Archive for 30 Maio, 2026
Liga dos Campeões – Final – Paris Saint-Germain – Arsenal
Paris St.-Germain – Matvey Safonov, Achraf Hakimi, Marcos Corrêa “Marquinhos” (105m – Illya Zabarnyi), Willian Pacho, Nuno Mendes, João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (105m – Lucas Beraldo), Fabián Ruiz (95m – Warren Zaïre-Emery)), Désiré Doué, Ousmane Dembélé (90m – Gonçalo Ramos) e Khvicha Kvaratskhelia (83m – Bradley Barcola)
Arsenal – David Raya, Cristhian Mosquera (66m – Jurriën Timber), William Saliba, Gabriel Magalhães, Piero Hincapié, Declan Rice, Myles Lewis-Skelly (91m – Martín Zubimendi), Bukayo Saka (83m – Chukwunonso “Noni” Madueke), Martin Ødegaard (67m – Viktor Gyökeres), Leandro Trossard (83m – Gabriel Martinelli) e Kai Havertz (91m – Eberechi Eze)
0-1 – Kai Havertz – 6m
1-1 – Ousmane Dembélé (pen.) – 65m
Cartões amarelos – Cristhian Mosquera (47m), Bukayo Saka (54m), Viktor Gyökeres (98m) e Declan Rice (103m); João Neves (90m) e Nuno Mendes (118m)
Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)
Puskás Aréna, Budapeste – Hungria
Desempate da marca de grande penalidade:
1-0 – Gonçalo Ramos
1-1 – Viktor Gyökeres
2-1 – Désiré Doué
Eberechi Eze rematou ao lado
Nuno Mendes permitiu a defesa a David Raya
2-2 – Declan Rice
3-2 – Achraf Hakimi
3-3 – Gabriel Martinelli
4-3 – Lucas Beraldo
Gabriel Magalhães rematou por alto
O Paris Saint-Germain sagrou-se bi-Campeão Europeu, ao bater o Arsenal, no desempate da marca de grande penalidade, num desafio em que manifestou superioridade em todos os dados estatísticos, com um domínio esmagador em termos de posse de bola (75% / 25%), para além de 21-7 em remates, 4-1 em remates à baliza e 11-3 em cantos.
O jogo começou de feição para o Arsenal, que marcou estavam apenas completados os cinco minutos iniciais, apostando, desde logo, numa táctica de risco mínimo, procurando preservar o seu sector recuado, não obstante tenha tido uma ou outra ocasião de poder ter ampliado a vantagem. Denotando dificuldades em desmontar o posicionamento do adversário, a equipa francesa não conseguiria mais do que uma oportunidade no primeiro tempo.
Na segunda metade, a pressão intensificou-se, acabando por, de alguma forma, se fazer justiça com o tento do empate. Até final do tempo regulamentar a toada de jogo não se alteraria substancialmente.
Seria já no prolongamento que se registaria um maior “desencaixe” entre as duas formações, numa fase já de menor controlo, a resultar em alguns lances de perigo de parte a parte, mas sem que o marcador se alterasse.
No desempate da marca de grande penalidade, apesar de ter sido o guardião do Arsenal a conseguir a única defesa, dois dos seus colegas não lograram acertar na baliza, culminando na conquista do título pelo emblema parisiense.
O forte núcleo português – com Nuno Mendes, João Neves e Vitinha a alinhar de início, tendo ainda Gonçalo Ramos entrado no último minuto do segundo tempo – sagra-se também bi-Campeão da Europa!
Uma curiosidade, muito rara no historial da competição: o Paris Saint-Germain alinhou nesta Final exactamente com os mesmos (10) jogadores de campo que tinham iniciado a Final de há um ano, portanto, com uma única alteração no “onze” titular, a do guarda-redes (Safonov, em vez de Donnarumma)! (Anteriormente, o Real Madrid repetira o “onze” na totalidade, nas Finais de 2017 e 2018; o Ajax alterara um jogador de campo entre 1972 e 1973; tal como o AC Milan entre 1989 e 1990).
Depois de Real Madrid, Benfica, Inter, Ajax, Bayern, Liverpool, Nottingham Forest e AC Milan, o Paris Saint-Germain é apenas o nono clube a repetir a conquista da principal prova do futebol europeu em épocas sucessivas, sendo que, na “Era Champions” (desde 1993) apenas o Real Madrid o conseguira até agora.
A lista de vencedores, nas 71 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 15 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18, 2021-22 e 2023-24)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
- Paris Saint-Germain – 2 (2024-25 e 2025-26)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Manchester City (2022-23).
