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Grandes clássicos das competições europeias – (14) Barcelona – Juventus

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1970-71 TCF 1/16 Barcelona-Juvent. 1-2 Juvent.-Barcelona 2-1 1985-86 TCE 1/4 Barcelona-Juvent. 1-0 Juvent.-Barcelona 1-1 1990-91 TVT 1/2 Barcelona-Juvent. 3-1 Juvent.-Barcelona 1-0 2002-03 LCE 1/4 Juvent.-Barcelona 1-1 Barcelona-Juvent. 1-2 2014-15 LCE Final Barcelona-Juvent. 3-1 (Est. Olímp. Berlim) 2016-17 LCE 1/4 Juvent.-Barcelona 3-0 Barcelona-Juvent. 0-0 2017-18 LCE Grupo Barcelona-Juvent. 3-0 Juvent.-Barcelona 0-0 Balanço global J V E D GM GS Barcelona - Juventus 13 4 4 5 15 – 14
Num confronto de extremo equilíbrio, regista-se uma ligeira superioridade da Juventus em termos de vitórias, pese embora o “score” global lhe seja desfavorável.
Os dois clubes defrontaram-se na Final da Liga dos Campeões de 2014-15, com triunfo do Barcelona, que conquistou então o seu 5.º título de Campeão Europeu (último, até à data), culminando a época de estreia de Luís Enrique no banco, coincidindo igualmente com o último jogo do “maestro”, Xavi, pela equipa catalã.
Nos embates a eliminar, a Juventus seguiu em frente por três vezes (tendo inclusivamente ganho os jogos das duas mãos na Taça das Cidades com Feiras, em 1970-71), face a apenas duas eliminatórias ganhas pelo Barcelona (em 1985-86 e em 1990-91).
Naquela que foi a derradeira edição da Taça das Cidades com Feiras (1970-71), a formação italiana superaria ainda os húngaros do Pécsi, o Twente e o Köln, vindo contudo a perder a Final, ante o Leeds United (com duas igualdades, a dois golos em Turim, e 1-1 em Leeds).
Em 1986, o Barcelona eliminaria, nas meias-finais da Taça dos Campeões Europeus, o Göteborg (no desempate da marca de grande penalidade, após duas vitórias caseiras por 3-0), acabando por ter uma das maiores desilusões da sua história (tendo adiado, ainda por mais alguns anos, a conquista do seu primeiro título de Campeão europeu) ao perder a Final, disputada em Sevilha, ante o Steaua… no desempate da marca de grande penalidade (não tendo conseguido bater o guardião Helmuth Ducadam uma única vez!).
Melhor não seria a sorte dos catalães em 1991, tendo perdido também a Final da Taça das Taças, ante o Manchester United.
Em 2002-03, nos 1/4 de final da Liga dos Campeões, o empate averbado em Turim (golo de Saviola) parecia conferir vantagem aos catalães; porém, na 2.ª mão, depois de ter começado por inaugurar o marcador, e apesar de se ter visto reduzida a dez unidades (por expulsão de Edgar Davids), a “Vecchia Signora” forçaria ainda o prolongamento, período no qual viria mesmo a superiorizar-se, com Buffon em grande evidência. O grupo então comandado por Marcello Lippi viria contudo a perder igualmente a Final, ante o AC Milan… no desempate da marca de grande penalidade.
Em 2016-17, o triunfo dos transalpinos seria ainda mais concludente, ganhando por 3-0 em Turim, o que, praticamente, definiu o desfecho da eliminatória. Porém, como que numa espécie de “maldição” associada aos embates entre Barcelona e Juventus – e depois de terem ultrapassado o Monaco nas 1/2 finais -, os italianos voltariam a ser batidos na Final, derrotados pelo Real Madrid por categórica marca de 4-1, no que corresponde já à sétima final da Taça / Liga dos Campeões perdida pela Juventus, um “record” destacado (face a cinco finais perdidas por Bayern e Benfica).
Registe-se ainda a curiosidade de o Barcelona nunca ter conseguido ganhar na 2.ª mão / 2.ª volta (sendo que jogou quatro vezes em terreno alheio e apenas duas em casa).
Por uma única vez estes dois emblemas integraram o mesmo grupo da Liga dos Campeões, há duas temporadas. Nessa ocasião, a turma da Catalunha “retribuiria” o 3-0 com que fora brindada na época imediatamente precedente, em partida disputada apenas cinco meses antes.
