à sua contagem. A aposta no treinador Campeão, Gonçalo Carvalho, parece frutificar.

Surpresa – Ferreira do Zêzere e Cartaxo, duas equipas cujo desempenho ficou muito aquém das expectativas na presente temporada, ainda envolvidas na disputa pela manutenção, defrontavam-se, num desafio que poderia, em caso de triunfo, finalmente tranquilizar os ferreirenses. Pois, saiu tudo ao contrário do esperado, com os cartaxeiros a colocar-se em vantagem à passagem da hora de jogo, para vir a fixar o 0-2 final já em período de compensação.

Um desfecho que arrasta o Ferreira do Zêzere para uma zona ainda de alguma incerteza, com uma escassa margem de segurança de cinco pontos face à “linha de água”, que só não será mais perigosa porquanto o Águias de Alpiarça vem atravessando também fase muito negativa. Por seu lado, o Cartaxo somou três preciosos pontos, que, para já, lhe permitem voltar a “respirar”.

Confirmações – Num encontro entre extremos da tabela, o U. Tomar recebeu e bateu, como seria expectável, o “lanterna vermelha”, Entroncamento AC, por 2-0. Não foi, porém, uma exibição bem conseguida dos nabantinos; numa tarde já com algum calor a fazer-se sentir, a dinâmica e ritmo de jogo foram “moderados”, facilitando a tarefa ao conjunto da cidade ferroviária, que optou por privilegiar a preservação do seu sector mais recuado.

Na segunda metade, colocando um pouco mais de intensidade, os unionistas rapidamente sentenciaram o desfecho a seu favor, apontando dois tentos, tendo ficado ainda outros tantos por marcar, numa fase em que a disponibilidade do adversário em termos físicos ia notoriamente decaindo, não tendo nunca conseguido esboçar efectiva reacção à desvantagem no marcador.

Em partida de cariz crucial no contexto da luta pela permanência, o Abrantes e Benfica, goleando o Águias de Alpiarça por 4-0, deu passo decisivo para se poder libertar da zona perigosa da pauta classificativa – tendo igualado o Ferreira do Zêzere no 11.º posto – agora com cinco pontos de avanço precisamente sobre tal rival, que, tendo somado sexto desaire sucessivo (e sem conseguir ganhar há onze jornadas) surge em tendência descendente, sob forte ameaça de despromoção.

O “descansado” Salvaterrense (7.º classificado, a quatro pontos do Samora Correia, com três pontos de vantagem face ao Fátima… e 14 em relação à “linha de água”) confirmou também o favoritismo, frente ao “aflito” Benavente, ganhando por 2-0, subsistindo os benaventenses na penúltima posição, agora a dois pontos do Águias e a três do Cartaxo (13.º).

II Divisão Distrital – No arranque da fase final, de apuramento de campeão e de promoção ao principal escalão estiveram em particular evidência o Tramagal, derrotando o Vasco da Gama por categórico 3-0, e o Forense, que foi aos Riachos ganhar por 3-1, tendo, pois, “entrado com o pé direito”, assumindo, desde logo, posição de vantagem face à concorrência.

A outra partida, entre os também candidatos à subida, Espinheirense e Moçarriense, foi intensa e repleta de cambiantes, saldando-se por um empolgante desfecho de 3-3 (depois de dois triunfos do grupo da Moçarria, na fase regular do campeonato, que liderou de forma destacada, por 5-2 e 3-2), a deixar, claro, tudo ainda em aberto quanto às expectativas de ambos os conjuntos.

Campeonato de Portugal – O U. Santarém, tendo empatado a zero em Sintra, ante o 1.º Dezembro, não conseguiu evitar ficar dependente de terceiros: mantendo a liderança (partilhada com o Pêro Pinheiro) à entrada para as duas rondas finais, subsiste apenas com vantagem de um ponto justamente sobre o adversário que defrontou nesta jornada. O problema é que, aos escalabitanos, só resta disputar um desafio, enquanto os rivais jogarão ainda duas vezes cada…

Também o Coruchense, derrotado em Santa Catarina da Serra, pelo União local, por tangencial 2-1, voltou a cair na zona de despromoção, ultrapassado pelo Mortágua, tendo visto, em paralelo, o adversário reduzir para três pontos a diferença na classificação, numa altura em que remanescem ainda por definir dois lugares de descida aos Distritais (Loures, Arronches e Benfica e Alcains têm já confirmada tal situação, enquanto o Rio Maior SC desistiu da competição).

Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a sofrer interregno, neste fim-de-semana de Páscoa, em que terão lugar os jogos dos quartos-de-final da Taça do Ribatejo (agendados para sexta-feira Santa), com o seguinte alinhamento: Samora Correia-Abrantes e Benfica; Amiense-Torres Novas; Fátima-Águias Alpiarça; e Alcanenense-Benavente, com favoritismo a pender para os donos da casa, mas, tratando-se de jogos de Taça, em que tal factor terá menor relevância.

Na penúltima jornada do Campeonato de Portugal o U. Santarém – no seu derradeiro jogo na prova – terá a visita do 4.º classificado, Marinhense, só a vitória lhe interessando. O Coruchense tem igualmente um desafio de “sim ou sopas”, recebendo o Mortágua, em que outro desfecho que não o triunfo da turma do Sorraia poderá vir a significar um ingrato retorno ao Distrital.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Abril de 2023)

7 Abril, 2023 at 3:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 de final

(“O Templário”, 30.03.2023)

À excepção do Mação, derrotado em Torres Novas, os favoritos confirmaram, de modo geral, o seu estatuto, seguindo em frente na Taça do Ribatejo, apurando-se para os quartos-de-final da prova, fase na qual não participará já qualquer dos clubes a militar na II Divisão Distrital.

Numa competição de que os dois primeiros classificados do campeonato (U. Tomar e Fazendense) haviam ficado já arredados na eliminatória precedente, subsistem na disputa pelo troféu as equipas que presentemente ocupam o 3.º, 4.º, 6.º, 9.º, 10.º, 12.º, 13.º e 14.º lugares.

Destaques – O realce principal destes oitavos-de-final vai para o triunfo averbado pelo Torres Novas (9.º) na recepção ao Mação, do que decorre a eliminação do emblema que havia afastado, na ronda anterior, o actual detentor do título e recordista de troféus conquistados (cinco) na “prova-rainha”, Fazendense. Depois de terem sido goleados, no seu reduto, no final de Outubro, no jogo do campeonato, por 1-5, os torrejanos “desforraram-se”, ganhando agora por 2-1 (tendo, aliás, chegado a dispor de vantagem de dois tentos, ainda na primeira metade da partida).

Nos Amiais de Baixo, não tendo havido surpresa, ela esteve muito próxima de suceder. Após ter vencido o líder do campeonato uma semana antes, o Amiense (3.º) recebia agora o penúltimo classificado, Cartaxo, equipa que tinha derrotado, em Setembro, por 3-1. Pois, desta feita, não foi além da igualdade a duas bolas – vendo, assim quebrado um notável ciclo de seis jogos de inviolabilidade da sua baliza, sofrendo, de forma imprevista, dois golos.

Valeria aos donos da casa o desempate da marca de “penalty”, fórmula que lhes proporcionou um apertado triunfo (9-8), após uma longa série de tentativas, garantindo assim o apuramento para os quartos-de-final da Taça pela 21.ª vez, registo destacadíssimo, sendo os clubes com marcas mais “próximas” o Cartaxo (15 qualificações) e o Coruchense e Samora Correia (14).

Num “derby” municipal, disputado em Ourém, At. Ouriense e Fátima (10.º) “equivaleram-se”, empatando também, a um golo, tendo a turma da casa “adiado” o desenlace da eliminatória, ao apontar o tento da igualdade já em período de compensação. Um golo que, porém, se revelaria inglório, dado que os fatimenses acabariam mesmo por se impor, no desempate da marca de “penalty”, ganhando por 4-3, apurando-se para os quartos-de-final apenas pela segunda vez.

O Abrantes e Benfica (12.º), dando boa sequência ao excelente triunfo obtido em Samora Correia na semana anterior, parecendo chegar a esta fase final da temporada na sua melhor forma, derrotou o Salvaterrense por 2-0 (repetindo a vitória, alcançada em Outubro, para o campeonato, então por 1-0), conseguindo assim a quarta qualificação para os quartos-de-final.

Confirmações – Nos outros quatro jogos confirmaram-se as expectativas, desde logo com o Alcanenense a superiorizar-se, no terreno do “lanterna vermelha”, enquanto os três resistentes do escalão secundário tiveram de vergar-se ao maior poderio dos respectivos adversários.

No Entroncamento, o grupo local recebia o Alcanenense (4.º), tendo oferecido boa réplica, acabando por perder por tangencial 1-2 – depois de, para o campeonato, ali se ter registado um nulo, em Outubro –, com o conjunto de Alcanena a superar esta fase da prova pela nona vez.

