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Liga Europa – 5ª jornada – Benfica – Lech Poznań
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Jan Vertonghen, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (59m – Gian-Luca Waldschmidt), Gabriel Pires, Rafael “Rafa” Silva (77m – Franco Cervi), Francisco “Chiquinho” Machado (60m – Julian Weigl), Everton Soares (70m – Pedro “Pedrinho” da Silva) e Darwin Núñez (60m – Haris Seferović)
Lech Poznań – Filip Bednarek, Bogdan Butko, Ľubomír Šatka, Tomasz Dejewski, Tymoteusz Puchacz, Michał Skóraś (63m – Alan Czerwiński), Karlo Muhar, Filip Marchwiński (82m – Jakub Moder), Jan Sýkora (63m – Vasyl Kravets), Mohammad Awaed (63m – Daniel Ramirez) e Nikoloz “Nika” Kacharava (42m – Mikael Ishak)
1-0 – Jan Vertonghen – 36m
2-0 – Darwin Núñez – 57m
3-0 – Luís Fernandes “Pizzi” – 58m
4-0 – Julian Weigl – 89m
Cartões amarelos – Nikoloz “Nika” Kacharava (2m) e Filip Marchwiński (72m)
Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)
Certamente ninguém se iludirá com o resultado “gordo” esta noite alcançado, uma goleada com uma amplitude que não se registava nas provas europeias, a favor do Benfica, já há mais de dez anos (desde idêntico resultado, ante o Hertha Berlin, averbado em Fevereiro de 2010).
De facto, as debilidades competitivas desta equipa do Lech Poznań haviam ficado já bem patentes no jogo da primeira volta, na Polónia, sendo que as únicas dúvidas que poderiam subsistir quanto ao resultado seriam sobre a expressão da vitória benfiquista e se conseguiria manter a sua baliza a zeros.
Frente a um opositor que – dada a sua posição no grupo – optou também por fazer algumas “poupanças” (mudando nada menos de sete dos dez jogadores de campo que tinham iniciado a partida em casa), o Benfica beneficiaria ainda de mais “facilidades”, instalando-se, a maior parte do tempo, no meio-campo contrário, mas, durante largos períodos, falho de objectividade e intensidade, jogando a ritmo lento, facilitando a tarefa defensiva dos polacos.
A primeira ocasião de perigo surgiria apenas já a meio da metade inicial do encontro, com Bednarek a suster o remate de Pizzi, mas a bola a sobrar para Darwin, o qual, porém, remataria muito por alto. Pelo que só já numa fase relativamente tardia o Benfica conseguiria inaugurar o marcador, na sequência de um canto apontado por Pizzi, com o central Vertonghen, de cabeça, a antecipar-se à defensiva contrária.
Ao intervalo, o resultado tangencial era claramente demasiado escasso para o desnível competitivo entre as duas formações, vislumbrando-se que, perante um oponente de topo do futebol europeu, o Lech dificilmente poderia escapar a uma robusta goleada.
Fosse pela maior tranquilidade alcançada em função do golo ou efeito da pausa, o Benfica entraria para a segunda metade bastante mais liberto, impondo uma intensidade de jogo que desmontou por completo a estrutura polaca.
Ainda antes do segundo golo, já Pizzi tivera duas tentativas de longe, assim como Chiquinho levara também perigo ao reduto contrário. A viragem do minuto 57 para o 58 acabaria por ser demolidora para o Lech, com dois golos sofridos “de rajada”, primeiro por Darwin (a passe de Pizzi); logo de seguida, uma recuperação de bola de Chiquinho, permitindo a Rafa uma aceleração, assistindo Pizzi, para o 3-0.
De imediato seria o Benfica a fazer rodar jogadores, com três substituições, fazendo repousar Pizzi, Chiquinho e Darwin (pouco depois sairiam também os restantes elementos da frente, Rafa e Everton).
