Archive for Abril, 2023

O Pulsar do Campeonato – 27ª Jornada

(“O Templário”, 27.04.2023)

Do “decisivo” embate entre os dois primeiros classificados resultou o… adiar da decisão. Nessa “quase final”, entre Fazendense e U. Tomar, a ter havido um vencedor, qualquer que fosse, ficaria em posição muito privilegiada para vir a conquistar o tão almejado título de Campeão Distrital.

Assim, face à igualdade verificada, ficam, ambos os contendores, com três “finais” pela frente, nas três rondas que subsistem por disputar: o União, mantendo a liderança, volta a ser o único clube a depender de si próprio, sendo que três vitórias lhe garantirão tal título (aliás, muito possivelmente, bastar-lhe-á registar os mesmos desfechos que o adversário vier a obter); mas, se o Fazendense conseguir somar um único ponto a mais, que seja, acabará por ter a primazia.

Até ao termo do campeonato, quer os unionistas, quer o grupo das Fazendas, terão dois jogos em casa e apenas um fora: os tomarenses começam pela recepção ao At. Ouriense, deslocando-se de seguida a Salvaterra de Magos, finalizando a prova recebendo o Mação; já o Fazendense terá a visita do Ferreira do Zêzere, desloca-se a Ourém, e conclui com a recepção ao Salvaterrense.

Para além de se verificar a curiosidade de dois adversários comuns – ao longo de praticamente toda a época, o Fazendense encontra sempre a equipa que, na jornada precedente, defrontou o U. Tomar –, nesta equação da disputa do título poderá ainda vir a ter uma palavra a dizer o Amiense, que, prosseguindo a brilhante campanha que vem realizando, aproveitou para encurtar distâncias.

Afigura-se, ainda assim, uma possibilidade remota, uma vez que, tendo agora dois pontos de atraso do Fazendense, e três face ao U. Tomar, teria desvantagem no confronto directo perante qualquer deles (diferença desfavorável de 14 golos, no “score” global, em relação ao grupo das Fazendas), assim como num cenário de eventual igualdade pontual entre os três emblemas.

Destaques – Todas as atenções estavam focadas, na 27.ª jornada, no prélio disputado nas Fazendas de Almeirim, entre o vice-líder e o líder, com grande afluência de público, afecto às duas equipas, a dar uma cor especial ao espectáculo. E, começando precisamente por aí, é grato registar e enaltecer a correcção com que os adeptos visitados acolheram os visitantes, inclusivamente perante um desfecho da partida que não foi o que pretenderiam para as suas cores.

Como foi o desafio? O União teve muito boa entrada, começando por estar “por cima” no jogo, com maior posse de bola, denotando confiança, porém, sem ter criado oportunidades junto da baliza contrária. A partir de meio do primeiro tempo o Fazendense conseguiria equilibrar a toada do encontro, procurando explorar os lances de bola parada, tendo logo uma primeira ocasião de muito perigo, a que os tomarenses ripostariam de pronto, ainda nos 25 minutos iniciais, com os dois guarda-redes, de ambos os lados, a mostrar reflexos apurados.

No decurso da primeira parte, de assinalar ainda o forte susto sofrido pelos nabantinos, cerca dos 40 minutos (bola a esbarrar com estrondo na trave, com o guardião unionista a negar o golo na recarga), e, mesmo a encerrar, outro livre em zona perigosa, mas sem consequências.

Na segunda metade o Fazendense, ciente da “conveniência” de ganhar este crucial encontro, assumiria mais a iniciativa. Essas investidas acabariam por frutificar com a conquista, aos 73 minutos, de uma grande penalidade, de cuja conversão decorreria o tento dos homens da casa.

O técnico tomarense, Marco Marques, foi lesto a reagir, arriscando de imediato, trocando um defesa central e um defesa lateral, por um médio e um avançado (Guilherme Nunes), que viria, sete minutos volvidos – somente quatro minutos após ter entrado em campo –, a ter influência determinante, tendo sido o autor do remate que, depois de ressaltar num defesa contrário, resultou no tento do empate. Tal como sucedera na ronda anterior, com Guilherme Camargo (que entrara a três minutos do final), autor do golo da vitória ante o Ferreira, o União voltava a ter “estrelinha”.

