EURO 2016 – Grupo F – 2ª jornada – Portugal – Áustria

18 Junho, 2016 at 8:49 pm Deixe um comentário

PortugalÁustria0-0

Portugal Rui Patrício, Vieirinha, Pepe, Ricardo Carvalho, Raphaël Guerreiro, Ricardo Quaresma (71m – João Mário), William Carvalho, João Moutinho, André Gomes (83m – Éder), Nani (89m – Rafa Silva) e Cristiano Ronaldo

Áustria Robert Almer, Florian Klein, Sebastian Prödl, Martin Hinteregger, Christian Fuchs, Martin Harnik, Stefan Ilsanker (87m – Kevin Wimmer), David Alaba (65m – Alessandro Schöpf), Julian Baumgartlinger, Marko Arnautović e Marcel Sabitzer (85m – Lukas Hinterseer)

“Melhor em campo” – João Moutinho

Amarelos – Ricardo Quaresma (31m) e Pepe (40m); Martin Harnik (47m), Christian Fuchs (60m), Martin Hinteregger (78m) e Alessandro Schöpf (86m)

Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)

Parc des Princes – Paris (20h00)

23-3 em remates; 6-1 em remates à baliza; 10-0 em cantos; 59-41% em posse de bola… A selecção de Portugal não pode ser tão ineficaz!

Ou seja, o domínio do jogo, do primeiro ao último minuto, foi ainda mais acentuado do que tinha sido na partida frente à Islândia – e isto frente a um adversário que, tendo perdido na ronda inicial, estava “obrigado” a ir em busca dos pontos – sendo incrível que se desperdice assim uma vitória, que deveria ter sido nossa.

Em resposta à curiosidade de ver como reagiria o grupo ao inesperado desfecho do primeiro desafio, a sensação que inevitavelmente transparece é a de que a equipa joga “sobre brasas”, com uma estranha pulsão auto-destrutiva, actuando de forma extremamente perdulária, como que um bloqueio que a impede de materializar em golos as inúmeras jogadas de ataque que cria e desenvolve.

Assumindo uma opção ainda mais ofensiva, correndo riscos acrescidos – o primeiro, mas, paralelamente, um dos raros “avisos” da Áustria, surgiria logo aos 3 minutos -, trocando Danilo Pereira por William Carvalho, e João Mário por Ricardo Quaresma, o sinal de perigo seria dado, desde cedo, quer por Nani (a cabecear por cima, logo aos 6 minutos, e, surgindo isolado face ao guardião, aos 12 minutos, a não evitar a “mancha” de Almer), quer por Cristiano Ronaldo (a rematar ao lado, aos 22 minutos).

À aproximação da meia hora surgiria a melhor oportunidade de golo, com Nani a cabecear fora do alcance do guarda-redes, mas a bola a acertar no poste, tendo João Moutinho falhado a recarga. Ainda antes do intervalo seria Cristiano a desperdiçar também uma outra oportunidade, cabeceando para defesa do guardião austríaco.

Por seu lado a Áustria só voltaria a ter um lance de golo iminente, quando um cabeceamento de Harnik foi salvo, in-extremis, em cima da linha de baliza, por Vieirinha, já a findar o primeiro tempo.

Na segunda metade, seria novamente Almer a negar o golo a Ronaldo por mais de uma ocasião (só no minuto 10, por duas vezes, primeiro com uma defesa apertada, a opor-se a um potente remate, e, de, imediato, após o respectivo pontapé de canto, e, de novo, aos 65 minutos, num livre, com a bola a sair por cima da trave), até que, a onze minutos do final, o mesmo Cristiano, na conversão de uma grande penalidade, rematou igualmente… ao poste!

Quando, pouco depois, Cristiano Ronaldo – na sequência de um livre, em que, com um bom cabeceamento, finalmente conseguiu bater o guarda-redes adversário – viu o lance ser invalidado, por fora-de-jogo, a imagem que ressaltou foi a de que poderíamos ficar toda a noite a jogar, que não conseguiríamos marcar…

No final, tal como os islandeses no primeiro jogo, seriam os austríacos, efusivamente, a “fazer a festa”, pelo empate alcançado… com Portugal a quedar-se com uma deprimente sensação de impotência, perante equipas notoriamente inferiores.

Sobra muito trabalho para Fernando Santos (que, outra vez, pecou pela demora nas substituições, deixando muito pouco tempo útil disponível aos substitutos, com a situação limite de Rafa, a entrar apenas no derradeiro minuto), em ordem a “limpar a cabeça” aos jogadores – os quais, uma vez mais, se empenharam, agora ainda com maior afinco, procurando contrariar a adversidade, lutando até ao fim – e conseguir que o grupo se mantenha unido e com níveis mínimos de confiança para enfrentar o – agora sim – decisivo terceiro jogo da fase de grupos, em que só a vitória garantirá o apuramento, sem ficar na dependência de terceiros.

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EURO 2016 – Grupo F – 2ª jornada – Islândia – Hungria EURO 2016 – Classificações – 2.ª jornada

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