Numa fase final em que o ritmo de jogo se ressentiu com as várias substituições, de parte a parte, o Benfica continuaria a provocar várias situações de perigo, destacando-se uma perdida de Seferović. O quarto golo acabaria por chegar em cima do derradeiro minuto, pelo substituto Weigl. Seria já em tempo de descontos que o conjunto polaco teria a sua única oportunidade, com uma bola a embater na trave.
No cômputo geral, uma noite descansada para os benfiquistas, que selaram já, matematicamente, o apuramento para a fase seguinte da prova, mas sem deslumbrar, podendo considerar-se mesmo como mais positiva a manutenção da inviolabilidade da sua baliza do que, propriamente, o número de golos alcançados.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Lokomotiv Moskva – RB Salzburg – 1-3
At. Madrid – Bayern – 1-1
1º Bayern, 13; 2º At. Madrid, 6; 3º RB Salzburg, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 3
Grupo B
Shakhtar Donetsk – Real Madrid – 2-0
B. M’Gladbach – Inter – 2-3
1º B. M’Gladbach, 8; 2º Shakhtar Donetsk e Real Madrid, 7; 4º Inter, 5
Grupo C
FC Porto – Manchester City – 0-0
Marseille – Olympiakos – 2-1
1º Manchester City, 13; 2º FC Porto, 10; 3º Olympiakos e Marseille, 3
Grupo D
Atalanta – Midtjylland – 1-1
Liverpool – Ajax – 1-0
1º Liverpool, 12; 2º Atalanta, 8; 3º Ajax, 7; 4º Midtjylland, 1
Grupo E
Sevilla – Chelsea – 0-4
Krasnodar – Rennes – 1-0
1º Chelsea, 13; 2º Sevilla, 10; 3º Krasnodar, 4; 4º Rennes, 1
Grupo F
Brugge – Zenit – 3-0
B. Dortmund – Lazio – 1-1
1º B. Dortmund, 10; 2º Lazio, 9; 3º Brugge, 7; 4º Zenit, 1
Grupo G
Ferencváros – Barcelona – 0-3
Juventus – D. Kyiv – 3-0
1º Barcelona, 15; 2º Juventus, 12; 3º D. Kyiv e Ferencváros, 1
Grupo H
Istanbul Başakşehir – RB Leipzig – 3-4
Manchester United – Paris St.-Germain – 1-3
1º Manchester United, Paris St.-Germain e RB Leipzig, 9; 4º Istanbul Başakşehir, 3
As equipas do Bayern, Manchester City, FC Porto, Liverpool, Chelsea, Sevilla, Borussia Dortmund, Barcelona e Juventus garantiram já – ainda com uma ronda por disputar – a qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.
As restantes sete vagas serão decididas entre: RB Salzburg e At. Madrid (confronto directo, na Áustria); B. M’Gladbach, Shakhtar Donetsk, Real Madrid e Inter (apurando-se dois destes quatro clubes); Atalanta e Ajax (confronto directo, em Amesterdão); Lazio e Brugge (confronto directo, em Roma); Manchester United, Paris St.-Germain e RB Leipzig (apurando-se dois destes três clubes), com o RB Leipzig a receber o Manchester United.
Por seu lado, o Krasnodar tem já assegurada a transferência para a Liga Europa.
Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Rangers – Benfica – 2-2
Standard Liège – Lech Poznań – 2-1
1º Rangers e Benfica, 8; 3º Lech Poznań e Standard Liège, 3
Grupo G
AEK – Zorya Luhansk – 0-3
Sp. Braga – Leicester – 3-3
1º Leicester, 10; 2º Sp. Braga, 7; 3º AEK e Zorya Luhansk, 3
As equipas da Roma, Arsenal, Leicester e Hoffenheim garantiram já – ainda com duas rondas por disputar – o apuramento para os 1/16 de final.