Os triunfos dos primodivisionários Águias de Alpiarça (13.º) e Benavente (14.º) – ambos em intensa luta pela manutenção, ainda longe de estarem “livres de perigo” –, face aos vencedores das duas séries da primeira fase do Distrital da II Divisão, respectivamente, Moçarriense e Riachense, foram sofridos, em qualquer dos casos também pela diferença mínima: 2-1 no caso do Águias (não obstante tenha chegado ao intervalo a ganhar por 2-0); 1-0 para o Benavente.

Bem mais tranquila foi a tarde da formação de Samora Correia (6.º), que foi a Boleiros golear, por categórica marca de 5-1, o Vasco da Gama (3.º classificado da série mais a Norte do escalão secundário, também apurado para a fase final, de apuramento de Campeão); tendo chegado a vantagem de dois golos nos 45 minutos iniciais, ampliaria para 3-0 a abrir a segunda metade, antes de consentir o tento de honra, vindo ainda, a marcar dois golos na última meia hora.

De acordo com o sorteio, previamente realizado, é o seguinte o alinhamento dos desafios dos quartos-de-final, agendados para o próximo dia 7 de Abril: Amiense-Torres Novas; Alcanenense-Benavente; Samora Correia-Abrantes e Benfica; e Fátima-Águias Alpiarça.

Destas equipas o Amiense alcançou já as meias-finais da competição por 15 vezes, face a sete do Alcanenense e do Samora Correia, cinco do Benavente, quatro do Águias Alpiarça, apenas três do Torres Novas e duas do Abrantes e Benfica – fase ainda nunca atingida pelo Fátima.

Antevisão – O campeonato distrital da I Divisão entra na sua recta final, com a disputa da 25.ª jornada, em que ressalta mais um embate de cariz determinante, colocando frente-a-frente, nas Fazendas de Almeirim, os actuais 2.º e 3.º classificados, Fazendense e Amiense, separados na tabela por um único ponto; um desafio que poderá vir a ser, de alguma forma, definidor.

O U. Tomar, recebendo o “lanterna vermelha”, Entroncamento, poderá tirar algum benefício do desfecho daquele confronto… mas, para tal, terá de “cumprir a sua missão”, ganhando o jogo.

Merece também menção a partida entre Mação e Alcanenense, com o 4.º lugar ainda em jogo; assinalando-se ainda a coincidência de At. Ouriense e Fátima repetirem o confronto da passada semana, agora para o campeonato, com estas duas equipas já tranquilas quanto à permanência.

Nesse “campeonato”, da manutenção na divisão principal, os encontros Abrantes e Benfica-Águias Alpiarça e Ferreira Zêzere-Cartaxo poderão vir a revelar-se também determinantes.

No escalão secundário tem início a fase final, de apuramento de Campeão e promoção, com os seguintes jogos: Espinheirense-Moçarriense; Riachense-Forense; e Tramagal-Vasco da Gama.

No Campeonato de Portugal, já na antepenúltima ronda, o U. Santarém enfrenta “prova de fogo”, em Sintra, ante o 1.º Dezembro, 3.º classificado, apenas a um ponto do duo da frente (formado precisamente pelos escalabitanos e pelo Pêro Pinheiro), quanto às aspirações à disputa da fase final, de subida à Liga 3 (qualificando-se para tal só os dois primeiros de cada série).

O Coruchense, visitando o U. Serra, tem também desafio crucial, em que, pontuando, virtualmente relegará o rival para o Distrital (salvo muito improvável conjugação de resultados que determinasse empate pontual abrangendo, para além destas equipas, o Mortágua e o Loures), um cenário em que, praticamente, só ficaria por definir o sexto clube a despromover.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Março de 2023)

2 Abril, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

Luxemburgo – Portugal (Europeu 2024 – Qualif.)

Luxemburgo Luxemburgo – Anthony Moris, Laurent Jans, Marvin Martins (45m – Florian Bohnert), Maxime Chanot, Lars Gerson (45m – Dirk Carlson), Christopher Martins (82m – Sébastien Thill), Leandro Barreiro, Michael “Mica” Pinto, Gerson Rodrigues, Danel Sinani (45m – Mathias Olesen) e Vincent Thill (70m – Yvandro Borges Sanches)

Portugal Portugal – Rui Patrício, António Silva, Rúben Dias, Danilo Pereira, Diogo Dalot, João Palhinha (86m – Diogo Jota), Bruno Fernandes (75m – Rafael Leão), Nuno Mendes, Bernardo Silva (64m – Rúben Neves), João Félix (75m – Otávio) e Cristiano Ronaldo (64m – Gonçalo Ramos)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 9m
0-2 – João Félix – 15m
0-3 – Bernardo Silva – 18m
0-4 – Cristiano Ronaldo – 31m
0-5 – Otávio – 77m
0-6 – Rafael Leão – 88m

Cartões amarelos – Vincent Thill (32m), Marvin Martins (37m), Christopher Martins (74m) e Leandro Barreiro (82m); Cristiano Ronaldo (57m)

Árbitro – Radu Petrescu (Roménia)

O adversário voltava a ser relativamente fraco, mas, ainda assim, de nível bem distinto do do Liechtenstein, como, aliás, deixara bem vincado, no jogo de estreia desta fase de qualificação, tendo imposto um nulo na deslocação ao terreno de um dos candidatos ao apuramento, Eslováquia.