Até ao fim, nos dez minutos de tempo regulamentar, mais os dez minutos de período de compensação, seria necessário sofrer bastante, perante a intensa pressão exercida pelo Fazendense, empurrando o União para o seu sector mais recuado – tendo, não obstante, esboçado ainda um par de contra-ataques –, mas sem que qualquer das turmas tivesse conseguido alterar o “placard”, com nota de realce para intervenções determinantes do guardião Ivo Cristo.

O U. Tomar saiu das Fazendas como líder – festejou, junto dos seus adeptos, tal condição –, mas nada está decidido, tendo ainda muito trabalho pela frente, para poder concretizar o seu objectivo.

Conforme aludido, o Amiense continua em muito bom plano (cinco vitórias nos últimos seis jogos), tendo ido ganhar a Salvaterra de Magos por 2-0… mantendo-se “à espreita”, nada tendo já a perder, dado que, no mínimo, garantiu já um notável 3.º lugar.

Desta ronda fica ainda a confirmação “matemática” da despromoção do Entroncamento AC (derrotado por tangencial 3-2 em Ourém) à II Divisão Distrital, o que, em paralelo, permite garantir, desde logo, a permanência do At. Ouriense no escalão principal.

O mesmo se aplica (manutenção já garantida) ao Abrantes e Benfica, que – depois de uma longa e difícil de compreender fase negativa de resultados – conseguiu “dar a volta”, tendo somado quarta vitória consecutiva (sexta, contando com os jogos da Taça), derrotando, curiosamente pela mesma marca (3-2), o “aflito” Benavente, o qual voltou a cair abaixo da “linha de água”.

E isso, porque noutro desafio de cariz determinante na luta pela manutenção, o Cartaxo se impôs por categórico 3-0 ao Águias de Alpiarça – conjunto que, tendo somado oitavo desaire consecutivo, sem conseguir ganhar há 13 longas jornadas, parece também encaminhar-se a passos largos para a descida (passou a distar quatro pontos do seu adversário desta ronda).

Um desfecho também muito importante foi o alcançado pelo Ferreira do Zêzere, derrotando o Samora Correia por 3-1 (apenas o segundo triunfo ferreirense na segunda volta), a ampliar para sete pontos a sua agora já “confortável” margem de segurança face à zona de despromoção.

Confirmações – Torres Novas e Alcanenense confirmaram que estão, ambos, já mais “com a cabeça na Taça” que no campeonato, não tendo desfeito o nulo na partida que disputaram.

O mesmo se poderá dizer do Fátima, que acabou por ser batido em Mação, por tangencial 1-0, devido a um tento sofrido já no termo do período de compensação do desafio.

II Divisão Distrital – Depois de disputadas apenas as primeiras três rondas (de um total de dez) nesta fase final parece haver quatro candidatos… a três lugares de promoção ao escalão principal.

O Tramagal esteve em grande evidência, goleando o anterior guia isolado, Forense, por 5-1. Os tramagalenses repartem agora o comando com esse rival e com o Riachense, vencedor (por muito renhido 4-3, com o golo decisivo apontado já na compensação) frente ao Espinheirense. Segue-se, apenas a um ponto (cinco, face a seis pontos do trio da frente), o Moçarriense, que deixou escapar vantagem de dois tentos no reduto do Vasco da Gama, acabando por empatar a duas bolas.

Antevisão – Após a disputa da 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, no feriado de 25 de Abril, as atenções voltam a estar concentradas no campeonato, necessariamente, no Fazendense-Ferreira do Zêzere e no U. Tomar-At. Ouriense, dispondo os candidatos ao título de maior favoritismo. Por seu turno o Amiense recebe um adversário difícil, Mação (em luta pelo 5.º lugar).

Na II Divisão destaca-se o embate Riachense-Moçarriense, tal como o Espinheirense-Tramagal.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Abril de 2023)

30 Abril, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 26ª Jornada

(“O Templário”, 20.04.2023)

Tendo o jogo do Fazendense, no Entroncamento, terminado antes, a equipa almeirinense chegou, por escassos minutos, a arrebatar (virtualmente) o comando do campeonato… até que, já para lá dos seis minutos de tempo de compensação inicialmente determinado pelo árbitro, o U. Tomar conseguiria ainda – no derradeiro lance do desafio – resgatar a posição de liderança (que mantém já há 14 jornadas), “arrancando a ferros” uma muito sofrida vitória ante o Ferreira do Zêzere.

