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RALI DE PORTUGAL – 1984

É uma prova que perdura na minha memória: o Rali de Portugal de 1984.

Ainda adolescente, o fascínio das máquinas e pilotos era absolutamente incontornável. A possibilidade de ver os carros ao vivo deveras entusiasmante.

E havia um ídolo chamado Markku Alen. Que, numa prova disputada ao segundo, acabaria por ter de se inclinar perante o poderio de uma máquina que era então verdadeira coqueluche, o Audi Quattro, superiormente conduzido por Hannu Mikkola.

A tradicional ronda de Sintra – com as três passagens pelas provas especiais da Lagoa Azul, Peninha e Sintra colocara já na frente do rali – depois do domínio inicial do “jovem lobo” Henri Toivonen (conseguindo vitórias sucessivas nos 5 primeiros troços, batendo exuberantemente os records dessas provas, nomeadamente com 2m10s na Lagoa Azul, voando com uma média de 127 km/hora! – uma promessa e um “ídolo nascente”… que viria a ter um destino fatal dois anos depois, como tantas vezes acontece com alguns dos mais predestinados) – Markku Alen, comandando a armada dos Lancia Rally (com Attilio Bettega e Massimo Biasion a ocuparem as posições imediatas), posição que “herdara” de Toivonen, na sequência do seu despiste e desistência na 2ª passagem por Sintra, na descida da rampa da Pena. Alen tinha então, no final das primeiras 9 “especiais”, cerca de 1 minuto e 10 segundos sobre o melhor Audi, de Mikkola.

No restante da 1ª etapa, também com troços em asfalto, até à Póvoa de Varzim, os Lancia continuaram a dominar, com vitórias repartidas de Bettega e Biasion. E, no final do primeiro dia – após 15 troços de classificação -, Biasion liderava a geral, seguido por Bettega… a 2 segundos, e por Markku Alen, a 1 minuto e 40 (todos em Lancia Martini – que contava ainda com a excelente prestação do português António Rodrigues, em 7º, a cerca de 4 minutos). Mikkola, em 4º, continuava a ser o melhor da Audi, a 2 minutos e 25 segundos de Biasion, com Stig Blomqvist em 6º (Jean Ragnotti, em Renault, era então o 5º classificado).

Mas, logo no início da segunda etapa, as coisas começavam a mudar de figura: Walter Rohrl, Blomqvist e Mikkola passavam a registar os melhores tempos nas provas especiais de classificação, com Alen, “cerrando os dentes”, a intrometer-se com dificuldade entre a esquadra da Audi, que entrara de rompante no segundo dia de prova, ao mesmo tempo que ganhava tempo aos seus colegas de equipa. Na geral, Attilio Bettega passara entretanto para a frente, até à 2ª passagem por Arcos-Portela, em que Markku Alen assumiu novamente a liderança. 

Nos troços de terra do Minho – em particular com uma melhoria na segunda passagem -, a Lancia ia resistindo, procurando manter a vantagem: no final da segunda etapa (após 25 troços), Alen era o primeiro, com 40 segundos de vantagem sobre Bettega e 55 segundos sobre Biasion; o primeiro Audi, de Mikkola, estava a apenas 5 segundos do 3º lugar! Os outros dois Audi, de Rohrl e Blomqvist ocupavam as 5ª e 6ª posições, embora distantes (respectivamente mais de 7 minutos e mais de 10 minutos de Alen).

A terceira etapa, começando a inflectir para sul, em direcção ao centro do país, viria a revelar-se decisiva. Alen “abria a estrada” e beneficiava de tal facto para poder correr com a pista livre das nuvens de pó levantadas pelos carros. Recorrendo a um “truque estratégico”, a Audi fez Rohrl avançar na “fila de partida” para cada troço (ele que, pela classificação, deveria seguir-se a Mikkola), o qual, logo depois de partir, esperava que Mikkola o ultrapassasse, usufruindo este de um intervalo de dois minutos desde que o terceiro Lancia passava pelos troços, pelo que conseguia também conduzir “a fundo”, sem ser limitado pela poeira da estrada.

Rapidamente (logo na 28ª prova de classificação, em Cabreira) Mikkola assumiria o comando da prova… com 1 segundo de vantagem sobre Alen. No final da 3ª etapa, após a segunda passagem em Viseu, com 37 provas especiais disputadas, Mikkola liderava – sempre seguido pelos 3 Lancia – tendo então a diferença para Alen aumentado para 43 segundos.

