I Liga / I Divisão – Historial de lugares de honra

 Época    Campeão           2º           3º           4º 
2016-17   Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
2015-16   Benfica      Sporting     FC Porto     Sp. Braga  
2014-15   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga 
2013-14   Benfica      Sporting     FC Porto     Estoril      
2012-13   FC Porto     Benfica      P. Ferreira  Sp. Braga
2011-12   FC Porto     Benfica      Sp. Braga    Sporting
2010-11   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
2009-10   Benfica      Sp. Braga    FC Porto     Sporting
2008-09   FC Porto     Sporting     Benfica      Nacional
2007-08   FC Porto     Sporting     V. Guimarães Benfica
2006-07   FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
2005-06   FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
2004-05   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga
2003-04   FC Porto     Benfica      Sporting     Nacional
2002-03   FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
2001-02   Sporting     Boavista     FC Porto     Benfica
2000-01   Boavista     FC Porto     Sporting     Sp. Braga
1999-00   Sporting     FC Porto     Benfica      Boavista
1998-99   FC Porto     Boavista     Benfica      Sporting
1997-98   FC Porto     Benfica      V. Guimarães Sporting
1996-97   FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
1995-96   FC Porto     Benfica      Sporting     Boavista
1994-95   FC Porto     Sporting     Benfica      V. Guimarães
1993-94   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1992-93   FC Porto     Benfica      Sporting     Boavista
1991-92   FC Porto     Benfica      Boavista     Sporting
1990-91   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1989-90   FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
1988-89   Benfica      FC Porto     Boavista     Sporting
1987-88   FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1986-87   Benfica      FC Porto     V. Guimarães Sporting
1985-86   FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
1984-85   FC Porto     Sporting     Benfica      Boavista
1983-84   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga
1982-83   Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
1981-82   Sporting     Benfica      FC Porto     V. Guimarães
1980-81   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1979-80   Sporting     FC Porto     Benfica      Boavista
1978-79   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
1977-78   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
1976-77   Benfica      Sporting     FC Porto     Boavista
1975-76   Benfica      Boavista     Belenenses   FC Porto
1974-75   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1973-74   Sporting     Benfica      V. Setúbal   FC Porto
1972-73   Benfica      Belenenses   V. Setúbal   FC Porto
1971-72   Benfica      V. Setúbal   Sporting     CUF
1970-71   Benfica      Sporting     FC Porto     V. Setúbal
1969-70   Sporting     Benfica      V. Setúbal   Barreirense
1968-69   Benfica      FC Porto     V. Guimarães V. Setúbal
1967-68   Benfica      Sporting     FC Porto     Académica
1966-67   Benfica      Académica    FC Porto     Sporting
1965-66   Sporting     Benfica      FC Porto     V. Guimarães
1964-65   Benfica      FC Porto     CUF          Académica
1963-64   Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
1962-63   Benfica      FC Porto     Sporting     Belenenses
1961-62   Sporting     FC Porto     Benfica      CUF
1960-61   Benfica      Sporting     FC Porto     V. Guimarães
1959-60   Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1958-59   FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1957-58   Sporting     FC Porto     Benfica      Belenenses
1956-57   Benfica      FC Porto     Belenenses   Sporting
1955-56   FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1954-55   Benfica      Belenenses   Sporting     FC Porto
1953-54   Sporting     FC Porto     Benfica      Belenenses
1952-53   Sporting     Benfica      Belenenses   FC Porto
1951-52   Sporting     Benfica      FC Porto     Belenenses
1950-51   Sporting     FC Porto     Benfica      Atlético
1949-50   Benfica      Sporting     Atlético     Belenenses
1948-49   Sporting     Benfica      Belenenses   FC Porto
1947-48   Sporting     Benfica      Belenenses   Estoril
1946-47   Sporting     Benfica      FC Porto     Belenenses        
1945-46   Belenenses   Benfica      Sporting     Olhanense
1944-45   Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1943-44   Sporting     Benfica      Atlético     FC Porto
1942-43   Benfica      Sporting     Belenenses   Unidos Lisboa
1941-42   Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1940-41   Sporting     FC Porto     Belenenses   Benfica
1939-40   FC Porto     Sporting     Belenenses   Benfica
1938-39   FC Porto     Sporting     Benfica      Belenenses
1937-38   Benfica      FC Porto     Sporting     Carcavelinhos
1936-37   Benfica      Belenenses   Sporting     FC Porto
1935-36   Benfica      FC Porto     Sporting     Belenenses
1934-35   FC Porto     Sporting     Benfica      Belenenses

Resumo:

