EURO 2016 – 1/8 de final – Croácia – Portugal

25 Junho, 2016 at 9:33 pm Deixe um comentário

CroáciaPortugal0-1 (a.p.)

Croácia Danijel Subašić, Darijo Srna, Vedran Ćorluka (120m – Andrej Kramarić), Domagoj Vida, Ivan Strinić, Marcelo Brozović, Luka Modrić, Milan Badelj, Ivan Perišić, Ivan Rakitić (110m – Marko Pjaca) e Mario Mandžukić (88m – Nikola Kalinić)

Portugal Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, José Fonte, Raphaël Guerreiro, João Mário (87m – Ricardo Quaresma), Adrien Silva (108m – Danilo Pereira), William Carvalho, André Gomes (50m – Renato Sanches), Nani e Cristiano Ronaldo

0-1 – Ricardo Quaresma – 117m

“Melhor em campo” – Renato Sanches

Amarelo – William Carvalho (78m)

Árbitro – Carlos Velasco Carballo (Espanha)

Stade Bollaert-Delelis – Lens (20h00)

Hoje, enfim, uma bela dose de sorte. Mas a sorte dá muito trabalho…

Hoje, as estatísticas foram “ao contrário”: 5-17 em remates (dos quais, 2-9 no prolongamento!); 2-0 em remates à baliza (os dois, aliás num único lance, que acabaria por resultar no golo de Portugal, já na parte final da segunda parte do prolongamento, depois de mais de 115 minutos sem um único remate à baliza, de qualquer das equipas!); 2-6 em cantos; 41-59% em termos de posse de bola.

Numa partida entre duas selecções bastante niveladas, a Croácia mostrou ser ligeiramente superior, superioridade que a selecção portuguesa aceitou – o que, aliás, acabaria por frutificar em seu favor -, mas a verdade é que as equipas “encaixaram uma na outra” por completo, praticamente anulando-se, jogando sempre de forma bastante contida, numa toada de “risco mínimo”.

Recordemos os (bem pouco numerosos) principais momentos do jogo:

  • aos 25 minutos, na sequência de um livre, Pepe a cabecear por cima da trave;
  • aos 30 minutos, Perišić a tentar um remate cruzado, com perigo, ao lado do poste;
  • aos 52 minutos, na sequência de um canto, Brozović a desperdiçar uma grande oportunidade, rematando ligeiramente por cima da barra;
  • aos 64 minutos, Nani é atingido nas costas por um adversário, já em plena grande área croata, lance que, contudo, não seria sancionado com a correspondente grande penalidade;
  • aos 113 minutos, após outro canto, Vida a cabecear também por alto;
  • aos 116 minutos, Perišić, de cabeça, a rematar à base do poste, com Rui Patrício ainda a “safar” o ressalto;
  • aos 117 minutos, Ricardo Quaresma, que tinha começado por recuperar a bola na zona defensiva, na posição do defesa direito, junto à linha lateral, a ir concluir a jogada, cabeceando para a baliza deserta, culminando no golo de Portugal, depois da muito apertada defesa de Subašić a um primeiro remate, de Cristiano Ronaldo;
  • aos 122 minutos, já com o guardião Subašić na área portuguesa, Vida a desperdiçar uma flagrante ocasião de golo, rematando dentro da pequena área, mas a bola, com uma trajectória caprichosa, a sair ligeiramente ao lado.

O acumular de momentos de jogo nos derradeiros dez minutos ilustra bem as dificuldades físicas que ambos os conjuntos – em especial o português – experimentavam já, nessa fase.

No final, a Croácia acabaria por ser penalizada – para além da falta de eficácia, sem conseguir enquadrar um único remate à baliza em todo o jogo! – pela falta de ousadia para arriscar mais em busca do golo, logo no tempo regulamentar.

Quando, por fim o fez, nos últimos dez minutos do prolongamento, procurando explorar o esgotamento da formação portuguesa (em especial, Adrien Silva, que acabara de sair de campo, Nani e Cristiano Ronaldo – hoje em missão de sacrifício, isolado na frente do ataque português – estavam já nos seus limites), acabou por ser traída pelo excessivo balanceamento ofensivo.

Viria a ser apanhada em contra-pé, no tal lance, em que Quaresma – ainda relativamente “fresco”, apenas com 30 minutos de jogo nas pernas – veio ajudar a defesa, recuperando a bola, que, passando brevemente por Cristiano Ronaldo (igualmente na mesma zona do terreno), logo chegou aos pés de Renato Sanches (também com 50 minutos de desgaste a menos que os restantes), o qual galgou dezenas de metros com a bola, aproveitando o terreno livre à sua frente, tendo sido acompanhado por Nani (à esquerda) e Ronaldo (à direita).

Perante as duas opções que lhe eram proporcionadas, Renato ainda hesitou, antes de passar a bola a Nani; este ensaiou o remate, que saiu algo enrolado, indo a bola ter com Ronaldo, do lado oposto, que rematou para a espectacular defesa de Subašić, mas que, contudo, não conseguiria detê-la, o que proporcionaria que Quaresma – depois de correr quase toda a extensão do campo, e em diagonal, da direita para a esquerda – surgisse perfeitamente à vontade, para, a menos de um metro da linha de golo, empurrar a bola para o fundo da baliza.

Portugal, feliz, via premiado o esforço, rigor e concentração que pusera dentro de campo, ao longo de 120 minutos de jogo muito táctico, mas bastante intenso.

Uma vitória fundamental, permitindo à selecção portuguesa superar um dos principais obstáculos da metade superior do quadro da fase eliminatória.

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