A abrir a 4ª etapa, na primeira passagem em Arganil, Markku Alen entrava novamente “a fundo”, recuperando 33 segundos, colocando-se apenas a 10 segundos de Mikkola. Estava dado o mote para um despique cerrado… quase até ao último metro! Nos troços imediatos, a diferença entre os dois primeiros na geral – ambos arriscando tudo – oscilou da seguinte forma: 9 segundos na Candosa 1; 11 segundos na Lousã 1; 15 segundos após a segunda passagem por Arganil (uma diferença de 4 segundos numa prova especial de 57 km!); 19 segundos na Candosa 2 e também após a segunda passagem na Lousã; no termo de 43 provas especiais de classificação, com mais de 650 km, percorridos em cerca de 7 horas e 19 minutos.

Tudo parecia estar em aberto para os dois últimos troços: Martinchel e Coruche, respectivamente com 9 km e 20 km. Mikkola e Alen recuperavam um duelo particular que haviam protagonizado já em 1978 (então, em Sintra, com vantagem para Alen).

Era então a vez de a Lancia replicar a táctica da Audi: fazia sair antecipadamente Bettega e Biasion, que esperavam depois por Alen, passando este nos troços – desta forma – 6 minutos depois de Mikkola.

No entretanto, ambos os pilotos haviam tido tempo para sobrevoar os troços, de helicóptero, procurando fazer um último reconhecimento do percurso! Contudo, todos os esforços de Alen se viriam a revelar infrutíferos: em Martinchel perdia mais 5 segundos, saindo para a derradeira prova de classificação com um atraso acumulado de 24 segundos, necessitando recuperar um pouco mais que 1 segundo por km em Coruche; acabaria por ceder mais 3 segundos.

O rali chegava ao termo, com a vitória de Hannu Mikkola com 27 segundos de vantagem sobre Markku Alen, comumando assim a “desforra”. Attilio Bettega seria 3º (a quase 23 minutos de Mikkola!); Massimo Biasion o 4º; Jean Ragnotti garantia o 5º lugar; Walter Rohrl terminava em 6º, a quase 46 minutos do seu companheiro de equipa. Jorge Ortigão, em 8º, seria o melhor português, a 1 hora e 44 minutos do primeiro. Terminariam a prova apenas 20 dos 66 pilotos que haviam comparecido à partida.

28 Março, 2007 at 12:55 pm Deixe um comentário

CAMPEONATO MUNDIAL DE RALIS

1977 – 1º Sandro Munari (Troféu FIA)
1978 – 1º Markku Alen (Troféu FIA)
1979 – 1º Bjorn Waldegaard / 2º Hannu Mikkola / 3º Markku Alen – Ford
1980 – 1º Walter Rohrl / 2º Hannu Mikkola / 3º Bjorn Waldegaard – Fiat
1981 – 1º Ari Vatanen / 2º Guy Fréquelin / 3º Hannu Mikkola – Talbot
1982 – 1º Walter Rohrl / 2º Michèle Mouton / 3º Hannu Mikkola – Audi
1983 – 1º Hannu Mikkola / 2º Walter Rohrl / 3º Markku Alen – Lancia
1984 – 1º Stig Blomqvist / 2º Hannu Mikkola / 3º Markku Alen – Audi
1985 – 1º Timo Salonen / 2º Stig Blomqvist / 3º Walter Rohrl – Peugeot
1986 – 1º Juha Kankkunen / 2º Markku Alen / 3º Timo Salonen – Peugeot
1987 – 1º Juha Kankkunen / 2º Massimo Biasion / 3º Markku Alen – Lancia
1988 – 1º Massimo Biasion / 2º Alessandro Fiorio / 3º Markku Alen – Lancia
1989 – 1º Massimo Biasion / 2º Alessandro Fiorio / 3º Mikael Ericsson – Lancia
1990 – 1º Carlos Sainz / 2º Didier Auriol / 3º Juha Kankkunen – Lancia
1991 – 1º Carlos Sainz / 2º Juha Kankkunen / 3º Didier Auriol – Lancia
1992 – 1º Didier Auriol / 2º Juha Kankkunen / 3º Carlos Sainz – Lancia
1993 – 1º Juha Kankkunen / 2º François Delecour / 3º Didier Auriol – Toyota
1994 – 1º Didier Auriol / 2º Carlos Sainz / 3º Juha Kankkunen – Toyota
1995 – 1º Colin McRae / 2º Carlos Sainz / 3º Kenneth Eriksson – Mitsubishi
1996 – 1º Tommi Makinen / 2º Colin McRae / 3º Carlos Sainz – Mitsubishi
1997 – 1º Tommi Makinen / 2º Colin McRae / 3º Carlos Sainz – Subaru
1998 – 1º Tommi Makinen / 2º Carlos Sainz / 3º Colin McRae – Mitsubishi
1999 – 1º Tommi Makinen / 2º Richard Burns / 3º Didier Auriol – Toyota
2000 – 1º Marcus Gronholm / 2º Richard Burns / 3º Carlos Sainz – Peugeot
2001 – 1º Richard Burns / Colin McRae / 3º Tommi Makinen – Peugeot
2002 – 1º Marcus Gronholm / 2º Petter Solberg / 3º Carlos Sainz – Peugeot
2003 – 1º Petter Solberg / 2º Sébastien Loeb / 3º Carlos Sainz – Citroen
2004 – 1º Sébastien Loeb / 2º Petter Solberg / 3º Markko Martin – Citroen
2005 – 1º Sébastien Loeb / 2º Petter Solberg / 3º Marcus Gronholm – Citroen
2006 – 1º Sébastien Loeb / 2º Marcus Gronholm / 3º Mikko Hirvonen – Ford