Os dois clubes prosseguiriam para a fase a eliminar (à frente do Sporting, 3.º classificado do grupo): a Juventus eliminaria ainda o Tottenham, antes de ser afastada nos 1/4 de final pelo Real Madrid, futuro vencedor da prova; quanto ao Barcelona, depois de ultrapassar o Chelsea, permitiria à Roma uma inesperada reviravolta (perdendo 0-3 em Itália, desperdiçando a vantagem de 4-1 obtida em Camp Nou), caindo, pois, naquela mesma eliminatória.
Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – 2019
Completou-se hoje a edição de 2019 do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, com o britânico Lewis Hamilton a sagrar-se Campeão do Mundo pela sexta vez, depois dos títulos conquistados em 2008, 2014, 2015, 2017 e 2018 – superando assim o palmarés do mítico Juan Manuel Fangio, aproximando-se do “record” de Michael Schumacher (7 títulos).
Ao longo desta temporada, o campeão venceu 11 Grandes Prémios (repetindo o registo do ano passado) – passando a totalizar 84 triunfos, marca também apenas ultrapassada por Schumacher (91 vitórias) -, face a 4 triunfos de Valtteri Bottas, 3 de
Classificação Final do Mundial de Pilotos:
1º Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) – Mercedes – 413
2º Valtteri Bottas (Finlândia) – Mercedes – 326
3º (Holanda) – Red Bull Racing-Honda – 278
4º Charles Leclerc (Mónaco) – Ferrari – 264
5º Sebastian Vettel (Alemanha) – Ferrari – 240
6º Carlos Sainz (Espanha) – McLaren-Renault – 96
7º Pierre Gasly (França) – Scuderia Toro Rosso-Honda – 95
8º Alexander Albon (Tailândia) – Red Bull Racing-Honda – 92
9º Daniel Ricciardo (Austrália) – Renault – 54
10º Sergio Pérez (México) – Racing Point-BWT Mercedes – 52
11º Lando Norris (Grã-Bretanha) – McLaren-Renault – 49
12º Kimi Räikkönen (Finlândia) – Alfa Romeo Racing-Ferrari – 43
13º Daniil Kvyat (Rússia) – Scuderia Toro Rosso-Honda – 37
14º Nico Hulkenberg (Alemanha) – Renault – 37
15º Lance Stroll (Canadá) – Racing Point-BWT Mercedes – 21
16º Kevin Magnussen (Dinamarca) – Haas-Ferrari – 20
17º Antonio Giovinazzi (Itália) – Alfa Romeo Racing-Ferrari – 14
18º Romain Grosjean (França) – Haas-Ferrari – 8
19º Robert Kubica (Polónia) – Williams-Mercedes – 1
Classificação do Mundial de Construtores:
1º Mercedes – 739
2º Ferrari – 504
3º Red Bull Racing-Honda – 417
4º McLaren-Renault – 145
5º Renault – 91
6º Scuderia Toro Rosso-Honda – 85
7º Racing Point-BWT Mercedes – 73
8º Alfa Romeo Racing-Ferrari – 57
9º Haas-Ferrari – 28
10º Williams-Mercedes – 1
Nota – Os pontos averbados por Pierre Gasly (63) nos doze primeiros Grandes Prémios da temporada (incluindo 2 “voltas mais rápidas”), foram obtidos em representação da equipa “Red Bull Racing-Honda”; por seu lado, os pontos de Alexander Albon (16), obtidos também nessas doze provas, foram registados em representação da “Scuderia Toro Rosso-Honda” – tendo estes dois pilotos trocado de equipa a partir do Grande Prémio da Bélgica.
