Neil Armstrong (1930 – 2012)

«It saddens us to report that the first astronaut to walk on the Moon has passed away.»

Neil’s biography – http://www.nasa.gov/centers/glenn/about/bios/neilabio.html

(via página da NASA no Facebook)

25 Agosto, 2012 at 10:18 pm Deixe um comentário

What’s on the menu?

Um fantástico trabalho de levantamento de menus (ultrapassando já os 15000!), compilado pela The New York Public Library (via Malomil)

 

25 Agosto, 2012 at 8:27 pm Deixe um comentário

5 anos – No Tejo, em Lisboa… depois de Almourol


25 Agosto, 2012 at 6:36 pm Deixe um comentário

RTP – Orçamento

(Público, 25.08.2012 – via anamnese)

25 Agosto, 2012 at 5:30 pm Deixe um comentário

Cai o mito Armstrong? Ou o ciclismo?

Hepta-vencedor do “Tour de France”, de forma consecutiva, nos anos de 1999 a 2005, o ciclista estado-unidense Lance Armstrong, actualmente com 40 anos, declarou ontem abdicar da luta pela sua defesa, face às acusações de dopagem que enfrenta há cerca de dez anos, culminando com a recente acusação formal (no final de Junho) da Agência Antidopagem dos EUA (USADA), em função do que deverá ser desapossado de todos os títulos conquistados na Volta a França (resultados obtidos após o mês de Julho de 1998), sendo também banido da modalidade a título definitivo.

Não obstante manter a sua alegação de inocência, justificando a sua decisão com os efeitos que esta disputa teve sobre a sua família e actividade na sua Fundação (de luta contra o cancro), declarou: «There comes a point in every man’s life when he has to say, “Enough is enough.” For me, that time is now».

Numa modalidade que, ao longo do tempo, e, com crescente incidência nos anos mais recentes tem sido particularmente abalada por este flagelo (com sucessivas desclassificações de vencedores das mais importantes provas), parece cada vez mais evidente que não haverá, ao mais alto nível, absoluta inocência, sendo o fenómeno profundo e transversal.

Conforme já aqui referi por mais de uma vez, dada a particularidade intrínseca deste tipo de competição, requerendo rápidas recuperações de esforço (os ciclistas deparam-se, dia após dia, ao longo de 3 semanas, com longas e exigentes etapas), todo o pelotão recorre necessariamente a suplementos vitamínicos, que foram sendo alvo de gradual processo de sofisticação, visando escapar ao controlo, num contexto em que o ténue limiar entre a legalidade e a ilegalidade é constantemente testado. As principais agremiações/marcas rodearam-se de experimentadas equipas médicas, investigando e desenvolvendo substâncias sintéticas, doseadamente administradas, procurando a maximização do rendimento competitivo dos seus atletas, a par de uma complexa gestão dos limites: em geral, as substâncias proibidas tornam-se efectivamente ilícitas em termos das regras desportivas quando excedem determinados níveis fixados em regulamento.

Com este orwelliano reescrever da história, em que as classificações das provas são alteradas vários anos após a sua realização, é o ciclismo que perde toda a sua credibilidade, o que se tem vindo também a generalizar a outras modalidades desportivas de alta competição, como o atletismo ou a natação (com as assombrosas marcas a que vimos assistindo).

Como combater este flagelo, que desvirtua a verdade desportiva, quase obrigando a que o doping seja prática de adopção comum para que os principais competidores se defrontem em condições equitativas? Qual o caminho a seguir quando tantos dos grandes campeões – quais “heróis” populares -, parecem denotar ser afinal ídolos de “pés de barro”?

Para termos uma ideia mais concreta de tal descredibilização, recupero de seguida um exercício (artigo publicado na Slate.fr, da autoria de Johan Hufnagel) do que poderá ser o “refazer” das classificações do “Tour de France” nos últimos anos, excluindo as diversas situações de ciclistas que enfrentaram casos relativos a processos de doping ou sobre os quais recaem suspeitas… com a curiosidade de, nos anos de 2002 e 2004, o hipotético vencedor “corrigido” passar a ser o português José Azevedo (respectivamente 6º e 5º na classificação final dessas duas edições)!

P. S. Um outro exercício de “reescrita” da história a nível das classificações do “Tour”, naturalmente não isento de controvérsia, é proposto aqui, por François Thomazeu, em artigo publicado em blogue no “Le Monde”.

