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JOGOS OLÍMPICOS – 2004 – ATENAS (I)
Chegaram ao termo os Jogos da XVIII Olimpíada, realizados entre os dias 11 e 29 de Agosto, em cinco cidades gregas: Atenas, Salónica, Heraklion, Patras e Volos.
Até final da semana, aqui ficará um balanço desta edição dos Jogos Olímpicos, com os seus principais campeões, assim como uma breve análise ao comportamento de alguns dos participantes portugueses.
E, começando pelo mais negativo, sobre a desastrada presença da selecção portuguesa de futebol neste Torneio Olímpico, é importante reter que não se trata de “uma campanha para esquecer”, mas antes de “uma campanha para relembrar… e não repetir!”.
Tal como no EURO2004, Portugal termina os Jogos Olímpicos como segunda melhor equipa da Europa (apenas atrás da Itália… e, desta vez, “à frente” da Grécia!); porém, sem qualquer glória e com muito pouca honra (entre os 16 participantes, Portugal, Grécia e Sérvia terminariam nos três últimos lugares da prova!).
Não deixa de ser irónico que o Paraguai, a quem Portugal bateu clamorosamente na semana anterior aos Jogos Olímpicos (por rotundos 5-0) tenha atingido a Final da competição, sagrando-se Vice-Campeão Olímpico! Portugal desperdiçou claramente esta medalha…
Em termos mais gerais, os fracos resultados das selecções europeias não deveriam deixar de constituir base de reflexão por parte da FIFA e da UEFA, nomeadamente sobre a forma de disputa da prova (equipas “sub-23” anos), uma vez que a mesma acabaria por resultar em (muito) fracas assistências (sobretudo justificadas pela reduzida mobilização de espectadores dos países participantes, o que automaticamente retira parte do “colorido à festa”).
Dado encontrar-me em viagem de Atenas para Creta, não tive oportunidade de acompanhar a estreia da equipa portuguesa, contra o Iraque.
De qualquer forma, parece evidente que a selecção portuguesa, com os “pergaminhos” que tem a defender (uma equipa que, para atingir os Jogos Olímpicos, teve de afastar, sucessivamente, grandes potências como a Inglaterra, França e Alemanha – sempre com vitórias no terreno do adversário!) e com o grau de profissionalismo que a caracteriza (com jogadores das melhores equipas da Europa, como o Manchester United, Chelsea, Stuttgart, para além de FC Porto, Sporting e Benfica) “não pode” sofrer 4 (!) golos de uma desconhecida e “amadora” selecção do Iraque…
E as coisas até tinham começado bem, com o golo logo nos primeiros 15 minutos, marcado pelo adversário na própria baliza. Mas foi “sol de pouca dura”: rapidamente os iraquianos “deram a volta ao resultado”.
Tendo alcançado o empate a 2 golos ainda antes do intervalo, é dificil compreender o “descalabro” da segunda parte; entrando já avisada que as coisas não iriam ser fáceis, a equipa portuguesa não soube ter a necessária serenidade para impor o seu melhor futebol, acabando por “entregar-se” com a expulsão de Boa Morte.
Embora nada estivesse ainda perdido, o resultado final de 2-4 não augurava nada de bom…
Há 1 ano no Memória Virtual – Os blogues na vida académica
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JOGOS OLÍMPICOS – 2004 – ATENAS

A Grécia foi o berço das Olimpíadas originais da antiguidade, tendo celebrado também os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896.
108 anos depois, os Jogos Olímpicos “regressam a casa”, com a realização dos Jogos da XVIII Olimpíada, depois de Atenas ter conseguido suplantar as candidaturas de Buenos Aires, Cape Town, Roma e Estocolmo.
Ao longo de 16 dias (entre 13 e 29 de Agosto – efectivamente, com o torneio de Futebol a ter início hoje), em 28 modalidades desportivas, serão disputadas 301 provas, com mais de 10 500 atletas, representando 201 Comités Olímpicos Nacionais.
