Archive for Abril, 2022

Liga dos Campeões – 1/4 final (2.ª mão) – Liverpool – Benfica

LiverpoolLiverpool – Alisson Becker, Joseph “Joe” Gomez, Ibrahima Konaté, Joël Matip, Konstantinos “Kostas” Tsimikas, Naby Keïta, James Milner (57m – Thiago Alcântara), Jordan Henderson (57m – Fábio Tavares “Fabinho”), Diogo José “Jota” (57m – Mohamed Salah), Luis Díaz (66m – Sadio Mané) e Roberto Firmino (90m – Divock Origi)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (90m – Gil Dias), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Everton Soares (90m – André Almeida), Julian Weigl, Adel Taarabt (66m – João Mário), Diogo Gonçalves (45m – Roman Yaremchuk), Gonçalo Ramos (78m – Paulo Bernardo) e Darwin Núñez

1-0 – Ibrahima Konaté – 21m
1-1 – Gonçalo Ramos – 32m
2-1 – Roberto Firmino – 55m
3-1 – Roberto Firmino – 65m
3-2 – Roman Yaremchuk – 73m
3-3 – Darwin Núñez – 82m

Cartões amarelos – Não houve

Árbitro – Serdar Gözübüyük (Países Baixos)

Como seria expectável confirmou-se o final da campanha do Benfica na presente edição da “Liga dos Campeões”. Mas, também como aqui escrevera na semana passada, o Benfica saiu da competição de “cabeça erguida”. Mais, surpreendeu até, impondo um empate (a três golos!) em Anfield Road, ante o poderosíssimo Liverpool.

Devido a falhas próprias (outra vez a sofrer golos de lances de “bola parada”, denotando fragilidades defensivas) a equipa portuguesa nunca conseguiu, efectivamente, reentrar na eliminatória. Mas tal até poderia ter acontecido, não fosse a sensacional defesa de Alisson, ao que teria sido o 4-3 para o Benfica, já perto do minuto 90. Um golo que, a ter ocorrido, poderia ter ainda lançado dúvida substancial no espírito dos jogadores da casa…

Sendo que, para além dos três tentos – e do tal lance do hipotético “4-3” – a turma benfiquista viu ainda invalidados outros dois “golos”, o que demonstra bem a personalidade com que enfrentou o adversário.

É, igualmente, verdade que o Liverpool, depois de ter consentido o empate a um, tratou de “fechar” outra vez a eliminatória, com o bis de Roberto Firmino, e que, a partir daí, voltou a “descansar” sobre a vantagem de que dispunha, em gestão para novo embate com o Manchester City, para as meias-finais da Taça de Inglaterra (numa lógica de activa “rotação” do plantel, Klopp fizera alinhar, logo de início, apenas quatro dos jogadores que tinham começado o desafio no Estádio da Luz: o guarda-redes Alisson Becker, Konaté, Keïta e Luis Díaz).

Pois, seria precisamente o defesa central, Konaté, na sequência de um canto, a inaugurar outra vez o marcador, tal como sucedera na Luz, e, praticamente na mesma fase, ainda na metade inicial do primeiro tempo. Isto, depois de Everton ter criado perigo junto da baliza contrária, logo aos 13 minutos… mas, também, de Vlachodimos ter já “dito presente”, a “adiar” a chegada do primeiro golo do Liverpool.

Reagindo bem, privilegiando as transições rápidas – quase de imediato Darwin, depois de “picar” a bola sobre Alisson, veria o primeiro lance de golo invalidado pela arbitragem –, apenas cerca de dez minutos volvidos após o tento sofrido, Gonçalo Ramos restabeleceria mesmo a igualdade, dando o melhor aproveitamento, sem vacilar, a um ressalto de bola, que o deixara isolado.

Até final da primeira parte, perdura ainda a imagem do sensacional desarme de Grimaldo, antecipando-se a Luis Díaz, a “tirar o pão da boca” ao colombiano, que se aprestava para visar a baliza.

No recomeço Nélson Veríssimo apostou na entrada de Yaremchuk (por troca com Diogo Gonçalves, que “substituira” o lesionado Rafa), procurando reforçar o sector ofensivo. Porém, uma dupla falha, de Vlachodimos e Vertonghen, possibilitou a Firmino recolocar a sua equipa em vantagem, apenas com dez minutos decorridos. E, mais outros dez minutos passados, o brasileiro, não enjeitando as “facilidades”, bisava.

