O pulsar do campeonato – 4ª jornada
(“O Templário”, 17.10.2013)
Paulatinamente, à medida que o campeonato vai avançando no seu curso – e embora estejamos ainda numa fase muito prematura da prova – as equipas teoricamente mais apetrechadas vão-se instalando nos lugares de topo da pauta classificativa.
Numa jornada, a quarta, em que as equipas que jogaram em casa fizeram o pleno, vencendo todas as sete partidas disputadas, o destaque vai para o triunfo do Torres Novas frente a um outro candidato aos lugares cimeiros, Mação, por 2-0, assim como para a margem de vitória alcançada pelo At. Ouriense no encontro com o Cartaxo, impondo-se por categóricos 3-0.
Nos restantes desafios, imperou a normalidade, ou lógica do futebol, com o Fazendense a ganhar ao U. Chamusca por 2-0, o Benavente a vencer o Assentiz por 3-1, o mesmo resultado que, aliás, se verificou também no Coruchense – Empregados do Comércio e no Amiense – U. Tomar; por fim, o Pontével, a protagonizar um excelente arranque de campeonato, a derrotar a U. Abrantina por 1-0.
No que respeita mais especificamente ao União de Tomar, a iniciar uma fase em que o calendário lhe ditou uma sucessão de jogos de elevada dificuldade – depois da partida desta mais recente ronda, recebe, nas duas próximas semanas, os dois primeiros classificados, Torres Novas e Fazendense, deslocando-se de seguida a Ourém, para defrontar o At. Ouriense –, foi uma vez mais vítima das suas próprias falhas, tal como acontecera no desafio inaugural da sua participação na prova, em Pontével.
Efectivamente, sem que para tal tivesse criado caudal de jogo ou oportunidades que o justificassem, a formação de Amiais de Baixo chegaria ao intervalo já a vencer por 2-0. No início do segundo tempo, o União reduziria a desvantagem, tendo, ao longo dessa fase do encontro, pressionado mais, em busca do tento da igualdade, que contudo não conseguiria obter; ao invés, como tantas vezes sucede nestas ocasiões, acabaria por ser surpreendido com o terceiro tento do Amiense, que ditou o desfecho final do jogo.
Temos então agora, na frente da classificação, o Fazendense, que se isolou na liderança (não obstante se trate de um líder “à condição”, dependente do que os torrejanos fizerem em Tomar, no encontro que têm em atraso), com um ponto de vantagem sobre o duo formado por Torres Novas – até agora 100% vitorioso, nos três encontros já disputados, sendo a única equipa em tal posição – e Pontével. Com a vitória perante os nabantinos, o Amiense chegou-se também à frente, ocupando agora o 4.º posto, a dois pontos do guia. O Mação, derrotado nesta ronda, regista já um atraso de três pontos face ao 1.º classificado (que poderão eventualmente vir a converter-se em cinco, dependendo do tal jogo ainda por disputar).
Neste grupo da frente estarão já porventura os quatro principais candidatos ao 1.º lugar (se é que me é permitido excluir, para já, desse lote, o Pontével); depois, de entre os que estão mais abaixo, o At. Ouriense, com cinco pontos (distando outros tantos do actual líder).
Em posição intermédia, no meio da tabela, seguem já Coruchense (6.º classificado, com seis pontos), e Benavente (8.º, com quatro pontos), tantos quantos os somados por Assentiz e U. Chamusca.
Por fim, na cauda da classificação – nos lugares de risco, atendendo a que serão despromovidas entre duas a cinco equipas à II Divisão Distrital (dependendo do comportamento das equipas do distrito no Campeonato Nacional de Seniores) –, caíram já o U. Tomar (com três pontos), o Cartaxo (de forma algo surpreendente, tendo somado apenas dois pontos), e, a fechar, Empregados do Comércio e U. Abrantina, que contam somente um ponto.
Entretanto, na II Divisão Distrital, o realce vai para as equipas que, após a realização da terceira ronda, lideram as respectivas séries: a Norte, Atalaiense e Pernes repartem o comando, com sete pontos; a Sul, U. Almeirim e Porto Alto fizeram ainda melhor, registando três triunfos cada.
Na próxima semana, os campeonatos distritais sofrem uma interrupção, para disputa da 1.ª ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo; por seu lado, as equipas do U. Tomar e do Torres Novas (integradas ambas em séries de apenas três concorrentes), as quais folgam nessa prova no seu primeiro dia, aproveitarão para acertar o calendário, com a realização do encontro que fora adiado da 1.ª jornada, então devido à participação dos torrejanos em eliminatória da Taça de Portugal.
