Afonso Eulálio 6.º no “Giro” de Itália
31 Maio, 2026 at 6:34 pm Deixe um comentário
Há um novo nome português que desponta e se afirma na mais “alta roda internacional”, aos 24 anos de idade: Afonso Eulálio.
Depois de ter já “dado nas vistas”, em Setembro do ano passado, ao terminar a prova do Campeonato do Mundo, num extremamente selectivo circuito em Kigali, no Ruanda, com um notável 9.º lugar, foi nesta edição do “Giro” de Itália que saltou para os escaparates.
Integrante de uma fuga na 5.ª etapa, ao longo de cerca de 180 km, que terminou na 2.ª posição, tendo adquirido uma vantagem de cerca de sete minutos face ao lote das principais figuras, envergou então a “maglia rosa”, de líder da classificação geral, que defendeu corajosamente durante nove etapas.
Tendo cedido a liderança na 14.ª etapa, manteve, não obstante, até ao final da prova, em Roma, a “camisola branca”, símbolo do líder da classificação da “Juventude”, concluindo a prova num notável 6.º lugar da classificação geral.
A forma abnegada como foi à luta, permitindo-se inclusivamente, num vislumbre de categoria, esboçar alguns ataques, em tentativas de se voltar a isolar e ganhar tempo – o que conseguiria, na penúltima etapa, face aos seus mais directos perseguidores (Storer, na classificação geral; e Piganzoli, na disputa pela camisola branca) – é reveladora de grande fibra e bastante promissora.
Afonso Eulálio é o 10.º ciclista português a posicionar-se no “Top 10” de uma das grandes voltas: Joaquim Agostinho (“Tour” e “Vuelta”), João Almeida (“Tour”, “Giro” e “Vuelta”), José Azevedo (“Tour” e “Giro”), Alves Barbosa (“Tour”), Acácio da Silva (“Giro”), João Rebelo (“Vuelta”), Ribeiro da Silva (“Vuelta”), Fernando Mendes (“Vuelta”), José Martins (“Vuelta”), e, agora, Afonso Eulálio (“Giro”).
Quanto ao vencedor, Jonas Vingegaard, terá tido um dos mais “fáceis” triunfos da sua carreira: tendo, paulatinamente, recuperado o atraso face ao português – apesar do mau contra-relógio que realizou -, após ter alcançado a liderança, fez uma gestão exemplar, acabando com um total de cinco vitórias em etapas (de montanha), a dar bem nota de uma vitória absolutamente incontestável, posicionando-se num patamar acima face a toda a restante concorrência.
Classificação geral final:
1.º Jonas Vingegaard (Dinamarca) – Team Visma – Lease a Bike – 83h 22′ 51”
2.º Felix Gall (Áustria) – Decathlon CMA CGM Team – a 05′ 22”
3.º Jai Hindley (Austrália) – Red Bull – Bora-Hansgrohe – a 06′ 25”
4.º Thymen Arensman (Países Baixos) – Netcompany Ineos – a 07′ 02”
5.º Derek Gee (Canadá) – LIDL – Trek – a 07′ 56”
6.º Afonso Eulálio (Portugal) – Bahrain Victorious – a 09′ 39”
7.º Michael Storer (Austrália) – Tudor Pro Cycling Team – a 10′ 13”
8.º Davide Piganzoli (Itália) – Team Visma – Lease a Bike – a 10′ 52”
9.º Damiano Caruso (Itália) – Bahrain Victorious – a 11′ 24”
10.º Egan Bernal (Colômbia) – Netcompany Ineos – a 12′ 54”
É a seguinte a lista completa dos vencedores da “Volta à Itália”:
- 5 vitórias – Alfredo Binda (1925, 1927, 1928, 1929 e 1933); Fausto Coppi (1940, 1947, 1949, 1952 e 1953); e Eddy Merckx (1968, 1970, 1972, 1973 e 1974)
- 3 vitórias – Giovanne Brunero (1921, 1922 e 1926); Gino Bartali (1936, 1937 e 1946); Florenzo Magni (1948, 1951 e 1955); Felice Gimondi (1967, 1969 e 1976); e Bernard Hinault (1980, 1982 e 1985)
- 2 vitórias – Carlo Galetti (1910 e 1911); Costante Girardengo (1919 e 1923); Giovanni Valetti (1938 e 1939); Charly Gaul (1956 e 1959); Jacques Anquetil (1960 e 1964); Franco Balmamion (1962 e 1963); Giuseppe Saronni ((1979 e 1983); Miguel Indurain (1992 e 1993); Ivan Gotti (1997 e 1999); Gilberto Simoni (2001 e 2003); Paolo Salvoldelli (2002 e 2005); Ivan Basso (2006 e 2010); Alberto Contador (2008 e 2015); e Vincenzo Nibali (2013 e 2016)
- 1 vitoria – Luigi Ganna (1909); Carlo Oriani (1913); Alfonso Calzolari (1914); Gaetano Belloni (1920); Giuseppe Enrici (1924); Luigi Marchisio (1930); Francesco Camusso (1931); Antonio Pesenti (1932); Learco Guerra (1934); Vasco Bergamaschi (1935); Hugo Koblet (1950); Carlo Clerici (1954); Gastone Nencini (1957); Ercole Baldini (1958); Arnaldo Pambianco (1961); Vittorio Adorni (1965); Gianni Motta (1966); Gösta Pettersson (1971); Fausto Bertoglio (1975); Michel Pollentier (1977); Johan De Muynck (1978); Giovanni Battaglin (1981); Francesco Moser (1984); Roberto Visentini (1986); Stephen Roche (1987); Andrew Hampsten (1988); Laurent Fignon (1989); Gianni Bugno (1990); Franco Chioccioli (1991); Evgeni Berzin (1994); Tony Rominger (1995); Pavel Tonkov (1996); Marco Pantani (1998); Stefano Garzelli (2000); Damiano Cunego (2004), Danilo Di Luca (2007); Denis Menchov (2009); Michele Scarponi (2011); Ryder Hesjedal (2012); Nairo Quintana (2014); Tom Dumoulin (2017); Chris Froome (2018); Richard Carapaz (2019); Tao Geoghegan Hart (2020); Egan Bernal (2021); Jai Hindley (2022); Primož Roglič (2023); Tadej Pogačar (2024); Simon Yates (2025); e Jonas Vingegaard (2026)




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