Klopp fizera já entrar em jogo Thiago Alcântara, Fabinho e Salah, a que se juntaria ainda, de imediato após o 3-1, Sadio Mané – alterações a fazer recear que o “placard” pudesse continuar a subir, a favor do Liverpool.

Mas, nessa altura, já a equipa inglesa “desligara os motores”, e o Benfica não se faria também rogado, aproveitando o espaço livre nas costas do sector recuado do adversário, para reequilibrar a contenda. O ucraniano isolar-se-ia, desviando-se de Alisson, para reduzir para 2-3.

E, numa jogada com semelhanças, Darwin voltaria também a marcar ao Liverpool (depois de ter já bisado, nesta edição da prova, ante o Barcelona, e de ter marcado igualmente frente ao Bayern e ao Ajax), restabelecendo o empate a 3-3! (Por curiosidade, ambos os golos começaram por ser sancionados com “fora-de-jogo” por parte do árbitro assistente, vindo a ser validados por via da análise do “VAR”).

Faltavam jogar oito minutos mais o tempo de compensação e o jogo estava “partido”, com desequilíbrios defensivos de um lado e de outro. Mas a tal ocasião soberana para o 4-3, a favor do Benfica, surgiria já tarde, e, pior, sairia gorada, pela soberba intervenção de Alisson. E, por seu lado, também Mané, em posição irregular, teria um “golo” não validado.

O desafio chegava ao fim. O Liverpool “respirava fundo”, perante uma evolução inesperada dos contornos do jogo, nos derradeiros vinte minutos, protagonizada por um Benfica corajoso, a mostrar grande carácter, na melhor das suas exibições nesta fase a eliminar.

Uma “missão impossível” que esteve “a um passo” de poder vir a tornar-se “possível” (pelo menos, o forçar do prolongamento), mesmo que se tenha em consideração que tal foi, em larga medida, “concedido” pelo Liverpool, muito confiado na vantagem que alcançara já. Mas, em paralelo, a confirmação de que o acreditar é uma força motriz determinante.

Os (mais de quatro mil) adeptos, satisfeitos com a exibição e atitude demonstrada, envoltos no “espírito de Anfield”, “vitoriariam” demoradamente a equipa, que teria inclusivamente de voltar ao relvado, já depois de ter começado por recolher às cabinas.

13 Abril, 2022 at 9:54 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

(“O Templário”, 07.04.2022)

Parece ter-se iniciado, já há algumas semanas, uma contagem decrescente, a caminho do título de Campeão Distrital, por parte do Rio Maior: após o triunfo sobre o U. Tomar, na ronda 22, ficavam a faltar seis vitórias; depois, cinco; e, agora, apenas quatro, nas seis jornadas que restam disputar. Exibindo pujante grau de confiança, os riomaiorenses não só vão somando goleadas, como, mais importante, com entrada fulgurante, sentenciam os seus desafios logo no quarto de hora inicial!

Em contraponto, os tomarenses parecem ainda algo em “convalescença”, enfrentando a árdua missão, sobretudo a nível anímico, de continuar a acreditar, nada mais lhes restando, por agora, que cumprir a sua parte – voltaram a ganhar, tendo vencido os dois jogos seguintes a tal desaire –, na esperança de que o “rolo compressor” do rival acabe por vir, de algum modo, a bloquear.

Destaques – Tal como sucedera na semana anterior, em Torres Novas, ao quarto de hora o Rio Maior ganhava já por 2-0, ao Salvaterrense (tendo, aliás, os golos sido apontados aos dois e aos nove minutos), ampliando ainda a marca para um confortável 3-0 à passagem da meia hora (precisamente como na jornada precedente). Até final, mais dois tentos fixaram o “placard” em 5-0, num compromisso que o comandante soube, uma vez mais, converter em “facilidades”.