Portugal participará com uma delegação de cerca de 80 atletas, a terceira maior de sempre.
E, à partida, embora seja necessário ter os “pés assentes na terra” quanto às hipóteses de medalhas, espera-se uma participação com um nível qualitativo elevado, com expectativas de boas classificações no Futebol (em teoria, apenas Itália e Argentina terão um potencial à altura da equipa portuguesa), Judo (Nuno Delgado e João Pina), Vela (Álvaro Marinho, Miguel Nunes, João Rodrigues, Gustavo Lima, Diogo Cayola e Nuno Barreto), Hipismo (Carlos Grave), Ginástica (Trampolim, por intermédio do “tomarense” Nuno Merino), Heptatlo (Naide Gomes), Tiro (João Costa) e Triatlo (Vanessa Fernandes).
No Atletismo, as “principais figuras” poderão ser (para além de Naide Gomes), Alberto Chaíça, Ana Dias e Helena Sampaio (Maratona), Rui Silva (1 500m), Susana Feitor (20 km marcha), Francis Obikwelu (100m e 200m) e Fernanda Ribeiro (10 000m).
Uma surpresa poderá vir ainda do Voleibol de praia (João Brenha e Miguel Maia, 4º classificados nas 2 anteriores Olimpíadas) e do Ciclismo (com Nuno Ribeiro, Sérgio Paulinho e Gonçalo Amorim procurando apoiar Cândido Barbosa). Boa sorte a todos!
P. S. Ao longo das últimas semanas, aqui fui apresentando breves resumos dos principais factos relativos a cada edição dos Jogos Olímpicos, principalmente com base na página http://www.olympic.org/uk/games/index_uk.asp (de onde provêm igualmente as imagens dos posters relativos a cada Olimpíada).
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TORNEIO OLÍMPICO FUTEBOL
GRUPO A
11.08.04 – Mali – México
11.08.04 – Grécia – Coreia do Sul
14.08.04 – Grécia – Mali
14.08.04 – Coreia do Sul – México
17.08.04 – Grécia – México
17.08.04 – Coreia do Sul – Mali
GRUPO B
12.08.04 – Ghana – Itália
12.08.04 – Paraguai – Japão
15.08.04 – Japão – Itália
15.08.04 – Paraguai – Ghana
18.08.04 – Japão – Ghana
18.08.04 – Paraguai – Itália
GRUPO C
11.08.04 – Argentina – Sérvia e Montenegro
11.08.04 – Tunísia – Austrália
14.08.04 – Argentina – Tunísia
14.08.04 – Sérvia e Montenegro – Austrália
17.08.04 – Sérvia e Montenegro – Tunísia
17.08.04 – Argentina – Austrália
GRUPO D
12.08.04 – Iraque – Portugal
12.08.04 – Costa Rica – Marrocos
15.08.04 – Marrocos – Portugal
15.08.04 – Costa Rica – Iraque
18.08.04 – Marrocos – Iraque
18.08.04 – Costa Rica – Portugal
Acompanhe a evolução do Torneio Olímpico de Futebol, dia a dia, aqui!
