Liga Europa – 2ª Pré-Eliminatória – Benfica – FC St. Gallen
30 Julho, 2026 at 10:05 pm Deixe um comentário
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (77m – Amar Dedić), Clément Lenglet, António Silva, Samuel Dahl, Leandro Barreiro (66m – Richard Ríos), Enzo Barrenechea, Rafael “Rafa” Silva (75m – Dodi Lukébakio), Heorhiy Sudakov, Jakub Kamiński (75m – Andreas Schjelderup) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (77m – Jhon Durán)
FC St. Gallen – Lukas Watkowiak, Tom Gaal (33m – Joel Ruiz), Jozo Stanić, Chima Okoroji, Hugo Vandermersch, Lukas Daschner, Carlo Boukhalfa (56m – Leon Frokaj), Lukas Görtler (71m – Corsin Konietzke), Mihailo Stevanović, Aliou Baldé (71m – Enoch Owusu) e Christian Witzig (56m – Andrin Hunziker)
1-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 11m
2-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 55m
3-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 66m
4-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 74m
5-0 – Clément Lenglet – 81m
Cartões amarelos – Jozo Stanić (21m) e Chima Okoroji (50m)
Cartão vermelho – Jozo Stanić (57m)
Árbitro – Florian Badstübner (Alemanha)
O desfecho deste encontro traduz apenas ilusórias facilidades, num jogo que o Benfica (naturalmente) venceu, mas sem convencer em pleno, com uma exibição falha de consistência, que foi de “menos a mais”, e a revelar ainda alguma falta de confiança.
Dispondo já de outras alternativas, face ao desafio da 1.ª mão, Marco Silva fez apenas duas alterações, no miolo, fazendo alinhar Leandro Barreiro e Enzo Barrenechea, nos lugares que haviam sido ocupados, na Suíça, por Manu e Miguel Figueiredo.
Porém, nos minutos iniciais, o que se voltou a ver foi, outra vez, uma equipa muito intranquila, denotando dificuldades em sair a jogar, com várias perdas de bola, que o St. Gallen tentava aproveitar para voltar a assustar e a ameaçar a baliza contrária.
Valeu, então, um crucial momento de inspiração, com Bah a fazer um rápido lançamento de linha lateral, para Rafa, que se desmarcara, efectuando uma boa assistência para Pavlídis, que, liberto de oposição, à entrada da área, rematou na passada, abrinco – estavam completados apenas os primeiros dez minutos – a sua magnífica contagem desta noite.
Ainda assim, a formação suíça dispôs de mais algumas ocasiões para poder igualar: logo depois, com Baldé a ver negado o golo por Trubin, e, de seguida, a procurar tirar partido de uma má saída do guarda-redes ucraniano, surgindo Lenglet a salvar; vindo ainda, mais tarde, a rematar ao poste.
Mas, talvez até mais que o tento inaugural, terá sido uma iniciativa de António Silva – a realizar o seu último jogo pelo Benfica, transferido para o Bournemouth – a despertar e fazer acreditar a sua equipa.
A turma portuguesa começava, finalmente, a empurrar o adversário para o seu reduto defensivo, e o perigo passou a rondar a baliza de Watkowiak. Não obstante algumas oportunidades criadas, o resultado não se alteraria até ao intervalo.
No recomeço, tal como sucedera na metade inicial, o Benfica voltou a marcar cedo, logo aos dez minutos. O guardião ainda começara por evitar o golo de Barreiro, fazendo a mancha, mas tal fora o aviso, para, logo de seguida, o segundo tento de Pavlídis, a culminar um bom lance de envolvência, abrindo a defesa contrária, colocando, pela primeira vez, a equipa portuguesa em vantagem na eliminatória.
Corajoso, como demonstrara já na Suíça, o treinador Enrico Maaßen operou, de imediato, duas substituições (após ter sido já forçado a uma alteração, por lesão, no primeiro tempo). Só que, desta feita, tal temeridade jogaria contra si, quando, apenas mais um minuto volvido, a sua equipa ficou reduzida a dez unidades, por expulsão do algo imprudente defesa central, Stanić, a travar, sobre a linha divisória de meio-campo, uma rápida transição.
A partir daí, com o St. Gallen descompensado, sem conseguir organizar-se dentro de campo, abrindo muitos espaços, surgiriam as facilidades que possibilitaram ao Benfica marcar, até final, de forma cadenciada, mais um golo a cada dez minutos, elevando o score para um pesado 5-0.
O terceiro tento teve origem em mais uma investida de Bah, na pequena área, numa jogada de insistência (só à terceira tentativa, in extremis, já sobre a linha de fundo!), a centrar atrasado, aparecendo o grego a cabecear.
Seguiu-se nova arrancada de António Silva, com um passe em profundidade para Ríos, travado em falta, sancionada com grande penalidade, o que proporcionou a Pavlídis completar um notável poker.
O placard seria fixado pelo defesa Lenglet, com boa antecipação, num remate de primeira, em posição difícil, a dar sequência a um cruzamento de Lukébakio, a partir do flanco esquerdo.
Como seria lógico esperar, o Benfica rectificou processos em relação ao que mostrara na Suíça, acabando, também mercê dos erros contrários, por dominar a partida, perante um oponente que deixou patenteadas as suas fragilidades.
Ainda que por números excessivos, o triunfo benfiquista, neste jogo, tal como na eliminatória (com um agregado de 6-2!), justifica-se pelo significativo desfasamento de argumentos entre os dois conjuntos.
A expectativa é que o consolidar dos princípios e ideias do treinador, assim como a confiança proporcionada pelas vitórias permita ir elevando o nível exibicional, já a partir da próxima ronda, num histórico reencontro – 66 anos depois – com os escoceses do Heart of Midlothian.
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