Em destaque esteve também o Samora Correia, que se impôs por convincente 4-2 ao Abrantes e Benfica, alcançando assim a 5.ª posição, culminando meritória ascensão na tabela. Os abrantinos – porventura já com a mente mais na Taça que no campeonato – equilibraram a contenda durante a primeira parte (inauguraram até o marcador; ripostando de pronto, empatando a duas bolas, após reviravolta operada pelos samorenses), mas, após o 3-2, sofrido mesmo em cima dos 45 minutos, não conseguiriam voltar a reagir, vindo a sofrer o quarto golo já próximo do termo da partida.

Noutro plano, o da luta pela “sobrevivência” no escalão principal, o At. Ouriense conseguiu, enfim, quebrar um ciclo muito negativo, de nove jornadas sem vencer (no qual somara apenas dois pontos, fruto de outros tantos empates), batendo o Torres Novas por tangencial 2-1 (sendo que o tento dos torrejanos foi obtido mesmo a findar o encontro), um desfecho determinante para que a formação de Ourém possa “respirar” melhor, agora com uma “almofada” de cinco/seis pontos face à “linha de água” (respectivamente, Ferreira do Zêzere, 14.º; ou U. Almeirim, 15.º).

Surpresas – Ao contrário da ronda anterior, registaram-se algumas surpresas, duas delas envolvendo os dois últimos classificados, que conseguiram pontuar – nesse aspecto, uma jornada negativa para os ferreirenses, únicos derrotados de entre o quarteto da cauda da classificação.

De facto, o U. Almeirim foi a Alcanena obter resultado positivo – pese embora aquém das suas necessidades actuais – empatando 1-1, beneficiando de um golo marcado longo no minuto inicial. O Alcanenense restabeleceria a igualdade ainda durante o primeiro tempo, mas não conseguiria completar a reviravolta no marcador, o que lhe custou, no imediato, a perda do 5.º lugar.

Também a equipa da Glória do Ribatejo procura ainda dar “prova de vida”, tendo averbado igual desfecho na recepção ao Benavente. Ainda assim, um resultado manifestamente insuficiente, dado que o “lanterna vermelha” continua a distar sete pontos do Ferreira do Zêzere, tendo-se mesmo alargado o “fosso” face ao At. Ouriense (agora de já praticamente insuperáveis doze pontos).

A outra surpresa chegou das Fazendas de Almeirim, onde o tranquilo Cartaxo – de modo algo imprevisto, com grande propensão para o golo – repetiu, ante o Fazendense, para o campeonato, o empate a três golos, que tinha registado também, a meio da semana, na recepção ao Abrantes e Benfica, na 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo.

Em função desta perda de pontos (totalizando oito pontos desperdiçados em três dos últimos quatro embates), o Fazendense (que vencera por 1-0 em Amiais de Baixo, também em jogo a contar para a Taça, assumindo posição privilegiada) voltou a ver dilatar-se, para significativo número de onze pontos, o atraso face ao vice-líder.

Confirmações – Precisamente, o 2.º classificado, U. Tomar, tal como o novamente 3.º, Mação, confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, ganhando as suas partidas.

Os maçaenses, por mais claro 3-1, em casa, ante o Amiense, voltando, assim, a igualar o Fazendense na classificação – numa disputa a dois, ambos agora afastados onze pontos do emblema nabantino, e com sete pontos de vantagem sobre o Samora Correia.

Quanto ao U. Tomar, voltou a sentir dificuldades, sobretudo a nível da finalização, tendo começado, uma vez mais, por ser surpreendido em contra-ataque, consentindo um tento ao Ferreira do Zêzere. Ripostando de pronto, empatando apenas três minutos volvidos (aos 21), seria necessária ainda uma longa espera para materializar em golo (2-1, alcançado a dez minutos do final) a superioridade evidenciada dentro de campo, com amplo, mas infrutífero, domínio.

II Divisão Distrital – Concluída a fase regular do campeonato, sagraram-se vencedores de série: Águias de Alpiarça (41 pontos); Fátima (45 pontos); e Moçarriense (48 pontos – completando uma sensacional campanha, 100% triunfal, nos 16 jogos disputados, mostrando-se “desfasado” deste escalão – o que, todavia, terá de confirmar na fase final, recomeçando a partir do “zero”).

Da ronda final, destaque para a “chave de ouro” com que o grupo da Moçarria encerrou a prova, indo golear por contundente 5-0 ao reduto do… 2.º classificado, Espinheirense. O Marinhais ganhou ao Forense por 2-1, acabando por quedar-se somente a um escasso ponto do apuramento!