28 Março, 2007 at 11:40 am Deixe um comentário

RALLY DE PORTUGAL – PALMARÉS

Vencedores

Markku Alen (Finlândia) – 5 vitórias (1975, 1977, 1978, 1981 e 1987)
Hannu Mikkola (Finlândia) – 3 vitórias (1979, 1983 e 1984)
Massimo Biasion (Itália) – 3 vitórias (1988, 1989 e 1990)
Armindo Araújo – 3 vitórias (2003, 2004 e 2006)
Carlos Sainz (Espanha) – 2 vitórias (1991 e 1995)
Juha Kankkunen (Finlândia) – 2 vitórias (1992 e 1994)
Tommi Makinen (Finlândia) – 2 vitórias (1997 e 2001)
Colin McRae (Escócia) – 2 vitórias (1998 e 1999)

Marcas

Lancia – 8 vitórias (1968, 1970, 1976, 1987, 1988, 1989, 1990 e 1992)
Fiat – 6 vitórias (1974, 1975, 1977, 1978, 1980, 1981)
Renault – 4 vitórias (1967, 1971, 1973 e 1986)
Subaru – 4 vitórias (1995, 1998, 2000 e 2005)
Toyota – 4 vitórias (1991, 1994, 1996 e 2002)

Pódios

Markku Alen – 9 (1974, 1975, 1977, 1978, 1980, 1981, 1984, 1987 e 1989)
Massimo Biasion – 8 (1985, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993 e 1994)
Carlos Sainz – 7 (1991, 1992, 1995, 1998, 1999, 2000 e 2001)
Hannu Mikkola – 5 (1975, 1978, 1979, 1983 e 1984)
Bjorn Waldegaard – 5 (1970, 1972, 1977, 1979 e 1981)
Didier Auriol – 5 (1990, 1991, 1994, 1999 e 2002)
Juha Kankkunen – 4 (1990, 1992, 1994 e 1995)
Ove Andersson – 4 (1975, 1976, 1977 e 1979)
Armindo Araújo – 4 (2003, 2004, 2005 e 2006)
Walter Rohrl – 3 (1980, 1983 e 1985)
Colin McRae – 3 (1995, 1998 e 1999)
Jean-Pierre Nicolas – 3 (1971, 1973 e 1978)
Freddy Loix – 3 (1996, 1997 e 1998)

27 Março, 2007 at 12:32 pm 3 comentários

RALLY DE PORTUGAL

6 anos depois, o Rally de Portugal – considerado por 5 vezes o melhor rali do mundo – volta a integrar o Campeonato do Mundo de Ralis, de que fizera parte do calendário nos anos de 1973 a 2001.

