Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)
AZ – Anzhi – 1-0
Ludogorets – Valencia – 0-3
FC Porto – Napoli – 1-0
Lyon – Viktoria Plzen – 4-1
Sevilla – Betis – 0-2
Tottenham – Benfica – 1-3
Basel – Salzburg – 0-0
Juventus – Fiorentina – 1-1
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Barcelona - Manchester City 2-1 2-0 4-1 Manchester United - Olympiakos --- 0-2 --- At. Madrid - AC Milan 4-1 1-0 5-1 Paris St.-Germain - B. Leverkusen 2-1 4-0 6-1 Chelsea - Galatasaray --- 1-1 --- Real Madrid - Schalke 04 --- 6-1 --- Borussia Dortmund - Zenit --- 4-2 --- Bayern München - Arsenal 1-1 2-0 3-1
U. Tomar – Centenário (XXIII)
(“O Templário”, 06.03.2014)
A 30 de Março de 1969, disputava-se a 24.ª e antepenúltima jornada e a luta pelo título de Campeão encontrava-se ao rubro, com o F. C. Porto na liderança, com um único ponto de vantagem sobre o Benfica (que contava, não obstante, com um jogo em atraso), dois em relação ao V. Guimarães e três face ao V. Setúbal. Ao mesmo tempo que o Benfica tinha uma difícil deslocação a Coimbra, o F. C. Porto recebia, em pleno Estádio das Antas, o União de Tomar.
E (mais uma) grande surpresa aconteceu… A equipa de Tomar conseguiria forçar um sensacional empate a dois golos. Depois de manter o nulo até final do primeiro tempo, o União (graças aos tentos de Alberto e Leitão) recuperaria por duas vezes da situação de desvantagem no marcador!
«Sem ter nada a perder na sua deslocação ao Estádio das Antas, por isso mesmo sereno, calmo, descontraído, astucioso, «manhoso», até, o União de Tomar prolongou na tarde de ontem o drama que, num ápice, caiu há tempos sobre as Antas, a Académica sustentou há uma semana e, ontem, os homens de Tomar dilataram, conduzindo os adeptos portuenses a uma situação mais confusa ainda […]»(1)
O resultado ao intervalo, ainda com o marcador em branco, contribuiria para o acrescer da intranquilidade dos homens da casa:
«Em consequência disso, a igualdade que se não alterara, o zero-zero ameaçador e, mais que isso, propiciador de uma acumulação de preocupações e de nervos, de receios e de temores. Temores e receios que vieram a confirmar-se totalmente, mesmo depois de, por duas vezes, a equipa se haver adiantado no marcador…»(2)
Assim, a segunda parte seria repleta de emoção e golos:
«Foi de dramatismo intenso toda a segunda parte, que por isso mesmo ofereceu um espectáculo emotivo, arrasante, apaixonante, cansativo, o que não vale por dizer que se tenha jogado bom futebol, sem todavia ser justo ignorar a arremetida quase furiosa dos homens do F. C. Porto e a subida gradual dos forasteiros, mais crentes, a cada minuto que passava, na possibilidade de um bom resultado. Para a obtenção do qual não deixariam de esforçar-se bem…»(3)
Sabendo tirar partido de tal intranquilidade, beneficiando da grande exibição de Conhé, e do sentido de colectivo do grupo, o União arrancava um magnífico resultado no Estádio das Antas, o que viria a afastar os portistas da possibilidade de conquista do título de Campeão Nacional:
«Podem os portistas lamentar-se de terem empatado um jogo que mereciam ganhar, mas também os tomarenses perderam a oportunidade de no último minuto marcarem o seu 3.º tento que seria o do triunfo […]»(4) – num lance em que, com três unionistas (Leitão, Alberto e Lecas) a surgirem isolados face a Rui, Leitão, de forma infeliz, acabaria por fazer quase como que um “passe” ao guardião portista.
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O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 Final
(“O Templário”, 06.03.2014)
Em nova pausa nos campeonatos distritais para disputa de mais uma eliminatória da Taça do Ribatejo, correspondente aos ¼ Final da competição, o destaque vai para a equipa da Glória do Ribatejo, última classificada na sua série da II Divisão Distrital, que alcançou a proeza de ser a única do escalão secundário a atingir as ½ Finais.