A equipa “B” do U. Tomar, tendo somado apenas 16 pontos (7.º classificado entre os nove concorrentes) realizou prova discreta, numa época que se traduziu em processo de aprendizagem.

Liga 3 – O U. Santarém – que cedo se viu em inferioridade numérica, tendo jogado os últimos quinze minutos reduzido a nove elementos – não conseguiu evitar comprometedor desaire (0-2) ante o Cova da Piedade (partida disputada em “campo neutro”, na Malveira, em mais um caso de “divórcio”, entre o clube almadense e a respectiva “SAD”). Após a 2.ª jornada (do total de seis que compõem esta fase), os escalabitanos (na 4.ª e última posição, em lugar de despromoção) têm agora um atraso de quatro pontos face ao Caldas e cinco pontos em relação ao rival desta jornada.

Campeonato de Portugal – Depois do triunfo na estreia, o Coruchense foi derrotado, no seu terreno, pelo Marinhense, em função de solitário tento sofrido, já no quarto de hora final. A turma do Sorraia partilha o 2.º lugar com o V. Sernache (equipa ante a qual vencera na ronda inaugural), ambos a três pontos do conjunto da Marinha Grande, e, também, três pontos acima do Peniche.

Antevisão – No escalão principal as atenções estarão centradas no maior “clássico” do Distrito, Torres Novas-U. Tomar (os quais se defrontarão pela 96.ª vez em jogos de Campeonatos nacionais e distritais e Taça de Portugal e do Ribatejo), devendo o Rio Maior enfrentar tarefa teoricamente de menor grau de dificuldade, em deslocação ao reduto do (aflito) U. Almeirim.

No arranque da fase final da II Divisão, teremos triplo confronto entre clubes que disputaram a mesma série: Águias de Alpiarça-Forense; Entroncamento-Fátima; e Espinheirense-Moçarriense.

Na Liga 3 o U. Santarém recebe o Caldas, estando “obrigado” a ganhar; enquanto, no Campeonato de Portugal, o Coruchense visita Peniche, onde será também muito importante pontuar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Abril de 2022)

10 Abril, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Hóquei em Patins – Liga Europeia – 2021-22 – Fase de Grupos

Grupo A

23.10.2021 – La Vendéenne (Fra.) – Trissino (Itá.) – 2-5
23.10.2021 – Amatori Lodi (Itá.) – Sporting de Tomar (Por.) – 4-4
11.12.2021 – Trissino (Itá.) – Amatori Lodi (Itá.) – 2-1
11.12.2021 – Sporting de Tomar (Por.) – La Vendéenne (Fra.) – 2-0
29.01.2022 – Amatori Lodi (Itá.) – La Vendéenne (Fra.) – 4-1
29.01.2022 – Sporting de Tomar (Por.) – Trissino (Itá.) – 3-3
12.02.2022 – La Vendéenne (Fra.) – Amatori Lodi (Itá.) – 2-3
12.02.2022 – Trissino (Itá.) – Sporting de Tomar (Por.) – 4-4
26.03.2022 – Sporting de Tomar (Por.) – Amatori Lodi (Itá.) – 5-2
26.03.2022 – Trissino (Itá.) – La Vendéenne (Fra.) – 2-1
09.04.2022 – Amatori Lodi (Itá.) – Trissino (Itá.) – 2-3
09.04.2022 – La Vendéenne (Fra.) – Sporting de Tomar (Por.) – 2-4

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Trissino            6     4     2     -    19 - 13    14
 2º Sporting de Tomar   6     3     3     -    22 - 15    12
 3º Amatori Lodi        6     2     1     3    16 - 17     7
 4º La Vendéenne        6     -     -     6     8 - 20     -