Um desfecho que não deixará de ter influência na forma como as equipas abordarão a “quase final” de Sábado, nas Fazendas, dado estabelecer quem entrará em campo em vantagem pontual.

Destaques – A primeira nota de realce da 26.ª jornada vai para o concludente triunfo (3-0) do Abrantes e Benfica no reduto do 4.º classificado, Alcanenense, a conferir aos abrantinos, enfim, uma situação de tranquilidade (quase garantida) para o que resta disputar do campeonato, tendo ampliado para sete pontos a vantagem face à “linha de água”. Somando quinta vitória consecutiva (incluindo duas para a Taça), é caso para perguntar: “por onde andava” este Abrantes?

Em evidência esteve ainda o Benavente, ganhando pela segunda vez nas três últimas rondas, mercê de um solitário tento, o bastante para se impor a uma já algo em descompressão turma do Mação. Os benaventenses conseguiram voltar acima de tal linha delimitadora da zona de descida, pese embora em igualdade pontual com o Cartaxo, onde terão de se deslocar na penúltima ronda.

Destaca-se igualmente o retorno do Torres Novas às vitórias, tendo ido a Alpiarça bater o grupo local por 3-1, o que permite aos torrejanos isolar-se no 9.º lugar, mas, mais importante, a garantia matemática da permanência, com quatro jornadas por disputar. Pior ficou ainda o Águias, sem ganhar há 12 partidas, tendo somado sétimo desaire sucessivo, pese embora continue somente a um ponto do par formado por Benavente e Cartaxo, visitando este último no próximo Sábado.

Confirmações – À parte a amplitude da vitória abrantina em Alcanena, não houve, na jornada do passado fim-de-semana, outras surpresas… mas esteve muito prestes de suceder uma.

Em Tomar, o União começou por reclamar, logo ao fim do primeiro minuto, uma grande penalidade, não assinalada pelo árbitro, para, aos quatro minutos, se ver em desvantagem, devido a um tento apontado por Tiago Vieira… que é também um dos melhores marcadores (6.º em termos históricos; 2.º na última década) ao serviço do clube.

Defrontando um adversário bem organizado, sempre a ameaçar perigo, os unionistas, tendo, naturalmente, assumido a iniciativa do jogo, mostrar-se-iam demasiado perdulários, não tendo, até final do primeiro tempo, concretizado nenhuma das ocasiões de que dispuseram para marcar.

Praticamente a abrir a segunda metade, aproveitando uma falha defensiva, os tomarenses conseguiriam, enfim, restabelecer a igualdade. No decurso do tempo restante da partida, pressionando sempre, parecia ir faltando aos visitados a serenidade necessária para, inclusivamente, tirar partido de alguma menor frescura física do rival, quando, ao 97.º minuto, no “derradeiro suspiro” do jogo, acabariam por ter a fortuna de chegar à vitória, por tangencial 2-1.

Um tento muito contestado pelos ferreirenses (supostamente por eventual contacto com o braço, numa jogada bastante confusa), mas num desafio em que ficaram também dúvidas em dois outros lances, que os nabantinos alegaram ser susceptíveis de possível “penalty”, não sancionados.

Bem mais tranquila foi a forma como o Fazendense se “desembaraçou” do Entroncamento AC, indo ganhar, ao terreno do adversário (praticamente despromovido), por 2-0, na preparação para a recepção ao líder, num desafio que se afigura poder ser crucial para a decisão deste campeonato.

O Amiense confirmou também o seu favoritismo, na recepção ao At. Ouriense, mas, tal como em Tomar, apenas após o minuto 90 conseguiria chegar à vitória, igualmente por 2-1.

O Fátima continua a dar sinais de pujança nesta fase final da temporada, impondo-se por categórico 3-0 frente ao Salvaterrense, estando agora, por curiosidade, estas duas equipas igualadas pontualmente, repartindo o 7.º e 8.º lugares.

