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Liga dos Campeões – 6ª Jornada – FC Salzburg – Benfica

FC Salzburg – Alexander Schlager, Amar Dedić, Kamil Piątkowski, Strahinja Pavlović, Samson Baidoo, Luka Sučić, Lucas Gourna-Douath, Mads Bidstrup (90+5m – Roko Šimić), Oscar Gloukh (82m – Dijon Kameri), Petar Ratkov (55m – Fernando dos Santos Pedro) e Dorgeles Nene (55m – Sékou Koïta)

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, João Neves, Orkun Kökçü (68m – Gonçalo Guedes), Ángel Di María, João Mário (90+1m – Arthur Cabral), Rafael “Rafa” Silva (90+4m – Florentino Luís) e Casper Tengstedt (45m – Petar Musa)

0-1 – Ángel Di María – 32m
0-2 – Rafael “Rafa” Silva – 45m
1-2 – Luka Sučić – 57m
1-3 – Arthur Cabral – 90+2m

Cartões amarelos – Lucas Gourna-Douath (10m), Petar Ratkov (51m), Dijon Kameri (82m) e Alexander Schlager (90m); Felipe Silva “Morato” (45m) e Petar Musa (72m)

Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)

O Benfica abordava este último jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, como que a necessitar de um “milagre”. Mas, ao mesmo tempo, um daqueles “milagres” que, racionalmente, até se afigurava ter alguma razoável dose de probabilidade de poder vir a ser alcançado. Afinal, em primeira instância, do que se tratava era de ganhar o jogo, e, daí à imprescindível diferença de dois golos… seria só mais um “pulinho”.

Um objectivo que, por paradoxal que possa parecer, demoraria apenas 45 minutos a ser alcançado – para depois, acabar por estar à beira de se ter gorado, não fosse o consumar de tal “milagre”, já fora de horas, através de um “mal-amado” Arthur Cabral.

Roger Schmidt teve, uma vez mais, de fazer adaptações no sector defensivo, desde logo com Aursnes e Morato no papel de laterais, mas, desta feita, também com a necessidade de mexer no eixo central, dado o castigo de António Silva, substituído por Tomás Araújo.

A formação austríaca, com todas as vantagens “na mão” (mais pontos, jogando em casa, e podendo inclusivamente perder… por um golo de diferença), começou por ter maior iniciativa nos primeiros minutos, exercendo forte pressão, como se o Benfica tivesse necessitado de algum tempo para perceber como poderia encontrar o antídoto para contrariar o adversário.

A acção de João Neves e de Tengstedt viria a revelar-se determinante para uma exibição personalizada do colectivo. Claro, a sorte também faz parte do jogo, mesmo que possa ser daquela que dá muito trabalho: pouco passava da meia hora, quando, num canto directo, Di María (que, no minuto precedente, ensaiara já um perigoso remate em arco), com um “golo olímpico”, fazia como o código postal: era meio caminho andado.

Marcar primeiro era o segredo para que fosse possível concretizar o indispensável “milagre”: naturalmente, os austríacos sentiram o golo e o perigo, e vacilaram. Perante o maior ritmo imposto pela turma portuguesa, não surpreenderia o ampliar da vantagem, para os tais dois golos de diferença, já em período de compensação do primeiro tempo, por Rafa – que, aliás, logo no quarto de hora inicial, tinha desperdiçado excelente oportunidade –, desta vez a conseguir tirar partido da sua velocidade, antecipando-se à defesa contrária.

Ao intervalo, Schmidt trocaria Tengstedt por Musa, talvez buscando o refrescar de uma posição que, nesta noite, se antecipava ser muito exigente. Não obstante, a toada de jogo não se alteraria significativamente, com o Benfica, mantendo o domínio, a parecer estar mais perto do terceiro golo, não fosse a noite “desinspirada” de Rafa, a nível da concretização, nomeadamente com um remate, já na pequena área, a sair à figura do guardião austríaco.

Seria um pouco “contra a corrente do jogo” que o Salzburg, num remate de longe, tendo sofrido ainda um desvio em Tomás Araújo, reduziria para a desvantagem mínima, ainda antes do quarto de hora da segunda metade, num “balde de água fria” para as aspirações benfiquistas.