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JOGOS OLÍMPICOS – FUTEBOL
1908 – (1º) Grã-Bretanha – (2º) Dinamarca – 2-0 / (3º) Holanda – (4º)Suécia – 2-0
1912 – (1º) Grã-Bretanha – (2º) Dinamarca – 4-2 / (3º) Holanda – (4º) Finlândia – 9-0
1920 – (1º) Bélgica – (*) Checoslováquia – 2-0 / (2º) Espanha – (3º) Holanda – 3-1
1924 – (1º) Uruguai – (2º) Suíça – 3-0 / (3º) Suécia – (4º) Holanda – 1-1 e 3-1
1928 – (1º) Uruguai – (2º) Argentina – 1-1 e 2-1 / (3º) Itália – (4º) Egipto – 11-3
1936 – (1º) Itália – (2º) Áustria – 2-1 / (3º) Noruega – (4º) Polónia -3-2
1948 – (1º) Suécia – (2º) Jugoslávia – 3-1 / (3º) Dinamarca – (4º) Grã-Bretanha – 5-3
1952 – (1º) Hungria – (2º) Jugoslávia – 2-0 / (3º) Suécia – (4º) RFA – 2-0
1956 – (1º) URSS – (2º) Jugoslávia – 1-0 / (3º) Bulgária – (4º) Índia – 3-0
1960 – (1º) Jugoslávia – (2º) Dinamarca – 3-1 / (3º) Hungria – (4º) Itália – 2-1
1964 – (1º) Hungria – (2º) Checoslováquia – 2-1 / (3º) RFA – (4º) Egipto – 3-1
1968 – (1º) Hungria – (2º) Bulgária – 4-1 / (3º) Japão – (4º) México – 2-0
1972 – (1º) Polónia – (2º) Hungria – 2-1 / (3º) URSS – (3º) RDA – 2-2
1976 – (1º) RDA – (2º) Polónia – 3-1 / (3º) URSS – (4º) Brasil – 2-0
1980 – (1º) Checoslováquia – (2º) RDA – 1-0 / (3º) URSS – (4º) Jugoslávia – 2-0
1984 – (1º) França – (2º) Brasil – 2-0 / (3º) Jugoslávia – (4º) Itália – 2-1
1988 – (1º) URSS – (2º) Brasil – 2-1 / (3º) RFA – (4º) Itália – 3-0
1992 – (1º) Espanha – (2º) Polónia – 3-2 / (3º) Ghana – (4º) Austrália – 1-0
1996 – (1º) Nigéria – (2º) Argentina – 3-2 / (3º) Brasil – (4º) Portugal – 5-0
2000 – (1º) Camarões – (2º) Espanha – 2-2 (5-3 g.p.) / (3º) Chile – (4º) EUA – 2-0
(*) Checoslováquia desclassificada por abandono do campo
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CAMPEÕES / RECORDISTAS OLÍMPICOS – ATLETISMO (M)
100 m – Maurice Green – EUA / Donovan Bailey – Canadá – 9.84 (1996)
200 m – Konstantinos Kenteris – Grécia / Michael Johnson – EUA – 19.32 (1996)
400 m – Michael Johnson – EUA / Michael Johnson – EUA – 43.49 (1996)
800 m – Nils Schumann – Alemanha / Vebjørn Rodal – Noruega – 1.42.58 (1996)
1 500 m – Noah Ngeny – Quénia / Noah Ngeny – Quénia – 3.32.07 (2000)
5 000 m – Millon Wolde – Etiópia / Saïd Aouita – Marrocos – 13.05.59 (1984)
10 000 m – Haile Gebrselassie – Etiópia / Haile Gebrselassie – Etiópia – 27.07.34 (1996)
Maratona – Gezahng Abera – Etiópia / Carlos Lopes – Portugal – 2:09:21 (1984)
110 m barreiras – Anier Garcia – Cuba / Allen Johnson – EUA – 12.95 (1996)
400 m barreiras – Angelo Taylor – EUA / Kevin Young – EUA – 46.78 (1992)
3 000 m obstáculos – Reuben Kosgei – Quénia / Julius Kariuki – Quénia – 8.05.51 (1988)
Estafeta 4 x 100 m – EUA / EUA – 37.40 (1992)
Estafeta 4 x 400 m – EUA / EUA – 2.55.74 (1992)
20 Km marcha – Robert Korzeniowski – Polónia / Robert Korzeniowski – Polónia – 01:18:59 (2000)
50 km marcha – Robert Korzeniowski – Polónia / Vyacheslav Ivanenko – URSS – 03:38:29 (1988)