A fechar, uma breve referência ao Campeonato Nacional de Seniores, onde as equipas que representam o distrito não foram felizes nesta jornada, com o Fátima a perder com o líder Mafra (0-1), com os mafrenses a alcançarem a sexta vitória consecutiva noutros tantos jogos disputados, enquanto o Riachense foi derrotado no seu terreno pelo Caldas (0-2), tendo o Alcanenense obtido um resultado positivo no Carregado, empatando 1-1.
O Fátima mantém-se no 3.º lugar, mas já a seis pontos do U. Leiria, enquanto o grupo de Alcanena ocupa o 5.º posto; a formação de Riachos continua a partilhar a “lanterna vermelha” com o Portomosense, com apenas um ponto, já a quatro pontos da equipa imediatamente precedente, o Torreense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Outubro de 2013)
Portugal – Luxemburgo (Mundial-2014 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, André Almeida, Ricardo Costa (59m – Sereno), Luís Neto, Fábio Coentrão (75m – Antunes), Miguel Veloso (58m – Hugo Almeida), Nani, João Moutinho, Josué, Silvestre Varela e Hélder Postiga
Luxemburgo – Jonathan Joubert, Tom Laterza, Laurent Jans, Chris Philipps, Mathias Jaenisch, Lars Gerson, Daniel da Mota (82m – Massimo Martino), Ben Payal (60m – Rene Peters), Stefano Bensi (45m – Antonio Luisi), Aurelien Joachim e Mario Mutsch
1-0 – Silvestre Varela – 29m
2-0 – Nani – 36m
3-0 – Hélder Postiga – 78m
Cartões amarelos – Josué (48m) e Fábio Coentrão (64m); Chris Philipps (40m), Lars Gerson (70m) e Daniel da Mota (81m)
Cartão vermelho – Aurelien Joachim (27m)
Árbitro – Bülent Yildirim (Turquia)
A selecção de Portugal concluiu a fase de Grupos da qualificação para o Mundial 2014 com mais uma pobre exibição, confirmando a necessidade de “horas extraordinárias”, por via da participação no play-off, a disputar no mês de Novembro.
Frente a um muito frágil opositor, em momento algum esteve patente a possibilidade de os portugueses fazerem a sua parte do “milagre” (ganhar por seis golos), não obstante terem beneficiado de soberanas ocasiões para tal, com bolas nos ferros da baliza luxemburguesa, e diversas soberbas defesas do guardião adversário.
Foi, porém, uma equipa sem chama, conformada com a sua sorte – que foi traçando ao longo da fase de qualificação, e que ficou praticamente definida na passada sexta-feira, com o empate consentido perante o Luxemburgo -, que, depois de, ainda relativamente cedo, ter garantido a vitória (apenas tendo sido contudo quebrada a resistência luxemburguesa após a expulsão de um seu jogador, por uma entrada perigosa, mas ingénua, que podia ter lesionado gravemente André Almeida), foi deixando correr o tempo.
Com o empate cedido pela Rússia no Azerbaijão, pode agora especular-se que teria bastado ganhar a Israel, para que Portugal tivesse já, neste momento, garantido o apuramento para o Mundial… mas tal não passa de um cenário hipotético, que não poderá portanto ser confirmado.
Para além da Rússia, também a Bósnia-Herzegovina confirmou a sua inédita qualificação para a Fase Final do Mundial, onde se estreará no Brasil, tendo a Inglaterra e o Campeão do Mundo em título, Espanha, garantido também esta noite o apuramento.
Assim, estão já apuradas as seguintes 21 selecções: Alemanha, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Espanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Rússia, Suíça, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Costa Rica, EUA, Honduras, Austrália, Coreia do Sul, Irão e Japão. Falta apurar, para além de mais quatro selecções europeias, as cinco representantes africanas, assim como os vencedores dos play-off intercontinentais, entre Uruguai e Jordânia, e entre México e Nova Zelândia.
Tal como Portugal, Grécia, França, Ucrânia, Roménia e Islândia terão de disputar igualmente o play-off, juntamente com as selecções da Croácia e Suécia, que haviam já confirmado tal participação nesses jogos extra na passada sexta-feira.
De acordo com a projecção do ranking da FIFA – que será objecto de actualização ainda esta semana – deverão ser “cabeças-de-série” as selecções da Croácia, Portugal, Grécia e Ucrânia. A confirmar-se este alinhamento, Portugal defrontará (nos próximos dias 15 e 19 de Novembro) uma das seguintes equipas: França, Suécia, Roménia ou Islândia.