Sentindo, ainda assim, que tudo continuava em aberto, o Benfica, denotando uma confiança que lhe tinha faltado noutras ocasiões, não abdicaria, agora com Aursnes em realce, a arriscar nas subidas pelo lado direito. Pouco passava da hora de jogo quando, noutro canto apontado por Di María, Otamendi, com um desvio subtil, fez com que a bola esbarrasse contra o poste. E, ainda antes dos 70 minutos, o mesmo Di María, a rematar, outra vez em arco, outra vez com a bola a embater no poste.

Tudo chegou a parecer “perdido”, quando, o Salzburg introduziu, pela segunda vez, a bola na baliza de Trubin, em lance, contudo, invalidado, por fora-de-jogo.

O tempo ia-se escoando a velocidade acelerada, e, porventura, seriam então já poucos os que confiariam que o Benfica podia ainda “sair vivo” nas competições europeias desta temporada, no que, a ter sucedido, seria dura penalização para a sua falta de eficácia (para além de Rafa, Otamendi e Di María, também Musa desperdiçaria flagrante ocasião de golo).

Foi então, já “nos descontos”, que Arthur Cabral – o qual acabara de entrar em campo, ao minuto 91 –, com um toque de calcanhar, seria feliz, tornando-se no “herói improvável”, a conferir a possibilidade de a sua equipa transitar para a Liga Europa.

Com uma exibição notoriamente diferente – para muito melhor – do que fora o seu padrão nesta fase de grupos (à excepção, apenas, do primeiro tempo da partida frente ao Inter), o Benfica acabaria por, evidenciando a sua notória superioridade, obter uma tão justa quanto categórica vitória, na exacta medida das suas necessidades, a terminar da melhor forma uma algo “sombria” campanha na Liga dos Campeões desta época.

12 Dezembro, 2023 at 10:58 pm Deixe um comentário

Europeu 2024 – Sorteio da Fase Final

Realizou-se hoje, em Hamburgo, o sorteio da Fase Final do Europeu 2024 de Futebol, a disputar na Alemanha, de 14 de Junho a 14 de Julho. É a seguinte a constituição dos Grupos:

Grupo A                Grupo B                Grupo C
Alemanha               Espanha                Inglaterra
Hungria                Albânia                Dinamarca
Escócia                Croácia                Eslovénia
Suíça                  Itália                 Sérvia

Grupo D                Grupo E                Grupo F
França                 Bélgica                Portugal
Áustria                Roménia                Turquia
Países Baixos          Eslováquia             R. Checa
Play-off A             Play-off B             Play-off C

Portugal fará a sua estreia no dia 18.06.2024, frente à R. Checa, em Leipzig. O 2.º jogo será a 22.06.2024, frente à Turquia, em Dortmund. O 3.º jogo está agendado para 26.06.2024, em Gelsenkirchen, frente ao vencedor do play-off C (Geórgia-Luxemburgo vs. Grécia-Cazaquistão).

Apuram-se para os 1/8 de final os 2 primeiros classificados de cada grupo, assim como os quatro melhores dos 3.º classificados.

As três selecções ainda a determinar, serão apuradas em função dos seguintes play-offs (jogos a disputar a 21 e 26 de Março):

A – Polónia-Estónia / País de Gales-Finlândia
B – Israel-Islândia / Bósnia Herzegovina-Ucrânia
C – Geórgia-Luxemburgo / Grécia-Cazaquistão

2 Dezembro, 2023 at 6:49 pm Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
KÍ Klaksvík – Slovan Bratislava – 1-2
Olimpija Ljubljana – Lille – 0-2

1º Lille, 11; 2º Slovan Bratislava, 10; 3º KÍ Klaksvík, 4; 4º Olimpija Ljubljana, 3

Grupo B
Gent – Zorya Luhansk – 4-1
Breiðablik – Maccabi Tel-Aviv – 1-2

1º Gent, 13; 2º Maccabi Tel-Aviv, 12; 3º Zorya Luhansk, 4; 4º Breiðablik, 0

Grupo C
Astana – Dinamo Zagreb – 0-2
Ballkani – Viktoria Plzeň – 0-1

1º Viktoria Plzeň, 15; 2º Dinamo Zagreb, 6; 3º Ballkani e Astana, 4

Grupo D
Beşiktaş – Club Brugge – 0-5
Bodø/Glimt – Lugano – 5-2

1º Club Brugge, 13; 2º Bodø/Glimt, 10; 3º Lugano, 4; 4º Beşiktaş, 1

Grupo E
AZ Alkmaar – Zrinjski Mostar – 1-0
Aston Villa – Legia Warszawa – 2-1

1º Aston Villa, 12; 2º Legia Warszawa, 9; 3º AZ Alkmaar, 6; 4º Zrinjski Mostar, 3