(mais…)
Liga Europa – 4ª jornada – Rangers – Benfica
Rangers – Allan McGregor, James Tavernier, Connor Goldson, Leon-Aderemi Balogun, Borna Barišić, Glen Kamara, Steven Davis, Scott Arfield, Kemar Roofe, Ryan Kent e Alfredo Morelos
Benfica – Helton Leite, Gilberto Moraes (69m – Gonçalo Ramos), Jardel Vieira, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva, Gabriel Pires, Francisco “Chiquinho” Machado (56m – Luís Fernandes “Pizzi”), Everton Soares, Gian-Luca Waldschmidt (56m – Diogo Gonçalves) e Haris Seferović (90m – Francisco Ferreira “Ferro”)
1-0 – Scott Arfield – 7m
2-0 – Kemar Roofe – 69m
2-1 – James Tavernier (p.b.) – 78m
2-2 – Luís Fernandes “Pizzi” – 81m
Cartões amarelos – Glen Kamara (80m); Gabriel Pires (16m), Francisco “Chiquinho” Machado (42m) e Jan Vertonghen (83m)
Árbitro – Radu Petrescu (Roménia)
Poderá até invocar-se que as ausências forçadas de Otamendi, Weigl, Taarabt e Darwin Nuñez, os últimos três afectados pela COVID-19 (para além da prolongada lesão de André Almeida) forçaram a diversas adaptações no “onze” (complementadas, por vontade própria do treinador, com as entradas de Helton Leite e Chiquinho para os lugares habitualmente ocupados por Vlachodimos – que viu interrompida uma série de 28 jogos consecutivos do Benfica nas competições europeias – e Pizzi).
Mas tal pouco terá a ver com a forma amorfa como a equipa se apresentou em campo em Glasgow, com uma falta de “atitude” competitiva, completamente desadequada da importância deste jogo.
Pelo que não surpreenderia que o Rangers entrasse praticamente a ganhar, perante um opositor “macio”, sem intensidade nem agressividade, muito passivo nas acções defensivas. A forma como o golo inaugural foi apontado é bem sintomática – três remates sucessivos, com a defesa benfiquista a “ver jogar”: primeiro, Roofe a cabecear para defesa apertada de Helton Leite, que mais não conseguiu que sacudir a bola, mas sem a afastar da zona de perigo; de imediato, Tavernier, também de cabeça, a acertar na trave; culminando no remate decisivo de Arfield…
O Benfica procurou reagir, mas se, nas acções defensivas, denotava flagrantes fragilidades, a atacar não se mostrava melhor, nunca criando efectivas dificuldades ao adversário, que, confortavelmente, ia gerindo a vantagem… até a ampliar mesmo, já a meio da segunda parte, num forte remate de meia distância, aproveitando a passividade de Vertonghen.
A equipa portuguesa tinha passado mais de uma hora de jogo praticamente “ausente de campo”, senão em termos físicos, pelo menos a nível de “cabeça”.
Após o segundo tento sofrido, Jesus – certamente pensando nada mais ter a perder, num jogo que estava já “perdido” – arriscou, fazendo sair o lateral direito para a entrada de um avançado, o jovem Gonçalo Ramos (ao mesmo tempo que fazia recuar Diogo Gonçalves).
E acabaria bafejado pela “estrelinha”, perante um opositor que, no último quarto de hora, claudicou de forma drástica – paradoxalmente Steven Gerrard não faria qualquer substituição, o que, neste contexto, parece difícil de compreender -, desde logo com o próprio Gonçalo Ramos, menos de dez minutos depois de ter entrado, a ter intervenção directa no golo: na sequência de remate pouco efectivo de Seferović, o jovem benfiquista insistiria, com Tavernier, pressionado, a desviar inadvertidamente a bola para a sua baliza.
Terá então passado pela mente dos escoceses o “fantasma” da vantagem de dois golos perdida no Estádio da Luz e, a verdade, é que, decorridos somente mais três minutos, o Benfica restabelecia a igualdade, a dois tentos! Na mais bem conseguida acção do jogo, numa combinação entre Rafa e Pizzi, outra vez com Gonçalo Ramos a ter papel determinante, seria o próprio Pizzi, pleno de intencionalidade, a concretizar o golo.