Na zona Europeia de qualificação, destaque final para algumas das selecções já eliminadas: Sérvia, Escócia, Dinamarca, R. Checa, Bulgária, Áustria, Irlanda, Hungria, Turquia e Polónia.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Rússia 10 7 1 2 20- 5 22 2º Portugal 10 6 3 1 20- 9 21 3º Israel 10 3 5 2 19-14 14 4º Azerbaijão 10 1 6 3 7-11 9 5º I. Norte 10 1 4 5 9-17 7 6º Luxemburgo 10 1 3 6 7-26 6
11ª jornada
15.10.13 – Azerbaijão – Rússia – 1-1
15.10.13 – Portugal – Luxemburgo – 3-0
15.10.13 – Israel – I. Norte – 1-1
(mais…)
Prémio Nobel da Economia – 2013
O prémio Nobel da Economia 2013 foi hoje atribuído aos investigadores estado-unidenses Eugene F. Fama, Lars Peter Hansen e Robert J. Shiller, «pela sua análise empírica dos preços dos activos».
U. Tomar – Centenário (III)
(“O Templário”, 10.10.2013)
Em partida a contar para a segunda jornada da “Liga Tomarense” dessa mesma época de estreia do União de Tomar na competição (1924-25), era anunciado:
«Hoje 23 [de Novembro de 1924] jogam em primeiras categorias o Victoria Foot-Ball Club contra União Foot-Ball Comercio Industria. Consta-nos que o Victoria traz para este encontro elementos de Vila Franca de Xira. O União pelo contrario joga este desafio com elementos de categoria inferior.»(1)
E, não obstante a prudência revelada na antevisão da partida, o União de Tomar viria mesmo a obter o que constituiria o primeiro triunfo da sua história em jogos de competições oficiais:
«União vence Victoria 1-0
Com regular assistência efectuou-se no passado dia 23, este encontro. O onze do União ia composto com 5 elementos de 2.as categorias e o Victoria reforçou a sua linha habitual com um guarda-rede e um medio centro de Vila Franca.
O dominio pertenceu sempre ao União, chegando a engarrafar o Victoria nitidamente nos primeiros 25 minutos da primeira parte, tempo em que remataram inumeras vezes às redes do Victoria, fazendo-o porem com muita infelicidade. O Vitoria conseguiu tambem algumas avançadas que nada resultaram, tendo beneficiado dum «penalty» que o guarda rede do União defendeu.
O União marcou mais um ponto que o arbitro sr. Manuel de Oliveira não validou. A arbitragem foi imparcial na 1.ª parte, o que não sucedeu na 2.ª.
Mostrou-se muito indeciso nas suas resoluções, taes como o não validar o «goal» do União quando não tinha apitado anteriormente para marcar a deslocação que depois marcou. Atendeu o juiz de linha, quando não devia, pois que a bola se encontrava já em jogo.»(2)
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(2) Cf. “Eco Sportivo”, 7 de Dezembro de 1924
O pulsar do campeonato – 3ª jornada
(“O Templário”, 10.10.2013)
Após o desaire registado pelo União de Tomar no jogo inaugural do campeonato, revestia-se de crucial importância o desafio da terceira ronda, ante o Benavente, relevância acrescida ainda, em termos emocionais, pelo contexto associado a tal reencontro entre estas duas equipas, na sequência dos eventos da partida análoga da temporada passada, que haviam tido por consequência pesadas sanções disciplinares a vários dos jogadores unionistas, que se viram privados de actuar durante cerca de metade da época.
Assim, o desfecho do encontro do passado domingo, com o árduo triunfo do União de Tomar, por 3-2, poderá revelar-se determinante a nível motivacional, proporcionando ao grupo um sempre importante reforço de confiança e tranquilidade.
Isto a dar o mote para uma jornada repleta de golos – nada menos de 28 – ou seja uma fantástica média de 4 golos por jogo, sendo que U. Chamusca e Amiense em nada contribuíram para esta estatística, dado que o nulo não seria desfeito até final da partida em que foram opositores directos.
Nos restantes encontros, destaque para o triunfo do Fazendense no Cartaxo (4-2), assim como para alguma surpresa no empate a uma bola entre Mação e Coruchense. Também com bastantes golos, a igualdade entre Empregados do Comércio e At. Ouriense (3-3), e a vitória, também por 3-2, do Assentiz frente ao Pontével. Por fim, o Torres Novas, jogando em casa (por inversão da ordem de jogos sorteada), impôs o seu natural favoritismo, batendo a U. Abrantina por 3-1.