É o seguinte o palmarés de Campeões do Mundo: Michael Schumacher (7 – 1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004); Lewis Hamilton (6 – 2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019); Juan Manuel Fangio (5 – 1951, 1954, 1955, 1956, 1957); Alain Prost (1985, 1986, 1989, 1993) e Sebastien Vettel (4 – 2010, 2011, 2012, 2013); Jack Brabham (1959, 1960, 1966), Jackie Stewart (1969, 1971, 1973), Niki Lauda (1975, 1977, 1984), Nelson Piquet (1981, 1983, 1987) e Ayrton Senna (3 – 1988, 1990, 1991); Alberto Ascari (1952, 1953), Graham Hill (1962, 1968), Jim Clark (1963, 1965), Emerson Fittipaldi (1972, 1974), Mika Häkkinen (1998, 1999) e Fernando Alonso (2 – 2005, 2006); Giuseppe Farina (1950), Mike Hawthorn (1958), Phil Hill (1961), John Surtees (1964), Denis Hulme (1967), Jochen Rindt (1970), James Hunt (1976), Mario Andretti (1978), Jody Scheckter (1979), Alan Jones (1980), Keke Rosberg (1982), Nigel Mansell (1992), Damon Hill (1996), Jacques Villeneuve (1997), Kimi Räikkönen (2007), Jenson Button (2009) e Nico Rosberg (1 – 2016).
Europeu 2020 – Sorteio da Fase Final
Realizou-se hoje o sorteio da Fase Final do Europeu 2020 de Futebol. É a seguinte a constituição dos Grupos:
Grupo A Grupo B Grupo C Itália Bélgica Ucrânia Suíça Rússia Holanda Turquia Dinamarca Áustria País de Gales Finlândia Play-off D/A Grupo D Grupo E Grupo F Inglaterra Espanha Alemanha Croácia Polónia França R. Checa Suécia Portugal Play-off C Play-off B Play-off A/D
Apuram-se para os 1/8 de final os 2 primeiros classificados de cada grupo, assim como os quatro melhores dos 3.º classificados.
Os jogos serão disputados nas seguintes cidades: Baku e Roma (Grupo A); Copenhaga e S. Petersburgo (Grupo B); Amesterdão e Bucareste (Grupo C); Glasgow e Londres (Grupo D); Bilbao e Dublin (Grupo E); Budapeste e Munique (Grupo F).
A selecção de Portugal estreia-se a 16 de Junho, em Budapeste, frente ao apurado do “play-off”; joga com a Alemanha em Munique a 20 de Junho; concluindo a fase de grupos, a 24 de Junho, com a França, novamente em Budapeste.
A quarta selecção do grupo de Portugal sairá do trio Islândia/Bulgária/Hungria, excepto se for a Roménia a ser apurada nesse “Play-off A”, cenário em que os romenos seriam integrados no Grupo C, saindo o adversário de Portugal do lote Geórgia/Bielorrússia/Macedónia do Norte/Kosovo.
Recorde-se que as finais dos “play-off”, a disputar a 31.03.2020, terão o seguinte alinhamento:
Play-off A – Bulgária/Hungria – Islândia/Roménia
Play-off B – Bósnia-Herzegovina/I. Norte – Eslováquia/Irlanda
Play-off C – Noruega/Sérvia – Escócia/Israel
Play-off D – Geórgia/Bielorrússia – Macedónia do Norte/Kosovo
Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Rosenborg – LASK Linz – 1-2
Sporting – PSV Eindhoven – 4-0
1º Sporting, 12; 2º LASK Linz, 10; 3º PSV Eindhoven, 7; 4º Rosenborg, 0
Grupo F
V. Guimarães – Standard Liège – 1-1
Arsenal – E. Frankfurt – 1-2
1º Arsenal, 10; 2º E. Frankfurt, 9; 3º Standard Liège, 7; 4º V. Guimarães, 2
Grupo G
Feyenoord – Rangers – 2-2
Young Boys – FC Porto – 1-2
1º Rangers, 8; 2º FC Porto e Young Boys, 7; 4º Feyenoord, 5
Grupo K
Sp. Braga – Wolverhampton – 3-3
Beşiktaş – Slovan Bratislava – 2-1
1º Sp. Braga, 11; 2º Wolverhampton, 10; 3º Slovan Bratislava, 4; 4º Beşiktaş, 3
Ainda com uma jornada por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/16 de final os seguintes 13 clubes: Sevilla, APOEL, Basel, Sporting, LASK Linz, Celtic, Espanyol, Gent, Wolfsburg, Sp. Braga, Wolverhampton, Manchester United e AZ Alkmaar.