– Benfica – 36 vezes Campeão / 27 vezes 2º / 15 vezes 3º / 4 vezes 4º classificado
– FC Porto – 27 vezes Campeão / 26 vezes 2º / 13 vezes 3º / 11 vezes 4º classificado
– Sporting – 18 vezes Campeão / 21 vezes 2º / 27 vezes 3º / 12 vezes 4º classificado
– Belenenses – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 14 vezes 3º / 9 vezes 4º classificado
– Boavista – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 2 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
– V. Setúbal – 1 vez 2º / 3 vezes 3º / 2 vezes 4º classificado
– Sp. Braga – 1 vez 2º / 1 vez 3º / 12 vezes 4º classificado
– Académica – 1 vez 2º / 2 vezes 4º classificado
– V. Guimarães – 4 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
– Atlético – 2 vezes 3º / 1 vez 4º classificado
– CUF – 1 vez 3º / 2 vezes 4º classificado
– P. Ferreira – 1 vez 3º classificado
– Nacional – 2 vezes 4º classificado
– Estoril – 2 vezes 4º classificado
– Barreirense – 1 vez 4º classificado
– Olhanense – 1 vez 4º classificado
– Unidos Lisboa – 1 vez 4º classificado
– Carcavelinhos – 1 vez 4º classificado

21 Maio, 2017 at 10:41 pm Deixe um comentário

I Liga – 2016-17 – Classificação final

Equipa            J     V     E     D    GM   GS     P
Benfica          34    25     7     2    72 - 18    82
FC Porto         34    22    10     2    71 - 19    76
Sporting         34    21     7     6    68 - 36    70
V. Guimarães     34    18     8     8    50 - 39    62
Sp. Braga        34    15     9    10    51 - 36    54
Marítimo         34    13    11    10    34 - 32    50
Rio Ave          34    14     7    13    41 - 39    49
Feirense         34    14     6    14    31 - 45    48
Boavista         34    10    13    11    33 - 36    43
Estoril          34    10     8    16    36 - 42    38
Chaves           34     8    14    12    35 - 42    38
V. Setúbal       34    10     8    16    30 - 39    38
Paços Ferreira   34     8    12    14    32 - 45    36
Belenenses       34     9     9    16    27 - 45    36
Moreirense       34     8     9    17    33 - 48    33
Tondela          34     8     8    18    29 - 52    32
Arouca           34     9     5    20    33 - 57    32
Nacional         34     4     9    21    22 - 58    21

Campeão – Benfica – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – FC Porto – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
3º classificado – Sporting – “Play-off” de acesso à Fase Grupos Liga dos Campeões
4º classificado – V. Guimarães – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
5º classificado – Sp. Braga – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
6º classificado – Marítimo – 3ª eliminatória de acesso à Fase Grupos da Liga Europa

Vencedor da Taça – Benfica

Despromovidos – Arouca e Nacional
Promovidos – Portimonense e D. Aves

Melhores marcadores:
1. Bas Dost – Sporting – 34
2. Tiquinho – FC Porto – 19
3. André Silva – FC Porto e Konstantinos Mitroglou – Benfica – 16

21 Maio, 2017 at 10:40 pm Deixe um comentário

Portugal vence Festival Eurovisão da Canção – 2017

Eurovision 2017

Pela primeira vez na história, Portugal – com uma música de Luísa Sobral, interpretada pelo irmão, Salvador Sobral, “Amar pelos dois” – sagrou-se vencedor do Festival Eurovisão da Canção, disputado em Kiev, na Ucrânia, com um total de 758 pontos, à frente da Bulgária (615 pontos), tendo vencido o voto do júri (com pontuação máxima de 18 dos países), assim como no voto popular (“tele-voto”) dos 42 países concorrentes.

Portugal recebeu 12 pontos do júri dos seguintes 18 países: Arménia, Eslovénia, Espanha, França, Geórgia, Hungria, Islândia, Israel, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Polónia, R. Checa, Reino Unido, S. Marino, Sérvia, Suécia e Suíça. Atribuíram o 2.º posto a Portugal (10 pontos) os seguintes sete países: Alemanha, Bielorrússia, Dinamarca, Macedónia, Malta, Noruega e Ucrânia. Por seu lado, classificaram a canção portuguesa na 3.ª posição (8 pontos) os seguintes seis países: Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Chipre, Estónia e Finlândia. Três países (Austrália, Croácia e Moldávia) deram 7 pontos a Portugal. Albânia e Roménia atribuíram à música de Luísa e Salvador Sobral, 6 pontos. Por fim, a Grécia, Irlanda e Itália atribuíram 5 pontos a Portugal. Apenas a Bulgária e Montenegro não concederam qualquer voto a Portugal.