Regressam as “estrelas” do automobilismo mundial, nomeadamente: Sebastien Loeb e Daniel Sordo (ambos em Citroen C4 WRC), Petter Solberg e Chris Atkinson (Subaru) e Marcus Gronholm e Mikko Hirvonen (em Ford).

A primeira prova de classificação será a “super-especial” no Estádio do Algarve, na próxima Quinta-feira, dia 29 de Março; até Domingo, pilotos e máquinas irão colorir as estradas do Algarve e Alentejo.

Ao longo desta semana por aqui pretendo recordar algumas das 40 anteriores edições da prova, também por via das suas maiores figuras.

Palmarés do Rali de Portugal:

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26 Março, 2007 at 12:32 pm 4 comentários

EURO-2008 (QUALIF.) – PORTUGAL – BÉLGICA

PortugalBélgica4-0

A equipa portuguesa (privada de Deco, por lesão; e de Simão Sabrosa, a cumprir um jogo de suspensão) entrou em campo com boa atitude, procurando construir jogo ofensivo, com os belgas – desde início… tal como “prometido” – a recorrer com insistência à falta, de alguma forma procurando “intimidar” os mais criativos jogadores portugueses, com destaque para o dinamismo de Quaresma.

Apenas cerca dos 20 minutos de jogo, a Bélgica surgiria, pela primeira vez, com algum perigo, à área da equipa nacional. Entretanto, Portugal continuava a atacar, ao mesmo tempo que, por algumas vezes, ia tentando rematar de longe.

Passada a meia hora de jogo, notava-se alguma dificuldade nas transições ofensivas, com João Moutinho a jogar algo recuado; e, inversamente, Nuno Gomes isolado na frente. Os belgas apenas procuravam manter o nulo no marcador, quando, a finalizar o primeiro tempo, ficou por assinalar uma grande penalidade a favor de Portugal, com Cristiano Ronaldo a ver o cartão amarelo por reclamar.

Logo no início da segunda parte, Portugal criava duas oportunidades de golo, mas não conseguia converter. Mas, apenas com 7 minutos, com João Moutinho a subir no terreno, provocando desequilíbrios, Nuno Gomes não teve dificuldade em empurrar a bola para a baliza, inaugurando o marcador.

Para, logo de seguir, numa excelente iniciativa de Quaresma, o guarda-redes belga a não chegar à bola, surgindo nas costas Cristiano Ronaldo, a cabecear para a baliza deserta, fazendo o 2-0.

Procurando reagir, na Bélgica entrou Sterchele… que, na sua primeira jogada, desperdiçou escandalosamente o golo, completamente isolado e já com Ricardo fora do lance.

Mas o melhor momento da noite estava ainda para chegar! Aos 69 minutos, num lance de magia, Quaresma, descaído sobre o lado direito (ainda fora da área) rematou “de trivela”, em arco, cruzado para o poste mais distante, com a bola a sobrevoar o guarda-redes belga e a anichar-se no fundo da baliza; como primeiro golo na selecção, uma jogada para recordar para sempre!

No duelo “particular” entre Cristiano Ronaldo e Stijnen, o português cirandou à entrada da área, driblando os adversários, rodando o pé sobre a bola, acabando por rematar, com o guarda-redes belga a consentir o quarto golo português.

Stijnen viria ainda, já no último minuto, a negar (por duas vezes!) o que teria sido o quinto golo português…

Portugal dava – dentro do campo – a melhor resposta às polémicas que rodearam este jogo, criadas pelo comportamento dos belgas (primeiro com Stijnen a “ameaçar” Ronaldo, e, à chegada ao aeroporto de Lisboa, com escaramuças com oso jornalistas portugueses). Uma categórica vitória, com uma goleada, relançando as suas hipóteses de apuramento, ao mesmo tempo que praticamente afasta a Bélgica dessa luta.

Já depois do termo do jogo, um gesto bonito: o abraço entre Ronaldo e Stijnen!