E o jogo também nada teve a ver com o anterior, desta feita com uma exibição convincente da selecção portuguesa que, com pouco mais de um quarto decorrido, tinha já a vitória garantida.

Tendo Roberto Martínez introduzido três alterações no “onze”, com as entradas de António Silva, Diogo Dalot e Nuno Mendes (nos lugares, respectivamente, de Gonçalo Inácio, João Cancelo e Raphaël Guerreiro), e apesar de a entrada parecer ter-se processado a baixo ritmo, bastariam depois cerca de vinte minutos “diabólicos” (entre os 9 e os 31) para Portugal marcar por quatro vezes (com Cristiano Ronaldo, outra vez, a bisar – tendo João Félix e Bernardo Silva marcado… de cabeça)!

Sem dar hipóteses ao adversário, com uma pressão intensa, a equipa nacional assenhoreava-se da bola, e, sabendo perfeitamente o que fazer dela, dominou o jogo a seu bel-prazer.

Na segunda metade, conjugando-se já alguma tendência para a gestão do tempo, em função do resultado, com as alterações introduzidas na selecção luxemburguesa, a procurar “robustecer” o seu sector defensivo, Portugal só voltaria a ampliar a contagem já no derradeiro quarto de hora – tendo ainda Rafael Leão desperdiçado uma grande penalidade (possibilitando a defesa ao guardião contrário) – isto, numa fase em que, entretanto, o Luxemburgo até chegara já a ameaçar a baliza portuguesa.

O desfecho da partida pode ser considerado algo penalizador para o Luxemburgo, mas faz jus ao bom futebol desbobinado pela equipa portuguesa. Dois adversários “fáceis”, mas superados com distinção, neste “pontapé de saída” da fase de qualificação para o “Europeu” de 2024.

GRUPO J                Jg     V     E     D       G      Pt
1º Portugal             2     2     -     -    10 - 0     6
2º Eslováquia           2     1     1     -     2 - 0     4
3º Islândia             2     1     -     1     7 - 3     3
4º Bósnia-Herzegovina   2     1     -     1     3 - 2     3
5º Luxemburgo           2     -     1     1     0 - 6     1
6º Liechtenstein        2     -     -     2     0 -11     -

2ª jornada

26.03.2023 – Liechtenstein – Islândia – 0-7
26.03.2023 – Eslováquia – Bósnia-Herzegovina  – 2-0
26.03.2023 – Luxemburgo – Portugal – 0-6

(mais…)

26 Março, 2023 at 9:40 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

(“O Templário”, 23.03.2023)

Após 24 jornadas, com 80% da prova já decorrida, é quase como se o campeonato fosse (re)começar agora; na mais competitiva edição dos últimos quinze anos (pelo menos), o título de Campeão subsiste ainda, apenas a seis rondas do final, em disputa por três clubes, separados, entre cada um deles – numa situação verdadeiramente inaudita –, por um único ponto: 1.º U. Tomar, 55; 2.º Fazendense, 54; 3.º Amiense, 53 pontos.

Os tomarenses continuam a depender de si próprios: “bastará” obter cinco vitórias e um empate nos seis desafios restantes, para o União se sagrar Campeão. Mas também o Fazendense voltou a ter o “destino nas suas mãos”, podendo arrebatar o título caso triunfe nos seis derradeiros encontros. Na sequência do desaire sofrido nos Amiais de Baixo, os nabantinos ficaram sem “margem de erro”, virtualmente “proibidos” de perder nas Fazendas de Almeirim, num embate – que, a par do Fazendense-Amiense – poderá ser decisivo para as contas finais da competição.

Destaques – No jogo grande do passado Domingo o U. Tomar voltou a soçobrar perante um rival directo, batido por uma equipa do Amiense, muito pragmática, e com notável grau de eficácia ofensiva (praticamente, marcou nas duas ocasiões de que dispôs), ao mesmo tempo que ampliou para seis jogos consecutivos a inviolabilidade das suas redes.