Ao invés, para os tomarenses, infelizes no sorteio, actuando, uma vez mais, em terreno alheio, e, no caso concreto, defrontando o líder da I Divisão Distrital (e finalista no ano anterior), fica o amargo da eliminação, numa prova em que o União de Tomar não conseguiu ainda chegar à Final.
De facto, tendo perdido por 0-2 em Ourém, face ao At. Ouriense, a formação unionista quedou-se pelos ¼ Final, fase que apenas por quatro vezes alcançou (em 2003, 2010, 2011 e 2014), nas quinze participações que regista na Taça do Ribatejo. A melhor participação nabantina na competição continua a ser a da temporada de 2002-03, em que, disputando as ½ Finais com o Águias de Alpiarça, perdendo, também por 0-2, se viu afastado do desafio decisivo.
Nestas quinze presenças, o União somou a 10.ª eliminação em jogos realizados fora de casa. Para além daqueles quatro anos, em que atingiu, pelo menos, os ¼ Final, o clube de Tomar ficou-se pelos 1/8 Final por cinco vezes (1986-87, 1997-98, 2008-09, 2011-12 e 2012-13).
Conforme referido anteriormente, o grupo da Glória do Ribatejo, em deslocação ao Cartaxo, defrontando um primodivisionário, conseguiu reagir à desvantagem, forçando uma igualdade a duas bolas, para acabar por se impor no desempate da marca de grande penalidade, assim concretizando a principal surpresa desta ronda.
Nas outras duas partidas, os favoritos confirmaram na prática o que se afigurava ser o seu teórico maior poderio, com o Fazendense a receber e a vencer por 4-1, frente ao Amiense, actual detentor do troféu, numa “desforra” do encontro das ½ Finais da época precedente. Por fim, noutro confronto entre equipas de escalões diferentes, o U. Almeirim, embora recebendo o Assentis, não evitou perder por 0-1.
Avançam portanto para as ½ Finais da presente edição da Taça do Ribatejo os seguintes clubes: At. Ouriense (tal como indicado, finalista vencido na última temporada), Fazendense (semi-finalista no ano passado), Assentis e Glória do Ribatejo.
Mas o fim-de-semana foi aziago para as cores unionistas também no escalão de Juniores, igualmente com a disputa dos ¼ Final da Taça do Ribatejo, com o União de Tomar, actual detentor do troféu, a ser eliminado, no Cartaxo, tendo perdido por 2-3. Marcam assim presença nas ½ Finais da prova de Juniores, o Alcanenense (finalista derrotado pelo União no ano anterior), Núcleo Sportinguista de Rio Maior, Abrantes e Benfica, para além do Cartaxo.
No Campeonato Nacional de Seniores, disputou-se a 3.ª jornada (de um total de 14) na série de manutenção, com as equipas do Distrito a não conseguirem melhor do que um nulo, na deslocação do Fátima a Porto de Mós, frente ao Portomosense. O Alcanenense foi derrotado, por 0-1, na visita ao Carregado, enquanto o Riachense perdeu em casa (1-2) com o Caldas.
Em função destes resultados, começam a complicar-se as posições na tabela classificativa, com as formações de Alcanena e Fátima a baixarem, respectivamente, ao 4.º e 5.º posto, precisamente os últimos que garantem o acesso à prova do próximo ano; dispõem agora de uma margem de segurança que se reduziu a apenas seis pontos sobre o Carregado, antepenúltimo classificado, portanto já em situação de risco. O Riachense, que somou o terceiro desaire sucessivo em outros tantos jogos, está agora já oito pontos abaixo desse tal 6.º classificado, última esperança de poder ainda “salvar-se” da despromoção e consequente regresso ao Distrital.
Neste fim-de-semana regressam os campeonatos distritais. Na I Divisão, dos quatro primeiros apenas o Torres Novas (actualmente 2.º classificado, a um ponto do líder) jogará fora de casa, numa difícil deslocação a Pontével (no que, curiosamente, constitui a quarta saída consecutiva dos torrejanos). O guia, At. Ouriense dispõe de amplo favoritismo na recepção ao U. Chamusca; o Coruchense recebe também a visita do Cartaxo, em desafio que, à partida, se antevê poder ser mais equilibrado. Por fim, o Fazendense recebe o U. Tomar, num curioso confronto entre 4.º e 5.º classificados – pese embora as distintas ambições dos dois conjuntos –, com os tomarenses a atravessar um ciclo de elevado grau de dificuldade, dado que receberão depois o At. Ouriense, imediatamente antes de nova deslocação, a Coruche.