Portugal – Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e Paulo Ferreira; Petit (76m – Fernando Meira), Tiago, Quaresma (70m – Nani), João Moutinho e Cristiano Ronaldo (78m – Hugo Viana); Nuno Gomes

Bélgica – Stijnen, Hoefkens (64m – Sterchele), Clement, Van Buyten, Van der Heyden, Fellaini, Mudingayi, De Man, Defour, Martens (56m – Chatelle) e Mbo Mpenza (80m – Van Damme)

1-0 – Nuno Gomes – 52m
2-0 – Cristiano Ronaldo – 55m
3-0 – Quaresma – 69m
4-0 – Cristiano Ronaldo – 75m

Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (45m); Hoefkens (15m), De Man (38m), Fellaini (58m), Van Damme (88m)

Árbitro – Kyros Vassaras (Grécia)

Na jornada de hoje da Fase de Qualificação para o “EURO 2008”, destaque para a grande surpresa da derrota da Sérvia no Cazaquistão (a primeira vitória de sempre desta selecção em jogos do Campeonato Europeu), e para a “humilhante” goleada sofrida pela Grécia, em casa, frente ao seu grande rival, Turquia (1-4) – numa partida em que os gregos começaram por ganhar vantagem, logo aos 5 minutos; a Alemanha conseguiu uma excelente vitória (2-1) na R. Checa; a Inglaterra não conseguiu desfazer o nulo em Israel; a Noruega foi derrotada em casa (1-2) pela Bósnia-Herzegovina; noutro jogo entre equipas candidatas ao apuramento, a Roménia conseguiu empatar a zero na Holanda.


GRUPO A             Jg  V  E  D   G   Pt
1º Polónia      Polónia   6  4  1  1 11-5  13
2º Finlândia    Finlândia   5  3  2  -  7-2  11
3º Portugal     Portugal   5  3  1  1 12-3  10
4º Sérvia       Sérvia   5  3  1  1  7-3  10
5º Bélgica      Bélgica   6  2  1  3  4-6   7
6º Cazaquistão   Cazaquistão   6  1  2  3  3-8   5
7º Arménia      Arménia   4  -  1  3  0-5   1
8º Azerbaijão   Azerbaijão   5  -  1  4  1-13  1

6ª jornada
24.03.07 – Polónia – Azerbaijão – 5-0
24.03.07 – Cazaquistão – Sérvia – 2-1
24.03.07 – Portugal – Bélgica – 4-0

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24 Março, 2007 at 10:54 pm Deixe um comentário

PORTUGAL NO MUNDIAL DE RÂGUEBI

A selecção portuguesa de râguebi conseguiu alcançar hoje uma proeza histórica (o maior feito em 103 anos da modalidade em Portugal), ao garantir o apuramento para a Fase Final do Campeonato do Mundo de Râguebi, a disputar em França (e, também, numa iniciativa inédita, numa cidade da Escócia, Edimburgo, e noutra do País de Gales, Cardiff) de 7 de Setembro a 20 de Outubro.

Para conseguir ser a primeira selecção amadora a garantir a presença no Mundial, a equipa portuguesa teve de eliminar – no último jogo de apuramento – a selecção do Uruguai. Depois da vitória na 1ª mão por 12-5, hoje, em Montevideu, Portugal chegou a estar a perder por 0-6; chegou depois ao empate a 6-6; o Uruguai, com um ensaio passou o resultado para 11-6; a que Portugal respondeu da melhor forma, chegando aos 11-12. A cerca de 15 minutos do termo da partida, novo ensaio do Uruguai colocava o marcador (final) em 18-12… e Portugal com apenas 1 ponto de vantagem na eliminatória!

Portugal junta-se a Inglaterra (actual Campeã do Mundo), França, Escócia, Irlanda, País de Gales, Itália, Roménia e Geórgia (9 representantes europeus); Austrália, Nova Zelândia, I. Fiji, Samoa e Tonga (5 selecções da região da Oceânia); África do Sul e Namíbia (de África); EUA e Canadá (da América do Norte); Argentina (da América do Sul); e Japão (representante da Ásia), no lote de 20 países finalistas, os quais serão agrupados da seguinte forma:

Grupo A – Inglaterra, África do Sul, Samoa, EUA e Tonga

Grupo B – Austrália, P. Gales, I. Fiji, Canadá e Japão

Grupo C – N. Zelândia, Escócia, Itália, Roménia e Portugal

Grupo D – França, Irlanda, Argentina, Geórgia e Namíbia.

Apenas os dois primeiros de cada grupo serão apurados para os 1/4 Final da prova.

Portugal começará por defrontar (a 9 de Setembro, em St. Etiénne) a Escócia; a 15 jogará com a N. Zelândia (em Lyon); a 19 defrontará, em Paris, a Itália; finalizando a fase de grupos, a 25 de Setembro, em Toulouse, frente à Roménia.