Os unionistas até tiveram promissora entrada em campo, mas cedo se veriam em desvantagem, logo ao 10.º minuto. Os tomarenses poderiam ter reposto a igualdade apenas cinco minutos volvidos, mas um defesa contrário conseguiu salvar o lance, detendo a bola em cima do risco de baliza. E, já no sétimo minuto de compensação do primeiro tempo – dado o facto de o desafio ter estado interrompido durante vários minutos, devido a desordem nas bancadas –, aproveitando uma falha defensiva contrária, o Amiense, com alguma felicidade, ampliaria para 2-0.

O União via repetir-se o cenário da partida ante o Alcanenense, outra vez a necessitar de recuperar de uma desvantagem de dois golos. Todavia, na segunda metade, o Amiense, muito organizado e compacto, privilegiando a gestão do marcador, não permitiria grandes veleidades, com o guardião José Vieira, em grande plano, a negar a única oportunidade soberana de marcar dos nabantinos.

Por coincidência, tal como sucedera, no ano passado, em Rio Maior, o União voltou a perder, a 19 de Março, um desafio crucial. Uma diferença relevante é que, então, ficara a seis pontos do guia, praticamente forçado a abdicar do título; desta feita, subsiste na liderança, já há 12 jornadas. Na época anterior, a partir daí, até final – mesmo só com muito ténues esperanças –, acumularia sete triunfos (seis deles sucessivos), cedendo um único empate, nas oito últimas rondas…

Após o “susto” sofrido na semana precedente, o Fazendense voltou a experimentar (expectáveis) dificuldades, na deslocação a Fátima, apenas tendo conseguido desbloquear o jogo a seu favor já próximo do derradeiro quarto de hora, marcando por duas vezes, aos 73 e aos 78 minutos, mais do que suficiente para “encostar” ao líder, reduzindo o atraso para a diferença mínima de um ponto (depois de, já por onze vezes, ter estado a dois pontos do União, no decurso desta prova).

Em destaque esteve também o Torres Novas, ganhando por 2-1 no Cartaxo, o que lhe proporcionou igualar o At. Ouriense na 8.ª posição, praticamente garantindo, desde já, ainda com muita folga, o objectivo da permanência – dispondo agora de onze pontos sobre a “linha de água”. Ao invés, os cartaxeiros voltam ao penúltimo lugar, abaixo de tal “fronteira”.

Assim como, por seu lado, o Benavente, que bateu justamente a formação de Ourém, por tão categórica quão imprevista marca de 3-0 (pese embora o 1-0 tivesse subsistido até ao minuto 90), ganhando novo ânimo na luta pela manutenção – para já, em função da classificação do Coruchense no Nacional, em posição de permanência, e, agora, somente a dois pontos do Águias.

Surpresa – Se, na semana anterior, o Abrantes e Benfica estivera em evidência pela negativa, pois, desta vez, deu uma resposta bem afirmativa, surpreendendo o Samora Correia – em notória fase de “descompressão”, somente com seis pontos somados em nove jogos na segunda volta –, ganhando, em terreno alheio, por concludente 3-0, passando, assim, a dispor de margem de quatro pontos em relação ao 14.º classificado (primeiro clube em risco de eventual despromoção).

Confirmações – O Alcanenense, pese embora afastado do título, mantém bom rendimento, firmando-se no 4.º posto, tendo goleado o tranquilo Salvaterrense (em confortável 7.º lugar) por concludente 5-1, com o guia dos marcadores, Moises Iabna, em evidência, com um “hat-trick”.

O Águias de Alpiarça confirmou a fase difícil que vem atravessando há largas semanas, somando 10.ª jornada consecutiva sem conseguir ganhar. Em partida repleta de cambiantes, o Mação alcançaria, já ao “cair do pano”, o tento da vitória, por renhido 4-3. Pela segunda semana sucessiva os alpiarcenses marcaram três tentos… o que, contudo, não foi suficiente para evitar duas derrotas.

Também o Entroncamento deixou escapar, no “último suspiro” do desafio, o que poderia ter sido uma vitória fundamental (até em termos anímicos), ante o Ferreira do Zêzere, cedendo uma igualdade a duas bolas – depois de, por duas vezes, ter estado em vantagem. Um ponto importante para os ferreirenses, agora com sete pontos de avanço face à “linha de água”, enquanto o emblema da cidade ferroviária subsiste com atraso de seis pontos em relação a tal zona delimitadora.

II Divisão Distrital – Na derradeira ronda da fase regular da prova, os três apurados a Sul (Moçarriense, Espinheirense e Forense) não deixaram os seus créditos por mãos alheias, ganhando todos eles, e em reduto alheio (Paço dos Negros, Pernes e Benfica do Ribatejo). A surpresa foi o desaire caseiro (0-2) do já conformado Marinhais (4.º classificado) ante o Rebocho.