Nas restantes partidas desta ronda 18, o Amiense, que recebe o Assentis, assim como o Benavente, visitado pela U. Abrantina, são também claramente favoritos. De desfecho mais imprevisível será o confronto entre Empregados do Comércio e Mação.
Na II Divisão Distrital disputa-se a penúltima jornada da primeira fase da prova, com o Pego, recebendo o Ferreira do Zêzere a poder confirmar a última vaga de apuramento para a fase final, de disputa do título (acompanhando U. Atalaiense e, precisamente, o clube ferreirense); mais a Sul, o U. Almeirim, deslocando-se a Rio Maior, necessitará imperiosamente de vencer, para evitar que fique desde já definido o lote de apurados (Barrosense – já matematicamente qualificado –, U. Santarém e Rio Maior, estes dois dispondo de confortável vantagem).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Março de 2014)
Óscares – 2014 – Vencedores
E os vencedores dos Óscares foram:
- Melhor filme – “12 Anos Escravo” (12 Years a Slave)
- Melhor realizador – Alfonso Cuarón (“Gravidade” – Gravity)
- Melhor actor – Matthew McConaughey (“O Clube de Dallas” – Dallas Buyers Club)
- Melhor actriz – Cate Blanchett (“Blue Jasmine”)
- Melhor actor secundário – Jared Leto (“O Clube de Dallas” – Dallas Buyers Club)
- Melhor actriz secundária – Lupita Nyong’o (“12 Anos Escravo” – 12 Years a Slave)
Consultar a lista completa aqui.
U. Tomar – Centenário (XXII)
(“O Templário”, 27.02.2014)
Depois da vitória inaugural na I Divisão, frente ao Sporting, novamente a equipa unionista se superaria, causando sensação o empate alcançado na deslocação ao Estádio de Alvalade, em jogo disputado a 21 de Janeiro de 1969.
E o “escândalo” poderia ter sido de maior estrondo: o União, entrando cedo a ganhar, com um golo de Dui, logo aos nove minutos, apenas a quatro minutos do termo da partida concederia o empate, num tento de Pedras. Numa altura em que os nabantinos jogavam em inferioridade numérica, por expulsão de Cláudio (aos 64 minutos… por ter demorado na reposição da bola em jogo). Vale a pena recordar uma síntese, por um grande senhor da escrita desportiva em Portugal (Vítor Santos):
«Esta equipa do União de Tomar que sempre nos deu a ideia de ter uma ideia, foi o que é uma equipa «pequena» quando joga no campo do adversário – e do adversário… «grande». Defesa fechada, meio-campo manhoso e contra-ataque «com veneno», como o provam o golo, uma bola salva sobre o risco por Pedro Gomes e alguma coisa mais de fazer cardíacos entre os espectadores de Alvalade. De altamente positivo há na equipa o seguinte:
1. Um guarda-redes de bom talhe atlético, valente, elástico e decidido – Arsénio;
2. Um defesa-central que custa aceitar como «refugo» e, aqui para nós, fazia agora um jeitão ao Sporting, com Armando e José Carlos lesionados – Caló;
3. Dois homens de meio-campo bons executantes e muito experientes, capazes de conservarem a bola por longos períodos, que são, como é óbvio, períodos de descanso para a equipa e de frustração para o adversário – Ferreira Pinto e Cláudio.
Se dissermos que o resto tem ânimo e ganas de jogar, compreende-se perfeitamente que a equipa, não vai ser, com certeza, acidental visita da I Divisão…»(1)
Ainda sobre a justiça do resultado, atente-se no facto de ter o União disposto de algumas ocasiões adicionais para marcar, como é aqui a seguir detalhado:
«Adiada uma prevista desforra!… Desfazendo todas ou quase todas as previsões, daqueles que consideravam como certa a vitória do Sporting, o União de Tomar foi a Lisboa conquistar um ponto, podendo ainda lastimar-se da forma como consentiu o empate (a 4 m. do fim) e já depois de a bola ter estado duas vezes à vista no fundo das redes de Damas e ainda se ter visto privada, daquele, que até à altura estava sendo um dos melhores jogadores em campo – Cláudio, que foi expulso pelo árbitro.»(2)
Em resumo, maior domínio leonino, de alguma forma consentido, e de todo não esclarecido: «o Sporting tem dominado muito, mas nem sempre bem, enquanto que o meio campo do União de Tomar com Ferreira Pinto, Dui e Cláudio a jogarem com acerto e com muita codícia, estão a chegar para a “urdidura” que o Sporting lhes apresenta.»(3)
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O pulsar do campeonato – 17ª jornada
(“O Templário”, 27.02.2014)
E, de repente, tudo muda… e poderá, certamente, continuar a mudar. Ainda na ronda anterior tínhamos o quarteto da frente concentrado num interregno de um único ponto; agora passou a ser já de quatro pontos a amplitude desse intervalo.