Grupo B

23.10.2021 – Diessbach (Suí.) – Valongo (Por.) – 1-5
23.10.2021 – Coutras (Fra.) – Sarzana (Itá.) – 4-5
11.12.2021 – Valongo (Por.) – Coutras (Fra.) – 4-1
11.12.2021 – Sarzana (Itá.) – Diessbach (Suí.) – 7-4
29.01.2022 – Coutras (Fra.) – Diessbach (Suí.) – 4-6
29.01.2022 – Sarzana (Itá.) – Valongo (Por.) – 6-6
12.02.2022 – Diessbach (Suí.) – Coutras (Fra.) – 3-1
12.02.2022 – Valongo (Por.) – Sarzana (Itá.) – 4-0
26.03.2022 – Sarzana (Itá.) – Coutras (Fra.) – 5-3
26.03.2022 – Valongo (Por.) – Diessbach (Suí.) – 5-2
09.04.2022 – Coutras (Fra.) – Valongo (Por.) – 5-4
09.04.2022 – Diessbach (Suí.) – Sarzana (Itá.) – 4-7

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Valongo             6     4     1     1    28 - 15    13
 2º Sarzana             6     4     1     1    30 - 25    13
 3º Diessbach           6     2     -     4    20 - 29     6
 4º Coutras             6     1     -     5    18 - 27     3

Garantiram a presença na “Final Four” da Liga Europeia – a disputar em Torres Novas, no “Palácio dos Desportos Helena Sentieiro” (a 14 e 15 de Maio) – as equipas do Trissino, Sporting de Tomar, Valongo e Sarzana.

É o seguinte o alinhamento das meias-finais:

  • Trissino – Sarzana
  • Sporting de Tomar – Valongo

9 Abril, 2022 at 9:56 pm Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 1/4 de Final (1.ª mão)

Bodø/Glimt – Roma – 2-1
Feyenoord – Slavia Praha – 3-3
Olympique Marseille – PAOK – 2-1
Leicester City – PSV Eindhoven – 0-0

7 Abril, 2022 at 10:06 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de Final (1.ª mão)

RB Leipzig – Atalanta – 1-1
E. Frankfurt – Barcelona – 1-1
West Ham – Olympique Lyon – 1-1
Sp. Braga – Rangers – 1-0

7 Abril, 2022 at 10:05 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 de Final (1.ª mão)

Chelsea – Real Madrid – 1-3
Manchester City – At. Madrid – 1-0
Villarreal – Bayern – 1-0
Benfica – Liverpool – 1-3

6 Abril, 2022 at 9:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 final (1.ª mão) – Benfica – Liverpool

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva, Julian Weigl, Adel Taarabt (70m – Soualiho Meïté), Everton Soares (82m – Roman Yaremchuk), Gonçalo Ramos (86m – João Mário) e Darwin Núñez

LiverpoolLiverpool – Alisson Becker, Trent Alexander-Arnold (89m – Joseph “Joe” Gomez), Ibrahima Konaté, Virgil Van Dijk, Andrew “Andy” Robertson, Naby Keïta (89m – James Milner), Fábio Tavares “Fabinho”, Thiago Alcântara (61m – Jordan Henderson), Mohamed Salah (61m – Diogo José “Jota”), Luis Díaz e Sadio Mané (61m – Roberto Firmino)

0-1 – Ibrahima Konaté – 17m
0-2 – Sadio Mané – 34m
1-2 – Darwin Núñez – 49m
1-3 – Luis Díaz – 87m

Cartões amarelos – Adel Taarabt (63m); Thiago Alcântara (58m)

Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)

Foi “pena” o golo sofrido já à beira do fim… o 1-2 permitiria ainda levar a eliminatória “viva” para Liverpool. Mas, efectivamente, o resultado poderia ter sido bastante mais gravoso para o Benfica, e, logo, na metade inicial do jogo.

As equipas portuguesas têm vindo, sucessivamente, a demonstrar, perante este tipo de adversários do mais alto gabarito (veja-se os casos de jogos do FC Porto, Sporting e Benfica, frente a Liverpool, Manchester City e Bayern – hoje por hoje, as melhores equipas do Mundo), enorme dificuldade em delinear uma abordagem que possa ser consentânea / minimamente adaptada face às necessidades, atendendo à exigência a nível competitivo e de intensidade que tais rivais impõem: “jogar o jogo pelo jogo” seria assumir uma espécie de “hara-kiri”; acantonar-se à defesa, não tem proporcionado muito melhores resultados.

Ainda assim, uma coisa é jogar à defesa – como o Benfica fez em Amesterdão – frente a um opositor do nível do Ajax, com alguma probabilidade, como sucedeu, de “correr bem”; outra coisa, distinta, é defrontar um dos clubes antes referidos.