Grupo F
Čukarički – Ferencvárosi – 1-2
Fiorentina – Genk – 2-1

1º Fiorentina, 11; 2º Ferencvárosi, 9; 3º Genk, 6; 4º Čukarički, 0

Grupo G
HJK Helsinki – Aberdeen – 2-2
Eintracht Frankfurt – PAOK – 1-2

1º PAOK, 13; 2º Eintracht Frankfurt, 9; 3º Aberdeen, 3; 4º HJK Helsinki, 2

Grupo H
Nordsjælland – Fenerbahçe – 6-1
Spartak Trnava – Ludogorets – 1-2

1º Nordsjælland, 10; 2º Ludogorets e Fenerbahçe, 9; 4º Spartak Trnava, 1

Viktoria Plzeň e PAOK garantiram já o apuramento para os 1/8 de final. Por seu lado, o E. Frankfurt disputará o play-off.

30 Novembro, 2023 at 11:08 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Freiburg – Olympiacos – 5-0
Bačka Topola – West Ham – 0-1

1º Freiburg e West Ham, 12; 3º Olympiacos, 4; 4º Bačka Topola, 1

Grupo B
AEK – Brighton – 0-1
O. Marseille – Ajax – 4-3

1º O. Marseille, 11; 2º Brighton, 10; 3º AEK, 4; 4º Ajax, 2

Grupo C
Sparta Praha – Betis – 1-0
Rangers – Aris Limassol – 1-1

1º Betis, 9; 2º Rangers, 8; 3º Sparta Praha, 7; 4º Aris Limassol, 4

Grupo D
Atalanta – Sporting – 1-1
Sturm Graz – Raków Czestochowa – 0-1

1º Atalanta, 11; 2º Sporting, 8; 3º Sturm Graz e Raków Czestochowa, 4

Grupo E
Liverpool – LASK – 4-0
Toulouse – Union Saint-Gilloise – 0-0

1º Liverpool, 12; 2º Toulouse, 8; 3º Union Saint-Gilloise, 5; 4º LASK, 3

Grupo F
Maccabi Haifa – Stade Rennais – 0-3
Villarreal – Panathinaikos – 3-2

1º Stade Rennais, 12; 2º Villarreal, 10; 3º Panathinaikos, 4; 4º Maccabi Haifa, 2

Grupo G
Servette – Roma – 1-1
Sheriff Tiraspol – Slavia Praha – 2-3

1º Slavia Praha, 12; 2º Roma, 10; 3º Servette, 5; 4º Sheriff Tiraspol, 1

Grupo H
BK Häcken – Bayer Leverkusen – 0-2
Molde – Qarabağ – 2-2

1º Bayer Leverkusen, 15; 2º Molde e Qarabağ, 7; 4º BK Häcken, 0

Atalanta, Liverpool e Bayer Leverkusen garantiram já o apuramento para os 1/8 de final. Por seu lado, o Sporting disputará o play-off. O Servette disputará o play-off da Liga Conferência Europa.

30 Novembro, 2023 at 11:04 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Galatasaray – Manchester United – 3-3
Bayern München – København – 0-0