O Pulsar do Campeonato – 30ª Jornada

(“O Templário”, 28.05.2026)
No termo de um campeonato disputado “ponto a ponto”, o Fazendense conquistou o seu 3.º título de Campeão Distrital, repetindo as proezas das temporadas de 1995-96 (em que tivera a primazia face ao Coruchense e ao Tramagal) e 2006-07 (na qual batera, numa Final a duas mãos, o Torres Novas), garantindo, pois, a promoção ao Campeonato de Portugal, escalão em que se estreará.
Afinal, a derradeira ronda acabou por não gerar grande “frisson”: o Mação, vice-líder, na perseguição ao comandante, um único ponto atrás, cedo “resolveu” o seu desafio, com dois tentos apontados ainda no quarto de hora inicial – tendo marcado antes do Fazendense, chegara, por breves instantes, a ser “guia virtual”; mas o novo Campeão não vacilou, inaugurando o “placard” nos Amiais no minuto imediato, repondo o posicionamento com que se iniciara a jornada, o qual não se alteraria até final, vindo as duas equipas a chegar à “chapa 4” nos respectivos jogos.
Tendo completado a prova a um único ponto do vencedor, a turma maçaense poderá lamentar-se do empate cedido em Ourém, três semanas antes. Mas, por outro lado, só lograra manter-se na corrida até ao último dia, mercê também de um imprevisto desaire sofrido pelo grupo das Fazendas, no Entroncamento, na semana precedente. No cômputo geral, tendo ambos os rivais sofrido alguns deslizes, não é possível recorrer a uma qualquer espécie de “wild card” ou “joker”, que permitisse descartar os resultados desfavoráveis (e o Fazendense até começara por ter duas derrotas nas três primeiras rondas, que lhe haviam provocado, logo aí, atraso de seis pontos…).
Obviamente, não seria viável, no âmbito destes comentários semanais à evolução do campeonato, ter uma percepção objectiva sobre o eventual impacto que as arbitragens pudessem ter tido no desfecho de algumas partidas, situação relativamente à qual os suplantados vocalizam reiterado protesto. Isto dito, reconhecendo o mérito do Fazendense, há que endereçar os Parabéns e expressar os votos de boa época de 2026-27, em competição de cariz exigente, de índole nacional.
Destaques – A primeira nota de destaque vai, necessariamente, para a goleada aplicada pelo Fazendense, no tradicionalmente difícil Campo da Azenha, nos Amiais de Baixo, e, para mais, frente a um Amiense que realizou boa segunda volta, e que não perdia há seis jornadas! Tendo aberto o activo à passagem dos doze minutos, os forasteiros ampliariam a contagem antes do intervalo; para, entre os 72 e os 75 minutos, com mais dois golos, fixando o resultado num desnivelado 4-0, ratificar definitivamente a conquista do título – num desafio com a particularidade de três dos tentos terem sido apontados na conversão de grandes penalidades.
De pouco valeu, portanto, a goleada também imposta pelo Mação ao Abrantes e Benfica: dois golos de rajada, aos onze e treze minutos; e, de novo, outros dois, aos quatro e seis minutos da segunda metade, antes de os abrantinos reduzirem para 4-1. O grupo maçaense, enquanto vice-campeão, terá, como “lenitivo”, o apuramento para a próxima edição da Taça de Portugal, em que marcará presença apenas pela terceira vez no seu historial (após 2017-18 e 2018-19).
O U. Tomar – sabendo-se de antemão que enfrentava uma missão difícil – não foi capaz de alcançar o único resultado (a vitória) que lhe teria proporcionado ascender até à 8.ª posição, acabando por quedar-se pelo 10.º posto, aquém dos objectivos – pese embora, ainda assim, numa época de absoluta tranquilidade quanto à meta essencial, a da permanência no principal escalão.
Recebendo o Coruchense, que almejava ainda o 5.º lugar, os unionistas tiveram uma primeira parte positiva, assumindo a iniciativa, mas sem concretizar, com o nulo a subsistir ao intervalo. Na etapa complementar, o conjunto do Sorraia, com dois tentos, aos 59 e 67 minutos, sentenciou o desfecho, que reforçaria, ainda com um terceiro golo, já nos últimos dez minutos. Um resultado que, porém, não alterou a classificação, dada a natural vitória obtida pelo Alcanenense no Cartaxo.
Uma vez mais em evidência, o Águias de Alpiarça venceu, por 1-0, na visita a Ourém – sendo que o At. Ouriense vinha de três empates, dois deles ante o 2.º e o 4.º classificado –, finalizando a prova num assinalável e bem afirmativo 7.º posto, com quatro triunfos nas cinco últimas rondas.