Pois, algo atemorizado perante o poderio do Liverpool, o Benfica insistiu na estratégia defensiva, “encolhendo-se” de tal maneira, que, objectivamente, abdicou de competir, durante larga fase do primeiro tempo.

Foi um “convite” – ao qual a equipa inglesa acedeu de bom grado – a que o oponente, com amplo espaço livre na zona intermediária do campo, viesse para cima da defesa benfiquista, necessariamente impotente para dar resposta a todas as investidas, múltiplos cruzamentos, diagonais, rupturas diversas, incapaz de controlar a profundidade do futebol ofensivo contrário.

Um golo aos 17 minutos; um segundo decorridos outros 17 minutos e Vlachodimos a impedir que o “placard” subisse até aos 4 ou 5 ainda na primeira metade, perante uma equipa do Benfica “à deriva” dentro de campo, incapaz de encontrar o posicionamento que lhe permitisse resistir ao turbilhão.

Ficou por compreender exactamente se a configuração do jogo na segunda metade terá decorrido mais de alguma “soberba” do Liverpool, confiado nas excessivas facilidades com que até aí deparara, pensando estar a eliminatória resolvida, tirando o “pé do acelerador”, se, ao invés, foi o Benfica a conseguir assumir e impor um outro tipo de abordagem.

A verdade é que, mal as equipas tinham regressado ao relvado, já o Benfica estava a reduzir o marcador para a diferença mínima, na sequência de um bom cruzamento, do flanco direito, de Rafa, com o central Konaté (que apontara o tento inicial da partida, na sequência de um pontapé de canto, cabeceando em plena liberdade no eixo da área benfiquista) desastradamente a falhar a intercepção, e Darwin, com uma calma notável, a dominar a bola e a desviá-la do alcance do guarda-redes.

O golo teve o condão de animar a Luz, com os adeptos – recordando-se do que sucedera no jogo da 1.ª mão, frente ao Ajax -, numa atmosfera de crescente e vibrante entusiasmo (num Estádio praticamente lotado) a levarem a “equipa ao colo”, dando força e energia para que o Benfica conseguisse superar-se, melhorando a sua produção de forma assinalável.

Durante um período de cerca de vinte minutos, o Benfica superiorizou-se (!) ao adversário, baralhando-o, com o Liverpool, inesperadamente, a ser permeável a sucessivos lances de ataque organizado e/ou de transição, que os benfiquistas iam conseguindo desenvolver.

O Benfica jogava bem – bastante melhor até do que tinha feito em Amesterdão. De tal forma que se passou a acreditar piamente que era possível chegar ao empate. Que Everton teve nos pés, quando, enquadrado com a baliza, liberto de marcação, fez um remate que saiu fraco, e à figura de Alisson. O próprio Darwin teria ocasião de bisar.

Em gestão de esforço – tendo em mente o que poderá ser o “desafio do título”, no Domingo, em Manchester, ante o City – Klopp procedeu, à passagem da hora de jogo, a “rotação”, fazendo entrar, simultaneamente, Diogo Jota, Firmino e Henderson, numa tripla substituição, para os lugares de Salah, Mané e Thiago Alcântara.

O fulgor benfiquista ia-se desvanecendo, à medida que a equipa começava a acusar alguma inevitável fadiga, perante a intensidade do desafio, com o Liverpool, gradualmente, a retomar o controlo.

Depois da bela reacção benfiquista, o tal terceiro golo soou a punição excessiva, mesmo que o desfecho final (margem da vitória inglesa) não esteja desfasado do desempenho das duas equipas dentro de campo, na globalidade do tempo de jogo.

Ficou a demonstração de que é possível competir, mesmo que seja muito difícil fazê-lo durante os noventa minutos, ao ritmo estabelecido por adversários deste quilate. O Benfica parece próximo de finalizar a sua campanha desta temporada na “Liga dos Campeões”, mas, pelo que fez esta noite, poderá sair de “cabeça erguida”… desde que consiga “estar à (sua) altura” na partida em Inglaterra.

5 Abril, 2022 at 9:55 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 31.03.2022)

Não obstante se tenham registado cinco triunfos dos visitantes (apenas U. Tomar e Amiense venceram em casa) a 23.ª ronda do Distrital da I Divisão caracterizou-se, em termos gerais, pela lógica: foram derrotados todos os clubes que ocupam os sete últimos lugares, tendo-se registado uma igualdade, num confronto em que o anterior 5.º classificado recebeu o 4.º da tabela.