Tem sido repleto de cambiantes este animadíssimo campeonato: começou mais forte o Torres Novas, que cedo se isolou; depois, fraquejando, cedeu a batuta ao Fazendense, o qual, contudo, a viria a transmitir a um Coruchense que parecia então inexpugnável, com uma série de sete triunfos consecutivos; agora, é a vez de surgir o At. Ouriense a parecer revelar-se mais sólido, encarreirando quatro vitórias de seguida.
E, a aproximar-se a passos largos, provindo das profundezas da pauta classificativa, temos um fantástico União de Tomar – sete jogos ganho em oito partidas disputadas neste ano tão especial, do centenário –, agora “apenas” a quatro pontos do 4.º classificado.
Então, foi assim: At. Ouriense, impondo-se por 2-0 na difícil deslocação ao Cartaxo; assim como o Torres Novas, com triunfo por margem categórica em Mação (3-0 – resultado que não espelha as dificuldades experimentadas pelos visitantes), numa bela operação, em que consegue somar três vitórias sucessivas em outros desafios em terreno alheio, assumem os dois primeiros lugares, separados por um ponto, a favor dos oureenses.
O Coruchense, não tendo conseguido melhor que a igualdade, a dois golos, na visita à capital do Ribatejo, frente aos Empregados do Comércio – parecendo atravessar período mais oscilante, com uma derrota, uma vitória e um empate nas três jornadas mais recentes – baixou assim ao 3.º lugar, a um ponto dos torrejanos.
Mais inesperado terá sido o desfecho do Fazendense claudicando na Chamusca, derrotado por 0-1 – terceiro desaire nos últimos seis encontros –, vendo assim ampliar-se para quatro pontos a distância para o líder.
Ao invés, o União de Tomar, depois de três derrotas nas quatro jornadas iniciais, apenas voltou a perder numa única ocasião, curiosamente… na Chamusca. “Suprimindo” essas tais rondas, os unionistas ocupariam um fantástico 3.º lugar (26 pontos em 13 jogos; apenas a três pontos do Coruchense, e a seis do At. Ouriense) – um exercício meramente académico, apenas demonstrativo da excelente carreira que o clube vem fazendo, em particular no ano de 2014. Desta feita, num desafio em que, no imediato, estava em disputa o 5.º lugar, os tomarenses superiorizaram-se ao sempre difícil conjunto de Amiais de Baixo, ganhando por 2-1.
Quem teve também motivos para sorrir foi a formação de Assentiz, ganhando (2-0) ao Benavente, reencontrando o caminho das vitórias, de que andava arredada desde há seis jornadas. Por fim, o cada vez mais “lanterna vermelha”, U. Abrantina, foi impotente para evitar um pesado desaire caseiro (0-3), na recepção ao Pontével.
À parte os clubes da frente da tabela, os principais beneficiados desta jornada foram a U. Chamusca (a subir do 11.º ao 9.º lugar) e o Assentis (de 13.º para 10.º); em perfeito contraponto, Benavente (“trocando” de posições com a U. Chamusca, descendo de 9.º a 11.º) e Cartaxo (de forma simétrica ao grupo de Assentiz, caindo de 10.º para 13.º) voltam a ver-se envolvidos numa zona muito arriscada da classificação – no “meio”, imóvel, manteve-se a equipa dos Empregados do Comércio, que subsiste na 12.ª posição.
Não obstante, também a este nível as diferenças são ainda escassas: estas cinco equipas estão concentradas num intervalo de apenas três pontos, pelo que, obviamente, nada pode ser dado como adquirido. É que falta ainda bastante campeonato: nove jornadas, ou seja, vamos entrar no último 1/3 da competição.
