Liga Europa – 2ª Pré-Eliminatória – FC St. Gallen – Benfica

23 Julho, 2026 at 8:50 pm Deixe um comentário

FC St. GallenFC St. Gallen – Lawrence Ati-Zigi, Tom Gaal, Jozo Stanić (90m – Joel Ruiz), Chima Okoroji, Hugo Vandermersch, Lukas Daschner, Carlo Boukhalfa (72m – Leon Frokaj), Lukas Görtler, Mihailo Stevanović, Aliou Baldé (72m – Diego Besio) e Christian Witzig (72m – Andrin Hunziker)

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, Clément Lenglet, António Silva, Samuel Dahl, Manuel “Manu” Silva (84m – João Rego), Miguel Figueiredo (66m – Enzo Barrenechea), Jakub Kamiński (66m – Tiago Gouveia), Heorhiy Sudakov, Rafael “Rafa” Silva e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (76m – Franjo Ivanović)

1-0 – Aliou Baldé – 37m
1-1 – Rafael “Rafa” Silva – 44m
2-1 – Tom Gaal – 80m

Cartões amarelos – Lukas Görtler (30m), Jozo Stanić (62m) e Tom Gaal (90m); Evangelos “Vangelis” Pavlídis (64m)

Árbitro – Luca Pairetto (Itália)

Foi mais uma derrota humilhante do Benfica em jogos das competições europeias – na senda da sofrida, na temporada anterior, ante o Qarabag –, frente a um adversário de “4.ª linha”, que, à parte tratar-se do clube mais antigo da Europa continental (fundado em 1879) não dispõe de outros pergaminhos notórios em termos de desempenho competitivo.

Mas, muito pior que o desfecho deste desafio, foi a forma como ele decorreu, com a modesta equipa suíça sempre em posição de controlo, a mostrar maior ambição e a superiorizar-se nas várias vertentes do jogo, justificando plenamente o histórico triunfo alcançado.

No primeiro encontro oficial da temporada, ao Benfica faltou tudo – e as ausências de meia dúzia de titulares, ainda em período de férias, na sequência do Mundial, não podem justificar tantas insuficiências –, denotando grandes dificuldades em termos físicos, de entrosamento, sem a intensidade necessário para um jogo “a doer”, sem, sequer, conseguir sair a jogar, forçado a recorrer a sucessivos lançamentos em profundidade, quase sempre mal sucedidos.

Com três estreias absolutas: Lenglet, a “substituir” Otamendi, o jovem Miguel Figueiredo (sagrado Campeão Mundial sub-17 no final do ano passado) e Jakub Kamiński, a equipa benfiquista pareceu estar numa fase ainda atrasada de assimilação de processos e das ideias do novo treinador, Marco Silva, tendo sido surpreendida pela forma desinibida e intensa com que o seu opositor enfrentou esta partida.

O St. Gallen desde cedo se mostrou mais “arrumado” dentro de campo, com a lição bem estudada, não só não deixando o Benfica construir o jogo, como, por seu lado, criando perigo nas suas investidas. Quando surgiu o tento inaugural, na parte final do primeiro tempo, o conjunto suíço criara já um par de situações embaraçosas, não sendo inesperado o golo.

Acusando o revés sofrido – na sequência de uma perda de bola –, a formação portuguesa desuniu-se e, logo depois, Baldé teve soberana ocasião para bisar, não fosse, nessa circunstância, a notável intervenção de Trubin, a salvar a sua baliza de maiores engulhos.

Pelo rumo que, já então, o jogo levava, foi quase que um lance de sorte, algo fortuito, o golo do empate, mesmo a findar a metade inicial, com Rafa, isolado frente ao guardião contrário, a dar a melhor sequência a uma boa solicitação de Pavlídis.

Apesar de o resultado ao intervalo ser bem simpático, face à exibição realizada, esperava-se, naturalmente, que o Benfica surgisse na segunda parte com outra atitude. Ao invés, as coisas não melhoraram, não tendo as alterações tentadas por Marco Silva resultado.

A equipa portuguesa nunca revelou capacidade para aproveitar as fraquezas que a turma suíça ia patenteando, nomeadamente a nível defensivo, vindo a ser castigada, a dez minutos do final da partida, com o golo da derrota, numa “bola parada”, em que o central Gaal beneficiou da enorme passividade da defesa contrária, cabeceando sem dificuldade, livre de oposição, para o fundo das redes.

A verdade é que o St. Gallen, e o seu treinador, com a tripla substituição operada aos 72 minutos, evidenciara maior vontade de procurar desfazer o empate a seu favor. E conseguiu-o.

Uma noite não para esquecer, mas para revisitar, de forma a procurar, com a maior urgência, rectificar erros.

Perante um adversário deste calibre, não passará pela cabeça de ninguém que o Benfica não supere, em casa, a eliminatória, mas, para tal, há muito trabalho a realizar, em curto período de tempo, entrando, por agora, em situação desvantajosa, que terá de inverter.

Entry filed under: Desporto. Tags: , , , .

Mundial 2026 5.ª vitória de Tadej Pogačar no “Tour de France”

Deixe um comentário

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Autor – Contacto

Destaques


Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade
União de Tomar - Recolha de dados históricosSporting de Tomar - Recolha de dados históricos

Calendário

Julho 2026
S T Q Q S S D
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

Pulsar dos Diários Virtuais

O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal

O que é a memória?

Memória - TagCloud

Jogos Olímpicos

Categorias

Notas importantes

1. Este “blogue" tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular páginas na Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de comunicação social, que nem sempre será viável citar ou referenciar.

Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

2. Os comentários expressos neste "blogue" vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste "blogue", pelo que publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo.

Reservo-me também o direito de eliminar comentários que possa considerar difamatórios, ofensivos, caluniosos ou prejudiciais a terceiros; textos de carácter promocional poderão ser também excluídos.