(mais…)
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Real Madrid – Paris St.-Germain – 2-2
Galatasaray – Brugge – 1-1
1º Paris St.-Germain, 13; 2º Real Madrid, 8; 3º Brugge, 3; 4º Galatasaray, 2
Grupo B
Crvena Zvezda – Bayern – 0-6
Tottenham – Olympiakos – 4-2
1º Bayern, 15; 2º Tottenham, 10; 3º Crvena Zvezda, 3; 4º Olympiakos, 1
Grupo C
Atalanta – D. Zagreb – 2-0
Manchester City – Shakhtar Donetsk – 1-1
1º Manchester City, 11; 2º Shakhtar Donetsk, 6; 3º D. Zagreb, 5; 4º Atalanta, 4
Grupo D
Lokomotiv Moskva – Bayer Leverkusen – 0-2
Juventus – At. Madrid – 1-0
1º Juventus, 13; 2º At. Madrid, 7; 3º Bayer Leverkusen, 6; 4º Lokomotiv Moskva, 3
Grupo E
Liverpool – Napoli – 1-1
Genk – RB Salzburg – 1-4
1º Liverpool, 10; 2º Napoli, 9; 3º RB Salzburg, 7; 4º Genk, 1
Grupo F
Barcelona – B. Dortmund – 3-1
Slavia Praha – Inter – 1-3
1º Barcelona, 11; 2º Inter e B. Dortmund, 7; 4º Slavia Praha, 2
Grupo G
Zenit – Lyon – 2-0
RB Leipzig – Benfica – 2-2
1º RB Leipzig, 10; 2º Zenit e Lyon, 7; 4º Benfica, 4
Grupo H
Valencia – Chelsea – 2-2
Lille – Ajax – 0-2
1º Ajax, 10; 2º Valencia e Chelsea, 8; 4º Lille, 1
Ainda com uma ronda por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões os seguintes oito clubes: Paris St.-Germain, Real Madrid, Bayern, Tottenham, Manchester City, Juventus, Barcelona e RB Leipzig.
Liga dos Campeões – 5ª jornada – RB Leipzig – Benfica
RB Leipzig – Péter Gulácsi (64m – Yvon Mvogo), Lukas Klostermann, Ethan Ampadu (56m – Nordi Mukiele), Dayot Upamecano, Marcelo Saracchi (70m – Patrik Schick), Marcel Sabitzer, Konrad Laimer, Diego Demme, Emil Forsberg, Christopher Nkunku e Timo Werner
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (90m+3 – Caio Lucas), Adel Taarabt, Gabriel Pires, Franco Cervi (90m+8 – João Filipe “Jota”), Francisco “Chiquinho” Machado e Carlos Vinícius (82m – Raúl de Tomás)
0-1 – Luís Fernandes “Pizzi” – 20m
0-2 – Carlos Vinícius – 59m
1-2 – Emil Forsberg (pen.) – 90m
2-2 – Emil Forsberg – 90m (+6)
Cartões amarelos – Julian Nagelsmann (Treinador – 90m); Adel Taarabt (52m) e Rúben Dias (89m)
Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)
Foi um empate de sabor bem amargo o desta noite, o 100.º no historial europeu do Benfica. Contando agora com 200 vitórias e 100 empates (em 429 encontros), o Benfica totaliza 500 pontos (na base de 2 pontos/vitória) em jogos das competições europeias, igualando nesse ranking histórico o AC Milan, marca apenas superada pelos “colossos” Barcelona, Real Madrid, Bayern, Juventus e Liverpool.
Mas foi também um empate que custou o afastamento da “Liga dos Campeões” da presente temporada, e que deixa apenas uma relativamente ténue esperança de transição para a Liga Europa (implicará ganhar ao Zenit por 2-0 ou, alternativamente, por três golos de diferença – excepto se o Lyon perder na última ronda com o RB Leipzig, caso em que um triunfo tangencial serviria à equipa portuguesa).
E, sobretudo, pela forma como foi concedido; em toda a longa história (59 temporadas) do Benfica nas provas europeias, nunca tinha deixado escapar uma vantagem de dois golos nos derradeiros minutos. Aliás, até hoje, somente por duas vezes o Benfica tinha consentido o empate em período de compensação: em 2016-17, com o Besiktas (1-1); e em 2009-10, no Estádio da Luz, ante o Marseille (também 1-1). Por outro lado, apenas em três ocasiões foi derrotado no tempo de “descontos”: duas vezes pelo Chelsea (nas temporadas de 2011-12 e 2012-13, na Final da Liga Europa, ambas por 1-2) e, na época passada, pelo Ajax (0-1).
