Liga dos Campeões – Final – Real Madrid – At. Madrid

28 Maio, 2016 at 9:34 pm Deixe um comentário

Real Madrid – Keylor Navas, Daniel Carvajal (52m – Danilo), Sergio Ramos, Pepe, Marcelo, Casemiro, Luka Modrić, Toni Kroos (72m – Isco), Gareth Bale, Cristiano Ronaldo e Karim Benzema (77m – Lucas Vázquez)

At. MadridAt. Madrid – Jan Oblak, Juanfran, Stefan Savić, Diego Godín, Filipe Luís (109m – Lucas Hernández), Saúl Ñíguez, Gabi, Augusto Fernández (45m – Yannick Ferreira Carrasco), Koke (116m – Thomas Partey), Antoine Griezmann e Fernando Torres

1-0 – Sergio Ramos – 15m
1-1 – Yannick Ferreira Carrasco – 79m

Desempate da marca de grande penalidade:

1-0 – Lucas Vázquez
1-1 – Antoine Griezmann
2-1 – Marcelo
2-2 – Gabi
3-2 – Gareth Bale
3-3 – Saúl Ñíguez
4-3 – Sergio Ramos
Juanfran rematou ao poste
5-3 – Cristiano Ronaldo

Cartões amarelos – Daniel Carvajal (11m), Keylor Navas (47m), Casemiro (79m), Sergio Ramos (90m), Danilo (93m) e Pepe (112m); Fernando Torres (61m) e Gabi (90m)

Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)

A “história não se repete”, reinventa-se…

Depois de, há dois anos, em Lisboa, as duas equipas de Madrid terem chegado ao final do tempo regulamentar empatadas a uma bola, a final desta noite teria precisamente o mesmo resultado, embora a trajectória do marcador, e do próprio jogo, tenha sido bem distinta da do confronto anterior.

Desta vez o prolongamento não seria decisivo, obrigando ao recurso ao desempate da marca de grande penalidade. Mas, no final, o desfecho seria, uma vez mais – pelo terceiro ano consecutivo, nos confrontos entre Real e Atlético de Madrid na Liga dos Campeões – o triunfo dos “merengues”.

O Real Madrid entrou bem mais afirmativo, dominador desde os minutos iniciais, remetendo a equipa “colchonera” para a sua zona defensiva, com Oblak a ser chamado a intervir logo aos 5 minutos, a defender um remate de Benzema.

Dada a toada de jogo, não surpreenderia o tento inaugural do desafio, a surgir logo à passagem do quarto de hora, com Sergio Ramos, na cara do guardião esloveno – em posição de fora de jogo -, a desviar subtilmente a bola para a baliza, na sequência de um cabeceamento de Bale, após livre apontado por Kroos.

Até final da primeira parte, o At. Madrid parecia incapaz de reagir, acusando sobremaneira o golo sofrido, pairando como uma sombra o desaire de Lisboa.

Para o segundo tempo, Simeone apostou em Yannick Ferreira Carrasco, o que se revelaria uma opção acertada. Logo no minuto inicial da etapa complementar, os “vermelho-e-brancos” beneficiariam de uma grande penalidade, por derrube de Pepe sobre Torres. Porém, na conversão, Griezmann, infeliz, acertaria, com estrondo, na trave.

Mais um duro revés, que poderia contribuir para agravar o desânimo da equipa. Mas, então, cerrando fileiras, o Atlético Madrid foi buscar forças onde elas pareciam escassear, intensificando a pressão sobre a área do Real. Savić não conseguiria concretizar uma oportunidade, para, à passagem da hora de jogo, ser Saúl a ameaçar o golo.

Em contra-ataque, o Real poderia ter sentenciado o jogo, também por duas ocasiões, primeiro com Oblak, aos 70 minutos, a salvar a sua equipa, negando o golo a Benzema, para, pouco depois, ser agora a vez de Savić evitar o golo, em cima da linha de baliza.

O tempo escoava-se rapidamente, quando, no minuto imediato, Yannick Ferreira Carrasco conseguiria colocar justiça no marcador, empatando a contenda, dando – já na pequena área – a melhor sequência a um potente centro de Juanfran, “a rasgar”, nas costas da defesa contrária. Melhor, passavam a ser os “colchoneros” a beneficiar do ascendente psicológico (e físico – com Bale e Modrić esgotados, e Cristiano Ronaldo, inegavelmente, longe da sua melhor condição física), com o Real, então, nos minutos derradeiros do tempo regulamentar, a limitar-se a defender, forçando o prolongamento.

Faltou então ao Atlético conseguir dar a “estocada final”; à medida que o prolongamento avançava, o fulgor ia, necessariamente, diminuindo, enquanto, em paralelo, o Real ia acreditando cada vez mais que era possível “aguentar” e levar a decisão para a marca dos “onze metros”.

No desempate da marca de grande penalidade – em que os “merengues” voltavam à “mó de cima”, não só por terem forçado tal situação, mas contando também com a estatística mais favorável ao seu guarda-redes, as duas equipas estariam praticamente perfeitas (pese embora o Real parecer sempre “em esforço”), sem que nenhum dos guardiões tivesse possibilidade de deter qualquer um dos dez remates.

Todavia, ao penúltimo pontapé, Juanfran seria excessivamente certeiro, colocando tanto a bola que ela embateria no poste; no derradeiro remate, Cristiano Ronaldo não perdoaria, proporcionando ao Real Madrid a conquista da “undécima” (e terceiro troféu da sua conta pessoal).

Infeliz, o Atlético de Madrid – depois de ter rematado um “penalty” à trave, e outro ao poste -, voltava a ser derrotado, perdendo a sua terceira final da Taça / Liga dos Campeões Europeus, sendo agora o clube com mais finais perdidas de entre os que não conseguiram ainda conquistar o troféu.

A lista de vencedores, nas 61 edições já disputadas da competição, passou a ser assim ordenada: Real Madrid, 11 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02 e 2013-14); AC Milan, 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07); Liverpool, 5 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84 e 2004-05); Bayern München, 5 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01 e 2012-13); Barcelona, 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15); Ajax, 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95); Inter, 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10); Manchester United, 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08); Benfica, 2 (1960-61 e 1961-62); Nottingham Forest, 2 (1978-79 e 1979-80); Juventus, 2 (1984-85 e 1995-96); FC Porto, 2 (1986-87 e 2003-04);  Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Chelsea (2011-12).

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