Considerado o terceiro evento desportivo mundial (após os Jogos Olímpicos e o Campeonato Mundial de Futebol), o Mundial de Râguebi deverá ser visto por 2,4 milhões de espectadores (nos Estádios), com uma audiência estimada de cerca de 4 biliões, por via de 250 canais de televisão em todo o mundo.

24 Março, 2007 at 8:25 pm Deixe um comentário

ZERZENAY TADESSE

Atleta da Eritreia, virtualmente desconhecido (4º classificado no ano passado), entra na história ao encerrar o “reinado” do etíope Kenenisa Bekele nos Campeonatos do Mundo de Cross; depois de 10 títulos consecutivos de Campeão do Mundo nos últimos 5 anos (nas provas curta e longa), Bekele desistiu na prova hoje disputada no Quénia, quando seguia em 2º lugar, a cerca de 1 km da meta (quando os dois atletas seguiam já isolados na frente da corrida).

Zerzenay Tadesse sagrou-se assim como novo Campeão do Mundo, com uma categórica vitória (em que, depois de ter ficado para trás, teve forças para recuperar o atraso para Bekele e ultrapassá-lo), numa prova em que o melhor português foi Paulo Guerra (3º, 4º e 6º classificado em edições anteriores, no seu período “áureo”, em que se sagrara também Campeão Europeu), desta vez em 49º lugar (ainda assim, o 5º melhor atleta europeu).

Por equipas, Portugal concluiu a competição em 10º lugar – 2ª melhor da Europa (numa prova em que países como a Espanha e a França não conseguiram terminar com o número mínimo de atletas… tal como a grande desilusão Etiópia, com 5 desistências entre os seus 9 participantes, com o seu melhor atleta a terminar apenas em 14º). Numa prova dominada – como habitualmente – pelos africanos, o Quénia, a “correr em casa” arrasou a concorrência, com os 6 atletas que contavam para a classificação a terminarem nos 8 primeiros lugares (só deixou escapar o 7º lugar… e o título individual, para Zerzenay Tadesse!); seguiram-se as selecções de Marrocos, Uganda, Eritreia, Qatar, Tanzânia, Ruanda, Grã-Bretanha, Austrália, Portugal, EUA, Japão e Brasil.

No sector feminino, a holandesa (de origem queniana) Lornah Kiplagat conquistou o título (bisando o já anteriormente obtido, em 2005), com a campeã nacional Jessica Augusta a ser a melhor portuguesa, em 12º lugar (melhor atleta de origem europeia). Por equipas, a Etiópia “salvou” a sua honra, assegurando o título mundial, à frente de Quénia e Marrocos.

24 Março, 2007 at 6:26 pm Deixe um comentário

SORTEIO DAS PROVAS EUROPEIAS – 1/4 FINAL

O sorteio dos 1/4 Final da Taça UEFA, hoje realizado em Glasgow (cidade na qual será realizada a Final da prova, no próximo dia 16 de Maio), ditou os seguintes confrontos, a disputar a 5 e 12 de Abril:

AZ Alkmaar – Werder Bremen
Bayer Leverkusen – Osasuna
Sevilla – Tottenham
Espanyol – Benfica

Nas 1/2 Finais, o vencedor do confronto Espanyol-Benfica defrontará o vencedor da eliminatória entre Az Alkmaar e Werder Bremen; por seu lado, a equipa que vencer a eliminatória entre Bayer Leverkusen e Osasuna irá jogar com o vencedor do Sevilla-Tottenham.


Fora já realizado, na passada semana, o sorteio dos 1/4 Final da Liga dos Campeões Europeus (cuja Final será disputada a 23 de Maio, em Atenas):

03.04.07 – AC Milan – Bayern
03.04.07 – PSV – Liverpool
04.04.07 – Roma – Manchester United
04.04.07 – Chelsea – Valencia

Nas 1/2 Finais, o vencedor da eliminatória entre AC Milan e Bayern defrontará o vencedor do confronto entre Roma e Manchester United; por seu lado, a equipa vitoriosa do PSV – Liverpool jogará com o vencedor da eliminatória entre Chelsea e Valencia.

16 Março, 2007 at 12:25 pm Deixe um comentário

TAÇA UEFA – 1/8 FINAL (ACT.)