No que respeita ao “tele-voto” popular (dos 41 países que concorreram com a canção portuguesa), Portugal teve direito a mais 376 pontos (numa distribuição muito equitativa da pontuação nas duas vertentes), face a 337 da Bulgária – acrescendo à vantagem de 104 pontos decorrente do voto do júri, de que resulta a diferença total de 143 pontos favorável a Portugal, a segunda maior de sempre, entre os dois primeiros classificados, na história do Festival da Eurovisão (apenas superada pela Noruega, em 2009).

Portugal obteve 12 pontos do “tele-voto” do público dos seguintes doze países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Islândia, Israel, Lituânia, Noruega, Países Baixos e Suíça. Atribuíram o 2.º posto a Portugal (10 pontos) no “tele-voto” os seguintes oito países: Arménia, Croácia, Estónia, Irlanda, Letónia, Polónia, Suécia e Ucrânia. Por seu lado, classificaram a canção portuguesa na 3.ª posição (8 pontos) no voto popular os seguintes dez países: Azerbaijão, Albânia, Eslovénia, Geórgia, Grécia, Malta, Montenegro, R. Checa, Reino Unido e Sérvia. Oito países (Austrália, Bielorrússia, Bulgária, Chipre, Hungria, Macedónia, Roménia e S. Marino) deram 7 pontos a Portugal, no “tele-voto”. A Moldávia atribuiu à música portuguesa, 6 pontos. Por fim, a Dinamarca e a Itália atribuíram 5 pontos a Portugal.

Luisa e Salvador Sobral

Esta foi a 49.ª participação de Portugal no Festival, que, até agora, tinha como melhor resultado o 6.º lugar de Lúcia Moniz em 1996 (com “O meu coração não tem cor”).

Nas 62 edições do concurso, a Irlanda venceu por 7 vezes (1970, 1980, 1987, 1992, 1993, 1994 e 1996), seguindo-se a Suécia com 6 triunfos (1974, 1984, 1991, 1999, 2012 e 2015); França (1958, 1960, 1962, 1969 e 1977), Luxemburgo (1961, 1965, 1972, 1973 e 1983) e Reino Unido (1967, 1969, 1976, 1981 e 1997), 5 vitórias cada; Holanda (1957, 1959, 1969 e 1975), com 4; Israel (1978, 1979 e 1998), Noruega (1985, 1995 e 2009) e Dinamarca (1963, 2000 e 2013), 3 vezes cada; Espanha (1968 e 1969), Suíça (1956 e 1988), Itália (1964 e 1990), Alemanha (1982 e 2010), Áustria (1966 e 2014) e Ucrânia (2004 e 2016), duas vezes; Mónaco (1971), Bélgica (1986), Jugoslávia (1989), Estónia (2001), Letónia (2002), Turquia (2003), Grécia (2005), Finlândia (2006), Sérvia (2007), Rússia (2008), Azerbaijão (2011) e Portugal (2017), uma vitória.

13 Maio, 2017 at 11:57 pm Deixe um comentário

Benfica / FC Porto / Sporting – Títulos

SLB-FCP-SCP-Títulos7

13 Maio, 2017 at 9:06 pm Deixe um comentário

Benfica Tetra-Campeão!

Benfica

Benfica - Tetracampeão

Palmarés – Campeões:

Benfica (36) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16; 2016-17

FC Porto (27) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13

Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02

Belenenses (1) – 1945-46

Boavista (1) – 2000-01

13 Maio, 2017 at 8:04 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)

                                  2ª mão     1ª mão      Total
Lyon - Ajax                         3-1        1-4        4-5
Manchester United - Celta de Vigo   1-1        1-0        2-1

Ajax e Manchester United confirmaram o apuramento para a Final da Liga Europa, numa segunda mão em que – depois de tudo parecer estar decidido -, já próximo do termo dos desafios, o terceiro golo do Lyon e o tento do empate do Celta de Vigo deixaram tudo em suspenso para os derradeiros minutos, com holandeses e ingleses a ter de sofrer muito, enquanto franceses e espanhóis desperdiçaram ocasiões soberanas para inverter o rumo da eliminatória.

11 Maio, 2017 at 9:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2ª mão)

                                2ª mão      1ª mão       Total
At. Madrid - Real Madrid          2-1         0-3         2-4
Juventus - Monaco                 2-1         2-0         4-1

Real Madrid e Juventus garantiram o apuramento para a Final, fase que a equipa espanhola atinge pela terceira vez nas últimas quatro épocas, enquanto os italianos repetem a presença de há duas temporadas.