1º Bayern München, 13; 2º København e Galatasaray, 5; 4º Manchester United, 4

Grupo B
Arsenal – Lens – 6-0
Sevilla – PSV Eindhoven – 2-3

1º Arsenal, 12; 2º PSV Eindhoven, 8; 3º Lens, 5; 4º Sevilla, 2

Grupo C
Sp. Braga – Union Berlin – 1-1
Real Madrid – Napoli – 4-2

1º Real Madrid, 15; 2º Napoli, 7; 3º Sp. Braga, 4; 4º Union Berlin, 2

Grupo D
Real Sociedad – FC Salzburg – 0-0
Benfica – Inter – 3-3

1º Real Sociedad e Inter, 11; 3º FC Salzburg, 4; 4º Benfica, 1

Grupo E
Feyenoord – At. Madrid – 1-3
Lazio – Celtic – 2-0

1º At. Madrid, 11; 2º Lazio, 10; 3º Feyenoord, 6; 4º Celtic, 1

Grupo F
AC Milan – Borussia Dortmund – 1-3
Paris Saint-Germain – Newcastle – 1-1

1º Borussia Dortmund, 10; 2º Paris Saint-Germain, 7; 3º Newcastle e AC Milan, 5

Grupo G
Manchester City – RB Leipzig – 3-2
Young Boys – Crvena zvezda – 2-0

1º Manchester City, 15; 2º RB Leipzig, 9; 3º Young Boys, 4; 4º Crvena zvezda, 1

Grupo H
Shakhtar Donetsk – Royal Antwerp – 1-0
Barcelona – FC Porto – 2-1

1º Barcelona, 12; 2º FC Porto e Shakhtar Donetsk, 9; 4º Royal Antwerp, 0

Bayern München, Arsenal, PSV Eindhoven, Real Madrid, Real Sociedad, Inter, At. Madrid, Lazio, Borussia Dortmund, Manchester City, RB Leipzig e Barcelona garantiram já o apuramento para os 1/8 de final.

As quatro vagas restantes serão disputadas, respectivamente, entre: København, Galatasaray e Manchester United; Napoli e Sp. Braga; Paris Saint-Germain, Newcastle e AC Milan; FC Porto e Shakhtar Donetsk.

29 Novembro, 2023 at 11:01 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Benfica – Inter

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, António Silva, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Florentino Luís (79m – Orkun Kökçü), João Neves, Ángel Di María (89m – Tomás Araújo), Rafael “Rafa” Silva (90m – Tiago Gouveia), João Mário (90m – Francisco “Chiquinho” Machado) e Casper Tengstedt (79m – Petar Musa)

InterInter – Emil Audero, Yann Bisseck, Stefan de Vrij (77m – Federico Dimarco), Francesco Acerbi, Matteo Darmian (67m – Juan Cuadrado), Davide Frattesi, Kristjan Asllani, Davy Klaassen (67m – Nicolò Barella), Carlos Augusto, Marko Arnautović (67m – Marcus Thuram) e Alexis Sánchez (79m – Lautaro Martínez)

1-0 – João Mário – 5m
2-0 – João Mário – 13m
3-0 – João Mário – 34m
3-1 – Marko Arnautović – 51m
3-2 – Davide Frattesi – 58m
3-3 – Alexis Sánchez (pen.) – 72m

Cartões amarelos – João Mário (72m) e Felipe Silva “Morato” (78m); Juan Cuadrado (76m)

Cartão vermelho – António Silva (84m)

Árbitro – Andris Treimanis (Letónia)

Do dia para a noite. De uma exibição luminosa para (mais) uma actuação sombria.

Com um início fulgurante, intenso e, sobretudo, de grande objectividade, o Benfica surpreendeu tudo e todos – podendo conjecturar-se que terá começado por tirar partido do facto de o Inter ter feito rodar, em relação ao jogo da primeira volta, nada menos de dez (!) titulares (o defesa central Acerbi foi o único a alinhar de início nos dois encontros).

Com o entendimento entre a dupla Tengstedt e João Mário a revelar um (raro e, de certo modo, estranho) nível de perfeição (até porque foi o avançado a, por três vezes, “assistir” o médio, para um inaudito “hat-trick”), atingindo plena eficácia ofensiva, com Florentino e João Neves a proporcionar segurança no meio-campo, a equipa portuguesa, que praticamente entrara a ganhar, parecia ter a vitória “no bolso”, com pouco mais de meia hora jogada.

Esse terá sido um dos “pecados” nesta noite: primeiro, por um lado, ter-se-á acreditado, demasiado cedo, que o jogo estava “finito”; depois, num contraponto típico do “8 ou 80”, também cedo demais (logo após ter sofrido o 3-1), de imediato se deixou impor implacável dúvida e instalarem-se ameaçadores “fantasmas”. E, não obstante, o quarto golo até esteve perto de chegar…

O pior foi que, pela quarta vez nesta edição da “Liga dos Campeões” (tal como sucedera em casa, ante o Salzburg, em Milão, e em San Sebastián), o Benfica voltou a ter um monumental “apagão”, de cerca de meia hora, em que, positivamente, andou à deriva, incapaz de suster a forma ágil como a turma italiana explorava as alas.