Repetia-se a recuperação de há três semanas, ficando a pairar a sensação de que, com outra atitude e abordagem, teria sido possível ao Benfica chegar à vitória, frente a um adversário que – pese embora tenha derrotado, na época passada, o FC Porto e o Braga (este, por duas vezes) – não será assim tão “forte”, como o indiciam, para além destas duas vantagens de dois golos desperdiçadas, o próprio desempenho recente a nível nacional (ainda a restabelecer-se de uma traumática “viagem de ida e volta” ao 4.º escalão do futebol escocês, desde 2012-13) e, em particular, em termos europeus.
Ou, noutro prisma, pode também questionar-se: se o Benfica experimentou tantas dificuldades frente a um adversário com o gabarito actual do Rangers, como poderá esta equipa desenhada por Jesus ser competitiva ante adversários que se situem em patamares notoriamente superiores?
O apuramento para os 1/16 de final está praticamente definido, mas, para superar essa fase, será necessário “outro” Benfica…
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
At. Madrid – Lokomotiv Moskva – 0-0
Bayern – RB Salzburg – 3-1
1º Bayern, 12; 2º At. Madrid, 5; 3º Lokomotiv Moskva, 3; 4º RB Salzburg, 1
Grupo B
B. M’Gladbach – Shakhtar Donetsk – 4-0
Inter – Real Madrid – 0-2
1º B. M’Gladbach, 8; 2º Real Madrid, 7; 3º Shakhtar Donetsk, 4; 4º Inter, 2
Grupo C
Marseille – FC Porto – 0-2
Olympiakos – Manchester City – 0-1
1º Manchester City, 12; 2º FC Porto, 9; 3º Olympiakos, 3; 4º Marseille, 0
Grupo D
Liverpool – Atalanta – 0-2
Ajax – Midtjylland – 3-1
1º Liverpool, 9; 2º Ajax e Atalanta, 7; 4º Midtjylland, 0
Grupo E
Krasnodar – Sevilla – 1-2
Rennes – Chelsea – 1-2
1º Chelsea e Sevilla, 10; 3º Rennes e Krasnodar, 1
Grupo F
B. Dortmund – Brugge – 3-0
Lazio – Zenit – 3-1
1º B. Dortmund, 9; 2º Lazio, 8; 3º Brugge, 4; 4º Zenit, 1
Grupo G
Juventus – Ferencváros – 2-1
D. Kyiv – Barcelona – 0-4
1º Barcelona, 12; 2º Juventus, 9; 3º D. Kyiv e Ferencváros, 1
Grupo H
Manchester United – Istanbul Başakşehir – 4-1
Paris St.-Germain – RB Leipzig – 1-0
1º Manchester United, 9; 2º Paris St.-Germain e RB Leipzig, 6; 4º Istanbul Başakşehir, 3
As equipas do Bayern, Manchester City, Chelsea, Sevilla, Barcelona e Juventus garantiram já – ainda com duas jornadas por disputar – a qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.
Miguel Oliveira vence G. P. de Portugal de MotoGP
Três meses depois da vitória de estreia, Miguel Oliveira alcança o seu segundo triunfo em Grandes Prémios de “MotoGP”, na prova hoje disputada em Portimão, última da presente temporada, a qual liderou de início a fim (tendo acumulado também a “pole position” e a volta mais rápida):
1.º Miguel Oliveira (Portugal) – Red Bull KTM Tech 3
2.º Jack Miller (Austrália) – Pramac Racing (Ducati)
3.º Franco Morbidelli (Itália) – Petronas Yamaha SRT
4.º Pol Espargaró (Espanha) – Red Bull KTM Factory Racing
5.º Takaaki Nakagami (Japão) – LCR Honda Idemitsu
6.º Andrea Dovizioso (Itália) – Ducati Team
7.º Stefan Bradl (Alemanha) – Repsol Honda Team
8.º Aleix Espargaró (Espanha) – Aprilia Racing Team Gresini
9.º Alex Márquez (Espanha) – Repsol Honda Team
10.º Johann Zarco (França) – Esponsorama Racing (Ducati)
Ficou assim estabelecida a classificação final do Mundial de pilotos: 1.º Joan Mir (Espanha) – 171; 2.º Franco Morbidelli (Itália) – 158; 3.º Álex Rins (Espanha) – 139; 4.º Andrea Dovizioso (Itália) – 135; 5.º Pol Espargaro (Espanha) – 135; 6.º Maverick Viñales (Espanha) – 132; 7.º Jack Miller (Austrália) – 132; 8.º Fabio Quartararo (França) – 127; 9.º Miguel Oliveira (Portugal) – 125; 10.º Takaaki Nakagami (Japão) – 116.