Nos jogos da 2.ª mão, a Juventus rapidamente confirmou a qualificação, com dois tentos, ampliando a vantagem já adquirida no Mónaco, não tendo os monegascos conseguido melhor que apontar o golo de honra.

Hoje, o Atlético Madrid, com dois golos de “rajada”, aos 12 e aos 16 minutos, ainda chegou a dar a sensação de poder discutir a eliminatória frente ao Real Madrid, mas tinha sempre, sobre si, qual “espada de Dâmocles”, a eventualidade de sofrer um golo que sentenciaria as suas esperanças, o que acabaria por vir a consumar-se, praticamente a concluir a primeira parte.

9 Maio, 2017 at 11:32 pm Deixe um comentário

09.05.1917 – 09.05.2017 – 100 anos da constituição da sociedade Manuel Mendes Godinho & Filhos

MMG&F

Pela mão do patriarca, Manuel Mendes Godinho, foi constituída, a 9 de Maio de 1917 – cumprem-se esta semana cem anos –, a sociedade em nome colectivo Manuel Mendes Godinho & Filhos, tendo por sócios os seus filhos, genros e noras, sedeada em Tomar, cujos fins e objecto eram a continuação da exploração comercial, industrial e agrícola dos estabelecimentos e das propriedades que constituíam o capital comum do sócio fundador e de sua esposa, que estaria na génese do maior grupo empresarial de Tomar e um dos principais em Portugal.

Nascido em Cem Soldos em 1849, Manuel Mendes Godinho daria, com 18 anos – há precisamente 150 anos – os primeiros passos na edificação do empreendimento que se viria a consubstanciar num verdadeiro império industrial (chegando a empregar, nos seus tempos áureos, mais de duas mil pessoas), tendo por capital um burro, iniciando-se nos negócios pela compra e venda de barro cozido, loiças e utensílios para guardar azeite e cereais.

Com notável lucidez, cedo compreendendo a importância da transformação dos cereais em farinha para produção de pão, montou de seguida um moinho, abrindo também uma casa comercial para venda de vinho, aguardente e azeite. Mas o seu primeiro grande “golpe de asa”, em 1888, seria a construção da estrada de Paialvo a Tomar, cujos proventos lhe proporcionariam desenvolver a actividade.

Já depois de ter assegurado a obra de canalização de água da fonte de Marmelais para a Fonte da Prata (1895), viria a realizar, a partir de 1908, grande investimento na aquisição, a João Torres Pinheiro, de todo o conjunto da Levada, em Tomar, compreendendo os lagares e moinhos, a moagem “A Nabantina” (inaugurada em 1883), para além do Açude dos Frades, da levada, e do direito ao uso da água.

Em 1909 deu início à construção da moagem “A Portuguesa” (inaugurada em 1912, manteria ininterrupta a sua laboração até 1999), no terreno do “Lagar d’El-Rei”, para, em 1910, adquirir o edifício e mecanismos da central eléctrica (inaugurada no final de 1900), assim como a concessão da distribuição de energia eléctrica à cidade de Tomar, que manteria até ao início dos anos 50.

Já nos anos 20, viria ainda a iniciar-se nos negócios bancários, numa primeira fase em associação com a Casa Espírito Santo Silva (que estaria na origem da criação do Banco Espírito Santo) e, de seguida, em nome próprio, por via da denominada “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”, na sequência da obtenção do respectivo alvará, em 1925.

Após o falecimento do fundador, em 1924, sucedeu-lhe o filho João Mendes Godinho, que consolidou os negócios, possibilitando superar a grave crise económica mundial de 1929.

Seria já sob a liderança de João Mendes Godinho Júnior, um empreendedor de larga visão estratégica, nascido no final do ano de 1913, neto de Manuel Mendes Godinho, que o “Grupo Mendes Godinho” viria a sofrer decisivo impulso na sua expansão, integrando, na década de 60 do século XX, três fábricas de cerâmica (Tomar – após a aquisição da Cerâmica Prista, em 1950 –, Portela e Palença/Almada), uma fábrica de rações para animais (Vale Florido – Rações Sol), uma fábrica de extração de óleos de bagaço de azeitona (Vale Florido) – sendo o bagaço utilizado como combustível nos fornos das cerâmicas –, duas fábricas de Platex (indústria de placas de fibra de madeira, em Tomar e Nazaré, inauguradas respectivamente em 1961 e em 1967, introduzindo este produto no mercado português), uma fábrica de extracção de óleo de girassol, uma fábrica de colas para construção (Guia, Leiria).