Conhecedor do resultado do embate entre Zenit e Lyon (2-0 para o clube russo), disputado à tarde, o Benfica continuava a depender de si próprio, pese embora a tarefa que tinha pela frente fosse de elevadíssimo grau de dificuldade: seria necessário ganhar na Alemanha por dois golos de diferença, para obter vantagem no confronto directo com o RB Leipzig.
Com uma boa entrada em jogo, apostando na experiência (com o regresso ao “onze” titular de André Almeida e Pizzi), Taarabt e Gabriel no eixo do terreno e a dupla ofensiva formada por Chiquinho e Carlos Vinícius, a turma portuguesa apresentou-se compacta e personalizada; mesmo cedendo maior posse de bola ao adversário, que, nessa fase inicial, não constituiu grande perigo, ia espreitando a oportunidade de se aproximar da baliza contrária.
E o Benfica viria mesmo a chegar ao tento inaugural, ainda relativamente cedo, não estavam decorridos vinte minutos, após tentativa de combinação de Taarabt com Carlos Vinícius, com a bola, na sequência do corte do defesa do Leipzig, a sobrar para Pizzi, valendo o seu grande sentido de oportunidade, a rematar de primeira, sem hipótese de defesa para Gulácsi.
Na resposta, Vlachodimos foi chamado a testar os reflexos, mas, com o correr do tempo, o Benfica ia ganhando confiança, por um lado, condicionando a manobra ofensiva do opositor, por outro, beneficiando da estratégia de maior risco adoptada pela formação alemã. Até final do primeiro tempo, seriam repartidas as ocasiões de perigo, por Forsberg e, outra vez, Pizzi, com um remate em arco, que levou a bola a embater na trave, depois de ter desviado num defesa, num lance de grande “frisson”.
Na segunda metade, o Leipzig intensificaria a pressão, fazendo o Benfica passar por algumas situações de apuros. Mas, à passagem da hora de jogo, outra vez com grande concentração e muita classe, Carlos Vinícius aproveitou uma escorregadela de um adversário para se isolar, correu em passada enérgica durante largos metros, com a bola controlada e, à saída do guarda-redes, com grande frieza, desviou a bola do seu alcance, acabando ainda, inadvertidamente, por não conseguir evitar o contacto, de que resultaria a lesão que forçaria a substituição de Gulácsi, após paragem de cerca de cinco minutos.
Com o 2-0, o Benfica voltava a ser “dono do seu destino”: mantendo esse resultado até final, “bastar-lhe-ia” vencer a última partida em casa para garantir o apuramento para a fase seguinte da “Liga dos Campeões”. Faltava, porém, ainda muito tempo, mais de meia hora…
Frente a um adversário de grande valia (actual vice-líder da Bundesliga, a par do Bayern), com um intenso poderio ofensivo (média de quase 3 golos por jogo), a equipa portuguesa foi resistindo, e parecia poder conseguir “levar a água ao seu moinho”.
Até porque, com o jogo “partido”, com o Leipzig atirado para a frente, Raúl de Tomás, com grande clarividência, apercebendo-se do adiantamento do guardião substituto, desferiu um remate de muito longa distância, ainda antes do meio campo, que se encaminhava para a baliza, quando Mvogo, no último instante, conseguiu ainda, com uma estirada, desviar a bola para canto, salvando “in extremis” o que poderia ter sido o terceiro golo do Benfica.
Contudo, quando se poderia pensar que o período mais difícil estaria superado, praticamente em cima do final do tempo regulamentar, Rúben Dias terá feito falta sobre Schick, sancionada pelo árbitro com grande penalidade, de que resultou o golo do Leipzig.
E, na sequência das paragens para assistência aos guarda-redes do Benfica e do Leipzig, o árbitro atribuiria um período de compensação de nove minutos (acabariam por ser 10 minutos e meio, ou seja, para além dos 100 minutos de tempo total), o que se consubstanciou num decisivo suplemento anímico para a turma germânica.
Numa fase em que já não havia frescura física para manter uma organização defensiva que pudesse limitar os efeitos das investidas contrárias, com enormes dificuldades para suster o futebol directo, com bolas a serem sistematicamente lançadas sobre a área, o Benfica acabaria por “sucumbir” quando acabara de se completar o quinto minuto de “descontos”, com Werner a cruzar para o cabeceamento inapelável de Forsberg, à vontade, liberto de marcação.