O Samora Correia bateu, com imprevista “facilidade”, o Cartaxo, por 4-1, com os samorenses a retomar a 5.ª posição (tendo ultrapassado o Mação), enquanto os cartaxeiros se vêem, outra vez, relegados para zona de despromoção (empatados com o Benavente) – a quatro pontos do Ferreira.

II Divisão Distrital – Após a disputa da 2.ª ronda da fase final, uma única equipa subsiste 100% vitoriosa, a do Forense, que, ademais, goleou o Espinheirense, por 4-0.

O Moçarriense, batendo o Tramagal por disputado 3-2, ascendeu à vice-liderança, com quatro pontos. Os tramagalenses viram-se, assim, igualados no 3.º posto pelo Riachense, vencedor no terreno do Vasco da Gama (que somou segundo desaire), por 2-1.

Campeonato de Portugal – Tal como aqui alvitrara na passada semana, o U. Santarém acabou mesmo – na derradeira ronda – por ser “desapossado” da posição de líder, caindo, aliás, para o 3.ª posto, ficando, pois, arredado da fase final, de disputa da promoção à “Liga 3” – na qual participarão os seguintes oito emblemas: Vianense, Amarante, Salgueiros e Lusitânia de Lourosa (Zona Norte); 1.º Dezembro, Pêro Pinheiro, Atlético e Lusitano de Évora (Zona Sul).

Folgando – devido à desclassificação do Rio Maior SC – os escalabitanos estavam dependentes dos resultados dos rivais do município de Sintra: necessitavam que o Pêro Pinheiro (2.º) perdesse em Mortágua; ou que o 1.º Dezembro (3.º à entrada para esta ronda) não ganhasse ao Coruchense.

Pois, não só o grupo do Sorraia não conseguiu dar qualquer “ajuda”, tendo sido derrotado por 2-1, como o Pêro Pinheiro empatou (1-1) em Mortágua. Assim, na tabela final desta primeira fase, o 1.º Dezembro saltou do 3.º para o 1.º lugar (50 pontos), por troca com o U. Santarém (48 pontos, terminando numa inglória 3.ª posição), enquanto o Pêro Pinheiro (49 pontos) manteve o 2.º lugar.

Pior ficou o Coruchense (9.º posto, apenas com 30 pontos, em igualdade pontual com o União da Serra) primeiro dos seis clubes despromovidos aos Distritais – para além destes dois, também o Loures, Arronches e Benfica, Alcains, assim como o desclassificado Rio Maior SC.

Uma época que se salda por um balanço bastante negativo para os três representantes do Distrito, nenhum deles tendo alcançado os objectivos a que se propunham no início da temporada.

Antevisão – Este Sábado temos o que se perfila como “jogo do título”, nas Fazendas de Almeirim, com Fazendense e U. Tomar separados por um único ponto, com vantagem dos unionistas, sendo que a turma da casa poderá vir a ter a seu favor o facto de ter vencido em Tomar (2-1).

Na divisão secundária, destaca-se o embate entre Tramagal e Forense, parecendo o Moçarriense favorito na deslocação ao campo do Vasco da Gama; recebendo o Riachense o Espinheirense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Abril de 2023)

22 Abril, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 1/4 de Final (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
Fiorentina - Lech Poznań         2-3         4-1         6-4
West Ham - Gent                  4-1         1-1         5-2
AZ - Anderlecht                  2-0 (4-1gp) 0-2         2-2
Nice - Basel                     1-1 (1-2ap) 2-2         3-4

O alinhamento dos jogos das meias-finais, previamente sorteado, é o seguinte (jogos da 1.ª mão agendados para 11 de Maio, com a 2.ª mão a 18 de Maio):

Fiorentina – Basel
West Ham – AZ

20 Abril, 2023 at 10:01 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de Final (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
Sevilla - Manchester United      3-0         2-2         5-2
Sporting - Juventus              1-1         0-1         1-2
U. St.-Gilloise - B. Leverkusen  1-4         1-1         2-5
Roma - Feyenoord                 2-1 (4-1ap) 0-1         2-2

O alinhamento dos jogos das meias-finais, previamente sorteado, é o seguinte (jogos da 1.ª mão agendados para 11 de Maio, com a 2.ª mão a 18 de Maio):

Juventus – Sevilla
Roma – Bayer Leverkusen

20 Abril, 2023 at 10:00 pm Deixe um comentário

Historial do Benfica na “Liga dos Campeões”