Simone Inzaghi terá dado uma “dura” aos seus jogadores ao intervalo, que vieram para a segunda parte com disposição radicalmente distinta; e, por curiosidade, a recuperação do 0-3 até ao 3-3, operada em apenas vinte minutos, seria, em larga medida, obra desses “reservistas”.

Quando o técnico italiano apostou na “artilharia pesada” (Cuadrado, Barella e Thuram tinham entrado em campo cinco minutos antes do tento do empate), recorrendo ainda a Dimarco e a Lautaro Martínez, numa deliberada aposta em busca da vitória, o completar da reviravolta que, então, se projectava pudesse ocorrer, acabou por não se concretizar.

Reduzido a dez elementos aos 84 minutos, o Benfica teria de jogar ainda cerca de um quarto de hora em inferioridade numérica, unindo-se, então, de forma brava e solidária, para, pelo menos preservar o empate. Teria ainda oportunidade para poder chegar à vitória, mas sofreria grande “calafrio”, com um remate (de Barella) a embater no poste da baliza de Trubin.

Muito passivo no banco, transmitindo a imagem de não confiar nos “reforços”, Roger Schmidt foi adiando, até ao limite, qualquer substituição, acabando, numa mera táctica de “queimar tempo”, a fazer entrar Chiquinho e Tiago Gouveia ao minuto 90+9! Contrariamente ao que o público pedia (arriscar), privilegiou-se manter em aberto a possibilidade (que subsiste de probabilidade remota) de vir ainda a chegar à Liga Europa, o que implicaria vencer em Salzburgo por dois golos de diferença.

Schmidt volta a lamentar as falhas de arbitragem – e é claro que, nos quatro jogos disputados frente ao Inter, em todos eles houve situações que deixaram grandes dúvidas, sempre em prejuízo do Benfica –, reclamando uma falta no lance que origina o 3-2, do “penalty” (em jogada também precedida de óbvia falta sobre João Neves) que proporcionou o 3-3, e da exagerada expulsão de António Silva, mas terá, principalmente, em focar-se em procurar corrigir o que, de algum modo, será controlável, que são os erros próprios.

Numa campanha europeia de muitos equívocos, o Benfica terá tido de contentar-se com o mínimo dos mínimos, por ora, o evitar a repetição dos zero pontos de há seis épocas.

29 Novembro, 2023 at 11:00 pm Deixe um comentário

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – 2023

Em mais uma edição, sem “grande história”, do Mundial de Fórmula 1, Max Verstappen, exercendo supremacia esmagadora, sagrou-se tri-campeão mundial, estabelecendo um novo record, de 19 vitórias numa temporada (em que se destacam dois ciclos, um de dez triunfos consecutivos, e outro de sete, a fechar o ano)!

Dos 22 Grandes Prémios desta época, a Red Bull deixou escapar a vitória apenas num deles, em Singapura, onde Carlos Sainz terminou no 1.º lugar; por seu lado, Sergio Pérez, tal como conseguira no ano anterior, voltou a vencer duas provas (Arábia Saudita e Azerbaijão, ambas no início da temporada, respectivamente na 2.ª e na 4.ª corrida).

Classificação Final do Mundial de Pilotos:

Max Verstappen (Países Baixos) – Red Bull Racing Honda RBPT – 575
2º Sergio Pérez (México) – Red Bull Racing Honda RBPT – 285
3º Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) – Mercedes – 234
4º Fernando Alonso (Espanha) – Aston Martin Aramco-Mercedes – 206
5º Charles Leclerc (Mónaco) – Ferrari – 206
6º Lando Norris (Grã-Bretanha) – McLaren-Mercedes – 205
7º Carlos Sainz (Espanha) – Ferrari – 200
8º George Russell (Grã-Bretanha) – Mercedes – 175
9º Oscar Piastri (Austrália) – McLaren-Mercedes – 97
10º Lance Stroll (Canadá) – Aston Martin Aramco-Mercedes  – 74
11º Pierre Gasly (França) – Alpine-Renault – 62
12º Esteban Ocon (França) – Alpine-Renault – 58
13º Alexander Albon (Tailândia) – Williams-Mercedes – 27
14º Yuki Tsunoda (Japão) – Alphatauri Honda RBPT – 17
15º Valtteri Bottas (Finlândia) – Alfa Romeo-Ferrari – 10
16º Nico Hulkenberg (Alemanha) – Haas-Ferrari – 9
17º Daniel Ricciardo (Austrália) – Alphatauri Honda RBPT – 6
18º Zhou Guanyu (China) – Alfa Romeo-Ferrari – 6
19º Kevin Magnussen (Dinamarca) – Haas-Ferrari – 3
20º Liam Lawson (N. Zelândia) – Alphatauri Honda RBPT – 2
21º Logan Sargeant (EUA) – Williams-Mercedes – 1

Não pontuou o piloto Nyck De Vries (Países Baixos – Alphatauri Honda RBPT).