A Norte, tendo o vencedor da série, Riachense, folgado, o Tramagal (2.º) venceu na Golegã por 2-1, enquanto o outro apurado, Vasco da Gama, tendo “desligado”, perdeu em Alferrarede, por 4-3. Em função deste imprevisto desfecho, o Caxarias (4.º) terminou apenas dois pontos abaixo.

Campeonato de Portugal – O U. Santarém cumpriu a sua missão, goleando o Mortágua por 4-1, enquanto o Coruchense deixou escapar outro “match-point” (tal como sucedera, antes, nos desafios com o Loures e em Arronches, em que cedera empates, ante adversários ao seu alcance), não tendo ido além da repartição de pontos, empatando a duas bolas na recepção ao Sertanense.

Os escalabitanos partilham agora o comando com o Pêro Pinheiro (ainda que este tenha um jogo a menos). Por seu lado, o grupo do Sorraia mantém o 8.º lugar (último que conferirá a manutenção no Nacional), agora com um ponto a mais que o Mortágua, equipa com a qual tem agendado crucial confronto, no seu terreno, para a 25.ª e penúltima jornada.

Antevisão – Os campeonatos distritais têm breve interregno, neste fim-de-semana, para disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo – de que estão já arredados os dois primeiros do campeonato, U. Tomar e Fazendense – em que sobressaem as partidas: Amiense-Cartaxo; Entroncamento AC-Alcanenense; Torres Novas-Mação; At.Ouriense-Fátima; e Abrantes e Benfica-Salvaterrense.

Também o Campeonato de Portugal estará em pausa, sendo retomado, com a sua antepenúltima ronda, a 2 de Abril, enfrentando os clubes do Distrito, nessa altura, saídas de grande importância, com U. Santarém e Coruchense a defrontar, respectivamente, 1.º Dezembro (3.º) e U. Serra (10.º).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Março de 2023)

26 Março, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

Portugal – Liechtenstein (Europeu 2024 – Qualif.)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Danilo Pereira (67m – Rúben Neves), Rúben Dias, Gonçalo Inácio, João Cancelo, Bernardo Silva (78m – Vítor Ferreira “Vitinha”), João Palhinha, Bruno Fernandes (89m – João Mário), Raphaël Guerreiro, João Félix (67m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo (78m – Gonçalo Ramos)

Liechtenstein Liechtenstein – Benjamin Büchel, Sandro Wolfinger (80m – Seyhan Yildiz), Andreas Malin (38m – Simon Lüchinger), Lars Traber, Jens Hofer, Livio Meier (60m – Fabio Wolfinger), Noah Frommelt, Sandro Wieser, Nicolas Hasler, Philipp Gassner (60m – Jakob Lorenz) e Aron Sele (80m – Niklas Beck)

1-0 – João Cancelo – 8m
2-0 – Bernardo Silva – 47m
3-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 51m
4-0 – Cristiano Ronaldo – 63m

Cartões amarelos – Não houve

Árbitro – Espen Eskås (Noruega)

Defrontando um adversário muito frágil, a selecção de Portugal entrou nesta fase de qualificação a golear – tal como esperado –, mas numa espécie de regime de “serviços mínimos”. Não é fácil “brilhar” face a um opositor deste calibre, que, concentrado no seu sector mais recuado, “não joga, nem deixa jogar”.

Na estreia do novo seleccionador, o espanhol Roberto Martínez, as novidades foram poucas: Rui Patrício voltou à baliza (devido a lesão de Diogo Costa), e Gonçalo Inácio estreou-se também, numa assumida defesa a três.

Independentemente da maior ou menor motivação para jogar perante este tipo de adversários, a equipa portuguesa sentiu muita falta de espaço: no comprimento, por “culpa” do Liechtenstein, que o procurou reduzir ao mínimo; na largura, por “culpa” própria, por falta de flanqueadores, que abrissem o jogo, que fossem à linha de fundo cruzar.

Pelo que o jogo de Portugal foi sempre, tendencialmente, afunilado, havendo sucessivos “engarrafamentos” na área contrária.

O primeiro golo, que poderia ser de alguma forma “desbloqueador” até chegou cedo; mas, daí até final da primeira parte, o absoluto domínio português foi também, por completo, infrutífero. Tendo, com facilidade, chegado ao 3-0 nos minutos iniciais do segundo tempo, o jogo “estava feito”.