Ao invés, na II Divisão Distrital, faltando apenas duas jornadas para a conclusão da primeira fase da prova, Atalaiense, Ferreira do Zêzere e Pego (os dois primeiros já garantidos matematicamente), Barrosense (também já apurado), e os regressados U. Santarém e Rio Maior, deverão ser os seis clubes que disputarão, na segunda fase, o título de Campeão desse escalão, assim como as três vagas de acesso à promoção à I Divisão Distrital.
Por fim, no Campeonato de Seniores, com a vitória do Fátima sobre o Riachense (2-0) e a derrota do Alcanenense (1-2) nas Caldas da Rainha, tudo está bastante “embrulhado”, com os cinco primeiros separados somente por dois pontos; a turma de Alcanena baixou ao 3.º posto, agora a um ponto do novo guia, Lourinhanense, enquanto o Fátima é 5.º, um ponto mais abaixo. Parecem dispor ambos, para já, de margem de segurança suficiente face à zona perigosa da classificação (respectivamente de nove e oito pontos), mas terão de manter-se “vigilantes”. Para o grupo de Riachos, nada está ainda definitivamente perdido; continuam a ser cinco os pontos que o separa do Carregado, antepenúltimo classificado.
Neste fim-de-semana, os campeonatos distritais registam novo breve hiato, para disputa da eliminatória correspondente aos ¼ Final da Taça do Ribatejo, com o seguinte alinhamento de jogos: At. Ouriense – U. Tomar; Fazendense – Amiense; U. Almeirim – Assentis; e Cartaxo – Glória do Ribatejo. Com um sorteio “pouco amigável” – desafio em terreno alheio, tendo por opositor o líder –, do União de Tomar aguarda-se, em primeiro lugar, que continue a dignificar o nome do clube, e, com um pouco de “estrelinha”, que possa continuar a ser “feliz”…
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Fevereiro de 2014)
«Memórias dos cem anos do União de Tomar contadas em livro»
Recuperar o património histórico do União de Tomar, nomeadamente dos seus momentos mais grandiosos, deixando um legado para as gerações vindouras é o que moveu Leonel Vicente, tomarense de 47 anos, natural da freguesia de Olalhas, a escrever um livro sobre o centenário do U. Tomar. O facto de nunca ter escrito um livro e residir em Lisboa há vários anos, onde exerce a profissão de auditor, não impediu que o desafio lhe fosse lançado pelo actual presidente do clube, Abel Bento.
A obra está em fase de acabamento e vai chegar ao público a 4 de Maio de 2014, data do centenário do U. Tomar. “Este projecto nasceu por altura do 95.º aniversário do clube, como um sonho pouco definido, quando criei um blogue dedicado especificamente à recolha e compilação de dados sobre o historial do União de Tomar (http://uniaotomar.wordpress.com)”, revela a O MIRANTE.
“É um livro que foi sendo escrito ‘a meias’ com uma diversidade de grandes cronistas e autores, alguns dos nomes maiores do jornalismo desportivo em Portugal, a par dos jornalistas locais”, descreve. A obra intercala a narrativa detalhada da história do clube com excertos de crónicas de jogos de várias épocas.
As fotografias, que surgem como separadores das várias partes em que o livro se compõe, são de época, disponibilizadas por várias pessoas, desde jogadores a dirigentes, ou adeptos e simpatizantes, na maior parte das vezes sem que tenha sido possível apurar a sua autoria. O livro foi escrito durante três anos, sobretudo à noite e nos tempos livres, em paralelo com a pesquisa e compilação de documentos. Um trabalho a que, nos últimos meses, se dedicou todas as noites. O prefácio é de Vítor Serpa, há vários anos director do jornal A Bola.
O grande incentivo para escrever o livro deu-se quando, em Maio de 2010, foi realizada uma homenagem aos campeões nacionais da II Divisão de 1973-74, organizada pelos veteranos do União. O convite de José Martins e José Tapadas Martins permitiu-lhe conviver directamente com alguns dos ídolos da sua infância, casos de Conhé, Faustino, Kiki, Manuel José, Raúl Águas, Bolota, Camolas ou Totói, de quem coleccionou os famosos cromos.
