Archive for 15 Abril, 2022

O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

(“O Templário”, 14.04.2022)

Um total de 64 golos marcados pelo U. Tomar, face a 67 tentos do Rio Maior; 19 vitórias contra 20, nas 25 jornadas já disputadas do Distrital da I Divisão – números que traduzem o “campeonato à parte” que os dois primeiros vêm realizando nesta temporada (em ambos os casos, o terceiro melhor registo pertence ao Fazendense, respectivamente com 52 golos e 14 triunfos), sendo de 17 (!) pontos o fosso entre 1.º e 3.º classificados (onze pontos de diferença entre 2.º e 3.º).

Ou seja, a prova cabal de que o União também sabe golear, o que, em paralelo, significa que a grande diferença entre riomaiorenses e nabantinos está – para além do quarto de hora final do embate de Rio Maior, que ditou a separação de seis pontos entre ambos na tabela – no desempenho a nível defensivo: uma estupenda marca de apenas 12 golos sofridos pelo líder (menos de “meio golo” por jogo), face aos 30 tentos encaixados pelos unionistas (ainda assim o 2.º melhor registo).

Isto dito, com os dois primeiros a continuar a ganhar todos os respectivos compromissos desde tal confronto – somando o U. Tomar um ciclo de três vitórias, enquanto o Rio Maior leva já em curso uma nova série de sete triunfos consecutivos (apenas um abaixo da sua melhor sucessão nesta época, entre a 8.ª e a 15.ª rondas) –, vai-se esfumando o “sonho” da recuperação tomarense, quando restam disputar somente cinco jogos, nos quais o comandante terá uma única deslocação.

Destaques – O primeiro destaque da jornada vai para a soberba goleada aplicada pelo U. Tomar no maior “clássico” do futebol distrital, ganhando por 5-1 em Torres Novas. Contrariamente ao que seria expectável, acabou por revelar-se um dos jogos “mais fáceis” para os nabantinos, tirando partido da forma de actuação dos torrejanos, que sempre procuram privilegiar o ataque, em paralelo, abrindo muitos espaços, a proporcionar aos visitantes explanar a sua superior qualidade.

Os unionistas cedo assumiram a iniciativa, mas sem que os donos da casa deixassem de ripostar, de forma desinibida, contudo, não criando grandes ocasiões de perigo. Tendo inaugurado o marcador logo aos seis minutos, os tomarenses colocaram-se em posição privilegiada para controlar todo o jogo, e, a par e passo, ir desferindo novos golpes, tendo chegado ao 3-0 a abrir a segunda metade. Após o 1-3, a equipa não vacilou, mantendo a serenidade, com Siaka Bamba, numa execução perfeita, na sequência de livre, a selar a vitória, ainda ampliada mesmo a fechar.

Em toda a sua história, foi apenas a 18.ª vez que o União marcou cinco golos fora de casa (para além de outros onze jogos em que superou tal marca), sendo somente a 4.ª ocasião em que ganha 5-1, após ter batido o Águias Alpiarça (1956), Alferrarede (1988) e o Amiense (2019). O “record” em terreno alheio é o 8-0 averbado em Santarém, ante os Empregados do Comércio, em 2013.

O At. Ouriense registou também excelente operação, goleando igualmente, neste caso por 4-1, em Salvaterra de Magos, não só “cavando” uma importante distância de cinco pontos em relação à “linha de água” (no pior cenário, de poderem vir a ser três os clubes a despromover) – dilatando, até, para já “insuperáveis” nove pontos, o avanço em relação ao U. Almeirim – como passou a ter o Torres Novas (actual 12.º classificado) em “ponto de mira”, somente dois pontos acima.

Em evidência estiveram também o Fazendense e o Samora Correia, ganhando, respectivamente, em Abrantes (1-0, frente ao Abrantes e Benfica) e em Amiais de Baixo (2-1, ante o Amiense), com a turma das Fazendas a isolar-se novamente na 3.ª posição, enquanto os samorenses reforçam a candidatura ao 5.º lugar – passando a distar, aliás, “apenas” quatro pontos do 4.º, Mação.