Desta forma, com três jornadas realizadas – mantendo-se em atraso o jogo da primeira ronda, entre U. Tomar e Torres Novas – começam já a perfilar-se alguns candidatos: Fazendense e Mação partilham o comando, com 7 pontos, enquanto Torres Novas (única equipa a somar só vitórias) e Pontével estão um ponto abaixo. Ainda sem perder, segue-se na pauta classificativa o o Amiense, com cinco pontos; Assentiz e U. Chamusca, que já experimentaram os três desfechos possíveis, fecham a primeira metade da tabela.
O U. Tomar reparte com o Coruchense (que também ainda não perdeu, contando empates em todos os jogos) o 8.º posto. Ainda sem qualquer vitória, de alguma forma surpreendentemente, seguem At. Ouriense e Cartaxo, com dois pontos; e, na cauda da classificação, apenas com um ponto, o trio formado por Benavente, Empregados do Comércio e U. Abrantina.
Na II Divisão Distrital, após a disputa da segunda jornada, o destaque vai para o At. Pernes (equipa que integra a série do União de Tomar na fase de grupos da Taça Ribatejo), U. Almeirim e Porto Alto, únicas equipas a vencerem os dois primeiros jogos. Ao invés, os históricos Alferrarede, Samora Correia e Rio Maior, assim como a outra equipa do município de Tomar, Sabacheira, foram derrotados nas duas partidas realizadas.
Da semana transacta – em desafio realizado em Torres Novas no passado dia 2 de Outubro – vem ainda a decisão da Supertaça Dr. Alves Vieira, com o Campeão Distrital da temporada anterior, Riachense, a conquistar o troféu, ganhando ao Amiense (detentor em título da Taça Ribatejo) por 3-1.
Mais acima na hierarquia futebolística, disputando o Campeonato Nacional de Seniores, tivemos, no passado fim-de-semana, mais um confronto directo entre duas equipas do Distrito, com o Fátima a receber e a golear por 4-0 (resultado que, aliás, já se registava ao intervalo) o Riachense. Por seu lado, o Alcanenense, recebendo o líder Mafra (única equipa das 80 concorrentes só com vitórias, após cinco jornadas – tendo o Boavista, que conta um jogo em atraso, ganho também os 4 jogos já realizados), não pôde evitar ser batido, não obstante pela margem mínima, de 0-1.
Nesta prova, que terá implicações directas no Distrital, uma vez que, caso haja alguma equipa do Distrito a descer, tal provocará a despromoção de equipas adicionais, em relação às duas últimas classificadas (que descerão automaticamente, para dar lugar às três que serão promovidas da II Divisão Distrital), o Fátima posiciona-se, para já, num bom 3.º lugar, com o Alcanenense num razoável 5.º posto. Com mais dificuldades, o Riachense reparte o último lugar com o Portomosense.
Na próxima jornada (quarta) do Distrital da I Divisão, o União de Tomar enfrentará uma tradicionalmente difícil deslocação até Amiais de Baixo (a última vitória unionista data já de Outubro de 2010), destacando-se também o confronto entre candidatos, em Torres Novas (que jogará o terceiro jogo consecutivo em casa), recebendo o Mação. O outro comandante terá, à partida, algum favoritismo no jogo ante o U. Chamusca (que, no entanto, já demonstrou ser capaz de surpreender em terreno alheio, como sucedeu em Benavente).
As equipas do At. Ouriense e Cartaxo, que se defrontam em Ourém, terão ensejo de procurar rectificar os maus resultados das jornadas iniciais; o mesmo acontece com o Benavente, favorito na recepção ao Assentiz. O Coruchense poderá alcançar o primeiro triunfo, jogando em casa com os Empregados do Comércio; por fim, em Pontével, não deverá ser fácil a tarefa da U. Abrantina, visando evitar novo desaire, que lhe poderia começar a provocar algumas dificuldades em termos de posicionamento na classificação.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Outubro de 2013)
Portugal – Israel (Mundial 2014 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, André Almeida, Ricardo Costa, Pepe, Antunes, João Moutinho, Nani, Ruben Micael (69m – Josué), Miguel Veloso (87m – Éder), Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (69m – Nélson Oliveira)
Israel – Dudu Aouate, Eyal Meshumar, Tal Ben Haim, Eran Zehavi (83m – Omer Damari), Bebras Natcho, Elyaniv Barda (60m – Tal Ben Chaim), Eden Ben Basat, Omri Ben Harush, Mahran Radi (67m – Lior Refaelov), Sheran Yeiny e Eytan Tibi
1-0 – Ricardo Costa – 26m
1-1 – Eden Ben Basat – 85m
Cartões amarelos – Pepe (85m) e Cristiano Ronaldo (90m); Lior Refaelov (84m)
Árbitro – Tom Harald Hagen (Noruega)
Com um cinzento empate no jogo desta noite, a selecção portuguesa estará muito provavelmente no play-off (que, no pior cenário, tem já virtualmente garantido), mas terá de jogar muito mais do que mostrou hoje, caso queira qualificar-se para a Fase Final do Campeonato do Mundo.