AZ Alkmaar – Newcastle – 2-0 / 2-4 (4-4)
Espanyol – Macabbi Haifa – 4-0 / 0-0 (4-0)
Osasuna – Glasgow Rangers – 1-0 / 1-1 (2-1)
Tottenham – Braga – 3-2 / 3-2 (6-4)
Shakhtar Donetsk – Sevilla – 2-3 (a.p.) / 2-2 (4-5)
B. Leverkusen – Lens – 3-0 / 1-2 (4-2)
Benfica – P. St.-Germain – 3-1 / 1-2 (4-3)
Werder Bremen – Celta de Vigo – 2-0 / 1-0 (3-0)


BenficaParis St.-Germain

No jogo da 2ª mão, com um Estádio da Luz repleto, o Benfica entrou decidido a resolver cedo a eliminatória. Com uma toada ofensiva que quase “sufocou” a equipa francesa, rapidamente chegaria ao golo, por intermédio de Simão Sabrosa, colocando-se novamente em vantagem no conjunto das duas mãos.

As coisas pareciam fáceis, quando – logo aos 26 minutos – o Benfica, numa excelente execução de Petit (a fazer um “chapéu” a Landreau), ampliava a vantagem para 2-0.

Como que deslumbrado com as facilidades – num momento de desconcentração da equipa do Benfica -, Pauleta, com instinto goleador, antecipou-se à defesa benfiquista, cabeceando para o fundo da baliza, com Moretto a deixar passar a bola sob o corpo. A eliminatória voltava a estar igualada.

E, de imediato, nos minutos seguintes, pairou a “sombra” dos últimos 10 minutos da primeira parte em Paris, com o Benfica a passar mais uma vez por apuros, particularmente quando Pauleta rematou novamente com perigo, desta feita com Moretto a evitar o golo.

Na segunda parte, a sensação foi a de que a equipa francesa foi procurando “adormecer” o jogo, o que ia conseguindo; praticamente até ao quarto de hora final, o Benfica não criaria grandes oportunidades de perigo.

Nos minutos finais, o Benfica procurou decidir a eliminatória no tempo regulamentar, mas parecia que não viria a ser feliz… até que, a 3 minutos do final da partida, Mulumbu derrubou Léo na grande-área. Na conversão da grande penalidade, Simão Sabrosa, com frieza e segurança, marcava pela terceira vez ao Paris St.-Germain, apurando o Benfica para os 1/4 Final da Taça UEFA.

Prova em que subsistem também 3 equipas espanholas (o detentor do troféu, Sevilla – hoje salvo da eliminação com um golo do seu guarda-redes, na sequência de um pontapé de canto, na última jogada do tempo regulamentar, aos 94 minutos! -, Espanyol e Osasuna); 2 alemãs (Bayer Leverkusen e Werder Bremen); uma inglesa (Tottenham); e uma holandesa (Az Alkmaar).

Benfica – Moretto; Nélson, David Luiz, Anderson, Léo; Petit, Katsouranis, Karagounis (45m – João Coimbra), Simão Sabrosa; Nuno Gomes (90m – Paulo Jorge) e Miccoli (77m – Derlei)

Paris St.-Germain – Landreau, Mabiala (75m – Mendy), Rozehnal, Traoré, Drame, Mulumbu, Diané, Gallardo (70m – Kalou), Rothen, Pauleta e Luyindula (70m – Ngog)

1-0 – Simão Sabrosa – 12m
2-0 – Petit – 27m
2-1 – Pauleta – 32m
3-1 – Simão Sabrosa – 89m

Cartões amarelos – Katsouranis (22m) e Nuno Gomes (90m); Mulumbu (2m), Rothen (61m) e Traoré (90m)

Cartão vermelho – Mulumbu (88m)

Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)


Depois da derrota em casa, o Braga partia para a 2ª mão, disputada hoje em Londres, sem grandes expectativas, para além de procurar dignificar o nome do clube e do país que representa. O próprio treinador – Jorge Costa – havia dado o mote, referindo que pretendia evitar que a sua equipa sofresse uma “humilhação”…

E, desde início, o Tottenham, exercendo intensa pressão, empurrou o Braga para o seu meio-campo defensivo, criando jogadas de relativo perigo.