Seguiu-se um trabalho de pesquisa, ao longo de cerca de quatro anos, na Hemeroteca de Lisboa, onde consultou todos os exemplares publicados pelos jornais locais, bem como os jornais desportivos nacionais. Passou ainda algum tempo na Biblioteca Municipal de Tomar e na Biblioteca Nacional de Portugal.
Carlos Silva, seu antigo director, ofereceu-lhe a colecção integral do “Jornal União de Tomar”. Apesar de não ter realizado entrevistas formais, Leonel Vicente participou em alguns encontros com veteranos do clube, nomeadamente no Torneio dos Templários, mantendo contactos com antigos jogadores e directores, casos de Faustino, Totói, Mário Pinto ou Rui Costa, onde foram recordadas memórias da vida do clube.
“Tomar tem perdido relevância”
Apesar de Leonel Vicente ter vivido em Tomar apenas até aos sete anos, manteve-se sempre ligado à sua terra natal. Em cada deslocação à cidade lia avidamente os jornais locais para se manter informado sobre tudo. No dia 1 de Março de 2004, decidiu criar um blogue sobre Tomar (http://tomar.wordpress.com) com o intuito de reforçar esse elo.
“É patente que a estagnação do concelho nos últimos anos tenha levado a uma situação de perda de relevância face a municípios vizinhos, com maior capacidade de atracção, a que não é naturalmente alheia também a situação de grave crise que o tecido empresarial local atravessa”, responde, ,quando lhe perguntamos como é que um tomarense que reside fora há tantos anos olha para o seu concelho.
Na opinião de Leonel Vicente, para contrariar o flagelo do desemprego, que é nacional, devem ser adoptadas políticas que possibilitem a fixação de população, por via da captação de investimento. “Julgo também que o potencial turístico e cultural do concelho poderá ser igualmente uma área de desenvolvimento que deverá constituir aposta reforçada”, atesta.
(O Mirante, 27 de Fevereiro de 2014)
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão) – Benfica – PAOK
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Rúben Amorim, Eduardo Salvio (60m – Lazar Marković), Filip Đjuričić (79m – Rodrigo), Nico Gaitán, André Gomes e Óscar Cardozo (60m – Lima)
PAOK – Panagiotis Glykos, Stelios Kitsiou, Kostas Katsouranis, Juan Insaurralde, Lino, Ergys Kaçe, Hedwiges Maduro, Lucas Martínez (74m – Zvonimir Vukić), Costin Lazăr, Sekou Oliseh (45m – Miroslav Stoch) (83m – Sotiris Ninis) e Stefanos Athanasiadis
1-0 – Nico Gaitán – 70m
2-0 – Lima (pen.) – 78m
3-0 – Lazar Marković – 79m
Cartões amarelos – Stelios Kitsiou (40m); Sílvio (76m)
Cartão vermelho – Kostas Katsouranis (69m)
Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)
Uma vitória por margem folgada do Benfica, que não traduz as dificuldades que a equipa portuguesa experimentou, sem grandes oportunidades de golo ao longo de toda a primeira parte (apenas um potente remate de Cardozo, a que o guardião contrário correspondeu de forma espectacular), e tendo então passado por um susto, quando Artur, numa deficiente intervenção, apenas à segunda conseguiu deter a marcha da bola, evitando, praticamente em cima da linha de golo, que os gregos se tivessem adiantado.
No segundo tempo, a toada de jogo não se alterou muito, com o Benfica a assumir sempre as “despesas”, controlando o jogo, e procurando construir lances ofensivos.
Mas a incerteza no desfecho do resultado, e, por consequência da eliminatória – apesar de tudo “presa” por um fio algo ténue, de um único golo de vantagem, alcançada na Grécia – prolongar-se-ia, até aos 70 minutos. Só nos derradeiros vinte minutos, jogando contra dez, o Benfica construiria então a tal vantagem folgada, de três golos.
Tudo começou com a falta grosseira de Katsouranis, praticamente em cima da área, na zona frontal, que lhe custou a expulsão por cartão vermelho directo. Na sequência do correspondente livre directo, Nico Gaitán, com uma execução perfeita – uma espécie de “Panenka”, num remate em “folha seca”, a fazer a bola passar por sobre a barreira -, abria o activo e conferia à equipa portuguesa a (definitiva) tranquilidade que há tanto tempo buscava.