Nos cinco minutos suplementares até final, o Benfica teria ainda a energia mental para procurar mais um par de lances de ataque, mas não teve, então, a felicidade pelo seu lado, num ou noutro ressalto de bola na zona defensiva do Leipzig.
No cômputo geral, atendendo ao desempenho das duas equipas dentro de campo, o resultado acaba por se ajustar às diferentes fases por que o desafio se caracterizou; porém, a forma como foi consentido, é deveras penalizadora e frustrante para os portugueses, não podendo evitar um sinal de impotência, enquanto, ao invés, para os alemães, se traduziu no festejo da qualificação para os 1/8 de final, garantida já “fora de horas”.
Grandes clássicos das competições europeias – (15) Barcelona – Manchester United

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1983-84 TVT 1/4 Barcelona-M.Utd. 2-0 M.Utd.-Barcelona 3-0 1990-91 TVT Final M.Utd.-Barcelona 2-1 (De Kuip, Roterdão) 1994-95 LCE Grupo M.Utd.-Barcelona 2-2 Barcelona-M.Utd. 4-0 1998-99 LCE Grupo M.Utd.-Barcelona 3-3 Barcelona-M.Utd. 3-3 2007-08 LCE 1/2 Barcelona-M.Utd. 0-0 M.Utd.-Barcelona 1-0 2008-09 LCE Final Barcelona-M.Utd. 2-0 (Estádio Olímp. Roma) 2010-11 LCE Final Barcelona-M.Utd. 3-1 (Estádio de Wembley) 2018-19 LCE 1/4 M.Utd.-Barcelona 0-1 Barcelona-M.Utd. 3-0 Balanço global J V E D GM GS Barcelona - Manchester United 13 6 4 3 24 – 15
Neste “Grande Clássico” começam por destacar-se as três finais disputadas entre estes dois gigantes do futebol europeu, o que constitui “record” a nível das competições europeias (apenas igualado pelo “clássico” AC Milan-Ajax).
O Manchester United venceu a primeira delas (Taça das Taças de 1990-91) – com dois golos do antigo “barcelonista” Mark Hughes -, no que constituiu o regresso à conquista de troféus europeus por parte de clubes ingleses, depois do período em que estiveram banidos de tais competições (de 1985 a 1990), num histórico embate entre Alex Ferguson e Johann Cruijff.
Para o United, tal constituiria igualmente o ponto de partida para uma nova era de glórias (e a mais profícua do seu historial), de que há muito se encontrava arredado (o último título de Campeão de Inglaterra datava de 1966-67, a que se seguira, na época imediata, o de Campeão Europeu, na final disputada ante o Benfica, também a derradeira conquista europeia até então).
Quando ao Barcelona, superiorizou-se na Liga dos Campeões, com dois títulos de Campeão Europeu (os seus 3.º e 4.º, de um total de cinco) conquistados no curto intervalo de apenas dois anos, em 2009 (logo na época de estreia de Guardiola no banco dos catalães, em contraponto à despedida de Cristiano Ronaldo da turma de “Old Trafford”) e em 2011 (este numa final disputada em Inglaterra, em Londres, com Messi em destaque), afirmando-se então, no seu apogeu, como a melhor equipa do Mundo.
No que respeita a confrontos a eliminar, o Manchester foi bem sucedido em duas ocasiões, nas temporadas de 1983-84, goleando por 3-0 o Barcelona, de Maradona e Schuster (vindo contudo a ser afastado na fase imediata da Taça das Taças, pela Juventus, de Platini, que venceria a Final de Basileia, frente ao FC Porto) e de 2007-08, no percurso que conduziria à conquista do seu 3.º título de Campeão Europeu. Por seu lado, o Barcelona saiu categórico vencedor na eliminatória da época passada (triunfando nos dois jogos), antes de ser “cilindrado” pelo Liverpool na 2.ª mão das meias-finais da Liga dos Campeões.
Nos anos em que se cruzaram no mesmo grupo da Liga dos Campeões, assinala-se a maior goleada de sempre no confronto directo entre ambos, com o “dream team” dos catalães (com Romário e Stoichkov), ainda sob a liderança de Cruijff (Campeão Europeu em 1992 e finalista da “Champions” em 1994 e tetra-campeão de Espanha), a brindar o adversário com um 4-0; o Manchester United (3.º no grupo) ficaria desde logo eliminado da prova, não tendo, todavia, o Barcelona chegado muito mais longe, vindo a ser surpreendentemente afastado na fase imediada (1/4 de final), pelo Paris Saint-Germain.