Classificação do Mundial de Construtores:

1º Red Bull Racing Honda RBPT – 860
2º Mercedes – 409
3º Ferrari – 406
4º McLaren-Mercedes – 302
5º Aston Martin Aramco-Mercedes – 280
6º Alpine-Renault – 120
7º Williams-Mercedes – 28
8º Alphatauri Honda RBPT – 25
9º Alfa Romeo-Ferrari – 16
10º Haas-Ferrari – 12

É o seguinte o palmarés de Campeões do Mundo:

  • 7 títulos – Michael Schumacher (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004) e Lewis Hamilton (2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019, 2020);
  • 5 títulos – Juan Manuel Fangio (1951, 1954, 1955, 1956, 1957);
  • 4 títulos – Alain Prost (1985, 1986, 1989, 1993) e Sebastien Vettel (2010, 2011, 2012, 2013);
  • 3 títulos – Jack Brabham (1959, 1960, 1966), Jackie Stewart (1969, 1971, 1973), Niki Lauda (1975, 1977, 1984), Nelson Piquet (1981, 1983, 1987), Ayrton Senna (1988, 1990, 1991) e Max Verstappen (2021, 2022, 2023);
  • 2 títulos – Alberto Ascari (1952, 1953), Graham Hill (1962, 1968), Jim Clark (1963, 1965), Emerson Fittipaldi (1972, 1974), Mika Häkkinen (1998, 1999) e Fernando Alonso (2005, 2006);
  • 1 título – Giuseppe Farina (1950), Mike Hawthorn (1958), Phil Hill (1961), John Surtees (1964), Denis Hulme (1967), Jochen Rindt (1970), James Hunt (1976), Mario Andretti (1978), Jody Scheckter (1979), Alan Jones (1980), Keke Rosberg (1982), Nigel Mansell (1992), Damon Hill (1996), Jacques Villeneuve (1997), Kimi Räikkönen (2007), Jenson Button (2009) e Nico Rosberg (2016).

26 Novembro, 2023 at 8:52 pm Deixe um comentário

Europeu 2024 – Qualificação – Classificações finais


(clicar na imagem para ampliar)

Garantiram o apuramento para a fase final do “EURO 2024” as seguintes selecções (duas primeiras classificadas de cada Grupo): Espanha, França, Inglaterra, Turquia, Albânia, Bélgica, Hungria, Dinamarca, Roménia e Portugal; Escócia, Países Baixos, Itália, Croácia, R. Checa, Áustria, Sérvia, Eslovénia, Suíça e Eslováquia – que se juntam à selecção do país organizador, Alemanha.

As restantes três vagas serão disputadas pelas equipas que, não tendo sido apuradas, haviam tido melhor desempenho nas várias divisões da “Liga das Nações”, repartidas em três vias:

Play-off A – Polónia-Estónia; e País de Gales-Finlândia/Ucrânia/Islândia
Play-off B – Israel-Ucrânia/Islândia; e Bósnia-Herzegovina-Finlândia/Ucrânia
Play-off C – Geórgia-Luxemburgo; e Grécia-Cazaquistão

22 Novembro, 2023 at 12:48 am Deixe um comentário

Portugal – Islândia (Europeu 2024 – Qualif.)

