O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 13.10.2016)
Temos campeonato! Ou como, num ápice, tudo pode mudar. De facto, na sequência dos resultados da 5.ª jornada da I Divisão Distrital, o desequilíbrio que aqui tinha assinalado parecer começar a manifestar-se, foi prontamente anulado, com um reagrupamento na frente da tabela, agora com os cinco primeiros classificados separados somente por dois pontos – sendo oito os clubes compreendidos num curto intervalo de apenas três pontos –, tendo passado a registar-se uma liderança partilhada, precisamente entre os dois principais candidatos ao título.
Destaques – O grande realce da última ronda vai para a vitória do Mação sobre o Coruchense, por 2-1, assim interrompendo a senda triunfal da formação de Coruche, que viu, também, pela primeira, as suas balizas violadas. Por curiosidade, nesta altura, União de Tomar e Coruchense registam as defesas menos batidas – tendo consentido somente dois golos, em ambos os casos, sofridos em Mação. Os maçaenses, que repartem agora o 4.º posto com os tomarenses, reafirmam portanto a sua candidatura aos lugares cimeiros, com a credencial de terem desfeiteado já dois oponentes do nível das turmas do Sorraia e do Nabão.
O principal beneficiado do desaire do grupo de Coruche foi o Riachense, que, prosseguindo a sua campanha segura, foi vencer a Ourém, face ao At. Ouriense, por tangencial 1-0, o necessário e suficiente para se alcandorar à posição de comandante (igualando em pontos o Coruchense).
Quem continua também a fazer sensação é o Samora Correia – agora o único clube ainda invicto! –, tendo conseguido forçar um nulo na deslocação a Tomar, numa partida com duas partes distintas: uma primeira metade em que ambos os conjuntos encaixaram um no outro, sem que se tivessem assinalado grandes ocasiões de perigo; na etapa complementar, veio ao de cima a maior pujança unionista, que remeteu o adversário para a sua zona defensiva, acabando contudo o União por ser penalizado pelas dificuldades que vem denotando a nível de concretização, com tradução no facto de apenas ter apontado seis tentos em cinco jornadas. Deste modo, os samorenses continuam a pontificar na frente da pauta classificativa, pese embora tenham baixado uma posição, para o 3.º lugar.
Surpresa – Não terá sido um resultado de todo inesperado – recorde-se que o Pego derrotara já uma equipa com o potencial do Fazendense (para além de ter ido vencer também a Ourém) –, mas talvez não se esperasse a “facilidade” com que os pegachos se desembaraçaram do Cartaxo, ganhando por 4-2, frente a uma formação cartaxense, por agora, muito aquém do desempenho da época passada, ocupando aliás posição de risco na classificação, com um modesto 11.º lugar.
Confirmações – Para além do categórico triunfo do Fazendense sobre o Benavente (4-1), que coloca a formação das Fazendas também na compita pelos lugares de topo da tabela – enquanto, ao invés, os benaventenses somaram preocupante quinto desaire sucessivo – também o Amiense confirmou o poderio que usualmente revela nos jogos disputados no seu terreno, derrotando o U. Almeirim (3-1), com os almeirinenses igualmente com um arranque difícil, bastante abaixo das expectativas (apenas cinco pontos averbados, que lhe conferem um discreto 10.º lugar).
Por fim, confirmam-se também as dificuldades que o grupo de Torres Novas vem evidenciando, sofrendo mais uma derrota (a quarta em cinco jogos, a que se soma a registada na Taça do Ribatejo), perdendo na Ribeira de Santarém, ante os Empregados do Comércio, igualmente por 3-1. Os torrejanos mantêm assim a penúltima posição, somente com um único ponto.
II Divisão Distrital – Teve início o campeonato distrital da II Divisão, com um total de 18 clubes concorrentes, repartidos em duas séries. Na ronda inaugural, na Série A, destaque para os categóricos triunfos do Caxarias (4-1) na recepção ao estreante Aldeiense, e do Ferreira do Zêzere no Tramagal (3-0). Na Série B, realce para as vitórias do Benfica do Ribatejo sobre o Barrosense (3-1) e do U. Santarém frente ao Moçarriense (3-2).
Campeonato de Portugal – O Fátima voltou aos resultados positivos, ganhando por 1-0 ao U. Leiria (tento apontado mesmo ao “cair do pano”), o que lhe permite (com quatro triunfos obtidos em cinco encontros disputados), ainda com um jogo a menos, voltar a subir ao 3.º lugar, a quatro pontos do líder, Sertanense. Por seu lado, o Alcanenense não foi além do nulo na recepção ao Vilafranquense, posicionando-se a meio da tabela, com quatro pontos de margem em relação à “linha de água”, após a disputa do primeiro terço desta fase inicial do campeonato.