Salto em altura – Sergey Kliugin – Rússia / Charles Austin – EUA – 2,39 (1996)
Salto em comprimento – Ivan Pedroso – Cuba / Bob Beamon – EUA – 8,90 (1968)
Salto à vara – Nick Hysong – EUA / J. Galfione – França; I. Trandenkov – Rússia; A. Tivontchik – Alemanha – 5,92 (1996)
Triplo-salto – Jonathan Edwards – Grã-Bretanha / Kenny Harrison – EUA – 18,09 (1996)
Lançamento do peso – Arsi Harju – Finlândia / Ulf Timmermann – RDA – 22,47 (1988)
Lançamento do disco – Virgilijus Alekna – Lituânia / Lars Riedel – Alemanha – 69,40 (1996)
Lançamento do martelo – Szymon Ziolkowski – Polónia / Sergey Litvinov – URSS – 84,80 (1988)
Lançamento do dardo – Jan Zelezny – R. Checa / Jan Zelezny – R. Checa – 90,17 (2000)
Decatlo – Erki Nool – Estónia / Daley Thompson – Grã-Bretanha – 8 847 p. (1984)
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CAMPEÕES / RECORDISTAS OLÍMPICOS – ATLETISMO (F)
100 m – Marion Jones – EUA / Florence Griffith Joyner – EUA – 10.62 (1988)
200 m – Marion Jones – EUA / Florence Griffith Joyner – EUA – 21.34 (1988)
400 m – Cathy Freeman – Austrália / Marie José Perec – França – 48.25 (1996)
800 m – Maria Lurdes Mutola – Moçambique / Nadezhda Olizarenko – URSS – 1.53.43 (1980)
1 500 m – Nouria Merah-Benida – Argélia / Paula Ivan – Roménia – 3.53.96 (1988)
5 000 m – Gabriela Szabo – Roménia / Gabriela Szabo – Roménia – 14.40.79 (2000)
10 000 m – Derartu Tulu – Etiópia / Derartu Tulu – Etiópia – 30.17.49 (2000)
Maratona – Naoko Takahashi – Japão / Naoko Takahashi – Japão – 2:23:14 (2000)
100 m barreiras – Olga Shishigina – Cazaquistão / Yordanka Donkova – Bulgária – 12.38 (1988)
400 m barreiras – Irina Privalova – Rússia / Deon Hemmings – Jamaica – 52.82 (1996)
Estafeta 4 x 100 m – Bahamas / RDA – 41.60 (1980)
Estafeta 4 x 400m – EUA / URSS – 3.15.17 (1988)
20 km marcha – Liping Wang – China / Liping Wang – China – 01:29:05 (2000)
Salto em altura – Yelena Yelesina – Rússia / Stefka Kostadinova – Bulgária – 2,05 (1996)
Salto em comprimento – Heike Dreschsler – Alemanha / Jackie Joyner-Kersee – EUA – 7,40 (1988)
Salto à vara – Stacy Dragila – EUA / Stacy Dragila – EUA – 4,60 (2000)
Triplo-salto – Tereza Marinova – Bulgária / Inessa Kravets – Ucrânia – 15,33 (1996)
Lançamento do peso – Yanina Karolchik – Bielorrussia / Ilona Slupianek – RDA – 22,41 (1980)
Lançamento do disco – Ellina Zvereva – Bielorrussia / Martina Hellmann – RDA – 72,30 (1988)
Lançamento do martelo – Kamila Skolimowska – Polónia / Kamila Skolimowska – Polónia – 71,16 (2000)
Lançamento do dardo – Trine Hattestad – Noruega / Trine Hattestad – Noruega – 68,91 (2000)
Heptatlo – Denise Lewis – EUA / Jackie Joyner-Kersee – EUA – 7 291 p. (1988)
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JOGOS OLÍMPICOS – 2000 – SIDNEY

As Olimpíadas mais concorridas de sempre: 10 651 atletas, de 199 países, disputando 300 provas, entre 15 de Setembro e 1 de Outubro de 2000.