Portugal – Diogo Costa, João Mário Lopes (62m – Raphaël Guerreiro), Rúben Dias, Gonçalo Inácio, João Cancelo (87m – João Neves), Otávio (75m – Vítor Ferreira “Vitinha”), João Palhinha, Bruno Fernandes, Bernardo Silva (62m – Ricardo Horta), Cristiano Ronaldo e João Félix (87m – Armindo Na Bangna “Bruma”)

Islândia Hákon Rafn Valdimarsson, Hjörtur Hermannsson, Sverrir Ingason, Guðlaugur Victor Pálsson, Guðmundur Þórarinsson, Arnór Sigurðsson, Ísak Bergmann Jóhannesson (62m – Arnór Ingvi Traustason), Willum Þór Willumsson (62m – Mikael Egill Ellertsson), Jón Dagur Þorsteinsson (62m – Andri Lucas Guðjohnsen), Jóhann Guðmundsson e Alfreð Finnbogason (45m – Orri Steinn Óskarsson)

1-0 – Bruno Fernandes – 37m
2-0 – Ricardo Horta – 66m

Cartões amarelos – João Félix (84m) e João Palhinha (54m); Ísak Bergmann Jóhannesson (28m), Jón Dagur Þorsteinsson (32m), Willum Þór Willumsson (46m) e Jóhann Guðmundsson (54m)

Árbitro – Anastasios Papapetrou (Grécia)

Consumou-se o fantástico registo de dez vitórias em dez jogos desta fase de apuramento para o “EURO 2024”, com Portugal a ser, para além da única selecção que conseguiu o pleno de triunfos (um registo que o seu seleccionador, Roberto Martínez, bisa, depois de o ter alcançado já, na edição anterior, então ao serviço da Bélgica), também a equipa que mais golos marcou (total de 36, à excelente média de 3,6 golos/jogo – também um “record” nacional em fases de qualificação), e, igualmente a menos batida (apenas dois golos sofridos, ambos frente à Eslováquia)!

Quanto ao jogo, o desfecho foi precisamente igual (2-0) ao obtido no Liechstentein, mas esta foi uma partida de contornos distintos, frente a um opositor que, pese embora tenha terminado num modesto 4.º lugar, surpreendentemente relegada pelo Luxemburgo, tem alguma valia, mostrando-se organizado dentro de campo.

Num jogo disputado em ambiente de festa, com um Estádio de Alvalade predisposto a aplaudir o fantástico desempenho da selecção nacional, a equipa portuguesa realizou boa exibição, com momentos em que chegou a atingir algum brilho, com Bruno Fernandes, sempre pendular ao longo de toda esta fase de qualificação, em destaque, a pautar o jogo, bem acompanhado por Bernardo Silva e João Félix.

Ainda cedo na partida, de que, desde início, Portugal assumira o controlo, Otávio começaria por rematar à trave. De alguma forma inesperadamente, a Islândia apresentava-se algo atrevida, não se limitando a remeter-se a uma defensiva porfiada.

Mas a turma portuguesa não permitiria grandes veleidades, desbobinando o seu futebol, surgindo inúmeras vezes no último terço do terreno, criando lances de perigo.

Seria o próprio Bruno Fernandes a desbloquear o jogo, com um golo de notável execução técnica, a dar a melhor sequência a um passe “açucarado” de Bernardo Silva.

Após esse tento, colocando Portugal em vantagem, a toada do encontro não se alteraria de forma relevante, sendo o 2-0 o corolário para o domínio exercido, colocando um ponto final na missão, cumprida com imponência, da nossa selecção.

A Islândia, que, a espaços, procurara quebrar o ritmo de jogo, então já sem nada a perder, arriscaria, procurando avançar no terreno, aproximando-se da área de Diogo Costa, mas, efectivamente, sem criar qualquer soberana ocasião para marcar.

Portugal, que garantira o objectivo primordial, do apuramento, já há vários jogos – quando restavam ainda três jornadas por disputar – confirmava também outro importante objectivo, o de uma qualificação “perfeita” em termos pontuais, como nunca antes alcançara!

Com uma selecção recheada de opções de alto nível para qualquer das posições do “onze”, os dados estão lançados para uma promissora fase final.

GRUPO J                Jg     V     E     D       G      Pt
1º Portugal            10    10     -     -    36 - 2    30
2º Eslováquia          10     7     1     2    17 - 8    22
3º Luxemburgo          10     5     2     3    13 -19    17
4º Islândia            10     3     1     6    17 -16    10
5º Bósnia-Herzegovina  10     3     -     7     9 -20     9
6º Liechtenstein       10     -     -    10     1 -28     -

10ª jornada

19.11.2023 – Bósnia-Herzegovina – Eslováquia – 1-2
19.11.2023 – Liechtenstein – Luxemburgo – 0-1
19.11.2023 – Portugal – Islândia – 2-0

(mais…)

19 Novembro, 2023 at 10:44 pm Deixe um comentário

Liechtenstein – Portugal (Europeu 2024 – Qualif.)