A toada não se alterou, com a equipa nacional “dona da bola”, criando algumas oportunidades para ampliar a contagem, mas, bastante perdulária, apenas tendo obtido mais um tento, a fechar a contagem, com Cristiano Ronaldo a bisar, na conversão de um livre, marcando o seu 100.º golo pela selecção, em jogos “oficiais”, de competições (120, no total – em 197 jogos, no que passa a constituir também um “record mundial”).

GRUPO J                Jg     V     E     D       G      Pt
1º Portugal             1     1     -     -     4 - 0     3
2º Bósnia-Herzegovina   1     1     -     -     3 - 0     3
3º Eslováquia           1     -     1     -     0 - 0     1
3º Luxemburgo           1     -     1     -     0 - 0     1
5º Islândia             1     -     -     1     0 - 3     -
6º Liechtenstein        1     -     -     1     0 - 4     -

1ª jornada

23.03.2023 – Bósnia-Herzegovina – Islândia – 3-0
23.03.2023 – Eslováquia – Luxemburgo – 0-0
23.03.2023 – Portugal – Liechtenstein – 4-0

23 Março, 2023 at 10:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 16.03.2023)

Com os três emblemas da frente a cumprir, com maiores ou menores dificuldades, as respectivas missões, ganhando os seus desafios – pelo que se manteve “tudo na mesma” –, a ronda 23 concentrava, em paralelo, um lote de vários jogos de interesse a nível do escalonamento das equipas que procuram escapar à zona perigosa, de que saíram com maiores benefícios o Ferreira do Zêzere e o Cartaxo – tendo colocado, ambos, termo a séries muito negativas –, enquanto, ao invés, Águias de Alpiarça e Abrantes e Benfica transmitiram indícios muito preocupantes.

Destaques – A primeira nota de destaque da jornada vai para os dez tentos apontados no Salvaterrense-Águias Alpiarça, com os alpiarcenses, após a saída de Jorge Peralta, a registar, na metade inicial do desafio, uma estrondosa “débacle”, saindo para o intervalo a perder 6-0! Depois, com boa reacção, aproveitando algum natural desacelerar da equipa da casa, o Águias reduziu até aos 3-6, acabando por vir a sofrer o 7.º golo (único no segundo tempo) no derradeiro minuto. Em qualquer caso, tendo somado quarto desaire sucessivo, não ganhando há nove jornadas, a turma de Alpiarça vai caindo na classificação (agora no 12.º posto), já em situação aflitiva.

Noutro jogo repleto de golos, quem deu passo importante para se começar a afastar da parte mais baixa da tabela foi o Ferreira do Zêzere, na estreia de Mário Nelson, a conseguir o primeiro triunfo, ao oitavo jogo da segunda volta, após cinco derrotas consecutivas. Recebendo o Torres Novas – já muito perto de garantir o objectivo da permanência – os ferreirenses chegaram a estar a perder por 0-1 e 1-2, operando reviravolta, até ao 3-2, vindo a consentir ainda a igualdade a três bolas, antes de, no último minuto, alcançar uma tão difícil quão determinante vitória, por 4-3.

Em Tomar, o União, recebendo o Fátima que, precisamente, vira o seu treinador “transferir-se” para Ferreira no início da semana, praticamente entrou em campo a perder, na sequência de uma descoordenação defensiva, logo no quarto minuto. Não se descompondo, os tomarenses, denotando clara superioridade, rapidamente inverteriam o rumo dos acontecimentos, com três golos apontados num intervalo de pouco mais de vinte minutos (entre os 12 e os 36).

Na segunda parte os unionistas, muito perdulários, acabariam por “repousar” sobre o resultado cedo demais, vindo a sofrer segundo golo, já em período de compensação, passando por pequeno susto, antes, de, na conversão de uma grande penalidade, marcar ainda uma vez mais, fixando o resultado em 4-2. Tendo somado 7.ª vitória em oito jornadas na segunda volta, quebrando um ciclo de quatro jogos sem perder dos fatimenses (que contam cinco vitórias nesta 2.ª volta), o U. Tomar segue firme na liderança, mantendo as distâncias face aos mais directos perseguidores.

Um deles, porventura algo inesperado, é o Amiense, que continua a rentabilizar da melhor forma os golos que marca, tendo-lhe bastado um tento, logo aos oito minutos, de “penalty”, para somar mais três pontos na deslocação ao Entroncamento; contando 36 golos marcados (apenas o 6.º ataque mais concretizador), atinge a marca dos 50 pontos. Tal como o Fazendense, o grupo dos Amiais segue com seis vitórias e dois empates na 2.ª volta, mantendo-se a um ponto do 2.º lugar.