Liga das Nações da UEFA – 2020/21 – 6.ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – Bósnia-Herzegovina-Itália – 0-2 / Polónia-Países Baixos – 1-2
1.º Itália, 12; 2º Países Baixos, 11; 3º Polónia, 7; 4.º Bósnia-Herzegovina, 2
Grupo 2 – Bélgica-Dinamarca – 4-2 / Inglaterra-Islândia – 4-0
1.º Bélgica, 15; 2º Dinamarca,10; 3º Inglaterra, 10; 4º Islândia, 0
Grupo 3 – Croácia-Portugal – 2-3 / França-Suécia – 4-2
1.º França, 16; 2º Portugal, 13; 3.º Croácia, 3; 4º Suécia, 3
Grupo 4 – Espanha-Alemanha – 6-0 / Suíça-Ucrânia – (Atribuída vitória por 3-0 à Suíça – selecção da Ucrânia afectada por COVID-19)
1.º Espanha, 11; 2º Alemanha, 9; 3º Suíça, 6; 4º Ucrânia, 6
Itália, Bélgica, França e Espanha disputarão a fase final (“Final four”) desta competição da UEFA, a qual deverá decorrer em Itália (Turim e Itália) de 6 a 10 de Outubro de 2021. Bósnia-Herzegovina, Islândia, Suécia e Ucrânia são despromovidas à Liga B (edição de 2022/23).
Croácia – Portugal (Liga das Nações – 6.ª Jornada)
Croácia – Dominik Livaković, Josip Juranović, Dejan Lovren, Mile Škorić, Domagoj Bradarić, Luka Modrić, Marko Rog, Mateo Kovačić (90m – Toma Bašić), Nikola Vlašić (83m – Mislav Oršić), Ivan Perišić e Mario Pašalić (64m – Josip Brekalo)
Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, Rúben Semedo, Mário Rui (71m – João Cancelo), Danilo Pereira (77m – Sérgio Oliveira), João Moutinho, Bruno Fernandes (45m – Francisco Trincão), João Félix (71m – Bernardo Silva), Diogo Jota (77m – Paulinho) e Cristiano Ronaldo
1-0 – Mateo Kovačić – 29m
1-1 – Rúben Dias – 52m
1-2 – João Félix – 60m
2-2 – Mateo Kovačić – 65m
2-3 – Rúben Dias – 90m
Cartões amarelos – Marko Rog (23m) e Ivan Perišić (57m); Cristiano Ronaldo (54m)
Cartão vermelho – Marko Rog (51m)
Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)
A selecção de Portugal concluiu a sua participação na segunda edição da “Liga das Nações”, com um bom triunfo, na Croácia, ante o actual vice-campeão do Mundo, culminando assim uma muito boa campanha, contudo insuficiente para alcançar o objectivo da qualificação para a fase final da prova.
Não obstante a vitória, o seleccionador nacional, Fernando Santos, não se mostrou nada agradado com a atitude da equipa, dentro de campo, neste jogo de despedida.