Desperdiçando a vitória a cinco minutos do final da partida – que nos conferiria ainda a esperança de um eventual empate da Rússia no Azerbaijão – o apuramento directo tornou-se pouco mais que uma miragem: implicaria, necessariamente, a derrota da Rússia, acrescendo uma goleada (pelo menos por 6 golos de diferença) de Portugal frente ao Luxemburgo.
Mas, rebobinando o filme deste jogo, a equipa nacional fez uma exibição sofrível, sempre em toada lenta, sem que as suas principais figuras se conseguissem evidenciar.
Depois do golo que colocou Portugal em vantagem, ainda mais adormecido pareceu o conjunto português, que, no segundo tempo, pouco fez para evitar que pudesse correr o risco do que viria a acontecer: o golo do empate de Israel, numa altura em que já não havia muito tempo para reagir. E, aliás, a selecção israelita provocaria ainda um outro pequeno susto, mesmo a findar o encontro (tendo, por seu lado, o seu guarda-redes negado também o golo da vitória a Cristiano Ronaldo, na sequência de um livre apontado em cima da linha de grande área).
A gestão dos cartões amarelos – com Pepe e Cristiano Ronaldo quase a pedirem a sanção ao árbitro, nos minutos finais -, que se traduz na suspensão dos dois jogadores no jogo com Luxemburgo, deixando-os libertos para o play-off. foi claramente sintomática do realismo com que a equipa interiorizou o seu destino. Resta saber se conseguirá colocar em campo a atitude necessária para levar de vencida essa sempre de desfecho incerto eliminatória.
Nos outros grupos da zona Europeia, após os encontros desta ronda, as selecções da Bélgica, Alemanha e Suíça, juntam-se às da Itália e da Holanda, que haviam já garantido o apuramento para o Mundial, assim como aos outros 9 países também já qualificados: Brasil, Austrália, Coreia do Sul, Japão, Irão, Argentina, EUA e Costa Rica, e, já esta noite, a Colômbia.
Por seu lado, a Croácia e a Suécia garantiram já a participação no play-off de apuramento de quatro vagas adicionais na zona Europeia.
Para além da (ínfima) dúvida que subsiste entre Rússia e Portugal (um qualificar-se-á directamente, o outro terá de ir ao play-off), o mesmo sucede com os pares formados por Bósnia Herzegovina e Grécia; Espanha e França; e, virtualmente, Inglaterra e Ucrânia.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Rússia 9 7 - 2 19- 4 21 2º Portugal 9 5 3 1 17- 9 18 3º Israel 9 3 4 2 18-13 13 4º Azerbaijão 9 1 5 3 6-10 8 5º I. Norte 9 1 3 5 8-16 6 6º Luxemburgo 9 1 3 5 7-23 6
10ª jornada
11.10.13 – Azerbaijão – I. Norte – 2-0
11.10.13 – Luxemburgo – Rússia – 0-4
11.10.13 – Portugal – Israel – 1-1
(mais…)
Prémio Nobel da Paz – 2013
O prémio Nobel da Paz 2013 foi hoje atribuído à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW), «pelos seus extensivos esforços para eliminar as armas químicas».
Prémio Nobel da Literatura – 2013
O prémio Nobel da Literatura 2013 foi hoje atribuído à escritora canadiana Alice Munro, considerada “mestre do conto contemporãneo”, que tinha já sido também distinguida, em 2009, com o “Man Booker International Prize“. É autora de obras como:
- Dance of the Happy Shades (1968)
- Lives of Girls and Women (1971)
- Something I’ve Been Meaning to Tell You (1974)
- Who Do You Think You Are? (1978)
- The Moons of Jupiter (1982)
- The Progress of Love (1986)
- Friend of My Youth (1990)
- Open Secrets (1994)
- The Love of a Good Woman (1998)
- Hateship, Friendship, Courtship, Loveship, Marriage (2001)
- Runaway (2004)
- The View from Castle Rock (2006)
- Too Much Happiness (2009)
- Dear Life (2012)
Estão disponíveis em português nomeadamente as seguintes obras da escritora hoje premiada: O Progresso do Amor (The Progress of Love), O Amor de Uma Boa Mulher (The Love of a Good Woman), Fugas (Runaway), A Vista de Castle Rock (The View from Castle Rock), Demasiada Felicidade (Too Much Happiness) e Amada Vida (Dear Life).






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