20 Abril, 2023 at 8:40 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 de Final (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
Chelsea - Real Madrid            0-2         0-2         0-4
Inter - Benfica                  3-3         2-0         5-3
Bayern München - Manchester City 1-1         0-3         1-4
Napoli - AC Milan                1-1         0-1         1-2

O alinhamento dos jogos das meias-finais, previamente sorteado, é o seguinte (jogos da 1.ª mão agendados para 9 e 10 de Maio, com a 2.ª mão a 16 e 17 de Maio):

AC Milan – Inter
Real Madrid – Manchester City

19 Abril, 2023 at 10:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 final (2.ª mão) – Inter – Benfica

InterInter – André Onana, Matteo Darmian, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni (80m – Danilo D’Ambrosio), Denzel Dumfries, Nicolò Barella (76m – Hakan Çalhanoğlu), Marcelo Brozović, Henrikh Mkhitaryan, Federico Dimarco (80m – Robin Gosens), Lautaro Martínez (76m – Joaquín Correa) e Edin Džeko (76m – Romelu Lukaku)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (45m – David Neres), António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Francisco “Chiquinho” Machado (80m – Petar Musa), Rafael “Rafa” Silva (80m – João Neves), João Mário (89m – Andreas Schjelderup), Fredrik Aursnes e Gonçalo Ramos (74m – Gonçalo Guedes)

1-0 – Nicolò Barella – 14m
1-1 – Fredrik Aursnes – 38m
2-1 – Lautaro Martínez – 65m
3-1 – Joaquín Correa – 78m
3-2 – António Silva – 86m
3-3 – Petar Musa – 90m

Cartões amarelos – Rafael “Rafa” Silva (49m), Petar Musa (81m) e David Neres (90m)

Árbitro – Carlos del Cerro Grande (Espanha)

Chegou ao fim uma bela campanha do Benfica na “Champions League”, a melhor de sempre do clube, de entre as 17 participações na fase de grupos da prova, desde a época de 1994-95, estabelecendo records de vitórias (seis) e de derrotas sofridas (apenas uma), assim como de golos marcados (26).

Uma campanha que, todavia, deixa um sabor agridoce: nunca antes o Benfica terá estado tão próximo das meias-finais – e até, atendendo aos emparelhamentos do sorteio dessa eliminatória, de poder regressar a uma final da principal competição de clubes do Mundo!

Bastou essa tal derrota para comprometer as suas aspirações, acalentadas perante a avaliação, comummente feita, de que o Inter (tal como o AC Milan) estariam ao alcance do Benfica. Agora, passados os jogos das duas mãos, haverá que introduzir uma subtileza: teriam estado ao alcance do melhor Benfica desta temporada…

A “chave” para poder vir ainda a ser bem sucedido passava por marcar primeiro em Milão. Contudo, o plano começaria a “esboroar-se” logo no quarto de hora inicial, dado ter sido o Inter a abrir o marcador, ampliando assim para três golos a vantagem, que, de imediato, se afigurou intransponível.

Ainda assim, reagindo positivamente, o Benfica equilibrou o jogo, conseguindo criar algumas situações de perigo, vindo a restabelecer o empate ainda antes do intervalo.

No arranque da segunda metade, tal como sucedera já em Lisboa, a equipa portuguesa reclamaria novo “penalty”, não validado pelo árbitro.

O Inter, de forma estratégica, como que concedia a iniciativa ao adversário, revelando grande eficácia no “contra-golpe”, marcando por duas vezes entre os 65 e os 80 minutos, sentenciando de vez a eliminatória.

Num assomo de honra e orgulho, o Benfica acabaria – ingloriamente – por ter alguma felicidade na forma como acabou por evitar a derrota (com dois golos apontados nos derradeiros minutos, e isto depois de Neres ter já rematado ao poste), por coincidência, repetindo o desfecho (3-3) da última partida disputada na “Champions League” da época precedente, em Liverpool.

Não obstante, é difícil não pensar que o Inter teve sempre a eliminatória controlada, e – cada vez que o Benfica parecia poder vir ainda a colocá-la em causa -, voltando a “acelerar”, repunha a sua ampla “margem de segurança”.