24 Agosto, 2012 at 11:57 am 2 comentários

Bulgária – Agosto 2012






20 Agosto, 2012 at 10:44 pm Deixe um comentário

Jogos Olímpicos 2012 – Londres

Terminaram os Jogos Olímpicos de 2012, realizados em Londres, culminando a XXX Olimpíada, com o seguinte quadro de medalhas:

(clicar na imagem para consultar a tabela completa)

Portugal, conquistando apenas uma medalha de prata, a 23ª do seu historial (somando agora um pecúlio de 4 medalhas de ouro, 8 de prata e 11 de bronze), posicionou-se no grupo dos 69º classificados, entre os 85 países medalhados, assim mantendo a média de uma medalha por Olimpíada, desde a estreia, precisamente há 100 anos, em Estocolmo.

Nesta edição, para além da medalha de prata conquistada pela dupla Emanuel Silva / Fernando Pimenta, na Canoagem, na prova de K2 1000 m, destaque ainda para os seguintes “Diplomas Olímpicos”:

  • Pedro Fraga / Nuno Mendes – 5º lugar em Remo – “Double Sculls” peso ligeiro
  • Tiago Apolónia, Marcos Freitas e João Monteiro (Ténis de mesa – 1/4 Final da prova por equipas)
  • Beatriz Gomes / Joana Vasconcelos – 6º lugar em Canoagem – K2 500m
  • Beatriz Gomes / Helena Rodrigues / Teresa Portela / Joana Vasconcelos – 6º lugar em Canoagem – K4 500m
  • Jessica Augusto – 7º lugar na Maratona
  • João Costa – 7º lugar no Tiro – Pistola de ar comprimido a 10 metros
  • Álvaro Marinho / Miguel Nunes – 8º lugar na Vela – 470
  • Francisco Andrade / Bernardo Freitas – 8º lugar na Vela – 49er
  • Teresa Portela – 8º lugar na Canoagem – K1 200m

A nível global, as grandes figuras destes Jogos Olímpicos foram – tal como há quatro anos, em Pequim – Michael Phelps (4 medalhas de ouro e 2 de prata, elevando para 22 o record de medalhas olímpicas conquistadas por um atleta) e Usain Bolt (repetindo os triunfos nos 100 e 200 metros, culminando com o fantástico record mundial obtido pela estafeta da Jamaica, na prova dos 4×100 metros). Referência ainda para o britânico Mo Farah (nascido na Somália), sucedendo a Kenenisa Bekele como duplo campeão olímpico, nos 5000 e 10000 metros.

12 Agosto, 2012 at 11:58 pm 1 comentário

Michael Phelps – 22 medalhas Olímpicas


(via The Wall Street Journal)

O nadador estado-unidense Michael Phelps culminou hoje a sua gloriosa conquista de medalhas Olímpicas, suplantando largamente o anterior record (de 48 anos) da ginasta russa Larisa Latynina, com “apenas” 18 medalhas, elevando a contagem até às 22 medalhas (tantas como as alcançadas por Portugal em toda a sua centenária história Olímpica…) – 18 de ouro; 2 de prata e 2 de bronze:

  • 2004 – Atenas – 6 medalhas de ouro (100 e 200m mariposa, 200 e 400m estilos, 4x100m estilos e 4x200m livres) e 2 medalhas de bronze (200m livres e 4x100m livres)
  • 2008 – Pequim – 8 medalhas de ouro  (100 e 200m mariposa, 200m livres, 200 e 400m estilos, 4x100m e 4x200m livres, e 4x100m estilos)
  • 2012 – Londres – 4 medalhas de ouro (100m mariposa, 200m estilos, 4x100m estilos e 4x200m livres) e 2 medalhas de prata (200m mariposa e 4x100m livres).

A que junta, em Campeonatos Mundiais (2003, 2005, 2007, 2009  e 2011), mais 25 medalhas de ouro, 6 de prata e 1 de bronze!

4 Agosto, 2012 at 8:47 pm Deixe um comentário

«Os cornos do touro cegam-no»

Ontem a Europa não foi salva outra vez. Espanha calou-se, Itália falou baixo, as bolsas desabaram, os juros subiram. O de sempre. Mas como nunca: a fagulha aproxima-se do paiol. Como salvar a Europa?

O de sempre é criar expectativas monumentais antes e conseguir com que resultados bons pareçam péssimos. Não foram péssimos. São insuficientes. Mas só os espanhóis não querem ver o que lhes está à frente.

Mariano Rajoy é um negacionista desesperado. Poucas imagens foram mais ridículas do que vê-lo, no dia em que pediu 100 mil milhões de euros para os bancos espanhóis, a celebrar golos no estádio de futebol. A encenação mostrou o delírio do líder espanhol, que ademais está mais preocupado em falar aos mercados do que ao seu povo. Infelizmente, isto não é um assunto só de espanhóis.