Liechtenstein Liechtenstein – Benjamin Büchel, Andreas Malin, Sandro Wieser, Lars Traber, Niklas Beck (63m – Liam Kranz), Simon Lüchinger (45m – Livio Meier), Marcel Büchel, Aron Sele (77m – Jens Hofer), Maximilian “Max” Göppel, Julien Hasler (63m – Philipp Ospelt) e Dennis Salanović (90m – Martin Marxer)

Portugal – José Sá, João Cancelo (87m – João Mário Lopes), António Silva, Tote “Toti” Gomes, Bernardo Silva (60m – Ricardo Horta), Bruno Fernandes (67m – Vítor Ferreira “Vitinha”), Rúben Neves, Diogo Jota, Cristiano Ronaldo (67m – Armindo Na Bangna “Bruma”), João Félix (87m – João Neves) e Gonçalo Ramos

0-1 – Cristiano Ronaldo – 46m
0-2 – João Cancelo – 57m

Cartões amarelos – Simon Lüchinger (24m); Diogo Jota (90m)

Árbitro – Mohammed Al-Hakim (Suécia)

Defrontando uma das mais débeis selecções da Europa, Roberto Martínez permitiu-se aproveitar este jogo para ensaiar várias experiências, as quais, em bom rigor, não só não deram mostras de funcionar – perante um lote de jogadores inevitavelmente sem as necessárias rotinas de jogo, entre si –, como se tem dificuldade em vislumbrar contra que tipo de adversários poderiam ter utilidade, no contexto da próxima fase final desta competição.

Foi, pois, uma equipa em serviços mínimos, que possibilitou ao Liechtenstein (com uma média superior a três golos sofridos por jogo, à entrada para este encontro) a “proeza” de chegar ao intervalo ainda com a sua baliza inviolada…

Claro, Portugal dominara por completo, no primeiro tempo, e até fizera uma quantidade apreciável de remates, nenhum deles materializado em golo, tendo tido, aliás, apenas duas oportunidades efectivas, por Rúben Neves e Gonçalo Ramos. A prova provada que alinhar com vários “avançados” (juntando, no mesmo “onze”, Diogo Jota, Cristiano Ronaldo, João Félix e Gonçalo Ramos) nem sempre será a melhor receita para chegar ao golo.

Necessariamente alertada ao intervalo, a equipa nacional surgiria, para a segunda metade, mais focada e objectiva, tendo Cristiano Ronaldo começado por rematar aos ferros da baliza contrária, ainda antes de, logo no minuto inicial, inaugurar o marcador. Estava, enfim, quebrada a resistência dos visitados, e, claro, bem encaminhada a 9.ª vitória consecutiva para Portugal.

Até porque não demoraria a chegar o “golo da confirmação”, apenas cerca de dez minutos volvidos, com João Cancelo em evidência, a criar e a finalizar este lance.

“Surpresa das surpresas”: o Liechtenstein – que, até agora, marcou um único golo nesta fase de apuramento, na Bósnia – esteve à beira de reduzir a desvantagem, não fora o guardião José Sá (a par de Toti Gomes e de João Mário, estreantes na selecção principal), salvaguardando a sua baliza, ter negado tal possibilidade a Salanović, que lhe surgia isolado.

Até final, pouco mais haveria para assinalar, tendo começado já a contagem decrescente para o derradeiro jogo, em busca de um inédito pleno de vitórias.

GRUPO J                Jg     V     E     D       G      Pt
1º Portugal             9     9     -     -    34 - 2    27
2º Eslováquia           9     6     1     2    15 - 7    19
3º Luxemburgo           9     4     2     3    12 -19    14
4º Islândia             9     3     1     5    17 -14    10
5º Bósnia-Herzegovina   9     3     -     6     8 -18     9
6º Liechtenstein        9     -     -     9     1 -27     -

Ainda com uma ronda por disputar, Portugal e Eslováquia garantiram já o apuramento para a fase final do EURO 2024.

9ª jornada

16.11.2023 – Eslováquia – Islândia – 4-2
16.11.2023 – Liechtenstein – Portugal – 0-2
16.11.2023 – Luxemburgo – Bósnia-Herzegovina – 4-1

(mais…)

16 Novembro, 2023 at 10:44 pm Deixe um comentário

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