Antevisão – Na próxima jornada do Distrital da I Divisão, as atenções estarão focadas, em especial, no Riachense-Fazendense e no Cartaxo-União de Tomar, desafios nos quais, em ambos os casos, não deverá certamente repetir-se o desequilíbrio verificado na temporada transacta, então com duas goleadas dos grupos visitados (curiosamente por igual marca, de 6-1).
O outro líder, Coruchense, apresenta-se como natural favorito na recepção ao Pego. Uma menção final ainda ao Torres Novas-Amiense, um encontro já a revestir-se de contornos determinantes para o futuro dos torrejanos na prova, a necessitar urgentemente de pontuar para inverter a negativa tendência de arranque.
Na II Divisão Distrital, o Ferreira do Zêzere terá a visita do U. Atalaiense, enquanto, a Sul, o Glória do Ribatejo (que folgou na ronda inicial) se estreia recebendo o U. Santarém.
O Campeonato de Portugal volta a sofrer breve pausa, para disputa da eliminatória correspondente aos 1/32 de final da Taça de Portugal, na qual participam já os clubes da I Liga. Precisamente, o Alcanenense defronta o Feirense, clube a militar no principal escalão, onde vem marcando prestação positiva, enquanto, por seu lado, o Fátima é visitado pelo destacado “lanterna vermelha” da II Liga, Olhanense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Outubro de 2016)
Prémio Nobel da Literatura – 2016
O prémio Nobel da Literatura 2016 foi hoje atribuído a Bob Dylan (EUA), por “ter criado novas expressões poéticas no seio da grande tradição da música americana”.
I. Faroé – Portugal (Mundial 2018 – Qualif.)
I. Faroé – Gunnar Nielsen, Viljormur Davidsen, Atli Gregersen (72m – Johan Davidsen), Sonni Nattestad, Hallur Hansson, Frodi Benjaminsen, Brandur Hendriksson (80m – Kaj Bartalsstovu), Gilli Sorensen (66m – René Joensen), Solvi Vatnhamar, Joan Edmundsson e Bárður Hansen
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, José Fonte, Antunes, William Carvalho, Ricardo Quaresma (68m – Gelson Martins), André Gomes, João Mário (81m – João Moutinho), Cristiano Ronaldo e André Silva (80m – Éder)
0-1 – André Silva – 12m
0-2 – André Silva – 22m
0-3 – André Silva – 37m
0-4 – Cristiano Ronaldo – 65m
0-5 – João Moutinho – 90m
0-6 – João Cancelo – 90m
Cartões amarelos – Atli Gregersen (59m); José Fonte (38m) e Pepe (60m)
Árbitro – Gediminas Mazeika (Lituânia)
Uma vez mais – tal como sucedera há apenas três dias – o adversário não era de “top”.
Não obstante, consciente das dificuldades que lhe poderiam ser colocadas por uma selecção extremamente motivada, por defrontar o Campeão Europeu, por vir de uma extraordinária vitória na Letónia, por jogar no seu ambiente, num piso de relvado sintético, a selecção portuguesa encarou este desafio com todo o profissionalismo e responsabilidade, levando muito a sério, de forma empenhada, a sua actuação.
Que, cedo se começou a materializar em golos, novamente por intermédio da jovem esperança André Silva, que, desta feita, não se ficaria por aqui, alcançando um brihante “hat-trick” em pouco mais de meia hora de jogo.
Com o triunfo assim consolidado, a equipa portuguesa manteve, durante todo o tempo do encontro, um bom nível de intensidade de jogo, a ritmo regular, que lhe permitiram ir somando golos, os dois últimos obtidos já em período de compensação, numa fase em que os jogadores da equipa da casa não dispunham já de reservas físicas (nem psicológicas)…
Acima de tudo, de enaltecer a concentração, o foco neste jogo, a tornar fácil o que, eventualmente, se poderia ter revestido de alguma dificuldade, caso a abordagem adoptada tivesse sido outra, de menor aplicação.
Um balanço excelente desta dupla jornada, com duas vitórias e um “score” global de 12-0. Os golos que terão ficado por marcar frente a Andorra foram de alguma forma compensados por esta excepcional goleada alcançada “fora de portas” (a segunda maior do historial português a nível oficial, apenas superada pelos 7-0 averbados no Liechtenstein em 1995, a par dos 7-1 registados em Andorra em 2001).