Os cornos do touro estão a cegá-lo. Espanha capitula. Nos bancos, há anos de prejuízos assustadores pela frente, que levarão à intervenção mais ou menos patrocinada pelo Estado. A dívida soberana está em contagem decrescente para um resgate. O dinheiro da Europa chega?

Numa frase simplista: os 500 mil milhões actuais chegariam para Espanha, não para Itália. Em Itália, está um homem pouco político – não foi aliás eleito – e talvez seja essa a razão que nele evita a catatonia do “está tudo bem” que hoje Rajoy (como antes Sócrates) cabeceia. Itália vai precisar de ajuda? Mario Monti, desarmado e desarmante, respondeu: “Não sei”. Ninguém sabe. Alerta geral.

Abramos a Bíblia: para vencer os cinco reis amorreus que queriam chacinar os guerreiros de Israel, Josué pediu a Deus que parasse o Sol. (A história é muito citada por causa do dogma da Igreja Católica contra o heliocentrismo de Copérnico que condenaria Galileu: se Josué mandou parar Sol e não a Terra, é o Sol que se move, logo o universo seria geocêntrico. Mas aqui a história é citada com licença da polémica de meio milénio). Foi uma matança furiosa, choveram pedras do céu, mas a mortandade era longa, de noite os amorreus fugiriam e poderiam reorganizar-se para Jerusalém. Era preciso tempo, era preciso mais dia. Então, Josué disse as palavras célebres: “Sol, detém-te em Gibeão e tu, Lua, no vale de Aijalom”. E assim, os astros pararam no firmamento durante um dia, dando tempo à matação. E a batalha foi vencida.

A Europa precisa de tempo que não tem para vencer a batalha. A forma de evitar o colapso do euro é avançar na construção de uma união bancária e numa política económica integrada que supõe um federalismo à alemã por ora irrealizável. Mas o sol não pára, o dia avança furiosamente nos mercados financeiros. Nas bolsas. Sobretudo nos mercados de dívida: quem, e por quanto, empresta a Espanha, que já pagou mais por emissões do que Portugal?

O “plano de choque”, que foi alvitrado nos últimos dias e frustrado ontem, passava por fazer “tudo o que for necessário”. Supôs-se que os juros desceriam, que o BCE passaria a comprar dívida dos Estados em mercado secundário, que seriam anunciados mais empréstimos a longo prazo à banca (mais um programa LTRO), admitiu-se uma licença bancária para o fundo europeu. Essa seria a alegria dos espanhóis e dos italianos. Mas a decisão só alegrou os alemães: o BCE poderá comprar dívida pública no mercado secundário só num quadro de apoio expresso a países. Só haverá ajuda se pedirem ajuda e se aceitarem os termos que uma intervenção externa exige: austeridade.

A solução evoluiu para uma intervenção em Espanha e Itália (é impressionante como num repente se normalizou falar de uma intervenção em Itália…) diferente da portuguesa. Não há dinheiro para retirar estes dois países do mercado, colocando-os num ecossistema controlado. O plano passa por fazer uma gestão quase diária da dívida destes países, com um pulmão nos mercados e outro em respiração assistida. E mesmo assim, diz o BCE, os empréstimos serão a curto prazo – para manter os países na trela. Para obrigá-los à austeridade e às reformas estruturais. Para obrigarem os mediterrâneos a serem como os bárbaros.

Algumas considerações que não nos cansaremos de repetir: a crise não é de nações, não é portuguesa nem espanhola, é do euro; a austeridade não tem alternativa europeia, mas não está a resultar, porque desemprega, porque mata a economia, destrói a sociedade, tritura riqueza em impostos, porque nisso torna a própria dívida insustentável; as reformas estruturais são apesar disso importantes, para libertar a economia dos interesses que a capturam, para abri-la à concorrência.

Não há nenhuma resposta instantânea para a crise. Nenhuma cimeira, nenhum BCE, nenhum alemão tem poder para desligar num átimo a máquina da destruição. O que tem de ser feito é moroso e doloroso. Mas escusa de ser desvairado. Precisa de sentido. Não está a ter. Tem de ter.

(Pedro Santos Guerreiro – Jornal de Negócios)

3 Agosto, 2012 at 10:55 pm Deixe um comentário

Jogos Olímpicos – Londres – 2012 – Cerimónia de abertura


(via the Atlantic)

28 Julho, 2012 at 12:58 am Deixe um comentário

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