Conseguindo resistir e passar incólume aos primeiros 20 minutos de ofensiva inglesa, o Braga acabaria por – na sequência de um lance de “bola parada”, com um cruzamento tenso para a área – beneficiar de um auto-golo de um adversário, desviando involuntariamente a bola para a sua baliza.

Estavam decorridos 24 minutos e, surpreendentemente, o Braga voltava a “reentrar” na discussão da eliminatória (tal como sucedera já no Minho)… mas, por pouco tempo, pois passados menos de cinco minutos, Berbatov empataria o jogo.

Voltando a “carregar no acelerador”, continuando a atacar com intensidade, o Tottenham chegaria, com naturalidade – ainda antes do intervalo – ao segundo golo, com Berbatov a bisar.

Na segunda parte, o ritmo foi mais moderado, permitindo ao Braga respirar melhor, não obstante sem criar claras ocasiões de golo.

Até que, à passagem dos 60 minutos, na conversão de um livre directo, superiormente apontado por Andrade, com um potente remate, o Braga empatava o jogo… e regressava (uma vez mais) à discussão da eliminatória!

Nos minutos imediatos, empolgada pelo golo e acreditando em si própria, a equipa do Braga partiu decididamente à procura do golo que (pelo menos…) forçaria o prolongamento.

Porém, aos 75 minutos, terminava o sonho bracarense; Malbranque (que já marcara na 1ª mão), sentenciava – desta vez, definitivamente… – a eliminatória. Repetia-se o resultado do primeiro jogo. O Braga concluía, com dignidade, a sua participação na Taça UEFA desta época.

15 Março, 2007 at 10:55 pm Deixe um comentário

TAÇA UEFA – 1/8 FINAL

AZ Alkmaar – Newcastle – 15/3 / 2-4 (2-4)
Espanyol – Macabbi Haifa – 15/3 / 0-0 (0-0)
Osasuna – Glasgow Rangers – 1-0 / 1-1 (2-1)
Tottenham – Braga – 3-2 / 3-2 (6-4)
Shakhtar Donetsk – Sevilla – 15/3 / 2-2 (2-2)
B. Leverkusen – Lens – 3-0 / 1-2 (4-2)
Benfica – P. St.-Germain – 15/3 / 1-2 (1-2)
Werder Bremen – Celta de Vigo – 2-0 / 1-0 (3-0)


Depois da derrota em casa, o Braga partia para a 2ª mão, disputada hoje em Londres, sem grandes expectativas, para além de procurar dignificar o nome do clube e do país que representa. O próprio treinador – Jorge Costa – havia dado o mote, referindo que pretendia evitar que a sua equipa sofresse uma “humilhação”…

E, desde início, o Tottenham, exercendo intensa pressão, empurrou o Braga para o seu meio-campo defensivo, criando jogadas de relativo perigo.

Conseguindo resistir e passar incólume aos primeiros 20 minutos de ofensiva inglesa, o Braga acabaria por – na sequência de um lance de “bola parada”, com um cruzamento tenso para a área – beneficiar de um auto-golo de um adversário, desviando involuntariamente a bola para a sua baliza.

Estavam decorridos 24 minutos e, surpreendentemente, o Braga voltava a “reentrar” na discussão da eliminatória (tal como sucedera já no Minho)… mas, por pouco tempo, pois passados menos de cinco minutos, Berbatov empataria o jogo.

Voltando a “carregar no acelerador”, continuando a atacar com intensidade, o Tottenham chegaria, com naturalidade – ainda antes do intervalo – ao segundo golo, com Berbatov a bisar.

Na segunda parte, o ritmo foi mais moderado, permitindo ao Braga respirar melhor, não obstante sem criar claras ocasiões de golo.

Até que, à passagem dos 60 minutos, na conversão de um livre directo, superiormente apontado por Andrade, com um potente remate, o Braga empatava o jogo… e regressava (uma vez mais) à discussão da eliminatória!

Nos minutos imediatos, empolgada pelo golo e acreditando em si própria, a equipa do Braga partiu decididamente à procura do golo que (pelo menos…) forçaria o prolongamento.

Porém, aos 75 minutos, terminava o sonho bracarense; Malbranque (que já marcara na 1ª mão), sentenciava – desta vez, definitivamente… – a eliminatória. Repetia-se o resultado do primeiro jogo. O Braga concluía, com dignidade, a sua participação na Taça UEFA desta época.

14 Março, 2007 at 10:07 pm Deixe um comentário

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