De realçar, ainda, a derrota imposta pelo Benavente, na recepção ao Mação, ganhando por 2-1, o que proporcionou aos visitados (tendo somado oitavo triunfo caseiro, registo apenas superado pelos dois primeiros classificados) subir ao 6.º posto, só dois pontos abaixo do Samora Correia.

Confirmações – O Rio Maior voltou a vencer, mas, desta feita, por tangencial 1-0, em Almeirim, face a equipa cada vez mais sob o espectro de uma possível segunda despromoção sucessiva (agora já com quatro pontos de atraso do Ferreira do Zêzere). Os riomaiorenses colocaram-se em vantagem ainda relativamente cedo, mas, durante todo o restante tempo de jogo, não conseguiram reforçar a curta margem obtida, tendo, de alguma forma, ficado à mercê de qualquer “imprevisto”.

O Cartaxo recebeu e bateu o Alcanenense por categórico 4-1, ascendendo à 9.ª posição, um ponto atrás do Abrantes e Benfica. No restante jogo da ronda o Ferreira do Zêzere não desperdiçou a oportunidade de somar mais três pontos (que poderão, eventualmente, ser de importância crucial), ganhando por 2-0 à formação da Glória do Ribatejo, a qual, deste modo, vê praticamente sentenciada a descida de escalão (passou a ter atraso de dez pontos em relação aos ferreirenses).

II Divisão Distrital – No arranque da fase final, o sorteio (previamente efectuado) “caprichou” em colocar frente-a-frente os dois primeiros classificados de cada uma das séries da fase regular.

O Águias de Alpiarça teve boa entrada, ganhando por 4-2 ao Forense – tendo chegado mesmo a 4-1. O resultado menos esperado – atendendo ao desempenho que ambas as equipas vinham apresentando recentemente – terá sido a vitória (3-1) do Entroncamento sobre o Fátima.

A confirmar a velha máxima de que “não há dois jogos iguais” (mesmo que, no final, o desfecho até possa ser similar), depois de, há uma semana, ter goleado por 5-0, o Moçarriense teve de aplicar-se a fundo para voltar a derrotar o Espinheirense, de novo em terreno alheio: tendo começado por se ver em desvantagem, operou reviravolta já no quarto de hora final, só no derradeiro minuto conseguindo chegar ao golo da vitória (2-1), estendendo o seu percurso triunfal.

Liga 3 – Uma equipa a ganhar por 2-0 na última meia hora de jogo, e em superioridade numérica, não pensará nunca em deixar escapar a vitória… Pois, foi precisamente o que sucedeu ao U. Santarém, em desafio crucial, em que recebia o Caldas; acabando, pelo segundo jogo sucessivo, com nove jogadores em campo, consentiu o tento do empate (2-2) em período de compensação.

Podia ter ficado a um ponto deste adversário, mas, assim, subsiste (no 4.º e último lugar) com quatro pontos de atraso. Pior, o Cova da Piedade foi ganhar à Amora, aumentando para sete pontos a diferença face aos escalabitanos. As lágrimas do “homem do jogo” no final do encontro denunciam bem a tarefa hercúlea em que se converteu a possibilidade de garantir a manutenção.

Campeonato de Portugal – O Coruchense obteve, em teoria, um resultado positivo, ao empatar a zero em Peniche. Mas continua a pisar “gelo fino”: reparte o 2.º lugar com o V. Sernache (que foi, também, empatar – a um golo – na Marinha Grande), pelo que tudo subsiste em aberto.

Antevisão – O campeonato da I Divisão Distrital volta a sofrer um interregno de três semanas, apenas sendo retomado a 30 de Abril, com o Rio Maior-Cartaxo e o U. Tomar-Salvaterrense – enquanto o escalão secundário terá a próxima ronda dia 24. Esta sexta-feira Santa teremos a 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo (Fazendense-Amiense; e Abrantes e Benfica-Cartaxo).

Na Liga 3, neste fim-de-semana, o U. Santarém visita a Amora; no Campeonato de Portugal, também apenas a 24 de Abril, o Coruchense enfrenta desafio vital, em Cernache do Bonjardim.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Abril de 2022)

15 Abril, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário


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