Numa revisão final, poderá ter faltado um pouco mais de ambição ao Benfica, mas, para tal, teria necessariamente de ser também, em paralelo, muito mais rigoroso no seu sector defensivo… porque, curiosamente, os três golos de que (em teoria) precisaria para seguir em frente, conseguiu-os!

19 Abril, 2023 at 9:54 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 13.04.2023)

A notícia mais relevante (pela negativa) do fim-de-semana foi o consumar da despromoção do Coruchense do Campeonato de Portugal, retornando, dois anos depois, ao Distrital. O emblema do Sorraia iguala, assim, o registo de Alcanenense, Cartaxo e U. Almeirim, como os clubes que mais vezes (cinco cada) foram despromovidos aos regionais, com a particularidade de, no caso do grupo de Coruche, ser a terceira vez em que tal sucede nas últimas oito temporadas.

Tal traduz uma fase de “sobe e desce”: tendo sido promovido ao “Nacional” em 2015, 2017 e 2021, o Coruchense não foi além de duas épocas sucessivas em tal patamar, o que, aliás, alcançou apenas no ciclo que agora finaliza, depois das descidas (“imediatas”) de 2016 e 2018.

Para além dos clubes antes referidos, cada qual com cinco despromoções, realça-se ainda o acumulado de quatro descidas ao Distrital por parte de Alferrarede, Riachense e Torres Novas; tendo o Amiense, Marinhais, Samora Correia, U. Rio Maior e U. Tomar (este nos anos de 1985, 1997 e 2002) baixado a tal escalão em três ocasiões, cada um deles.

Estes movimentos têm, naturalmente, associadas temporadas de subida aos Nacionais (antiga III Divisão, Campeonato Nacional de Seniores, e, por último, ao Campeonato de Portugal) – desde que, na época de 1968-69, foi adoptado o regime de promoções e despromoções de escalão –, com um paralelo de bastante similitude: cinco subidas para Alcanenense, Cartaxo, Coruchense e Riachense (que, contudo, abdicou de uma delas – 2009); quatro para Alferrarede e U. Almeirim; três promoções de Amiense, Marinhais, Samora Correia, Torres Novas e U. Rio Maior.

Os dois candidatos ao título (e subida de Divisão) no actual campeonato foram promovidos à III Divisão Nacional em duas ocasiões: U. Tomar, em 1988 e 1998; Fazendense, em 1996 e 2007.

Destaques – Na Taça do Ribatejo, e tal como sucedera na eliminatória precedente, o Torres Novas voltou a estar em especial evidência, afastando, desta feita em terreno alheio, o Amiense, notável 3.º classificado do campeonato, impedindo a turma dos Amiais de Baixo de ampliar o seu magnífico “record” de 15 presenças nas meias-finais da competição.

Praticamente tendo entrado a perder, os torrejanos, não se descompondo, empatariam antes da meia hora de jogo, colocando-se em vantagem já no quarto de hora final. O Amiense ainda conseguiria restabelecer a igualdade (2-2) já em período de compensação, mas acabou por ser desfeiteado no desempate da marca de “penalty” (fórmula que lhe permitira superar a ronda anterior). Foi o terceiro jogo seguido sem vitória do grupo dos Amiais, proporcionando ao Torres Novas marcar presença nas meias-finais da Taça pela 4.ª vez (após 2017, 2011 e 1986).

Em destaque esteve também o Abrantes e Benfica, confirmando o bom momento que atravessa, apresentando-se igualmente como um dos candidatos a vencer a prova, tendo ido aplicar uma imprevista goleada, por 4-1, a Samora Correia, apurando-se para as meias-finais pela 3.ª vez (depois de ter sido finalista na última época, e de ter atingido também as semi-finais em 2019).

Confirmações – O Alcanenense, batendo o Benavente por categórico 3-0, confirmou um apuramento tranquilo, atingindo as meias-finais da prova pela 8.ª vez (fase que já não alcançava desde uma sequência de quatro qualificações, de 2009 a 2012), perfilando-se, em teoria, como o principal candidato à conquista do troféu, que, por curiosidade, nunca conseguiu vencer (contando três finais perdidas, em 2002, 2009 e 2010).