A atleta norte-americana Marion Jones conseguiu ser a primeira mulher de sempre a obter 5 medalhas na mesma Olimpíada (Campeã Olímpica dos 100m, 200m e estafeta 4 x 400m, alcançando ainda 2 medalhas de bronze, nas provas de salto em comprimento e estafeta 4 x 100m).
O remador Steven Redgrave tornou-se no primeiro a conquistar quatro medalhas de ouro, em 5 Olimpíadas.
O jovem nadador australiano Ian Thorpe, de apenas 17 anos, venceu três medalhas de ouro e uma de prata.
Birgit Fischer, ao vencer duas medalhas de ouro em provas de Canoagem tornou-se a primeira mulher da história a conseguir ganhar medalhas com um intervalo de 20 anos.
O judoca Ryoko Tamura, depois de perder as finais das provas de Barcelona e Atlanta, conseguiria vencer o título olímpico em Sidney.
Portugal participou com 61 atletas, conseguindo mais duas medalhas de bronze, por intermédio de Fernanda Ribeiro (10 000 m) e Nuno Delgado, na prova de Judo (- 81 kg).
A dupla de voleibol de praia, Miguel Maia e João Brenha repetiria o 4º lugar da Olimpíada anterior; Álvaro Marinho e Miguel Nunes terminariam em 5º lugar a prova de Vela (Classe 470), depois de terem chegado a ocupar “posições medalháveis”.
No cômputo geral, no somatório de todas as suas participações olímpicas, os atletas portugueses conseguiram conquistar 3 medalhas de ouro, 4 de prata e 10 de bronze.
No quadro final de medalhas, os países com mais medalhas obtidas foram os seguintes:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1996 – ATLANTA

Os Jogos Olímpicos de Atlanta, nos Estados Unidos, comemorando o centenário das Olimpíadas da Era Moderna, prometiam ser os melhores da história da existência das Olimpíadas.
De record em record, foi ultrapassada a barreira dos 10 000 atletas; no total, 10 318 atletas, representando 197 países, disputaram 271 provas, entre 19 de Julho e 4 de Agosto de 1996.
Outro record foi o de número de países medalhados, 79 no total, com 53 países a conquistarem títulos olímpicos, também consequência do desmembramento da União Soviética, com o surgimento de novas potências desportivas, com destaque para a Rússia, Ucrânia e Bielorrussia.
O americano Carl Lewis tornou-se no único atleta a vencer a mesma prova por 4 vezes consecutivas, sendo o quarto atleta a alcançar um total de 9 medalhas de ouro. Por seu lado, o também americano Michael Johnson “esmagou” o record mundial dos 200 m, vencendo ainda, também, a prova dos 400 metros.
O turco Naim Suleymanoglu conseguiria ser o primeiro halterofilista a conquistar a terceira medalha de ouro olímpica.
Passados 68 anos, Portugal voltou a participar com uma equipa de futebol nos Jogos Olímpicos, dirigida por Nelo Vingada, Agostinho Oliveira e António Simões. A equipa portuguesa começaria por vencer a Tunísia por 2-0 (dois golos de Afonso Martins), empatando depois a 1-1 com a Argentina (golo de Nuno Gomes) e com os EUA (golo de Paulo Alves), apurando-se (juntamente com a Argentina) para a fase seguinte da prova.
Nos ¼ final, Portugal venceria a França por 2-1, com um “golo de ouro” de Calado. Nas ½ finais, Portugal voltou a encontrar a Argentina, mas, desta vez, perderia por 0-2, ficando assim afastado da Final. Na disputa da medalha de bronze, a equipa portuguesa acabaria por sofrer uma pesada derrota frente ao Brasil, por 0-5. O Campeão Olímpico viria a ser a Nigéria, no primeiro grande título de futebol para o continente Africano.