Poucos minutos depois, uma mão na bola em plena área, originaria uma grande penalidade, que Lima, com segurança, converteu no segundo golo. E, no minuto imediato, aproveitando mais uma falha da equipa grega, Marković, obteria mais um golo de belo efeito, selando uma goleada (4-0 no conjunto das duas mãos).
Uma bela homenagem ao “velho Capitão”, Senhor Mário Coluna, anteontem desaparecido.
O “segredo” desta eliminatória acabou por estar na solidez defensiva do Benfica, que praticamente não concedeu qualquer oportunidade de golo ao adversário.
Um aspecto a preservar, no contexto da difícil concorrência que o clube defrontará na próxima eliminatória, a equipa inglesa do Tottenham.
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Tottenham - Dnipro 3-1 0-1 3-2 Rubin Kazan - Betis 0-2 1-1 1-3 Napoli - Swansea 3-1 0-0 3-1 Trabzonspor - Juventus 0-2 0-2 0-4 Sevilla - Maribor 2-1 2-2 4-3 Shakhtar Donetsk - Viktoria Plzen 1-2 1-1 2-3 Lyon - Chernomorets Odessa 1-0 0-0 1-0 Ludogorets - Lazio 3-3 1-0 4-3 Fiorentina - Esbjerg 1-1 3-1 4-2 Salzburg - Ajax 3-1 3-0 6-1 Basel - Maccabi Tel-Aviv 3-0 0-0 3-0 E. Frankfurt - FC Porto 3-3 2-2 5-5 Genk - Anzhi 0-2 0-0 0-2 Valencia - D. Kyiv 0-0 2-0 2-0 Benfica - PAOK 3-0 1-0 4-0 AZ - Slovan Liberec 1-1 1-0 2-1
As duas equipas portuguesas conseguiram garantir o apuramento, de forma mais folgada o Benfica, mais “à tangente” o FC Porto, numa eliminatória algo esquisita, em que, em ambos os jogos, as equipas da casa desperdiçaram vantagem de 2-0 de que chegaram a dispor, permitindo aos adversários igualar a dois golos; sendo que, em Frankfurt, a equipa da casa chegaria ainda a nova vantagem (3-2), antes de conceder o tento decisivo a quatro minutos do final.
De entre os apurados, destaque para os contingentes espanhol (Valencia, Sevilla e Betis) e italiano (Juventus, Napoli e Fiorentina – que perdeu, nesta eliminatória, a Lazio), seguindo-se Portugal (único país com 2 clubes), para além de 8 outros países com apenas um representante cada (Inglaterra, França, Holanda, Rússia, Bulgária, R. Checa, Suíça e Áustria). De assinalar a ausência de clubes da Alemanha; por outro lado, houve uma razia completa nas equipas da Ucrânia (país, que a par da Itália, registava maior representação nesta eliminatória), com a eliminação de Chernomorets Odessa, Dnipro, D. Kyiv e Shakhtar Donetsk.
Dos clubes que transitaram da Liga dos Campeões mantêm-se em prova seis (Juventus, Benfica, Viktoria Plzeň, Basel, Napoli e FC Porto), apenas tendo sido afastados Shakhtar Donetsk e Ajax. Por seu lado, dos 12 vencedores da fase de grupos, prosseguem na competição Valencia, Ludogorets, Salzburg, Fiorentina, Sevilla, Lyon, Tottenham e AZ (apenas o Rubin Kazan, E. Frankfurt, Genk e Trabzonspor foram eliminados); os restantes dois apurados (Betis e Anzhi) tinham terminado a fase de grupos no 2.º lugar, respectivamente atrás de Lyon (grupo em que participou o V. Guimarães) e Tottenham.
Os encontros dos 1/8 Final, a disputar já nos próximos dias 13 e 20 de Março, têm o seguinte alinhamento:
AZ – Anzhi
Ludogorets – Valencia
FC Porto – Napoli
Lyon – Viktoria Plzen
Sevilla – Betis
Tottenham – Benfica
Basel – Salzburg
Juventus – Fiorentina
Destaque para o escaldante duelo entre os grandes rivais Sevilla e Betis, assim como para o confronto italiano, entre Juventus e Fiorentina, com as equipas portuguesas a defrontar adversários bastante poderosos, que implicarão uma necessidade de superação em ordem a permitir avançar na competição.