Também o Fátima confirmou o favoritismo que lhe era creditado, tendo recebido e batido, por 3-1, o Águias de Alpiarça, garantindo, deste modo, a sua estreia nas meias-finais da Taça.

Esses desafios, em que será decidido o acesso à final da “prova rainha”, numa eliminatória a disputar a duas mãos, estão agendados para dia 25 de Abril e 7 de Maio, colocando frente-a-frente, respectivamente: Torres Novas-Abrantes e Benfica; e Alcanenense-Fátima.

Campeonato de Portugal – Depois de ter já desperdiçado alguns “match-points” em jornadas precedentes, o Coruchense enfrentava, na penúltima ronda da prova, numa espécie de final, o Mortágua (equipa imediatamente acima na tabela, com dois pontos à maior), que recebia no seu terreno, sabendo que só a vitória lhe poderia permitir ainda a “salvação”.

O grupo do Sorraia não poderia esperar melhor começo, tendo-se adiantado no marcador logo aos quatro minutos. Viria, porém, a sofrer dois golos entre os 23 e os 30 minutos, operando-se a reviravolta no marcador. Não obstante tenha ainda empatado, outros cinco minutos fatídicos (entre os 66 e os 71) proporcionariam ao adversário repor a vantagem, acabando por ganhar 4-2.

Assim, passando a distar cinco pontos deste rival (e do Sintrense) – e, também, em função do triunfo averbado pelo Sertanense em Loures, resultando no ampliar, de três para seis pontos, da diferença pontual face àquele oponente – o emblema de Coruche vê-se, inapelavelmente, relegado para o Distrital, não podendo já, na derradeira ronda, melhorar o 9.º posto que ocupa na classificação… o primeiro (de um total de seis despromovidos) abaixo da “linha de água”.

Por seu lado, o U. Santarém cumpriu a sua missão, goleando por 4-0 o Marinhense, chegando à entrada para a última jornada no 1.º lugar… contudo, uma posição ilusória e que bem poderá vir a revelar-se inglória, dado que os escalabitanos folgarão (devido à desistência do Rio Maior SC), podendo, pois, ser ultrapassados por Pêro Pinheiro (em igualdade pontual, deslocando-se ao reduto do agora já tranquilo Mortágua) e 1.º Dezembro (apenas um ponto atrás, e que recebe, precisamente, o já sentenciado Coruchense) – caso em que ficariam afastados da fase final.

Antevisão – Na 26.ª ronda da I Divisão Distrital as atenções estarão focadas no “quase derby” U. Tomar-Ferreira do Zêzere, um embate sempre de cariz muito especial, e no Entroncamento AC-Fazendense; sendo os dois primeiros favoritos a ganhar não poderão, contudo, “distrair-se”.

Na luta pela manutenção – sabendo-se já, agora, que serão três os clubes a despromover à II Divisão –, destacam-se as seguintes partidas: Águias Alpiarça-Torres Novas, Benavente-Mação e Samora Correia-Cartaxo; enfrentando os clubes em risco de descida difíceis compromissos.

Na segunda jornada da fase final do escalão secundário destacam-se os embates Moçarriense-Tramagal e Forense-Espinheirense, em que cada ponto conquistado poderá ser determinante.

No Campeonato de Portugal, a expectativa reside, conforme aludido, nos desafios: 1.º Dezembro-Coruchense e Mortágua-Pêro Pinheiro; em que estará em causa o futuro imediato do U. Santarém. Tendo vantagem no confronto directo sobre ambos os concorrentes (em função da superior diferença de golos geral), os escalabitanos só poderão almejar o apuramento para a fase final se o 1.º Dezembro não ganhar ou em caso de algo improvável derrota do Pêro Pinheiro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Abril de 2023)

16 Abril, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 1/4 de Final (1.ª mão)

Lech Poznań – Fiorentina – 1-4
Gent – West Ham – 1-1
Anderlecht – AZ – 2-0
Basel – Nice – 2-2

13 Abril, 2023 at 9:59 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de Final (1.ª mão)

Manchester United – Sevilla – 2-2
Juventus – Sporting – 1-0
Bayer Leverkusen – Union Saint-Gilloise – 1-1
Feyenoord – Roma – 1-0

13 Abril, 2023 at 9:58 pm Deixe um comentário

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