Numa boa presença olímpica, Portugal conseguiria a terceira medalha de ouro da sua história, com Fernanda Ribeiro a sagrar-se Campeã Olímpica dos 10 000 metros. A dupla Nuno Barreto / Hugo Rocha conquistaria a medalha de bronze na prova de vela, na classe 470.
Carla Sacramento (4º lugar nos 1 500 metros) e a dupla de voleibol de praia, formada por João Brenha e Miguel Maia, também relegados para o 4º lugar, perderiam ingloriamente a medalha que… esteve tão próxima.
No quadro de medalhas, os primeiros países foram os seguintes:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1992 – BARCELONA

Nesta XXV Olimpíada, seria estabelecido novo record de participantes, com 9 356 atletas, representando 169 países, disputando 257 provas, entre 25 de Julho e 9 de Agosto de 1992.
Foram os jogos da abertura ao profissionalismo, com os EUA a apresentarem, no Basquetebol, um verdadeiro “Dream Team”, com Magic Johnson, Michael Jordan, Larry Bird e Charles Barkley, entre outros. A equipa americana “arrasaria” todos os competidores – com uma média de 117 pontos por jogo, nos 8 jogos disputados –, vencendo sem dificuldade a medalha de ouro.
O ginasta soviético Vitaly Scherbo – agora já em representação da denominada “Comunidade de Estados Independentes”, na sequência do colapso político da União Soviética –, conquistaria 6 medalhas de ouro, 4 delas num único dia.
A etíope Derartu Tulu, vencendo a prova de 10 000 metros, tornou-se a primeira africana negra a sagrar-se Campeã Olímpica, comemorando o título com a vice-campeã, a sul-africana branca Elana Meyer, numa volta de honra de grande simbolismo para África e para o mundo.
Portugal, apesar de participar com a maior comitiva de sempre (89 atletas), não alcançaria qualquer resultado de realce, numa presença frustrante.
Os países / equipas que conquistaram mais medalhas foram os seguintes:
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JOGOS OLÍMPICOS – 1988 – SEOUL

Cerca de 8 391 atletas, de 159 países, fizeram dos Jogos de Seoul – finalmente sem boicotes – os maiores de todos os tempos, com a disputa de 237 provas, entre 17 de Setembro e 2 de Outubro.
Esta Olimpíada ficaria marcada pelo record mundial e quase imediata desclassificação de Ben Johnson, na prova de 100 metros, vindo a medalha de ouro a ser atribuída a Carl Lewis, por análise positiva de Johnson no controlo anti-doping.
A ciclista Christa Luding-Rothenburger tornar-se-ia na primeira atleta de sempre a conseguir alcançar medalhas nos Jogos de Olímpicos de Verão e de Inverno no mesmo ano (depois de ter sido já medalhada na prova de velocidade de patinagem no gelo).
No regresso do Ténis aos Jogos Olímpicos, depois de uma longa ausência, a tenista Steffi Graf, após ter ganho já os 4 torneios do Grand Slam (Austrália, Roland-Garros, Wimbledon e EUA), culminaria a época com a conquista do título olímpico.
Os americanos Matt Biondi, Greg Louganis e Florence Griffith-Joyner marcariam também esta Olimpíada, com o primeiro a alcançar 7 medalhas (5 de ouro) em provas de natação; o segundo, a conseguir repetir as duas medalhas de ouro nas provas de Saltos para a Água (tal como em 1984); e com a última a estabelecer “inacessíveis” records de velocidade em atletismo (100m e 200m).

Portugal participaria com 65 atletas, conseguindo Rosa Mota, também na prova da Maratona, conquistar a segunda medalha de ouro para Portugal, sagrando-se a primeira mulher portuguesa Campeã Olímpica.
No quadro de medalhas, os países mais bem colocados foram:
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