Por fim, nas partidas disputadas em 1998-99, regista-se a curiosidade de dois empates a três golos, o que implicaria, desta feita, que fosse o Barcelona a quedar-se por essa fase inicial (3.º classificado num fortíssimo grupo, ganho pelo Bayern), enquanto os ingleses eram repescados (a par do Real Madrid) como um dos dois melhores 2.º classificados, para, de seguida – superando Inter, Juventus e Bayern (na épica Final de Camp Nou) -, virem a conquistar o troféu, sagrando-se assim Campeões Europeus pela segunda vez no seu historial.
Grandes clássicos das competições europeias – (16) Real Madrid – FC Porto

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1979-80 TCE 1/8 FC Porto-R.Madrid 2-1 R.Madrid-FC Porto 1-0 1987-88 TCE 1/8 R.Madrid-FC Porto 2-1 FC Porto-R.Madrid 1-2 1997-98 LCE Grupo FC Porto-R.Madrid 0-2 R.Madrid-FC Porto 4-0 1999-00 LCE Grupo R.Madrid-FC Porto 3-1 FC Porto-R.Madrid 2-1 2001-02 LCE Grupo R.Madrid-FC Porto 1-0 FC Porto-R.Madrid 1-2 2003-04 LCE Grupo FC Porto-R.Madrid 1-3 R.Madrid-FC Porto 1-1 Balanço global J V E D GM GS Real Madrid - FC Porto 12 9 1 2 23 – 10
O FC Porto e o Real Madrid foram “clientes” especialmente assíduos na viragem do milénio, tendo-se cruzado em quatro ocasiões no intervalo de apenas sete anos, entre 1997 e 2004 (depois de dois embates ainda sob a égide da Taça dos Campeões Europeus, a abrir e a fechar a década de 80); curiosamente, não voltaram a encontrar-se desde então.
O registo deste confronto directo é amplamente favorável ao Real Madrid, exercendo forte domínio, com nove triunfos, face a apenas dois do FC Porto – o primeiro dos quais logo na partida de estreia entre ambos, em 1980.
O Real Madrid ganhou na cidade do Porto por quatro vezes, uma delas, por coincidência, na época de 2003-04, em que acabaria por ser o FC Porto a sagrar-se vencedor da Liga dos Campeões (conquistando o seu segundo título de Campeão Europeu, depois do triunfo na Taça dos Campeões Europeus de 1986-87), tendo, nessa oportunidade, empatado em Madrid.
Em 1979-80, depois da primeira vitória do FC Porto ante o Real Madrid – e após ter afastado, nos 1/8 de final, o AC Milan, ganhando em Milão por 1-0 -, os portistas seriam eliminados na sequência de tangencial derrota em Madrid, por 0-1, com base no factor de desempate em função dos golos marcados fora de casa. O Real atingiria as meias-finais, fase em que foi afastado pelo Hamburgo.
Na temporada de 1987-88, defendendo o título de Campeão Europeu conquistado no ano anterior, o FC Porto perderia as duas mãos dos 1/8 de final, tendo o Real Madrid terminado a sua campanha, outra vez nas meias-finais, eliminado pelo PSV Eindhoven mercê de dois empates, o mesmo resultado que proporcionaria aos holandeses a conquista do título, na Final de Estugarda, frente ao Benfica.
Nas quatro ocasiões em que integraram o mesmo grupo, para além do grande êxito de 2003-04, o FC Porto foi eliminado nessa fase inicial em 1997-98 e, na segunda fase de grupos, em 2001-02 (último classificado do grupo de ambas as vezes), tendo sido afastado pelo Bayern, nos 1/4 de final, em 1999-00.
À excepção da época de 2003-04, em que os espanhóis foram eliminados nos 1/4 de final pelo Monaco (clube que os portugueses viriam a derrotar por categórica marca de 3-0 na Final), o cruzamento com o FC Porto foi sinónimo de talismã para o Real Madrid, que obteve, em 1997-98, em 1999-00 e em 2001-02, os seus 7.º, 8.º e 9.º títulos de Campeão Europeu (batendo na Final, respectivamente, a Juventus, o Valencia e o Bayer Leverkusen), assim colocando termo a um prolongado “jejum” de 32 anos (desde 1966)!