Surpreendente foi a margem tangencial com que a Suíça venceu em Andorra, enquanto a selecção da Letónia confirma estar a atravessar uma fase negativa, tendo sofrido novo desaire caseiro, agora ante a Hungria.
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Suíça 3 3 - - 7 - 3 9 2º Portugal 3 2 - 1 12 - 2 6 3º Hungria 3 1 1 1 4 - 3 4 4º I. Faroé 3 1 1 1 2 - 6 4 5º Letónia 3 1 - 2 1 - 4 3 6º Andorra 3 - - 3 1 - 9 -
3ª jornada
10.10.2016 – Andorra – Suíça – 1-2
10.10.2016 – I. Faroé – Portugal – 0-6
10.10.2016 – Letónia – Hungria – 0-2
Prémio Nobel da Economia – 2016
O prémio Nobel da Economia 2016 foi hoje atribuído a Oliver Hart (Reino Unido) e a Bengt Holmström (Finlândia), pelos “seus contributos para a teoria dos contratos”.
O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 06.10.2016)
Após a quarta ronda do Distrital da I Divisão, começa a criar-se já um relativamente importante fosso pontual entre o líder (Coruchense, com o pleno de doze pontos) e o trio que partilha agora a 6.ª posição (que regista seis pontos, ou seja apenas metade da pontuação averbada pelo guia). Ou, dito de outra forma, se isolarmos também o 5.º classificado (Mação, com sete pontos), apenas o quarteto da frente se mantém agora concentrado num intervalo de três pontos.
Nesse lote de quatro clubes, para além das expectáveis presenças de União de Tomar e Riachense, o realce vai para o excelente arranque de campeonato do Samora Correia – a par do comandante, a única formação ainda invicta –, com o valor acrescentado de, nas duas deslocações que realizou, ter ido vencer ao terreno de ambos os clubes do município torrejano (depois do Riachense, também o Torres Novas, e curiosamente pela mesma marca).
Destaques – O principal destaque da jornada vai para a vitória – quarta consecutiva, em outros tantos jogos disputados – do Coruchense, na recepção ao Fazendense, pese embora por tangencial 1-0, a atestar as dificuldades que a turma de Fazendas de Almeirim terá colocado ao seu cotado oponente. Ainda assim, a proporcionar ao grupo do Sorraia “arredondar” a sua conta: totaliza agora 12 pontos e 12 golos marcados, subsistindo as suas balizas invioladas.
A merecer realce também a vitória “fora de portas” do At. Ouriense, em Benavente (com um empolgante marcador de 3-4), num desafio em que se enfrentavam os dois últimos classificados. Com este resultado, os oureenses poderão “respirar” um pouco melhor, enquanto o conjunto da casa se começa a “afundar” em posição de risco (não obstante registe atraso de somente três pontos face à “linha de água”, agora traçada precisamente por At. Ouriense e “Caixeiros”).
Por fim, é de sublinhar o importante o triunfo alcançado pelo União de Tomar no Pego, também mercê de um solitário tento. Uma vez mais os unionistas voltaram a ter entrada muito forte, pressionando o adversário, criando sucessivos lances de ataque, mas continuando a ser bastantes perdulários, demorando, desta feita, a obtenção do golo.
Aliás, com o Pego – beneficiando da maior adaptação ao piso de terra batida (único em campos de clubes da I Divisão Distrital, nesta temporada) –, gradualmente, à medida que o tempo ia decorrendo, a ir adquirindo maior confiança, começando a procurar ameaçar em lances de contra ataque, em que podia inclusivamente ter também marcado. De qualquer forma, num balanço global dos noventa minutos, a prestação de alto nível a que o guardião pegacho se viu forçado traduz a justiça do desfecho da partida, que proporciona aos tomarenses reduzirem a concorrência a nível do 3.º lugar da tabela, que repartem agora, apenas, com o Riachense.
Surpresa – O resultado porventura mais surpreendente da jornada foi o que se registou em Torres Novas, com uma irreconhecível equipa torrejana – que soma, até agora, um único ponto, tendo perdido já por três vezes – a ser desfeiteada (1-2) pelo Samora Correia, recém-promovido da II Divisão Distrital, mas a denotar credenciais para se posicionar na metade cimeira da pauta classificativa, com a tal particularidade de ter já, anteriormente, batido igualmente os riachenses.