Os principais beneficiados da jornada foram o Rio Maior – superou, aparentemente com facilidade, o que se antecipava poder ser uma deslocação de alguma complexidade, a Torres Novas, encurtando assim a “distância” que o separa do presumível título – e o Fazendense, aproveitando o empate do Mação, para se isolar no 3.º lugar.

Destaques – A primeira nota de realce vai justamente para a presteza com que o Rio Maior se desembaraçou do seu adversário, em Torres Novas, onde, apenas com um quarto de hora, ganhava já por 2-0, tendo arrumado a contenda antes da meia hora de jogo, fixando o que seria o 0-3 final.

Precisamente o mesmo desfecho (0-3) averbado pelo Fazendense, num categórico triunfo obtido no “derby”, no terreno do U. Almeirim, agravando a situação delicada que o 1.º classificado do campeonato de há dois anos (então interrompido, devido ao surgimento da pandemia) atravessa, actualmente no penúltimo lugar, portanto em posição de despromoção (a consumar-se, no final, tal traduzir-se-ia na segunda descida de divisão sucessiva dos almeirinenses) – por agora, com sete desafios por disputar, dois pontos abaixo do Ferreira do Zêzere e a quatro do At. Ouriense.

Em destaque estiveram também as equipas do Alcanenense, Samora Correia e Benavente, pelas vitórias alcançadas extra-muros: 2-1 pela turma de Alcanena, no difícil reduto de Salvaterra de Magos (tendo, aliás, liderado por 2-0 quase até final da partida); 2-0 por parte do grupo de Samora Correia, no Cartaxo; e, igualmente por 2-1, pelo conjunto de Benavente, em Ferreira do Zêzere.

Em função destes resultados os vencedores firmam-se na disputa pelo 5.º lugar, actualmente pertença do Alcanenense (5.º), mas somente um ponto acima de Samora Correia e Benavente. Ao invés, os vencidos vêem-se mais distanciados da primeira metade do quadro, ocupando agora o 10.º (Salvaterrense), 12.º (Cartaxo) e 14.º lugar (Ferreira do Zêzere).

E, se no caso dos emblemas de Salvaterra e Magos e do Cartaxo, respectivamente com doze e dez pontos de vantagem sobre os ferreirenses, a sua situação é de grande tranquilidade quanto ao objectivo de permanência no escalão principal, já o emblema do Zêzere deu “um passo atrás” na recuperação que vem encetando (mesmo que, no imediato, sem repercussão a nível da ordenação dos clubes na tabela), sobretudo por se ter tratado de desaire caseiro.

Acresce que a equipa de Ferreira até começara por se colocar em vantagem, vindo a sofrer o tento do empate à passagem da hora de jogo, para acabar por ver consumar-se a reviravolta no marcador já em período de compensação, perdendo um ponto que poderá vir a ser relevante.

Quem parece encaminhar-se irremediavelmente para a divisão secundária é o Glória do Ribatejo, com o 6-0 sofrido em Amiais de Baixo a poder indiciar como que um “atirar de toalha ao chão”.

Confirmações – Numa jornada sem grandes surpresas – mesmo considerando os mencionados êxitos de Alcanenense e Samora Correia, em terreno alheio –, anota-se a repartição de pontos no Abrantes e Benfica-Mação (empate a duas bolas), o que, não tendo sido um desfecho de todo negativo para os abrantinos (face ao potencial do adversário), acabou por lhes ser duplamente penalizador: por um lado, deixaram escapar – num único minuto, entre o 62 e o 63 – a vantagem de dois golos que tinham alcançado logo nos dez minutos iniciais; por outro, baixaram à 8.ª posição, pouco condizente com as suas aspirações, ainda que o 5.º lugar esteja só a dois pontos.

O U. Tomar, recebendo o At. Ouriense, também envolvido na luta pela manutenção (é 13.º classificado, somente dois pontos acima da “linha de água”, num cenário de virem a ser três os clubes a despromover) debateu-se ainda com a “ressaca” do insucesso do fim-de-semana anterior.