Entretanto, em 10 de Novembro de 1960, por imposição legal, dava-se uma reestruturação societária que viria a ter impacto determinante, com a cisão das actividades industriais do Grupo, transferidas para a nova sociedade então constituída, Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L., passando a Manuel Mendes Godinho & Filhos a centrar-se na actividade bancária (“Casa Bancária”), ao mesmo tempo que detinha participação maioritária na sociedade então constituída (inicialmente, de 90%, passando depois a 75%, sendo as restantes acções detidas pelos membros da família), e mantinha a propriedade de diversos imóveis, nomeadamente os utilizados na actividade da sua participada.

Na sequência da aquisição (em 1964) da cerâmica de Palença, na margem sul do Tejo, viria a ser lançado o ambicioso projecto da unidade industrial de extracção de soja, com silo e cais de embarque/desembarque em águas profundas – um complexo industrial e terminal portuário, possibilitando a acostagem de navios de grande porte, até 80.000 toneladas; a 26 de Outubro de 1973 era constituída a TAGOL – Companhia de Oleaginosas do Tejo, S.A.R.L., que, iniciando a sua laboração em Setembro de 1975, viria a ser a grande e última “jóia da coroa” do Grupo.

Logo após o 11 de Março de 1975 (por Decreto-Lei de 14 de Março), processava-se a nacionalização da banca em Portugal, arrastando a empresa Fábricas Mendes Godinho – por via da nacionalização da sua sociedade-mãe, a “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”, que nela participava em 75%, a qual, em 1976, seria incorporada por fusão no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, E.P. –, vindo a sociedade a ser ocupada em Julho de 1975, o que viria a gerar um longo período de indefinição e de paralisia a nível de decisões estratégicas, com o Grupo a ser tutelado pelo Banco Espírito Santo e pelo Estado, o que viria a ter graves e irreversíveis efeitos, decorrentes também de uma conjuntura adversa, caracterizada por elevadas taxas de juro, numa fase em que o endividamento cresceu exponencialmente.

A 18 de Maio de 1978, por escritura pública, nascia a “Associação Cultural e Desportiva Mendes Godinho”, que deixaria também marca vincada a nível cultural e desportivo em Tomar.

Após mais de dez anos de gestão pública – e depois de o B.E.S.C.L. ter entretanto procurado alienar a participação de 75% em Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L. na Bolsa de Lisboa, operação que viria a ser anulada pelo Primeiro-Ministro –, em paralelo com uma longa disputa judicial com o Banco e com o Estado, os sócios privados (da família Mendes Godinho) conseguiriam, a 10 de Maio de 1986, em Assembleia Geral, retomar a administração das empresas do Grupo.

Mas os danos provocados pelos anos de indefinição acabariam por determinar a inviabilidade da recuperação das sociedades, até que, em 1993, a falência das unidades industriais de Fábricas Mendes Godinho, S.A. e da sua subsidiária TAGOL levaria à intervenção judicial por parte do líder dos bancos credores (Banco Português do Atlântico).

Ficaria ainda por concretizar um outro grande projecto impulsionado por João Mendes Godinho Júnior nos seus últimos anos de vida, o da navegabilidade do Tejo, que previa a construção de barragens em Almourol e na foz do Alviela (próximo de Vale de Figueira, no município de Santarém) – e ainda, possivelmente, uma terceira, de pequena altura, em Muge –, de forte capacidade de produção de energia, a par de proporcionar a navegação fluvial de grande gabarito europeu (embarcações até cinco mil toneladas), por via de eclusas a construir, com extensão de cerca de 200 metros, largura de 12 metros e profundidade até cinco metros, que possibilitariam significativos ganhos em termos de economia no consumo de combustível, paralelamente a favoráveis implicações de ordem ambiental.

(Artigo publicado nos jornais: “O Templário”, de 11 de Maio de 2017; e “Cidade de Tomar, de 12 de Maio de 2017)

9 Maio, 2017 at 10:09 am Deixe um comentário

Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)

Ajax – Lyon – 4-1
Celta de Vigo – Manchester United – 0-1

Ao contrário da Liga dos Campeões, em que os latinos imperam, na Liga Europa parece desenhar-se uma final anglo-saxónica, entre Manchester United e Ajax.

4 Maio, 2017 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)

Real Madrid – At. Madrid – 3-0
Monaco – Juventus – 0-2

Com uma exibição soberba de um Cristiano Ronaldo em toda a sua pujança física, autor de um “hat-trick” (que soma aos cinco golos apontados nos 1/4 de final, ante o Bayern), o Real Madrid perfila-se para a sua terceira final nos últimos quatro anos, onde, muito provavelmente, terá por opositor a Juventus (finalista em 2015, então batida pelo Barcelona).

3 Maio, 2017 at 9:35 pm Deixe um comentário

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