Confirmações – A formação de Riachos confirmou o seu favoritismo, recebendo o Amiense, ganhando, porventura com mais dificuldade que esperado, curiosamente pela mesma marca do Coruchense (1-0), mantendo a recuperação do tal “passo em falso” ante os samorenses.
Também o U. Almeirim venceu o seu encontro, em que recebeu a visita dos Empregados do Comércio, também por tangencial desfecho de 2-1, num jogo que se esperaria talvez algo mais desequilibrado.
A manter uma boa cadência, de resultados positivos, segue igualmente o Mação, impondo o nulo no marcador, na sempre difícil deslocação ao Cartaxo. Um desfecho que possibilita aos maçaenses, tradicionalmente de grande regularidade, ocupar o 5.º lugar, enquanto os cartaxenses, com actuação mais discreta, se quedam para já por modesta 10.ª posição.
Campeonato de Portugal – Depois de três vitórias nos três encontros que disputara até então, não deixa de surpreender a expressão do desaire do Fátima face ao Carapinheirense, goleado por pesada marca de 0-4, tendo baixado assim ao 4.º lugar (mas ainda com um jogo em atraso, que, em caso de vitória, poderá ainda alcandorar os fatimenses até ao 2.º posto). Mais expectável terá sido a derrota do Alcanenense em Torres Vedras, ante o 2.º classificado, Torreense, pela margem mínima, de 1-2. Todavia, a turma de Alcanena (agora isolada na 5.ª posição) terá de manter-se alerta, dado que, tendo somado apenas duas vitórias em cinco jornadas, tem somente uma curta folga de três pontos sobe a “linha de água”.
Antevisão – Na próxima ronda do Distrital da I Divisão, o “jogo grande” será o que opõe, em Tomar, os actuais 2.º e 3.º classificados, com o União a receber o Samora Correia, num teste importante às suas capacidades. Merecem igualmente atenção o Mação-Coruchense (ocasião pare recordar que, na época pretérita, os maçaenses impuseram ao Fátima um dos dois únicos empates que o Campeão viria a registar em toda a prova), assim como o At. Ouriense-Riachense, que colocará também à prova o grupo dos Riachos. Na Ribeira de Santarém, estarão em confronto directo dois clubes actualmente a passar por algumas “aflições”, com os Empregados do Comércio a receberem o Torres Novas.
Antes disso, foi agendada para meio da semana, no feriado de 5 de Outubro, a disputa da 1.ª jornada da fase de grupos da Taça do Ribatejo, em que se destacavam especialmente os confrontos Samora Correia-Coruchense (os dois primeiros do campeonato) e Riachense-Torres Novas, com o União de Tomar num fraternal encontro com o vizinho clube de Caxarias.
Na 6.ª ronda do Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o U. Leiria (com prestação aquém das expectativas), enquanto o Alcanenense actua também em casa, ante o Vilafranquense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Outubro de 2016)
Portugal – Andorra (Mundial 2018 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, José Fonte, Pepe (72m – Gelson Martins), Raphaël Guerreiro (52m – Antunes), Ricardo Quaresma, André Gomes (66m – João Mário), João Moutinho, Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e André Silva
Andorra – Josep Antoni Gomes, Jordi Rubio, Ildefons Lima, Marc Vales, Max-Adrio Llovera, Marc García (49m – Moisès San Nicolas), Victor Rodríguez, Marcio Vieira, Marc Rebés, Cristian Martínez (76m – Victor Hugo Moreira) e Jordi Aláez (73m – Marc Pujol)
1-0 – Cristiano Ronaldo – 2m
2-0 – Cristiano Ronaldo – 4m
3-0 – João Cancelo – 44m
4-0 – Cristiano Ronaldo – 47m
5-0 – Cristiano Ronaldo – 68m
6-0 – André Silva – 86m
Cartões amarelos – Pepe (35m); Victor Rodríguez (28m), Jordi Rubio (53m) e Ildefons Lima (85m)
Cartões vermelhos – Jordi Rubio (62m) e Marc Rebés (71m)
Árbitro – Oliver Drachta (Áustria)
No regresso a casa após a magnífica conquista do título, em França, no mês de Julho, os Campeões Europeus em título recebiam – numa partida em que os “extremos se tocam” – a historicamente mais fraca das selecções de futebol da Europa, Andorra (203.º lugar no ranking da FIFA, apenas à frente, a nível de selecções europeias, da novel selecção de Gibraltar, que não regista ainda qualquer ponto em tal ranking).