Surpresa – A grande surpresa do passado Domingo foi o desaire caseiro (porém, já o sexto, em doze jogos) do Abrantes e Benfica ante o Cartaxo, perdendo por 1-2. Os cartaxeiros que, tal como o Ferreira do Zêzere, seguiam com um ciclo de cinco desaires sucessivos (dez, nas últimas onze partidas) obtiveram um triunfo fundamental, que lhes proporciona novo “fôlego”, começando a “respirar” melhor, agora somente um ponto abaixo do adversário que derrotaram.

Confirmações – Dois nulos, no Mação-Samora Correia (terceiro empate dos samorenses nas últimas quatro rondas), na disputa entre o 5.º e 6.º classificados, tal como no At. Ouriense-Alcanenense (terceira igualdade sucessiva do grupo de Alcanena, depois de Tomar e do Fazendense) foram desfechos que, de alguma forma, se podem enquadrar nas expectativas.

Tal como acabou por ser o já previsível triunfo do Fazendense na recepção ao Benavente, porém por tangencial 2-1, só não tendo havido enorme surpresa mercê do golo apontado em período de compensação, numa vitória arrancada “a ferros”, de grande importância para os visitados, permitindo evitar o avolumar da diferença pontual face ao guia, em altura crucial do campeonato.

II Divisão Distrital – A uma jornada do final desta primeira fase estão já definidas as seis vagas para disputa da fase final, de apuramento de Campeão e promoção: Riachense, Tramagal e Vasco da Gama (qualificados na série Norte); Moçarriense, Forense e Espinheirense (série Sul).

Para tal, o Forense teve de superar a forte réplica do Porto Alto, ganhando por apertado 4-3, com o tento decisivo a surgir em cima do minuto 90. Tal como o Forense, também o Espinheirense, ganhando ao Glória do Ribatejo por tangencial 1-0, beneficiou do facto de o Marinhais ter folgado, tendo, ambas as formações, adquirido vantagem de três pontos, já não reversível, uma vez que, qualquer dos dois clubes, tem vantagem no confronto directo com o Marinhais.

A Norte, o Vasco da Gama, ganhando por 2-0 à U. Atalaiense, confirmou o 3.º lugar, que lhe garante a qualificação, chegando à derradeira ronda com avanço de cinco pontos sobre o Caxarias.

As goleadas por 5-1 do Caxarias em Abrantes, tal como o 6-0 do U. Almeirim ao At. Pernes revelaram-se inglórias (no caso dos almeirinenses, não tinham já, alias, aspirações à qualificação).

Campeonato de Portugal – Foi uma jornada bem positiva a 22.ª, como não sucedia já desde a 9.ª ronda – toda uma volta decorrida, precisamente frente aos mesmos adversários –, com os dois clubes do Distrito a saírem vencedores, ambos em terreno alheio: o U. Santarém ganhando por 2-1 ao União da Serra; o Coruchense, impondo-se por categórica marca de 3-0 em Alcains.

Os escalabitanos igualaram o Pêro Pinheiro (ainda que este tenha um jogo a menos) e o Marinhense na liderança da série, enquanto a turma do Sorraia conseguiu voltar a emergir acima da “linha de água”, subindo ao 8.º posto, pese embora em igualdade pontual com o Mortágua.

Antevisão – O jogo grande da jornada disputa-se em Amiais de Baixo, com o Amiense a receber o U. Tomar, num desafio com contornos de alguma similitude face aos do U. Tomar-Alcanenense, ou seja, dependendo do desfecho deste embate, poderá reduzir-se a um mínimo o leque de candidatos ao título, ou, ao contrário, operar-se uma concentração a nível do trio da frente. O Fazendense não poderá também “folgar”, uma vez que não se lhe afigura tarefa fácil em Fátima.

Por seu lado, os desafios Cartaxo-Torres Novas, Entroncamento AC-Ferreira do Zêzere, Benavente-At. Ouriense, Samora Correia-Abrantes e Benfica e Águias de Alpiarça-Mação poderão ser de grande relevância para as contas da manutenção.

Na derradeira ronda da primeira fase da II Divisão, já com tudo decidido, o Moçarriense deverá confirmar o 1.º lugar da sua série, em deslocação para defrontar o Paço dos Negros. A Norte, com o já vencedor de série, Riachense, a folgar, destaca-se a partida entre Goleganense e Tramagal.

No Campeonato de Portugal o U. Santarém poderá “jogar por si” e, em simultâneo, dar uma ajuda ao Coruchense, dado receber o Mortágua, agora a primeira equipa abaixo da “linha de água”; enquanto a turma do Sorraia, actuando também em casa, terá a visita do Sertanense (7.º classificado, apenas dois pontos acima), em confronto da maior importância.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Março de 2023)

19 Março, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

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