Com a equipa a denotar dificuldade em “carburar” da forma habitual, só à beira do termo da primeira parte os nabantinos conseguiriam chegar ao golo – num lance assinalado por uma infelicidade, com o guardião contrário a atingir, inadvertidamente, um companheiro, que, caindo desamparado no terreno, foi submetido a assistência médica no local, com o jogo interrompido durante cerca de meia hora, tendo sido transportado para o hospital. Acima de tudo, os votos são, naturalmente, da sua boa recuperação e pronto restabelecimento.

Na segunda metade, a turma unionista continuou exposta aos perigosos contra-ataques da formação de Ourém, com o guarda-redes Ivo Cristo a ter papel fundamental na preservação da vantagem das suas cores. Mesmo depois de terem chegado a 2-0, os visitados, tendo consentido a redução para a diferença mínima, voltaram a oscilar. A tranquilidade só chegaria na fase final, com mais um golo apontado, a estabelecer o resultado de 3-1.

Será um desafio a requerer grande superação o que o União enfrenta até final: o de, sem vacilar, tentar vencer jogo após jogo, ansiando que o rival na luta pelo título possa vir a ter alguma quebra.

II Divisão Distrital – Mercê da difícil vitória, por tangencial 3-2, alcançada no terreno do Rebocho, o Forense garantiu, a uma ronda do final da primeira fase do campeonato, a última vaga de acesso à disputa do título de Campeão e de promoção à I Divisão (três primeiros da fase final).

Estão já matematicamente apurados: Águias de Alpiarça e Forense (Série A); Fátima e Entroncamento AC (Série B); e Moçarriense e Espinheirense (Série C). O Marinhais (tendo goleado por 5-0 em Benfica do Ribatejo) é quem ficou mais próximo, posicionando-se quatro pontos abaixo dos dois primeiros da série A – na série C o Tramagal está seis pontos atrás do 2.º.

Campeonato de Portugal – Em jogo de “acerto de calendário”, o Coruchense entrou com o “pé direito” neste “mini-campeonato” (apenas seis jornadas) para disputa da manutenção nos Nacionais, ganhando por 2-1 na recepção ao V. Sernache. Reparte, pois, o 1.º lugar com o Marinhense (que vencera, na estreia, na semana anterior, em Peniche), ambos com três pontos.

Antevisão – Na divisão principal os dois primeiros jogam em casa, com o Rio Maior a receber o Salvaterrense, enquanto o U. Tomar disputará um “clássico”, com o vizinho Ferreira do Zêzere, muito necessitado de pontos. De interesse será também o Samora Correia-Abrantes e Benfica.

Na derradeira ronda da II Divisão o Marinhais terá a visita do Forense, num embate no qual, porém, os visitados não conseguirão já superar a desvantagem, que os arredou da fase final. O Fátima recebe o Riachense, bastando-lhe pontuar para confirmar o 1.º lugar da série. Num “quase derby” o Moçarriense desloca-se ao Espinheiro, procurando completar o trajecto 100% vitorioso.

Na Liga 3 o U. Santarém terá um encontro crucial, na Cova da Piedade, clube que o precede na classificação, e que poderá ser o de mais plausível ultrapassagem, na busca pela manutenção; no Campeonato de Portugal o Coruchense recebe o Marinhense, em mais um difícil compromisso.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Março de 2022)

3 Abril, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Sorteio – Mundial 2022

  Grupo A         Grupo B         Grupo C         Grupo D
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Países Baixos   EUA             México          Dinamarca
Senegal         Irão            Polónia         Tunísia
Equador         Gales/Esc./Ucr. A. Saudita      EAU/Aust./Peru

  Grupo E         Grupo F         Grupo G         Grupo H
Espanha         Bélgica         Brasil          Portugal
Alemanha        Croácia         Suíça           Uruguai
Japão           Marrocos        Sérvia          Coreia Sul
C.Rica/N.Zel.   Canadá          Camarões        Ghana

Portugal estreia-se na Fase Final do Mundial 2022 a 24 de Novembro, frente ao Ghana; voltará a jogar a 28 de Novembro, com o Uruguai, finalizando a fase de grupos a 2 de Dezembro, ante a Coreia do Sul.

1 Abril, 2022 at 6:23 pm Deixe um comentário

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