Surpresa – Tal como na semana anterior, também neste caso se terá tratado, com maior propriedade, de uma semi-surpresa, a vitória do At. Riachense em Pontével, por 3-2. As duas equipas tinham já a respectiva situação definida: os visitados, tendo assegurado a manutenção, os forasteiros, com a despromoção consumada – sendo que vinham, em ambos os casos, de cinco jornadas sem conhecer o sabor da vitória, nas quais não foram além de duas igualdades, cada qual.
O conjunto dos Riachos marcou primeiro, à passagem da meia hora, mas o Pontével operou a reviravolta na fase inicial do segundo tempo; antes de os forasteiros restabelecerem a igualdade, para acabar mesmo por chegar ao triunfo, a cinco minutos do final. O Riachense termina o campeonato somente a um ponto da “linha de água”, mas foi tardia a sua tentativa de recuperação.
Confirmações – De outra forma, não houve qualquer surpresa nos outros três prélios da 30.ª jornada: o Torres Novas recebeu e goleou, por 4-0, o Entroncamento AC, precisamente o último clube a alcançar a permanência – tendo sido determinantes os seis pontos angariados entre a 25.ª e a 28.ª ronda, incluindo o tal triunfo ante o futuro Campeão, Fazendense, assim como os empates nos confrontos directos com dois dos clubes despromovidos (Cartaxo e At. Riachense). Os torrejanos confirmaram, deste modo, uma excelente classificação, integrando o pódio (3.º lugar).
Também o Porto Alto completou a sua melhor temporada de sempre nos campeonatos distritais – após se ter sagrado, na época anterior, Campeão da II Divisão, ao vencer o Tramagal na Final –, com um notável 4.º posto (a escassos três pontos do Torres Novas), tendo batido… o Tramagal, por via de um solitário golo, num “adeus” com dignidade, por parte do “lanterna vermelha”.
Pelo contrário, o Cartaxo, agora já de “braços caídos”, teve uma triste despedida da I Divisão, recebendo o Alcanenense, voltando a sofrer retumbante goleada, de 0-8 (depois dos 0-9 e dos 0-6 nos dois jogos com o Torres Novas); foi caso de “virar aos quatro”, e “acabar aos oito”, sem contemplações da turma de Alcanena, que, assim, preservou a 5.ª posição na pauta classificativa.
II Divisão Distrital – Após a quarta jornada (de um total de dez) da fase final deste campeonato, parece haver quatro pretendentes para três vagas de subida: Ouriquense, Moçarriense, Vasco da Gama e Salvaterrense – nesta altura separados (entre o 1.º e 4.º classificado) só por quatro pontos. Ao invés, a U. Atalaiense, batida no seu terreno, por 1-4, pelo conjunto de Salvaterra, somou quarto desaire em outras tantas partidas; enquanto o Pego sofreu também pesada derrota (0-4), igualmente no seu reduto, ante a formação da Moçarria. Num embate directo entre dois dos candidatos à subida, Ouriquense e Vasco da Gama neutralizaram-se, empatando a uma bola.
Liga 3 – Já em “tempo extra” desta competição, na 1.ª mão do “play-off” de acesso à II Liga, entre o 16.º classificado desse escalão e o 3.º da “Liga 3”, o Farense levou a melhor, ganhando ao Belenenses por tangencial 1-0, subsistindo, pois, em aberto, a definição do clube apurado.
Campeonato de Portugal – Ainda com uma ronda por disputar, ficou já decidida a promoção à Liga 3 do V. Sernache (vencedor na Malveira, por categórico 3-0) e do Louletano (que bateu o Oliveira do Hospital por 2-1, com o tento decisivo apontado em período de compensação).
Antevisão – Concluído o campeonato do principal escalão, abre-se espaço à Final da “prova rainha”, a Taça do Ribatejo, desta feita com o especial aliciante de ser disputada por clubes das duas divisões, com o Campeão, Fazendense, naturalmente, como claro favorito a conquistar o que, em caso de triunfo, será o seu 6.º troféu, ante o Moçarriense, finalista em estreia absoluta.
A concluir a primeira volta da fase final da II Divisão Distrital, destaque para o Moçarriense-Ouriquense (que, em função da participação do emblema da Moçarria na disputa da Taça), foi agendado para dia 3 de Junho (quarta-feira). Vasco da Gama, recebendo a U. Atalaiense; e Salvaterrense, que terá a visita do Pego, apresentam-se com notório favoritismo a ganhar.
No Campeonato de Portugal, o V. Sernache defronta, em casa, no Estádio Municipal D. Nuno Álvares Pereira, o Louletano – podendo até, no limite, perder por um golo de diferença, que garantiria, ainda assim, uma sensacional presença no Jamor, na Final desta competição.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Maio de 2026)