Efectivamente, o conjunto português obteve um resultado algo lisonjeiro, beneficiando muito da feliz conjugação de algumas circunstâncias: em primeiro lugar, a expulsão, praticamente no início da segunda parte, de um jogador croata; depois, o facto de – não existindo “VAR” nesta fase preliminar da competição -, o árbitro não ter visto um ligeiro toque com a mão na bola, por parte de Diogo Jota, imediatamente antes de fazer a assistência que proporcionou a João Félix a marcação do segundo golo; por fim, uma desastrada intervenção do guardião Livaković, o qual, ao chocar com um colega, deixou escapar a bola das mãos, surgindo, com grande sentido de oportunidade, Rúben Dias, a marcar o tento (o seu segundo da noite) que, já em período de compensação, selaria o triunfo de Portugal…
Isto, sem prejuízo de, praticamente desde início, ter sido a selecção nacional a assumir a iniciativa, pese embora sem resultados práticos, não aproveitando, nessa fase, as debilidades que a defensiva da casa ia denotando, tendo a melhor ocasião de perigo sido desperdiçada por Diogo Jota, a rematar, de cabeça, mas ao lado da baliza.
Até que, praticamente com meia hora de jogo, ao invés, a Croácia, algo contra a designada “corrente do jogo”, aproveitaria as facilidades concedidas pela defesa lusa, com Rúben Semedo, já algo em desequilíbrio a fazer um defeituoso corte (incompleto), sobrando a bola para os croatas, com um primeiro remate defendido por Rui Patrício, mas, na recarga, Kovačić abria mesmo a contagem.
Até final do primeiro tempo, Portugal apenas teria mais um lance digno de registo, com um forte remate de Danilo Pereira, mas à figura do guardião croata.
A toada do jogo alterar-se-ia substancialmente com a expulsão de Rog – por acumulação de amarelos, devido a duas faltas, tão claras, como escusadas. De imediato, na cobrança da falta que originara a expulsão, Cristiano Ronaldo rematou forte, para defesa apertada de Livaković, surgindo Rúben Semedo a rcuperar, assistindo o outro defesa central português, Rúben Dias, que não hesitou, restabelecendo o empate.
A equipa portuguesa instalara-se no meio-campo adversário, pelo que não surpreendeu que, em menos de dez minutos, tivesse operado a reviravolta no marcador, no tal lance em que Diogo Jota, já próximo da linha de fundo, centrou atrasado para João Félix.
Mas o pior estava para vir: contrariamente ao que seria a expectativa, a vantagem portuguesa não durou mais de cinco minutos; mesmo reduzida a dez elementos, a Croácia repunha a igualdade.
Até final, num período incaracterístico, com a Croácia mais a pensar em preservar o empate, que – em função da derrota que a Suécia ia desenhando em Paris – lhe permitia manter-se no 1.º escalão desta competição, mas sem um controlo de jogo definido, Portugal acabaria mesmo por chegar à vitória, com Rúben Dias (que se estreara a marcar) a bisar, isto já depois de Bernardo Silva ter tido outra oportunidade.
No final, fica um sabor “agridoce”: tal como em relação à forma (e correspondente exibição) como foi obtida esta vitória, na derradeira ronda, Portugal, tendo obtido bons resultados ao longo desta fase de qualificação (vitórias em todos os quatro jogos ante a Croácia e a Suécia, em casa e fora, e empate em Paris, com o Campeão do Mundo), não alcançou o objectivo, deixando a pairar a sensação de que, com os recursos de que actualmente dispõe, tal teria sido possível.
Liga das Nações da UEFA – 2020/21 – 5.ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – Países Baixos-Bósnia-Herzegovina – 3-1 / Itália-Polónia – 2-0
1.º Itália, 9; 2º Países Baixos, 8; 3º Polónia, 7; 4.º Bósnia-Herzegovina, 2
Grupo 2 – Bélgica-Inglaterra – 2-0 / Dinamarca-Islândia – 2-1
1.º Bélgica, 12; 2º Dinamarca,10; 3º Inglaterra, 7; 4º Islândia, 0
Grupo 3 – Suécia-Croácia – 2-1 / Portugal-França – 0-1
1.º França, 13; 2º Portugal, 10; 3.º Croácia e Suécia, 3
Grupo 4 – Suíça-Espanha – 1-1 / Alemanha-Ucrânia – 3-1
1.º Alemanha, 9; 2º Espanha, 8; 3º Ucrânia, 6; 4.º Suíça, 3
Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2022/23).