Flamengo Campeão da “Copa Libertadores”



O Flamengo, sob o comando técnico de Jorge Jesus, sagrou-se esta noite vencedor da “Copa Libertadores da América”, ao ganhar na Final, disputada em Lima (Perú), ao River Plate, por 2-1, com dois golos de Gabriel Barbosa, obtidos aos 89 e aos 92 minutos, depois de Rafael Borré ter começado por abrir o marcador a favor da equipa argentina logo aos 14 minutos.
O português Jorge Jesus é apenas o segundo treinador europeu (depois do croata Mirko Jozić, em 1991) a conquistar o troféu.
É o seguinte o palmarés da principal competição de clubes da América do Sul, no decurso das 60 edições já disputadas:
- 7 títulos – Independiente – Argentina (1964, 1965, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984)
- 6 títulos – Boca Juniors – Argentina (1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007)
- 5 títulos – Peñarol – Uruguai (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987)
- 4 títulos – Estudiantes de La Plata – Argentina (1968, 1969, 1970 e 2009); e River Plate – Argentina (1986, 1996, 2015 e 2018)
- 3 títulos – Nacional – Uruguai (1971, 1980 e 1988); Olimpia – Paraguai (1979, 1990 e 2002); São Paulo – Brasil (1992, 1993 e 2005); Santos – Brasil (1962, 1963 e 2011); e Grémio – Brasil (1983, 1995 e 2017)
- 2 títulos – Cruzeiro – Brasil (1976 e 1997); Internacional – Brasil (2006 e 2010); Atlético Nacional – Colômbia (1989 e 2016); e Flamengo – Brasil (1981 e 2019)
- 1 título – Racing Avellaneda – Argentina (1967); Argentinos Juniors – Argentina (1985); Colo-Colo – Chile (1991); Vélez Sarsfield – Argentina (1994); Vasco da Gama – Brasil (1998); Palmeiras – Brasil (1999); Once Caldas – Colômbia (2004); Liga de Quito – Equador (2008); Corinthians – Brasil (2012); Atlético Mineiro – Brasil (2013); e San Lorenzo de Almagro – Argentina (2014)
Qualificação para o “EURO 2020” – Classificações




Apuraram-se directamente para a fase final os dois primeiros classificados de cada grupo, num total de 20 países qualificados. As restantes 4 vagas serão definidas por via dos “play-off” (a disputar apenas em Março de 2020), com base no escalonamento registado na “Liga das Nações” por parte das selecções não apuradas nesta fase de qualificação:
- Islândia (Liga A) + 3 (Bulgária/Israel/Hungria/Roménia – Liga C)
- Bósnia-Herzegovina, Eslováquia, Irlanda e I. Norte (Liga B)
- Escócia, Noruega, Sérvia + 1 (Liga C)
- Geórgia, Macedónia Norte, Kosovo e Bielorrússia (Liga D)
Dos 12 participantes na “Liga A”, apenas a Islândia não obteve agora o apuramento. Dos participantes na “Liga B” apuraram-se oito, disputando os restantes quatro o “play-off”. A Finlândia foi a única selecção que participou na “Liga C”, que conseguiu agora o apuramento directo.
A selecção mais penalizada com o novo esquema de “play-off” foi a da Grécia, único dos 3.º classificados na presente fase de qualificação que não terá acesso a tal via de apuramento.
Actualização a 22.11.2019 – Em função do sorteio entretanto realizado, é o seguinte o agrupamento dos jogos das “meias-finais” dos “play-off”:
Islândia – Roménia
Bulgária-Hungria
Bósnia-Herzegovina – I. Norte
Eslováquia – Irlanda
Escócia – Israel
Noruega – Sérvia
Geórgia – Bielorrússia
Macedónia do Norte – Kosovo
As finais, a disputar a 31.03.2020, terão o seguinte alinhamento:
Bulgária/Hungria – Islândia/Roménia
Bósnia-Herzegovina/I. Norte – Eslováquia/Irlanda
Noruega/Sérvia – Escócia/Israel
Geórgia/Bielorrússia – Macedónia do Norte/Kosovo