Um jogo que, necessariamente, se adivinhava fácil, mais fácil se tornaria quando o também regressado Cristiano Ronaldo – após a lesão sofrida na Final do “EURO 2016” -, em menos de três minutos e meio, marcou dois golos (um “record” mundial em jogos de qualificação para Campeonatos do Mundo)!
Antecipada que era já a certeza da goleada, faltaria apenas estabelecer a sua expressão, por via do número de golos que a equipa portuguesa conseguisse vir a concretizar.
Contudo, perante uma aguerrida (e algo agressiva) selecção andorrana, o conjunto português, embora nunca deixasse de porfiar, assumindo todas as iniciativas de ataque, com um avassalador domínio em termos de posse de bola, viria, algo compreensivelmente – há já outro desafio, mais exigente, para disputar, logo daqui a apenas três dias – a baixar o ritmo, apenas chegando ao terceiro tento mesmo a findar o primeiro tempo.
Na abertura da segunda metade, como que a “papel químico” da primeira parte, logo no segundo minuto, Cristiano Ronaldo faria o seu terceiro golo, vindo ainda a alcançar o “poker” a meio do segundo tempo.
Nos derradeiros vinte minutos da partida, com a selecção de Andorra entretanto já reduzida a apenas nove elementos, por via de duas expulsões, uma delas, por vermelho directo, na sequência de uma entrada dura sobre Cristiano Ronaldo, que o faria recuar no terreno, Portugal apenas obteria mais um golo, com André Silva – que tanto procurara tal desiderato – a conseguir enfim estrear-se a marcar.
Pelo meio sobrou ainda muito espaço para algumas espectaculares intervenções do guardião de Andorra, a cotar-se como o melhor elemento da sua equipa, a impedir que o marcador tivesse atingido expressão bem mais elevada que o 6-0 final (foram seis, mas poderiam muito bem ter sido dez… ou doze!).
Em síntese, um resultado que se afigura algo escasso face a tão esmagador domínio da equipa portuguesa. Veremos, nas contas finais, se não virão a fazer falta alguns dos golos que esta noite não foram concretizados.
Até porque, noutro encontro de grande relevância para a classificação deste Grupo, a Suíça acabou por ter a felicidade de, após se ter colocado por duas vezes em vantagem na Hungria, tendo contudo permitido aos visitados restabelecer a igualdade, chegar ao golo do triunfo (3-2) já em período de compensação, o que, por agora, lhe confere uma importante vantagem na disputa pelo 1.º lugar.
Segue-se, para Portugal, uma complicada deslocação até às Ilhas Faroé, que, precisamente, provocaram nesta ronda uma enorme surpresa, tendo ido vencer à Letónia.
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Suíça 2 2 - - 5 - 2 6 2º I. Faroé 2 1 1 - 2 - 0 4 3º Portugal 2 1 - 1 6 - 2 3 4º Letónia 2 1 - 1 1 - 2 3 5º Hungria 2 - 1 1 2 - 3 1 6º Andorra 2 - - 2 0 - 7 -
2ª jornada
07.10.2016 – Hungria – Suíça – 2-3
07.10.2016 – Letónia – I. Faroé – 0-2
07.10.2016 – Portugal – Andorra – 6-0
Prémio Nobel da Paz – 2016
O prémio Nobel da Paz 2016 foi hoje atribuído a Juan Manuel Santos, Presidente da Colômbia, pelos seus esforços determinados para colocar termo a uma guerra civil de mais de 50 anos no país.
“Security Council Backs António Guterres to Be Next U.N. Secretary General”

UNITED NATIONS — The United Nations Security Council reached a surprisingly swift consensus Wednesday on its choice for the next secretary general of the United Nations: António Guterres, a former prime minister of Portugal.
Mr. Guterres, who ran the United Nations refugee agency for 10 years, had been the clear front-runner, and was apparently the unanimous choice of the otherwise deeply divided Security Council.
“We have a clear favorite and his name is António Guterres,” said Vitaly I. Churkin, the Russian ambassador to the United Nations who is presiding over the Security Council this month.
Mr. Churkin made the announcement outside the Council chamber Wednesday, flanked by his American counterpart, Samantha Power, and the other ambassadors representing the 15 countries on the Council.
Mr. Guterres, who will face a formal Council vote on Thursday morning, will have his name submitted to the 193-member General Assembly for approval. If elected, he will succeed the current secretary general, Ban Ki-moon, whose second five-year term expires at the end of this year. He would preside over the United Nations at a time when it has faltered in carrying out its chief mandate — to stop the scourge of war — and confronts an ever-widening rift between Russia and the West.





